Brasileira, graduada em psicologia, apaixonada por cães, fotografia, natureza, história, gastronomia, viagens e pelo Natal. Moro na Bélgica (Oost-Vlaanderen) desde nov/2016.
É primavera na Europa, e uma das atrações mais populares durante o período é o Keukenhof: um parque com jardins que tem as flores como atração, especialmente as tulipas.
O parque fica em Lisse, nos Países Baixos (na província de Zuid-Holland – em português: Holanda do sul) e é aberto para visitação durante a primavera de cada ano. Porém, não permanece aberto do início ao fim da estação, portanto, é importante consultar o site oficial do Keukenhof para se programar.
Em 2017 foi de 23/03 a 21/05. As fotos a seguir exibem um pouco da beleza que é encontrada no parque.
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Em 2018, de 22 de março a 13 de maio.
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Em 2019, de 21 de março a 19 de maio.
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Estive no Keukenhof todos os anos desde que mudei para a Bélgica porque eu simplesmente amooo.
Além dos jardins que estão espalhados pelo parque, também são exibidas as exposições de flores e decorações temáticas nos pavilhões. Segundo o site oficial do Keukenhof, são cerca de 7.000.000 de flores.
Keukenhof
Keukenhof
Os ingressos para os parques podem ser comprados pela internet (recomendado para poupar um pouco de tempo em filas) ou na bilheteria do local. Lembrando que, após adquirir o ticket, é possível visitar o parque em qualquer dia da temporada.
É um passeio com acessibilidade para todos, inclusive, animais de estimação são permitidos. O parque também possui algumas atrações para divertir as crianças. São muitos os visitantes que passeiam pelo parque diariamente, sendo assim, a infraestrutura de banheiros e de restaurantes é boa. Além de conhecer o Keukenhof, é possível passear de barco e de bicicleta na região dos campos de tulipas.
Não é possível afirmar qual época é a melhor para visitar o Keukenhof, já que a influência da natureza interfere no florescimento das tulipas, no entanto, independente do dia escolhido, valerá a pena! Entretanto, os dias ensolarados deixam o parque ainda mais bonito.
Com a conquista de uma estrela pelo Guia Michelin em 2018, o restaurante localizado em Gent é conduzido pelo chef Marcelo Ballardin.
Inspirações do mundo são expressadas pela cozinha contemporânea do OAK. Os produtos sazonais passam por processamentos que elevam os aromas dos pratos, e é claro que o sabor também.
Os clientes não têm acesso ao menu antes de se acomodarem no restaurante, mas a equipe tem o cuidado e se dispõe a alterar os pratos (se for o caso) para pessoas com restrições alimentares ou vegetarianas, desde que o conceito não seja alterado.
Todos os aperitivos que foram servidos antes das entradas já me conquistaram.
Optamos pelo menu com sete pratos: 4 entradas + prato principal + 2 sobremesas.
Os ingredientes em si são acessíveis para o consumo do dia a dia na Bélgica, e o interessante está em como eles podem ser transformados por profissionais que estudam e entendem as técnicas da gastronomia. A delicadeza está em tudo o que é preparado e a combinação dos sabores que são elaborados é tão harmônica que desperta a curiosidade e a expectativa pelo que virá no prato a seguir.
O ambiente é informal, confortável e aconchegante.
Em nenhum momento os copos permaneceram vazios ou faltou algo.
Fomos bem atendidos do início ao fim da experiência. A pessoa que nos recepcionou demonstrou atenção e questionou prato a prato sobre como foi a experiência. O chef se dirigiu a todas as mesas para apresentar pelo menos um dos pratos que foram oferecidos, e os demais foram apresentados aleatoriamente pela equipe que explicou gentilmente o conteúdo de cada um.
Estrela merecida! A qualidade em tudo só contribuiu para que que a data com importância para nós se tornasse ainda mais especial.
Localizado em Dilbeek, o castelo que foi construído no século XII é atração durante a primavera em razão da exposição das flores em seu ambiente externo e nas estufas.
