Brasileira, graduada em psicologia, apaixonada por cães, fotografia, natureza, história, gastronomia, viagens e pelo Natal. Moro na Bélgica (Oost-Vlaanderen) desde nov/2016.
No último fim de semana (e feriado) aconteceram dois festivais gastronômicos e nós fomos em ambos, então, hoje eu vou relatar um pouco da nossa experiência.
Em Gent, o festival é chamado de Gent Smaakt, acontece no centro histórico da cidade e é gratuito. Atividades como aulas e workshops acontecem no Novotel e são pagas.
O clima do evento é alegre e as opções de comida são bem variadas. Alguns restaurantes da cidade e região se instalam em barracas e lá apresentam alguns dos pratos que oferecem em seus restaurantes. Tem comida para todos os gostos e também para vegetarianos/veganos (Gent acolhe muito bem aqueles que não comem produtos de origem animal e isso pode ser notado também nos eventos que acontecem na cidade).
Devido ao evento acontecer no centro histórico da cidade, moradores, turistas, todos que estão por ali se misturam e podem aproveitar, o que também acaba sendo um pouco confuso, pois as diferentes formas de fazer os pedidos e de efetuar os pagamentos podem gerar desorganização em horários muito tumultuados.
Alguns dos restaurantes que eu já recomendei aqui no blog marcaram presença no evento, mas optamos por pratos de restaurantes que ainda não conhecíamos, porém, tenho imagens de apenas um deles (pois é, às vezes ainda acontece de eu não tirar fotos, seja por fome, seja por esquecimento, seja por dificuldade de fotografar).
Experimentamos pratos dos seguintes estabelecimentos: Spit House (lanche com frango assado, alface, bacon, maçã e molho de pimenta preta); Sumatra Food (noodles com vegetais); Cambodian Wok (frango ao curry, arroz, macarrão, legumes e molho); Komparto (sashimi de salmão, arroz de sushi, molho, salada de algas marinhas e soja); uma sobremesa e milkshake do Chocoladebar Mayana (amo!).
Em Antwerpen, o festival é chamado de Antwerpen Proeft, é pago e justamente por isso acontece em espaços que às vezes mudam a cada ano. Alguns dos chefs ali presentes ministram aulas que são pagas, mas é possível assistir a algumas demonstrações culinárias gratuitas com atuação dos chefs que costumamos assistir nos programas de TV.
Belgas são maioria e as opções de comida são muito interessantes. Alguns restaurantes da cidade e região se instalam em barracas e lá apresentam alguns dos pratos que oferecem em seus restaurantes. Tem comida para todos os gostos e também para vegetarianos/veganos. O evento é muito bem organizado.
Experimentamos pratos dos seguintes estabelecimentos: Black Smoke (pão com linguiça, repolho branco, grãos de mostarda, maionese e iogurte); Dagný Rós (bolinhos de peixe com molho remoulade e spaghetti de pepino); Casello (tomates, queijo de cabra, crumble de parmigiano reggiano e sorvete de Bloody Mary); Brutal (barriga de porco, picles e salada); BBQ+ (frango); sobremesas da Cremerie Germaine (sorvete) e DelRey(trio de chocolate: 1 biscoito de amêndoas com mousse de chocolate branco, 1 biscoito de cacau com mousse de chocolate ao leite e 1 biscoito de cacau com mousse de chocolate 65%). Também não fotografei tudo.
Ainda pudemos degustar um moelleux que a chef Sofie Dumont fez durante seu workshop e distribuiu gratuitamente.
Ambos os eventos são ótimos para comer bem e beber.
O evento de Antuérpia é mais organizado e conta com a presença de alguns dos chefs mais renomados do país, mas nem por isso pode ser considerado melhor do que o evento de Gante, pois acredito que as experiências que eles proporcionam são completamente diferentes, nem melhor, nem pior, mas diferentes e ambas deliciosas.
Entretanto, posso mencionar algo me agradou mais em Antuérpia: o pôr do sol!
Sou o tipo de pessoa que adora comer bem. Quando viajo, é uma das coisas que faço antes mesmo de chegar no destino, planejo as possibilidades com meu marido e agendamos/reservamos quando necessário, afinal, comer é uma das experiências que mais gostamos de vivenciar em viagens.
Onde moro não é diferente.
Em Gent (em português: Gante) estão instalados restaurantes de todo tipo e a variedade de opções é uma das coisas que tanto me agradam nessa cidade. Por ser uma cidade onde as regiões turísticas estão centralizadas, evito ir e sugerir restaurantes em tais locais, pois geralmente a comida não é tão boa já que o público está ali de passagem, frequentará uma vez e raramente voltará (percebo que a maioria dos estabelecimentos que estão localizados em regiões turísticas não se preocupa com a qualidade do que é oferecido). Existem exceções, porém, é importante pesquisar e/ou visitar para saber o que realmente vale a pena, e foi assim que descobri os lugares que recomendo aqui no blog ou no meu perfil do Instagram.
Abaixo, recomendarei lugares para comer/beber em Gent – de acordo com as minhas (boas) experiências. Para mais opções de lugares que já recomendei, links para acesso no final deste post.
Epiphany’s Kitchen
O restaurante oferece serviço à la carte e um menu completamente vegano (com possibilidade de incluir algum tipo de carne se assim for desejado).
