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Celebração do tradicional dia de Sinterklaas na Bélgica

Em 6 de dezembro é comemorado o Sint-Nicolaasdag na Bélgica (em Flandres).

Sinterklaas (termo que surgiu a partir de Sint Nicolaas) é o protagonista da celebração.

O Sint-Nicolaasdag também é celebrado nos Países Baixos e em algumas antigas colônias holandesas no dia 5 de dezembro. Outros países europeus também celebram o dia de São Nicolau com menos relevância.

A interpretação da lenda folclórica varia de país para país.

Sinterklaas é inspirado no bispo Nicolau de Mira. Nasceu na Turquia durante o século III e morreu em 6 de dezembro de 342, e durante a vida tornou-se bispo de Mira – Itália. Costumava ajudar os necessitados e foi o primeiro (santo) a demonstrar preocupação com a educação das crianças. A ele foram atribuídos alguns milagres que contribuíram para a sua popularização na Europa e designação de protetor dos marinheiros e dos comerciantes e, principalmente, amigo das crianças.

O personagem de Sinterklaas é representado por um senhor com os pelos do rosto (barbas e sobrancelhas) brancos, assim como os cabelos. O vestuário é inspirado no traje de bispos: Sinterklaas veste uma espécie de batina um tanto simplificada na cor branca por baixo de uma capa em vermelho, além da mitra com as cores vermelho e dourado.

sinterklaas e zwart piet - standaard.be
Reprodução: standaard.be

Originalmente, Sinterklaas tem ajudantes que são chamados de Zwarte Piet, porém, após 2016, a Bélgica debateu a proibição dos ajudantes com o argumento de que os rostos que remetiam os negros eram considerados racistas, enquanto os tradicionalistas justificavam que os ajudantes se pintavam com a intenção de demonstrar a fumaça das paredes das chaminés que escalavam para deixar os presentes para as crianças. Algumas instituições educacionais e estabelecimentos voltados para o público infantil assinaram um acordo contra a participação do Zwarte Piet nas comemorações e os ajudantes de Sinterklaas passaram a ser pintados/maquiados de outras formas ou sem nada no rosto; o acordo é que o rosto não esteja completamente pintado de preto. Entretanto, a escolha é livre e os tradicionais Zwarte Piet permanecem em algumas celebrações para auxiliar o Sinterklaas.

No período que antecede 6 de dezembro, a imagem de Sinterklaas é fabricada por todo tipo de doces e marcas de biscoitos, além de estar nas prateleiras de todas as lojas de chocolates.

No dia 6 de dezembro, quase que todas as crianças que vivem no país, belgas ou imigrantes, acordam com a expectativa de encontrar o presente deixado por Sinterklaas em casa.

É tradição no país que Sinterklaas receba e visite as crianças e as presenteie de alguma forma.

A celebração com mais entusiasmo da Bélgica está na cidade de Sint-Niklaas. Existe uma estátua do santo na frente do prédio da prefeitura.

Na televisão, Sinterklaas está em vários programas que vão ao ar durante a época.

Na Bélgica, o dia de Sinterklaas é mais aguardado e mais celebrado do que o Natal, especialmente pelas crianças. É no dia 6 de dezembro que as pessoas trocam presentes por aqui.

Apesar da expectativa para o dia de Sinterklaas, o Natal também é celebrado por aqui.

O Papai Noel que os brasileiros conhecem é inspirado em Sinterklaas, razão para as semelhanças que podemos observar. Histórias indicam que os moradores de Nova Iorque – que já foi uma colônia holandesa chamada New Amsterdam – criaram a figura do Santa Claus como uma reinvenção do Sinterklaas.

Na Bélgica/Flandres (em neerlandês), o Papai Noel se chama Kerstman.

Em novembro já começam as propagandas de lojas de decoração para que as pessoas possam enfeitar as residências. Entre a última semana de novembro e a primeira semana de dezembro são abertos os mercados de Natal em algumas cidades da Bélgica, os estabelecimentos e organizações/instituições se envolvem no clima natalino e também preparam a decoração.

