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Cervejaria Huyghe: onde as cervejas da Delirium são produzidas

Você já leu ou ouviu algo sobre a cerveja Delirium?

É uma das cervejas belgas mais reconhecidas mundialmente.

Quem já planejou ou pesquisou o que fazer em Bruxelas provavelmente já tem alguma referência, afinal, é lá que está o café/bar mais popular do Pink Elephant aqui na Bélgica.

No Brasil, a Delirium abriga cervejarias no Rio de Janeiro e em São Paulo.

É a Cervejaria Huyghe que produz as cervejas da Delirium: Tremens, Nocturnum, Christmas, Red, Argentum e Deliria.

E é sobre a visita à Brouwerij Huyghe, localizada em Melle (Oost-Vlaanderen) – 50 km de Bruxelas, que compartilharei hoje.

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Além dos rótulos da Delirium, a Cervejaria Huyghe também é responsável pela fabricação das marcas: La Guillotine, Averbode Beer, Floris, Campus, St. Idesbald, Blanche des neiges, Mongozo e Villers.

A Cervejaria Huyghe é consciente em relação à responsabilidade perante a sociedade e o meio ambiente em geral, buscando por sustentabilidade a cada mudança tecnológica que é avaliada cautelosamente para minimizar qualquer efeito nocivo para as pessoas e o meio ambiente, respeitando o bem-estar dos funcionários e residentes de Melle.

O tour começa com a apresentação de um vídeo de menos de dez minutos que explica um pouco da história da cervejaria:

Desde 1654 já existia uma cervejaria local em atividade ali. Mas é em 1902, com a chegada de Leon Huyghe (de Poperinge – Bélgica) em Melle que a história da atual Cervejaria Huyghe começa, quando ele começou a trabalhar lá. Em 1906, Leon Huyghe comprou a cervejaria e a nomeou como Brouwerij-Mouterij Den Appel. Juntamente com sua esposa, Delfina Van Doorselaer, filha de um cervejeiro de Wolvertem, se familiarizou com o mundo das cervejas e expandiu o negócio. Durante os anos da Primeira Guerra Mundial, a cervejaria passou por dificuldades em razão da ocupação dos alemães. Na década de 1920, a cervejaria passou por transformações e entre os anos de 1936 e 1939 foi ampliada com a construção de um complexo, período em que recebeu o nome atual. Em 1945 começaram a produzir uma cerveja chamada “Golden Kenia” que, inclusive, foi premiada. Limonadas da marca “Mell’s drinks” também foram produzidas. Com a expansão na década de 1960, a cervejaria desenvolveu a “Eigerbrau”. A cervejaria foi reformada em 1985 e as divisões de produção se formaram. Um considerável investimento financeiro contribuiu para a reestruturação da cervejaria. As cervejas de alta fermentação foram colocadas no mercado e a exportação começou a ser considerada. As cervejas “Artevelde” e “Minty” foram introduzidas ao mercado. Em 26 de dezembro de 1988, a “Delirium Tremens” foi fabricada pela primeira vez na cervejaria. Para comemorar o bicentenário da Revolução Francesa em 1989, foi lançada a cerveja “La Guillotine”. Em 1990, a cerveja “Blanche des neiges” foi criada para atender a demanda dos americanos. Em 1993, foi iniciada a produção das cervejas da linha “Campus”. Em 1994, as cervejas “St. Idesbald” – blond, dubbel, triple – completaram o segmento das cervejas de abadia da cervejaria. Em 1995, foi a vez das cervejas da linha “Floris” serem lançadas. Em 1999, a Cervejaria Huyghe se tornou responsável pela fabricação da cerveja “Villers”. A “Delirium Nocturnum” foi criada. Em 2000, a cervejaria passou por mudanças e a instalação de dezesseis tanques aumentaram a capacidade de levedura; a “Delirium Christmas” foi lançada. Foi na década de 2000 que a Cervejaria Huyghe aumentou consideravelmente a produção para exportação. Em 2001 foi desenvolvida (em parceria) a primeira cerveja frutada da marca “Mongozo”. Em 2010, a cervejaria desenvolveu cerveja sem glúten da linha “Mongozo” e criou a “Delirium Red”. Em 2011, € 7.000.000 foram investidos para a expansão da cervejaria. Em 2013, a “Delirium Deliria” foi fabricada por mulheres para os amantes de cerveja. Foi o ano em que a cervejaria recebeu prêmios que são considerados importantes para o mundo das cervejas, o que só aumentou o reconhecimento e premiações para a Cervejaria Huyghe nos anos a seguir.

Após a introdução, o guia (voluntário) José leva os visitantes para conhecerem a fábrica e explica o que acontece em cada setor, além de contar curiosidades sobre a Delirium.

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Após a visita de cerca de cinquenta minutos à fábrica, o guia disponibiliza o tempo de uma hora e trinta minutos (aproximadamente) para os visitantes degustarem as cervejas no bar. Diferente das cervejarias que já visitei, a Cervejaria Huyghe não estabelece limite, já que o objetivo é que o visitante conheça o que é produzido ali. É possível degustar um pouco de cada marca.

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Depois ainda tem a loja com itens das marcas que a cervejaria produz.

Atualmente, é a quarta geração da família que comanda a cervejaria, investindo no que acreditam sem deixar de priorizar a história e a tradição da cervejaria.