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Nederlands: aprendendo o idioma

Não foi tão complicado assim se adaptar à Bélgica. Mas e o neerlandês??? Aprender um idioma requer mais do que apenas tempo, é necessário se dedicar e ter muita, muita, muita, mas muita paciência.

Estudei quatro módulos de neerlandês. Comecei a estudar em fevereiro/2017 e parei em janeiro/2018 porque tinha outros planos de estudos.

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No primeiro módulo, fiz aulas três vezes na semana com três horas e trinta minutos por aula, totalizando dez horas e trinta minutos por semana de estudos em sala de aula e mais as horas de estudo em casa, pois é preciso dedicação já que não é um idioma tão simples de aprender. Do segundo nível ao quarto nível foram quatro dias de aulas por semana, sendo que dois dias eram para aprender a ortografia e os outros dois dias eram voltados para a comunicação, e cada professor tinha a sua didática.

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Inicialmente, o plano era fazer o curso na Universiteit Gent, no entanto, funcionários da secretaria recomendaram que eu me apresentasse primeiramente em uma instituição chamada “Huis van het Nederlands – Gent”. Lá, fiz um teste de raciocínio lógico e fui inscrita para o curso de neerlandês oferecido pela província de Oost-Vlaanderen – Het Perspectief – que é indicado para os imigrantes que desejam aprender o idioma e se integrar.

Fiz o curso de neerlandês que é denominado de intensivo e tem disponibilidade nos períodos da manhã e à tarde. Também existe a possibilidade de fazer o curso à noite para quem trabalha durante o dia, mas o tempo é mais limitado.

Os professores que ministraram as aulas para mim só falavam em neerlandês, e aconteceu de utilizarem inglês, francês ou espanhol para auxiliar. Explicam de maneira que os alunos consigam compreender e geralmente são atenciosos.

Sobre o curso de integração, optei por não fazer porque o grupo para falantes da língua portuguesa só seria formado em época que não seria possível para mim. Porém, existem casos em que é obrigatório frequentar os grupos de integração. Para os alunos que optarem por fazer a integração, o curso de neerlandês é gratuito.

Cada módulo tem duração de cerca de 70 dias. Valor: entre 70 € e 95 €. Livros e materiais em papel disponibilizados pelo professor são pagos.

A escola Het Perspectief oferece sala de aula para conversação entre os alunos de diferentes turmas. Para os alunos com dificuldades em pronúncia, existe a possibilidade de terapia da fala com um fonoaudiólogo.

Assim como existem as diferenças de sotaques entre brasileiros, a pronúncia das palavras entre os belgas varia de região para região, o que para quem não é nativo dificulta um pouco mais a compreensão. Explicando: o idioma é neerlandês, mas existem os dialetos de cada província. É importante não se apegar a isso!

De acordo com o EPI (índice de proficiência em inglês) publicado em 2018 pela organização internacional English First, a Bélgica ocupa a 11ª posição com a pontuação de 63.52 entre 88 países que foram avaliados. Flandres obteve a pontuação de 64.33, porém, por mais que o imigrante seja fluente em inglês, o que indica que a maioria dos belgas o compreenderá, é importante que também conheça um pouco do básico de neerlandês, afinal, é o idioma oficial da região.

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Reprodução: https://www.ef.com/

Lembro do quanto o primeiro módulo despertou em mim o interesse de aprender o idioma. Eu já conhecia um pouco dos sons e não foi aterrorizante, mas com o passar dos meses as coisas começaram a dificultar e no quarto módulo eu comecei a me frustrar por não conseguir acompanhar o ritmo da forma que eu gostaria, e foi quando eu decidi parar com o curso por tempo indeterminado.

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Mesmo que eu considere básico para o dia a dia tudo o que eu aprendi sobre o idioma, sei da importância de cada aprendizado até aqui. E também sei que preciso dar continuidade com o processo de aprendizagem.

Sair da zona de conforto é uma necessidade.


Se você chegou até aqui porque mora na região de Vlaanderen e tem interesse em aprender neerlandês, procure a prefeitura da cidade em que mora para mais informações.

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bélgica, estações do ano, europa, inverno

O primeiro dia de neve de 2019

Na última publicação, escrevi um pouco sobre a minha experiência em relação ao inverno aqui na Bélgica, e lá eu comento que a neve não é algo tão comum por aqui, mas que às vezes acontece. (clique aqui para ler)

E finalmente, o tão esperado dia de neve chegou por aqui.

Nevou na terça feira durante a manhã até à tarde, e voltou a nevar na madrugada da quarta-feira.

Fui caminhar no parque que tem perto de onde eu moro apenas para apreciar a beleza, afinal, não é tão comum de acontecer. Fotografei e decidi compartilhar aqui no blog.

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Lago congelado, neve no caminho e nos galhos das árvores contribuíram para belas fotos… como a natureza é maravilhosa!

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A temperatura permaneceu por volta de 0°C. Perfeito para as pessoas se divertirem na neve ou apenas saírem para as ruas e observar. De acordo com a meteorologia, a neve atingiu um pouco mais de 5 centímetros de espessura na região onde eu moro.