Em 2021, o restaurante recebeu o título de “Best Vegan Dinner Place 2021” através da votação popular promovida anualmente pela organização sem fins lucrativos BE Vegan.
Nós pedimos três entradas para compartilhar e um prato principal para cada um. Todos deliciosos! Alguns eu descreverei os nomes como estavam no cardápio, mas não lembro e não encontrei o nome de todos no site oficial do restaurante, pois alguns dos pratos que pedimos eram sazonais e não estão sempre disponíveis no cardápio.
yucca bread + aioli
vitelotte moscovite
aubergine d’amour
Se você quer experimentar um restaurante de comida vegana de qualidade na cidade, recomendo demais o Epiphany’s Kitchen. É a comprovação de que comida sem produtos de origem animal pode ser deliciosa!
Em resumo: comida deliciosa, funcionários gentis e simpáticos, ambiente confortável e aconchegante, preço justo, e a decoração é linda. Reserve antecipadamente!
Com localização fácil, a cozinha da chef Nadine Zimmermann é apresentada através ingredientes locais, frescos e sazonais, com opções à la carte ou menu.
Nós optamos pelo menu: eu escolhi o menu à base de vegetais e meu marido escolheu o menu que continha peixes, ambos com wine pairing para desfrutar da experiência por completo. Estivemos no restaurante durante o outono e os pratos que experimentamos traziam referências da América do Sul. Todas as combinações dos pratos estavam deliciosamente equilibradas e os sabores estavam incríveis. Ótima comida!
A atmosfera é muito agradável e o atendimento foi excelente do início ao fim – equipe com boa comunicação, prestativa, atenciosa, sempre explicando com clareza sobre os pratos e os vinhos que foram servidos.
Localizado no centro de Gent, o restaurante foi uma adorável surpresa.
A especialidade é Pita, e o recheio pode ser escolhido pelo cliente.
Eu pedi a opção “fal-a-fête” e meu marido pediu “barbacon”. Ambos estavam deliciosos! Compartilhamos uma porção de batata-doce assadas que também estava ótima.
Se você come pouco, não recomendo pedir algo além das pitas, pois são extremamente bem servidas.
O restaurante oferece a possibilidade de pedir a comida no prato (sem pita).
Um restaurante que oferece pratos da culinária japonesa diferente dos demais da região.
A qualidade dos produtos e os sabores são, realmente, diferenciados. O atendimento é bom; a decoração do ambiente interno não é bonita, mas o ambiente externo parece ser mais agradável; o preço é justo levando em consideração a comida que é oferecida.
Nós pedimos os pratos à la carte, mas o restaurante também oferece opções de menu.
Os pratos da Osteria Delicati são elaborados a partir de produtos importados diretamente da Itália (incluindo a seleção de vinhos de diferentes regiões).
Os pratos oferecidos pelo restaurante são simples, porém, autênticos e deliciosos. É a tradicional cozinha italiana em Gent.
Hoje estou aqui para contar sobre a nossa experiência em mais um restaurante aqui na Bélgica, mais especificamente, em Bruges.
O restaurante L.E.S.S. (Love, Eat, Share, Smile) apresenta uma culinária internacional e pode ter, ocasionalmente, influência da América Central e asiática, com o conceito de comida para compartilhar na maioria dos pratos que estão no cardápio. Atualmente, a cozinha do chef Ruige Vermeire e sua equipe carrega uma estrela Michelin.
Nossa experiência
Chegamos e fomos levados até os nossos lugares naquela noite, no balcão de frente para a cozinha, onde poderíamos observar tudo o que aconteceria ali.
Compramos antecipadamente o menu “Less is more”, uma experiência que é sazonal (soubemos através de um boletim de atualizações/novidades via e-mail), diferente do tasting menu que oferece 13 pratos.
Estavam inclusos 2 entradas (para compartilhar) + 1 entrada para cada um + um prato principal com acompanhamentos (para compartilhar) + sobremesa para cada um, e para beber, 2 taças de vinho para cada um.
Nas fotos, nomearei os pratos exatamente como estavam descritos no cardápio.
sesame prawn toast + edamame, lime salt and shishimi
bread (robata grilled homemade focaccia) – não incluso
chu-toro tuna with avocado, puffed bell pepper and wakatay oil
black sesame ice cream, bergamot sancho butterscotch, white chocolate and rice
Eu não tenho o costume de beber café nem qualquer outra bebida após as refeições, mas pedi uma bebida para acompanhar meu marido, que vieram acompanhadas de alguns petit fours bem gostosinhos.
Após finalizarmos cada prato, nos perguntavam como tinha sido aquela experiência. Um mundo diferente de sabores, onde todos os pratos estavam deliciosos, alguns mais intensos, alguns mais suaves, sempre equilibrados! Uma experiência gastronômica deliciosa!
Equipe com boa comunicação, prestativa e atenciosa.
Ambiente moderno, elegante e aconchegante.
Tudo agradável do início ao fim! Recomendo demais!
Para quem tiver interesse: normalmente, é necessário reservar com pelo menos um mês de antecedência para a data desejada (como a maioria dos restaurantes aqui da Bélgica que são, no mínimo, bons), mas pode ter disponibilidade de última hora (na semana).
