Brasileira, graduada em psicologia, apaixonada por cães, fotografia, natureza, história, gastronomia, viagens e pelo Natal. Moro na Bélgica (Oost-Vlaanderen) desde nov/2016.
Seguirei o roteiro que fizemos durante a viagem, portanto, a publicação de hoje será sobre Viena, capital da Áustria e maior cidade do país.
A história da cidade começa com a habitação dos celtas no período antes de Cristo. No século I, romanos ocuparam a região de Viena, mas foi apenas no período da Idade Média que o país começou a se desenvolver.
A mistura entre tradições imperiais e modernidade é um dos fatores que encantam quem conhece a cidade.
Abaixo, acompanhe as opções de atrações de Viena:
A Catedral de Santo Estêvão (Domkirche St. Stephan) é o templo sagrado mais importante da capital austríaca.
catedral de santo estevão
catedral de santo estevão
Localizada no centro da cidade, a catedral em estilo gótico foi construída onde anteriormente já existia uma igreja. O primeiro registro da igreja românica de Santo Estêvão é de 1137, mas foi a partir do século XIV e no decorrer dos séculos a seguir que a Catedral de Santo Estêvão começou ser moldada para o que é atualmente.
Durante os ataques da Segunda Guerra Mundial, em 1945, faíscas de casas em chamas nas proximidades da catedral atingiram o telhado até então de madeira, que foi incendiado e causou destruição das obras do interior da igreja. Após o período, a catedral foi restaurada e o material utilizado para a reconstrução do telhado foi alterado, passando a ser de aço. Em 1952, a Catedral de Santo Estêvão foi reaberta.
Atualmente (desde 1722), a Catedral de Santo Estevão é a sede da Arquidiocese Católica Romana de Viena.
O Museu Sigmund Freud (Sigmund Freud Museum) exibe sobre vida pessoal e trabalho do psicanalista.
Como psicóloga, optei por trabalhar com a abordagem psicanalítica enquanto atuei na área por quatro anos no Brasil, desde a formação até a mudança para a Bélgica. Não poderia deixar de conhecer o local onde Sigmund Freud (1856-1939) morou e trabalhou de 1891 a 1938, quando em 04 de julho de 1938 foi forçado pelo Partido Nazista a deixar Viena para o exílio na Inglaterra.
O museu foi fundado em 1971 e a decoração foi realizada com a ajuda de Anna Freud, filha do psicanalista. Com o objetivo de expandir o espaço, o local foi ampliado em fases de remodelação no decorrer dos anos com a supervisão do arquiteto Wolfgang Tschapeller.
A exposição exibe vida pessoal e trabalho do fundador da psicanálise. A mobília é original, porém, a maioria do mobiliário encontra-se em Londres, onde ele viveu até a morte. Documentos sobre as primeiras edições das obras de Sigmund Freud e uma seleção da coleção de antiguidades estão em exposição. Disponibilidade de áudio-guia em português para acompanhar a visitação.
Em dezembro de 1996, o palácio e os jardins como obras de arte barroca foram incluídos na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO.
Jardim na lateral do Palácio Schönbrunn.
O palácio em estilo barroco foi residência de verão da família imperial austríaca desde o século XVIII até o final da Segunda Guerra Mundial, inclusive, a arquiduquesa Maria Leopoldine Josepha Caroline von Österreich (também imperatriz Maria Leopoldina do Brasil), residiu no Palácio Schönbrunn até o dia do seu casamento com o futuro primeiro monarca do Brasil, Pedro I.
O edifício foi reconstruído, expandido e modificado após a invasão turca em Viena durante o império de Maria Theresia (século XVIII), única mulher a governar o Império Habsburg e que recebeu a propriedade como presente de casamento do seu pai, Karl VI. A propriedade foi remodelada por vezes, no entanto, a história que envolve o Palácio Schönbrunn começou no século XIV, quando o imperador Maximilian II adquiriu o terreno para abrigar animais para caça.
O último projeto do Palácio Schönbrunn com a iniciativa de Maria Theresia ocorreu na década de 1770, e incluiu a instalação dos jardins com a supervisão do arquiteto Johann Ferdinand Hetzendorf von Hohenberg, que projetou a Gloriette, as duas fontes Netuno e Obelisco, e a Ruína Romana. Além disso, esculturas criadas por Wilhelm Beyerforam foram instaladas nas fontes e no corredor.
Após a morte de Maria Theresia, o palácio permaneceu desocupado e seu uso como residência de verão foi retomado durante o reinado de Franz Joseph I, de 1848 a 1916, que se casou com a prima Elisabeth Amalie Eugenie von Bayern, ou Sisi. Eles tiveram quatro filhos, sendo três mulheres e um homem que se suicidou porque a família não aceitou seu romance com uma plebeia.
O nome que surgiu na linha de sucessão para o Império Austro-Húngaro após o governo de Franz Joseph I foi do arquiduque Karl Ludwig von Österreich (irmão), no entanto, ele renunciou para favorecer o filho Franz Ferdinand von Österreich. A vida de Franz Ferdinand começou a se transformar. Em 1914, enquanto visitava a cidade de Sarajevo, capital da província austro-húngara da Bósnia e Herzegovina, foi assassinado por um membro de um grupo nacionalista da Bósnia. A morte de Franz Ferdinand é um dos fatores que desencadearam a Primeira Guerra Mundial, modificando o território de países europeus e encerrando os 630 anos de Dinastia Habsburg.
A Fonte Netuno e Gloriette no topo.
A República da Áustria foi proclamada em novembro de 1918, após Karl I (que sucedeu a Franz Joseph I em 1916) emitir uma proclamação no dia do Armistício em que reconhecia o direito do povo austríaco em decidir a forma de governo. Com a queda da monarquia, o Palácio Schönbrunn passou a ser propriedade da República da Áustria.
A visitação inclui passeios pelos belíssimos quarenta apartamentos imperiais que podem ser visitados com áudio-guia em português. Também fazem parte do complexo e são atrações turísticas a casa das palmeiras, o labirinto, o zoológico, a casa do deserto e a orangerie.
O complexo de dois palácios e um jardim carrega acontecimentos com importância para a história do país e é Patrimônio Mundial da UNESCO.
Os dois palácios, Belvedere Inferior e Belvedere Superior, são interligados através de corredores. Os jardins entre os edifícios contribuem ainda mais com a beleza do complexo. Os dois palácios em estilo barroco foram projetados pelo arquiteto Johann Lukas von Hildebrandt a pedido do príncipe François Eugène de Savoie.
Belvedere InferiorBelvedere Superior
Após a morte do príncipe François Eugène, a imperatriz Maria Theresia comprou o complexo que até então era da herdeira Maria Anna Victoria von Savoyen, sobrinha do príncipe François-Eugène, e transformou o Belvedere Superior em um local de exposições onde coleções imperiais passaram a ser exibidas para o público.
O Belvedere Inferior foi construído entre 1712 e 1716 e foi a residência do príncipe François-Eugène. O palácio é utilizado para a apresentação de exposições temporárias da arte austríaca em contexto internacional.
Belvedere Inferior
O Belvedere Superior foi construído entre 1720 e 1723 e atualmente abriga coleções de Vincent Van Gogh, Gustav Klimt, Egon Schiele, Oskar Kokoschka, Claude Monet e Renoir, entre outros. E tem as salas que podem ser visitadas, como o luxuoso e belíssimo salão de mármore que foi o local onde o Tratado do Estado Austríaco foi assinado, em 15 de maio de 1955.
