Na segunda-feira começou a estação que eu considero que tem o clima mais agradável aqui na Bélgica: o outono. Oficialmente, em 2019, o outono começou em 23 de setembro e terminará em 22 de dezembro.
As folhas das árvores começam a mudar de cor. A temperatura começa a diminuir pouco a pouco e o friozinho que faz no começo e no final dos dias já não permite mais sair de casa sem agasalho.
As folhas das árvores que até então possuem o tom de verde escuro passam a clarear, atingindo tons de verde claro, amarelo, laranja, vermelho, marrom, dependendo da árvore, até caírem e as árvores permanecerem apenas com galhos. E isso depende do clima para acontecer.
Eu adoro a transição e as mudanças que acontecem entre verão e inverno porque acho tudo tão aconchegante. A chuva e os cheiros de tudo… Gosto de velas, incensos e óleos essenciais com aromas mais quentes para a casa nessa época. É tempo de preparar sopas, caldos, cremes, fondue e bebidas quentes. É período em que os seriados ficam em dia (ehehe). E obviamente, de curtir o clima lá fora também! Ao passear por parques em áreas verdes ou florestas é possível encontrar muuuitos cogumelos. E aranhas! (é surreal o medo que tenho delas).
É já que mencionei o clima acima, imprevisível e instável, tudo pode acontecer nos meses de outono, afinal, é a Bélgica.
Outono é felicidade, tranquilidade, calmaria, inspiração e tempo de mudança. Como não amar?!
É durante o outono que termina o horário de verão aqui na Bélgica, mais especificamente, às 03:00 da madrugada do último domingo de outubro.
No começo da estação, a luz solar permanece por, aproximadamente, doze horas. Até o final da estação, o tempo de luz solar diminui em até quatro horas a menos, período em que as noites se tornam mais longas.
No final da estação voltarei a comentar sobre as impressões do outono de 2019. (clique aqui para ler)
Oficialmente, na próxima segunda-feira (23) será o último dia do verão aqui na Bélgica (e na Europa). E como já mencionei em “Como é o verão na Bélgica”, aqui estou para relatar um pouco da minha experiência de 2019 sobre o clima na região de Oost-Vlaanderen.
Em 2019 o clima foi bem semelhante aos dois anos anteriores, com catorze dias em que a temperatura máxima ultrapassou +30°C e até mesmo um dia que atingiu +41°C.
Entre a última semana de junho e a primeira semana de julho os dias foram bem quentes. Lembro que nos verões de 2017 e 2018 também fez bastante calor na mesma época. As últimas semanas dos meses de julho e agosto foram igualmente quentes.
Temperatura mínima atingida em junho: +8°C (11/06).
Temperatura máxima atingida em junho: +33°C (29/06).
Julho foi o mês mais quente. Mas também tiveram dias em que as temperaturas foram um pouco mais amenas com a máxima atingindo +20°C entre os dias 7 e 9.
Temperatura mínima atingida em julho: +7°C (09/07).
Temperatura máxima atingida em julho: +41°C (25/07).
No verão raramente chove aqui na Bélgica (pelo menos é a lembrança que eu tenho do que já vivi por aqui). Quando chove, geralmente é no mês de agosto, porém, em 2019 não foi assim.
Temperatura mínima atingida em agosto: +7°C (21/08).
Temperatura máxima atingida em agosto: +34°C (27/08).
2019 foi o quinto ano consecutivo em que ondas de calor atingiram o país, contribuindo para que o clima fosse considerado mais seco e mais ensolarado que a média. O código vermelho foi alertado por tais razões.
No começo de setembro já foi possível sentir o clima do outono no ar. Adoro! Já choveu para refrescar e as temperaturas (mínimas e máximas) já começaram a diminuir. De manhã e no final do dia o ar já permanece mais gelado, e durante a tarde o clima está bem agradável. Mas a previsão ainda indica bastante instabilidade, o que é normal entre a mudança das estações.
