Localizado em Dilbeek, o castelo que foi construído no século XII é atração durante a primavera em razão da exposição das flores em seu ambiente externo e nas estufas.
Entre os tipos de flores que mais se destacam estão as tulipas, assim como no Keukenhof (em Lisse – Países Baixos), jacintos e narcisos. O responsável pela criação da exposição que celebra a primavera é descendente de holandeses, e é nos Países Baixos que ele busca as espécies mais bonitas para plantar no jardim do castelo.
floralia – estufas
floralia – estufas
floralia – estufas
Quando estivemos no parque, a maioria das flores plantadas nos jardins não estavam tão bonitas assim, mas as que estavam nas estufas apresentavam uma aparência melhor.
O local possui restaurante com mesas e cadeiras ao ar livre para quem quiser fazer refeição no local. O lugar em si é agradável para passar o dia. Em algumas datas específicas é possível ver o desfile de trajes venezianos no local.
Hallerbos é uma área florestal que está localizada na cidade de Halle.
O local é opção para quem gosta de estar em contato com a natureza independente da época, entretanto, a publicação de hoje retrata um pouco de como é a primavera em Hallerbos.
Segundo o site oficial da floresta, o nascimento das flores varia de acordo com o clima de cada ano. Há cerca de cinco anos, o período em que a floresta fica mais florida em com os tons de azul/roxo no solo é em abril. É possível acompanhar como a natureza está reagindo através do site oficial da floresta e se programar para ir na melhor época.
As flores que colorem o chão são conhecidas como jacinto selvagem, que é a espécie de planta mais típica da floresta.
Devido à diversidade dos tipos de solo na floresta, o reflorestamento tem sido executado em função da qualidade do solo. Entre as árvores que são encontradas na floresta estão: carvalho, faia, freixo, conífera, lariço-europeu, pinheiro da Córsega e abeto de Douglas.
Já foram identificadas mais de cem espécies de aves na área de preservação. Existem cervos que vivem na floresta e que às vezes podem ser vistos.
O cheiro das flores exala mais durante a manhã e com o pôr do sol, então vale a pena se programar para também apreciá-las além dos olhos. O passeio pela floresta é bem agradável, independente das flores que são o destaque durante a primavera.
A prática de esportes como caminhada e corrida é bastante comum na floresta. Para quem quiser lanchar no local, existem mesas e bancos disponíveis.
Começou a minha estação preferida por aqui: a primavera, que aos poucos aquece e leva a beleza das flores para todos os lugares.
Groot-Bijgaarden / Dilbeek
Oficialmente, em 2019, a primavera começou em 20 de março e terminará em 21 de junho.
Já acompanhei a primavera em dois anos aqui na Bélgica. Como em todas as estações, adoro observar a transformação da natureza, quando os galhos começam a florescer.
As janelas de casas e apartamentos são decoradas com flores. Nas ruas, elas também se espalham. Como em Flandres existem os canais que atravessam as cidades, as pontes se tornam um pouco mais charmosas com as cores das flores. O verde das folhas se destaca… Parece outra Bélgica!
É a época em que os jardins estão coloridos e que existem atrações para o público que aprecia flores.
Mais pessoas nas ruas, bicicletas, motos, estabelecimentos surgindo do nada, pois alguns só abrem durante as estações primavera/verão (enquanto outros fecham nos períodos do verão para que os funcionários também possam aproveitar a estação). Os parques são atrações, principalmente quando os dias são completamente ensolarados, assim como as ruas que beiram os canais.
O tempo de luz solar aumenta gradativamente e os casacos que utilizamos no inverno já podem ser guardados, entretanto, as temperaturas dos meses da estação que transita entre inverno e verão são instáveis e ainda é necessário se prevenir com casacos um pouco mais leves em ambientes abertos ou nas ruas. É tempo de viver as quatro estações em um único dia (chove, faz frio, faz calor, venta, o sol aparece, e por aí vai).
É durante a primavera que começa o horário de verão aqui na Bélgica, mais especificamente, às 02:00 da madrugada do último domingo de março. Vai até às 03:00 da madrugada o último domingo de outubro.
No começo da estação, a luz solar permanece por, aproximadamente, doze horas. Até o final da estação, o tempo de luz solar aumenta em até quatro horas a mais.
No final da estação voltarei a comentar sobre as impressões da primavera de 2019. (clique aqui para ler)
Oficialmente, ontem foi o último dia de inverno por aqui. E como já mencionado em “Como é o inverno na Bélgica” , aqui estou para contar como foi o clima de 2019.