Entre os tipos de flores que mais se destacam estão as tulipas, assim como no Keukenhof (em Lisse – Países Baixos), jacintos e narcisos. O responsável pela criação da exposição que celebra a primavera é descendente de holandeses, e é nos Países Baixos que ele busca as espécies mais bonitas para plantar no jardim do castelo.
floralia – estufas
floralia – estufas
floralia – estufas
Quando estivemos no parque, a maioria das flores plantadas nos jardins não estavam tão bonitas assim, mas as que estavam nas estufas apresentavam uma aparência melhor.
O local possui restaurante com mesas e cadeiras ao ar livre para quem quiser fazer refeição no local. O lugar em si é agradável para passar o dia. Em algumas datas específicas é possível ver o desfile de trajes venezianos no local.
Hallerbos é uma área florestal que está localizada na cidade de Halle.
O local é opção para quem gosta de estar em contato com a natureza independente da época, entretanto, a publicação de hoje retrata um pouco de como é a primavera em Hallerbos.
Segundo o site oficial da floresta, o nascimento das flores varia de acordo com o clima de cada ano. Há cerca de cinco anos, o período em que a floresta fica mais florida em com os tons de azul/roxo no solo é em abril. É possível acompanhar como a natureza está reagindo através do site oficial da floresta e se programar para ir na melhor época.
As flores que colorem o chão são conhecidas como jacinto selvagem, que é a espécie de planta mais típica da floresta.
Devido à diversidade dos tipos de solo na floresta, o reflorestamento tem sido executado em função da qualidade do solo. Entre as árvores que são encontradas na floresta estão: carvalho, faia, freixo, conífera, lariço-europeu, pinheiro da Córsega e abeto de Douglas.
Já foram identificadas mais de cem espécies de aves na área de preservação. Existem cervos que vivem na floresta e que às vezes podem ser vistos.
O cheiro das flores exala mais durante a manhã e com o pôr do sol, então vale a pena se programar para também apreciá-las além dos olhos. O passeio pela floresta é bem agradável, independente das flores que são o destaque durante a primavera.
A prática de esportes como caminhada e corrida é bastante comum na floresta. Para quem quiser lanchar no local, existem mesas e bancos disponíveis.
Aproveitando a nossa viagem de inverno para esquiar, fomos até Chamonix para visitar a montanha mais alta da França.
Com 4810 metros de altura, Mont-Blanc está entre as montanhas mais altas da Europa. É do topo da montanha de Aiguille du midi que podemos ver Mont-Blanc e a vista panorâmica deslumbrante da região.
Mont Blanc
Do topo da montanha de Flaine – Grand Massif – também era possível ver a montanha um pouco mais distante e de outra perspectiva. Clique aqui para ler sobre a experiência de esquiar na região.
de Flaine – Grand Massif (topo)
Na fronteira com Suíça e Itália, Chamonix Mont-Blanc está situada no departamento de Haute-Savoie, na França. A região é bastante procurada por praticantes de esqui e de alpinismo durante os meses de inverno.
Para quem está a passeio, uma das atrações mais interessantes está em subir de teleférico até o topo de Aiguille du midi (3842 metros de altura) através da estação que fica no centro de Chamonix. De lá é possível observar os alpes franceses, suíços e italianos, além do Mont-Blanc de perto. Espetacular!
O percurso é realizado em duas etapas, onde a primeira gôndola leva até 2310 m. para, em seguida, a segunda gôndola levar até Aiguille du midi.
Téléphérique de l’Aiguille du Midi
Já no topo, foram cerca de quatro horas para explorar o local. É tudo bem estruturado, com escadas, elevadores, passarelas, tem restaurante, loja de souvenirs… é legal explorar cada ponto que proporciona vistas panorâmicas maravilhosas.
Tem exposição que conta sobre a história da construção dos teleféricos e estrutura em Aiguille du midi, além de histórias de esquiadores e de alpinistas que já estiveram ali.
Devido aos 3842 metros de altura, é comum sentir dificuldade para respirar, tontura e dor de cabeça.