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Foi alertado o código amarelo para os dois dias que nevou, o que para as condições meteorológicas indica que é preciso ter cuidado, especialmente ao dirigir, pois é aí que está um dos transtornos que a neve pode causar.

Li em um jornal que a coleta de lixo em algumas regiões do país não foi concluída por causa da dificuldade para os motoristas e dos riscos para os coletores, transferindo para outro dia. É apenas uma das situações que a neve pode atrapalhar na rotina do dia a dia das pessoas.

A previsão do tempo indica a possibilidade de nevar em mais dias de janeiro. Aguardemos!

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Como é o inverno na Bélgica

Há algumas semanas fiz uma publicação sobre os períodos de início e fim das estações aqui na Bélgica (clique aqui para ler). Hoje abordarei mais especificamente sobre a estação atual: o inverno.

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La Roche en Ardenne | Bélgica

Lembrando que este é um post que relata um pouco da minha experiência sobre o inverno na Bélgica, ou seja, a partir de 2016.


Inverno 2016/2017

Confesso que não tenho tanta recordação assim em relação ao clima, pois tudo era novidade e eu ainda não sentia que tinha mudado pra cá definitivamente, então eu estava conhecendo e experimentando o frio, era algo diferente para mim, pois até então o frio de Campos do Jordão durante o inverno era o máximo que eu já tinha sentido na vida.

Eu lembro de pensar que as pessoas exageravam ao relatarem sobre o inverno ser desagradável por aqui, lembro do discurso que dizia que aqui chovia quase que diariamente e o sol simplesmente desaparecia, mas para mim não fazia sentido e era um pouco de exagero, pois a luz solar era presente durante o período e não era absurdamente frio.

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Em fevereiro e março as chuvas foram constantes. Eu costumo dizer que a chuva daqui é como se fosse borrifões de água caindo por causa da espessura e por não molhar tanto assim, pois raramente chove com intensidade. Lembro disso porque foi um período que eu precisava caminhar para ir e/ou voltar da escola e tinha dificuldades para utilizar o guarda-chuva.

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lago congelado

Caíram flocos de neve aleatoriamente em três dias durante toda a estação e entendi que o fenômeno não é comum na Bélgica, afinal, o país é quase que todo no nível do mar.

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Foi o meu primeiro ano conhecendo as novidades do inverno na Bélgica.


Inverno 2017/2018

Segundo a meteorologia, em dezembro de 2017 foram apenas treze horas de sol durante todo o mês.

Janeiro foi semelhante, com a luz solar em raros dias. O pouco de sol que surgia já era razão pra eu abrir as cortinas para que a luz solar entrasse e aquecesse o ambiente. As janelas do apartamento em que moro são grandes, e aí eu encontrava um lugar para aproveitar o sol do lado de dentro, é claro, pois as temperaturas negativas permaneceram por dias, chegando até a -10°C.

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Vento! Ventanias em janeiro e fevereiro que chegaram a uma velocidade de até 50 quilômetros/H. E eu descobri que o vento é algo que me incomoda porque eu sinto como se fosse me cortar no meio (um pouco de exagero aqui, claro… ahahaha).

Foi quando eu entendi tudo o que eu até então pensava ser exagero das pessoas.

A luz solar traz energia e aquece, o que contribui para que as pessoas permaneçam mais tempo em casa durante o inverno e apareçam nas ruas quando as temperaturas sobem.

Percebi que existem estabelecimentos que só funcionam durante os meses mais quentes do ano, e depois isso foi realmente confirmado em sala de aula pela professora que nasceu aqui.

A neve apareceu um pouco mais do que no inverno anterior. Primeiro, nevou em um dia ainda no mês de novembro. Em dezembro, nevou por mais de dez horas sem parar, o que não é normal na Bélgica. Também tiveram outros dias com neve em janeiro, fevereiro e até mesmo em março, três dias antes de mudar de estação.

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Talvez o inverno do ano anterior tenha sido um pouco diferente ou eu realmente estava com o pensamento em outras coisas.

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Inverno 2018/2019

Dezembro foi um mês em que o clima permaneceu agradável (opinião), com frio e o brilho do sol em dias que as temperaturas raramente se aproximaram de 0.

Por enquanto, os dias de janeiro estão mais nublados em maioria e com as temperaturas variando entre +3°C e +9°C com vento geralmente moderado. Caíram alguns flocos de neve em um dia de outubro, mas no inverno ainda não aconteceu de nevar.

No final da estação voltarei a comentar sobre as impressões do clima de 2019. – (clique aqui para ler)


Curiosidades além do clima em si:

Um dos costumes que adquiri aqui na Bélgica e tem relação com o tema foi verificar a temperatura antes de sair de casa. É importante levar em consideração a sensação térmica e a velocidade do vento que o aplicativo indica (tem para todo tipo de smartphone), já que a velocidade do vento altera consideravelmente a temperatura que pode ser sentida. Vale para todas as estações do ano e em qualquer dia!

