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Mais informações sobre Rovaniemi em dezembro | dicas de vestuário

Visitar Santa Claus Village foi a realização de um sonho.

A vila com certeza é mágica durante todos os períodos do ano, mas imagino que em dezembro é ainda mais especial, com o clima já de Natal e a neve cobrindo tudo.

Durante o tempo que estivemos em Santa Claus Village, a temperatura se manteve abaixo de 0, na média de -10, atingindo a mínima de -17, por isso, é importante planejar bem o que vestir para aproveitar sem sentir tanto frio.

Vale destacar que dependendo da atividade que você for realizar, o vestuário será disponibilizado para você, mas cabe a você saber quais as regiões do corpo você sente mais frio para tentar proteger melhor.

Nós (e a maioria das pessoas pelo que percebi) usamos roupas para a prática de esportes de inverno. Mas, por baixo delas eu ainda usei mais camadas. Pessoalmente, preciso estar com as extremidades sempre bem protegidas: orelhas, pescoço, mãos e pés.

Para orelhas, um gorro com forro foi suficiente. A balaclava é interessante, pois também mantém o pescoço protegido, mas eu usei o item separadamente. Dependendo da malha que eu vestia por baixo, o uso da proteção especificamente para o pescoço nem era necessário, pois a gola da malha já era suficiente por ser alta e ajudar a proteger. Porém, quando o frio estava mais intenso, eu usava o item da imagem abaixo para proteger boca e nariz da exposição.

Para mãos e pés eu utilizava pastilhas que aquecem, além de luvas e meias que ajudavam a manter as extremidades aquecidas. As pastilhas são facilmente encontradas na Decathlon.

Pastilhas para mãos aqui.

Pastilhas para pés aqui.

Geralmente as jaquetas e as calças para esquiar já são térmicas. Abaixo, vou as camadas que vesti.

Primeira camada: é o que vestimos por primeiro, então é importante que a peça mantenha o calor do corpo e absorva o suor para que o corpo respire, por isso, é importante que seja antibactericida. A variedade é enorme, mas os modelos mais tecnológicos estão entre as opções mais recomendadas.

Segunda camada: tecidos como microfibra, fleece ou lã, modelos que são um pouco mais leves e possam ajudar a manter o corpo aquecido, e aí depende das características das peças que estarão por último. Conhecer as reações do corpo de acordo com o clima é importante para saber o que vestir aqui.

Nas pernas, eu vesti apenas uma legging antes da última camada. Clique aqui para ver se o tipo de legging que usei também pode ser interessante para você. Basicamente, é um modelo super extra quente com forro. Dependendo da temperatura, uma meia-calça térmica pode ser suficiente.

Última camada: importante que sejam impermeáveis para as atividades na neve. As roupas que são encontradas para a prática de esportes de inverno são bem específicas e também tem a função de proteger contra o vento. É importante que três características sejam consideradas: isolamento, à prova d’água e proteção contra o vento.

Sobre as peças de camadas, uma sugestão é pesquisar na loja Uniqlo e até mesmo na Decathlon (apenas uma sugestão, pois a variedade de marcas é enorme e tem para todos os tipos de gostos/necessidades – minha orientação é priorizar o seu bem-estar no frio, e não a beleza da roupa).

Sapatos: para caminhar na neve também é importante usar sapatos à prova d’água e que protejam do frio.

Cuidados com a pele: importante aplicar protetor solar e protetor labial antes de sair e passar novamente de acordo com a necessidade. Aplicar hidratante especialmente na área do rosto.

O meu cabelo molhou por causa da minha respiração e congelou. Cuidado!

Existe uma expressão entre os europeus que quer dizer que não existe clima ruim, e sim, roupas que são inadequadas para o clima. É importante se vestir adequadamente para evitar perrengues, lembrando também que a qualidade do vestuário é muitooo mais importante do que a quantidade de roupas. Claro que -10 é frio e você sentirá, mas vestir a roupa que é adequada para o clima com certeza minimizará um possível incômodo.

centro de rovaniemi

Para encerrar, uma informação sobre o clima de Rovaniemi: durante o período que estivemos lá, eram menos de três horas de claridade durante o dia (não necessariamente o sol aparecia, pois o céu permanecia majoritariamente nublado). Se eu não me engano era algo entre 11:00 e 14:00 de claridade durante o dia.

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Experiência de hospedagem em Santa Claus Village, em Rovaniemi

Chegando na estação de trem de Rovaniemi, fomos recebidos pelo motorista do transporte do Santa Claus Holiday Village, onde nos hospedamos. Nós chegamos cedo, então demorou um pouco até termos acesso à acomodação.

Enquanto isso, tomamos café da manhã e ficamos ali por perto até a hora do passeio de snowmobile que tínhamos programado, mas eu acabei não participando por causa dos riscos ao bebê (que nem imaginávamos no momento que agendamos – e que descobrimos enquanto preenchíamos o contrato já no estabelecimento).

Na recepção, percebemos que a reserva indicava uma acomodação diferente daquela que reservamos, e aparentemente foi um erro do sistema que ocasionou isso. Então, tivemos acesso a uma acomodação mais privativa e mais sofisticada do que a acomodação que realmente reservamos. Foi um upgrade!

