Aproveitando a nossa viagem de inverno para esquiar, fomos até Chamonix para visitar a montanha mais alta da França.
Com 4810 metros de altura, Mont-Blanc está entre as montanhas mais altas da Europa. É do topo da montanha de Aiguille du midi que podemos ver Mont-Blanc e a vista panorâmica deslumbrante da região.
Mont Blanc
Do topo da montanha de Flaine – Grand Massif – também era possível ver a montanha um pouco mais distante e de outra perspectiva. Clique aqui para ler sobre a experiência de esquiar na região.
de Flaine – Grand Massif (topo)
Na fronteira com Suíça e Itália, Chamonix Mont-Blanc está situada no departamento de Haute-Savoie, na França. A região é bastante procurada por praticantes de esqui e de alpinismo durante os meses de inverno.
Para quem está a passeio, uma das atrações mais interessantes está em subir de teleférico até o topo de Aiguille du midi (3842 metros de altura) através da estação que fica no centro de Chamonix. De lá é possível observar os alpes franceses, suíços e italianos, além do Mont-Blanc de perto. Espetacular!
O percurso é realizado em duas etapas, onde a primeira gôndola leva até 2310 m. para, em seguida, a segunda gôndola levar até Aiguille du midi.
Téléphérique de l’Aiguille du Midi
Já no topo, foram cerca de quatro horas para explorar o local. É tudo bem estruturado, com escadas, elevadores, passarelas, tem restaurante, loja de souvenirs… é legal explorar cada ponto que proporciona vistas panorâmicas maravilhosas.
Tem exposição que conta sobre a história da construção dos teleféricos e estrutura em Aiguille du midi, além de histórias de esquiadores e de alpinistas que já estiveram ali.
Devido aos 3842 metros de altura, é comum sentir dificuldade para respirar, tontura e dor de cabeça.
O passeio não é recomendado para crianças menores de cinco anos de idade ou para pessoas com mobilidade reduzida em razão dos acessos.
Horários de funcionamento das gôndolas variam de acordo com a época do ano e com a demanda, então vale a pena se informar antes de chegar no local (e comprar antecipadamente o ski pass para embarcar também). É importante se vestir de forma adequada e confortável para aproveitar o que a atração tem a oferecer.
Além de Aiguille du midi, também fizemos o passeio de trem de Chamonix até Montenvers.
Ao desembarcar na estação de Montenvers, montanhas por todos os lados e a vista panorâmica para a geleira – classificada como glaciar de vale – denominada “mer de glace” (mar de gelo) logo ali.
mer de glace
Lindo demais!
Um dia incrível e inesquecível em um lugar hipnotizante. Que oportunidade!
Informações úteis
O ski pass Mont-Blanc unlimited permite o acesso à Aiguille du midi e Montenvers, entre outras atrações que não pudemos desfrutar por falta de tempo.
Clima (22/03/2019): Nas montanhas, variação de temperatura entre -1 e +3. Como as fotos demonstram, estivemos na região em um dia ensolarado, com boa visibilidade, sem nuvem, sem neblina, e com bastante vento no topo. Média de +15 durante a tarde na cidade à 1030 metros de altura.
Pela primeira vez na vida, meu marido e eu estivemos em uma estação de esqui. Foi incrível, e aqui compartilharei um pouco de como foi a nossa experiência.
A escolha do destino: cogitamos tantas estações de esqui que nem sei quantas. Além da França, também cogitamos Suíça e Itália por não sabermos o que procurar, mas como no verão de 2018 fizemos uma viagem que nos permitiu conhecer um pouco mais da França e nos despertou o interesse pelo país, definimos que iríamos para lá. Entre as inúmeras estações de esqui do país, encontramos Flaine, que ofereceu tudo o que buscávamos. Foi a escolhida!
Localizada no departamento de Haute-Savoie, a estação de esqui de Flaine foi criada em 1968. Faz parte do Grand Massif e atinge 2.500 metros. O resort foi construído em diferentes níveis de altitude: Flaine-Front de Neige à 1500m, Flaine-Forum à 1600m e Flaine-Forêt à 1700m.
