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Calanque d’en-vau – Parque Nacional das Calanques

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Riviera Francesa, Mônaco, Marselha e Parque Nacional das Calanques.

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Localizado no sul da França, o incrível Parque Nacional das Calanques – terrestre e marinho – se estende de Marselha a La Ciotat. Inclui as rochas das Calanques, Arquipélago Frioul, Arquipélago Riou, a Ilha Verde e as rochas do Cap Canaille.

Faz quase um século que a sociedade civil solicita a proteção da área, e depois de muitos projetos sobre a preservação desde a década de 1990, o Parque Nacional finalmente foi inaugurado em 18/04/2012 com regulamentações para sua proteção.

Área terrestre: 8.500 hectares.

Área marinha: 43.500 hectares.

Biodiversidade: proteção de 140 espécies terrestres de animais e plantas protegidas + 60 espécies do patrimônio marinho.

Estudos revelam a presença do homem há 27.000 anos na região da caverna Cosquer.

O Parque Nacional surgiu como a ferramenta para proteger e gerir de forma sustentável o território natural que é tanto terrestre quanto marinho e ainda periurbano.

Cerca de 2.000.000 pessoas visitam o Parque Nacional a cada ano.

Calanques: são acidentes geológicos que tem como principal característica uma angra ladeada por falésias compostas de calcário.

O calcário está presente também na água e contribui para sua cor belíssima.

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As calanques de Marselha abrigam a água com cor mais bonita da região, especialmente na praia da Calanque d’en-vau. O acesso terrestre até a calanque começa em Cassis.

Existem algumas opções de trilhas, mas inicialmente é apenas uma que possibilita o trajeto: as marcações nas pedras indicam branca e vermelha como demonstra a foto abaixo, e são apenas as duas cores que devem ser consideradas. A trilha verde provavelmente é caminho para outro destino.

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Calanque de Port-Miou é a primeira a ser encontrada. É onde as embarcações ficam e não possui área para banho, já que as pessoas praticam esportes na água.

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Calanque de Port-Miou

Calanque de Port-Pin é encontrada a seguir e é a partir dela que a trilha azul aparece pela primeira vez. É o momento de escolher o caminho a trilhar: as trilhas que indicam branca e vermelha estão à direita enquanto a trilha azul está à esquerda. Na Calanque de Port-Pin tem espaço para as pessoas se acomodarem e passarem o dia tranquilamente.

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trilha azul
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subida / descida : prepare as pernas para o trajeto (e os braços para apoiar)

As imagens acima são da Calanque de Port-Pin, fotografadas da trilha azul que optamos por seguir.

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Da trilha azul é possível ver a paisagem mais incrível de cima das calanques, especialmente da Calanque d’en-vau, porém, também é a mais difícil de seguir, subidas, descidas, pedras, nós a percorremos durante três horas com pausa para fotos.

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Ao chegar na praia da Calanque d’en-vau é só desfrutar da beleza! A água é beeem gelada em qualquer época do ano, mas depois de três horas de caminhada e calor era tudo o que precisávamos.

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verão = gente + gente + gente + gente

O trecho mais complicado para chegar até a praia da Calanque d’en-vau não está nas trilhas que podem ser escolhidas, e sim onde elas se encontram para seguir pelo percurso que permite o acesso ao mar (que eu não consegui fotografar por medo de parar para retirar câmeras/celulares que estavam guardados nas bolsas). Ainda não consegui definir se descer ou subir foi pior.

Retornamos pela trilha vermelha que é um pouco mais simples em duas horas de caminhada, mas desejamos muitooo voltar de barco, porém, também acreditamos que não seria possível porque não é assim que os passeios funcionam.

Também existe a possibilidade de ir de barco até as calanques de forma mais tranquila, mas aí não é possível visualizar a paisagem de cima.

A administração do Parque Nacional das Calanques busca melhorias para os visitantes desde que foi inaugurado. As indicações nas pedras são bem visíveis e de fácil compreensão, ainda assim, nos confundimos e saímos da rota em determinado momento, mas rapidamente percebemos a ausência das indicações e retornamos. Não utilizamos nada além de seguir as informações das trilhas para chegarmos à Calanque d’en-vau.

As falésias do Cap Canaille são as mais altas da França.

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Cap Canaille

Recomendações: ir de tênis para caminhar e usar as sapatilhas que protegem os pés para entrar no mar (ou um sapato que seja confortável para você). Vestir roupas confortáveis para conseguir se mover com facilidade. Levar água, e a dica é carregar uma garrafa completamente congelada para o retorno, considerando um litro ou mais por pessoa. Levar alimentos para comer durante o tempo em que for permanecer na área porque não tem estabelecimentos lá. Levar algo para sentar ou deitar confortavelmente para relaxar. Não tem banheiros. É recomendado que os visitantes se apresentem no escritório oficial de turismo de Cassis. Atenção para as possibilidades de incêndio no verão.

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Opinião

Antes de ir, li sobre o assunto em blogs e percebi que é minoria as pessoas que descrevem sobre as dificuldades do trajeto, pois geralmente os textos indicam que as trilhas são tranquilas para caminhar, o que definitivamente não é. As pedras pequenas são soltas e escorregam, seja para descer ou para subir e será íngreme, requer esforço físico especialmente das pernas, e ainda tem o calor. Eu precisei parar para me acalmar porque sentia tremores nas pernas em razão do medo. Adultos carregando bebês com todo tipo de auxílio fazem a trilha. Também tem os idosos que se arriscam e fazem o percurso. Crianças… Então depende da condição de cada um.

Independente de qualquer coisa, é algo que eu recomendo para quem puder fazer a trilha. A Calanque d’en-vau é única… e belíssima!

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Para quem vai de carro:

Pedágios de Marseille à Cassis totalizam € 3,90.

Estacionamento: Parking Calanque – € 8,00.

Um comentário em “Calanque d’en-vau – Parque Nacional das Calanques”

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