Pela quantidade de fotos retratando a estação é possível notar que o verão da Bélgica não me agrada muito… ehehe.
Hoje o sol nasceu às 07:25 e o pôr do sol acontecerá às 19:49 na cidade onde moro. O tempo de luminosidade durante o dia diminui a cada dia e continuará assim até chegar no dia mais escuro do ano, provavelmente no final de dezembro.
Ressaltando que as informações do texto retratam a minha experiência na região de Oost-Vlaanderen.
Você já leu ou ouviu algo sobre a cerveja Delirium?
É uma das cervejas belgas mais reconhecidas mundialmente.
Quem já planejou ou pesquisou o que fazer em Bruxelas provavelmente já tem alguma referência, afinal, é lá que está o café/bar mais popular do Pink Elephant aqui na Bélgica.
No Brasil, a Delirium abriga cervejarias no Rio de Janeiro e em São Paulo.
É a Cervejaria Huyghe que produz as cervejas da Delirium: Tremens, Nocturnum, Christmas, Red, Argentum e Deliria.
E é sobre a visita à Brouwerij Huyghe, localizada em Melle (Oost-Vlaanderen) – 50 km de Bruxelas, que compartilharei hoje.
A Cervejaria Huyghe é consciente em relação à responsabilidade perante a sociedade e o meio ambiente em geral, buscando por sustentabilidade a cada mudança tecnológica que é avaliada cautelosamente para minimizar qualquer efeito nocivo para as pessoas e o meio ambiente, respeitando o bem-estar dos funcionários e residentes de Melle.
O tour começa com a apresentação de um vídeo de menos de dez minutos que explica um pouco da história da cervejaria:
Desde 1654 já existia uma cervejaria local em atividade ali. Mas é em 1902, com a chegada de Leon Huyghe (de Poperinge – Bélgica) em Melle que a história da atual Cervejaria Huyghe começa, quando ele começou a trabalhar lá. Em 1906, Leon Huyghe comprou a cervejaria e a nomeou como Brouwerij-Mouterij Den Appel. Juntamente com sua esposa, Delfina Van Doorselaer, filha de um cervejeiro de Wolvertem, se familiarizou com o mundo das cervejas e expandiu o negócio. Durante os anos da Primeira Guerra Mundial, a cervejaria passou por dificuldades em razão da ocupação dos alemães. Na década de 1920, a cervejaria passou por transformações e entre os anos de 1936 e 1939 foi ampliada com a construção de um complexo, período em que recebeu o nome atual. Em 1945 começaram a produzir uma cerveja chamada “Golden Kenia” que, inclusive, foi premiada. Limonadas da marca “Mell’s drinks” também foram produzidas. Com a expansão na década de 1960, a cervejaria desenvolveu a “Eigerbrau”. A cervejaria foi reformada em 1985 e as divisões de produção se formaram. Um considerável investimento financeiro contribuiu para a reestruturação da cervejaria. As cervejas de alta fermentação foram colocadas no mercado e a exportação começou a ser considerada. As cervejas “Artevelde” e “Minty” foram introduzidas ao mercado. Em 26 de dezembro de 1988, a “Delirium Tremens” foi fabricada pela primeira vez na cervejaria. Para comemorar o bicentenário da Revolução Francesa em 1989, foi lançada a cerveja “La Guillotine”. Em 1990, a cerveja “Blanche des neiges” foi criada para atender a demanda dos americanos. Em 1993, foi iniciada a produção das cervejas da linha “Campus”. Em 1994, as cervejas “St. Idesbald” – blond, dubbel, triple – completaram o segmento das cervejas de abadia da cervejaria. Em 1995, foi a vez das cervejas da linha “Floris” serem lançadas. Em 1999, a Cervejaria Huyghe se tornou responsável pela fabricação da cerveja “Villers”. A “Delirium Nocturnum” foi criada. Em 2000, a cervejaria passou por mudanças e a instalação de dezesseis tanques aumentaram a capacidade de levedura; a “Delirium Christmas” foi lançada. Foi na década de 2000 que a Cervejaria Huyghe aumentou consideravelmente a produção para exportação. Em 2001 foi desenvolvida (em parceria) a primeira cerveja frutada da marca “Mongozo”. Em 2010, a cervejaria desenvolveu cerveja sem glúten da linha “Mongozo” e criou a “Delirium Red”. Em 2011, € 7.000.000 foram investidos para a expansão da cervejaria. Em 2013, a “Delirium Deliria” foi fabricada por mulheres para os amantes de cerveja. Foi o ano em que a cervejaria recebeu prêmios que são considerados importantes para o mundo das cervejas, o que só aumentou o reconhecimento e premiações para a Cervejaria Huyghe nos anos a seguir.