Detalhes do salão de mármore do Belvedere Superior.
O Belvedere é um dos museus mais importantes do mundo, com a coleção de arte que inclui obras que vão desde a Idade Média até a atualidade.
Pesquisas frequentemente indicam que Viena é uma das cidades com melhor qualidade de vida no mundo e eficiência em todo tipo de serviço, entretanto, a impressão que tive das pessoas enquanto trabalhavam nos locais em que estivemos não é tão positiva assim, pois o mau humor era perceptível. Estranho. Talvez seja o calor em excesso… Independente, a cidade é linda!
É comum a exploração de animais em nome do turismo em Viena, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel!
Utilizamos o transporte público para a locomoção na cidade.
Informações úteis
Clima (junho/agosto 2017): temperaturas entre 25°C e 39°C. Fez um calor insuportável nos dois dias que estivemos por lá, mas normalmente não é assim, acontece que uma onda de calor que foi nomeada de “Lucifer” atingiu alguns países europeus e contribuiu para os 39° em Viena, o que interferiu um pouco nas atividades, mas ok.
Moeda: euro.
Idioma: alemão.
Importante: Comprar antecipadamente tickets para as atrações turísticas sempre que possível.
O vignette (é um adesivo que tem um custo, variando de país para país, e que precisa ser colado no vidro frontal do carro) é obrigatório para a utilização de automóveis na Áustria.
Seguirei o roteiro que fizemos durante a viagem, portanto, a publicação de hoje será sobre Praga, capital da Tchéquia e maior cidade do país.
Ao fundo, a Ponte Carlos e o Castelo.
Registros de Praga indicam a presença humana na região durante o século IX, no entanto, a cidade começou a se desenvolver de forma mais significativa e prosperar apenas a partir do século XIII.
Para facilitar a visita em Praga é importante saber que a cidade é dividida pelo Rio Vltava; à direita está a Cidade Velha (Staré Město) e à esquerda está a Cidade Nova (Nové Město). Depois de considerar quais eram os lugares que gostaríamos de visitar, optamos pela compra do “Prague Card”, que também inclui o acesso ao transporte público da cidade.
Abaixo, acompanhe as opções de atrações de Praga:
A Praça da Cidade Velha (Staroměstské Náměstí) está localizada no centro da Cidade Velha, à direita da margem do Rio Vltava.
Na praça, prédios e a Igreja de Nossa Senhora de Týn.
A arquitetura dos prédios da praça é bem diversificada. Destacam-se: a antiga Câmara Municipal e o Relógio, a Igreja de São Nicolau em estilo barroco, a Igreja de Nossa Senhora antes de Týn em estilo gótico, e a estátua de Jan Hus.
O prédio da antiga Câmara Municipal (Staroměstská Radnice) é uma construção do século XIV. É possível visitar o interior do prédio e subir na torre. Infelizmente, estava em processo de restauração durante o período que visitamos a cidade.
O primeiro registro que já foi encontrado sobre o Relógio Astronômico (Staroměstský Orloj) é de 1410, e desde então, muitos reparos por razões técnicas e por destruição durante a Segunda Guerra Mundial aconteceram. De hora em hora (entre 09:00 e 23:00), acontece o show dos doze apóstolos nas janelas. Outras figuras também fazem parte do Relógio Astronômico desde o século XVII, como 1. O galo; 2. O anjo de pedra; 3. Marnivek; 4. Lakomek; 5. A morte; 6. Turek; 7. O filósofo; 8. São Miguel Arcanjo; 9. Stargator; 10. O cronista.
A Igreja de São Nicolau (Chrám Svatého Mikuláše) foi construída por determinação dos jesuítas em 1673. Passou por reformas e restaurações com o passar do tempo. Arquitetos da Família Dientzenhofer e Anselmo Lurago participaram do projeto que foi realizado por cerca de cem anos. O interior da catedral é obra de pintores e de escultores da época que trabalharam minuciosamente com o projeto.
A Igreja de Nossa Senhora antes de Týn (Chrám Matky Boží před Týnem) foi construída entre os séculos XIV e XVI, no entanto, o local foi mencionado pela primeira vez no século XII. O interior da igreja possui obras góticas, renascentistas e barrocas, onde os estilos se misturam e se equilibram entre si. A igreja é um monumento cultural nacional e passou por reformas e restaurações no século XX.
Jan Husfoi um dos percursores do movimento protestante que foi queimado até a morte por se opôr à doutrina da Igreja Católica. A estátua que o homenageia é uma das esculturas de Art Nouveau mais importantes da cidade.
Clique aqui para mais informações sobre as atrações da praça.
Também localizado na Cidade Velha de Praga, o Bairro Judaico (Josefov) é o lugar da cidade onde os judeus optaram por viver. O nome Josefov é uma homenagem dos judeus ao imperador Romano-Germânico Joseph II, que contribuiu com a integração dos judeus na cidade de Praga.
Foi durante o século X que os judeus começaram a se integrar em Praga. Após um ataque em massa (pogrom), eles fizeram a escolha de viver em uma única região. Foi apenas no final do século XIX que a comunidade começou a prosperar, quando o prefeito do bairro judaico da época, Mordecai Maisel, se tornou ministro das finanças e contribuiu para o desenvolvimento do local. A Sinagoga Maisel é uma homenagem para ele.
Sinagoga Maisel
Uma parte do bairro judaico foi demolido no século XIX com o objetivo de ser remodelado. Com a reforma, apenas seis sinagogas permaneceram ali, além do Antigo Cemitério Judaico e da Câmara Municipal do Josefov.
Durante o período em que os nazistas ocuparam o local, Adolf Hitler decidiu que ali seria construído o Museu da raça extinta, com exibições de itens da comunidade judaica de Praga. Alguns dos itens estão nas exposições das sinagogas do Museu Judaico de Praga (Židovské Muzeum v Praze).
A Sinagoga Maisel (Maiselova Synagoga) foi construída entre 1590 a 1592. Passou por reformas e modificações com o decorrer dos anos. Atualmente, abriga uma exposição chamada Os Judeus nas terras da Boêmia do século X ao século XVIII.
A Sinagoga Pinkas (Pinkasova Synagoga) foi concluída em 1535 e atualmente é um memorial que homenageia os judeus que foram vítimas do holocausto. A sinagoga ainda exibe uma exposição sobre a vida das crianças através de desenhos feitos por elas.
A Sinagoga Klaus (Klausová Synagoga) foi concluída em 1694 onde antes era o local de escola talmúdica e de oração. A sinagoga exibe artigos religiosos que retratam a vida dos judeus, trajes e alguns dos costumes relacionados ao dia a dia e cotidiano das famílias.
A Sinagoga Velha Nova (Staronová Synagoga) é a sinagoga mais antiga da Europa (construída no final do século XIII) e foi a principal sinagoga da comunidade judaica de Praga por mais de 700 anos.
A Sinagoga Espanhola (Španělská synagoga) foi construída em 1868 e recebeu tal nome por causa da decoração em estilo mourisco que foi inspirada na Alhambra espanhola. Atualmente, apresenta uma exposição sobre a vida dos judeus nos séculos XIX e XX.
A Sinagoga Alta (Vysoká Synagoga) é um prédio de dois andares que foi construído em conjunto com a Prefeitura da Cidade Judaica e financiado por Mordechai Maisel.