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Sobre claridade e escuridão dos dias: no dia mais curto do inverno (2018/2019), o sol nasceu às 08:47 e se pôs às 16:45. Quando os dias são ensolarados ainda é possível ter a sensação de claridade por mais tempo. Em janeiro, o tempo de luz solar já começou a aumentar e pouco a pouco temos dias gradativamente mais longos, sendo cerca de dois minutos a mais de luz solar que o dia anterior.

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Choques: acontece comumente durante os meses mais frios. Eu sinto principalmente ao abrir e fechar a porta do carro ou ao tocar em outra pessoa. Isso ocorre porque o ar dos ambientes fechados fica extremamente seco em razão dos aquecedores que permanecem ligados. É recomendado a utilização de umidificadores para manter a umidade do ar um pouco mais elevada.

A água que chega nos imóveis aqui na Bélgica é diferente da água do Brasil, sendo bastante alcalina. O contato dela com a pele pode provocar o ressecamento em qualquer estação, piorando um pouco no inverno porque os banhos geralmente são mais quentes. Aí cada um encontra o melhor para si para hidratar a pele. Além disso, particularmente, percebo que às vezes surgem caspas no meu couro cabeludo durante o inverno e os fios caem mais do que o considerado normal.

O clima é instável. Pode fazer sol, chover, nevar, ventar, tudo em um único dia. Já vi a temperatura aumentar ou diminuir com a diferença de dez graus em questão de uma hora. É previsível, maaas… é a Bélgica! (não é reclamação)


Leia também:

antuérpia, bélgica, bruges, bruxelas, europa, gante, inverno, mercados de inverno, mercados de natal, turismo

Mercados de Natal nas cidades de Flanders + Bruxelas

O tema de hoje é sobre os Mercados de Natal em Bruges, Gante, Antuérpia e a capital Bruxelas.

Em maioria, as cidades belgas da região de Flandres atualmente se referem aos mercados como “Wintermarkt” (mercado de inverno) pela diversidade cultural que é encontrada no país.

Com os dias cada vez mais escuros, começa a expectativa pelas festividades e mercados de inverno por aqui.

Os mercados natalinos da Europa parecem cenários de contos de fadas que acompanhamos em filmes. Alguns são mais populares e mais estruturados que outros, mas todos são charmosos. É mágico!

Surgiram no fim da Idade Média no antigo Sacro Império Romano-Germânico. O registro mais antigo já encontrado sobre os mercados natalinos é do século XV, mas eles já aconteciam antes. É impossível saber o local em que aconteceu o primeiro mercado natalino já que não existe concordância. A tradição se espalhou rapidamente em algumas regiões da Áustria, França, Suíça, Itália, além da Alemanha, é claro.

Os mercados de inverno da Bélgica melhoram um pouco a cada ano para receber os visitantes. Vale a pena conhecer!

A visita aos mercados natalinos é ideal para a família ou entre amigos.

Bruges

A cidade em si já é um encanto à parte. Com a decoração natalina e luzes por todos os lugares fica ainda mais charmosa.

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Dois locais abrigam as atrações do mercado de Natal: as praças Grote Markt e Simon Stevinplein – menos de cinco minutos caminhando distanciam as praças.

Na Grote Markt fica a pista de gelo e barracas com comidas (salgada e doce) para comer no local e especialidades locais para levar, vestuário (gorros, luvas, meias, cachecóis e trajes natalinos), lembranças, produtos artesanais, itens natalinos, brinquedos, entre outras.

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Grote Markt

Na Simon Stevinplein também estão as barracas tradicionais e de bugigangas, espaço com fliperama e outros tipos de jogos que atraem as famílias, algumas atrações infantis (carrinho de bate-bate e carrossel, além de brincadeiras tradicionais que dão prêmios), e um bar um pouco mais agitado.

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As barracas de comida deixam a desejar por falta de variedade. Para quem é vegetariano/vegano não há opção, a não ser uma barraca quase que despercebida de batatas fritas que parece não fazer parte do mercado e fica na frente do Belfort.

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Diferente das cidades que também fazem parte dessa publicação, em Bruges não tem roda gigante. No entanto, tem uma atração especial que é paga e fica perto da estação principal da cidade: Ice Sculptur Festival Brugge – com a temperatura de -6°C, e a atração exibe esculturas feitas de gelo.

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Quando acontece: 03/11/2018 a 01/01/2019.

Gante

O organizado e estruturado mercado de Natal de Gante – Gentse Winterfeesten – acontece a partir da Korenmarkt (praça principal) e segue pela rua Klein Turkije até Sint-Baafsplein, além das atrações que se encontram na praça em frente ao castelo Gravesteen.

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150 barracas são instaladas no centro de Gante.

Para comer: tem comida típica da Bélgica e dos países europeus que também seguem à tradição. Opções para vegetarianos/veganos são encontradas no mercado, ou seja, o mercado inclui possibilidades para todos.

Alguns bares tanto abertos quanto fechados estão à espera do público.

Também tem as barracas que vendem os produtos de vestuário para o inverno. Tem todo tipo de itens para decoração. É possível encontrar um pouco de tudo. Tem barraca de alho, de queijo, de amendoim, de waffle, de doces, de brinquedos produzidos artesanalmente… de tudo!