Nossas malas foram levadas até a acomodação por causa do tipo de hospedagem que ficamos, mas nós fomos caminhando da recepção até lá.

Todas as acomodações possuem sauna, e um café da manhã completo está incluso. Também é possível cozinhar.

Restaurantes para todas as refeições estão disponíveis.

Atividades podem ser agendadas no balcão da recepção.

No dia que fomos embora, no início da manhã, o transporte nos pegou no apartamento que estávamos hospedados e nos levou até o aeroporto de Rovaniemi.

A estadia na vila possibilita a facilidade de se locomover por ali. Eu realmente recomendo, especialmente para famílias com crianças. Eu não vejo a hora de voltar com meu filho, que ainda estava crescendo dentro de mim quando visitamos o local em 2022.

cabanas

Visite o site oficial do Santa Claus Holiday Village para mais informações clicando aqui.

vista da acomodação 202 (reindeer)

Recomendação: se você tiver interesse em se hospedar na vila, reserve a acomodação com bastante antecedência. Nós fizemos a reserva em dezembro de 2020 para hospedagem em dezembro de 2022 através de contato por e-mail.

Para mais informações sobre as acomodações na vila, clique aqui.

bélgica, estações do ano

Novamente, sobre o clima da Bélgica 

Eu já publiquei anteriormente sobre as estações do ano aqui na Bélgica e como eu me sentia em relação a elas.

Até então, o clima nunca tinha sido uma questão. 

No decorrer de 2021, minha percepção mudou um pouco em relação ao que eu já tinha compartilhado, pois foi o ano que mais choveu desde que estou aqui. Chuvas em todas as estações do ano e consideravelmente mais fortes do que o normal. Fatores relacionados à minha vida pessoal também contribuíram para que o brilho do sol me fizesse falta, e com a saúde mental toda ferrada, por mais que eu estivesse sendo acompanhada por uma psicoterapeuta, eu deixei de cuidar de mim no dia a dia por meses. 

O clima por aqui é quase que um mistério e as experiências mudam conforme o ano que chega. 

E como o clima da Bélgica é um dos temas que muitos dos leitores desta página se interessam, aqui estou para comentar sobre a minha experiência em 2021 na região onde moro, Oost-Vlaanderen. 

Durante o inverno de 2021, nevou um pouco em janeiro (2 dias na região de Oost-Vlaanderen). Decidimos passar um fim de semana na região de Ardenne (ou Ardenas, em português) para aproveitar o clima, ainda com a Mel. Acredito que fevereiro foi o mês que o sol mais apareceu. Primavera, dias nublados e chuva, verão e outono, idem. Mas tiveram dias ensolarados também! Passou inverno, primavera, verão e outono, e não fiz quase nada de diferente aqui na Bélgica, me sentia desanimada/improdutiva e sempre exausta, e foi aí que acredito que o clima agravou a minha condição.

Acho que devo enfatizar que eu não acredito que o clima da Bélgica é um vilão, apenas que devido à minha instabilidade emocional descontrolada de 2021, acabou se tornando um aborrecimento. Inclusive, eu gosto do clima daqui, eu gosto de todas as estações do ano bem definidas e das possibilidades que cada uma proporciona, eu gosto de observar tão nitidamente a transformação da natureza, eu gosto do estilo de vida tranquilo que o clima tanto colabora para que assim seja, e se eu tivesse que escolher entre o clima daqui ou de Sorocaba para o resto da minha vida, hoje, com certeza eu escolheria o clima da Bélgica. Eu sei que a Amanda de 2005 iria detestar o clima daqui. Eu não sei como a Amanda de 2030 se sentirá porque como ser humano que sou estou em constante mudança. Hoje, eu consigo ver beleza e esperar ansiosamente pela próxima estação do ano para contemplá-la, mesmo desejando que o sol brilhe por mais dias aqui onde moro. 

Em 2021 choveu tanto que causou danos em todo o país e inundações na região de Valônia. Alguns bairros de cidades onde os rios em que o nível da água subiu precisaram ser evacuados antes que a água transbordasse. As províncias mais afetadas foram Namur e Liège devido à localização, às margens dos rios Meuse, Ourthe e Vesdre. Isso aconteceu no mês de julho. A situação foi considerada como um dos maiores desastres naturais que o país já sofreu. 

O último dia de 2021 atingiu a temperatura de +14°C, e assim 2022 começou com a temperatura mais alta do que o normal para a época do ano.

Desde que o inverno começou, em 21.12.2021, até hoje, as temperaturas estão amenas e o vento está presente, às vezes mais fraco, às vezes mais forte, mas sempre por aqui. As tempestades Corrie, Dudley e Eunice (ultrapassou 130km/h) já passaram pela Bélgica, as duas últimas na semana passada. Hoje, mais ventania por causa da tempestade Franklin que está por aqui.

Em 2022 já choveu consideravelmente e o sol tem brilhado de vez em quando. 

Estou na torcida para que possamos desfrutar do quintal em breve… que possamos aproveitar almoços e jantares do lado de fora, ou bons drinks. Será?! 