Com datas comemorativas no início e no final de dezembro, o mês é especial. Luzes e decoração natalina por todos os lugares tornam o frio um pouco mais caloroso. E bonito!

europa

Viajando de carro pela Europa

É assim que viajamos por aqui: de carro. Então decidi compartilhar um pouco sobre a experiência aqui no blog.

viajando_5As primeiras viagens que fizemos por aqui antes da Mel chegar sempre foram de carro. Até então, não tínhamos viajado por mais de três horas porque nos limitamos a conhecer lugares bem específicos. A Mel tem mais de dezesseis anos e não tem o tamanho para viajar confortavelmente nas bolsas para embarcar em cabine de avião ou em cabine de trem comigo, então para evitar algum tipo de transtorno, foi definido que viajaríamos sempre de carro.

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Atualmente, acredito que seja a maneira que mais permite que as pessoas desfrutem dos lugares aqui na Europa. Independente do meio de locomoção utilizado, quase sempre é possível chegar nos locais que você quiser, entretanto, os lugares mais incríveis do continente europeu estão onde o carro pode chegar com mais facilidade.

Gosto de conhecer as capitais e os lugares mais visitados de cada país, mas eu gosto ainda mais dos locais menos conhecidos e menos disputados por turistas, onde eu consigo apreciar os detalhes dos locais com mais tranquilidade.

Em um pouco mais de dois anos por aqui, conhecemos lugares que jamais conheceríamos se não viajássemos de carro, entre vilarejos, montanhas e praias, lugares que não estão nos roteiros turísticos tradicionais.

Quando você é o guia da viagem e está de carro, pode viajar da forma e no tempo que quiser, o que permite mais liberdade para se programar. Você pode parar em qualquer lugar ao longo do trajeto e mudar os planos sem preocupação.

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bélgica, flanders fields, ieper

100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial – parte 2

Esta publicação é continuidade de “100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial – parte 1”.

No último 11 de novembro (dia do Armistício) a Bélgica foi um dos países que relembrou sobre o fim da Primeira Guerra Mundial, então elaborei textos que retratam um pouco dos acontecimentos que envolveram o país.

Sobre a papoula: é vista em todos os cantos da cidade de Ieper e simboliza solidariedade e respeito aos falecidos durante a Primeira Guerra Mundial. Em eventos dos países que homenageiam os soldados que participaram das guerras também é simbolizada.

Enquanto exercia sua função prestando os primeiros socorros em Essex Farm durante a segunda batalha de Ieper, o canadense, médico e poeta, John McCrae escreveu:

In Flanders fields
In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.
We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved, and were loved, and now we lie
In Flanders fields.
Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.

As papoulas prosperaram em locais onde o solo era irregular. Acredita-se que ventos levaram as sementes até os campos e lá elas germinaram, sendo o que coloria em meio às ruínas.

Monumentos em homenagem aos soldados foram construídos na região de Ieper – Flanders Fields – durante a década de 1920 (uma das regiões mais devastadas com a invasão dos alemães na Bélgica). Menenpoort é um dos memoriais CWGC (Commonwealth War Graves Commission) da Bélgica.

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100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial – parte 1

Na Bélgica, 11 de novembro – dia do Armistício – é feriado e dia de relembrar o fim da Primeira Guerra Mundial e honrar os soldados que lutaram durante o período. Eventos acontecem nas cidades do país.

A Bélgica e a Primeira Guerra Mundial (resumidamente)

Entre os anos de 1914 e 1918, a Bélgica foi cenário para alguns dos confrontos da Primeira Guerra Mundial.

Antes de 1914 já existiam conflitos entre os países da Europa.

O estopim que desencadeou a Primeira Guerra Mundial foi o assassinato do arquiduque Franz Ferdinand Karl Ludwig Joseph Maria, sucessor do trono do Império Austro-Húngaro.