Após a introdução, o guia (voluntário) José leva os visitantes para conhecerem a fábrica e explica o que acontece em cada setor, além de contar curiosidades sobre a Delirium.
Após a visita de cerca de cinquenta minutos à fábrica, o guia disponibiliza o tempo de uma hora e trinta minutos (aproximadamente) para os visitantes degustarem as cervejas no bar. Diferente das cervejarias que já visitei, a Cervejaria Huyghe não estabelece limite, já que o objetivo é que o visitante conheça o que é produzido ali. É possível degustar um pouco de cada marca.
Depois ainda tem a loja com itens das marcas que a cervejaria produz.
Atualmente, é a quarta geração da família que comanda a cervejaria, investindo no que acreditam sem deixar de priorizar a história e a tradição da cervejaria.
Diferente do que espalhado é por aí, a Bélgica não é um país em que só chove. Inclusive, acho que o inverno é a estação que proporciona o pôr do sol mais bonito por aqui. Mas a questão é: por aqui faz calor (que às vezes até me incomoda) e durante o verão não faltam atrações nas praias do país.
A Bélgica é banhada pelo Mar do Norte e a costa que fica na região de Flandres (Vlaanderen) totaliza cerca de 67 km.
Em apenas um dia é possível percorrer os balneários de:
Knokke-Heist, Zeebrugge, Blankenberge, De Haan, Bredene, Oostende, Middelkerke, Nieuwpoort, Koksijde e De Panne.
A infraestrutura de Knokke-Heist é boa e a praia geralmente é procurada por quem tem o poder aquisitivo um pouco mais elevado. Mas todo tipo de gente frequenta o local. Abriga a maior área verde do litoral e o Zwin Natuur Park possibilita o contato com a natureza.
Da praia de Zeebrugge é possível ver as embarcações indo e vindo do porto de Zeebrugge. Não é a praia mais utilizada para banho, mas ainda assim é possível se refrescar ali.
Reprodução (instagram): @visitbruges
Blankenberge está entre as praias mais populares. É procurada por quem gosta de aproveitar as opções de pubs/cafés e restaurantes durante a noite. O píer é o cartão-postal do balneário, afinal, é o único do país.
De Haan possui arquitetura um pouco diferente das cidades do litoral (e de Flandres). Os imóveis localizados no centro remetem à Belle Époque com pintura em tons claros nas paredes e telhados em vermelho, o que torna a aparência mais agradável. A região é bastante procurada por famílias com crianças.
Em Bredene existe um resort à beira-mar e praia de nudismo na região das dunas (o que contribui para a privacidade). É ideal para quem gosta de acampar.
Oostende é a praia mais extensa e mais famosa do país. É uma cidade que costuma agradar todo tipo de público por ser “grande”, e justamente por isso atrai muita gente. Durante os meses de verão sempre tem algo acontecendo por lá.
Middelkerke é um bom local para aproveitar com crianças. A cidade é considerada um dos principais centros culturais do litoral. Tem obra de arte até na areia da praia.