Artigos relacionados: 

•   As estações do ano na Bélgica – 2020

•   Como foi o outono de 2019 na Bélgica

•   Como foi o verão de 2019 na Bélgica

•   Como foi a primavera de 2019 na Bélgica

•   Como foi o inverno de 2019 na Bélgica

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Croácia: 24 horas em Zadar

Este é um dos artigos sobre uma viagem pela Croácia. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender o roteiro da viagem.


Chegamos em Zadar e nos acomodamos no apartamento um pouco depois das 13:00. Optamos pela hospedagem dentro das muralhas de Zadar.

Saímos diretamente até um dos restaurantes que encontramos em algumas recomendações: Konoba Sklobar. Entretanto, eu não achei a comida tão incrível e também senti falta de tempero. Confesso que comi um pouco decepcionada por não degustar o que eu queria, pois o prato que eu gostaria de ter pedido não tinha no cardápio de verão. Meu marido achou a comida boa, mas também não era o que ele inicialmente queria.

massa com camarão

Composto por uma massa conhecida como šurlice, combinada com um caldo, suco de tomate, cebola, alho, camarão e vinho branco.

frituras: lula e polvo + batata frita

De lá, passamos pela praça dos Cinco Poços (trg Pet Bunara) e passeamos pelo parque Jelene Madijevke rapidinho.

Os cinco poços foram construídos durante o século XVI para abastecer a cidade com água potável e continuaram em funcionamento até o século XIX.

parque

Depois, seguimos até o centro histórico da cidade, área que, arquitetonicamente, foi bastante influenciada por romanos e venezianos durante seus domínios. Além da Itália, Zadar também já foi anexada à Áustria. Após a Segunda Guerra Mundial passou a fazer parte da até então Iugoslávia. Desde 1991, após a independência da Croácia, é parte do país.

  • Fórum Romano e Igreja de São Donato (Crkva Svetog Donata)

Antigamente, o Fórum Romano era um centro da política, religião e economia. Hoje, é possível observar as ruínas do que restou, que também podem ser encontradas em algumas das ruas por ali.

ruínas e Igreja de São Donato
  • Igreja de Santa Maria (Crkva Sveta Marija)
Igreja de Santa Maria
  • Catedral de Santa Anastácia (Katedrala Sveta Stosija)
Catedral de Santa Anastácia
  • Praça do Povo (Narodni trg)
torre do relógio

Opções restaurantes, sorveterias e cafés. É também onde está instalado o prédio da prefeitura de Zadar.

A torre do relógio está em funcionamento desde 1803.

Como já comentei no artigo sobre o roteiro que fizemos, não tínhamos a intenção de fazer passeios para as atrações turísticas no que se refere à história. Nem em Zadar! Então não acessamos o interior dos prédios que mencionei acima, apenas observamos por fora.

Assistir ao pôr do sol ouvindo os sons do Órgão do Mar (Sea Organ) é a experiência que não pode faltar na visita à cidade. Inaugurado em 2005, é exatamente o que o nome diz: uma obra que foi projetada por Nikola Bašić para emitir os sons que são produzidos quando as ondas do mar batem nos tubos que ficam embaixo de uma escadaria. É interessante, relaxante e inesquecível. Há quem considere que é o pôr do sol mais bonito do mundo.

Ali também está a obra nomeada de Saudação ao Sol (Greeting to the Sun), que é para onde as pessoas vão depois que o sol se põe, pois é quando as luzes são acesas. É um círculo com 22 metros de diâmetro com placas de LED que funcionam à base de energia solar e que é ligado ao anoitecer.

Voltando ao centro histórico de Zadar, várias barracas se instalaram no calçadão para vender diversidades, inclusive, milho verde, algo que eu nunca tinha visto na Europa e que é extremamente comum nas praias do litoral de São Paulo que eu sempre frequentei.

paramos na sorveteria chamada Eva

Decidimos circular pela cidade e ir a algum bar, afinal, era a última noite da nossa viagem. Fomos até o bar LEDANA, no parque da rainha Jelene Madijevke bem na entrada. Depois, fomos até o bar SVAROG, na praça dos Cinco Poços que fica na entrada do parque (lá, o ambiente era mais animado por causa da música e a bebida era melhor). Foi um bom encerramento para a viagem.

No dia seguinte, tomamos café da manhã no restaurante Coffee & Cake e partimos diretamente para o aeroporto.

chococake
chococheese

Hospedagem

Optamos pela acomodação em um studio para duas pessoas e tivemos uma boa experiência: quarto confortável, aconchegante e limpo. Ótima localização!

Clique aqui para mais informações (caso a recomendação te interesse).

Locomoção

Sobre a locomoção no centro histórico de Zadar, fizemos tudo a pé. Utilizamos ônibus apenas para ir e vir do aeroporto, e taxi no dia que chegamos de Split para ir da rodoviária até o portão de Old Town mais próximo de onde nos hospedamos.

Em Zadar também é possível se banhar em praias. E pode ser a base de uma viagem com idas e vindas a vários lugares do país. Caminhar despretensiosamente pelas ruas com mais de 3000 anos de história em Old Town é algo que vale a pena!