Fiz um post sobre o primeiro dia de neve de 2019 – clique aqui para ler. Depois, nevou mais alguns dias até a semana a seguir, mas o frio não foi extremo, com temperaturas até -5°C, que permitiram passeios nas ruas para apreciar a beleza. Depois da neve, o sol geralmente aparece e torna o inverno ainda mais bonito. Ah, se todos os dias fossem assim…
Foi a semana mais fria do mês.
Fevereiro começou com dias um pouco mais quentes. Os dias da semana de 10/02 atingiram as temperaturas mais quentes já registradas no período em determinadas regiões, com máximas entre +13°C e +18°C, o que não é considerado comum para o mês de fevereiro. Antes do nascer do sol e depois do pôr do sol as temperaturas variaram entre +1°C e +5°C. Assim permaneceu até o final do mês.
foto 1: fim de janeiro | foto 2: fim de fevereiro
Ainda em fevereiro, já foi possível observar os sinais da primavera através da natureza por causa da temperatura, diferente de 2018, que as plantas demoraram para florescer por causa do looongo inverno.
Os dias, em maioria, nublados durante o mês de março tiveram temperaturas variando entre +5°C e +13°C e o vento chegou em até 43 km/h. Como se não bastasse a ventania bastante forte, o clima permaneceu úmido… quem lembra da descrição que já fiz sobre a chuva? (parece borrifões de água caindo por causa da espessura e por não molhar tanto assim). Mas também teve chuva um pouco mais forte em alguns dias. Nos três anos que pude acompanhar março na Bélgica, concluo que é o mês mais chuvoso… ahahaha. Vale a pena investir em sombrinha/guarda-chuva e em capas (tem de todo tipo por aqui) para se proteger.
E já que mencionei sobre como se proteger, vale o lembrete de que investir em roupas adequadas para as condições do inverno na Bélgica é prioridade para aproveitar o que a estação tem a oferecer.
Ressaltando que as informações do texto retratam a minha experiência na região de Oost-Vlaanderen.
Este texto será a base para outras publicações relacionadas à Hasselt e traz um pouco dos pontos mais importantes da história da cidade.
Hasselt é a capital da província de Limburgo (em neerlandês: Limburg), na região de Flandres – Bélgica.
A cidade foi fundada no século VII nas margens do Rio Helbeek. O nome “Hasselt” foi mencionado, oficialmente, pela primeira vez em um documento de 1165. Atualmente, são cerca de 77.000 Hasselaars (como são chamados os habitantes da cidade).
Oud Stadhuis – na Groenplein
A comercialização de tecido também foi importante para a cidade entre os séculos XIV e XVI, assim como para a maioria das cidades de Flandres.
No século XVIII, após a Revolução Francesa, Maastricht se tornou a capital do até então departamento Nedermaas (em francês: Meuse-Inférieure). Lembrando que a Bélgica pertencia aos Países Baixos na época.
Depois da derrota de Napoléon Bonaparte em Waterloo (1815), a designação de Limburg foi adotada. Após a independência da Bélgica (1830), a designação de Limburg foi mantida tanto nos Países Baixos quanto na Bélgica. Em 1839, Hasselt se tornou a capital da província de Limburg (Bélgica).
Na década de 1840 começaram os planejamentos para a rede ferroviária na cidade, que foi inaugurada em 1899. Rodovias e edifícios públicos importantes para o funcionamento da cidade foram construídos.
Ainda no século XIX, a economia da cidade começou a se concentrar em cervejarias e na produção de gin. A indústria de gin cresceu na região, e a partir de 1860, a bebida começou a ser exportada.
Desde o início do século XXI, projetos de renovação urbana ocorreram na cidade.
Durante a Segunda Guerra Mundial, moradores da cidade foram assassinados pelas tropas alemãs porque os enfrentaram. Hasselt não teve os prédios severamente danificados durante o período.
Em 2018, os serviços da cidade foram transferidos para a nova prefeitura que se encontra na praça Limburgplein.
Nieuw Stadhuis – na Limburgplein
Atualmente, Hasselt abriga faculdades que incluem formação na área da saúde, trabalho social, ciências comerciais, artes e pedagogia.
Assim como em Bruxelas, com pinturas nas paredes de alguns prédios em homenagem aos personagens dos quadrinhos que foram criados na região, Hasselt também estampa arte de rua em fachadas. Existe um aplicativo para smartphones que indica as rotas para quem se interessar em conhecer as mais de 80 pinturas.
Na Grote Markt de Hasselt estão instalados restaurantes, cafés/pubs, e na região também está o centro comercial com várias lojas para compras.
O Jardim Japonês é uma das atrações turísticas da cidade. Lindo em qualquer estação, mas se torna mais bonito ainda nas estações em que a natureza indica quais são: primavera e outono. Na região de Hasselt estão os parques naturais que estão entre os mais bonitos do país.