O passeio não é recomendado para crianças menores de cinco anos de idade ou para pessoas com mobilidade reduzida em razão dos acessos.
Horários de funcionamento das gôndolas variam de acordo com a época do ano e com a demanda, então vale a pena se informar antes de chegar no local (e comprar antecipadamente o ski pass para embarcar também). É importante se vestir de forma adequada e confortável para aproveitar o que a atração tem a oferecer.
Além de Aiguille du midi, também fizemos o passeio de trem de Chamonix até Montenvers.
Ao desembarcar na estação de Montenvers, montanhas por todos os lados e a vista panorâmica para a geleira – classificada como glaciar de vale – denominada “mer de glace” (mar de gelo) logo ali.
mer de glace
Lindo demais!
Um dia incrível e inesquecível em um lugar hipnotizante. Que oportunidade!
Informações úteis
O ski pass Mont-Blanc unlimited permite o acesso à Aiguille du midi e Montenvers, entre outras atrações que não pudemos desfrutar por falta de tempo.
Clima (22/03/2019): Nas montanhas, variação de temperatura entre -1 e +3. Como as fotos demonstram, estivemos na região em um dia ensolarado, com boa visibilidade, sem nuvem, sem neblina, e com bastante vento no topo. Média de +15 durante a tarde na cidade à 1030 metros de altura.
Pela primeira vez na vida, meu marido e eu estivemos em uma estação de esqui. Foi incrível, e aqui compartilharei um pouco de como foi a nossa experiência.
A escolha do destino: cogitamos tantas estações de esqui que nem sei quantas. Além da França, também cogitamos Suíça e Itália por não sabermos o que procurar, mas como no verão de 2018 fizemos uma viagem que nos permitiu conhecer um pouco mais da França e nos despertou o interesse pelo país, definimos que iríamos para lá. Entre as inúmeras estações de esqui do país, encontramos Flaine, que ofereceu tudo o que buscávamos. Foi a escolhida!
Localizada no departamento de Haute-Savoie, a estação de esqui de Flaine foi criada em 1968. Faz parte do Grand Massif e atinge 2.500 metros. O resort foi construído em diferentes níveis de altitude: Flaine-Front de Neige à 1500m, Flaine-Forum à 1600m e Flaine-Forêt à 1700m.
Hospedagem
Optamos por um local nas proximidades da estação de esqui, pois esse era o objetivo da viagem. O hotel que nos hospedamos era do tipo “ski-in – ski-out”, ou seja, possibilita que os hóspedes saiam e cheguem esquiando por ter pista que se conecta diretamente a um dos acessos do hotel, o que é legal, apesar de só fazermos isso no último dia.
É um hotel/residencial com alojamentos que são como apartamentos. Optamos por alugar um apartamento com dois quartos para ter mais espaço disponível para nós e para a Mel. Os apartamentos possuem cozinha com tudo o que é necessário para preparar refeições.
piscina (aquecida) – Les Terrasses d’Eos
Locomoção
Para ir e vir entre hotel e estação de esqui, utilizamos o transporte que é oferecido por Flaine (gratuito). O hotel também oferece o serviço de transporte para a região.
Nos dias em que saímos para jantar e também para conhecermos a região de Chamonix, utilizamos o carro.
Alimentação
No que envolve o dia a dia, nos preocupamos em levar alimentos para café da manhã e refeições de almoço/jantar para não dependermos de restaurante. Recomendo, pois tem dias que tudo o que mais queremos depois de passar o dia esquiando é ficar tranquilamente em “casa”.
Almoçamos no apartamento e na estação de esqui também.
restaurante no topo da montanha
No jantar, além de fazermos as refeições no apartamento, também jantamos no restaurante do hotel e em outros: L’Ancolie (fomos dois dias nele de tanto que gostamos) e Le White – pub que fica na galeria da estação de esqui. Ou optamos por delivery nos dias que estávamos muito cansados.
L’Ancolie
Esquiando
Alugamos os equipamentos no local. É possível solicitar o aluguel do que for necessário antecipadamente – clique aqui.
