bélgica, gante

Introdução à Gante

Este texto será a base para outras publicações relacionadas à Gante (em neerlandês: Gent / em francês: Gand) e traz um pouco dos pontos mais importantes da história da cidade.

Gante é a capital da província de Flandres Oriental e é considerada uma das cidades mais animadas e mais agitadas da Bélgica. Cerca de 77.000 estudantes de ensino superior contribuem para isso.

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Um pouco mais de 260.000 pessoas habitam Gante e estima-se que 11% da população é estrangeira.

Duas histórias sobre a origem do nome da cidade se destacam: a primeira indica a relação com a palavra celta “ganda”, que significa confluência, enquanto a outra menciona uma deusa chamada “Gontia”, entretanto, a maioria dos historiadores considera a primeira.

Evidências arqueológicas indicam a presença dos humanos na região durante Idade da Pedra.

É considerado que o primeiro assentamento da cidade surgiu no século I, na região onde os rios Schelde e Leie se encontram.

Com a fundação das abadias Sint-Baafsabdij e Sint-Pietersabdij pelo missionário Amandus durante o século VII, a cidade foi transformada.

A cidade se destacou durante a Idade Média em razão da produção de tecidos. Gante prosperou entre os séculos XI e XIII, quando cerca de 65.000 pessoas viviam na região, porém, assim como as cidades de Flandres, foi enfraquecida depois de ter sido invadida e capturada pelos espanhóis no final do século XVI, e em razão dos conflitos gerados por questões religiosas envolvendo o monarca da época, Felipe II de España, parte da população deixou a cidade até o século a seguir, resultando na diminuição de 20%.

No século XVII, Gante voltou a prosperar e aconteceram renovações na área da construção, tanto nos prédios de domínio público quanto em moradias, porém, a cidade foi invadida por tropas francesas e por tropas inglesas durante os conflitos da época, o que contribuiu para mais um período de crise econômica da região que permaneceu até a metade do século XVIII. O Império Habsburg investiu na infraestrutura da rede marítima da cidade após 1750, estimulando o comércio de Gante.

Após a Batalha de Waterloo, três universidades nacionais foram instaladas no sul dos Países Baixos. Em Gante, a Universiteit Gent foi inaugurada em 1817. O idioma oficial utilizado era o latim. Em Leuven e Liège foram instaladas as demais.

Após a independência da Bélgica (1830), acessos dos canais que se conectavam com o mar foram fechados por mais de uma década. Após a liberação e investimentos na rede marítima para novamente estimular os negócios, Gante voltou a se desenvolver e a população aumentou. A construção da primeira estação ferroviária de Gante – Gent-Dampoort – em 1861, contribuiu para o acesso à cidade.

Gante foi invadida pelos alemães nas duas guerras mundiais e foi atacada por bombardeios, mas os edifícios históricos não foram afetados drasticamente.

O território de Gante foi consideravelmente expandido entre as décadas de 1960 e 1970. Em 1980, restaurações que preservaram as características originais do centro histórico aconteceram na cidade com o objetivo de atrair mais turistas.

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Gravensteen

A região central exibe um pouco da história de Gante, onde se destacam o castelo Gravensteen, a Igreja de São Miguel, a Igreja de São Nicolau, o Belfort, a Catedral São Bavão, o edifício da prefeitura e o pavilhão com a arquitetura que é destaque na Poeljemarkt. Ainda estão entre os destaques por ali: as ruas Graslei e Korenlei beirando o Leie (canal), e a praça Korenmarkt.

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Desde a Idade Média que os canais de Gante são conectados com o mar. As rotas foram alteradas de tempos em tempos por diferentes razões, e durante o século XIX, a conexão entre o porto North Sea e o mar foi estabelecida do Rio Schelde até Terneuzen (Países Baixos). O canal Gent-Terneuzen possui, aproximadamente, 32 km de extensão. Navios de até 125.000 toneladas têm acesso à via.

Também existem museus e parques espalhados pela cidade. No beco Werregarenstraatje, a arte de rua é expressada nas paredes, contrastando com as construções quase que monocromáticas do centro histórico e contribuindo para a diversidade da arquitetura.

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Atualmente, as instituições de ensino superior de Gante oferecem mais de 230 cursos para os estudantes. São duas universidades e quatro faculdades instaladas na cidade, além dos cursos de pós-graduação. A UGent é referência na região de Flandres e se destaca entre as instituições onde o neerlandês é o idioma oficial.

A cidade é famosa pela sustentabilidade e por se destacar como a pioneira do vegetarianismo, onde a campanha “Donderdag Veggiedag”, de 2009, incentiva que as pessoas não comam os animais na quinta-feira.

A prática do ciclismo é comum entre os moradores da região de Flandres, o que contribuiu para os 400 km de ciclovia.

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É comum a exploração de animais em nome do turismo em Gante, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel. Todo ano tem proibição por maus-tratos identificados, mas a prática ainda é permitida no país.

Eventos anuais acontecem na cidade, e o Gentse Feesten se destaca por acontecer durante dez dias no mês de julho e atrair mais visitantes a cada ano. Na cidade também acontecem vários festivais culturais envolvendo todo tipo de arte durante o ano inteiro. Durante o inverno, o mercado de Natal está entre os melhores do país.

Gante é adorável por tudo o que foi citado acima, especialmente pela diversidade. É uma cidade que oferece um pouco de tudo para todos.

Em breve, publicarei mais informações sobre lugares interessantes para conhecer em Gante, especialmente sobre o turismo, mas também sobre culinária, artes, esportes, curiosidades, entre outros temas. Acompanhe!

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bélgica, bruges

Introdução à Bruges

Este texto será a base para outras publicações relacionadas à Bruges (em neerlandês: Brugge / em francês: Bruges) e traz um pouco dos pontos mais importantes da história da cidade.

Capital da província de Flandres Ocidental, Bruges é uma cidade tipicamente medieval que parece que foi construída de acordo com os contos de fadas. O centro histórico é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2000 e é a identidade da cidade.