Hoje estou aqui para contar sobre a nossa experiência em mais um restaurante aqui na Bélgica, mais especificamente, em Bruges.
O restaurante L.E.S.S. (Love, Eat, Share, Smile) apresenta uma culinária internacional e pode ter, ocasionalmente, influência da América Central e asiática, com o conceito de comida para compartilhar na maioria dos pratos que estão no cardápio. Atualmente, a cozinha do chef Ruige Vermeire e sua equipe carrega uma estrela Michelin.
Nossa experiência
Ao chegarmos, fomos gentilmente recebidos. Recolheram os nossos casacos assim que nos apresentaram os nossos lugares naquela noite (previamente escolhidos por nós), no balcão de frente para a cozinha, onde poderíamos observar tudo o que aconteceria ali.
Optamos pelo serviço à la carte com a ideia de compartilharmos.
Nós escolhemos e compartilhamos 4 entradas + pão + um prato principal com acompanhamentos + sobremesa.
Nas fotos, nomearei os pratos exatamente como estavam descritos no cardápio.
sobremesa: dark chocolate ganache, crispy bread, olive oil and maldon salt
Eu não bebo café nem qualquer outra bebida após as refeições, mas meu marido pediu café e alguns petit fours foram servidos para acompanhar.
Após finalizarmos cada prato, nos perguntavam como tinha sido aquela experiência. Um mundo diferente de sabores, onde todos os pratos estavam deliciosos, alguns mais intensos, alguns mais suaves, sempre equilibrados! O prato principal não tinha nada de excepcional, mas estava muito bom! Gostei bastante da apresentação de todos. Uma experiência gastronômica deliciosa!
Equipe com boa comunicação, prestativa e atenciosa.
Ambiente moderno, elegante e aconchegante.
Tudo agradável do início ao fim! Recomendo demais!
Para quem tiver interesse: normalmente, é necessário reservar com pelo menos um mês de antecedência para a data desejada (como a maioria dos restaurantes aqui da Bélgica que são, no mínimo, bons), mas pode ter disponibilidade de última hora (na semana).
Finalmente, depois de dois anos tentando e as reservas sendo canceladas por causa da pandemia, na última quinta-feira conseguimos viver a experiência de degustar o menu do restaurante Vrijmoed.
O restaurante é conduzido pelo chef Michaël Vrijmoed desde 2013, ano em que a primeira estrela Michelin foi conquistada. Em 2017 veio a segunda estrela Michelin. O restaurante é destaque no mundo da gastronomia e o chef coleciona alguns importantes títulos, premiações e homenagens.
Se você mora na Bélgica e assiste canais como VTM ou NJAM, provavelmente já assistiu ao chef Michaël Vrijmoed cozinhando através da tela da televisão.
O restaurante oferece serviço à la carte e opções de menu. O menu é alterado mensalmente e está disponível no site oficial do restaurante. Eu optei pelo menu Pure Vegetables e meu marido optou pelo Vrijmoed, ambos com wine pairing para desfrutar do todo, afinal, todos os vinhos são selecionados pelo sommelier (e maître) – Benjamin De Buck – justamente para potencializar a experiência devido à harmonização.
Nossa experiência
Ao chegarmos, fomos gentilmente recebidos. Recolheram os nossos casacos na entrada e nos levaram até os nossos lugares naquela noite. Foi perguntado o que gostaríamos de beber como aperitivo enquanto aguardaríamos as entradas de cortesia (starters) chegarem. Pedimos uma taça de champagne para cada um, afinal, estávamos celebrando o aniversário do meu marido.
As entradas de cortesia chegaram. Deliciosas!
O menu começou a ser servido… nós optamos pelo menu com 7 pratos.
primeira entrada, menu Pure Vegetables
primeira entrada, menu Vrijmoed
extra: cogumelo com chocolate
segunda entrada, menu Pure Vegetables
segunda entrada, menu Vrijmoed
terceira entrada, menu Pure Vegetables
terceira entrada, menu Vrijmoed
prato principal, menu Pure Vegetables
prato principal, menu Vrijmoed
primeira sobremesa, igual em ambos os menus
segunda sobremesa, igual em ambos os menus
terceira sobremesa, igual em ambos os menus
Eu não bebo café nem qualquer outra bebida após as refeições, mas meu marido pediu café e alguns petit fours deliciosos (de chocolate) foram servidos para acompanhar. Eu não pedi, mas também recebi.
Ao finalizarmos cada prato, nos questionavam sobre como tinha sido aquela experiência. A singularidade dos sabores surpreendeu muito positivamente, alguns mais intensos, alguns mais suaves, mas sempre perfeitamente equilibrados! Extraordinários! Assim como a apresentação cada um deles. Uma memorável experiência! Tudo estava absolutamente impecável. Sofisticação, beleza, criatividade e autenticidade descrevem os menus que degustamos.
Os ingredientes em si são acessíveis para o consumo do dia a dia na Bélgica. É interessante como eles são transformados por quem estuda e entende sobre gastronomia. O capricho nos detalhes em tudo o que foi servido e a combinação dos sabores que foram elaborados estava tão harmônica que despertava ainda mais a curiosidade e a expectativa pelo que viria no prato a seguir.
O chef prioriza a utilização de ingredientes não valorizados e até mesmo considerados inferiores, e usa tudo o que é possível de cada ingrediente, reduzindo a quantidade de resíduos (dentro do possível).