Nieuwpoort é o destino procurado por quem gosta praticar esportes na praia. Devido ao encontro do mar com o Rio Ijzer acontecer ali, a região passou por destruições e reconstruções ao longo do tempo.
Koksijde é um bom lugar para aproveitar com crianças. Abriga piscina para as crianças e parque aquático simples na praia. Opções para a prática de caminhada não faltam.
De Panne abriga reservas naturais e a praia onde o tom da água é o mais bonito do litoral. É um local para aproveitar em todas as estações do ano pelo que a cidade oferece. O ciclismo é bastante praticado no município, juntamente com a caminhada nas trilhas. Lá fica um parque de diversão chamado Plopsaland, que já tivemos a oportunidade de ir – bom para crianças.
Na maioria das praias são instalados os beachbars (bares na areia com área para relaxar, comer e beber, em grupo ou particular) que permanecem ali apenas durante o verão. A costa belga abriga cerca de 70 deles. Bebida e porções são servidas – mas as porções são um pouco diferentes do que é comum no Brasil, pois os pratos geralmente são frios (foi o que constatei nos beachbars que já frequentei em Knokke-Heist e Oostende).
O atendimento dos restaurantes da avenida que beira o mar se estende para a areia. E os funcionários atravessam a avenida para servir os clientes que estão na área da praia, eu acho um pouco estranho, mas não deixo de frequentar o local por isso.
Cabines: são particulares (mas podem ser alugadas se o responsável quiser). Os proprietários pagam pelo espaço para a prefeitura por temporada e podem instalar as cabines entre março a setembro de cada ano. Elas funcionam como um local para guardar os itens que são utilizados na praia – mas tem um pouco de tudo lá dentro, inclusive geladeira. E tem quem organiza os itens na frente delas e aproveita o dia ali mesmo. Os custos variam de € 500 a € 3000 (por temporada), mas não basta apenas querer, pois existe lista de espera para conseguir um espaço nas praias e o tempo pode ultrapassar 5 anos.
Os beachbars tabém fazem locação das cabines que ficam bem próximas a eles, assim como das opções que estão além da área do bar, como as espreguiçadeiras com proteção contra o vento como na foto a seguir.
Entre março e outubro de cada ano os animais só são permitidos na areia das praias entre 21:00 e 09:00. Durante o dia é apenas até o calçadão. O horário pode variar um pouco dependendo da cidade, mas nas praias mais agitadas durante o verão geralmente é assim que funciona, e ainda tem a questão da coleira que pode ser exigida, então é importante consultar as regras de cada lugar.
É até emocionante de observar a alegria dos cães quando são soltos pelos donos exatamente às 21:00, parece que a praia é deles! Eles correm, pulam, brincam, se cheiram, entram no mar… é demais!
Moradores de cidades da costa belga buscam/solicitam o uso de trajes para banho apenas nas áreas da praia. O incômodo é polêmico, mas pouco a pouco a prática vem sendo adotada.
calçadão de Knokke-Heist
Locomoção
Nunca utilizei um meio de transporte diferente do automóvel (todas as cidades possuem opções de estacionamentos), mas para quem optar por usar o transporte público para percorrer o litoral, a opção que percorre a costa belga é conhecida como Kusttram, que é considerada a linha de tram (bonde elétrico) mais extensa do mundo.
Na sexta-feira da semana passada, no dia mais longo do ano, começou a estação que muda a atmosfera aqui na Bélgica: o verão. Oficialmente, em 2019, o verão começou em 21 de junho e terminará em 23 de setembro.
É quando o verde das árvores se torna bem aparente e se destaca com a luz solar que é mais presente.
Tenho uma relação de amor e ódio com o verão. Nos dois anos que já acompanhei o verão aqui na Bélgica, tiveram dias em que a temperatura ultrapassou +30°C, e para mim, +25°C já é calor que não me agrada.
