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Blogmas | dia 20 | Cervejas belgas especiais de Natal

A Bélgica é um dos países mais conhecidos pela produção de cerveja, então, hoje quero compartilhar com vocês algumas das cervejas que são especiais de Natal por aqui.

Eu costumo gostar bastante da maioria delas por causa das especiarias, mas tenho minhas preferências. Entretanto, quero ressaltar que não sou especialista e nem sei opinar sobre os componentes de cada uma. O objetivo é apenas compartilhar o que eu acho.

Entre as cervejas belgas especiais de Natal que eu já experimentei até hoje, a Delirium Christmas é minha preferida, mesmo com o teor alcoólico sendo bem alto. Eu nunca avalio a bebida pelo teor alcóolico e sim pelo sabor. E a cor é linda!

E o copo de Natal? Amei!

Mais informações: Strong Ale – Belgian Dark (álcool: 10°).


Leffe de Noël: tem o sabor bem menos intenso se comparada com as outras que estão listadas aqui. Se você não quer optar por uma cerveja mais suave, experimente essa!

Mais informações: Brown Ale – Belgian Dark (álcool: 6.6°). É recomendado degustar em torno de 10°C.


A St. Feuillien – Cuvée de Noël não conquistou meu paladar, diferente da maioria que segue o mesmo estilo. Compreendendo os ingredientes que compõe a bebida, acredito que seja a presença bem marcante do alcaçuz que não me agrada.

Mais informações: Strong Ale – Belgian Dark (álcool: 9°). É recomendado degustar entre 9°C e 13°C.


A St. Bernardus – Christmas Ale está entre as cervejas mais intensas que já experimentei, é o tipo que me agrada. Aliás, gosto de todas as bebidas que são produzidas pela cervejaria.

Mais informações: Quadrupel (álcool: 10°). É recomendado degustar entre 8°C e 10°C.


Até quem não domina sobre o mundo das cervejas é capaz de perceber as notas de caramelo na Bush de Noël de tão evidente, o que, particularmente, unido com o sabor das frutas que também contém, me faz gostar e desgostar dela ao mesmo tempo. Porém, mesmo com a mistura de sensações que a cerveja causa em mim, ainda acho que é uma boa cerveja!

Mais informações: Strong Ale – Belgian Dark (álcool: 12°).


E por último, uma cerveja que não é necessariamente de Natal, mas é intitulada como cerveja de inverno, que também é comum entre dezembro e janeiro de cada temporada de inverno: N’Ice Chouffe. Eu adoro! Aquece meu coração, acho que a mistura entre amargo e doce é bem equilibrada para o meu paladar. Combina perfeitamente com o clima de inverno. Recomendo!

Mais informações: Strong Ale – Belgian Dark (álcool: 10°). É recomendado degustar à 10°C.


Como você talvez tenha percebido, aqui na Bélgica as cervejas são servidas no copo que é específico para cada uma, assim como é recomendado que sejam degustadas na temperatura que é indicada, pois ambos são fatores que podem alterar cheiro e sabor da bebida.

Obrigada por me acompanhar. Se você quer compartilhar a sua opinião em relação ao que escrevi, fique à vontade!

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Cervejaria Huyghe: onde as cervejas da Delirium são produzidas

Você já leu ou ouviu algo sobre a cerveja Delirium?

É uma das cervejas belgas mais reconhecidas mundialmente.

Quem já planejou ou pesquisou o que fazer em Bruxelas provavelmente já tem alguma referência, afinal, é lá que está o café/bar mais popular do Pink Elephant aqui na Bélgica.

No Brasil, a Delirium abriga cervejarias no Rio de Janeiro e em São Paulo.

É a Cervejaria Huyghe que produz as cervejas da Delirium: Tremens, Nocturnum, Christmas, Red, Argentum e Deliria.

E é sobre a visita à Brouwerij Huyghe, localizada em Melle (Oost-Vlaanderen) – 50 km de Bruxelas, que compartilharei hoje.

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Além dos rótulos da Delirium, a Cervejaria Huyghe também é responsável pela fabricação das marcas: La Guillotine, Averbode Beer, Floris, Campus, St. Idesbald, Blanche des neiges, Mongozo e Villers.