Após o serviço da nossa mesa ter sido encerrado, o chef Michaël Vrijmoed veio até nós para perguntar como tinha sido a nossa experiência e interagiu perguntando sobre as informações sobre nós que já tínhamos comentado com a equipe. Hospitaleiro, como todos!
Atendimento excelente: equipe com boa comunicação, prestativa, atenciosa, sempre explicando com clareza sobre os pratos e os vinhos que foram servidos, e notável organização.
Ambiente agradável: decoração com elementos em preto e branco que, combinando com as obras de arte que estão espalhadas pelas paredes do salão, transmite elegância.
Na minha opinião, considerando todo o serviço que é oferecido desde o momento que chegamos no restaurante até o momento que fomos embora, o alto preço é justo.
Foi a melhor experiência gastronômica que eu já tive até hoje. Tudo impecável!
2 ** Michelin mais do que merecidas! Altíssima qualidade.
Para quem tiver interesse: normalmente, é necessário reservar com pelo menos dois meses de antecedência para a data desejada (como a maioria dos restaurantes aqui da Bélgica que são, no mínimo, bons). Pode acontecer de alguma reserva ser cancelada de última hora e ter disponibilidade na semana, mas é raro.
Eu já publiquei anteriormente sobre as estações do ano aqui na Bélgica e como eu me sentia em relação a elas.
Até então, o clima nunca tinha sido uma questão.
No decorrer de 2021, minha percepção mudou um pouco em relação ao que eu já tinha compartilhado, pois foi o ano que mais choveu desde que estou aqui. Chuvas em todas as estações do ano e consideravelmente mais fortes do que o normal. Fatores relacionados à minha vida pessoal também contribuíram para que o brilho do sol me fizesse falta, e com a saúde mental toda ferrada, por mais que eu estivesse sendo acompanhada por uma psicoterapeuta, eu deixei de cuidar de mim no dia a dia por meses.
O clima por aqui é quase que um mistério e as experiências mudam conforme o ano que chega.
E como o clima da Bélgica é um dos temas que muitos dos leitores desta página se interessam, aqui estou para comentar sobre a minha experiência em 2021 na região onde moro, Oost-Vlaanderen.
Durante o inverno de 2021, nevou um pouco em janeiro (2 dias na região de Oost-Vlaanderen). Decidimos passar um fim de semana na região de Ardenne (ou Ardenas, em português) para aproveitar o clima, ainda com a Mel. Acredito que fevereiro foi o mês que o sol mais apareceu. Primavera, dias nublados e chuva, verão e outono, idem. Mas tiveram dias ensolarados também! Passou inverno, primavera, verão e outono, e não fiz quase nada de diferente aqui na Bélgica, me sentia desanimada/improdutiva e sempre exausta, e foi aí que acredito que o clima agravou a minha condição.
Acho que devo enfatizar que eu não acredito que o clima da Bélgica é um vilão, apenas que devido à minha instabilidade emocional descontrolada de 2021, acabou se tornando um aborrecimento. Inclusive, eu gosto do clima daqui, eu gosto de todas as estações do ano bem definidas e das possibilidades que cada uma proporciona, eu gosto de observar tão nitidamente a transformação da natureza, eu gosto do estilo de vida tranquilo que o clima tanto colabora para que assim seja, e se eu tivesse que escolher entre o clima daqui ou de Sorocaba para o resto da minha vida, hoje, com certeza eu escolheria o clima da Bélgica. Eu sei que a Amanda de 2005 iria detestar o clima daqui. Eu não sei como a Amanda de 2030 se sentirá porque como ser humano que sou estou em constante mudança. Hoje, eu consigo ver beleza e esperar ansiosamente pela próxima estação do ano para contemplá-la, mesmo desejando que o sol brilhe por mais dias aqui onde moro.
Em 2021 choveu tanto que causou danos em todo o país e inundações na região de Valônia. Alguns bairros de cidades onde os rios em que o nível da água subiu precisaram ser evacuados antes que a água transbordasse. As províncias mais afetadas foram Namur e Liège devido à localização, às margens dos rios Meuse, Ourthe e Vesdre. Isso aconteceu no mês de julho. A situação foi considerada como um dos maiores desastres naturais que o país já sofreu.
O último dia de 2021 atingiu a temperatura de +14°C, e assim 2022 começou com a temperatura mais alta do que o normal para a época do ano.
Desde que o inverno começou, em 21.12.2021, até hoje, as temperaturas estão amenas e o vento está presente, às vezes mais fraco, às vezes mais forte, mas sempre por aqui. As tempestades Corrie, Dudley e Eunice (ultrapassou 130km/h) já passaram pela Bélgica, as duas últimas na semana passada. Hoje, mais ventania por causa da tempestade Franklin que está por aqui.
Em 2022 já choveu consideravelmente e o sol tem brilhado de vez em quando.
Estou na torcida para que possamos desfrutar do quintal em breve… que possamos aproveitar almoços e jantares do lado de fora, ou bons drinks. Será?!
Hoje trago um pouco da minha experiência sobre o mercado de Natal que já foi eleito o melhor da Europa (2016, 2017 e 2018), segundo o site europeanbestdestinations.com (de acordo com a opinião dos viajantes).