Fundado no século XV, é estimada a existência de cerca de 12.000 lápides no local, mas a quantidade de pessoas que realmente foram sepultadas no Antigo Cemitério Judaico de Praga é incerta, já que o solo possui cerca de dez camadas que foram amontoadas uma em cima da outra, pois a área do cemitério não era suficiente para a época. Personalidades com importância para a cidade estão sepultadas no local.
Clique aqui para mais informações sobre o Bairro Judaico de Praga.
A Ponte Carlos (Karlův Most) é a ligação mais importante entre os dois lados da cidade.
Fundada em 1357, era a única travessia sob o Rio Vlatva até o século XVIII. Melhorias foram realizadas no decorrer dos anos em razão das inundações que a atingiam.
Na ponte, as 30 estátuas de personalidades religiosas foram construídas entre os anos de 1683 e 1714 pelos artistas Matthias Braun, Jan Brokoff e seus filhos, Michael Joseph Brokoff, Ferdinand Maxmilian Brokoff, entre outros.
Atualmente, a ponte mede 515 metros de comprimento e um pouco mais de 9 metros de largura.
Reparos estão programados para o final de 2019 e devem levar vinte anos para serem concluídos.
O pôr do sol visto da Ponte Carlos é um espetáculo!
O Castelo de Praga (Pražský Hrad) é Patrimônio Mundial da UNESCO e uma das instituições culturais mais importantes da Tchéquia.
O Castelo de Praga foi construído na Colina Hradcany no século IX para abrigar as autoridades da época. O Castelo de Praga não é um castelo, e sim um complexo com atrações como a Rua Dourada, a Basílica de São Jorge em estilo barroco, a Catedral de São Vito em estilo gótico, dois palácios, além de exposições. Do castelo é possível ter uma vista panorâmica incrível da cidade.
Começamos com a visita no Castelo de Praga por Malostranská. Para acessar o local é necessário passar pelo controle de segurança que é obrigatório para entrar no complexo. Além do que é possível visitar gratuitamente, optamos em conhecer as atrações que fazem parte do Circuito B:
Rua Dourada (Zlatá Ulička): uma rua estreita com casas bem pequenininhas e coloridas que foram construídas no final do século XVI para os funcionários do castelo residirem. Um século depois da construção, os ourives (pessoas que produzem ou vendem objetos de ouro e/ou em prata) e artesãos ocuparam o local e realizaram modificações. Já no século XX, os imóveis foram desalojados e lojas de produtos típicos do local se instalaram ali. Atualmente, além das lojas existem exposições nas residências com mobília para exibir um pouco de como as pessoas viviam, além da exposição de itens medievais no andar superior.
Basílica de São Jorge (Bazilika Svatého Jiří): fundada em 920, a basílica foi ampliada com a construção do convento de freiras beneditinas de 973. Atualmente, túmulos de membros da Família Přemyslovci estão situados na basílica.
Catedral de São Vito (Katedrála Svatého Víta): a maior igreja do país foi construída entre 1344 e 1929, com interrupções em razão de guerras hussitas e catástrofes. É o templo sagrado com maior importância para a cidade, e atualmente abriga em seu interior, na Capela de São Venceslau, objetos que são símbolos de soberania e que foram utilizados pelos reis nos momentos de coroação, como a coroa de São Venceslau, cetro, orbe, o manto de coroação, uma almofada e o estojo da coroa.
catedral de são vito
catedral de são vito
Palácio Real (Starý Královský Palác): o antigo palácio real foi construído no final do século IX e foi a residência dos reis até o século XVI, período em que o Salão Vladislav foi construído para ser o palco de coroações, banquetes, festas, torneios de cavaleiros, entre outras finalidades que envolvem eventos oficiais de reinados. O antigo palácio real expõe “A história do Castelo de Praga”.
Torre Daliborka: torre em formato cilíndrico que foi utilizada como prisão até o século XVIII.
É importante verificar os horários para visitação.
A casa dançante (Tančící Dům) é a construção mais inusitada da cidade até hoje.
A construção do prédio aconteceu entre 1994 e 1996 com o apoio do presidente Václav Havel que tinha a expectativa de que o local se tornasse um centro de atividades culturais com uma biblioteca e galerias de arte, porém, o projeto dos arquitetos Vlado Milunić e Frank Gehry se tornou um centro empresarial.
O edifício abriga um restaurante/bar que possibilita vista panorâmica para admirar Praga em 360 graus.
As marcas que foram deixadas nos períodos de guerra não ofuscam os encantos de Praga, e acredito que o charme da cidade está justamente nas diferenças de estilos arquitetônicos que acompanham o passar dos anos e na facilidade de se perder e de se encontrar na cidade que tem um ambiente tão acolhedor.
É comum a exploração de animais em nome do turismo em Praga, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel!
Utilizamos o transporte público para a locomoção na cidade.
Informações úteis
Clima (junho/agosto 2017): temperaturas entre 25°C e 37°C. Fez um calor insuportável nos dois dias que estivemos por lá, mas normalmente não é assim, acontece que uma onda de calor que foi nomeada de “Lucifer” atingiu alguns países europeus e contribuiu para os 37° em Praga, o que interferiu um pouco nas atividades, mas ok.
Moeda: koruna česká – CZK.
Idioma: tcheco.
Importante: Comprar antecipadamente tickets para as atrações turísticas sempre que possível.
O vignette (é um adesivo que tem um custo, variando de país para país, e que precisa ser colado no vidro frontal do carro) é obrigatório para a utilização de automóveis na Tchéquia.
Seguirei o roteiro que fizemos durante a viagem, portanto, a publicação de hoje será sobre Berlim, uma cidade que é um verdadeiro museu ao ar livre por tudo o que carrega de história. Exatamente por isso, 3 dias são suficientes apenas para conhecer as atrações turísticas mais interessantes e nada muito além disso.
O primeiro registro encontrado em documentos sobre a capital da Alemanha é do século XIII.
É notável os diferentes tipos de arquitetura tanto antiga quanto moderna nos prédios que estão espalhados pela da cidade. Parques de área verde contribuem para que a cidade se torne ainda mais atraente. Diversidade é uma das palavras que (atualmente) podem definir Berlim. Diversidade no que envolve a população em si, arte, comida, religião, comportamento, em tudo! Porém, muitos atos de intolerância, crueldade, tortura, ódio e crimes contra a humanidade já aconteceram em Berlim.
Abaixo, acompanhe o que conhecemos em Berlim:
Reichstag é palácio onde o Parlamento Federal da Alemanha exerce suas funções.
A construção do prédio foi concluída em 1894, e entre 1919 e 1933 foi a sede do parlamento da República de Weimar.
Em 1933, após um mês da nomeação de Adolf Hitler para o cargo de chefe do governo federal da Alemanha, o prédio foi incendiado e os nazistas usaram a situação como pretexto para iniciar a perseguição aos comunistas, já que os policiais encontraram o comunista Marinus van der Lubbe dentro do prédio assim que chegaram no local, responsabilizando-o pelo ocorrido. Os dirigentes do partido comunista foram presos e Adolf Hitler encorajou o presidente da época a assinar o decreto que suspendia a maioria dos direitos humanos garantidos pela constituição de 1919. Segundo a polícia, o holandês Marinus van der Lubbe confessou o ato alegando que incendiou o prédio em protesto contra o crescente poder do partido nazista na época. Com a prisão dos líderes do partido comunista e o impedimento dos deputados para exercer as funções de trabalho, além do apoio do Partido Popular Nacional Alemão e ameaças aos demais partidos, os nazistas conquistaram a porcentagem para a adoção da Lei de Plenos Poderes. Várias liberdades civis foram suspensas.