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Atualmente, cerca de 120.000 pessoas habitam Bruges. Estima-se que entre 5% e 6% da população é estrangeira.

O centro histórico de Bruges é bem preservado e a arquitetura dos edifícios demonstra as fases do desenvolvimento nos campos comercial e cultural da cidade.

A informação mais antiga já encontrada sobre a cidade é do século I, com os nomes Bruggia en Bruccia citados em moedas. Existem histórias que são consideradas sobre a origem do nome Bruges, entretanto, sem concordância, já que a veracidade nunca foi constatada, gerando divergências.

Historiadores indicam que Bruges é habitada desde o século II.

Um canal chamado Het Zwin foi formado depois das tempestades de 1134, estabelecendo a conexão entre Bruges e o mar. Com tal acesso, Bruges foi ganhando destaque e aos poucos se tornou um centro de comércio internacional importante, sendo considerada a capital econômica do noroeste da Europa no século XIII, e a produção de lã também contribuiu para o título.

Com o enriquecimento de Bruges, cresceu consideravelmente o número de habitantes entre os séculos XIV e XV, época em que os artistas do país foram atraídos até o local e lá permaneceram, auxiliando para a elaboração dos edifícios da cidade. Entretanto, o crescimento da cidade foi interrompido porque o canal Het Zwin estagnou, contribuindo para o crescimento de Antuérpia.

No final do século XVI, Bruges foi ocupada e capturada por espanhóis, assim como em outras regiões de Flandres. Foi um dos piores períodos em relação à economia. Com os conflitos envolvendo questões religiosas por causa de intolerância, parte da população deixou a região.

No século XVIII, no período dos Países Baixos austríacos, mudanças na estrutura da cidade aconteceram com o objetivo de conquistar melhorias.

Com a independência da Bélgica (1830), Bruges se tornou a capital da província de Flandres Ocidental e o número de habitantes voltou a crescer. Aos poucos, a cidade foi renovada. Reparos nas fachadas de imóveis particulares foram realizados para embelezar o local e incentivar o estilo “neo-Bruges”. Os arquitetos Louis Delacenserie e Karel De Wulf foram os responsáveis pela reconstrução e restauração da cidade.

O centro histórico da cidade começou a ganhar destaque, especialmente após o escritor belga Georges Rodenbach publicar a obra “Bruges-la-morte” (1892), retratando poeticamente a decadência da cidade, o que despertou curiosidade nas pessoas em conhecê-la. Na época da publicação, o que foi expressado no livro já não era mais a realidade de Bruges.

No contexto do desenvolvimento da rede ferroviária do país, a Estatção Central construída em 1838 foi atualizada. O atual porto marítimo de Bruges – Zeebrugge – foi construído entre 1896 e 1907.

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Reprodução: @visitbruges (instagram)

No início do século XX, a exposição das obras dos Primitivos Flamengos contribuiu tanto para o desenvolvimento cultural e quanto para o desenvolvimento turístico da cidade. O trabalho dos artistas permanece na cidade até hoje. As duas guerras mundiais pouparam um pouco a cidade e não causaram as destruições que tanto afetaram as cidades da Bélgica.

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prefeitura / stadhuis

Na Grote Markt, o Belfort e os edifícios em tons quentes se destacam, mas lá também está o Provinciaal Hof em estilo neo-gótico, construído entre 1887 e 1921, utilizado para ocasiões especiais que envolvem a região, mas que já foi utilizado como a sede do governo da província de West-Vlaanderen. Também são destaques na cidade o Begijnhof, fundado em 1245, a praça De Burg que abriga o edifício da prefeitura e a Basílica do Sangue Sagrado, e a Igreja de Nossa Senhora, além do Minnewaterpark.

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Begijnhof

No que se refere ao turismo, Bruges é a cidade mais visitada da Bélgica, diferentemente das estatísticas de outros países europeus que geralmente indicam que as capitais estão no topo. O número de visitantes que circulam no centro histórico de Bruges cresce inacreditavelmente a cada ano. De acordo com o escritório de informações turísticas da cidade, em 2018, cerca de 8.300.000 visitantes foram contabilizados, 10% a mais do que no ano anterior.

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Como os canais estão por toda a cidade, o passeio de barco está entre as principais atrações turísticas de Bruges. É suuuper turístico, mas vale a pena para quem não quiser ou não puder visitar a cidade mais fotogênica do país caminhando.

A cidade é repleta de turistas entre 10:00 e 18:00. A maioria das pessoas costuma ir até Bruges para passar o dia, o que faz com que a noite se torne mais tranquila.

É comum a exploração de animais em nome do turismo em Bruges, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel. Todo ano tem proibição por maus-tratos identificados, mas a prática ainda é permitida no país.

Em Bruges também acontecem festivais culturais anuais que se destacam, além do mercado de Natal.

As ruas tranquilas, os lagos, os canais, a arquitetura, enfim, tudo em Bruges contribui para que seja a cidade seja apaixonante, o que a torna tão turística. Difícil imaginá-la diferente, como o que aconteceu nos períodos de crise.

Em breve, publicarei mais informações sobre lugares interessantes para conhecer em Bruges, especialmente sobre o turismo, mas também sobre culinária, artes, esportes, curiosidades, entre outros temas. Acompanhe!

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antuérpia, bélgica

Introdução à Antuérpia

Este texto será a base para outras publicações relacionadas à Antuérpia (em neerlandês: Antwerpen / em francês: Anvers) e traz um pouco dos pontos mais importantes da história da cidade.

Antuérpia está localizada na região de Flandres e ocupa o segundo lugar entre as maiores cidades da Bélgica. O primeiro lugar é ocupado por Bruxelas. Antuérpia é considerada a capital mundial dos diamantes e tem grande importância para o país, entre outras razões que serão citadas aqui, por também ser uma cidade portuária.