Durante o verão, as pessoas gostam bastante de sair para as ruas para aproveitar o sol, seja nos parques ou em pubs/cafés que geralmente oferecem a possibilidade de mesas e cadeiras nas calçadas para os clientes desfrutarem do clima. Aliás, é quando estabelecimentos chamados de pop-up zomerbars abrem temporariamente. Tem também as pessoas que gostam de se acomodar na beira de lagos ou canais com os amigos. E ainda tem as praias do país que oferecem estrutura bem legal para passar o dia.
Na região de Flandres é comum que as pessoas (moradores ou turistas) passeiem pelos canais com diferentes tipos de embarcações (existe a possibilidade de alugá-las). Também é comum a prática de stand-up paddle ou kayak.
Eventos de todo tipo acontecem durante a estação, mas o que mais se destaca são os festivais de música (gratuitos ou cobrados) que acontecem em todas as regiões do país.
Depois do dia 21.06.2019, o tempo de luz solar já começou a diminuir gradativamente. No começo da estação, a luz solar permanece por, aproximadamente, dezessete horas. Até o final da estação, o tempo de luz solar diminui em até quatro horas a menos.
No final da estação voltarei a comentar sobre as impressões do verão de 2019. (clique aqui para ler)
Oficialmente, amanhã será o último dia da primavera aqui na Bélgica (e na Europa). E como já mencionei em “Como é a primavera na Bélgica”, aqui estou para relatar um pouco da minha experiência de 2019 sobre o clima na região de Oost-Vlaanderen.
Em 2019 foi bem diferente dos dois anos anteriores, pois as temperaturas permaneceram mais frias e a maioria dos dias permaneceram nublados. Na rua, as cores das folhas e das flores representaram a estação.
No final de março, quando a primavera começou, o clima ainda era frio, mas tiveram dois dias em que a temperatura máxima ultrapassou +15°C.
Abril é um dos meses mais difíceis de definir (em 2017, em 2018, em 2019), pois a primavera é aparente através da vegetação que floresce, mas o clima do inverno geralmente insiste em permanecer.
Aconteceu algo que até então eu nunca tinha visto por aqui: choveu granizo. Choveu, choveu, choveu, choveu… bem mais do que os dois anos anteriores. Até trovejou durante os períodos de chuva, o que também é raro. Bastante vento, como sempre (chegando a atingir 40 km/h).
Temperatura mínima atingida em abril: -1°C (13/04).
Temperatura máxima atingida em abril: +25°C (22/04).
Foi um mês em que o clima oscilou bastante.
Em maio, as temperaturas geralmente já são um pouco mais altas, mas em 2019 não foi bem assim. No começo do mês tiveram dias que lembraram o inverno e no final do mês tiveram dias que lembraram o verão, mas a maioria dos dias permaneceram com média de +11°C. Diferentemente dos anos de 2017 e 2018, os dias permaneceram nublados em maioria.
Temperatura mínima atingida em maio: +1°C (06/05).
Temperatura máxima atingida em maio: +23°C (23/05).
primavera
primavera
Pólens: entre abril e maio, as ruas são dominadas por pólens (tanto no ar quanto no chão). Imagina como ficam os imóveis por dentro… ahaha (não é legal).
Junho começou quente, com a temperatura máxima atingindo +31°C, mas logo o clima amenizou. As temperaturas até então variam entre +10°C e +20°C. Desde segunda-feira, as temperaturas voltaram a aumentar e a previsão para os dias da semana que vem é de bastante calor, mas a meteorologia já indica que o verão de 2019 será mais ameno do que os dois anos anteriores.
Hoje o sol nasceu às 05:29 e o pôr do sol acontecerá às 22:01 na cidade onde moro, porém, entre 05:00 e 23:00 tem claridade. As imagens a seguir demonstram os minutos a mais que temos a cada dia (screenshot da semana passada), mas provavelmente daqui a três semanas já começa a diminuir o tempo de claridade.
previsão
previsão
Ressaltando que as informações do texto retratam a minha experiência na região de Oost-Vlaanderen.