Durante os doze anos do regime nazista (1933 – 1945), o Reichstag não foi utilizado para as sessões parlamentares em razão dos danos que o fogo causou durante o incêndio. Com a Segunda Guerra Mundial, a condição do prédio piorou um pouco mais.
No período da Guerra Fria, o prédio permaneceu em Berlim Ocidental.
Após a Segunda Guerra Mundial, em 1949, a capital da Alemanha Ocidental passou a ser Bonn, para onde o governo e o parlamento também foram transferidos, inutilizando o prédio que até então se encontrava em ruínas.
O arquiteto Paul Baumgarten trabalhou de 1961 a 1973 com o projeto de restauração do prédio, que então passou a ser utilizado para situações ocasionais e uma exposição permanente sobre a história da Alemanha até 1990.
Após a reunificação da Alemanha, no dia 03 de outubro de 1990 foi determinado que o governo e o parlamento voltariam para Berlim, o que ocasionou a restauração do prédio. O projeto do arquiteto Norman Foster foi realizado entre os anos de 1995 a 1999 e inaugurado em 19 de abril de 1999, quando as sedes do governo e do parlamento foram transferidas novamente para o Reichstag.
O Memorial de Guerra Soviético no Tiergarten (Sowjetisches Ehrenmal im Tiergarten) é um dos memoriais que foram construídos em homenagem aos soldados do Exército Vermelho.
O Memorial de Guerra Soviético no Tiergarten foi construído em 1945 pela União Soviética para homenagear os soldados do Exército Vermelho que morreram durante a Segunda Guerra Mundial.
O projeto é do arquiteto Mikhail Gorvits e a estátua do soldado é obra dos artistas Vladimir Tsigal e Lev Kerbel.
No topo de uma das colunas está a estátua que simboliza um soldado do Exército Vermelho. Nas demais, estão grafados os nomes dos soldados que morreram durante a guerra. Nas laterais do monumento estão dois tanques e dois canhões que foram utilizados durante a Batalha de Berlim.
Um cemitério com cerca de 2500 túmulos dos soldados também faz parte do memorial.
O Memorial do Holocausto (Holocaust-Mahnmal ou Stiftung Denkmal für die ermordeten Juden Europas) é um monumento dedicado para os judeus que foram assassinados durante o regime nazista.
Ideias para a construção do memorial surgiram em 1988 e desde então foi discutido sobre a questão. Apenas em 2000 o parlamento alemão aprovou a obra. Entre 2003 a 2004 foi construído o memorial que foi projetado pelo arquiteto Peter Eisenman. A área do memorial é de 19.000 m², com 2771 blocos de concreto que possuem tamanhos de comprimento e de largura exatamente iguais, mas com as medidas de altura diferentes. O memorial foi inaugurado em 10 de maio de 2005. Está localizado na área que era chamada de “faixa da morte” quando ainda existia o muro que separava a cidade.
Uma sala subterrânea também faz parte do memorial – “Ort der information” – exibe um pouco sobre a perseguição aos judeus.
O Portão de Brandemburgo (Brandenburger Tor) é o principal cartão-postal de Berlim e o único portão que restou dos inúmeros que existiam para acessar a cidade quando os muros a cercavam, no século XVII.
A construção ocorreu de 1788 a 1791 por ordem do rei Friedrich Whilhelm II, simbolizando a paz. O monumento foi projetado por Carl Gotthard Langhans e a quadriga (carruagem conduzida por quatro cavalos no topo) com a deusa da paz, Eirene, obra de Johann Gottfried Schadow, foi instalada em 1793.
Durante a ocupação dos franceses, em 1806, Napoléon Bonaparte encaminhou a quadriga à Paris, no entanto, com a derrota do próprio em 1815, ela foi recuperada e a pedido do rei Friedrich Whilhelm III, uma cruz de ferro com uma águia prussiana foram acrescentadas à obra. Na época, a praça onde está localizado o Portão de Brandemburgo recebeu o nome de Pariser Platz – em português: Praça Parisiense.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o portão e a quadriga foram danificados.
Após, com a divisão da cidade, o portão permaneceu do lado que era controlado pelos soviéticos – Berlim Oriental. Para a restauração da obra, os dois lados concordaram em dividir os custos, e então Berlim Oriental se responsabilizou pela restauração do portão em si, enquanto Berlim Ocidental se responsabilizou por refundir a quadriga. Em julho de 1958, encerraram-se as obras do portão e em agosto a quadriga foi colocada, no entanto, Berlim Oriental decidiu alterar a peça com a remoção da cruz de ferro e da águia prussiana que até então faziam parte da peça, e ainda alterou a direção da instalação como era originalmente, o que gerou a revolta de Berlim Ocidental. O acesso ao portão foi livre até 1961, quando as decisões unilaterais de Berlim Oriental chegaram ao ápice e a construção do Muro de Berlim em frente ao portão limitou as fronteiras do setor soviético com os setores francês, britânico e americano, e então, apenas os soldados da Alemanha Oriental que faziam parte da patrulha podiam se aproximar. Foi apenas em 1989 que o Portão de Brandemburgo se tornou acessível novamente.
Ele foi restaurado entre 2001 e 2002, e inaugurado com uma cerimônia no dia 03 de outubro de 2002, dia em que é comemorado a reunificação da Alemanha. Desde então, apenas os pedestres podem atravessar o portão.
Atualmente, simboliza a unificação alemã e é onde comemorações e festividades com importância para a cidade acontecem.
A Catedral de Berlim (Berliner Dom) é patrimônio mundial da UNESCO e o templo sagrado mais bonito da cidade.
A Catedral de Berlim é a mais importante igreja protestante luterana da cidade. Com 116 metros de altura, 73 metros de largura e 114 metros de comprimento, é uma das arquiteturas que mais se destacam na cidade.
Foi construída entre 1894 e 1905, no entanto, a história da Catedral de Berlim começou no século XV, quando a Capela de Saint Erasmus que pertencia ao palácio real de Cölln recebeu o status de igreja colegiada pelo papa da época. Passou por reparações e modificações durante os séculos a seguir, até que, em 27 de fevereiro de 1905, a Catedral de Berlim projetada por Julius Raschdorff foi inaugurada.
Durante o período da Segunda Guerra Mundial, a cúpula da catedral foi atingida por uma bomba de líquidos inflamáveis e por causa das dificuldades para acessar o edifício, a cúpula foi destruída completamente pelo fogo que se espalhou. Em 1953, um telhado foi construído para temporariamente proteger o que restou em seu interior.
Após a divisão da cidade, ficou em de Berlim Oriental e foi reconstruída de 1975 a 1993.
A Catedral de Berlim foi reaberta com uma celebração solene no dia 06 de junho de 1993.
Em seu interior, além de ser decorada com relevos que ilustram as histórias do Novo Testamento, encontra-se o maior órgão de tubos da Alemanha, obra de Wilhelm Sauer. A catedral também abriga a cripta da Família Hohenzollern e mais de noventa túmulos de pessoas com importância para o país. A cúpula da catedral também pode ser acessada através de 270 degraus.