Em 28 de junho de 1914, o sérvio Gavrilo Princip disparou o tiro que causou a morte do arquiduque na capital da Bósnia. Após, o Império Austro-Húngaro autorizou ataques contra os sérvios, além de extradição e de perseguição que acabaram resultando em um ultimato do Império Austro-Húngaro com condições e exigências à Sérvia, que não concordou com um dos requisitos do documento.

Em 28 de julho de 1914 o Império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia.

A Alemanha fazia parte da Tríplice Aliança com o Império Austro-Húngaro e Itália (Impérios Centrais).

A Sérvia tinha o apoio da Rússia, que rapidamente planejou e organizou as ações de defesa. França e o Reino Unido faziam parte da Tríplice Entente juntamente com a Rússia (Os Aliados), um acordo criado para equilibrar as forças com a primeira.

A Alemanha declarou guerra à Rússia e posteriormente também declarou guerra à França. Os alemães queriam chegar até a França, porém, existiam barreiras que os impediam.

Foi aí que as tropas alemãs invadiram a Bélgica através de Liège em 04 de agosto de 1914, ignorando a neutralidade do país e exigindo que o rei Albert I liberasse a passagem para que os soldados atravessassem o país e pudessem atacar a França, o que foi recusado, então as tropas alemãs avançaram, declarando guerra e destruindo o que atrapalhasse seu avanço.

O Reino Unido exigiu que os alemães recuassem em respeito à Convenção de 1839, que garantia a neutralidade da Bélgica, o que não aconteceu, então os britânicos e consequentemente as colônias que eram administradas por eles ingressaram na guerra para defender o país, pois era o que as nações que assinaram o tratado deveriam fazer em caso de invasão.

A primeira batalha em Ieper começou em 19 de outubro de 1914 e terminou em 22 de novembro de 1914. Após, sob o comando do rei Albert I, o exército belga ordenou a inundação da planície do Rio Ijzer através da abertura deliberada das comportas de Veurne-Ambacht, estratégia que impediu que as tropas alemãs avançassem por um período.

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casamento

Casamento: bodas de trigo

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Bodas se refere aos votos matrimoniais feitos no dia do casamento. Popularmente, o termo é utilizado para a celebração do aniversário de casamento e um material sempre o acompanha, significando algo na relação.

Ontem celebramos bodas de trigo.

Já celebramos bodas de papel e bodas de algodão consecutivamente.

De acordo com a simbologia popular, o trigo representa a prosperidade e a união do relacionamento.

Nos casamos no dia 07/11/2015. No ano seguinte, em 03/11/2016 embarcamos para a Bélgica, ou seja, sempre celebramos o nosso aniversário de casamento na Bélgica. E as razões para comemorarmos estão em cada detalhe do dia a dia que só paramos para analisar em datas como essas. Somos apenas nós e mais ninguém por perto, sem familiares, sem amigos, sem colegas, onde somos o apoio um do outro a cada dificuldade que surge no caminho que escolhemos, e assim nos fortalecemos. Aprendemos tanto e o conceito do que faz sentido é tão diferente do que pensávamos em 2015/2016. Que bom!

Como casamento é o tema que escolhi para hoje, quero compartilhar um pouco de como foi o nosso. Foi exatamente como planejamos e como desejamos na época. Foi um dia indescritível… eu senti tudo e mais um pouco ao mesmo tempo. Foi tão emocionante!

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Cremos em Deus e a religião que mais se aproxima do que acreditamos é a católica, e por isso optamos pelo casamento religioso em uma paróquia de Sorocaba.

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Também organizamos uma festa para comemorar com os convidados o dia que escolhemos como nosso.

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Como é bom rever as fotos… lembrar dos preparativos que quase nos enlouqueceram. Vontade de casar assim ano a ano com o mesmo marido, é claro!