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Reprodução: https://visitflanders.com

A origem do nome Antwerpen (em neerlandês) é folclórica: no castelo Het Steen, localizado nas margens do Rio Schelde, morava Druon Antigoon, um gigante que aterrorizava a região. Ele exigia pagamento de quem quisesse atravessar o rio, e as pessoas que não pagavam pela travessia tinham as mãos cortadas por ele e jogadas no rio, até que o soldado Silvius Brabo se revoltou com a situação e o desafiou. Silvius Brabo o matou, cortou as mãos do gigante e as jogou no rio, tornando-se importante para a cidade. O nome Antwerpen surgiu a partir da junção das palavras hand + werpen, que significa “jogar/arremessar a mão” em português. A lenda sobre o gigante surgiu após ossos considerados maiores que o normal serem encontrados no rio, que depois foram identificados como ossos de uma baleia.

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A foto acima é de uma das homenagens a Silvius Brabo que estão espalhadas pela cidade. Remete ao ato do soldado jogar as mãos do gigante no rio. Localizada na Grote Markt, a obra está em frente à prefeitura e se destaca entre a arquitetura das cidades de Flandres, que é encantadora e tem as semelhanças facilmente notáveis, especialmente nas regiões centrais de cada cidade.

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Escavações indicam que Antuérpia foi habitada no século III na região em que surgiu um dos primeiros assentamentos da cidade, o castelo Het Steen, em “aanwerp” (palavra que se refere à característica geográfica no período de colonização do local) – de onde, originalmente, surgiu o nome da cidade.

Por volta de 1400, menos de 10.000 pessoas habitavam Antuérpia.

No século XVI, o número de habitantes cresceu consideravelmente. A cidade prosperou, no entanto, o crescimento foi interrompido por problemas envolvendo questões religiosas e também por ter sido invadida e saqueada por alguns grupos de espanhóis durante a revolta contra a Espanha, e então, capturada pelo governador espanhol Alexander Farnese em 1585, quando a população começou a deixar a cidade, reduzindo o número de habitantes para a metade. Como consequência dos acontecimentos, o Rio Schelde foi fechado para os negócios.

Ao longo dos dois séculos a seguir, Antuérpia não alcançou o florescimento do período anterior, mas ainda assim permaneceu como um dos centros econômicos mais importantes dos Países Baixos. A cidade se destacou culturalmente especialmente em razão de alguns artistas que surgiram na região: Rubens, Antoon Van Dyck, Jordaens e Teniers.

Entre a queda de Napoléon Bonaparte em Waterloo até o ano em que a Bélgica conquistou a independência (1815 – 1830), a travessia pelo Rio Schelde foi aberta e a economia de Antuérpia prosperou como não acontecia há anos, porém, com a Revolução Belga, a travessia voltou a ser fechada.

Em 1863, a reabertura da navegação no Rio Schelde contribuiu para que Antuérpia prosperasse, e ainda que com interrupções por causa das duas guerras mundiais que tanto causaram destruições na região, o porto de Antuérpia está entre os maiores da Europa, atrás apenas de Roterdam – Países Baixos.

Sobre a economia, cerca de 85% dos diamantes brutos são comercializados em Antuérpia; 50% são lapidados na cidade. Na região da estação central são encontradas várias lojas de diamantes no Diamantkwartier (bairro dos diamantes).

antuérpia_3A arquitetura da Estação Central de Antuérpia está entre os destaques da cidade, assim como a obra de Zaha Hadid no Porto, as Gildehuizen na Grote Markt com o estilo que é tradicional nas regiões centrais das cidades de Flandres, a Catedral de Nossa Senhora, entre outros que também se tornaram atrações turísticas da cidade.

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Port House: projeto da arquiteta Zaha Hadid.

Assim como nas principais cidades da Bélgica, pessoas com outras nacionalidades estão presentes em Antuérpia, sendo, em maioria, grupos de holandeses, marroquinos, turcos e poloneses.

A maioria das religiões e das filosofias tem uma sede em Antuérpia, que é conhecida por sua tolerância à diversidade. A religião predominante entre os residentes é a católica, que tem a belíssima Catedral de Nossa Senhora como a principal igreja, mas religiões como o protestantismo, islamismo e judaísmo também tem grande representatividade entre a população da cidade.

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A Catedral

A cidade oferece boas possibilidades para compras. Existe uma enorme variedade de lojas de roupas, sapatos, bolsas, acessórios, artigos esportivos, decoração, desde lojas populares e de departamentos até artigos luxuosos de grife, o que a torna referência de moda na Bélgica.

O idioma oficial da região é o neerlandês.

É uma das cidades mais interessantes e atrativas do país. Durante o verão são organizados vários eventos na região que envolvem música, teatro, dança, circo e cinema. Em dezembro abriga um dos melhores mercados natalinos do país. E ainda tem as festividades envolvendo datas importantes para o país. – Já publiquei um texto sobre alguns festivais de música na Bélgica, clique aqui para ler.

Antuérpia oferece pontos de interesses para todos.

Em breve, publicarei mais informações sobre lugares interessantes para conhecer em Antuérpia, especialmente sobre o turismo, mas também sobre culinária, artes, esportes, curiosidades, entre outros temas.

bélgica, bruxelas

Introdução à Bruxelas

Este texto será a base para outras publicações relacionadas à capital e traz um pouco dos pontos mais importantes da história de Bruxelas.

Em neerlandês: Brussel.

Em francês: Bruxelles.

Bruxelas é a maior área urbana da Bélgica. A cidade é considerada a capital da União Europeia, além de também abrigar a sede da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). É também em Bruxelas que as questões entre as regiões do país, Flandres e Valônia, são resolvidas.

A região é composta por 19 comunas (municípios) – incluindo a cidade de Bruxelas.

É aceitável que o nome “Bruxelas” tem origem de “broeksel/broekzele”, que em estágio primário do desenvolvimento do neerlandês significa “casa do pântano”. A variante do neerlandês como dialeto de Bruxelas possui um número bastante significativo de palavras em francês.