Não poderíamos ter visitado a capital da Croácia em época melhor. Em dezembro as ruas estão animadas por causa do período mais especial do ano: luzes brilhando, comida, bebida, música e decoração.
Visitar Zagreb em dezembro de 2021 não estava nos nossos planos. Já sabíamos sobre o mercado de Natal de Zagreb ter sido eleito o melhor da Europa, mas nunca tínhamos pesquisado sobre as atrações que a cidade oferecia. Então, não sabíamos muito o que esperar. Saímos de casa com o objetivo de visitar o mercado de Natal de Varsóvia, na Polônia, porém, o voo foi cancelado duas horas antes da decolagem (recebemos a informação assim que chegamos no aeroporto). Então, como já estávamos no aeroporto prontos para viajar, pensamos em ir para algum outro lugar. Depois de muito pensar sobre, decidimos ir para Zagreb.
Foi exaustivo ter que ficar aguardando o horário do voo, depois mais atraso de duas horas para decolar por causa da neve na Bélgica, ficamos doze horas no aeroporto, mas no final de tudo valeu a pena!
Vamos ao que interessa…
Todas as atrações do Advento ficam concentradas perto do centro e na região de Gornji Grad de Zagreb. Vou listar o roteiro que nós fizemos (entre as atrações que estão relacionadas ao Advento e que estavam descritas no site oficial do evento).
Praça de São Marcos (trg Svetog Marka)
Pegamos um uber e fomos direto à praça. Os bonecos quebra-nozes levam magia à praça da Cidade Alta de Zagreb, onde estão os prédios da sede do Governo e do Parlamento. A arquitetura da Igreja de São Marcos (Crkva Svetoga Marka) é admirável (sempre que pensava em Zagreb, era a imagem que me vinha à mente).
Sobre o telhado: de um lado, os azulejos ilustram os brasões da Croácia, da região da Dalmácia e da região da Eslavônia. Do outro, o emblema da cidade de Zagreb. Eu amo as cores e acho muito lindo!
Park Bele IV / Vranicanijeva poljana
O parque é pequenininho, mas bem decorado.
Strossmayer Promenade
Uma rua onde barracas que oferecem comida e bebida se instalam durante o Advento. Encontramos uma barraca com produtos artesanais referentes à cidade, e foi lá onde compramos o ornamento de Zagreb para a nossa árvore de Natal. A rua fica perto do Park Bele IV.
Plato Gradec e Galeria Klovićevi Dvori
O Plato Gradec possibilita vista panorâmica para a cidade de Zagreb. Tem um espaço onde a decoração é especialmente para ser fotografada.
catedral
No pátio da galeria tem barracas, mesas e cadeiras.
Praça Ban Josip Jelačić
É a praça principal de Zagreb. Lá fica uma árvore de Natal, um palco onde estava acontecendo apresentação de um coral, barracas com produtos artesanais para lembrança, comida e bebida, e a fonte Manduševac, que é transformada em uma guirlanda.
Europski trg (Praça Europeia)
Fica perto da praça Ban Josip Jelačić. Ali, as barracas vendem produtos artesanais decorativos ou lembranças de Natal. Barracas que oferecem comida e bebida ficam no centro da praça.
Park Zrinjevac
O parque fica muito charmoso com o brilho das luzes e a decoração nos corredores. Nós vimos a apresentação de uma banda no coreto da praça à noite.
Praça (trg) Josip Juraj Strossmayer
É uma praça onde o atrativo do evento é uma obra de arte que ilumina o espaço à noite. Tem várias árvores nas laterais que contribuem para a beleza do local.
Praça (trg) Kralja Tomislav
É uma praça que chama a atenção por causa da arte que imita patinadores. Acredito que é onde geralmente fica a pista de gelo para patinação, que provavelmente não estava lá por causa da pandemia. Também tem uma árvore de Natal.
Terraço do Hotel Esplanade
Oleander, o terraço do Hotel Esplanade, abriga o evento conhecido como Fuliranje: barracas vendendo comida e bebida com considerável variedade, onde é instalado um palco para apresentações durante o Advento.
O ambiente estava bem animado os visitantes que estavam no espaço eram, majoritariamente, croatas, pois cantavam a música junto com a banda. Foi divertido!
Os aromas de comida e bebida que se misturavam estavam tão maravilhosos. Todos os pratos que vi eram bonitos. Porém, infelizmente não posso comentar sobre os sabores porque não experimentei. De acordo com as informações descritas no site oficial do evento, a comida é de ótima qualidade. Fica a dica de lugar para experimentar comida de rua durante o Advento.
Passagem Oktogon
Uma galeria bem pequenininha com algumas lojas, onde no centro tem uma árvore de Natal com pelúcias.
Winter Garden do Hotel Jägerhorn
Depois de visitarmos as atrações que queríamos (de noite), paramos no Winter Garden do Hotel Jägerhorn para tomar algumas bebidas (quentes e deliciosas). O ambiente estava bem aconchegante.
Para acessar o site oficial do Advento em Zagreb, clique aqui.