Optamos por fazer aulas para iniciantes durante três dias com a escola ESF – três horas por dia. É algo que, particularmente, acho imprescindível para quem nunca praticou o esporte ou apenas deseja melhorar o desempenho. O instrutor auxilia e acompanha os alunos, avançando um pouco mais a cada dia.
Independente do clima, é importante usar protetor solar e protetor labial enquanto estiver nas montanhas: para mim, usar o protetor solar antes de sair de casa foi suficiente, eu realmente não senti a necessidade de usar mais, já com o protetor labial foi diferente, então deixava em um dos bolsos da jaqueta para pegar com facilidade e usar.
Ainda sobre as facilidades para esquiar, é recomendado que o ski pass permaneça em um bolso da jaqueta para que as catracas para acessar os elevadores o identifiquem, assim não é necessário retirar e guardar o tempo todo.
Com o ski pass do Grand Massif também é possível esquiar nas outras quatro estações da montanha: Les Carroz d’Arâches, Morillon, Samoëns, Sixt-Fer-à-Cheval.
Vestuário
Ressalto o quanto utilizar roupas que são adequadas para a prática de esportes na neve e para o clima é algo imprescindível. Existe uma expressão entre os europeus que quer dizer que não existe clima ruim, e sim, roupas que são inadequadas para o clima. É importante se vestir adequadamente para evitar perrengues, lembrando também que a qualidade do vestuário é muitooo mais importante do que a quantidade de roupas.
As roupas que utilizamos nas montanhas são diferentes dos modelos que vestimos no dia a dia na cidade.
O que funciona para mim: preciso estar com as extremidades sempre bem protegidas.
Para esquiar, as orelhas são protegidas pelo capacete, então não senti a necessidade de usar gorro, mas no dia que fomos até o topo da montanha, apenas o capuz da jaqueta foi suficiente para mim. Quando o vento está um pouco mais forte que o normal, sempre carrego algo comigo para proteger se precisar.
Proteção de pescoço: necessário para mim, pois é uma das regiões que se eu sentir frio, me incomoda. E ainda é um item que pode proteger boca e nariz se for necessário. Também pode ser usado como gorro, ou seja, é uma peça bastante versátil e que auxilia de acordo com a necessidade do momento. – Cachecol não é aconselhável para a prática de esqui.
Luvas – precisam ser apropriadas. É importante que sejam impermeáveis e também protejam do vento ao esquiar.
Meias – térmicas ajudam a manter os pés aquecidos.
Goggle (óculos). Importante não apenas para proteger da luz solar e claridade, mas também para não ressecar os olhos com a exposição. É bem incômodo ficar na estação de esqui sem algo para proteger os olhos da claridade.
Camadas: é como eu me visto para me proteger do frio quando as temperaturas estão baixas. O clima da estação de esqui é um indicador do que vestir, mas geralmente as jaquetas e as calças para esquiar já são térmicas. É importante que as camadas se ajustem ao corpo sem apertar.
Primeira camada: é o que vestimos por primeiro, então é importante que a peça mantenha o calor do corpo e absorva o suor para que o corpo respire, por isso, é importante que seja antibactericida. A variedade é enorme, mas os modelos mais tecnológicos estão entre as opções mais recomendadas.
Segunda camada: tecidos como microfibra, fleece ou lã, modelos que são um pouco mais leves e possam ajudar a manter o corpo aquecido, e aí depende das características das peças que estarão por último. Conhecer as reações do corpo de acordo com o clima é importante para saber o que vestir aqui.
Jaqueta e calça para esquiar: precisam ser impermeáveis. As roupas que são encontradas para a prática de esportes de inverno são bem específicas e também tem a função de proteger contra o vento. Assim como no dia a dia ou durante passeios na cidade, o vestuário nas montanhas faz toda a diferença e deve ser bem planejado. Então, é importante que três características sejam consideradas: isolamento, à prova d’água e proteção contra o vento.