O primeiro registro já encontrado sobre Bruxelas é de 695, mas de acordo com historiadores, oficialmente, a fundação da cidade foi datada em 979, quando o duque Charles de Basse-Lotharingie solicitou a construção de uma fortificação na região da Igreja de São Gaugérico. Nas margens do rio Senne/Zenne, a cidade se tornou uma importante rota comercial de Bruges e Gante à Colônia, contribuindo para o crescimento da cidade.

Por volta do ano 1000, o duque Charles de Basse-Lotharingie presenteou o genro, o Conde de Leuven – Lambert I, com o território de Bruxelas.

Em 1183, o até então condado se tornou ducado, e teve Henri I como o primeiro Duque de Brabant, como também foram nomeados os duques a seguir. Conflitos com os duques de Hainaut e de Namur eram constantes, até que foi assinado um tratado de paz em 1194.

Em 1225, a Catedral dos padroeiros da cidade, São Miguel Arcanjo e Santa Gudula, começou a ser construída onde até então era a Igreja de São Gaugérico.

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Catedral de São Miguel Arcanjo e Santa Gudula

Muralhas foram construídas em Bruxelas entre os anos de 1356 e 1383 por causa da necessidade de expansão territorial e do crescimento da região.

Anos se passaram, Brabant perdeu a independência e os Países Baixos passaram a ser controlados pelo Império Habsburg de Maximilian I (a Bélgica pertencia aos Países Baixos até então), e posteriormente, pela Espanha. A independência dos Países Baixos foi recuperada em 26 de julho de 1581 e reconhecida depois da Guerra dos Oitenta Anos (1568-1648). Os anos da guerra também marcaram o início da prosperidade comercial e da prosperidade cultural do país.

Em 1830, quando a Bélgica se tornou independente, o congresso nacional do país optou pela monarquia constitucional como forma de governo e nomeou Louis Charles Philippe Raphaël – filho do rei francês Louis-Philippe I – como o monarca, no entanto, ele foi impedido de exercer a função porque o pai não permitiu. Léopold I, o príncipe do ducado alemão Sachsen-Coburg und Gotha, foi o primeiro rei dos belgas de 1831 até a morte, em 1865. Ele ordenou a destruição das muralhas que cercavam a cidade e construção/reconstrução de alguns prédios da capital. Os chefes de Estado sucessores foram: Léopold II, Albert I, Léopold III, Charles de Belgique, Baudouin de Belgique, Albert II e Philippe de Belgique (desde 2013). Os membros da família real belga geralmente são conhecidos ou chamados por dois nomes, em francês e em neerlandês, por exemplo, Philippe de Belgique em francês ou Filip van België em neerlandês.

Após a independência da Bélgica, Bruxelas que era quase que inteiramente uma cidade de falantes da língua neerlandesa passou a ter a língua francesa como dominante, que até então era utilizada apenas pela burguesia. A imigração dos franceses e expatriados foi o que contribuiu para que a língua francesa se popularizasse a ponto de se tornar o idioma das instituições públicas da cidade. Os belgas que tinham o neerlandês como língua materna começaram a perceber a necessidade quase que obrigatória de aprender francês para interagir com elas, tornando-se bilíngues. Com o desenvolvimento socioeconômico de Flandres, a situação mudou e, atualmente, tudo o que envolve serviços públicos em Bruxelas é totalmente bilíngue (francês e neerlandês).

Entre os idiomas oficiais da Bélgica, o francês é predominante na capital, apesar de a cidade ser considerada, teoricamente, bilíngue (francês e neerlandês).

Após a Segunda Guerra Mundial, a capital se tornou um importante centro de políticas internacionais e economia. A partir de 1957, juntamente com Estrasburgo e Luxemburgo, Bruxelas começou a acolher as instituições da União Europeia.

Em Bruxelas, o Edifício Berlaymont abriga a sede da Comissão Europeia, enquanto o Conselho Europeu e o Conselho da União Europeia encontram-se no Edifício Justus Lipsius. Além disso, a maioria das atividades do Parlamento Europeu acontece em Bruxelas, apesar de a sede oficial ser em Estrasburgo desde 1992. É em Bruxelas que as decisões mais importantes sobre a Europa são tomadas.

Além da importância para União Europeia, Bruxelas é considerada o principal centro econômico da Bélgica. Atraídas pelo fato de a cidade ser a capital da UE, empresas tanto regionais como internacionais se instalaram na região, movimentando a economia da cidade e contribuindo para que ela esteja entre os centros financeiros mais importantes do mundo.

Devido aos imigrantes que moram na capital, aos residentes que permanecem na cidade temporariamente por questões diplomáticas e ao papel da cidade para a União Europeia e para o mundo, cresce o número de falantes de outros idiomas não oficiais na capital.

Atualmente, a religião predominante entre os residentes da capital ainda é a católica, sendo que a maioria é não-praticante, entretanto, o islamismo é a religião que mais cresce gradativamente entre os residentes de Bruxelas também por causa de imigração.

É estimado que pessoas de origem estrangeira compõe cerca de 30% da população de Bruxelas. Mais de 40.000 brasileiros (legais e ilegais) moram em Bruxelas.

A arquitetura de Bruxelas também é uma mistura de estilos. De construções medievais à pós-modernas, até pinturas nas paredes de alguns prédios que homenageiam os personagens dos quadrinhos que foram criados na região. Existe até uma rota turística chamada Comic Book Route como atração.

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A Grand-Place / Grote Markt foi inscrita em 1998 como Patrimônio Mundial da UNESCO e está entre as mais bonitas da Europa.

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Além da Grand-Place, o Atomium e o Manneken Pis também se destacam e estão entre as principais atrações turísticas da cidade.

Bruxelas é uma mistura de tudo o que é possível, o que a torna adorada e odiada pela mesma razão.

Em breve, publicarei mais informações sobre lugares interessantes para conhecer em Bruxelas, especialmente sobre o turismo, mas também sobre culinária, artes, esportes, curiosidades, entre outros temas. Acompanhe!


