Este texto será a base para outras publicações relacionadas à capital e traz um pouco dos pontos mais importantes da história de Bruxelas.
Em neerlandês: Brussel.
Em francês: Bruxelles.
Bruxelas é a maior área urbana da Bélgica. A cidade é considerada a capital da União Europeia, além de também abrigar a sede da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). É também em Bruxelas que as questões entre as regiões do país, Flandres e Valônia, são resolvidas.
A região é composta por 19 comunas (municípios) – incluindo a cidade de Bruxelas.
É aceitável que o nome “Bruxelas” tem origem de “broeksel/broekzele”, que em estágio primário do desenvolvimento do neerlandês significa “casa do pântano”. A variante do neerlandês como dialeto de Bruxelas possui um número bastante significativo de palavras em francês.
O primeiro registro já encontrado sobre Bruxelas é de 695, mas de acordo com historiadores, oficialmente, a fundação da cidade foi datada em 979, quando o duque Charles de Basse-Lotharingie solicitou a construção de uma fortificação na região da Igreja de São Gaugérico. Nas margens do rio Senne/Zenne, a cidade se tornou uma importante rota comercial de Bruges e Gante à Colônia, contribuindo para o crescimento da cidade.
Por volta do ano 1000, o duque Charles de Basse-Lotharingie presenteou o genro, o Conde de Leuven – Lambert I, com o território de Bruxelas.
Em 1183, o até então condado se tornou ducado, e teve Henri I como o primeiro Duque de Brabant, como também foram nomeados os duques a seguir. Conflitos com os duques de Hainaut e de Namur eram constantes, até que foi assinado um tratado de paz em 1194.
Em 1225, a Catedral dos padroeiros da cidade, São Miguel Arcanjo e Santa Gudula, começou a ser construída onde até então era a Igreja de São Gaugérico.

Muralhas foram construídas em Bruxelas entre os anos de 1356 e 1383 por causa da necessidade de expansão territorial e do crescimento da região.
Anos se passaram, Brabant perdeu a independência e os Países Baixos passaram a ser controlados pelo Império Habsburg de Maximilian I (a Bélgica pertencia aos Países Baixos até então), e posteriormente, pela Espanha. A independência dos Países Baixos foi recuperada em 26 de julho de 1581 e reconhecida depois da Guerra dos Oitenta Anos (1568-1648). Os anos da guerra também marcaram o início da prosperidade comercial e da prosperidade cultural do país.
Em 1830, quando a Bélgica se tornou independente, o congresso nacional do país optou pela monarquia constitucional como forma de governo e nomeou Louis Charles Philippe Raphaël – filho do rei francês Louis-Philippe I – como o monarca, no entanto, ele foi impedido de exercer a função porque o pai não permitiu. Léopold I, o príncipe do ducado alemão Sachsen-Coburg und Gotha, foi o primeiro rei dos belgas de 1831 até a morte, em 1865. Ele ordenou a destruição das muralhas que cercavam a cidade e construção/reconstrução de alguns prédios da capital. Os chefes de Estado sucessores foram: Léopold II, Albert I, Léopold III, Charles de Belgique, Baudouin de Belgique, Albert II e Philippe de Belgique (desde 2013). Os membros da família real belga geralmente são conhecidos ou chamados por dois nomes, em francês e em neerlandês, por exemplo, Philippe de Belgique em francês ou Filip van België em neerlandês.
Após a independência da Bélgica, Bruxelas que era quase que inteiramente uma cidade de falantes da língua neerlandesa passou a ter a língua francesa como dominante, que até então era utilizada apenas pela burguesia. A imigração dos franceses e expatriados foi o que contribuiu para que a língua francesa se popularizasse a ponto de se tornar o idioma das instituições públicas da cidade. Os belgas que tinham o neerlandês como língua materna começaram a perceber a necessidade quase que obrigatória de aprender francês para interagir com elas, tornando-se bilíngues. Com o desenvolvimento socioeconômico de Flandres, a situação mudou e, atualmente, tudo o que envolve serviços públicos em Bruxelas é totalmente bilíngue (francês e neerlandês).
Entre os idiomas oficiais da Bélgica, o francês é predominante na capital, apesar de a cidade ser considerada, teoricamente, bilíngue (francês e neerlandês).
Após a Segunda Guerra Mundial, a capital se tornou um importante centro de políticas internacionais e economia. A partir de 1957, juntamente com Estrasburgo e Luxemburgo, Bruxelas começou a acolher as instituições da União Europeia.
Em Bruxelas, o Edifício Berlaymont abriga a sede da Comissão Europeia, enquanto o Conselho Europeu e o Conselho da União Europeia encontram-se no Edifício Justus Lipsius. Além disso, a maioria das atividades do Parlamento Europeu acontece em Bruxelas, apesar de a sede oficial ser em Estrasburgo desde 1992. É em Bruxelas que as decisões mais importantes sobre a Europa são tomadas.
Além da importância para União Europeia, Bruxelas é considerada o principal centro econômico da Bélgica. Atraídas pelo fato de a cidade ser a capital da UE, empresas tanto regionais como internacionais se instalaram na região, movimentando a economia da cidade e contribuindo para que ela esteja entre os centros financeiros mais importantes do mundo.
Devido aos imigrantes que moram na capital, aos residentes que permanecem na cidade temporariamente por questões diplomáticas e ao papel da cidade para a União Europeia e para o mundo, cresce o número de falantes de outros idiomas não oficiais na capital.
Atualmente, a religião predominante entre os residentes da capital ainda é a católica, sendo que a maioria é não-praticante, entretanto, o islamismo é a religião que mais cresce gradativamente entre os residentes de Bruxelas também por causa de imigração.
É estimado que pessoas de origem estrangeira compõe cerca de 30% da população de Bruxelas. Mais de 40.000 brasileiros (legais e ilegais) moram em Bruxelas.
A arquitetura de Bruxelas também é uma mistura de estilos. De construções medievais à pós-modernas, até pinturas nas paredes de alguns prédios que homenageiam os personagens dos quadrinhos que foram criados na região. Existe até uma rota turística chamada Comic Book Route como atração.

A Grand-Place / Grote Markt foi inscrita em 1998 como Patrimônio Mundial da UNESCO e está entre as mais bonitas da Europa.

Além da Grand-Place, o Atomium e o Manneken Pis também se destacam e estão entre as principais atrações turísticas da cidade.
Bruxelas é uma mistura de tudo o que é possível, o que a torna adorada e odiada pela mesma razão.
Em breve, publicarei mais informações sobre lugares interessantes para conhecer em Bruxelas, especialmente sobre o turismo, mas também sobre culinária, artes, esportes, curiosidades, entre outros temas. Acompanhe!
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Achei Bruxelas mais interessante do que o que esperava à partida. Não amei, não odiei. Tem pontos positivos e negativos e não me pareceu que uns se sobrepusessem aos restantes. Não será certamente a mais bonita cidade da Europa, mas também não será a mais feia. É uma capital de opiniões contrastantes! Concordo em absoluto com “Bruxelas é uma mistura de tudo o que é possível, o que a torna adorada e odiada pela mesma razão.”
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Tenho a mesma opinião em relação a não amar e não odiar, mas entre os belgas eu percebo que é exatamente assim. Entretanto, confesso que está longe de ser uma das cidades que mais gosto da Bélgica… ehehe
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