Japanse Tuin
Aqui encerro as publicações de introdução das capitais das províncias de Flandres. Em breve, publicarei mais informações sobre lugares interessantes para conhecer na região, especialmente sobre o turismo, mas também sobre culinária, artes, esportes, curiosidades, entre outros temas. Acompanhe!
Este texto será a base para outras publicações relacionadas à Leuven e traz um pouco dos pontos mais importantes da história da cidade.
Leuven (em francês: Louvain) é a capital da província de Brabante Flamengo (Vlaams-Brabant), localizada na região de Flandres – Bélgica.
A cidade foi citada pela primeira vez como Lovanium ou Loven no século VIII. Entretanto, existem estudos indicam que o local já era habitado no século I. A escrita “Leuven” passou a ser utilizada apenas no século XVI.
Lambert I, o primeiro dos condes de Leuven mencionado em documentos, contribuiu com melhorias para a cidade, o que continuou a acontecer com os sucessores. A cidade prosperou e, no século XIII, o número de habitantes cresceu. Oportunidades de trabalho nos setores comercial e industrial surgiram.
Ainda no século XIII, a cidade passou por uma crise econômica que fez com que parte dos moradores deixassem a cidade. Cerca de cem anos depois, a região voltou a crescer com a produção de cervejas. Novamente, o número de moradores aumentou, o que contribuiu para o enriquecimento de Leuven.
No século XV, a igreja de São Pedro (padroeiro da cidade) começou a ser construída onde antes existia outra igreja.
Leuven abriga a universidade católica mais antiga que existe: a Katholieke Universiteit Leuven, que foi fundada em 1425 e desde então passou por dificuldades que a transformaram no que é hoje. Segundo o site oficial da universidade, são cerca de 60.000 estudantes em 2018/2019.
universiteitsbibliotheek – biblioteca da universidade
Entre 1439 e 1469, o prédio da prefeitura que mais parece uma obra de arte foi construído na Grote Markt. Outros edifícios também se destacam na região: a igreja de São Pedro, Het Tafelrond e as casas de guildas.
No final do século XV, a cidade passou por mais uma crise econômica que permaneceu até o século XVIII, quando, finalmente, estradas de cidades como Bruxelas e Antuérpia foram construídas até Leuven, estimulando o acesso até a região. Imóveis tanto residenciais como comerciais/industriais foram construídos. Existiam mais de 50 cervejarias em 1765.
Após a independência da Bélgica (1830), Leuven evoluiu. Uma rede ferroviária foi construída em 1837, conectando a cidade até Mechelen. Os prédios da prefeitura e da igreja de São Pedro foram restaurados. Obras foram planejadas, porém, a execução das mesmas não aconteceu por causa da Primeira Guerra Mundial. Residências e a igreja de São Pedro foram incendiadas, mas a biblioteca da universidade foi o prédio mais danificado com a invasão dos alemães, com o acervo (documentos e livros) de mais de 500 anos destruído. A prefeitura não foi danificada porque era utilizada como o alojamento dos oficiais. Após o período, Leuven foi reconstruída, mas voltou a ser invadida e arruinada com a Segunda Guerra Mundial. A cidade foi destruída pelos bombardeamentos aéreos que a incendiaram novamente. Leuven foi severamente danificada nos períodos de guerras, mas foi reconstruída aos poucos e se tornou referência na região.
Atualmente, a cidade é habitada por um pouco mais de 100.000 moradores.
A vida noturna de Leuven é famosa no país. A variedade de pubs na Oude Markt possibilita que as noites de quinta-feira à sábado sejam bastante animadas. A rua De Muntstraat abriga vários tipos de restaurantes.
Atrações voltadas para os cervejeiros não faltam. A história da Stella Artois começa em Leuven e está entre principais atrações turísticas no que se refere à cerveja. Até hoje a sede da Anheuser-Busch InBev – cervejaria Stella Artois – está localizada na cidade que, atualmente, é conhecida como a capital da cerveja no país.
Em breve, publicarei mais informações sobre o que fazer em Leuven. Acompanhe!
Este texto será a base para outras publicações relacionadas à Gante (em neerlandês: Gent / em francês: Gand) e traz um pouco dos pontos mais importantes da história da cidade.
Gante é a capital da província de Flandres Oriental e é considerada uma das cidades mais animadas e mais agitadas da Bélgica. Cerca de 77.000 estudantes de ensino superior contribuem para isso.
Um pouco mais de 260.000 pessoas habitam Gante e estima-se que 11% da população é estrangeira.
