Este texto será a base para outras publicações relacionadas à Bruges (em neerlandês: Brugge / em francês: Bruges) e traz um pouco dos pontos mais importantes da história da cidade.
Capital da província de Flandres Ocidental, Bruges é uma cidade tipicamente medieval que parece que foi construída de acordo com os contos de fadas. O centro histórico é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2000 e é a identidade da cidade.


Atualmente, cerca de 120.000 pessoas habitam Bruges. Estima-se que entre 5% e 6% da população é estrangeira.
O centro histórico de Bruges é bem preservado e a arquitetura dos edifícios demonstra as fases do desenvolvimento nos campos comercial e cultural da cidade.
A informação mais antiga já encontrada sobre a cidade é do século I, com os nomes Bruggia en Bruccia citados em moedas. Existem histórias que são consideradas sobre a origem do nome Bruges, entretanto, sem concordância, já que a veracidade nunca foi constatada, gerando divergências.
Historiadores indicam que Bruges é habitada desde o século II.
Um canal chamado Het Zwin foi formado depois das tempestades de 1134, estabelecendo a conexão entre Bruges e o mar. Com tal acesso, Bruges foi ganhando destaque e aos poucos se tornou um centro de comércio internacional importante, sendo considerada a capital econômica do noroeste da Europa no século XIII, e a produção de lã também contribuiu para o título.
Com o enriquecimento de Bruges, cresceu consideravelmente o número de habitantes entre os séculos XIV e XV, época em que os artistas do país foram atraídos até o local e lá permaneceram, auxiliando para a elaboração dos edifícios da cidade. Entretanto, o crescimento da cidade foi interrompido porque o canal Het Zwin estagnou, contribuindo para o crescimento de Antuérpia.
No final do século XVI, Bruges foi ocupada e capturada por espanhóis, assim como em outras regiões de Flandres. Foi um dos piores períodos em relação à economia. Com os conflitos envolvendo questões religiosas por causa de intolerância, parte da população deixou a região.
No século XVIII, no período dos Países Baixos austríacos, mudanças na estrutura da cidade aconteceram com o objetivo de conquistar melhorias.
Com a independência da Bélgica (1830), Bruges se tornou a capital da província de Flandres Ocidental e o número de habitantes voltou a crescer. Aos poucos, a cidade foi renovada. Reparos nas fachadas de imóveis particulares foram realizados para embelezar o local e incentivar o estilo “neo-Bruges”. Os arquitetos Louis Delacenserie e Karel De Wulf foram os responsáveis pela reconstrução e restauração da cidade.
O centro histórico da cidade começou a ganhar destaque, especialmente após o escritor belga Georges Rodenbach publicar a obra “Bruges-la-morte” (1892), retratando poeticamente a decadência da cidade, o que despertou curiosidade nas pessoas em conhecê-la. Na época da publicação, o que foi expressado no livro já não era mais a realidade de Bruges.
No contexto do desenvolvimento da rede ferroviária do país, a Estatção Central construída em 1838 foi atualizada. O atual porto marítimo de Bruges – Zeebrugge – foi construído entre 1896 e 1907.

No início do século XX, a exposição das obras dos Primitivos Flamengos contribuiu tanto para o desenvolvimento cultural e quanto para o desenvolvimento turístico da cidade. O trabalho dos artistas permanece na cidade até hoje. As duas guerras mundiais pouparam um pouco a cidade e não causaram as destruições que tanto afetaram as cidades da Bélgica.

Na Grote Markt, o Belfort e os edifícios em tons quentes se destacam, mas lá também está o Provinciaal Hof em estilo neo-gótico, construído entre 1887 e 1921, utilizado para ocasiões especiais que envolvem a região, mas que já foi utilizado como a sede do governo da província de West-Vlaanderen. Também são destaques na cidade o Begijnhof, fundado em 1245, a praça De Burg que abriga o edifício da prefeitura e a Basílica do Sangue Sagrado, e a Igreja de Nossa Senhora, além do Minnewaterpark.

No que se refere ao turismo, Bruges é a cidade mais visitada da Bélgica, diferentemente das estatísticas de outros países europeus que geralmente indicam que as capitais estão no topo. O número de visitantes que circulam no centro histórico de Bruges cresce inacreditavelmente a cada ano. De acordo com o escritório de informações turísticas da cidade, em 2018, cerca de 8.300.000 visitantes foram contabilizados, 10% a mais do que no ano anterior.

Como os canais estão por toda a cidade, o passeio de barco está entre as principais atrações turísticas de Bruges. É suuuper turístico, mas vale a pena para quem não quiser ou não puder visitar a cidade mais fotogênica do país caminhando.
A cidade é repleta de turistas entre 10:00 e 18:00. A maioria das pessoas costuma ir até Bruges para passar o dia, o que faz com que a noite se torne mais tranquila.
É comum a exploração de animais em nome do turismo em Bruges, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel. Todo ano tem proibição por maus-tratos identificados, mas a prática ainda é permitida no país.
Em Bruges também acontecem festivais culturais anuais que se destacam, além do mercado de Natal.
As ruas tranquilas, os lagos, os canais, a arquitetura, enfim, tudo em Bruges contribui para que seja a cidade seja apaixonante, o que a torna tão turística. Difícil imaginá-la diferente, como o que aconteceu nos períodos de crise.
Em breve, publicarei mais informações sobre lugares interessantes para conhecer em Bruges, especialmente sobre o turismo, mas também sobre culinária, artes, esportes, curiosidades, entre outros temas. Acompanhe!