Links relacionados:

Introdução à Antuérpia

Introdução à Bruges

Introdução à Gante

Introdução à Leuven

Introdução à Hassalt

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Nederlands: aprendendo o idioma

Não foi tão complicado assim se adaptar à Bélgica. Mas e o neerlandês??? Aprender um idioma requer mais do que apenas tempo, é necessário se dedicar e ter muita, muita, muita, mas muita paciência.

Estudei quatro módulos de neerlandês. Comecei a estudar em fevereiro/2017 e parei em janeiro/2018 porque tinha outros planos de estudos.

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No primeiro módulo, fiz aulas três vezes na semana com três horas e trinta minutos por aula, totalizando dez horas e trinta minutos por semana de estudos em sala de aula e mais as horas de estudo em casa, pois é preciso dedicação já que não é um idioma tão simples de aprender. Do segundo nível ao quarto nível foram quatro dias de aulas por semana, sendo que dois dias eram para aprender a ortografia e os outros dois dias eram voltados para a comunicação, e cada professor tinha a sua didática.

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Inicialmente, o plano era fazer o curso na Universiteit Gent, no entanto, funcionários da secretaria recomendaram que eu me apresentasse primeiramente em uma instituição chamada “Huis van het Nederlands – Gent”. Lá, fiz um teste de raciocínio lógico e fui inscrita para o curso de neerlandês oferecido pela província de Oost-Vlaanderen – Het Perspectief – que é indicado para os imigrantes que desejam aprender o idioma e se integrar.

Fiz o curso de neerlandês que é denominado de intensivo e tem disponibilidade nos períodos da manhã e à tarde. Também existe a possibilidade de fazer o curso à noite para quem trabalha durante o dia, mas o tempo é mais limitado.

Os professores que ministraram as aulas para mim só falavam em neerlandês, e aconteceu de utilizarem inglês, francês ou espanhol para auxiliar. Explicam de maneira que os alunos consigam compreender e geralmente são atenciosos.

Sobre o curso de integração, optei por não fazer porque o grupo para falantes da língua portuguesa só seria formado em época que não seria possível para mim. Porém, existem casos em que é obrigatório frequentar os grupos de integração. Para os alunos que optarem por fazer a integração, o curso de neerlandês é gratuito.

Cada módulo tem duração de cerca de 70 dias. Valor: entre 70 € e 95 €. Livros e materiais em papel disponibilizados pelo professor são pagos.

A escola Het Perspectief oferece sala de aula para conversação entre os alunos de diferentes turmas. Para os alunos com dificuldades em pronúncia, existe a possibilidade de terapia da fala com um fonoaudiólogo.

Assim como existem as diferenças de sotaques entre brasileiros, a pronúncia das palavras entre os belgas varia de região para região, o que para quem não é nativo dificulta um pouco mais a compreensão. Explicando: o idioma é neerlandês, mas existem os dialetos de cada província. É importante não se apegar a isso!

De acordo com o EPI (índice de proficiência em inglês) publicado em 2018 pela organização internacional English First, a Bélgica ocupa a 11ª posição com a pontuação de 63.52 entre 88 países que foram avaliados. Flandres obteve a pontuação de 64.33, porém, por mais que o imigrante seja fluente em inglês, o que indica que a maioria dos belgas o compreenderá, é importante que também conheça um pouco do básico de neerlandês, afinal, é o idioma oficial da região.

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Reprodução: https://www.ef.com/

Lembro do quanto o primeiro módulo despertou em mim o interesse de aprender o idioma. Eu já conhecia um pouco dos sons e não foi aterrorizante, mas com o passar dos meses as coisas começaram a dificultar e no quarto módulo eu comecei a me frustrar por não conseguir acompanhar o ritmo da forma que eu gostaria, e foi quando eu decidi parar com o curso por tempo indeterminado.

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Mesmo que eu considere básico para o dia a dia tudo o que eu aprendi sobre o idioma, sei da importância de cada aprendizado até aqui. E também sei que preciso dar continuidade com o processo de aprendizagem.

Sair da zona de conforto é uma necessidade.


Se você chegou até aqui porque mora na região de Vlaanderen e tem interesse em aprender neerlandês, procure a prefeitura da cidade em que mora para mais informações.

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bélgica, estações do ano, europa, inverno

O primeiro dia de neve de 2019

Na última publicação, escrevi um pouco sobre a minha experiência em relação ao inverno aqui na Bélgica, e lá eu comento que a neve não é algo tão comum por aqui, mas que às vezes acontece. (clique aqui para ler)

E finalmente, o tão esperado dia de neve chegou por aqui.

Nevou na terça feira durante a manhã até à tarde, e voltou a nevar na madrugada da quarta-feira.

Fui caminhar no parque que tem perto de onde eu moro apenas para apreciar a beleza, afinal, não é tão comum de acontecer. Fotografei e decidi compartilhar aqui no blog.

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Lago congelado, neve no caminho e nos galhos das árvores contribuíram para belas fotos… como a natureza é maravilhosa!

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lago congelado

A temperatura permaneceu por volta de 0°C. Perfeito para as pessoas se divertirem na neve ou apenas saírem para as ruas e observar. De acordo com a meteorologia, a neve atingiu um pouco mais de 5 centímetros de espessura na região onde eu moro.

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Foi alertado o código amarelo para os dois dias que nevou, o que para as condições meteorológicas indica que é preciso ter cuidado, especialmente ao dirigir, pois é aí que está um dos transtornos que a neve pode causar.

Li em um jornal que a coleta de lixo em algumas regiões do país não foi concluída por causa da dificuldade para os motoristas e dos riscos para os coletores, transferindo para outro dia. É apenas uma das situações que a neve pode atrapalhar na rotina do dia a dia das pessoas.

A previsão do tempo indica a possibilidade de nevar em mais dias de janeiro. Aguardemos!

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Como é o inverno na Bélgica

Há algumas semanas fiz uma publicação sobre os períodos de início e fim das estações aqui na Bélgica (clique aqui para ler). Hoje abordarei mais especificamente sobre a estação atual: o inverno.