Localizada no centro da cidade, a Torre de TV (Berliner Fernsehturm) é atualmente a construção mais alta do país e se destaca no horizonte de Berlim.
A Torre de TV foi construída pelo governo da República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) na Alexanderplatz de 1965 a 1969, e inaugurada em 03 de outubro de 1969. Entre os arquitetos que contribuíram para a construção da torre estão Hermann Henselmann e Jörg Streitparth, que foram os primeiros a trabalhar durante o planejamento e a construção em si, e Fritz Dieter, Günter Franke, Werner Ahrendt, Walter Herzog, Heinz Aust e Bruno Flierl que também fizeram parte da equipe dos arquitetos que contribuíram com o projeto.
A torre foi concluída com 365 metros de altura, mas após a instalação de uma nova antena em 1990, a altura aumentou para 368. Na esfera, a plataforma com vista panorâmica está a 203 metros de altura. Mais acima, um restaurante que fica em uma plataforma giratória e possibilita que os clientes observem a cidade está a 207 metros de altura.
vista panorâmica – Catedral de Berlim e Portão de Brandemburgo
A Alexanderplatz está localizada no centro da cidade, o que contribui para que seja a mais visitada e a mais atrativa praça de Berlim.
Urania-Weltzeituhr
Recebeu tal nome em 1805, para homenagear o imperador Alexander I, que ao visitar a cidade naquele ano, foi recebido no local.
O local foi extremamente danificado durante a Segunda Guerra Mundial e reconstruído nas décadas de 1960 e 1970 com a aparência que é atualmente.
É um dos principais pontos de transportes públicos da cidade, além de ser um dos principais centros comerciais da cidade, com vários tipos de estabelecimentos e lojas. Nas proximidades da praça também se encontra um shopping que foi inaugurado em 2007.
Além da Torre de TV, o Urania-Weltzeituhr, (um relógio que exibe os horários de cidades) e a fonte da amizade se destacam praça.
A Igreja de Santa Maria (St. Marienkirche) está entre as igrejas mais antigas da cidade.
Igreja de Santa Maria e a fonte Netuno
Presume-se que a construção da Igreja de Santa Maria ocorreu no início do século XIII, já que foi mencionada pela primeira vez em registro em 1292. Passou por reparações e modificações nos séculos a seguir. Foi remodelada por Hermann Blankenstein entre 1893 e 1894, e após a Segunda Guerra Mundial foi restaurada.
Rotes Rathaus: sede da prefeitura e da câmara dos vereadores de Berlim.
O projeto de Hermann Friedrich Waesemann foi construído entre 1861 e 1869.
Foi danificado durante a Segunda Guerra Mundial e reconstruído de 1951 a 1956. Com a divisão da cidade, o prédio abrigou o governo de Berlim Oriental, enquanto Rathaus Schöneberg abrigou o governo de Berlim Ocidental. Após a reunificação do país, em 1991 o prédio voltou a ser a sede da prefeitura da cidade.
A organização Berliner Unterwelten foi criada em 1997 para pesquisar e explorar locais desativados da parte subterrânea de Berlim. A organização oferece opções para que o visitante acesse um pouco do que existe no interior do subsolo. A visita é realizada com um guia especializado que explica sobre o que é encontrado lá.
O percurso começa pela estação de metrô Gesundbrunnen. Descemos até o subterrâneo e ao atravessar a primeira porta que encontramos, nos deparamos com os abrigos de proteção que retratam através das exposições sobre como era viver por ali quando existia a necessidade de permanecer por ali enquanto os bombardeios aconteciam. As pinturas das paredes com tinta fosforescente são originais e para a preservação é proibido tocar. Cada pessoa que permanecia ali tinha a própria máscara de gás. Não existia ventilação.
De todas as atrações que visitei em Berlim, foi a que eu mais gostei, talvez pelo fato de eu conseguir me aproximar um pouco mais de parte da realidade durante o período.
O Muro de Berlim (Berliner Mauer) dividiu a cidade em Berlim Ocidental e Berlim Oriental de 1961 a 1989.
East Side Gallery
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi dividida em quatro setores de ocupação que correspondiam à União Soviética, França, Inglaterra e Estados Unidos. Em maio de 1949, Os Aliados formaram a República Federal da Alemanha representando o bloco dos países capitalistas na Alemanha Ocidental que tinha Bonn como a capital. Em outubro de 1949, a zona que era controlada pela União Soviética criou a República Democrática Alemã para representar o comunismo na Alemanha Oriental que tinha Berlim como a capital. E assim os setores do bloco capitalista ficaram cercados pelos comunistas.
Até 1961, a circulação entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental era livre. Em 12 de agosto de 1961, o governo da Alemanha Oriental decidiu fechar as fronteiras com acesso à Berlim. Na madrugada do dia 13 de agosto de 1961, os soldados colocaram arames e barreiras ao longo da fronteira. Com o passar dos dias, um muro foi construído para substituir a barreira que até então era provisória. Com o passar dos anos, a fortificação para a divisão foi aperfeiçoada. Na década de 1980, um muro foi construído em paralelo, e o então Muro de Berlim era constituído por dois muros com variações de largura. Entre os dois muros ficava o espaço que era conhecido como a “faixa da morte”, onde existiam mais de 300 torres para observação e diferentes tipos de controles que dificultavam tentativas de fuga. A vigilância era feita por soldados e por cães que tinham permissão para tudo.
O Muro de Berlim tinha 155 quilômetros de extensão, sendo que 43,1 quilômetros atravessava o centro da cidade, dividindo os dois lados de Berlim, e os demais 111,9 quilômetros de extensão do muro separavam Berlim Ocidental da Alemanha Oriental. A altura do muro era de 3,6 metros.
Bernauer Strasse
Após protestos e a reivindicação de direitos dos alemães para circular livremente no país, em 09 de novembro de 1989, o Muro de Berlim começa a ser destruído pela população, após a declaração de um membro do governo da República Democrática Alemã informando a abolição de restrições para ir e vir. As pessoas começaram a se aglomerar em frente ao Muro de Berlim ultrapassando de um lado para o outro e os guardas não sabiam o que fazer no momento, então não reagiram. Os alemães comemoraram euforicamente o fato de estarem livres no país. A queda do Muro de Berlim representou o fim da Guerra Fria e fortaleceu a reunificação da Alemanha, que ocorreu definitivamente no dia 3 de outubro de 1990.
East Side Gallery
Fragmentos do Muro de Berlim ainda podem ser vistos pela cidade. Estivemos na Bernauer Strasse, Niederkirchnerstraße e Mühlenstraße.
O museu encontra-se onde era a sede da GESTAPO (polícia secreta do Estado – regime nazista). O prédio foi danificado durante a Segunda Guerra Mundial e demolido na década de 1950.
No interior do pavilhão ficam as exposições temporárias que na época (2017) retratava através de artigos, fotos, vídeos, depoimentos e cartas sobre a trajetória do partido nazista e o seu governo, de 1933 a 1945. O museu continua ao ar livre exibe as atrocidades que eram praticadas. Parte do Muro de Berlim ainda existe ali.
Checkpoint Charlie era o posto militar entre os dois lados de Berlim durante a Guerra Fria.