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O amor merece ser celebrado sempre!

bélgica, cães, europa, viagem com pets

Viagem com animais de estimação para a Bélgica

A primeira preocupação que surgiu antes mesmo de definirmos que mudaríamos para a Bélgica foi: “como levar a minha fiel e amada cãopanheira em segurança”. Jamais pensei em deixá-la.

Knokke-Heist | Bélgica

Na época, ela estava com 15 anos de idade. Teve complicações em relação à saúde cinco meses antes da viagem, quando foi diagnosticada com encefalite idiopática e tomou corticoides para a recuperação até um mês antes da viagem.

A Mel não veio comigo.

Eu precisei embarcar na data “X” e não tinha o tempo para que ela embarcasse junto. Cogitei a hipótese de voltar para buscá-la, mas aí pensei no quanto seria estressante para ela ter que permanecer em uma bolsa desconfortavelmente, isso se a permitissem na cabine, pois apesar de ela ter o peso permitido para viajar na cabine de qualquer companhia aérea europeia, ela não ficava de pé confortavelmente dentro da bolsa, e as companhias aéreas exigem isso. Pesquisei bastante e entrei em contato com pessoas que já tinham viajado com os cães em situações parecidas, mas ainda assim comecei a pensar em alternativas para transportá-la.

Até que em uma das conversas entre meu marido e colegas que já moravam na Bélgica, ele recebeu a recomendação de uma pessoa que trabalha com o transporte de animais de estimação de um país para outro. LIVREMENTE! Como se fosse um cão de assistência que pode embarcar solto na cabine.

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Entrei em contato com o profissional e conversamos por alguns dias até eu aceitar que era o melhor para ela, e então contratá-lo, mesmo com as angústias de como seria não estar com ela em uma situação tão diferente de tudo o que ela já tinha vivido.

Ela chegou bem e um pouco assustada, o que eu já imaginava, afinal, a circulação de muitas pessoas nos aeroportos, sons, cheiros, enfim, tudo tão diferente e ainda sem alguém da família com ela, mas o importante é que a viagem foi como o esperado.

A pessoa que contratei trabalha com o transporte de cães e gatos há mais de vinte anos e atualmente usa as redes sociais pessoais (privadas) para divulgar os trabalhos aos contratantes, além de manter contato via WhatsApp e informar a situação do animal em tempo real através de imagens.

Sei que existem empresas que também se responsabilizam pelo transporte do animal, mas na carga de animais vivos e esta é uma hipótese que eu nunca cogitei.

torre eiffel

Não existem voos que partem diretamente do Brasil para a Bélgica, portanto é necessário fazer uma escala já na Europa.  A Mel fez escala na Espanha.

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Aqui, a Mel vive bem e sinceramente acredito que o clima contribuiu demais para a saúde dela, especialmente para a respiração. Visita a médica veterinária regularmente e apesar de estar com a visão dos dois olhos comprometida em razão da idade, os resultados dos exames comprovam que ela é sadia além do que é esperado para a idade.

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Na Bélgica (e na Europa) os cães são bem-vindos em muitos lugares e por isso ela sempre viaja conosco, se hospeda em hotéis, se for necessário também utiliza o transporte público com a gente e já foi até em restaurantes.

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No bonde elétrico em Berlim
Praga – República Tcheca
Flims – Suíça

Abaixo, seguem as instruções para transportar o seu pet.

Para realizar viagens internacionais com animais domésticos é necessário solicitar a emissão do Certificado Veterinário Internacional (CVI – documento que comprova a boa condição sanitária do pet para ingressar em outro país) ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Os postos diplomáticos belgas no Brasil não são responsáveis para orientá-lo nessas questões.

Para transportar um animal de estimação para a Bélgica é necessário seguir rigorosamente as instruções das autoridades na seguinte ordem cronológica:

Primeiramente, procurar um médico veterinário de confiança.

  • Implantar um microchip (ISO 11784 e ISO 11785 – padrão internacional) de identificação no animal de estimação que será transportado. É seguro e não interfere no bem-estar e na saúde do pet.
  • Após, a vacina antirrábica deve ser aplicada por um médico veterinário regulamentado.