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La Roche en Ardenne | Bélgica

Lembrando que este é um post que relata um pouco da minha experiência sobre o inverno na Bélgica, ou seja, a partir de 2016.


Inverno 2016/2017

Confesso que não tenho tanta recordação assim em relação ao clima, pois tudo era novidade e eu ainda não sentia que tinha mudado pra cá definitivamente, então eu estava conhecendo e experimentando o frio, era algo diferente para mim, pois até então o frio de Campos do Jordão durante o inverno era o máximo que eu já tinha sentido na vida.

Eu lembro de pensar que as pessoas exageravam ao relatarem sobre o inverno ser desagradável por aqui, lembro do discurso que dizia que aqui chovia quase que diariamente e o sol simplesmente desaparecia, mas para mim não fazia sentido e era um pouco de exagero, pois a luz solar era presente durante o período e não era absurdamente frio.

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Em fevereiro e março as chuvas foram constantes. Eu costumo dizer que a chuva daqui é como se fosse borrifões de água caindo por causa da espessura e por não molhar tanto assim, pois raramente chove com intensidade. Lembro disso porque foi um período que eu precisava caminhar para ir e/ou voltar da escola e tinha dificuldades para utilizar o guarda-chuva.

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lago congelado

Caíram flocos de neve aleatoriamente em três dias durante toda a estação e entendi que o fenômeno não é comum na Bélgica, afinal, o país é quase que todo no nível do mar.

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Foi o meu primeiro ano conhecendo as novidades do inverno na Bélgica.


Inverno 2017/2018

Segundo a meteorologia, em dezembro de 2017 foram apenas treze horas de sol durante todo o mês.

Janeiro foi semelhante, com a luz solar em raros dias. O pouco de sol que surgia já era razão pra eu abrir as cortinas para que a luz solar entrasse e aquecesse o ambiente. As janelas do apartamento em que moro são grandes, e aí eu encontrava um lugar para aproveitar o sol do lado de dentro, é claro, pois as temperaturas negativas permaneceram por dias, chegando até a -10°C.

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Vento! Ventanias em janeiro e fevereiro que chegaram a uma velocidade de até 50 quilômetros/H. E eu descobri que o vento é algo que me incomoda porque eu sinto como se fosse me cortar no meio (um pouco de exagero aqui, claro… ahahaha).

Foi quando eu entendi tudo o que eu até então pensava ser exagero das pessoas.

A luz solar traz energia e aquece, o que contribui para que as pessoas permaneçam mais tempo em casa durante o inverno e apareçam nas ruas quando as temperaturas sobem.

Percebi que existem estabelecimentos que só funcionam durante os meses mais quentes do ano, e depois isso foi realmente confirmado em sala de aula pela professora que nasceu aqui.

A neve apareceu um pouco mais do que no inverno anterior. Primeiro, nevou em um dia ainda no mês de novembro. Em dezembro, nevou por mais de dez horas sem parar, o que não é normal na Bélgica. Também tiveram outros dias com neve em janeiro, fevereiro e até mesmo em março, três dias antes de mudar de estação.

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Talvez o inverno do ano anterior tenha sido um pouco diferente ou eu realmente estava com o pensamento em outras coisas.

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Inverno 2018/2019

Dezembro foi um mês em que o clima permaneceu agradável (opinião), com frio e o brilho do sol em dias que as temperaturas raramente se aproximaram de 0.

Por enquanto, os dias de janeiro estão mais nublados em maioria e com as temperaturas variando entre +3°C e +9°C com vento geralmente moderado. Caíram alguns flocos de neve em um dia de outubro, mas no inverno ainda não aconteceu de nevar.

No final da estação voltarei a comentar sobre as impressões do clima de 2019. – (clique aqui para ler)


Curiosidades além do clima em si:

Um dos costumes que adquiri aqui na Bélgica e tem relação com o tema foi verificar a temperatura antes de sair de casa. É importante levar em consideração a sensação térmica e a velocidade do vento que o aplicativo indica (tem para todo tipo de smartphone), já que a velocidade do vento altera consideravelmente a temperatura que pode ser sentida. Vale para todas as estações do ano e em qualquer dia!

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Sobre claridade e escuridão dos dias: no dia mais curto do inverno (2018/2019), o sol nasceu às 08:47 e se pôs às 16:45. Quando os dias são ensolarados ainda é possível ter a sensação de claridade por mais tempo. Em janeiro, o tempo de luz solar já começou a aumentar e pouco a pouco temos dias gradativamente mais longos, sendo cerca de dois minutos a mais de luz solar que o dia anterior.

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Choques: acontece comumente durante os meses mais frios. Eu sinto principalmente ao abrir e fechar a porta do carro ou ao tocar em outra pessoa. Isso ocorre porque o ar dos ambientes fechados fica extremamente seco em razão dos aquecedores que permanecem ligados. É recomendado a utilização de umidificadores para manter a umidade do ar um pouco mais elevada.

A água que chega nos imóveis aqui na Bélgica é diferente da água do Brasil, sendo bastante alcalina. O contato dela com a pele pode provocar o ressecamento em qualquer estação, piorando um pouco no inverno porque os banhos geralmente são mais quentes. Aí cada um encontra o melhor para si para hidratar a pele. Além disso, particularmente, percebo que às vezes surgem caspas no meu couro cabeludo durante o inverno e os fios caem mais do que o considerado normal.

O clima é instável. Pode fazer sol, chover, nevar, ventar, tudo em um único dia. Já vi a temperatura aumentar ou diminuir com a diferença de dez graus em questão de uma hora. É previsível, maaas… é a Bélgica! (não é reclamação)


Leia também:

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Mercados de Natal na capital da Alsácia – Estrasburgo

Decidimos meio que de última hora ir para a região para visitar os mercados de Natal. Estivemos em Estrasburgo no fim de semana que antecedeu o Natal de 2018.

Visitamos Estrasburgo, Colmar, Riquewihr e Eguisheim, mas o post abordará principalmente o Marché de Noël de Strasbourg.

