É assim que viajamos por aqui: de carro. Então decidi compartilhar um pouco sobre a experiência aqui no blog.
As primeiras viagens que fizemos por aqui antes da Mel chegar sempre foram de carro. Até então, não tínhamos viajado por mais de três horas porque nos limitamos a conhecer lugares bem específicos. A Mel tem mais de dezesseis anos e não tem o tamanho para viajar confortavelmente nas bolsas para embarcar em cabine de avião ou em cabine de trem comigo, então para evitar algum tipo de transtorno, foi definido que viajaríamos sempre de carro.

Atualmente, acredito que seja a maneira que mais permite que as pessoas desfrutem dos lugares aqui na Europa. Independente do meio de locomoção utilizado, quase sempre é possível chegar nos locais que você quiser, entretanto, os lugares mais incríveis do continente europeu estão onde o carro pode chegar com mais facilidade.
Gosto de conhecer as capitais e os lugares mais visitados de cada país, mas eu gosto ainda mais dos locais menos conhecidos e menos disputados por turistas, onde eu consigo apreciar os detalhes dos locais com mais tranquilidade.
Em um pouco mais de dois anos por aqui, conhecemos lugares que jamais conheceríamos se não viajássemos de carro, entre vilarejos, montanhas e praias, lugares que não estão nos roteiros turísticos tradicionais.
Quando você é o guia da viagem e está de carro, pode viajar da forma e no tempo que quiser, o que permite mais liberdade para se programar. Você pode parar em qualquer lugar ao longo do trajeto e mudar os planos sem preocupação.
É importante sempre se atentar para as leis de trânsito de cada país.
O gps é indispensável. Também é importante ter um aparelho com acesso à internet para auxiliar em caso de necessidade (sempre acontece). Antes da viagem também é apropriado a verificação de onde ficam os postos de combustível para programar os abastecimentos, e os lugares para fazer refeições.
Tanto as estradas principais quanto as estradas alternativas são boas, e se não estiverem em obras, é possível dirigir mais de mil quilômetros por dia tranquilamente.
A viagem pode ser cansativa dependendo da distância a ser percorrida ou do trajeto, então é válido programar as paradas antecipadamente para um pouco de descanso.
Para quem viaja com pets: verificar com o veterinário se existe a necessidade de algum tipo de vacinação para entrar no país, por prevenção ou por obrigação. Eles devem viajar com cinto de segurança ou em bolsa/caixa para transporte.
É assim que geralmente nos programamos antes de viajarmos de carro.

Sobre taxas:
É importante verificar como funcionam pedágios e estacionamentos em cada local com antecedência para se programar (incluindo as formas de pagamento: débito/crédito, dinheiro).
Já dirigimos em alguns países que o uso do vignette é obrigatório. – Vignette é um pedágio que funciona assim: é pago “x” por um adesivo que precisa ser colado no vidro frontal do carro antes de entrar na estrada que é cobrada, pois se tiver radar na fronteira e o adesivo não for identificado, uma multa será aplicada.
Tem países que os pedágios são como no Brasil, praticamente.
Existem cidades que cobram para que o carro tenha permissão para circular em regiões específicas, por exemplo, no centro, assim como tem cidades que proíbem o acesso também em regiões específicas, então é necessário verificar antecipadamente para evitar multas. Em geral, as cidades europeias cobram para estacionar o carro na rua. Particularmente, acredito ser mais prático buscar por estacionamentos também com antecedência.
O uso de banheiro em estabelecimentos/estacionamentos nas estradas de alguns países é pago, mas não é regra e varia de país para país.
Paga-se pelo uso, o que mantém a qualidade do serviço prestado.