Independente de quando foi aplicada a vacina antirrábica pela última vez, é necessário aplicá-la após a implantação do microchip para que a informação seja atualizada.

É importante colar o selo com as informações da fabricação na carteira de vacinação do animal de estimação junto com a assinatura do médico veterinário responsável pela aplicação.

Vale ressaltar que a vacina antirrábica de campanha pública não é aceita.

  • 30 dias após a aplicação da vacina antirrábica no animal, coletar o sangue para a sorologia.

O animal não pode ter o sangue coletado antes de 30 dias.

Aqui começa a contagem regressiva de uma quarentena de 90 dias.

  • Encaminhar o material para um laboratório autorizado pela UE realizar o laudo.

Clique aqui para verificar quais são os laboratórios autorizados pela UE a realizar o laudo no Brasil.

O material deve ser analisado em até 3 dias depois da coleta. É importante que o médico veterinário entre em contato com o laboratório autorizado pela UE antes de encaminhar o material para obter corretamente as informações sobre os procedimentos que são necessários e os cuidados para não invalidar a amostra.

O nível dos anticorpos que neutralizam o vírus da raiva no organismo do animal de estimação deve ser igual ou superior a 0,5 Ul/ml. Se o exame indicar que a quantidade está inferior do que é exigido, será necessário repetir o processo.

O laudo da sorologia tem validade vitalícia desde a data da vacinação seja respeitada.

  • O médico veterinário precisa atestar a saúde do animal de estimação em documento.

O documento tem validade de 72 horas até a emissão do CZI, portanto, é importante solicitá-lo em até três dias antes do agendamento no Ministério (ou VIGIAGRO).

Apenas o documento original é aceito.

O site oficial do MAPA disponibiliza o modelo de documento a ser seguido.

O documento deve conter dados como nome, espécie, raça, sexo, cor, data de nascimento, idade, tipo de pelagem e o número de identificação do microchip do animal, e o que mais for solicitado, além da declaração do médico veterinário responsável que alegue que o animal foi examinado, com carimbo que contenha o registro no Conselho Federal de Medicina Veterinária + assinatura e data. O responsável pelo animal também deve ser identificado no documento.

  • Emissão do Certificado Veterinário Internacional – CVI

É necessário agendar (antecipadamente) entre 10 dias e 03 dias antes do embarque.

O animal de estimação não precisa ir junto.

Os locais que podem ser emitidos o CVI estão listados no site oficial do MAPA.

Para a emissão do CVI, levar os seguintes documentos: 1. comprovante de aplicação do microchip e os adesivos que contém o código; 2. carteira de vacinação que comprove que a vacina antirrábica está em dia; 3. laudo da sorologia com os anticorpos igual ou superior à 0,5 UI/ml; 4. duas cópias dos documentos citados anteriormente (itens 1, 2, 3); 5. certificado de saúde emitido pelo médico veterinário responsável; 6. requerimento para fiscalização de animais de companhia preenchido (clique aqui); 7. comprovante de embarque; 8. endereço de hospedagem/residência no país de destino.

O processo dura um pouco mais de quatro meses, portanto, é importante se programar.

E IMPORTANTE: verificar a disponibilidade na companhia aérea antecipadamente porque é limitado o número de animais domésticos por aeronave.

As informações estão sujeitas a alterações, portanto, atente-se ao site oficial do MAPA. Especialmente sobre os laboratórios que são autorizados para o exame no Brasil, pois infelizmente é comum que existam problemas com os mesmos e já aconteceu até mesmo de o país permanecer sem a licença e o material ter que ser encaminhado para outro país, tornando o processo um pouco mais burocrático.

E não se preocupe, o seu amor de quatro patas não precisará ficar para trás, basta seguir as instruções e optar por uma companhia aérea que respeite os animais que tudo correrá bem!