O posto militar entre o setor soviético e o setor americano tinham a função de controlar a travessia de membros das Forças Aliadas para Berlim Oriental. Charlie, na verdade, se refere à letra C e não tem ligação com o homem da foto que está no local. O Checkpoint Alpha se refere à letra A. O Checkpoint Bravo se refere à letra B. As letras representam o alfabeto fonético da OTAN.
Com a queda do Muro de Berlim e a reunificação da Alemanha, o posto militar foi removido em junho de 1990. No ano de 2000, foi instalada uma cabine para atrair os turistas no local de origem, ou seja, é fake.
Utilizamos o transporte público para a locomoção na cidade.
Informações úteis
Clima (junho/agosto): temperaturas entre 20°C e 29°C.
Moeda: euro.
Idioma: alemão.
Importante: Comprar antecipadamente tickets para as atrações turísticas sempre que possível. Ter dinheiro em espécie para o pagamento em restaurantes, pois a maioria dos estabelecimentos não aceita cartões (débito ou crédito).
Este texto é a introdução de uma viagem que fizemos em agosto de 2017.
A razão pela qual viajamos apenas de carro pela Europa é a Mel, nossa cachorrinha. Ela é idosa e eu não cogito a possibilidade de colocá-la em caixa/bolsa de transporte para que ela fique ali por horas, pois eu sei que é estressante para ela.
Partimos da Bélgica (Oost-Vlaanderen) para Berlim, Praga, Viena, Hallstatt e Munique.
Sobre o trajeto: partimos para Berlim em torno das 04:00 e chegamos lá 12:00, com uma parada na estrada e obras nas rodovias da Alemanha. De Berlim até Praga, a viagem durou em torno de quatro horas. De Praga até Viena, a viagem durou em torno de cinco horas. Saindo de Viena, paramos depois de três horas em um vilarejo chamado Hallstatt, pois eu já tinha pesquisado sobre o lugar e queria conhecer, mas permanecemos por lá apenas para o almoço e em seguida já retornamos com a viagem de mais três horas até Munique. Retornando, de Munique até onde moramos foram oito horas.
Atenção: para automóveis é obrigatório o uso do vignette (é um adesivo que tem um custo, variando de país para país, e que precisa ser colado no vidro frontal do carro) tanto na Tchéquia quanto na Áustria. A não utilização do vignette gera multa.
Na Alemanha, obras nas estradas ocasionaram bastante lentidão. A Autobahn é conhecida por não ter limite de velocidade para automóveis de determinadas classes, no entanto, existem trechos em que a velocidade é controlada por razões de obras, por serem áreas urbanizadas ou que possibilitam o risco à acidentes, além do mau tempo. As placas de sinalização indicam sobre onde é necessário manter o limite de velocidade.
É indispensável viajar com gps e aparelho com acesso à internet para ter auxílio.
Antes da viagem é importante verificar onde existem postos de combustíveis e estabelecimentos para alimentação, e ainda locais para a utilização de banheiro, que tem custo em todos os lugares por onde passamos.
Acompanhe o blog durante as semanas a seguir para acompanhar o que fizemos em cada lugar que visitamos.
Na sexta-feira da semana passada, no dia mais longo do ano, começou a estação que muda a atmosfera aqui na Bélgica: o verão. Oficialmente, em 2019, o verão começou em 21 de junho e terminará em 23 de setembro.
É quando o verde das árvores se torna bem aparente e se destaca com a luz solar que é mais presente.
Tenho uma relação de amor e ódio com o verão. Nos dois anos que já acompanhei o verão aqui na Bélgica, tiveram dias em que a temperatura ultrapassou +30°C, e para mim, +25°C já é calor que não me agrada.
Durante o verão, as pessoas gostam bastante de sair para as ruas para aproveitar o sol, seja nos parques ou em pubs/cafés que geralmente oferecem a possibilidade de mesas e cadeiras nas calçadas para os clientes desfrutarem do clima. Aliás, é quando estabelecimentos chamados de pop-up zomerbars abrem temporariamente. Tem também as pessoas que gostam de se acomodar na beira de lagos ou canais com os amigos. E ainda tem as praias do país que oferecem estrutura bem legal para passar o dia.
Na região de Flandres é comum que as pessoas (moradores ou turistas) passeiem pelos canais com diferentes tipos de embarcações (existe a possibilidade de alugá-las). Também é comum a prática de stand-up paddle ou kayak.
Eventos de todo tipo acontecem durante a estação, mas o que mais se destaca são os festivais de música (gratuitos ou cobrados) que acontecem em todas as regiões do país.
Depois do dia 21.06.2019, o tempo de luz solar já começou a diminuir gradativamente. No começo da estação, a luz solar permanece por, aproximadamente, dezessete horas. Até o final da estação, o tempo de luz solar diminui em até quatro horas a menos.
No final da estação voltarei a comentar sobre as impressões do verão de 2019. (clique aqui para ler)
Oficialmente, amanhã será o último dia da primavera aqui na Bélgica (e na Europa). E como já mencionei em “Como é a primavera na Bélgica”, aqui estou para relatar um pouco da minha experiência de 2019 sobre o clima na região de Oost-Vlaanderen.
Em 2019 foi bem diferente dos dois anos anteriores, pois as temperaturas permaneceram mais frias e a maioria dos dias permaneceram nublados. Na rua, as cores das folhas e das flores representaram a estação.
No final de março, quando a primavera começou, o clima ainda era frio, mas tiveram dois dias em que a temperatura máxima ultrapassou +15°C.
Abril é um dos meses mais difíceis de definir (em 2017, em 2018, em 2019), pois a primavera é aparente através da vegetação que floresce, mas o clima do inverno geralmente insiste em permanecer.
Aconteceu algo que até então eu nunca tinha visto por aqui: choveu granizo. Choveu, choveu, choveu, choveu… bem mais do que os dois anos anteriores. Até trovejou durante os períodos de chuva, o que também é raro. Bastante vento, como sempre (chegando a atingir 40 km/h).
Temperatura mínima atingida em abril: -1°C (13/04).
Temperatura máxima atingida em abril: +25°C (22/04).
Foi um mês em que o clima oscilou bastante.
Em maio, as temperaturas geralmente já são um pouco mais altas, mas em 2019 não foi bem assim. No começo do mês tiveram dias que lembraram o inverno e no final do mês tiveram dias que lembraram o verão, mas a maioria dos dias permaneceram com média de +11°C. Diferentemente dos anos de 2017 e 2018, os dias permaneceram nublados em maioria.
Temperatura mínima atingida em maio: +1°C (06/05).
Temperatura máxima atingida em maio: +23°C (23/05).
primavera
primavera
Pólens: entre abril e maio, as ruas são dominadas por pólens (tanto no ar quanto no chão). Imagina como ficam os imóveis por dentro… ahaha (não é legal).
Junho começou quente, com a temperatura máxima atingindo +31°C, mas logo o clima amenizou. As temperaturas até então variam entre +10°C e +20°C. Desde segunda-feira, as temperaturas voltaram a aumentar e a previsão para os dias da semana que vem é de bastante calor, mas a meteorologia já indica que o verão de 2019 será mais ameno do que os dois anos anteriores.
Hoje o sol nasceu às 05:29 e o pôr do sol acontecerá às 22:01 na cidade onde moro, porém, entre 05:00 e 23:00 tem claridade. As imagens a seguir demonstram os minutos a mais que temos a cada dia (screenshot da semana passada), mas provavelmente daqui a três semanas já começa a diminuir o tempo de claridade.
previsão
previsão
Ressaltando que as informações do texto retratam a minha experiência na região de Oost-Vlaanderen.