Sapatos: para caminhar na neve também é importante usar sapatos à prova d’água e que protejam do frio. Eu sou o tipo de pessoa que sente muitooo frio nos pés, e o modelo que eu escolhi não me decepcionou em nada. Usei dois dias inteiros, ambos para ir até o topo das montanhas.
O vestuário é algo importantíssimo para a prática de esportes na neve e deve ser prioridade.
Independente do nível de habilidade de cada um, é importante ter consciência das limitações ao esquiar.
E aproveitar o ambiente também!
Eu sempre imaginei que fosse me apaixonar por tudo o que envolve viagens assim, mas eu realmente fui surpreendida. É sensacional estar em contato com a natureza na montanha.
Foi uma das viagens mais incríveis que já fizemos até hoje. Sem dúvidas, foi a viagem que mais nos divertimos.
A Mel também adorou…
Assista ao vídeo onde compartilho um pouco dos nossos dias em Flaine clicando aqui.
Começou a minha estação preferida por aqui: a primavera, que aos poucos aquece e leva a beleza das flores para todos os lugares.
Groot-Bijgaarden / Dilbeek
Oficialmente, em 2019, a primavera começou em 20 de março e terminará em 21 de junho.
Já acompanhei a primavera em dois anos aqui na Bélgica. Como em todas as estações, adoro observar a transformação da natureza, quando os galhos começam a florescer.
As janelas de casas e apartamentos são decoradas com flores. Nas ruas, elas também se espalham. Como em Flandres existem os canais que atravessam as cidades, as pontes se tornam um pouco mais charmosas com as cores das flores. O verde das folhas se destaca… Parece outra Bélgica!
É a época em que os jardins estão coloridos e que existem atrações para o público que aprecia flores.
Mais pessoas nas ruas, bicicletas, motos, estabelecimentos surgindo do nada, pois alguns só abrem durante as estações primavera/verão (enquanto outros fecham nos períodos do verão para que os funcionários também possam aproveitar a estação). Os parques são atrações, principalmente quando os dias são completamente ensolarados, assim como as ruas que beiram os canais.
O tempo de luz solar aumenta gradativamente e os casacos que utilizamos no inverno já podem ser guardados, entretanto, as temperaturas dos meses da estação que transita entre inverno e verão são instáveis e ainda é necessário se prevenir com casacos um pouco mais leves em ambientes abertos ou nas ruas. É tempo de viver as quatro estações em um único dia (chove, faz frio, faz calor, venta, o sol aparece, e por aí vai).
É durante a primavera que começa o horário de verão aqui na Bélgica, mais especificamente, às 02:00 da madrugada do último domingo de março. Vai até às 03:00 da madrugada o último domingo de outubro.
No começo da estação, a luz solar permanece por, aproximadamente, doze horas. Até o final da estação, o tempo de luz solar aumenta em até quatro horas a mais.
No final da estação voltarei a comentar sobre as impressões da primavera de 2019. (clique aqui para ler)
Oficialmente, ontem foi o último dia de inverno por aqui. E como já mencionado em “Como é o inverno na Bélgica” , aqui estou para contar como foi o clima de 2019.
Fiz um post sobre o primeiro dia de neve de 2019 – clique aqui para ler. Depois, nevou mais alguns dias até a semana a seguir, mas o frio não foi extremo, com temperaturas até -5°C, que permitiram passeios nas ruas para apreciar a beleza. Depois da neve, o sol geralmente aparece e torna o inverno ainda mais bonito. Ah, se todos os dias fossem assim…
Foi a semana mais fria do mês.
Fevereiro começou com dias um pouco mais quentes. Os dias da semana de 10/02 atingiram as temperaturas mais quentes já registradas no período em determinadas regiões, com máximas entre +13°C e +18°C, o que não é considerado comum para o mês de fevereiro. Antes do nascer do sol e depois do pôr do sol as temperaturas variaram entre +1°C e +5°C. Assim permaneceu até o final do mês.
foto 1: fim de janeiro | foto 2: fim de fevereiro
Ainda em fevereiro, já foi possível observar os sinais da primavera através da natureza por causa da temperatura, diferente de 2018, que as plantas demoraram para florescer por causa do looongo inverno.