Por aqui encerro os artigos sobre a nossa viagem pela Croácia. Foi tão especial! Fomos surpreendidos positivamente pela receptividade dos croatas por onde passamos. É um país que vale a pena ser apreciado. Espero voltar em breve…

Quem lê o que eu escrevo pode perceber o quanto a Croácia me conquistou (e o meu marido também). Nós comentávamos entre nós sobre a próxima vez ao país, para onde seria, como, quando, ficávamos imaginando sobre o nosso retorno à Croácia, e até comentei em alguns dos artigos que publiquei sobre a vontade de voltar, mas jamais imaginei que voltaríamos tão rápido. Voltamos para a capital do país durante o período de Natal, e esse será o tema da segunda-feira que vem.

zagreb
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Deixando Hvar | viagem de Split à Zadar

Este é um dos artigos sobre uma viagem pela Croácia. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender o roteiro da viagem.


Acordamos cedo e deixamos Hvar antes das 07:00 já com saudade. A ilha é espetacular. Fomos recebidos em todos os lugares por onde passamos com muita hospitalidade. Hoje, escrevendo, tenho vontade de voltar, e acredito que voltarei, pois ainda temos muito a explorar por lá: praias, aqueles lugares bem escondidinhos, restaurantes, bares, parques naturais, história, experiências… muito ainda!

Gostaria de ter a experiência de viver na Croácia por algum tempo. Quem sabe um dia…

Assim como foi para chegar à Hvar, fomos embora também em um ferry da companhia marítima Jadrolinija.

Depois de aproximadamente uma hora de travessia, chegamos em Split. Saímos do porto em direção à rodoviária. Tivemos um pouco mais de uma hora até pegar o ônibus para Zadar, então escolhemos aleatoriamente uma das lanchonetes ali ao redor e tomamos nosso café da manhã na rodoviária.

Ali na rodoviária foi uma confusão. Falta de informação ou informação incorreta/incompleta até mesmo por parte dos atendentes. Foi necessário perguntar para os motoristas dos ônibus que estacionavam ali para onde eles iriam. Nem os letreiros dos ônibus eram claros para onde iriam. Depois de algum tempo, nos acomodamos.

E a confusão não parou por aí.

Antes de contar o ocorrido, preciso mencionar que optamos pelo ônibus em que o itinerário vai beirando a costa do país, ou seja, que permite ver o mar da rodovia e que atravessa muuuitas cidades. Nós achamos que seria interessante para admirar um pouco mais da beleza da Croácia, mas já adianto que não vale a pena porque as paradas a cada dez minutos tornam a viagem extremamente cansativa (e não vimos nada de tão diferente do que já tínhamos visto). Por isso, sugiro a opção em que o ônibus faz o percurso de Split à Zadar em duas horas e quinze minutos com apenas 2 paradas.

Vamos ao caos… Existe a possibilidade de comprar os tickets antecipadamente através do site getbybus.com e também de comprar no momento do embarque (que pode ser na rodoviária de Split ou em qualquer uma das paradas do ônibus), e é aí que não existe controle de quem entra ou quem sai e em qual momento da viagem. Sendo assim, o ônibus foi enchendo de gente que não conseguia sentar no assento que comprou com antecedência porque já tinha alguém lá (que também comprou pelo lugar no assento assim que embarcou). Com isso, o ônibus foi cheio de gente que precisou viajar de pé ou se ajeitar no chão do corredor porque não tinha mais assento (e aí todas as pessoas ficaram incomodadas com a desorganização). Todos acabam sendo lesados por viajar desconfortavelmente (muita gente). Foi um caos! Espero que tenha conseguido explicar um pouco de como foi.

Nós compramos os tickets antecipadamente e não tivemos problemas porque partimos de Split. Foi no decorrer da viagem que os problemas começaram a acontecer. Para viajar mais tranquilamente, reforço a opção em que o ônibus faz o percurso de Split à Zadar em duas horas e quinze minutos com apenas 2 paradas.

Na semana que vem, publicarei um artigo sobre Zadar. Até lá!

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Praias da ilha de Hvar: Pokonji dol, Mekićevica e Robinson

Este é um dos artigos sobre uma viagem pela Croácia. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender o roteiro da viagem.


No nosso terceiro dia completo na ilha, exploramos as praias mais próximas do centro da cidade: Pokonji dol, Mekićevica e Robinson.

Uma das possibilidades para chegar até a praia Pokonji dol é simples: pela rua Ivana Vucetica beirando o mar. Ela é a primeira do caminho que leva até as outras. Durante a caminhada, é possível ver que as pessoas que preferem mais privacidade se acomodam em lugares onde é possível, mas que aparentemente não são recomendados para banho. Em todas as áreas com acesso até as praias sempre tem alguém. Depois da Pokonji dol é preciso caminhar por trilha.

Quando tem escada e/ou boias é porque ali é área para banho.

Todo o caminho desde o monastério que fica na Plaža Lučica possui aproximadamente 3,6 km.

plaža lučica

Foi o dia que eu menos fotografei, pois muitas das mulheres nas três praias estavam com os seios à mostra (topless) e eu achei que poderia ser inconveniente ficar fotografando.