Caso você queira o contato da pessoa que transportou a minha Mel, fique à vontade para solicitar.

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Hallstatt – Áustria

Até mais!

alemanha, colônia, europa, réveillon, turismo

Réveillon em Colônia

Com a aproximação do réveillon e já planejando sobre as atividades de dezembro, a publicação de hoje será sobre o nosso 2016-2017 em Colônia, na Alemanha.

Na época, planejamos a viagem apenas na última semana do ano, pois tínhamos dúvidas sobre para onde ir e o que fazer, mas ainda assim conseguimos hospedagem em um hotel com os requisitos que gostaríamos.

Durante o período em que estivemos na cidade, algumas atrações turísticas e museus permaneceram fechados para as festas e sabíamos que seria assim, então nos programamos para conhecer o que seria possível.

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Depois de Berlim, Hamburgo e Munique, Colônia é a quarta maior cidade da Alemanha.

Fundada no século I, Colônia é o centro da região metropolitana Rhein-Ruhr e tem importância internacional na indústria química e na indústria automotiva por abrigar muitas sedes renomadas mundialmente.

Água de Colônia foi fabricada na cidade pela primeira vez em 1709.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Os Aliados jogaram muitas toneladas de bombas na cidade destruindo 61% da área construída. Em março de 1945, a população foi reduzida em 95%, pois a maioria dos habitantes deixou a cidade e os judeus foram assassinados pelos nazistas. A cidade foi severamente destruída, mas reconstruída nas décadas a seguir.

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bélgica, bruxelas, comer e beber, dinner in the sky

Dinner in the sky – Bruxelas

Originário da Bélgica, o Dinner in the sky está entre os restaurantes mais incomuns do mundo.

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Instagram: @dinnerinthesky_official – Bruxelas

Em 2006, uma agência de comunicação especializada em gastronomia e uma empresa de instalações de parques de diversões uniram forças e realizaram um sonho: uma mesa de jantar nas alturas para um grupo de proprietários de restaurantes europeus batizado como Dinner in the sky.

O serviço oferece as refeições nas alturas para grupos de 22 pessoas através de um guindaste que levanta a plataforma em até quarenta e cinco metros de altura (a altura depende da condição climática do momento).

Com atenção aos detalhes, a empresa belga prioriza a segurança dos comensais para que se sintam confortáveis. Os assentos se movimentam para os lados e também é possível incliná-los. É obrigatória a utilização de um cinto de segurança com três pontas para quem embarcar na aventura.

O evento já aconteceu no céu de 45 países, incluindo o Brasil.

               Minha experiência

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Fui com meu marido e mais dois casais de amigos. Percebemos um pouco de desorganização em relação ao agendamento que no nosso caso foi realizado via internet. Gostaríamos de ir na plataforma do chef “X” por causa do seu trabalho com determinados tipos de alimentos e inicialmente tudo ocorreu como esperávamos, porém, tempo depois uma pessoa do nosso grupo foi informada que não seria possível porque não tinha mais disponibilidade e depois ainda fizeram mais duas alterações conosco.

Independente do ocorrido, acredito valer a pena principalmente por ser algo diferente.

O jantar aconteceu no dia 20/06/2018 na Basílica de Koekelberg, em Bruxelas.

O cardápio é criado pelo chef da plataforma e geralmente não é divulgado, mas é possível obter informações ao contatar a equipe, especialmente para casos de restrição alimentar ou para solicitar opções vegetarianas/veganas quando for o caso.

Para mim, mais de um prato foi aquém do esperado. É compreensível a dificuldade diante do fato de não ter uma cozinha na plataforma e do chef não ter o suporte da equipe do seu restaurante que é equipado e supre as necessidades, porém, não foi apenas para mim que o prato principal chegou com temperaturas inadequadas, indicando um pouco de despreparo.