Sou o tipo de pessoa que adora pesquisar sobre lugares para comer. Quando viajo, é uma das coisas que faço antes mesmo de chegar no destino.
Onde moro não é diferente (moro em uma das cidades ao redor de Gent).
Em Gent (em português: Gante) estão instalados restaurantes de todo tipo e a variedade de opções é uma das coisas que tanto me agradam nessa cidade. Então a dica de hoje é sobre restaurantes.
Luv L’Oeuf
É um restaurante que oferece opções que são tradicionais para o café da manhã / brunch durante o dia inteiro. A refeição vale a pena em qualquer horário do dia.
vegan breakfast
Costuma ser bem cheio, mas o tempo de espera na fila é recompensado.
A especialidade é comida libanesa que até então eu não conhecia. Atualmente, é um dos restaurantes que mais gosto de Gent. Geralmente, é necessário esperar um pouco por lugar, já que o espaço é pequeno, porém, o clima do estabelecimento é bem agradável e a comida vale a pena pelo tempo de espera. A limonada que o restaurante oferece é surreal.
Restaurante com o conceito de comida plant-based no centro de Gent. Ótima opção para vegetarianos/veganos, ou para quem quer optar por algo mais saudável.
O melhor restaurante de comida tailandesa de Gent fica bem no centro da cidade, mas não é armadilha. É necessário fazer reserva para experimentar os sabores simplesmente fantásticos.
Já foi eleito o melhor restaurante de comida tailandesa da Bélgica. Eu amo!
São muitas as opções para quem procura por pizza, mas a dica de hoje é a pizzaria que oferece pizzas sensacionais. Os sabores que se diferenciam do convencional que pode ser encontrado em Gent é algo a ser destacado.
A massa é leve e sempre no ponto perfeito. Produtos: frescos e saborosos.
O ambiente é bem legal, espaçoso e aconchegante. O atendimento pode variar, mas médio.
Durante a primavera, o Castelo Real de Laeken, onde os monarcas da Bélgica residem, abre as portas das estufas durante três semanas para visitação.
As estufas foram construídas entre 1874 e 1905. O rei Léopold II escolheu o arquiteto Alphonse Balat para projetar o complexo das estufas do Castelo Real de Laeken. Após a morte de Alphonse Balat com a construção em andamento, em 1895, foram os arquitetos Henri Maquet e Charles Girault que assumiram o projeto.
estufas de laeken
estufas de laeken
Léopold II contratou os melhores fornecedores, botânicos e horticultores para garantir a excelência de sua coleção de plantas, e contribuiu trazendo as espécies que gostava das viagens que fazia.
Para chegar até as estufas, é necessário percorrer o trajeto com passagem pela frente do Castelo Real de Laeken, seguindo até uma área externa onde é possível ver um pouco da cidade de Bruxelas e da natureza que compõe o complexo do Castelo Real de Laeken.
laeken
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Nas estufas…
estufas de laeken
estufas de laeken
Há mais de um século que a tradição de permitir que a população visite as Estufas do Castelo Real de Laeken é mantida. Foi a primeira vez que eu fui e simplesmente adorei!
A Batalha de Waterloo foi um confronto militar que aconteceu em 18.06.1815 perto da cidade de Waterloo, em Braine-l’Alleud (cerca de 20 km da cidade de Bruxelas), que na época pertencia ao Reino dos Países Baixos e atualmente fica na região de Valônia, Bélgica.
Resumidamente, foi onde as tropas inglesas comandadas pelo primeiro duque de Wellington e as tropas prussianas comandadas pelo general Gebhard Leberecht von Blücher, além das tropas aliadas que formavam a Sétima Coalizão, lutaram contra Napoléon Bonaparte e o venceram, decretando o fim do seu império.