Duas histórias sobre a origem do nome da cidade se destacam: a primeira indica a relação com a palavra celta “ganda”, que significa confluência, enquanto a outra menciona uma deusa chamada “Gontia”, entretanto, a maioria dos historiadores considera a primeira.
Evidências arqueológicas indicam a presença dos humanos na região durante Idade da Pedra.
É considerado que o primeiro assentamento da cidade surgiu no século I, na região onde os rios Schelde e Leie se encontram.
Com a fundação das abadias Sint-Baafsabdij e Sint-Pietersabdij pelo missionário Amandus durante o século VII, a cidade foi transformada.
A cidade se destacou durante a Idade Média em razão da produção de tecidos. Gante prosperou entre os séculos XI e XIII, quando cerca de 65.000 pessoas viviam na região, porém, assim como as cidades de Flandres, foi enfraquecida depois de ter sido invadida e capturada pelos espanhóis no final do século XVI, e em razão dos conflitos gerados por questões religiosas envolvendo o monarca da época, Felipe II de España, parte da população deixou a cidade até o século a seguir, resultando na diminuição de 20%.
No século XVII, Gante voltou a prosperar e aconteceram renovações na área da construção, tanto nos prédios de domínio público quanto em moradias, porém, a cidade foi invadida por tropas francesas e por tropas inglesas durante os conflitos da época, o que contribuiu para mais um período de crise econômica da região que permaneceu até a metade do século XVIII. O Império Habsburg investiu na infraestrutura da rede marítima da cidade após 1750, estimulando o comércio de Gante.
Após a Batalha de Waterloo, três universidades nacionais foram instaladas no sul dos Países Baixos. Em Gante, a Universiteit Gent foi inaugurada em 1817. O idioma oficial utilizado era o latim. Em Leuven e Liège foram instaladas as demais.
Após a independência da Bélgica (1830), acessos dos canais que se conectavam com o mar foram fechados por mais de uma década. Após a liberação e investimentos na rede marítima para novamente estimular os negócios, Gante voltou a se desenvolver e a população aumentou. A construção da primeira estação ferroviária de Gante – Gent-Dampoort – em 1861, contribuiu para o acesso à cidade.
Gante foi invadida pelos alemães nas duas guerras mundiais e foi atacada por bombardeios, mas os edifícios históricos não foram afetados drasticamente.
O território de Gante foi consideravelmente expandido entre as décadas de 1960 e 1970. Em 1980, restaurações que preservaram as características originais do centro histórico aconteceram na cidade com o objetivo de atrair mais turistas.
Gravensteen
A região central exibe um pouco da história de Gante, onde se destacam o castelo Gravensteen, a Igreja de São Miguel, a Igreja de São Nicolau, o Belfort, a Catedral São Bavão, o edifício da prefeitura e o pavilhão com a arquitetura que é destaque na Poeljemarkt. Ainda estão entre os destaques por ali: as ruas Graslei e Korenlei beirando o Leie (canal), e a praça Korenmarkt.
Desde a Idade Média que os canais de Gante são conectados com o mar. As rotas foram alteradas de tempos em tempos por diferentes razões, e durante o século XIX, a conexão entre o porto North Sea e o mar foi estabelecida do Rio Schelde até Terneuzen (Países Baixos). O canal Gent-Terneuzen possui, aproximadamente, 32 km de extensão. Navios de até 125.000 toneladas têm acesso à via.
Também existem museus e parques espalhados pela cidade. No beco Werregarenstraatje, a arte de rua é expressada nas paredes, contrastando com as construções quase que monocromáticas do centro histórico e contribuindo para a diversidade da arquitetura.
Atualmente, as instituições de ensino superior de Gante oferecem mais de 230 cursos para os estudantes. São duas universidades e quatro faculdades instaladas na cidade, além dos cursos de pós-graduação. A UGent é referência na região de Flandres e se destaca entre as instituições onde o neerlandês é o idioma oficial.
A cidade é famosa pela sustentabilidade e por se destacar como a pioneira do vegetarianismo, onde a campanha “Donderdag Veggiedag”, de 2009, incentiva que as pessoas não comam os animais na quinta-feira.
A prática do ciclismo é comum entre os moradores da região de Flandres, o que contribuiu para os 400 km de ciclovia.
É comum a exploração de animais em nome do turismo em Gante, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel. Todo ano tem proibição por maus-tratos identificados, mas a prática ainda é permitida no país.
Eventos anuais acontecem na cidade, e o Gentse Feesten se destaca por acontecer durante dez dias no mês de julho e atrair mais visitantes a cada ano. Na cidade também acontecem vários festivais culturais envolvendo todo tipo de arte durante o ano inteiro. Durante o inverno, o mercado de Natal está entre os melhores do país.
