Este texto será a base para outras publicações relacionadas à Antuérpia (em neerlandês: Antwerpen / em francês: Anvers) e traz um pouco dos pontos mais importantes da história da cidade.
Antuérpia está localizada na região de Flandres e ocupa o segundo lugar entre as maiores cidades da Bélgica. O primeiro lugar é ocupado por Bruxelas. Antuérpia é considerada a capital mundial dos diamantes e tem grande importância para o país, entre outras razões que serão citadas aqui, por também ser uma cidade portuária.

A origem do nome Antwerpen (em neerlandês) é folclórica: no castelo Het Steen, localizado nas margens do Rio Schelde, morava Druon Antigoon, um gigante que aterrorizava a região. Ele exigia pagamento de quem quisesse atravessar o rio, e as pessoas que não pagavam pela travessia tinham as mãos cortadas por ele e jogadas no rio, até que o soldado Silvius Brabo se revoltou com a situação e o desafiou. Silvius Brabo o matou, cortou as mãos do gigante e as jogou no rio, tornando-se importante para a cidade. O nome Antwerpen surgiu a partir da junção das palavras hand + werpen, que significa “jogar/arremessar a mão” em português. A lenda sobre o gigante surgiu após ossos considerados maiores que o normal serem encontrados no rio, que depois foram identificados como ossos de uma baleia.

A foto acima é de uma das homenagens a Silvius Brabo que estão espalhadas pela cidade. Remete ao ato do soldado jogar as mãos do gigante no rio. Localizada na Grote Markt, a obra está em frente à prefeitura e se destaca entre a arquitetura das cidades de Flandres, que é encantadora e tem as semelhanças facilmente notáveis, especialmente nas regiões centrais de cada cidade.

Escavações indicam que Antuérpia foi habitada no século III na região em que surgiu um dos primeiros assentamentos da cidade, o castelo Het Steen, em “aanwerp” (palavra que se refere à característica geográfica no período de colonização do local) – de onde, originalmente, surgiu o nome da cidade.
Por volta de 1400, menos de 10.000 pessoas habitavam Antuérpia.
No século XVI, o número de habitantes cresceu consideravelmente. A cidade prosperou, no entanto, o crescimento foi interrompido por problemas envolvendo questões religiosas e também por ter sido invadida e saqueada por alguns grupos de espanhóis durante a revolta contra a Espanha, e então, capturada pelo governador espanhol Alexander Farnese em 1585, quando a população começou a deixar a cidade, reduzindo o número de habitantes para a metade. Como consequência dos acontecimentos, o Rio Schelde foi fechado para os negócios.
Ao longo dos dois séculos a seguir, Antuérpia não alcançou o florescimento do período anterior, mas ainda assim permaneceu como um dos centros econômicos mais importantes dos Países Baixos. A cidade se destacou culturalmente especialmente em razão de alguns artistas que surgiram na região: Rubens, Antoon Van Dyck, Jordaens e Teniers.
Entre a queda de Napoléon Bonaparte em Waterloo até o ano em que a Bélgica conquistou a independência (1815 – 1830), a travessia pelo Rio Schelde foi aberta e a economia de Antuérpia prosperou como não acontecia há anos, porém, com a Revolução Belga, a travessia voltou a ser fechada.
Em 1863, a reabertura da navegação no Rio Schelde contribuiu para que Antuérpia prosperasse, e ainda que com interrupções por causa das duas guerras mundiais que tanto causaram destruições na região, o porto de Antuérpia está entre os maiores da Europa, atrás apenas de Roterdam – Países Baixos.
Sobre a economia, cerca de 85% dos diamantes brutos são comercializados em Antuérpia; 50% são lapidados na cidade. Na região da estação central são encontradas várias lojas de diamantes no Diamantkwartier (bairro dos diamantes).
A arquitetura da Estação Central de Antuérpia está entre os destaques da cidade, assim como a obra de Zaha Hadid no Porto, as Gildehuizen na Grote Markt com o estilo que é tradicional nas regiões centrais das cidades de Flandres, a Catedral de Nossa Senhora, entre outros que também se tornaram atrações turísticas da cidade.

Assim como nas principais cidades da Bélgica, pessoas com outras nacionalidades estão presentes em Antuérpia, sendo, em maioria, grupos de holandeses, marroquinos, turcos e poloneses.
A maioria das religiões e das filosofias tem uma sede em Antuérpia, que é conhecida por sua tolerância à diversidade. A religião predominante entre os residentes é a católica, que tem a belíssima Catedral de Nossa Senhora como a principal igreja, mas religiões como o protestantismo, islamismo e judaísmo também tem grande representatividade entre a população da cidade.

A cidade oferece boas possibilidades para compras. Existe uma enorme variedade de lojas de roupas, sapatos, bolsas, acessórios, artigos esportivos, decoração, desde lojas populares e de departamentos até artigos luxuosos de grife, o que a torna referência de moda na Bélgica.
O idioma oficial da região é o neerlandês.
É uma das cidades mais interessantes e atrativas do país. Durante o verão são organizados vários eventos na região que envolvem música, teatro, dança, circo e cinema. Em dezembro abriga um dos melhores mercados natalinos do país. E ainda tem as festividades envolvendo datas importantes para o país. – Já publiquei um texto sobre alguns festivais de música na Bélgica, clique aqui para ler.
Antuérpia oferece pontos de interesses para todos.
Em breve, publicarei mais informações sobre lugares interessantes para conhecer em Antuérpia, especialmente sobre o turismo, mas também sobre culinária, artes, esportes, curiosidades, entre outros temas.