Atualmente, o museu “Memorial 1815”, o espaço Le Panorama, La Butte du Lion, a Fazenda Hougoumont e dois restaurantes fazem parte das instalações da área do campo de batalha que podem ser visitados.
O museu denominado Memorial 1815 exibe informações sobre a história de Napoléon Bonaparte como imperador e os fatos que antecederam os combates através da linha do tempo, imagens, vídeos, mapas, itens que foram utilizados, retrata os cenários hora a hora do dia e mais. O filme em 4D “Au cœur de la Bataille” é incrível!
O espaço Le Panorama exibe uma pintura de 110 metros de comprimento e 12 metros de altura que retrata a Batalha de Waterloo.
O memorial La Butte du Lion é dedicado para os soldados que morreram no local. A estátua que foi esculpida pelo artista Jean-Louis van Geel e construída entre 1824 e 1826 fica no topo da colina que possibilita vista panorâmica do campo de batalha e das fazendas. O leão protegendo um globo terrestre simboliza o retorno da paz na Europa.
É possível chegar no topo da colina apenas através de escada (226 degraus).
vista panorâmica
vista panorâmica
vista panorâmica
vista panorâmica
Fazenda Hougoumont: região em que aconteceram as lutas mais violentas. A casa que é possível visitar hoje em dia era a residência do jardineiro e foi o que restou. O prédio principal foi completamente destruído.
Estão instalados dois restaurantes na área: Le Bivouac e Le Wellington.
Não existem dados com exatidão sobre o número de pessoas que estiveram em batalha no dia 18.06.1815, mas é estimado que foram cerca de 188.000 soldados, onde, aproximadamente, 10.000 foram mortos e 35.000 foram feridos. E ainda tem os cavalos que também foram atingidos. Números que colocam a batalha como a terceira Guerra Napoleônica mais brutal, atrás das batalhas de Leipzig e Moskova.
É possível desfrutar de atividades e de eventos que acontecem em datas especiais. Clique aqui para acessar o site oficial e verificar. Informações sobre como chegar até o local (carro, ônibus e trem), horários e preços também são encontradas no link.
Com a conquista de uma estrela pelo Guia Michelin em 2018, o restaurante localizado em Gent é conduzido pelo chef Marcelo Ballardin.
Inspirações do mundo são expressadas pela cozinha contemporânea do OAK. Os produtos sazonais passam por processamentos que elevam os aromas dos pratos, e é claro que o sabor também.
Os clientes não têm acesso ao menu antes de se acomodarem no restaurante, mas a equipe tem o cuidado e se dispõe a alterar os pratos (se for o caso) para pessoas com restrições alimentares ou vegetarianas, desde que o conceito não seja alterado.
Todos os aperitivos que foram servidos antes das entradas já me conquistaram.
Optamos pelo menu com sete pratos: 4 entradas + prato principal + 2 sobremesas.
Os ingredientes em si são acessíveis para o consumo do dia a dia na Bélgica, e o interessante está em como eles podem ser transformados por profissionais que estudam e entendem as técnicas da gastronomia. A delicadeza está em tudo o que é preparado e a combinação dos sabores que são elaborados é tão harmônica que desperta a curiosidade e a expectativa pelo que virá no prato a seguir.
O ambiente é informal, confortável e aconchegante.
Em nenhum momento os copos permaneceram vazios ou faltou algo.
Fomos bem atendidos do início ao fim da experiência. A pessoa que nos recepcionou demonstrou atenção e questionou prato a prato sobre como foi a experiência. O chef se dirigiu a todas as mesas para apresentar pelo menos um dos pratos que foram oferecidos, e os demais foram apresentados aleatoriamente pela equipe que explicou gentilmente o conteúdo de cada um.
Estrela merecida! A qualidade em tudo só contribuiu para que que a data com importância para nós se tornasse ainda mais especial.