Gante é adorável por tudo o que foi citado acima, especialmente pela diversidade. É uma cidade que oferece um pouco de tudo para todos.
Em breve, publicarei mais informações sobre lugares interessantes para conhecer em Gante, especialmente sobre o turismo, mas também sobre culinária, artes, esportes, curiosidades, entre outros temas. Acompanhe!
Este texto será a base para outras publicações relacionadas à Bruges (em neerlandês: Brugge / em francês: Bruges) e traz um pouco dos pontos mais importantes da história da cidade.
Capital da província de Flandres Ocidental, Bruges é uma cidade tipicamente medieval que parece que foi construída de acordo com os contos de fadas. O centro histórico é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2000 e é a identidade da cidade.
Atualmente, cerca de 120.000 pessoas habitam Bruges. Estima-se que entre 5% e 6% da população é estrangeira.
O centro histórico de Bruges é bem preservado e a arquitetura dos edifícios demonstra as fases do desenvolvimento nos campos comercial e cultural da cidade.
A informação mais antiga já encontrada sobre a cidade é do século I, com os nomes Bruggia en Bruccia citados em moedas. Existem histórias que são consideradas sobre a origem do nome Bruges, entretanto, sem concordância, já que a veracidade nunca foi constatada, gerando divergências.
Historiadores indicam que Bruges é habitada desde o século II.
Um canal chamado Het Zwin foi formado depois das tempestades de 1134, estabelecendo a conexão entre Bruges e o mar. Com tal acesso, Bruges foi ganhando destaque e aos poucos se tornou um centro de comércio internacional importante, sendo considerada a capital econômica do noroeste da Europa no século XIII, e a produção de lã também contribuiu para o título.
Com o enriquecimento de Bruges, cresceu consideravelmente o número de habitantes entre os séculos XIV e XV, época em que os artistas do país foram atraídos até o local e lá permaneceram, auxiliando para a elaboração dos edifícios da cidade. Entretanto, o crescimento da cidade foi interrompido porque o canal Het Zwin estagnou, contribuindo para o crescimento de Antuérpia.
No final do século XVI, Bruges foi ocupada e capturada por espanhóis, assim como em outras regiões de Flandres. Foi um dos piores períodos em relação à economia. Com os conflitos envolvendo questões religiosas por causa de intolerância, parte da população deixou a região.
No século XVIII, no período dos Países Baixos austríacos, mudanças na estrutura da cidade aconteceram com o objetivo de conquistar melhorias.
Com a independência da Bélgica (1830), Bruges se tornou a capital da província de Flandres Ocidental e o número de habitantes voltou a crescer. Aos poucos, a cidade foi renovada. Reparos nas fachadas de imóveis particulares foram realizados para embelezar o local e incentivar o estilo “neo-Bruges”. Os arquitetos Louis Delacenserie e Karel De Wulf foram os responsáveis pela reconstrução e restauração da cidade.
O centro histórico da cidade começou a ganhar destaque, especialmente após o escritor belga Georges Rodenbach publicar a obra “Bruges-la-morte” (1892), retratando poeticamente a decadência da cidade, o que despertou curiosidade nas pessoas em conhecê-la. Na época da publicação, o que foi expressado no livro já não era mais a realidade de Bruges.
No contexto do desenvolvimento da rede ferroviária do país, a Estatção Central construída em 1838 foi atualizada. O atual porto marítimo de Bruges – Zeebrugge – foi construído entre 1896 e 1907.
Reprodução: @visitbruges (instagram)
No início do século XX, a exposição das obras dos Primitivos Flamengos contribuiu tanto para o desenvolvimento cultural e quanto para o desenvolvimento turístico da cidade. O trabalho dos artistas permanece na cidade até hoje. As duas guerras mundiais pouparam um pouco a cidade e não causaram as destruições que tanto afetaram as cidades da Bélgica.
prefeitura / stadhuis
Na Grote Markt, o Belfort e os edifícios em tons quentes se destacam, mas lá também está o Provinciaal Hof em estilo neo-gótico, construído entre 1887 e 1921, utilizado para ocasiões especiais que envolvem a região, mas que já foi utilizado como a sede do governo da província de West-Vlaanderen. Também são destaques na cidade o Begijnhof, fundado em 1245, a praça De Burg que abriga o edifício da prefeitura e a Basílica do Sangue Sagrado, e a Igreja de Nossa Senhora, além do Minnewaterpark.