Sobre as barracas de comida, destaque para o pão com linguiça e para os bolinhos de chuva com cobertura (fritules). Eu não desfrutei de nenhum deles, pois linguiça está entre os produtos que não como e eu estava me sentindo um pouco cheia ainda do almoço para pedir os bolinhos de chuva. Comparando com as opções de comida que são oferecidas nos mercados de Natal que eu já visitei, senti falta de variedade no mercado de Natal de Zagreb. Para vegetarianos/veganos, pipoca foi a opção que encontrei. Obviamente que não era apenas o que eu citei que tinha, mas ainda assim fiquei desapontada. O evento do terraço do Hotel Esplanade é onde as opções mais variavam, inclusive para vegetarianos/veganos.
As bebidas que mais chamaram a minha atenção nos mercados de Natal que estão espalhados pela cidade foram vinho quente e gin quente. Eu nunca tinha experimentado gin quente com especiarias, e adorei. Muito mais interessante do que apenas o vinho quente não aromatizado. Eu não vi barracas oferecendo Glühwein.
Enquanto passeávamos pelas ruas de Zagreb, fiquei um pouco confusa com a arquitetura da cidade. As fachadas dos edifícios de Zagreb refletem sua história: a união das culturas que moldaram sua identidade, o antigo e o moderno. Talvez se tivesse um pouco mais de tempo, conseguiria digerir melhor tudo o que vi e identificar suas características.
Quando estivemos na Croácia durante o verão, fiquei curiosa para visitar a capital do país. Aconteceu mais rápido do que eu imaginava e eu fiquei feliz com tudo o que experenciei. O ambiente da cidade é adorável no período que antecede o Natal.
Hospedagem
Optamos pela acomodação no hotel Hilton Garden Inn Zagreb – Radnicka. Como decidimos ir para Zagreb em cima da hora, foram poucas as opções que encontramos (e gostamos). O hotel fica distante do centro da cidade, mas a localização é boa e acessível via transporte público, taxi ou uber. No Hilton Garden Inn Zagreb também tinha um espaço de Winter Garden durante o Advento, mas nós não visitamos.
Alimentação
Como já mencionei acima, a comida oferecida nas barracas não era atrativa, então fizemos duas refeições em restaurantes.
Basta
É um restaurante que fica no centro de Zagreb. Tem a área onde fica o restaurante e tem o bar no andar debaixo. Eu gostei bastante!
hazelnut
A massa da pizza estava excelente e o sabor também. E a sobremesa era deliciosa.
No cardápio, seleções de queijos, charcuterie, calzone, focaccia, saladas e pizzas. Eu pedi uma taça de um vinho da região chamado Korlat, que encontramos na duty-free do aeroporto e trouxemos para casa (fica a dica de coisas para trazer da Croácia).
Fica um pouco distante do centro e perto de onde nos hospedamos. Como não estávamos tão famintos, pedimos uma entrada de mozzarella balls e um calzone para dividir. Ambos gostosos!
Sobre a locomoção em Zagreb, optamos por taxi ou uber entre as distâncias mais longas, por exemplo, aeroporto-hotel, hotel-centro, e o contrário. Onde estavam as atrações do Advento, fizemos tudo a pé. Mas é fácil utilizar o transporte público de Zagreb.
Este é um dos artigos sobre uma viagem pela Croácia. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender o roteiro da viagem.
Chegamos em Zadar e nos acomodamos no apartamento um pouco depois das 13:00. Optamos pela hospedagem dentro das muralhas de Zadar.
Saímos diretamente até um dos restaurantes que encontramos em algumas recomendações: Konoba Sklobar. Entretanto, eu não achei a comida tão incrível e também senti falta de tempero. Confesso que comi um pouco decepcionada por não degustar o que eu queria, pois o prato que eu gostaria de ter pedido não tinha no cardápio de verão. Meu marido achou a comida boa, mas também não era o que ele inicialmente queria.
massa com camarão
Composto por uma massa conhecida como šurlice, combinada com um caldo, suco de tomate, cebola, alho, camarão e vinho branco.
frituras: lula e polvo + batata frita
De lá, passamos pela praça dos Cinco Poços (trg Pet Bunara) e passeamos pelo parque Jelene Madijevke rapidinho.
Os cinco poços foram construídos durante o século XVI para abastecer a cidade com água potável e continuaram em funcionamento até o século XIX.
parque
Depois, seguimos até o centro histórico da cidade, área que, arquitetonicamente, foi bastante influenciada por romanos e venezianos durante seus domínios. Além da Itália, Zadar também já foi anexada à Áustria. Após a Segunda Guerra Mundial passou a fazer parte da até então Iugoslávia. Desde 1991, após a independência da Croácia, é parte do país.
Fórum Romano e Igreja de São Donato (Crkva Svetog Donata)
Antigamente, o Fórum Romano era um centro da política, religião e economia. Hoje, é possível observar as ruínas do que restou, que também podem ser encontradas em algumas das ruas por ali.
ruínas e Igreja de São Donato
Igreja de Santa Maria (Crkva Sveta Marija)
Igreja de Santa Maria
Catedral de Santa Anastácia (Katedrala Sveta Stosija)
Catedral de Santa Anastácia
Praça do Povo (Narodni trg)
torre do relógio
Opções restaurantes, sorveterias e cafés. É também onde está instalado o prédio da prefeitura de Zadar.
A torre do relógio está em funcionamento desde 1803.