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Localizada no nordeste da França, a atual Grand Est substituiu a Alsace-Champagne-Ardenne-Lorraine após a reforma territorial de 2014. A região da – popularmente conhecida – Alsácia (Grand Est) já pertenceu à Alemanha e era constantemente disputada pelos dois países já citados, o que explica a arquitetura das cidades.

Estrasburgo é a capital administrativa da região. Em 1988, o centro da cidade foi classificado como patrimônio mundial da UNESCO, e é lá estão os mais de 300 chalés do mercado de Natal.

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Foi em Estrasburgo que aconteceu um dos primeiros mercados natalinos da Europa – em 1570, e o primeiro da França. Segundo os registros já encontrados, o até então mercado de São Nicolau acontecia em todo dia 6 de dezembro. O atual mercado de Natal – ou Christkindelsmärik (mercado do Menino Jesus) – substituiu o mercado de São Nicolau após a luta dos protestantes contra tradições católicas que nomeavam as festas com nomes de santos.

As atrações do mercado acontecem nas regiões do centro histórico de Estrasburgo. O mapa abaixo mostra os locais em destaque onde as barracas são instaladas, mas elas também estão espalhadas nas ruas ao redor, portanto, a dica é caminhar tranquilamente pela região para explorá-las.

Nas barracas, podemos encontrar tudo acerca do Natal, especialmente aqueles artigos originais que são produzidos artesanalmente e o tradicional Glühwein, que é uma espécie de vinho quente – vermelho ou branco – tradicionalmente temperado com frutas cítricas + cravo + canela + açúcar, mas a bebida também é servida com destilados, anis-estrelado, noz-moscada, gengibre, entre outros ingredientes. Também tem comida para se deliciar, e a pizza baguette é tradição e está em maioria nas barracas de comida, mas é possível encontrar mais opções.

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pizza baguette

Algumas regiões onde os mercados estão instalados oferecem produtos um pouco mais específicos.

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Mercados de Natal nas cidades de Flanders + Bruxelas

O tema de hoje é sobre os Mercados de Natal em Bruges, Gante, Antuérpia e a capital Bruxelas.

Em maioria, as cidades belgas da região de Flandres atualmente se referem aos mercados como “Wintermarkt” (mercado de inverno) pela diversidade cultural que é encontrada no país.

Com os dias cada vez mais escuros, começa a expectativa pelas festividades e mercados de inverno por aqui.

Os mercados natalinos da Europa parecem cenários de contos de fadas que acompanhamos em filmes. Alguns são mais populares e mais estruturados que outros, mas todos são charmosos. É mágico!

Surgiram no fim da Idade Média no antigo Sacro Império Romano-Germânico. O registro mais antigo já encontrado sobre os mercados natalinos é do século XV, mas eles já aconteciam antes. É impossível saber o local em que aconteceu o primeiro mercado natalino já que não existe concordância. A tradição se espalhou rapidamente em algumas regiões da Áustria, França, Suíça, Itália, além da Alemanha, é claro.

Os mercados de inverno da Bélgica melhoram um pouco a cada ano para receber os visitantes. Vale a pena conhecer!

A visita aos mercados natalinos é ideal para a família ou entre amigos.

Bruges

A cidade em si já é um encanto à parte. Com a decoração natalina e luzes por todos os lugares fica ainda mais charmosa.

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Dois locais abrigam as atrações do mercado de Natal: as praças Grote Markt e Simon Stevinplein – menos de cinco minutos caminhando distanciam as praças.

Na Grote Markt fica a pista de gelo e barracas com comidas (salgada e doce) para comer no local e especialidades locais para levar, vestuário (gorros, luvas, meias, cachecóis e trajes natalinos), lembranças, produtos artesanais, itens natalinos, brinquedos, entre outras.

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Grote Markt

Na Simon Stevinplein também estão as barracas tradicionais e de bugigangas, espaço com fliperama e outros tipos de jogos que atraem as famílias, algumas atrações infantis (carrinho de bate-bate e carrossel, além de brincadeiras tradicionais que dão prêmios), e um bar um pouco mais agitado.

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As barracas de comida deixam a desejar por falta de variedade. Para quem é vegetariano/vegano não há opção, a não ser uma barraca quase que despercebida de batatas fritas que parece não fazer parte do mercado e fica na frente do Belfort.

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Diferente das cidades que também fazem parte dessa publicação, em Bruges não tem roda gigante. No entanto, tem uma atração especial que é paga e fica perto da estação principal da cidade: Ice Sculptur Festival Brugge – com a temperatura de -6°C, e a atração exibe esculturas feitas de gelo.

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Quando acontece: 03/11/2018 a 01/01/2019.

Gante

O organizado e estruturado mercado de Natal de Gante – Gentse Winterfeesten – acontece a partir da Korenmarkt (praça principal) e segue pela rua Klein Turkije até Sint-Baafsplein, além das atrações que se encontram na praça em frente ao castelo Gravesteen.

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150 barracas são instaladas no centro de Gante.

Para comer: tem comida típica da Bélgica e dos países europeus que também seguem à tradição. Opções para vegetarianos/veganos são encontradas no mercado, ou seja, o mercado inclui possibilidades para todos.

Alguns bares tanto abertos quanto fechados estão à espera do público.

Também tem as barracas que vendem os produtos de vestuário para o inverno. Tem todo tipo de itens para decoração. É possível encontrar um pouco de tudo. Tem barraca de alho, de queijo, de amendoim, de waffle, de doces, de brinquedos produzidos artesanalmente… de tudo!

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Apresentações de bandas ao vivo e/ou artísticas acontecem no mercado.  As crianças são mimadas diariamente pelo Papai Noel ou por personagens que remetem ao encanto do Natal.

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Stadshal: onde fica a pista de gelo para patinação – tem área especial para os pequenos. Ao redor da prefeitura também tem barracas e um bar que remete aos que são encontrados em estações de esqui dos alpes.

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O clima do mercado de inverno de Gante é muito agradável.