Begijnhof
No que se refere ao turismo, Bruges é a cidade mais visitada da Bélgica, diferentemente das estatísticas de outros países europeus que geralmente indicam que as capitais estão no topo. O número de visitantes que circulam no centro histórico de Bruges cresce inacreditavelmente a cada ano. De acordo com o escritório de informações turísticas da cidade, em 2018, cerca de 8.300.000 visitantes foram contabilizados, 10% a mais do que no ano anterior.
Como os canais estão por toda a cidade, o passeio de barco está entre as principais atrações turísticas de Bruges. É suuuper turístico, mas vale a pena para quem não quiser ou não puder visitar a cidade mais fotogênica do país caminhando.
A cidade é repleta de turistas entre 10:00 e 18:00. A maioria das pessoas costuma ir até Bruges para passar o dia, o que faz com que a noite se torne mais tranquila.
É comum a exploração de animais em nome do turismo em Bruges, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel. Todo ano tem proibição por maus-tratos identificados, mas a prática ainda é permitida no país.
Em Bruges também acontecem festivais culturais anuais que se destacam, além do mercado de Natal.
As ruas tranquilas, os lagos, os canais, a arquitetura, enfim, tudo em Bruges contribui para que seja a cidade seja apaixonante, o que a torna tão turística. Difícil imaginá-la diferente, como o que aconteceu nos períodos de crise.
Em breve, publicarei mais informações sobre lugares interessantes para conhecer em Bruges, especialmente sobre o turismo, mas também sobre culinária, artes, esportes, curiosidades, entre outros temas. Acompanhe!
Este texto será a base para outras publicações relacionadas à Antuérpia (em neerlandês: Antwerpen / em francês: Anvers) e traz um pouco dos pontos mais importantes da história da cidade.
Antuérpia está localizada na região de Flandres e ocupa o segundo lugar entre as maiores cidades da Bélgica. O primeiro lugar é ocupado por Bruxelas. Antuérpia é considerada a capital mundial dos diamantes e tem grande importância para o país, entre outras razões que serão citadas aqui, por também ser uma cidade portuária.
A origem do nome Antwerpen (em neerlandês) é folclórica: no castelo Het Steen, localizado nas margens do Rio Schelde, morava Druon Antigoon, um gigante que aterrorizava a região. Ele exigia pagamento de quem quisesse atravessar o rio, e as pessoas que não pagavam pela travessia tinham as mãos cortadas por ele e jogadas no rio, até que o soldado Silvius Brabo se revoltou com a situação e o desafiou. Silvius Brabo o matou, cortou as mãos do gigante e as jogou no rio, tornando-se importante para a cidade. O nome Antwerpen surgiu a partir da junção das palavras hand + werpen, que significa “jogar/arremessar a mão” em português. A lenda sobre o gigante surgiu após ossos considerados maiores que o normal serem encontrados no rio, que depois foram identificados como ossos de uma baleia.
A foto acima é de uma das homenagens a Silvius Brabo que estão espalhadas pela cidade. Remete ao ato do soldado jogar as mãos do gigante no rio. Localizada na Grote Markt, a obra está em frente à prefeitura e se destaca entre a arquitetura das cidades de Flandres, que é encantadora e tem as semelhanças facilmente notáveis, especialmente nas regiões centrais de cada cidade.
Escavações indicam que Antuérpia foi habitada no século III na região em que surgiu um dos primeiros assentamentos da cidade, o castelo Het Steen, em “aanwerp” (palavra que se refere à característica geográfica no período de colonização do local) – de onde, originalmente, surgiu o nome da cidade.
Por volta de 1400, menos de 10.000 pessoas habitavam Antuérpia.
No século XVI, o número de habitantes cresceu consideravelmente. A cidade prosperou, no entanto, o crescimento foi interrompido por problemas envolvendo questões religiosas e também por ter sido invadida e saqueada por alguns grupos de espanhóis durante a revolta contra a Espanha, e então, capturada pelo governador espanhol Alexander Farnese em 1585, quando a população começou a deixar a cidade, reduzindo o número de habitantes para a metade. Como consequência dos acontecimentos, o Rio Schelde foi fechado para os negócios.
Ao longo dos dois séculos a seguir, Antuérpia não alcançou o florescimento do período anterior, mas ainda assim permaneceu como um dos centros econômicos mais importantes dos Países Baixos. A cidade se destacou culturalmente especialmente em razão de alguns artistas que surgiram na região: Rubens, Antoon Van Dyck, Jordaens e Teniers.
Entre a queda de Napoléon Bonaparte em Waterloo até o ano em que a Bélgica conquistou a independência (1815 – 1830), a travessia pelo Rio Schelde foi aberta e a economia de Antuérpia prosperou como não acontecia há anos, porém, com a Revolução Belga, a travessia voltou a ser fechada.