A Cervejaria Huyghe é consciente em relação à responsabilidade perante a sociedade e o meio ambiente em geral, buscando por sustentabilidade a cada mudança tecnológica que é avaliada cautelosamente para minimizar qualquer efeito nocivo para as pessoas e o meio ambiente, respeitando o bem-estar dos funcionários e residentes de Melle.

O tour começa com a apresentação de um vídeo de menos de dez minutos que explica um pouco da história da cervejaria:

Desde 1654 já existia uma cervejaria local em atividade ali. Mas é em 1902, com a chegada de Leon Huyghe (de Poperinge – Bélgica) em Melle que a história da atual Cervejaria Huyghe começa, quando ele começou a trabalhar lá. Em 1906, Leon Huyghe comprou a cervejaria e a nomeou como Brouwerij-Mouterij Den Appel. Juntamente com sua esposa, Delfina Van Doorselaer, filha de um cervejeiro de Wolvertem, se familiarizou com o mundo das cervejas e expandiu o negócio. Durante os anos da Primeira Guerra Mundial, a cervejaria passou por dificuldades em razão da ocupação dos alemães. Na década de 1920, a cervejaria passou por transformações e entre os anos de 1936 e 1939 foi ampliada com a construção de um complexo, período em que recebeu o nome atual. Em 1945 começaram a produzir uma cerveja chamada “Golden Kenia” que, inclusive, foi premiada. Limonadas da marca “Mell’s drinks” também foram produzidas. Com a expansão na década de 1960, a cervejaria desenvolveu a “Eigerbrau”. A cervejaria foi reformada em 1985 e as divisões de produção se formaram. Um considerável investimento financeiro contribuiu para a reestruturação da cervejaria. As cervejas de alta fermentação foram colocadas no mercado e a exportação começou a ser considerada. As cervejas “Artevelde” e “Minty” foram introduzidas ao mercado. Em 26 de dezembro de 1988, a “Delirium Tremens” foi fabricada pela primeira vez na cervejaria. Para comemorar o bicentenário da Revolução Francesa em 1989, foi lançada a cerveja “La Guillotine”. Em 1990, a cerveja “Blanche des neiges” foi criada para atender a demanda dos americanos. Em 1993, foi iniciada a produção das cervejas da linha “Campus”. Em 1994, as cervejas “St. Idesbald” – blond, dubbel, triple – completaram o segmento das cervejas de abadia da cervejaria. Em 1995, foi a vez das cervejas da linha “Floris” serem lançadas. Em 1999, a Cervejaria Huyghe se tornou responsável pela fabricação da cerveja “Villers”. A “Delirium Nocturnum” foi criada. Em 2000, a cervejaria passou por mudanças e a instalação de dezesseis tanques aumentaram a capacidade de levedura; a “Delirium Christmas” foi lançada. Foi na década de 2000 que a Cervejaria Huyghe aumentou consideravelmente a produção para exportação. Em 2001 foi desenvolvida (em parceria) a primeira cerveja frutada da marca “Mongozo”. Em 2010, a cervejaria desenvolveu cerveja sem glúten da linha “Mongozo” e criou a “Delirium Red”. Em 2011, € 7.000.000 foram investidos para a expansão da cervejaria. Em 2013, a “Delirium Deliria” foi fabricada por mulheres para os amantes de cerveja. Foi o ano em que a cervejaria recebeu prêmios que são considerados importantes para o mundo das cervejas, o que só aumentou o reconhecimento e premiações para a Cervejaria Huyghe nos anos a seguir.

Após a introdução, o guia (voluntário) José leva os visitantes para conhecerem a fábrica e explica o que acontece em cada setor, além de contar curiosidades sobre a Delirium.

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Após a visita de cerca de cinquenta minutos à fábrica, o guia disponibiliza o tempo de uma hora e trinta minutos (aproximadamente) para os visitantes degustarem as cervejas no bar. Diferente das cervejarias que já visitei, a Cervejaria Huyghe não estabelece limite, já que o objetivo é que o visitante conheça o que é produzido ali. É possível degustar um pouco de cada marca.

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Depois ainda tem a loja com itens das marcas que a cervejaria produz.

Atualmente, é a quarta geração da família que comanda a cervejaria, investindo no que acreditam sem deixar de priorizar a história e a tradição da cervejaria.