Quando acontece: 07/12/2018 a 06/01/2019.

Antuérpia

O centro de Antuérpia é transformado para o mercado de Natal (Kerstmarkt Antwerpen). As barracas com artigos acerca do Natal são intercaladas entre produtos alimentícios, acessórios para vestir, decorar ou presentear, e estão instaladas na praça GroenplaatsGrote Markt, seguindo pela rua Suikerrui até a praça Steenplein. O mercado cresce um pouco mais a cada ano.

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A pista de gelo fica na Groenplaats e ao lado tem um bar de inverno instalado, onde acontecem apresentações musicais ao vivo. Ao redor da pista de gelo estão as barracas de vestuário para proteger as extremidades do corpo, bolsas, carteiras, de doces tipicamente natalinos e de bebidas.

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Na Grote Markt tem barracas com artigos para decoração, comida, bebida, bancos espalhados para sentar e aproveitar a festa, além da árvore de Natal. As luzes instaladas em alguns prédios da praça contribuem para o ambiente ficar ainda mais bonito.

Entre as barracas tem uma que é dedicada especialmente para animais de estimação com todo tipo de item.

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O caminho da Grote Markt para a praça Steenplein é decorado para a passagem e também tem barracas.

Na praça Steenplein tem barracas com objetos um pouco diferentes que são sugestões para presentes. Para comer e beber também tem algumas opções, mas não tem tanta variedade. Ali também tem uma tenda (fechada e aquecida) com bar e espaços com mesas e cadeiras para se acomodar e beber, onde também tem música. Tem opção vegetariana/vegana para lanchar. É onde a roda gigante também está instalada.

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O mercado de inverno de Antuérpia é animado e bem aconchegante.

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Quando acontece: 08/12/2018 a 06/01/2019.

Bruxelas

Winter Wonders and Christmas Market

Na Grand Place / Grote Markt de Bruxelas acontece um show de som e luz que é impressionante. Não tem quem veja e não se encante.

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Ao redor do prédio da Bolsa de Valores estão algumas das mais de 200 barracas que são instaladas na região. As atrações do mercado de inverno também estão nas praças Sainte-Catherine e de la Monnaie, além da região do mercado de peixes (marché aux poissons  / vismarkt).

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Reprodução: plaisirsdhiver.be

Os tipos de mercadorias das cidades que citei acima também são encontrados no mercado da capital, com um pouco mais de variedades. Tem, inclusive, uma barraca com apenas comida típica do Brasil (administrada por brasileiros). Obviamente, faz sucesso entre os brasileiros que passam pelo caminho. Também são encontradas barracas com comida típica de outros países, refletindo a diversidade de Bruxelas. Cada ano tem um país com as especialidades em destaque, e em 2018 foi a Finlândia.

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A pista de gelo está na Place de la Monnaie.

A roda gigante de Bruxelas fica na região do mercado de peixes. Lá também estão os chalés com produtos para comer e beber no local ou levar, espaços para fazer as refeições e barracas com variedades.

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Atrações em algumas datas específicas também são apresentadas nas ruas (consultar o site oficial do evento).

Mais informações: http://www.plaisirsdhiver.be/en/

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Quando acontece: 30/11/2018 a 06/01/2019.

Além da mistura dos cheiros de comida, o cheiro de qualquer coisa que é feita de açúcar ou das especiarias do tradicional vinho quente dos mercados de Natal – glühwein – pode ser sentido de todos os lugares. É muuuito bom!

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Com exceção de Bruges, as pistas de gelo das demais cidades são cobertas e permitem patinar com chuva. Banheiros são instalados nas ruas para os visitantes. Tem os comerciantes que não aceitam cartões de débito/crédito, então é importante ter dinheiro em espécie.

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Vale ressaltar que o texto foi escrito com base em experiência pessoal nos mercados no inverno de 2018. Datas e as atrações alteram a cada ano.

Feliz Natal!

Prettig Kerstdagen!

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As estações do ano na Bélgica

A Bélgica está no Hemisfério Norte e tem as estações do ano opostas em relação ao Brasil.

As estações na Europa começarão e terminarão nas seguintes datas em 2018/2019:

Primavera: 20 de março – 21 de junho (em 2019)

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Flores passam a colorir as cidades juntamente com o verde das folhas das árvores que estão espalhadas pela cidade. Gradativamente, a temperatura começa a aumentar, variando entre +7°C e +23°C, dependendo da região do país.

Para mais informações: Como foi a primavera de 2019 na Bélgica

Verão: 21 de junho – 23 de setembro (em 2019)

estações - verão

A claridade dos dias chega a permanecer por dezessete horas e o mês mais quente geralmente é julho. O clima permanece seco durante a estação e as temperaturas podem variar entre +17°C e +30°C.

Para mais informações: Como foi o verão de 2019 na Bélgica

Outono: 23 de setembro – 22 de dezembro (em 2019)

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A característica da estação está nas folhas das árvores que mudam de cor e colorem o chão das ruas ao caírem. A temperatura diminui pouco a pouco e geralmente varia entre +5°C e +15°C.

Para mais informações: Como foi o outono de 2019 na Bélgica

Inverno: 21 de dezembro – 20 de março (em 2018/2019)

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A luz natural do dia permanece por apenas oito horas e as chuvas e o vento acompanham o frio. Os meses mais frios geralmente são janeiro e fevereiro com temperaturas que podem variar entre -5°C e +5°C, e raramente atingir -10°C.

Para mais informações: Como foi o inverno de 2019 na Bélgica

Estatísticas demonstram que março costuma ser o mês mais chuvoso do ano.


 As estações são bem definidas na Bélgica.

Eu nunca tinha visto o outono na vida… nem neve!

As estações intermediárias (primavera e outono) são as que eu mais gosto em razão das temperaturas serem mais agradáveis. Mas confesso que toda vez que vejo a neve fico fascinada, até porque não é tão comum assim na Bélgica.

Independente da época, a beleza da natureza está na singularidade de cada estação.