Sou o tipo de pessoa que adora pesquisar sobre lugares para comer. Quando viajo, é uma das coisas que faço antes mesmo de chegar no destino.
Onde moro não é diferente (moro em uma das cidades ao redor de Gent).
Em Gent (em português: Gante) estão instalados restaurantes de todo tipo e a variedade de opções é uma das coisas que tanto me agradam nessa cidade. Então a dica de hoje é sobre restaurantes.
Luv L’Oeuf
É um restaurante que oferece opções que são tradicionais para o café da manhã / brunch durante o dia inteiro. A refeição vale a pena em qualquer horário do dia.
vegan breakfast
Costuma ser bem cheio, mas o tempo de espera na fila é recompensado.
A especialidade é comida libanesa que até então eu não conhecia. Atualmente, é um dos restaurantes que mais gosto de Gent. Geralmente, é necessário esperar um pouco por lugar, já que o espaço é pequeno, porém, o clima do estabelecimento é bem agradável e a comida vale a pena pelo tempo de espera. A limonada que o restaurante oferece é surreal.
Restaurante com o conceito de comida plant-based no centro de Gent. Ótima opção para vegetarianos/veganos, ou para quem quer optar por algo mais saudável.
O melhor restaurante de comida tailandesa de Gent fica bem no centro da cidade, mas não é armadilha. É necessário fazer reserva para experimentar os sabores simplesmente fantásticos.
Já foi eleito o melhor restaurante de comida tailandesa da Bélgica. Eu amo!
São muitas as opções para quem procura por pizza, mas a dica de hoje é a pizzaria que oferece pizzas sensacionais. Os sabores que se diferenciam do convencional que pode ser encontrado em Gent é algo a ser destacado.
A massa é leve e sempre no ponto perfeito. Produtos: frescos e saborosos.
O ambiente é bem legal, espaçoso e aconchegante. O atendimento pode variar, mas médio.
Durante a primavera, o Castelo Real de Laeken, onde os monarcas da Bélgica residem, abre as portas das estufas durante três semanas para visitação.
As estufas foram construídas entre 1874 e 1905. O rei Léopold II escolheu o arquiteto Alphonse Balat para projetar o complexo das estufas do Castelo Real de Laeken. Após a morte de Alphonse Balat com a construção em andamento, em 1895, foram os arquitetos Henri Maquet e Charles Girault que assumiram o projeto.
estufas de laeken
estufas de laeken
Léopold II contratou os melhores fornecedores, botânicos e horticultores para garantir a excelência de sua coleção de plantas, e contribuiu trazendo as espécies que gostava das viagens que fazia.
Para chegar até as estufas, é necessário percorrer o trajeto com passagem pela frente do Castelo Real de Laeken, seguindo até uma área externa onde é possível ver um pouco da cidade de Bruxelas e da natureza que compõe o complexo do Castelo Real de Laeken.
laeken
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Nas estufas…
estufas de laeken
estufas de laeken
Há mais de um século que a tradição de permitir que a população visite as Estufas do Castelo Real de Laeken é mantida. Foi a primeira vez que eu fui e simplesmente adorei!
A Batalha de Waterloo foi um confronto militar que aconteceu em 18.06.1815 perto da cidade de Waterloo, em Braine-l’Alleud (cerca de 20 km da cidade de Bruxelas), que na época pertencia ao Reino dos Países Baixos e atualmente fica na região de Valônia, Bélgica.
Resumidamente, foi onde as tropas inglesas comandadas pelo primeiro duque de Wellington e as tropas prussianas comandadas pelo general Gebhard Leberecht von Blücher, além das tropas aliadas que formavam a Sétima Coalizão, lutaram contra Napoléon Bonaparte e o venceram, decretando o fim do seu império.
Atualmente, o museu “Memorial 1815”, o espaço Le Panorama, La Butte du Lion, a Fazenda Hougoumont e dois restaurantes fazem parte das instalações da área do campo de batalha que podem ser visitados.
O museu denominado Memorial 1815 exibe informações sobre a história de Napoléon Bonaparte como imperador e os fatos que antecederam os combates através da linha do tempo, imagens, vídeos, mapas, itens que foram utilizados, retrata os cenários hora a hora do dia e mais. O filme em 4D “Au cœur de la Bataille” é incrível!
O espaço Le Panorama exibe uma pintura de 110 metros de comprimento e 12 metros de altura que retrata a Batalha de Waterloo.
O memorial La Butte du Lion é dedicado para os soldados que morreram no local. A estátua que foi esculpida pelo artista Jean-Louis van Geel e construída entre 1824 e 1826 fica no topo da colina que possibilita vista panorâmica do campo de batalha e das fazendas. O leão protegendo um globo terrestre simboliza o retorno da paz na Europa.
É possível chegar no topo da colina apenas através de escada (226 degraus).
vista panorâmica
vista panorâmica
vista panorâmica
vista panorâmica
Fazenda Hougoumont: região em que aconteceram as lutas mais violentas. A casa que é possível visitar hoje em dia era a residência do jardineiro e foi o que restou. O prédio principal foi completamente destruído.
Estão instalados dois restaurantes na área: Le Bivouac e Le Wellington.
Não existem dados com exatidão sobre o número de pessoas que estiveram em batalha no dia 18.06.1815, mas é estimado que foram cerca de 188.000 soldados, onde, aproximadamente, 10.000 foram mortos e 35.000 foram feridos. E ainda tem os cavalos que também foram atingidos. Números que colocam a batalha como a terceira Guerra Napoleônica mais brutal, atrás das batalhas de Leipzig e Moskova.
É possível desfrutar de atividades e de eventos que acontecem em datas especiais. Clique aqui para acessar o site oficial e verificar. Informações sobre como chegar até o local (carro, ônibus e trem), horários e preços também são encontradas no link.
No último réveillon planejamos algo um pouco diferente de tudo o que já tínhamos experienciado no período, então decidimos conhecer a tranquilidade de Rothenburg ob der Tauber, na Alemanha.
Localizada no estado da Baviera (Bayern), a cidade faz parte da Rota Romântica, que é um percurso que conecta 27 cidades com cenários característicos em quase 400 km de extensão entre Würzburg a Füssen. As cidades mais populares entre os viajantes são: Würzburg, Dinkelsbühl, Augsburg, Füssen e o vilarejo que escolhemos para nos hospedar, Rothenburg ob der Tauber.
Sou o tipo de viajante que gosta de pesquisar tudo e mais um pouco sobre os lugares que pretendo visitar, acredito que planejar o que fazer nos destinos já é o início da viagem, pois é quando posso definir os caminhos a percorrer de acordo com o que me interessa, entretanto, tenho a consciência que faz parte não conseguir realizar tudo o que foi planejado, pois nem sempre é possível (por “N” razões, seja pelo cansaço, tempo, clima, humor ou imprevistos, etc…), e tudo bem também, sem apego. Como já era previsto desde o planejamento da viagem, eu me apaixonei pelo vilarejo.