Em cerca de uma hora e trinta minutos de jantar foram servidos cinco pratos e a sobremesa foi o que mais me agradou pelo sabor e por estar dentro do esperado, e coincidentemente foi o único prato que fotografei devido à beleza.

dinner in the sky - sobremesa

Esperávamos um pouco mais da comida.

O que compensou foi a experiência em si, por estarmos nas alturas e desfrutando da vista panorâmica da cidade.

Mas ainda assim queremos conhecer o trabalho que é oferecido pela chef em seu restaurante, que fica em Bruxelas. Ela é elogiada pelos críticos gastronômicos e acreditamos que a experiência será melhor em relação à comida.

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Bélgica: autoloze dag

Anualmente, no terceiro domingo de setembro acontece o dia “sem carros” na Bélgica.

Em 2017 e nesse ano participamos do evento em Gent.

Assim como nós, a maioria das pessoas que participam do evento se locomovem até o local de bicicleta, mas também tem aqueles que optam por utilizar skate, patinete ou patins.

bicicletas

autoloos dag - 3O acesso para quem utiliza automóveis é ainda mais limitado no terceiro domingo de setembro.

Em Gent, um acesso para a E40 é fechado para que ocorra o evento, com apresentações musicais (dj/banda) e opções para comer, onde também tem cadeiras e mesas para fazer a refeição.

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Seguindo até o Acht Mei Plein (parque), tem diferentes tipos de exposições e barracas que também oferecem refeições.

Para as crianças, a diversão está na elaboração dos transportes:

  • saco inflável sobre rodas
  • carro de papelão

Gratuitamente. 

Para comer, optamos pelo trailler do restaurante “Roof Food”, que fica em Gent.

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Contribuindo com o meio ambiente e com melhorias para a qualidade de vida das gerações a seguir, o objetivo da campanha é promover a mobilidade urbana de forma sustentável e reduzir as emissões de gases poluentes que tanto contribuem para as alterações climáticas que afetam o mundo. Com a apresentação de diferentes tipos de alternativas para locomoção, a campanha quer atingir mudanças no comportamento dos residentes em relação à escolha dos transportes.

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painel

Desde 2002, a Semana Europeia de Mobilidade busca melhorar a saúde pública através da locomoção, onde as cidades apresentam aos moradores os benefícios das opções de locomoção que são mais sustentáveis e como é possível progredir ao optar por mobilidade urbana mais limpa na Europa, visando assim atingir os objetivos do ACORDO DE PARIS (aprovado por 195 países, que, resumidamente, é um tratado que regulamenta medidas de redução de gases de efeito estufa com o objetivo de fortalecer a capacidade dos países para lidar com os impactos decorrentes das mudanças climáticas no mundo).

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Você mora na Bélgica e também já participou do evento? Compartilhe!

Afinal, as cidades organizam o evento de formas diferentes. Gent apresentou mudanças nos dois anos em que participamos, trazendo melhorias.

europa, frança, ilha de porquerolles, roteiros de viagem, turismo, verão, viagem

O paraíso da Riviera Francesa: Ilha de Porquerolles

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Riviera Francesa, Mônaco, Marselha e Parque Nacional das Calanques.

Ainda desconhecida pela maioria dos brasileiros, hoje apresentarei para vocês um destino do arquipélago de Hyères, a Ilha de Porquerolles.

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Com um pouco mais de 12 km², a Ilha de Porquerolles é a maior entre as ilhas do arquipélago.

Para chegar até a Ilha de Porquerolles é necessário ir de barco.

Embarcamos no ferry no Port de la Tour Fondue, em Hyères.

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Abaixo, informações de preços e horários dos ferries que embarcam para a Ilha de Porquerolles.

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Para mais informações, acesse https://www.tlv-tvm.com/.

As leis de proteção ambiental do Estado contribuem para que o paraíso da Riviera Francesa se desenvolva de acordo com as regulamentações de preservação. O Parque Nacional Port-Cros administra 75% da Ilha de Porquerolles desde 1971, se responsabilizando pela proteção ambiental do patrimônio natural em seu território.

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