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Apresentações de bandas ao vivo e/ou artísticas acontecem no mercado.  As crianças são mimadas diariamente pelo Papai Noel ou por personagens que remetem ao encanto do Natal.

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Stadshal: onde fica a pista de gelo para patinação – tem área especial para os pequenos. Ao redor da prefeitura também tem barracas e um bar que remete aos que são encontrados em estações de esqui dos alpes.

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O clima do mercado de inverno de Gante é muito agradável.

Quando acontece: 07/12/2018 a 06/01/2019.

Antuérpia

O centro de Antuérpia é transformado para o mercado de Natal (Kerstmarkt Antwerpen). As barracas com artigos acerca do Natal são intercaladas entre produtos alimentícios, acessórios para vestir, decorar ou presentear, e estão instaladas na praça GroenplaatsGrote Markt, seguindo pela rua Suikerrui até a praça Steenplein. O mercado cresce um pouco mais a cada ano.

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A pista de gelo fica na Groenplaats e ao lado tem um bar de inverno instalado, onde acontecem apresentações musicais ao vivo. Ao redor da pista de gelo estão as barracas de vestuário para proteger as extremidades do corpo, bolsas, carteiras, de doces tipicamente natalinos e de bebidas.

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Na Grote Markt tem barracas com artigos para decoração, comida, bebida, bancos espalhados para sentar e aproveitar a festa, além da árvore de Natal. As luzes instaladas em alguns prédios da praça contribuem para o ambiente ficar ainda mais bonito.

Entre as barracas tem uma que é dedicada especialmente para animais de estimação com todo tipo de item.

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O caminho da Grote Markt para a praça Steenplein é decorado para a passagem e também tem barracas.

Na praça Steenplein tem barracas com objetos um pouco diferentes que são sugestões para presentes. Para comer e beber também tem algumas opções, mas não tem tanta variedade. Ali também tem uma tenda (fechada e aquecida) com bar e espaços com mesas e cadeiras para se acomodar e beber, onde também tem música. Tem opção vegetariana/vegana para lanchar. É onde a roda gigante também está instalada.

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O mercado de inverno de Antuérpia é animado e bem aconchegante.

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Quando acontece: 08/12/2018 a 06/01/2019.

Bruxelas

Winter Wonders and Christmas Market

Na Grand Place / Grote Markt de Bruxelas acontece um show de som e luz que é impressionante. Não tem quem veja e não se encante.

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Ao redor do prédio da Bolsa de Valores estão algumas das mais de 200 barracas que são instaladas na região. As atrações do mercado de inverno também estão nas praças Sainte-Catherine e de la Monnaie, além da região do mercado de peixes (marché aux poissons  / vismarkt).

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Reprodução: plaisirsdhiver.be

Os tipos de mercadorias das cidades que citei acima também são encontrados no mercado da capital, com um pouco mais de variedades. Tem, inclusive, uma barraca com apenas comida típica do Brasil (administrada por brasileiros). Obviamente, faz sucesso entre os brasileiros que passam pelo caminho. Também são encontradas barracas com comida típica de outros países, refletindo a diversidade de Bruxelas. Cada ano tem um país com as especialidades em destaque, e em 2018 foi a Finlândia.

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A pista de gelo está na Place de la Monnaie.

A roda gigante de Bruxelas fica na região do mercado de peixes. Lá também estão os chalés com produtos para comer e beber no local ou levar, espaços para fazer as refeições e barracas com variedades.

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Atrações em algumas datas específicas também são apresentadas nas ruas (consultar o site oficial do evento).

Mais informações: http://www.plaisirsdhiver.be/en/

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Quando acontece: 30/11/2018 a 06/01/2019.

Além da mistura dos cheiros de comida, o cheiro de qualquer coisa que é feita de açúcar ou das especiarias do tradicional vinho quente dos mercados de Natal – glühwein – pode ser sentido de todos os lugares. É muuuito bom!

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Com exceção de Bruges, as pistas de gelo das demais cidades são cobertas e permitem patinar com chuva. Banheiros são instalados nas ruas para os visitantes. Tem os comerciantes que não aceitam cartões de débito/crédito, então é importante ter dinheiro em espécie.

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Vale ressaltar que o texto foi escrito com base em experiência pessoal nos mercados no inverno de 2018. Datas e as atrações alteram a cada ano.

Feliz Natal!

Prettig Kerstdagen!

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As estações do ano na Bélgica

A Bélgica está no Hemisfério Norte e tem as estações do ano opostas em relação ao Brasil.

As estações na Europa começarão e terminarão nas seguintes datas em 2018/2019:

Primavera: 20 de março – 21 de junho (em 2019)

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Flores passam a colorir as cidades juntamente com o verde das folhas das árvores que estão espalhadas pela cidade. Gradativamente, a temperatura começa a aumentar, variando entre +7°C e +23°C, dependendo da região do país.

Para mais informações: Como foi a primavera de 2019 na Bélgica

Verão: 21 de junho – 23 de setembro (em 2019)

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A claridade dos dias chega a permanecer por dezessete horas e o mês mais quente geralmente é julho. O clima permanece seco durante a estação e as temperaturas podem variar entre +17°C e +30°C.