Os dias, em maioria, nublados durante o mês de março tiveram temperaturas variando entre +5°C e +13°C e o vento chegou em até 43 km/h. Como se não bastasse a ventania bastante forte, o clima permaneceu úmido… quem lembra da descrição que já fiz sobre a chuva? (parece borrifões de água caindo por causa da espessura e por não molhar tanto assim). Mas também teve chuva um pouco mais forte em alguns dias. Nos três anos que pude acompanhar março na Bélgica, concluo que é o mês mais chuvoso… ahahaha. Vale a pena investir em sombrinha/guarda-chuva e em capas (tem de todo tipo por aqui) para se proteger.
E já que mencionei sobre como se proteger, vale o lembrete de que investir em roupas adequadas para as condições do inverno na Bélgica é prioridade para aproveitar o que a estação tem a oferecer.
Ressaltando que as informações do texto retratam a minha experiência na região de Oost-Vlaanderen.
Este texto será a base para outras publicações relacionadas à Hasselt e traz um pouco dos pontos mais importantes da história da cidade.
Hasselt é a capital da província de Limburgo (em neerlandês: Limburg), na região de Flandres – Bélgica.
A cidade foi fundada no século VII nas margens do Rio Helbeek. O nome “Hasselt” foi mencionado, oficialmente, pela primeira vez em um documento de 1165. Atualmente, são cerca de 77.000 Hasselaars (como são chamados os habitantes da cidade).
Oud Stadhuis – na Groenplein
A comercialização de tecido também foi importante para a cidade entre os séculos XIV e XVI, assim como para a maioria das cidades de Flandres.
No século XVIII, após a Revolução Francesa, Maastricht se tornou a capital do até então departamento Nedermaas (em francês: Meuse-Inférieure). Lembrando que a Bélgica pertencia aos Países Baixos na época.
Depois da derrota de Napoléon Bonaparte em Waterloo (1815), a designação de Limburg foi adotada. Após a independência da Bélgica (1830), a designação de Limburg foi mantida tanto nos Países Baixos quanto na Bélgica. Em 1839, Hasselt se tornou a capital da província de Limburg (Bélgica).
Na década de 1840 começaram os planejamentos para a rede ferroviária na cidade, que foi inaugurada em 1899. Rodovias e edifícios públicos importantes para o funcionamento da cidade foram construídos.
Ainda no século XIX, a economia da cidade começou a se concentrar em cervejarias e na produção de gin. A indústria de gin cresceu na região, e a partir de 1860, a bebida começou a ser exportada.
Desde o início do século XXI, projetos de renovação urbana ocorreram na cidade.
Durante a Segunda Guerra Mundial, moradores da cidade foram assassinados pelas tropas alemãs porque os enfrentaram. Hasselt não teve os prédios severamente danificados durante o período.
Em 2018, os serviços da cidade foram transferidos para a nova prefeitura que se encontra na praça Limburgplein.
Nieuw Stadhuis – na Limburgplein
Atualmente, Hasselt abriga faculdades que incluem formação na área da saúde, trabalho social, ciências comerciais, artes e pedagogia.
Assim como em Bruxelas, com pinturas nas paredes de alguns prédios em homenagem aos personagens dos quadrinhos que foram criados na região, Hasselt também estampa arte de rua em fachadas. Existe um aplicativo para smartphones que indica as rotas para quem se interessar em conhecer as mais de 80 pinturas.
Na Grote Markt de Hasselt estão instalados restaurantes, cafés/pubs, e na região também está o centro comercial com várias lojas para compras.
O Jardim Japonês é uma das atrações turísticas da cidade. Lindo em qualquer estação, mas se torna mais bonito ainda nas estações em que a natureza indica quais são: primavera e outono. Na região de Hasselt estão os parques naturais que estão entre os mais bonitos do país.