Em 1863, a reabertura da navegação no Rio Schelde contribuiu para que Antuérpia prosperasse, e ainda que com interrupções por causa das duas guerras mundiais que tanto causaram destruições na região, o porto de Antuérpia está entre os maiores da Europa, atrás apenas de Roterdam – Países Baixos.
Sobre a economia, cerca de 85% dos diamantes brutos são comercializados em Antuérpia; 50% são lapidados na cidade. Na região da estação central são encontradas várias lojas de diamantes no Diamantkwartier (bairro dos diamantes).
A arquitetura da Estação Central de Antuérpia está entre os destaques da cidade, assim como a obra de Zaha Hadid no Porto, as Gildehuizen na Grote Markt com o estilo que é tradicional nas regiões centrais das cidades de Flandres, a Catedral de Nossa Senhora, entre outros que também se tornaram atrações turísticas da cidade.
Port House: projeto da arquiteta Zaha Hadid.
Assim como nas principais cidades da Bélgica, pessoas com outras nacionalidades estão presentes em Antuérpia, sendo, em maioria, grupos de holandeses, marroquinos, turcos e poloneses.
A maioria das religiões e das filosofias tem uma sede em Antuérpia, que é conhecida por sua tolerância à diversidade. A religião predominante entre os residentes é a católica, que tem a belíssima Catedral de Nossa Senhora como a principal igreja, mas religiões como o protestantismo, islamismo e judaísmo também tem grande representatividade entre a população da cidade.
A Catedral
A cidade oferece boas possibilidades para compras. Existe uma enorme variedade de lojas de roupas, sapatos, bolsas, acessórios, artigos esportivos, decoração, desde lojas populares e de departamentos até artigos luxuosos de grife, o que a torna referência de moda na Bélgica.
O idioma oficial da região é o neerlandês.
É uma das cidades mais interessantes e atrativas do país. Durante o verão são organizados vários eventos na região que envolvem música, teatro, dança, circo e cinema. Em dezembro abriga um dos melhores mercados natalinos do país. E ainda tem as festividades envolvendo datas importantes para o país. – Já publiquei um texto sobre alguns festivais de música na Bélgica, clique aqui para ler.
Antuérpia oferece pontos de interesses para todos.
Em breve, publicarei mais informações sobre lugares interessantes para conhecer em Antuérpia, especialmente sobre o turismo, mas também sobre culinária, artes, esportes, curiosidades, entre outros temas.
Este texto será a base para outras publicações relacionadas à capital e traz um pouco dos pontos mais importantes da história de Bruxelas.
Em neerlandês: Brussel.
Em francês: Bruxelles.
Bruxelas é a maior área urbana da Bélgica. A cidade é considerada a capital da União Europeia, além de também abrigar a sede da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). É também em Bruxelas que as questões entre as regiões do país, Flandres e Valônia, são resolvidas.
A região é composta por 19 comunas (municípios) – incluindo a cidade de Bruxelas.
É aceitável que o nome “Bruxelas” tem origem de “broeksel/broekzele”, que em estágio primário do desenvolvimento do neerlandês significa “casa do pântano”. A variante do neerlandês como dialeto de Bruxelas possui um número bastante significativo de palavras em francês.
O primeiro registro já encontrado sobre Bruxelas é de 695, mas de acordo com historiadores, oficialmente, a fundação da cidade foi datada em 979, quando o duque Charles de Basse-Lotharingie solicitou a construção de uma fortificação na região da Igreja de São Gaugérico. Nas margens do rio Senne/Zenne, a cidade se tornou uma importante rota comercial de Bruges e Gante à Colônia, contribuindo para o crescimento da cidade.
Por volta do ano 1000, o duque Charles de Basse-Lotharingie presenteou o genro, o Conde de Leuven – Lambert I, com o território de Bruxelas.
Em 1183, o até então condado se tornou ducado, e teve Henri I como o primeiro Duque de Brabant, como também foram nomeados os duques a seguir. Conflitos com os duques de Hainaut e de Namur eram constantes, até que foi assinado um tratado de paz em 1194.
Em 1225, a Catedral dos padroeiros da cidade, São Miguel Arcanjo e Santa Gudula, começou a ser construída onde até então era a Igreja de São Gaugérico.
Catedral de São Miguel Arcanjo e Santa Gudula
Muralhas foram construídas em Bruxelas entre os anos de 1356 e 1383 por causa da necessidade de expansão territorial e do crescimento da região.