Pokonji dol

Entre as três, é a maior e mais estruturada. Para quem quiser permanecer o dia todo, recomendo chegar cedo. Decidimos parar nela já no final da tarde (priorizamos as demais justamente porque seriam menos movimentadas). Encontramos espaço nas pedras e sem sombra.

Todas as praias da Croácia são muito agradáveis para banho: água cristalina, calma e refrescante, ótimas também para a prática de snorkeling.

As praias Mekićevica e Robinson são muito parecidas. Ambas são pequenas e até é possível encontrar sobra das árvores dependendo do horário. Como mencionei acima, depois da Pokonji dol o percurso é menos estruturado, ou seja, irregular. Ainda assim, há indicativo nas árvores e nas pedras sobre o caminho a ser seguido.

Mekićevica

Passamos por ela para chegar até a Robinson. Decidimos não parar porque queríamos ver a Robinson para então decidir o que fazer. Assim que chegamos, já preferimos a Robinson e decidimos passar parte do dia lá. Paramos em Mekićevica na volta apenas para observar.

Robinson

Chegamos de manhã e encontramos lugar na sombra. O ambiente da praia estava tão bom que só decidimos ir embora já à tarde porque o sol começou a bater e não tinha mais como se proteger, então foi meio que necessário.

Existe um restaurante no local com o mesmo nome da praia, que também oferece locação de guarda-sol e cadeiras/espreguiçadeiras.

Como comentei acima sobre o acesso às praias, depois da Pokonji dol complica um pouco e por isso novamente recomendo o uso de tênis ou sapato para trilha. Também fica o lembrete de sempre carregar água e algo para lanchar durante o dia porque a maioria das praias não possui estabelecimentos.


Pós praia

Já comentei na primeira publicação sobre Hvar que a ilha oferece inúmeras possibilidades de vida noturna a quem interessar.

Na quarta noite na ilha, assistimos ao pôr do sol da fortaleza que fica em uma colina. A vista panorâmica é linda. É mágico ver o sol iluminando os imóveis da cidade com paredes brancas e telhados vermelhos no fim do dia. Ver todos os tipos de embarcações chegando e saindo do porto. Ver as ilhas Pakleni à distância. Tudo é incrível.

A fortaleza (Tvrđava Fortica) começou a ser construída no século XIII pelos venezianos. Já foi abrigo para os habitantes da região depois que o exército turco invadiu a cidade. Atualmente abriga um museu que exibe artefatos que já foram encontrados no fundo do mar nas proximidades da ilha. O local também é conhecido como Tvrđava Spanjola por causa do trabalho que os engenheiros de nacionalidade espanhola desenvolveram no século XIV. O acesso é pago. Para mais informações, clique aqui.

Tínhamos nos planejado para jantar em um restaurante que estávamos paquerando, porém, descobrimos que era o dia da semana que ele não abria. Então, optamos por uma das recomendações que encontramos durante nossas pesquisas: Kogo, na praça Svetog Stjepana. Comida boa!

Passeamos um pouco por ali em busca de souvenires e não demoramos para ir embora, pois precisávamos organizar as coisas para retornarmos ao continente na manhã do dia seguinte.

Até a semana que vem!

Mas antes… vídeo com um pouco mais das praias.

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Praias da ilha de Hvar: Milna, Zaraće e Dubovica

Este é um dos artigos sobre uma viagem pela Croácia. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender o roteiro da viagem.


No nosso segundo dia completo na ilha, alugamos uma scooter para ir até as praias mais distantes queríamos visitar: Milna, Zaraće (Malo e Velo) e Dubovica.

Inicialmente, tinham mais praias que queríamos visitar, porém, enquanto preenchíamos o formulário para alugar o meio de transporte do dia, recebemos instruções e um mapa da ilha com informações sobre as praias que eram permitidas e as praias que eram proibidas de acessar pelas estradas, e então soubemos que algumas das praias dos nossos planos só eram acessíveis de barco (o que, no final das contas, foi bom, pois aproveitamos bem as praias que escolhemos).

Todas as praias que visitamos possuem acesso através da estrada principal que conecta a ilha de um lado até o outro.

Particularmente, eu me senti insegura em uma scooter, afinal, precisamos percorrer a estrada principal da ilha, ou seja, é por onde todos os automóveis também se locomovem. De scooter, me senti vulnerável/exposta, então, se eu voltasse para a ilha e precisasse alugar um meio de transporte para ir até as praias, eu optaria pelo quadriciclo por ser um pouco mais seguro. Para ir até lugares ainda mais distantes, acredito que carro é melhor por ser mais seguro, mais confortável e mais rápido, porém, requer paciência por ser menos prático para estacionar.

Nós alugamos a scooter em uma garagem bem pequenininha de um hostel, localizado na rua que estávamos hospedados. Basta caminhar um pouco pelo centro histórico ou beirando o mar para notar que tem opção para locação em todos os cantos de Hvar.

