Pois é! Primeiro, fiquei em choque. Depois, pensei: como proteger o que eu faço aqui na internet e mais um monte de coisas que não vale a pena compartilhar aqui porque despertaram minha ira.
Enfim, depois que a indignação passou, fui verificar as mídias sociais da pessoa e percebi algo estranho: número de seguidores e as interações nas publicações. Senti pena, mas pensei: não depositarei o que tenho de energia com quem compra números nas mídias sociais porque quem precisa disso não está emocionalmente bem (e já basta os problemas que eu tenho), o que, infelizmente, é comum levando em consideração os malefícios que as próprias mídias sociais podem causar. Voltei no blog em questão para verificar se as imagens que já publiquei aqui também não tinham sido copiadas. Nada, então ok.
Meu blog é pessoal, uso para compartilhar o que vivo com quem está longe, com quem busca por inspiração, curiosidades ou recomendações sobre a vida na Bélgica e viagens. Escrevo de acordo com a minha perspectiva. Um espaço onde deixo um pouco de mim, e posso relembrar de tempos em tempos algumas das lembranças mais agradáveis que já vivi (nem tudo o que vivo é publicado, obviamente). Quando eu releio algo, me sinto novamente naquela situação.
Sei que na internet tem muuuita coisa igual, ou semelhante. Eu mesma acompanho blogs e canais no YouTube de pessoas que moram na Europa, inclusive acompanho dois canais que gosto e que falam sobre a Bélgica. Já deixei de publicar artigos (eu escrevo com antecedência, edito, edito, edito, inúmeras vezes) por três vezes porque as pessoas que acompanho publicaram em menos de dez dias antes da data que eu programei sobre o mesmo tema e com a mesma ideia, informações ou opiniões em relação ao que eu tinha produzido. E percebi que acompanho os conteúdos que citei justamente porque penso de forma semelhante, temos histórias ou estilo de vida semelhantes… e aí tentei modificar o que eu já tinha escrito para não parecer cópia, mas ainda assim permaneceu parecido porque, afinal, também é o que eu acredito e quero que permaneça a minha essência.
Acho absolutamente aceitável a inspiração em algo que vimos por aí e gostamos para produzir, termos referências.
O que não é correto com nenhuma das partes é copiar descaradamente. Por isso, se atentem, percebam a honestidade de quem produz, o respeito que a pessoa que tem por aqueles que fazem o mesmo que ela e por quem consome seu conteúdo.