Nossa viagem pela ilha de Fernando de Noronha começou, virtualmente, lá em 2013, quando pesquisávamos destinos para a nossa lua de mel e cogitamos a possibilidade da ilha. O destino da nossa lua de mel foi outro (já compartilhei sobre – artigo 1 e artigo 2) e Fernando de Noronha se tornou o destino onde celebraríamos um ano de casamento. Em 2016, estava TUDO devidamente planejado para a viagem pela ilha, porém, exatamente três meses antes da viagem surgiu a oportunidade de mudarmos para a Bélgica (a mudança aconteceria exatamente na semana que planejávamos estar na ilha). Então, a viagem para Fernando de Noronha foi cancelada e ficou em standby.
Depois de cinco anos morando na Bélgica, voltamos juntos pela primeira vez para o Brasil em novembro/2021, e foi aí que Fernando de Noronha aconteceu! E foi lá que celebramos seis anos de casamento.
Localizada no estado de Pernambuco, a ilha está localizada à 545 km da costa e foi listada como Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO em 2001.
O acesso à ilha é limitado, por isso, é importante se programar com antecedência.
Quem quiser visitar a ilha precisa pagar uma taxa de preservação ambiental referente à quantidade de dias que permanecerá na ilha. Pagamento online através do site oficial do Governo. Da Bélgica, país onde eu moro, só consigo acessar o site oficial do Governo através de uma VPN.
Para acessar as áreas do Parque Nacional Marinho é necessário pagar uma taxa com validade de 10 dias (hoje, 08.08.2022, R$165,00 por pessoa). É possível comprar o ticket antecipadamente através do site oficial do Parque.
Nós partimos do aeroporto de Guarulhos com a companhia aérea GOL. A conexão foi em Recife, e então chegamos em Fernando de Noronha. A partir de 2022 existirá a possibilidade de ir até a ilha pela companhia aérea AZUL sem escala a partir do aeroporto de Campinas – Viracopos.
Hoje, vou contar um pouco das atividades que vivenciamos sem entrar em detalhes, mas nas semanas que virão, vou contar mais detalhadamente sobre nossas experiências nos dias que estivemos na ilha.
Dia 1: Chegamos na ilha no fim de tarde. Nos acomodamos na pousada e de noite fomos jantar no Restaurante do Vale (para nós, a gastronomia presente na ilha faria/fez parte da viagem como um todo).
Dia 2: Tomamos o nosso primeiro café da manhã na pousada e seguimos até a Baía do Sancho. Após um banho de mar na praia que já foi eleita a melhor do mundo, seguimos a trilha até o Mirante do Morro Dois Irmãos e depois de vermos a Baía dos Porcos de cima, descemos até lá. Assistimos a um lindo pôr do sol acomodados na Praia da Conceição.
Dia 3: Visitamos a Praia do Cachorro durante a manhã, curtimos um pouco a piscina da pousada antes do mergulho com cilindro na Ilha Rata e depois voltamos para a piscina, onde aproveitamos com drinks e snacks até o sol se pôr.
Dia 4: Novamente, visitamos os mirantes do Sancho e do Morro Dois Irmãos para fotos. Seguimos para a Praia do Leão e, de lá, decidimos caminhar pela trilha Forte São Joaquim do Sueste até o Mirante do Sueste, onde foi possível ver, além da Baía do Sueste e das ruínas do Forte de São Joaquim do Sueste, algumas das ilhas secundárias do Arquipélago de Fernando de Noronha: Ilha do Chapéu de Sueste, Ilha Cabeluda, Ilha dos Ovos, Ilha dos Trinta Reis e Ilha do Frade. Praticamos snorkeling na Praia do Sueste e depois fomos até a Praia do Bode para assistirmos ao mais lindo pôr do sol durante nossa estadia na ilha.
Dia 5: Dia de passeio de catamarã com almoço. Depois, curtimos um pouco a piscina da pousada antes de nos arrumarmos para assistirmos ao pôr do sol da Praia do Meio e jantarmos.
Dia 6: Iniciamos o dia na região do Museu do Tubarão, seguimos a trilha até a Capela de São Pedro dos Pescadores, Ponta da Air France e depois seguimos até a Praia do Porto de Santo Antônio para um mergulho com cilindro ali mesmo. Após, ficamos um pouco por ali, mas logo partimos para a praia que eu considero ser a mais bonita da ilha: Baía dos Porcos. Voltamos para a pousada, nos arrumamos e fomos até as Ruínas do Forte de Santo Antônio para assistir ao último pôr do sol na ilha.
Dia 7: Começamos o dia com uma atividade ainda na madrugada: canoa havaiana. Voltamos para a pousada, tomamos o nosso último café da manhã ali e organizamos tudo para ir embora.
Existem muitas atrações para todo tipo de perfil em Fernando de Noronha. Algumas delas precisam ser agendadas e/ou precisam de um guia autorizado/credenciado pelo arquipélago. O site oficial da ilha disponibiliza todas as informações a respeito.
Acompanhe o blog para saber as informações mais detalhadas sobre os locais que visitamos e, quem sabe, se inspirar!