Conhecendo Rothenburg ob der Tauber
Depois da construção do castelo para o rei Konrad III, durante o século XII, os comerciantes da região passaram a negociar (comprar, vender, trocar) as mercadorias na praça do mercado – Marktplatz. Situada em rotas comerciais importantes na época, a cidade cresceu com o passar do tempo e construções em estilo enxaimel começaram a se destacar ao redor da praça central da cidade. Atualmente, a maioria dos prédios se tornaram estabelecimentos comerciais na região.
É onde os eventos da cidade aconteciam (e ainda acontecem).
Também é onde a prefeitura está instalada, em um prédio de estilo renascentista que se destaca dos demais. Parte do prédio caiu durante o incêndio 1501, mas foi reconstruído, reformado e restaurado, e uma cúpula em estilo barroco foi adicionada em 1681.
Rathaus – prefeitura de Rothenburg ob der Tauber
É permitido que os visitantes acessem o local para observar a cidade do alto (220 degraus).
Ainda na Marktplatz, o Ratstrinkstube – antiga Câmara Municipal da cidade – é atração com o relógio astronômico na fachada, pois de hora em hora (entre 10:00 e 22:00) tem apresentação de bonecos nas janelas do prédio. Remete à fábula “Meistertrunk”, em que, após cumprir o desafio de beber três litros de vinho, o ato do prefeito Georg Nusch determinou a salvação dos vereadores que já tinham sido condenados à morte pelo general Tilly, que chegou com as tropas em Rothenburg ob der Tauber também para queimar a cidade durante a Guerra dos Trinta Anos. Atualmente, é o escritório oficial de turismo da cidade.
Da Marktplatz, descendo as ruas Obere Schmiedgasse e Untere Schmiedgasse consecutivamente, está a bifurcação que é o cartão-postal do vilarejo: o Plönlein. Tanto as construções de ambos os lados da rua com arquitetura tipicamente alemã em estilo enxaimel quanto as torres Kobolzeller e Siebers criam um cenário ainda mais fotogênico.Ambas as torres Kobolzeller e Siebers foram construídas durante a expansão da cidade em 1204.
Entre as atrações de Rothenburg ob der Tauber, também estão os museus que exibem um pouco da história da Idade Média e da cidade, mas infelizmente não conseguimos visitá-los.
São muitas as lojas de artigos natalinos e souvenirs que estão espalhadas em Rothenburg.
Käthe Wohlfahrt
A tradicional Käthe Wohlfahrt é uma loja com artigos natalinos que foi fundada em Herrenberg (1964). A empresa foi para Rothenburg ob der Tauber em 1977. Lojas da rede também podem ser encontradas em outras cidades da Alemanha, em Brugge (Bélgica), em Riquewihr (França), em York (Inglaterra) e em Stillwater (Estados Unidos). Já durante o período dos mercados de Natal, barracas da Käthe Wohlfahrt chegam ao Canadá, mais cidades dos Estados Unidos, Japão, Itália, Áustria, Suíça, França, e é claro, mais cidades da Alemanha.
Käthe Wohlfahrt
käthe wohlfahrt
O museu da Käthe Wohlfahrt foi inaugurado em 2000. Expõe, além das histórias que envolvem o Natal, diferentes tipos de decoração de Natal a partir do século XIX na Alemanha e como as peças são produzidas.
No Burggarten ficava o castelo dos Hohenstaufen/Staufer que foi construído para o rei Konrad III, destruído em 1356 por um terremoto. As pedras das ruínas do castelo foram utilizadas para a construção da muralha da cidade, que permanece lá até hoje e é uma das atrações para visitação.
Percorrer sobre a muralha de Rothenburg ob der Tauber: possibilita a visão da cidade de outra forma, entretanto. Nomes de pessoas e de cidades estão grafados nas pedras da muralha, uma forma de agradecimento/homenagem para aqueles que doaram os materiais para a reconstrução da cidade após a 2ª Guerra Mundial.
Rothenburg está entre as cidades medievais mais bem preservadas da Europa, mesmo após os processos de reconstrução dos danos que foram causados durante os períodos de guerras.
É cheia de história, e do lado de dentro da muralha parece que é outra época, senti como se estivesse nos contos da Idade Média, e ainda tem o clima natalino que permanece na cidade em qualquer época do ano e torna tudo tão mais fascinante. Caminhar pelas ruas de Rothenburg ob der Tauber é mágico.
É compreensível que o vilarejo de 10.000 habitantes atraia cerca de 3.000.000 visitantes por ano.
Hospedagem
Nos hospedamos no Mittermeiers Alter Ego, um conceito de hospedagem diferente de tudo o que já tínhamos experienciado. Trata-se de um edifício com onze apartamentos (privados) de diferentes tipos e uma cozinha bem equipada com eletrodomésticos e utensílios para ser compartilhada pelos hóspedes, onde é possível desde apenas fazer as refeições como também cozinhar, além de ter sempre disponível (gratuitamente) água para beber, café e chá, além dos itens que são cobrados à parte.
Além de ser pet friendly, as acomodações do Mittermeiers Alter Ego possuem condições que consideremos importantes, pois temos a Mel que fica sozinha durante o dia por horas, então priorizamos o tamanho do quarto e a região (gostamos de passear com ela no dia a dia onde não tem tanta movimentação de pessoas, mas tentamos equilibrar que a localização seja de fácil acesso).
Eu sempre esqueço de fotografar o que envolve a hospedagem… tentarei melhorar! ehehe
Alimentação
Costumamos pesquisar as opções de restaurantes antecipadamente para nos programarmos e fazer as reservas quando é o caso, até porque a minha alimentação é restrita e precisamos ter o cuidado de buscar por restaurantes que nos agradem. Também é uma forma de poupar um pouco de tempo. Nem sempre conseguimos conhecer o que planejamos, pois acontece de às vezes optarmos pela praticidade por estarmos perto do lugar “x” ou “y” e comer ou beber onde é mais fácil.
O que envolve a alimentação também é algo que eu geralmente esqueço de fotografar, mas deixarei registrado através das palavras algumas das opções de restaurantes em Rothenburg.
Primeiramente, sobre o restaurante que eu tenho fotos: Michelangelo. Jantamos nele no dia 31/12. Lugar agradável, equipe atenciosa e comida saborosa, altamente recomendado!
Também recomendo os restaurantes Zur Höll e Italia Eiscafé-Pizzeria, ambos na região central de Rothenburg. E apesar de não ser o tipo de restaurante que eu gosto por ser beeem turístico, os pratos que pedimos no Bausmeiterhaus (localizado na Großer Markt) estavam ok (mas a decoração é péssima).
Schneeball é um doce típico de Rothenburg.
Já viajamos anteriormente para a Alemanha e a dica que dou para quem pretende visitar o país é: sempre tenha dinheiro em espécie na carteira, especialmente para pagar a conta de restaurante.
Locomoção
Em Rothenburg ob der Tauber é possível fazer qualquer coisa a pé.
É comum a exploração de animais em nome do turismo na cidade, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel.
Na noite do réveillon
Normalmente, quem vai para Rothenburg ob der Tauber não busca por agitação. Depois do jantar no restaurante Michelangelo – já mencionado – caminhamos pela região central do vilarejo e voltamos para o hotel, de onde até observamos que hóspedes saíram na rua para soltar fogos, mas do lado de dentro permanecemos. Não tem algo em especial na cidade para o réveillon.
Informações úteis
Clima (29/12/2018 a 01/01/2019): variação de temperatura entre -3 e +3. O sol raramente apareceu entre as nuvens durante os dias que estivemos na cidade.