Japanse Tuin
Aqui encerro as publicações de introdução das capitais das províncias de Flandres. Em breve, publicarei mais informações sobre lugares interessantes para conhecer na região, especialmente sobre o turismo, mas também sobre culinária, artes, esportes, curiosidades, entre outros temas. Acompanhe!
Este texto será a base para outras publicações relacionadas à Leuven e traz um pouco dos pontos mais importantes da história da cidade.
Leuven (em francês: Louvain) é a capital da província de Brabante Flamengo (Vlaams-Brabant), localizada na região de Flandres – Bélgica.
A cidade foi citada pela primeira vez como Lovanium ou Loven no século VIII. Entretanto, existem estudos indicam que o local já era habitado no século I. A escrita “Leuven” passou a ser utilizada apenas no século XVI.
Lambert I, o primeiro dos condes de Leuven mencionado em documentos, contribuiu com melhorias para a cidade, o que continuou a acontecer com os sucessores. A cidade prosperou e, no século XIII, o número de habitantes cresceu. Oportunidades de trabalho nos setores comercial e industrial surgiram.
Ainda no século XIII, a cidade passou por uma crise econômica que fez com que parte dos moradores deixassem a cidade. Cerca de cem anos depois, a região voltou a crescer com a produção de cervejas. Novamente, o número de moradores aumentou, o que contribuiu para o enriquecimento de Leuven.
No século XV, a igreja de São Pedro (padroeiro da cidade) começou a ser construída onde antes existia outra igreja.
Leuven abriga a universidade católica mais antiga que existe: a Katholieke Universiteit Leuven, que foi fundada em 1425 e desde então passou por dificuldades que a transformaram no que é hoje. Segundo o site oficial da universidade, são cerca de 60.000 estudantes em 2018/2019.
universiteitsbibliotheek – biblioteca da universidade
Entre 1439 e 1469, o prédio da prefeitura que mais parece uma obra de arte foi construído na Grote Markt. Outros edifícios também se destacam na região: a igreja de São Pedro, Het Tafelrond e as casas de guildas.
No final do século XV, a cidade passou por mais uma crise econômica que permaneceu até o século XVIII, quando, finalmente, estradas de cidades como Bruxelas e Antuérpia foram construídas até Leuven, estimulando o acesso até a região. Imóveis tanto residenciais como comerciais/industriais foram construídos. Existiam mais de 50 cervejarias em 1765.
Após a independência da Bélgica (1830), Leuven evoluiu. Uma rede ferroviária foi construída em 1837, conectando a cidade até Mechelen. Os prédios da prefeitura e da igreja de São Pedro foram restaurados. Obras foram planejadas, porém, a execução das mesmas não aconteceu por causa da Primeira Guerra Mundial. Residências e a igreja de São Pedro foram incendiadas, mas a biblioteca da universidade foi o prédio mais danificado com a invasão dos alemães, com o acervo (documentos e livros) de mais de 500 anos destruído. A prefeitura não foi danificada porque era utilizada como o alojamento dos oficiais. Após o período, Leuven foi reconstruída, mas voltou a ser invadida e arruinada com a Segunda Guerra Mundial. A cidade foi destruída pelos bombardeamentos aéreos que a incendiaram novamente. Leuven foi severamente danificada nos períodos de guerras, mas foi reconstruída aos poucos e se tornou referência na região.
Atualmente, a cidade é habitada por um pouco mais de 100.000 moradores.
A vida noturna de Leuven é famosa no país. A variedade de pubs na Oude Markt possibilita que as noites de quinta-feira à sábado sejam bastante animadas. A rua De Muntstraat abriga vários tipos de restaurantes.
Atrações voltadas para os cervejeiros não faltam. A história da Stella Artois começa em Leuven e está entre principais atrações turísticas no que se refere à cerveja. Até hoje a sede da Anheuser-Busch InBev – cervejaria Stella Artois – está localizada na cidade que, atualmente, é conhecida como a capital da cerveja no país.
Em breve, publicarei mais informações sobre o que fazer em Leuven. Acompanhe!