Hospedagem
Com tantas pousadas incríveis espalhadas pela ilha, não é uma tarefa fácil! Mas depois de tanto pesquisarmos e analisarmos as opções que nos interessavam (estilo da viagem, localização e facilidade de acesso, acomodação, preço, serviços oferecidos), decidimos pela Pousada COLINA!
Desde o momento que chegamos até o momento que partimos nossa experiência foi maravilhosa! Equipe receptiva, quartos aconchegantes, ambientes agradáveis, ótima comida e uma vista panorâmica linda. A localização é ótima, fomos e voltamos a pé do centro quase todas as noites. Aproveitamos a piscina e o serviço de snacks e drinks que é oferecido em alguns dias (pós praia).
Foi tudo incrível!
Alimentação
A gastronomia da ilha é parte da viagem, um espetáculo à parte. Nós escolhemos antecipadamente todos os restaurantes que tivemos a oportunidade de visitar. Vou comentar sobre eles nos artigos mais detalhados sobre cada dia.
Locomoção
Optamos por utilizar o serviço de taxi na ilha. O sinal de dados móveis ou para ligações às vezes é ruim e pode ser um inconveniente, por exemplo, a necessidade de ter que buscar por sinal para conseguir contato com a empresa que opera os taxis, mas ainda assim eu acredito que foi a melhor opção, pois os motoristas sabem como dirigir nas vias não estruturadas que levam até as praias e todos os carros possuem ar-condicionado. A média do custo por trecho é de R$35,00, às vezes mais, às vezes menos, depende da distância e horários. Pagamento via PIX ou dinheiro (na maioria das vezes, afinal, o sinal é ruim).
Outras opções são:
– Transporte público (ônibus): percorre apenas a rodovia que atravessa a ilha (BR-363 – do porto à Baía do Sueste – 7km de extensão), não acessando as vias que levam até as praias/baías, ou seja, é necessário estar preparado/disposto para caminhar. Vale lembrar do calor que faz na ilha.
– Locação de buggy: não considero interessante por causa da política de locação (mínimo de dois dias seguidos na maioria das locadoras), preço e também pela fiscalização da lei seca especialmente no fim de tarde. Encontrei depoimentos de pessoas não recomendando por causa da condição dos veículos, afinal, além de a maioria não se encontrar em um estado de preservação razoavelmente bom, são desconfortáveis. É necessário abastecer, e o preço do combustível na ilha é caro. Acredito que é válido para quem viaja em grupo de 4/5 pessoas.
– Também estão disponíveis para locação, e eu considero mais interessante do que o buggy, automóveis como caminhonetes 4×4, UNO, GOL, SUVs e até vans.
– Sem dúvidas, a bicicleta elétrica é o meio de transporte mais sustentável entre todas as opções. Nós chegamos a cogitar a possibilidade, mas desistimos da ideia porque não somos tão aventureiros assim e concluímos que poderíamos não ter condicionamento físico para pedalar entre subidas e descidas não estruturadas com o sol batendo na cabeça.
– Motos: provavelmente, desconfortável nas vias não asfaltadas.
Informações úteis:
Clima (04.11.2021 a 10.11.2021): entre 20°C e 27°C. O sol brilhou todos os dias durante a nossa estadia. Em poucos momentos, nuvens chegaram a cobrir o céu e ficou nublado.
Moeda: real.
Idioma: português.
Sacar dinheiro pode ser um problema (tudo na ilha é relativamente limitado, inclusive, dinheiro em espécie nos caixas eletrônicos disponíveis).
Verificar as tábuas das marés todos os dias para não ser surpreendido. Nós não fizemos isso e quase ficamos encurralados na Baía dos Porcos porque a maré subiu enquanto estávamos lá e não percebemos (mesmo estando apenas nós na praia), mas, pelo menos, foi no primeiro dia e ficamos atentos. Clique aqui para acessar o site do Centro de Hidrografia da Marinha do Brasil e pesquisar sobre as tábuas das marés na ilha de Fernando de Noronha.
Se você quiser visitar algumas das atividades que precisam ser agendados no IMCBio, vá até o posto para agendamento já no dia que chegar na ilha, ou você correrá o risco de não conseguir. Nós queríamos visitar a piscina natural do Atalaia, mas fomos até o local para agendamento apenas no nosso quarto dia na ilha e não conseguimos agendar porque não havia mais disponibilidade. Para acessar o site oficial do ICMBio, clique aqui.
Tomada:
Nós esquecemos de levar adaptadores e não encontramos por lá (a pousada não tinha e as lojas também não vendiam para o modelo que precisávamos). Todos os nossos carregadores, com exceção do carregador do iPhone – que também conecta os cabos USB das câmeras -, possuem o padrão E e não encaixam nas tomadas do Brasil (que possuem o padrão N). Por sorte, o laptop do meu marido tinha bateria suficiente para no final de cada dia salvarmos nossas fotos.
Para mais informações sobre a ilha de Fernando de Noronha, acesse os links que disponibilizei acima ou clique aqui.