Para mais informações: Como foi o verão de 2019 na Bélgica

Outono: 23 de setembro – 22 de dezembro (em 2019)

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A característica da estação está nas folhas das árvores que mudam de cor e colorem o chão das ruas ao caírem. A temperatura diminui pouco a pouco e geralmente varia entre +5°C e +15°C.

Para mais informações: Como foi o outono de 2019 na Bélgica

Inverno: 21 de dezembro – 20 de março (em 2018/2019)

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A luz natural do dia permanece por apenas oito horas e as chuvas e o vento acompanham o frio. Os meses mais frios geralmente são janeiro e fevereiro com temperaturas que podem variar entre -5°C e +5°C, e raramente atingir -10°C.

Para mais informações: Como foi o inverno de 2019 na Bélgica

Estatísticas demonstram que março costuma ser o mês mais chuvoso do ano.


 As estações são bem definidas na Bélgica.

Eu nunca tinha visto o outono na vida… nem neve!

As estações intermediárias (primavera e outono) são as que eu mais gosto em razão das temperaturas serem mais agradáveis. Mas confesso que toda vez que vejo a neve fico fascinada, até porque não é tão comum assim na Bélgica.

Independente da época, a beleza da natureza está na singularidade de cada estação.

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Celebração do tradicional dia de Sinterklaas na Bélgica

Em 6 de dezembro é comemorado o Sint-Nicolaasdag na Bélgica (em Flandres).

Sinterklaas (termo que surgiu a partir de Sint Nicolaas) é o protagonista da celebração.

O Sint-Nicolaasdag também é celebrado nos Países Baixos e em algumas antigas colônias holandesas no dia 5 de dezembro. Outros países europeus também celebram o dia de São Nicolau com menos relevância.

A interpretação da lenda folclórica varia de país para país.

Sinterklaas é inspirado no bispo Nicolau de Mira. Nasceu na Turquia durante o século III e morreu em 6 de dezembro de 342, e durante a vida tornou-se bispo de Mira – Itália. Costumava ajudar os necessitados e foi o primeiro (santo) a demonstrar preocupação com a educação das crianças. A ele foram atribuídos alguns milagres que contribuíram para a sua popularização na Europa e designação de protetor dos marinheiros e dos comerciantes e, principalmente, amigo das crianças.

O personagem de Sinterklaas é representado por um senhor com os pelos do rosto (barbas e sobrancelhas) brancos, assim como os cabelos. O vestuário é inspirado no traje de bispos: Sinterklaas veste uma espécie de batina um tanto simplificada na cor branca por baixo de uma capa em vermelho, além da mitra com as cores vermelho e dourado.

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Reprodução: standaard.be

Originalmente, Sinterklaas tem ajudantes que são chamados de Zwarte Piet, porém, após 2016, a Bélgica debateu a proibição dos ajudantes com o argumento de que os rostos que remetiam os negros eram considerados racistas, enquanto os tradicionalistas justificavam que os ajudantes se pintavam com a intenção de demonstrar a fumaça das paredes das chaminés que escalavam para deixar os presentes para as crianças. Algumas instituições educacionais e estabelecimentos voltados para o público infantil assinaram um acordo contra a participação do Zwarte Piet nas comemorações e os ajudantes de Sinterklaas passaram a ser pintados/maquiados de outras formas ou sem nada no rosto; o acordo é que o rosto não esteja completamente pintado de preto. Entretanto, a escolha é livre e os tradicionais Zwarte Piet permanecem em algumas celebrações para auxiliar o Sinterklaas.

No período que antecede 6 de dezembro, a imagem de Sinterklaas é fabricada por todo tipo de doces e marcas de biscoitos, além de estar nas prateleiras de todas as lojas de chocolates.

No dia 6 de dezembro, quase que todas as crianças que vivem no país, belgas ou imigrantes, acordam com a expectativa de encontrar o presente deixado por Sinterklaas em casa.

É tradição no país que Sinterklaas receba e visite as crianças e as presenteie de alguma forma.

A celebração com mais entusiasmo da Bélgica está na cidade de Sint-Niklaas. Existe uma estátua do santo na frente do prédio da prefeitura.

Na televisão, Sinterklaas está em vários programas que vão ao ar durante a época.

Na Bélgica, o dia de Sinterklaas é mais aguardado e mais celebrado do que o Natal, especialmente pelas crianças. É no dia 6 de dezembro que as pessoas trocam presentes por aqui.

Apesar da expectativa para o dia de Sinterklaas, o Natal também é celebrado por aqui.

O Papai Noel que os brasileiros conhecem é inspirado em Sinterklaas, razão para as semelhanças que podemos observar. Histórias indicam que os moradores de Nova Iorque – que já foi uma colônia holandesa chamada New Amsterdam – criaram a figura do Santa Claus como uma reinvenção do Sinterklaas.

Na Bélgica/Flandres (em neerlandês), o Papai Noel se chama Kerstman.