Anos se passaram, Brabant perdeu a independência e os Países Baixos passaram a ser controlados pelo Império Habsburg de Maximilian I (a Bélgica pertencia aos Países Baixos até então), e posteriormente, pela Espanha. A independência dos Países Baixos foi recuperada em 26 de julho de 1581 e reconhecida depois da Guerra dos Oitenta Anos (1568-1648). Os anos da guerra também marcaram o início da prosperidade comercial e da prosperidade cultural do país.
Em 1830, quando a Bélgica se tornou independente, o congresso nacional do país optou pela monarquia constitucional como forma de governo e nomeou Louis Charles Philippe Raphaël – filho do rei francês Louis-Philippe I – como o monarca, no entanto, ele foi impedido de exercer a função porque o pai não permitiu. Léopold I, o príncipe do ducado alemão Sachsen-Coburg und Gotha, foi o primeiro rei dos belgas de 1831 até a morte, em 1865. Ele ordenou a destruição das muralhas que cercavam a cidade e construção/reconstrução de alguns prédios da capital. Os chefes de Estado sucessores foram: Léopold II, Albert I, Léopold III, Charles de Belgique, Baudouin de Belgique, Albert II e Philippe de Belgique (desde 2013). Os membros da família real belga geralmente são conhecidos ou chamados por dois nomes, em francês e em neerlandês, por exemplo, Philippe de Belgique em francês ou Filip van België em neerlandês.
Após a independência da Bélgica, Bruxelas que era quase que inteiramente uma cidade de falantes da língua neerlandesa passou a ter a língua francesa como dominante, que até então era utilizada apenas pela burguesia. A imigração dos franceses e expatriados foi o que contribuiu para que a língua francesa se popularizasse a ponto de se tornar o idioma das instituições públicas da cidade. Os belgas que tinham o neerlandês como língua materna começaram a perceber a necessidade quase que obrigatória de aprender francês para interagir com elas, tornando-se bilíngues. Com o desenvolvimento socioeconômico de Flandres, a situação mudou e, atualmente, tudo o que envolve serviços públicos em Bruxelas é totalmente bilíngue (francês e neerlandês).
Entre os idiomas oficiais da Bélgica, o francês é predominante na capital, apesar de a cidade ser considerada, teoricamente, bilíngue (francês e neerlandês).
Após a Segunda Guerra Mundial, a capital se tornou um importante centro de políticas internacionais e economia. A partir de 1957, juntamente com Estrasburgo e Luxemburgo, Bruxelas começou a acolher as instituições da União Europeia.
Em Bruxelas, o Edifício Berlaymont abriga a sede da Comissão Europeia, enquanto o Conselho Europeu e o Conselho da União Europeia encontram-se no Edifício Justus Lipsius. Além disso, a maioria das atividades do Parlamento Europeu acontece em Bruxelas, apesar de a sede oficial ser em Estrasburgo desde 1992. É em Bruxelas que as decisões mais importantes sobre a Europa são tomadas.
Além da importância para União Europeia, Bruxelas é considerada o principal centro econômico da Bélgica. Atraídas pelo fato de a cidade ser a capital da UE, empresas tanto regionais como internacionais se instalaram na região, movimentando a economia da cidade e contribuindo para que ela esteja entre os centros financeiros mais importantes do mundo.
Devido aos imigrantes que moram na capital, aos residentes que permanecem na cidade temporariamente por questões diplomáticas e ao papel da cidade para a União Europeia e para o mundo, cresce o número de falantes de outros idiomas não oficiais na capital.
Atualmente, a religião predominante entre os residentes da capital ainda é a católica, sendo que a maioria é não-praticante, entretanto, o islamismo é a religião que mais cresce gradativamente entre os residentes de Bruxelas também por causa de imigração.
É estimado que pessoas de origem estrangeira compõe cerca de 30% da população de Bruxelas. Mais de 40.000 brasileiros (legais e ilegais) moram em Bruxelas.
A arquitetura de Bruxelas também é uma mistura de estilos. De construções medievais à pós-modernas, até pinturas nas paredes de alguns prédios que homenageiam os personagens dos quadrinhos que foram criados na região. Existe até uma rota turística chamada Comic Book Route como atração.
A Grand-Place / Grote Markt foi inscrita em 1998 como Patrimônio Mundial da UNESCO e está entre as mais bonitas da Europa.
Além da Grand-Place, o Atomium e o Manneken Pis também se destacam e estão entre as principais atrações turísticas da cidade.
Bruxelas é uma mistura de tudo o que é possível, o que a torna adorada e odiada pela mesma razão.
Em breve, publicarei mais informações sobre lugares interessantes para conhecer em Bruxelas, especialmente sobre o turismo, mas também sobre culinária, artes, esportes, curiosidades, entre outros temas. Acompanhe!