Como já comentei no artigo sobre o roteiro que fizemos, não tínhamos a intenção de fazer passeios para as atrações turísticas no que se refere à história. Nem em Zadar! Então não acessamos o interior dos prédios que mencionei acima, apenas observamos por fora.
Assistir ao pôr do sol ouvindo os sons do Órgão do Mar (Sea Organ) é a experiência que não pode faltar na visita à cidade. Inaugurado em 2005, é exatamente o que o nome diz: uma obra que foi projetada por Nikola Bašić para emitir os sons que são produzidos quando as ondas do mar batem nos tubos que ficam embaixo de uma escadaria. É interessante, relaxante e inesquecível. Há quem considere que é o pôr do sol mais bonito do mundo.
Ali também está a obra nomeada de Saudação ao Sol (Greeting to the Sun), que é para onde as pessoas vão depois que o sol se põe, pois é quando as luzes são acesas. É um círculo com 22 metros de diâmetro com placas de LED que funcionam à base de energia solar e que é ligado ao anoitecer.
Voltando ao centro histórico de Zadar, várias barracas se instalaram no calçadão para vender diversidades, inclusive, milho verde, algo que eu nunca tinha visto na Europa e que é extremamente comum nas praias do litoral de São Paulo que eu sempre frequentei.
paramos na sorveteria chamada Eva
Decidimos circular pela cidade e ir a algum bar, afinal, era a última noite da nossa viagem. Fomos até o bar LEDANA, no parque da rainha Jelene Madijevke bem na entrada. Depois, fomos até o bar SVAROG, na praça dos Cinco Poços que fica na entrada do parque (lá, o ambiente era mais animado por causa da música e a bebida era melhor). Foi um bom encerramento para a viagem.
No dia seguinte, tomamos café da manhã no restaurante Coffee & Cake e partimos diretamente para o aeroporto.
chococake
chococheese
Hospedagem
Optamos pela acomodação em um studio para duas pessoas e tivemos uma boa experiência: quarto confortável, aconchegante e limpo. Ótima localização!
Sobre a locomoção no centro histórico de Zadar, fizemos tudo a pé. Utilizamos ônibus apenas para ir e vir do aeroporto, e taxi no dia que chegamos de Split para ir da rodoviária até o portão de Old Town mais próximo de onde nos hospedamos.
Em Zadar também é possível se banhar em praias. E pode ser a base de uma viagem com idas e vindas a vários lugares do país. Caminhar despretensiosamente pelas ruas com mais de 3000 anos de história em Old Town é algo que vale a pena!
Por aqui encerro os artigos sobre a nossa viagem pela Croácia. Foi tão especial! Fomos surpreendidos positivamente pela receptividade dos croatas por onde passamos. É um país que vale a pena ser apreciado. Espero voltar em breve…
Quem lê o que eu escrevo pode perceber o quanto a Croácia me conquistou (e o meu marido também). Nós comentávamos entre nós sobre a próxima vez ao país, para onde seria, como, quando, ficávamos imaginando sobre o nosso retorno à Croácia, e até comentei em alguns dos artigos que publiquei sobre a vontade de voltar, mas jamais imaginei que voltaríamos tão rápido. Voltamos para a capital do país durante o período de Natal, e esse será o tema da segunda-feira que vem.
Este é um dos artigos sobre uma viagem pela Croácia. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender o roteiro da viagem.
Acordamos cedo e deixamos Hvar antes das 07:00 já com saudade. A ilha é espetacular. Fomos recebidos em todos os lugares por onde passamos com muita hospitalidade. Hoje, escrevendo, tenho vontade de voltar, e acredito que voltarei, pois ainda temos muito a explorar por lá: praias, aqueles lugares bem escondidinhos, restaurantes, bares, parques naturais, história, experiências… muito ainda!
Gostaria de ter a experiência de viver na Croácia por algum tempo. Quem sabe um dia…
Assim como foi para chegar à Hvar, fomos embora também em um ferry da companhia marítima Jadrolinija.
Depois de aproximadamente uma hora de travessia, chegamos em Split. Saímos do porto em direção à rodoviária. Tivemos um pouco mais de uma hora até pegar o ônibus para Zadar, então escolhemos aleatoriamente uma das lanchonetes ali ao redor e tomamos nosso café da manhã na rodoviária.
Ali na rodoviária foi uma confusão. Falta de informação ou informação incorreta/incompleta até mesmo por parte dos atendentes. Foi necessário perguntar para os motoristas dos ônibus que estacionavam ali para onde eles iriam. Nem os letreiros dos ônibus eram claros para onde iriam. Depois de algum tempo, nos acomodamos.
E a confusão não parou por aí.
Antes de contar o ocorrido, preciso mencionar que optamos pelo ônibus em que o itinerário vai beirando a costa do país, ou seja, que permite ver o mar da rodovia e que atravessa muuuitas cidades. Nós achamos que seria interessante para admirar um pouco mais da beleza da Croácia, mas já adianto que não vale a pena porque as paradas a cada dez minutos tornam a viagem extremamente cansativa (e não vimos nada de tão diferente do que já tínhamos visto). Por isso, sugiro a opção em que o ônibus faz o percurso de Split à Zadar em duas horas e quinze minutos com apenas 2 paradas.