Em novembro já começam as propagandas de lojas de decoração para que as pessoas possam enfeitar as residências. Entre a última semana de novembro e a primeira semana de dezembro são abertos os mercados de Natal em algumas cidades da Bélgica, os estabelecimentos e organizações/instituições se envolvem no clima natalino e também preparam a decoração.

Com datas comemorativas no início e no final de dezembro, o mês é especial. Luzes e decoração natalina por todos os lugares tornam o frio um pouco mais caloroso. E bonito!

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100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial – parte 2

Esta publicação é continuidade de “100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial – parte 1”.

No último 11 de novembro (dia do Armistício) a Bélgica foi um dos países que relembrou sobre o fim da Primeira Guerra Mundial, então elaborei textos que retratam um pouco dos acontecimentos que envolveram o país.

Sobre a papoula: é vista em todos os cantos da cidade de Ieper e simboliza solidariedade e respeito aos falecidos durante a Primeira Guerra Mundial. Em eventos dos países que homenageiam os soldados que participaram das guerras também é simbolizada.

Enquanto exercia sua função prestando os primeiros socorros em Essex Farm durante a segunda batalha de Ieper, o canadense, médico e poeta, John McCrae escreveu:

In Flanders fields
In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.
We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved, and were loved, and now we lie
In Flanders fields.
Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.

As papoulas prosperaram em locais onde o solo era irregular. Acredita-se que ventos levaram as sementes até os campos e lá elas germinaram, sendo o que coloria em meio às ruínas.

Monumentos em homenagem aos soldados foram construídos na região de Ieper – Flanders Fields – durante a década de 1920 (uma das regiões mais devastadas com a invasão dos alemães na Bélgica). Menenpoort é um dos memoriais CWGC (Commonwealth War Graves Commission) da Bélgica.

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100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial – parte 1

Na Bélgica, 11 de novembro – dia do Armistício – é feriado e dia de relembrar o fim da Primeira Guerra Mundial e honrar os soldados que lutaram durante o período. Eventos acontecem nas cidades do país.

A Bélgica e a Primeira Guerra Mundial (resumidamente)

Entre os anos de 1914 e 1918, a Bélgica foi cenário para alguns dos confrontos da Primeira Guerra Mundial.

Antes de 1914 já existiam conflitos entre os países da Europa.

O estopim que desencadeou a Primeira Guerra Mundial foi o assassinato do arquiduque Franz Ferdinand Karl Ludwig Joseph Maria, sucessor do trono do Império Austro-Húngaro.

Em 28 de junho de 1914, o sérvio Gavrilo Princip disparou o tiro que causou a morte do arquiduque na capital da Bósnia. Após, o Império Austro-Húngaro autorizou ataques contra os sérvios, além de extradição e de perseguição que acabaram resultando em um ultimato do Império Austro-Húngaro com condições e exigências à Sérvia, que não concordou com um dos requisitos do documento.

Em 28 de julho de 1914 o Império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia.

A Alemanha fazia parte da Tríplice Aliança com o Império Austro-Húngaro e Itália (Impérios Centrais).

A Sérvia tinha o apoio da Rússia, que rapidamente planejou e organizou as ações de defesa. França e o Reino Unido faziam parte da Tríplice Entente juntamente com a Rússia (Os Aliados), um acordo criado para equilibrar as forças com a primeira.

A Alemanha declarou guerra à Rússia e posteriormente também declarou guerra à França. Os alemães queriam chegar até a França, porém, existiam barreiras que os impediam.

Foi aí que as tropas alemãs invadiram a Bélgica através de Liège em 04 de agosto de 1914, ignorando a neutralidade do país e exigindo que o rei Albert I liberasse a passagem para que os soldados atravessassem o país e pudessem atacar a França, o que foi recusado, então as tropas alemãs avançaram, declarando guerra e destruindo o que atrapalhasse seu avanço.

O Reino Unido exigiu que os alemães recuassem em respeito à Convenção de 1839, que garantia a neutralidade da Bélgica, o que não aconteceu, então os britânicos e consequentemente as colônias que eram administradas por eles ingressaram na guerra para defender o país, pois era o que as nações que assinaram o tratado deveriam fazer em caso de invasão.

A primeira batalha em Ieper começou em 19 de outubro de 1914 e terminou em 22 de novembro de 1914. Após, sob o comando do rei Albert I, o exército belga ordenou a inundação da planície do Rio Ijzer através da abertura deliberada das comportas de Veurne-Ambacht, estratégia que impediu que as tropas alemãs avançassem por um período.

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bélgica, cães, europa, viagem com pets

Viagem com animais de estimação para a Bélgica

A primeira preocupação que surgiu antes mesmo de definirmos que mudaríamos para a Bélgica foi: “como levar a minha fiel e amada cãopanheira em segurança”. Jamais pensei em deixá-la.

Knokke-Heist | Bélgica

Na época, ela estava com 15 anos de idade. Teve complicações em relação à saúde cinco meses antes da viagem, quando foi diagnosticada com encefalite idiopática e tomou corticoides para a recuperação até um mês antes da viagem.

A Mel não veio comigo.