Milna Beach

Chegamos cedo e a praia ainda estava quase sem ninguém. Todas as praias que visitamos nesse dia eram parecidas: água cristalina, calma e refrescante, ótimas para a prática de snorkeling ou apenas para banho. O clima de Milna Beach estava tão agradável, mas ficamos apenas cerca de trinta minutos ali, pois queríamos permanecer mais tempo nas praias de Zaraće.

Zaraće

Para chegar até a enseada de Zaraće, foi necessário descer a montanha por onde passa a estrada principal da ilha. As ruas eram íngremes e bateu insegurança de a scooter não conseguir subir depois, mas deu tudo certo.

  • Malo (para quem desce, está do lado direito)
malo

Em Malo encontramos espaços com sombra, então permanecemos ali por algum tempo. Praticamos snorkeling, fotografamos, filmamos, nadamos mais um pouco, e depois que saímos do mar nos acomodamos em uma das áreas onde batia sol para nos secarmos um pouco mais rápido antes de continuarmos.

  • Velo (para quem desce, está do lado esquerdo)
velo

Em Velo não tinha sombra, então observamos um pouco e logo continuamos. Lá tem restaurante e bangalôs nas pedras que podem ser alugados.

igreja perto das praias

Pessoalmente, eu achei ambas as praias de Zaraće deslumbrantes. Com suas belezas naturais lindíssimas, abaixo da colina e com água extremamente límpida, eu certamente passaria horas e horas em qualquer uma delas se não quisesse explorar um pouco mais da ilha.

Dubovica

Para chegar até a praia de Dubovica também foi necessário descer a montanha por onde passa a estrada principal da ilha, porém, caminhando.

Qualquer meio de transporte precisa ser estacionado na rodovia.

Existe um ponto de ônibus bem em frente de onde a trilha começa.

A vista panorâmica da estrada para a praia é linda, e lá embaixo também! Encontramos uma sombra e lá permanecemos até o fim de tarde.

Para chegar até a maioria das praias da ilha é necessário caminhar por trilhas, por isso, recomendo o uso de tênis ou sapato para trilha. Eu usei tênis nos dias que precisamos caminhar e foi suficiente. Mais uma vez, fica o lembrete de sempre carregar água e algo para lanchar durante o dia porque a maioria das praias não possui estabelecimentos.


Pós praia

Já comentei na primeira publicação sobre Hvar que a ilha oferece inúmeras possibilidades de vida noturna a quem interessar.

lučica beach

Na terceira noite na ilha, assistimos ao pôr do sol do restaurante que escolhemos para jantarmos: Bonaca. Fica na rua do porto e de lá também é possível ver a movimentação dos barcos. Bem legal!

O prato que eu pedi como entrada foi a comida que mais gostei na Croácia: gnocchi com molho de tomate e parmesão.

gnocchi com molho de tomate e parmesão

Para sobremesa, sorvete: chocolate e mocha, da sorveteria Lamore per il gelato.

A noite estava agradável e decidimos nos aventurar pelas ruelas, afinal, durante o dia não tínhamos tempo por estarmos aproveitando as praias, e mesmo se tivéssemos tempo provavelmente o calor durante o dia não nos animaria, então aproveitamos que aquele era o momento.

Caminhar pelas ruas, se perder, se encontrar, admirar os detalhes, é o tipo de coisa que eu sempre gosto de fazer em viagens. Em Hvar não foi diferente, e quanto mais caminhávamos, mais despertava o interesse em explorar ainda mais as subidas e as descidas que tanto exalam charme com os imóveis construídos com pedras ou com as paredes bem clarinhas.

Até a semana que vem!

Mas antes… vídeo com um pouco mais das praias.

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Croácia: passeio de barco em Hvar

Este é um dos artigos sobre uma viagem pela Croácia. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender o roteiro da viagem.


Existem inúmeras opções de passeio de barco saindo de Hvar… são diversos tipos de programas para diversos tipos de interesses e algum certamente se encaixará no seu perfil.

Nós pesquisamos primeiramente online, encontramos o passeio que mais nos agradou e fizemos uma pré-reserva online. A empresa que escolhemos se chama Kabina Boats e o escritório fica no centro de Hvar. Para mais informações, clique aqui.

Saímos de manhã e voltamos no final da tarde. Nosso tour foi com um grupo de doze pessoas mais a guia e o capitão do barco.

Primeira parada: Blue Lagoon on Budikovac Island, uma ilhota perto da ilha de Vis.

É quase uma piscina natural de tão límpida e calma.

Segunda parada: Green Cave on Ravnik Island, uma ilhota perto da ilha de Vis.

Na verdade, o nosso grupo concordou em não parar ali porque a guia sugeriu parar em outra caverna (menos turística, mais bonita e mais autêntica). Ela explicou que dentro da caverna era escuro e não tinha muito o que ver (depois, eu confirmei o que ela disse através de fotos). Então observamos apenas de passagem.

Terceira parada: Stiniva Cove on Vis Island.