Vamos ao caos… Existe a possibilidade de comprar os tickets antecipadamente através do site getbybus.com e também de comprar no momento do embarque (que pode ser na rodoviária de Split ou em qualquer uma das paradas do ônibus), e é aí que não existe controle de quem entra ou quem sai e em qual momento da viagem. Sendo assim, o ônibus foi enchendo de gente que não conseguia sentar no assento que comprou com antecedência porque já tinha alguém lá (que também comprou pelo lugar no assento assim que embarcou). Com isso, o ônibus foi cheio de gente que precisou viajar de pé ou se ajeitar no chão do corredor porque não tinha mais assento (e aí todas as pessoas ficaram incomodadas com a desorganização). Todos acabam sendo lesados por viajar desconfortavelmente (muita gente). Foi um caos! Espero que tenha conseguido explicar um pouco de como foi.
Nós compramos os tickets antecipadamente e não tivemos problemas porque partimos de Split. Foi no decorrer da viagem que os problemas começaram a acontecer. Para viajar mais tranquilamente, reforço a opção em que o ônibus faz o percurso de Split à Zadar em duas horas e quinze minutos com apenas 2 paradas.
Na semana que vem, publicarei um artigo sobre Zadar. Até lá!
Este é um dos artigos sobre uma viagem pela Croácia. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender o roteiro da viagem.
No nosso terceiro dia completo na ilha, exploramos as praias mais próximas do centro da cidade: Pokonji dol, Mekićevica e Robinson.
Uma das possibilidades para chegar até a praia Pokonji dol é simples: pela rua Ivana Vucetica beirando o mar. Ela é a primeira do caminho que leva até as outras. Durante a caminhada, é possível ver que as pessoas que preferem mais privacidade se acomodam em lugares onde é possível, mas que aparentemente não são recomendados para banho. Em todas as áreas com acesso até as praias sempre tem alguém. Depois da Pokonji dol é preciso caminhar por trilha.
Quando tem escada e/ou boias é porque ali é área para banho.
Todo o caminho desde o monastério que fica na Plaža Lučica possui aproximadamente 3,6 km.
plaža lučica
Foi o dia que eu menos fotografei, pois muitas das mulheres nas três praias estavam com os seios à mostra (topless) e eu achei que poderia ser inconveniente ficar fotografando.
Pokonji dol
Entre as três, é a maior e mais estruturada. Para quem quiser permanecer o dia todo, recomendo chegar cedo. Decidimos parar nela já no final da tarde (priorizamos as demais justamente porque seriam menos movimentadas). Encontramos espaço nas pedras e sem sombra.
Todas as praias da Croácia são muito agradáveis para banho: água cristalina, calma e refrescante, ótimas também para a prática de snorkeling.
As praias Mekićevica e Robinson são muito parecidas. Ambas são pequenas e até é possível encontrar sobra das árvores dependendo do horário. Como mencionei acima, depois da Pokonji dol o percurso é menos estruturado, ou seja, irregular. Ainda assim, há indicativo nas árvores e nas pedras sobre o caminho a ser seguido.
Mekićevica
Passamos por ela para chegar até a Robinson. Decidimos não parar porque queríamos ver a Robinson para então decidir o que fazer. Assim que chegamos, já preferimos a Robinson e decidimos passar parte do dia lá. Paramos em Mekićevica na volta apenas para observar.
Robinson
Chegamos de manhã e encontramos lugar na sombra. O ambiente da praia estava tão bom que só decidimos ir embora já à tarde porque o sol começou a bater e não tinha mais como se proteger, então foi meio que necessário.
Existe um restaurante no local com o mesmo nome da praia, que também oferece locação de guarda-sol e cadeiras/espreguiçadeiras.
Como comentei acima sobre o acesso às praias, depois da Pokonji dol complica um pouco e por isso novamente recomendo o uso de tênis ou sapato para trilha. Também fica o lembrete de sempre carregar água e algo para lanchar durante o dia porque a maioria das praias não possui estabelecimentos.
Pós praia
Já comentei na primeira publicação sobre Hvar que a ilha oferece inúmeras possibilidades de vida noturna a quem interessar.
Na quarta noite na ilha, assistimos ao pôr do sol da fortaleza que fica em uma colina. A vista panorâmica é linda. É mágico ver o sol iluminando os imóveis da cidade com paredes brancas e telhados vermelhos no fim do dia. Ver todos os tipos de embarcações chegando e saindo do porto. Ver as ilhas Pakleni à distância. Tudo é incrível.
A fortaleza (Tvrđava Fortica) começou a ser construída no século XIII pelos venezianos. Já foi abrigo para os habitantes da região depois que o exército turco invadiu a cidade. Atualmente abriga um museu que exibe artefatos que já foram encontrados no fundo do mar nas proximidades da ilha. O local também é conhecido como Tvrđava Spanjola por causa do trabalho que os engenheiros de nacionalidade espanhola desenvolveram no século XIV. O acesso é pago. Para mais informações, clique aqui.
Tínhamos nos planejado para jantar em um restaurante que estávamos paquerando, porém, descobrimos que era o dia da semana que ele não abria. Então, optamos por uma das recomendações que encontramos durante nossas pesquisas: Kogo, na praça Svetog Stjepana. Comida boa!
Passeamos um pouco por ali em busca de souvenires e não demoramos para ir embora, pois precisávamos organizar as coisas para retornarmos ao continente na manhã do dia seguinte.