Eu precisei embarcar na data “X” e não tinha o tempo para que ela embarcasse junto. Cogitei a hipótese de voltar para buscá-la, mas aí pensei no quanto seria estressante para ela ter que permanecer em uma bolsa desconfortavelmente, isso se a permitissem na cabine, pois apesar de ela ter o peso permitido para viajar na cabine de qualquer companhia aérea europeia, ela não ficava de pé confortavelmente dentro da bolsa, e as companhias aéreas exigem isso. Pesquisei bastante e entrei em contato com pessoas que já tinham viajado com os cães em situações parecidas, mas ainda assim comecei a pensar em alternativas para transportá-la.

Até que em uma das conversas entre meu marido e colegas que já moravam na Bélgica, ele recebeu a recomendação de uma pessoa que trabalha com o transporte de animais de estimação de um país para outro. LIVREMENTE! Como se fosse um cão de assistência que pode embarcar solto na cabine.

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Entrei em contato com o profissional e conversamos por alguns dias até eu aceitar que era o melhor para ela, e então contratá-lo, mesmo com as angústias de como seria não estar com ela em uma situação tão diferente de tudo o que ela já tinha vivido.

Ela chegou bem e um pouco assustada, o que eu já imaginava, afinal, a circulação de muitas pessoas nos aeroportos, sons, cheiros, enfim, tudo tão diferente e ainda sem alguém da família com ela, mas o importante é que a viagem foi como o esperado.

A pessoa que contratei trabalha com o transporte de cães e gatos há mais de vinte anos e atualmente usa as redes sociais pessoais (privadas) para divulgar os trabalhos aos contratantes, além de manter contato via WhatsApp e informar a situação do animal em tempo real através de imagens.

Sei que existem empresas que também se responsabilizam pelo transporte do animal, mas na carga de animais vivos e esta é uma hipótese que eu nunca cogitei.

torre eiffel

Não existem voos que partem diretamente do Brasil para a Bélgica, portanto é necessário fazer uma escala já na Europa.  A Mel fez escala na Espanha.

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Aqui, a Mel vive bem e sinceramente acredito que o clima contribuiu demais para a saúde dela, especialmente para a respiração. Visita a médica veterinária regularmente e apesar de estar com a visão dos dois olhos comprometida em razão da idade, os resultados dos exames comprovam que ela é sadia além do que é esperado para a idade.

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Na Bélgica (e na Europa) os cães são bem-vindos em muitos lugares e por isso ela sempre viaja conosco, se hospeda em hotéis, se for necessário também utiliza o transporte público com a gente e já foi até em restaurantes.

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No bonde elétrico em Berlim
Praga – República Tcheca
Flims – Suíça

Abaixo, seguem as instruções para transportar o seu pet.

Para realizar viagens internacionais com animais domésticos é necessário solicitar a emissão do Certificado Veterinário Internacional (CVI – documento que comprova a boa condição sanitária do pet para ingressar em outro país) ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Os postos diplomáticos belgas no Brasil não são responsáveis para orientá-lo nessas questões.

Para transportar um animal de estimação para a Bélgica é necessário seguir rigorosamente as instruções das autoridades na seguinte ordem cronológica:

Primeiramente, procurar um médico veterinário de confiança.

  • Implantar um microchip (ISO 11784 e ISO 11785 – padrão internacional) de identificação no animal de estimação que será transportado. É seguro e não interfere no bem-estar e na saúde do pet.
  • Após, a vacina antirrábica deve ser aplicada por um médico veterinário regulamentado.

Independente de quando foi aplicada a vacina antirrábica pela última vez, é necessário aplicá-la após a implantação do microchip para que a informação seja atualizada.

É importante colar o selo com as informações da fabricação na carteira de vacinação do animal de estimação junto com a assinatura do médico veterinário responsável pela aplicação.

Vale ressaltar que a vacina antirrábica de campanha pública não é aceita.

  • 30 dias após a aplicação da vacina antirrábica no animal, coletar o sangue para a sorologia.

O animal não pode ter o sangue coletado antes de 30 dias.

Aqui começa a contagem regressiva de uma quarentena de 90 dias.

  • Encaminhar o material para um laboratório autorizado pela UE realizar o laudo.

Clique aqui para verificar quais são os laboratórios autorizados pela UE a realizar o laudo no Brasil.

O material deve ser analisado em até 3 dias depois da coleta. É importante que o médico veterinário entre em contato com o laboratório autorizado pela UE antes de encaminhar o material para obter corretamente as informações sobre os procedimentos que são necessários e os cuidados para não invalidar a amostra.

O nível dos anticorpos que neutralizam o vírus da raiva no organismo do animal de estimação deve ser igual ou superior a 0,5 Ul/ml. Se o exame indicar que a quantidade está inferior do que é exigido, será necessário repetir o processo.

O laudo da sorologia tem validade vitalícia desde a data da vacinação seja respeitada.

  • O médico veterinário precisa atestar a saúde do animal de estimação em documento.

O documento tem validade de 72 horas até a emissão do CZI, portanto, é importante solicitá-lo em até três dias antes do agendamento no Ministério (ou VIGIAGRO).

Apenas o documento original é aceito.

O site oficial do MAPA disponibiliza o modelo de documento a ser seguido.