Em 2016, foi eleita a praia mais bonita da Europa em votação pelo site europeanbestdestinations.com  (de acordo com a opinião dos viajantes). Desde então, só cresce o número de visitantes no local e ela vai deixando de ser escondida/secreta. É pequenininha e a vista panorâmica do alto é mais bonita do que a chegada de barco (joga no google para ver a praia do alto cercada pelos paredões), mas independente de por onde, é linda.

sapatilhas para a proteção dos pés

Quarta parada: Caverna

A sugestão da nossa guia: fica no caminho entre os destinos e é realmente interessante, mas não foquei tanto nas fotos porque era fácil se machucar por ali (o balanço da água era intenso), então fiquei atenta.

Quinta parada: Blue Cave on Biševo Island.

É linda! Diferente de tudo que já tinha visto.

O barco sai com um grupo de mais ou menos dez pessoas do centro de turismo, entra na caverna e permanece ali por cerca de dez minutos apenas para observarmos, enquanto o guia explica como ela foi descoberta, e então retornamos. É suuuper turístico, mas vale a visita porque é diferente.

Sexta parada: Pritišćina Beach on Vis Island.

É a menor praia da ilha e a água é geladíssima.

Última parada: Palmižana Beach on Pakleni Islands.

É a praia mais popular do arquipélago das ilhas Pakleni.

Nós já tínhamos lanchado os snacks que levamos conosco, mas ainda assim fizemos uma refeição no restaurante Toto’s e depois aguardamos até o horário de retorno no bar ao lado.

Praticamos snorkeling em todas as paradas e em praticamente todas as praias da ilha de Hvar. A água é cristalina e sempre há vida marinha para observar, por isso, vale a pena levar o próprio kit de snorkel.


Pós praia

Hvar oferece inúmeras possibilidades de vida noturna a quem interessar.

Mas antes, assistimos a um lindo pôr do sol ali da sacada do studio.

Na segunda noite na ilha, circulamos ali no centro para ver o que nos interessava e paramos em um bar com música ao vivo chamado Central Park Club, onde tinham mesas e cadeiras do lado de fora. Nos acomodamos e ali permanecemos apenas bebendo, afinal, almoçamos no fim da tarde.

purple haze

O cocktail Purple Haze é uma das bebidas mais incríveis que já experimentei (gin, lavanda, limão, mel). Tentei reproduzir em casa e ainda não deu certo, infelizmente, ahaha…

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Split | Como chegar até a ilha de Hvar

Este é um dos artigos sobre uma viagem pela Croácia. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender o roteiro da viagem.


Depois do Parque Nacional dos lagos de Plitvice, seguimos a viagem pela Croácia diretamente para Split.

Locomoção: Nós compramos os tickets pelo site getbybus.com com partida da Entrada 1 do parque às 18:00 e chegamos em Split exatamente às 21:30.

Como chegamos cansados, fomos diretamente para o studio que alugamos para descansar.

No dia seguinte, deixamos o studio e até conseguimos passear um pouco pelo centro de Split antes de embarcarmos para Hvar.

Brunch no restaurante Fig

O ambiente é agradável e a comida estava muito boa.

california toast 
spicy eggs

Para mais informações, clique aqui.

Hospedagem em Split

Optamos pela acomodação em um studio para duas pessoas e tivemos uma boa experiência: quarto confortável, aconchegante e limpo. Localizado na região que precisávamos.

Clique aqui para mais informações (caso a recomendação te interesse).

Locomoção em Split

Tanto a rodoviária quanto o porto estão localizados pertos do centro histórico de Split, então fizemos tudo a pé.

  • Como chegar até a ilha de Hvar (via Split)

Compramos antecipadamente os tickets para embarque às 15:00 pela companhia marítima Jadrolinija. A viagem de ferry dura uma hora até o porto de Hvar.

Chegando em Hvar, nos instalamos no studio que alugamos e logo em seguida já seguimos até o Hula Hula Beach Bar para assistir ao pôr do sol de lá. É um lugar extremamente badalado, não foi exatamente o que esperávamos, mas valeu. Tem mesas e cadeiras com opção para jantar, porém, são poucos lugares.

Depois que o sol se pôs, seguimos até o centro histórico em busca de um lugar para comer. Optamos pelo restaurante La Bocca, que fica na trg Svetog Stjepana (em português: praça de Santo Estevão).

Hospedagem em Hvar

Nos hospedamos na cidade de Hvar (assim como o nome da ilha).

Optamos pela acomodação em um studio para duas pessoas e tivemos uma experiência muito agradável: ambientes confortáveis, aconchegantes e limpos. Localização excelente e com uma vista panorâmica belíssima. Perto de mercados, do centro histórico e do porto, e com cozinha bem equipada (preparamos o nosso café da manhã quase todos os dias lá). A proprietária é gentil e nos ajudou com todas as dúvidas que tínhamos. Super recomendo!

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Locomoção em Hvar

É simples se locomover na cidade de Hvar, então ali fizemos tudo a pé.

Em outros dias, fizemos um passeio de barco para visitar as ilhas por perto e alugamos uma scooter para ir até as praias mais distantes queríamos visitar. Explicarei com mais detalhes nas publicações de cada dia.

Praias de Hvar

Hvar é uma das mais de 1.000 ilhas do litoral da Croácia. Com aproximadamente 70km de ponta a ponta passando entre cidades/vilarejos, é uma das ilhas mais populares do país.