O documento deve conter dados como nome, espécie, raça, sexo, cor, data de nascimento, idade, tipo de pelagem e o número de identificação do microchip do animal, e o que mais for solicitado, além da declaração do médico veterinário responsável que alegue que o animal foi examinado, com carimbo que contenha o registro no Conselho Federal de Medicina Veterinária + assinatura e data. O responsável pelo animal também deve ser identificado no documento.

  • Emissão do Certificado Veterinário Internacional – CVI

É necessário agendar (antecipadamente) entre 10 dias e 03 dias antes do embarque.

O animal de estimação não precisa ir junto.

Os locais que podem ser emitidos o CVI estão listados no site oficial do MAPA.

Para a emissão do CVI, levar os seguintes documentos: 1. comprovante de aplicação do microchip e os adesivos que contém o código; 2. carteira de vacinação que comprove que a vacina antirrábica está em dia; 3. laudo da sorologia com os anticorpos igual ou superior à 0,5 UI/ml; 4. duas cópias dos documentos citados anteriormente (itens 1, 2, 3); 5. certificado de saúde emitido pelo médico veterinário responsável; 6. requerimento para fiscalização de animais de companhia preenchido (clique aqui); 7. comprovante de embarque; 8. endereço de hospedagem/residência no país de destino.

O processo dura um pouco mais de quatro meses, portanto, é importante se programar.

E IMPORTANTE: verificar a disponibilidade na companhia aérea antecipadamente porque é limitado o número de animais domésticos por aeronave.

As informações estão sujeitas a alterações, portanto, atente-se ao site oficial do MAPA. Especialmente sobre os laboratórios que são autorizados para o exame no Brasil, pois infelizmente é comum que existam problemas com os mesmos e já aconteceu até mesmo de o país permanecer sem a licença e o material ter que ser encaminhado para outro país, tornando o processo um pouco mais burocrático.

E não se preocupe, o seu amor de quatro patas não precisará ficar para trás, basta seguir as instruções e optar por uma companhia aérea que respeite os animais que tudo correrá bem!

Caso você queira o contato da pessoa que transportou a minha Mel, fique à vontade para solicitar.

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Hallstatt – Áustria

Até mais!

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Dinner in the sky – Bruxelas

Originário da Bélgica, o Dinner in the sky está entre os restaurantes mais incomuns do mundo.

dinner in the sky - foto
Instagram: @dinnerinthesky_official – Bruxelas

Em 2006, uma agência de comunicação especializada em gastronomia e uma empresa de instalações de parques de diversões uniram forças e realizaram um sonho: uma mesa de jantar nas alturas para um grupo de proprietários de restaurantes europeus batizado como Dinner in the sky.

O serviço oferece as refeições nas alturas para grupos de 22 pessoas através de um guindaste que levanta a plataforma em até quarenta e cinco metros de altura (a altura depende da condição climática do momento).

Com atenção aos detalhes, a empresa belga prioriza a segurança dos comensais para que se sintam confortáveis. Os assentos se movimentam para os lados e também é possível incliná-los. É obrigatória a utilização de um cinto de segurança com três pontas para quem embarcar na aventura.

O evento já aconteceu no céu de 45 países, incluindo o Brasil.

               Minha experiência

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Fui com meu marido e mais dois casais de amigos. Percebemos um pouco de desorganização em relação ao agendamento que no nosso caso foi realizado via internet. Gostaríamos de ir na plataforma do chef “X” por causa do seu trabalho com determinados tipos de alimentos e inicialmente tudo ocorreu como esperávamos, porém, tempo depois uma pessoa do nosso grupo foi informada que não seria possível porque não tinha mais disponibilidade e depois ainda fizeram mais duas alterações conosco.

Independente do ocorrido, acredito valer a pena principalmente por ser algo diferente.

O jantar aconteceu no dia 20/06/2018 na Basílica de Koekelberg, em Bruxelas.

O cardápio é criado pelo chef da plataforma e geralmente não é divulgado, mas é possível obter informações ao contatar a equipe, especialmente para casos de restrição alimentar ou para solicitar opções vegetarianas/veganas quando for o caso.

Para mim, mais de um prato foi aquém do esperado. É compreensível a dificuldade diante do fato de não ter uma cozinha na plataforma e do chef não ter o suporte da equipe do seu restaurante que é equipado e supre as necessidades, porém, não foi apenas para mim que o prato principal chegou com temperaturas inadequadas, indicando um pouco de despreparo.

Em cerca de uma hora e trinta minutos de jantar foram servidos cinco pratos e a sobremesa foi o que mais me agradou pelo sabor e por estar dentro do esperado, e coincidentemente foi o único prato que fotografei devido à beleza.

dinner in the sky - sobremesa

Esperávamos um pouco mais da comida.

O que compensou foi a experiência em si, por estarmos nas alturas e desfrutando da vista panorâmica da cidade.

Mas ainda assim queremos conhecer o trabalho que é oferecido pela chef em seu restaurante, que fica em Bruxelas. Ela é elogiada pelos críticos gastronômicos e acreditamos que a experiência será melhor em relação à comida.