As praias da Croácia são deslumbrantes (continue acompanhando o blog para entender). O litoral do país é banhado pelo Mar Adriático com sua água em tons de verde e azul que variam dependendo da localização/ posição do sol. A água de todas as praias que visitamos estava cristalina. A ilha de Hvar é paradisíaca! Foi o motivo de termos escolhido o país como destino de verão em 2021.

Na Croácia (e Europa), as praias, geralmente, são diferentes do conceito que existe Brasil.

Raramente as praias são compostas por faixas de areia. Geralmente, são as pedras que compõe o cenário. Pode até ser um pouco incômodo porque é necessário usar algo nos pés para não machucar, porém, para quem não gosta de areia (eu), é ótimo! Existem praias com infraestrutura – banheiro e restaurante (que às vezes oferece serviço de guarda-sol e espreguiçadeira mediante pagamento), mas não são todas. Por isso, vale o lembrete de sempre levar comida e bebida na mochila para não ter que se preocupar. Nós já nos adaptamos a passar o dia com snacks e jantar à noite. Topless é comum e até mesmo pessoas completamente nuas nos cantos beirando o mar.

Vou comentar mais sobre as praias e o que considero importante nos artigos das próximas três semanas que ainda serão sobre os passeios que fizemos em Hvar (ou nas ilhas por perto). Até lá!

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Um dia no Parque Nacional dos lagos de Plitvice

Este é um dos artigos sobre uma viagem pela Croácia. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender o roteiro da viagem.


O Parque Nacional dos lagos de Plitvice (Plitvička Jezera) está localizado entre duas cordilheiras: Mala Kapela e Lička Plješivica. Com quase 30.000 hectares, é o maior dos parques nacionais da Croácia.

Em 1979 foi listado como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.

São 16 lagos com água cristalina em tons de verde e azul que variam dependendo do período do dia ou da posição do sol, mais cachoeiras, mais cascatas, mais uma vegetação linda, com mais de 1.400 táxons (espécies e subespécies) de plantas já registradas e fauna de 321 espécies de borboletas, 89 espécies de insetos (tricópteros), 14 espécies de anfíbios, 14 espécies de répteis, 168 espécies de pássaros e mais de 50 espécies de mamíferos.

Os lagos são divididos em dois grupos: lagos superiores (12) e lagos inferiores (4). Existem vários outros lagos menores que não são nomeados.

No site oficial do parque existem algumas opções de trilhas que variam de acordo com disposição e tempo de cada um. Antes de chegar no parque já tínhamos planejado exatamente o que fazer, porém, a sinalização dentro do parque não é tão clara e acabamos nos perdendo, por isso, caminhamos mais tempo do que era esperado e não conseguimos fazer o que foi planejado inicialmente por causa do tempo. Não conseguimos ver algumas vistas panorâmicas que queríamos. Ficamos bem confusos as placas que orientavam os caminhos das trilhas. Nós caminhamos uma volta enormeee no lago por mais de uma hora até, finalmente, encontrar a civilização novamente. No final, foram quase 20km de caminhada. No nosso planejamento, a ideia era intercalar entre as trilhas C e B para explorar com calma, mas acabamos fazendo a trilha K (eu não achei válido porque não tem nada de excepcional).

Durante todo o percurso que fizemos, nos deparamos com quatro lanchonetes/restaurantes, porém, acreditamos que o atendimento sofreu alterações talvez por causa da pandemia, pois apenas os restaurantes das entradas 1 e 2 estavam abertos. Ainda bem que nós tínhamos levado os snacks que compramos antes. Existem banheiros espalhados pelo parque, entretanto, por exemplo, durante a volta no lago por mais de uma hora caminhando não tinha nenhum.

É uma região onde as temperaturas costumam ser mais baixas em comparação com o restante do país, principalmente comparando com a região da Dalmácia, onde estivemos todos os outros dias. Felizmente, visitamos o parque com temperaturas entre 11°C e 21°C, o que foi ótimo.

Nós atravessamos o parque caminhando, mas para voltar até a Entrada 1 utilizamos o trem e o barco nos trechos que foram possíveis porque já estávamos bem cansados.

Nós visitamos o parque em um dia, mas no site oficial é possível comprar para dois dias e também se informar sobre as opções de hospedagens dentro do parque.

Para aproveitar bem é importante pensar no vestuário de forma que você se sinta confortável.

Um alerta: preste atenção por onde caminha porque as passarelas podem não ser completamente regulares, além de estreitas.

Assim que chegamos na entrada do parque, deixamos uma mochila e uma mala no guarda-volumes para não ter que ficar carregando desnecessariamente.

O Parque Nacional dos lagos de Plitvice está entre as atrações mais visitadas do país e é realmente muito lindo! Entretanto, é extremamente turístico e eu acho que ele perde um pouco do encanto por causa deste excesso, mas ainda assim não deixa de ser maravilhoso.

Para acessar o site oficial do parque, clique aqui.


Continuando a viagem…

Locomoção até Split: Nós compramos os tickets pelo site getbybus.com com partida da Entrada 1 do parque às 18:00 e chegamos em Split exatamente às 21:30.