Hospedagem
Optamos por um local nas proximidades da estação de esqui, pois esse era o objetivo da viagem. O hotel que nos hospedamos era do tipo “ski-in – ski-out”, ou seja, possibilita que os hóspedes saiam e cheguem esquiando por ter pista que se conecta diretamente a um dos acessos do hotel, o que é legal, apesar de só fazermos isso no último dia.
É um hotel/residencial com alojamentos que são como apartamentos. Optamos por alugar um apartamento com dois quartos para ter mais espaço disponível para nós e para a Mel. Os apartamentos possuem cozinha com tudo o que é necessário para preparar refeições.
piscina (aquecida) – Les Terrasses d’Eos
Locomoção
Para ir e vir entre hotel e estação de esqui, utilizamos o transporte que é oferecido por Flaine (gratuito). O hotel também oferece o serviço de transporte para a região.
Nos dias em que saímos para jantar e também para conhecermos a região de Chamonix, utilizamos o carro.
Alimentação
No que envolve o dia a dia, nos preocupamos em levar alimentos para café da manhã e refeições de almoço/jantar para não dependermos de restaurante. Recomendo, pois tem dias que tudo o que mais queremos depois de passar o dia esquiando é ficar tranquilamente em “casa”.
Almoçamos no apartamento e na estação de esqui também.
restaurante no topo da montanha
No jantar, além de fazermos as refeições no apartamento, também jantamos no restaurante do hotel e em outros: L’Ancolie (fomos dois dias nele de tanto que gostamos) e Le White – pub que fica na galeria da estação de esqui. Ou optamos por delivery nos dias que estávamos muito cansados.
L’Ancolie
Esquiando
Alugamos os equipamentos no local. É possível solicitar o aluguel do que for necessário antecipadamente – clique aqui.
Optamos por fazer aulas para iniciantes durante três dias com a escola ESF – três horas por dia. É algo que, particularmente, acho imprescindível para quem nunca praticou o esporte ou apenas deseja melhorar o desempenho. O instrutor auxilia e acompanha os alunos, avançando um pouco mais a cada dia.
Independente do clima, é importante usar protetor solar e protetor labial enquanto estiver nas montanhas: para mim, usar o protetor solar antes de sair de casa foi suficiente, eu realmente não senti a necessidade de usar mais, já com o protetor labial foi diferente, então deixava em um dos bolsos da jaqueta para pegar com facilidade e usar.
Ainda sobre as facilidades para esquiar, é recomendado que o ski pass permaneça em um bolso da jaqueta para que as catracas para acessar os elevadores o identifiquem, assim não é necessário retirar e guardar o tempo todo.
Com o ski pass do Grand Massif também é possível esquiar nas outras quatro estações da montanha: Les Carroz d’Arâches, Morillon, Samoëns, Sixt-Fer-à-Cheval.
Vestuário
Ressalto o quanto utilizar roupas que são adequadas para a prática de esportes na neve e para o clima é algo imprescindível. Existe uma expressão entre os europeus que quer dizer que não existe clima ruim, e sim, roupas que são inadequadas para o clima. É importante se vestir adequadamente para evitar perrengues, lembrando também que a qualidade do vestuário é muitooo mais importante do que a quantidade de roupas.
As roupas que utilizamos nas montanhas são diferentes dos modelos que vestimos no dia a dia na cidade.
O que funciona para mim: preciso estar com as extremidades sempre bem protegidas.
Para esquiar, as orelhas são protegidas pelo capacete, então não senti a necessidade de usar gorro, mas no dia que fomos até o topo da montanha, apenas o capuz da jaqueta foi suficiente para mim. Quando o vento está um pouco mais forte que o normal, sempre carrego algo comigo para proteger se precisar.
Proteção de pescoço: necessário para mim, pois é uma das regiões que se eu sentir frio, me incomoda. E ainda é um item que pode proteger boca e nariz se for necessário. Também pode ser usado como gorro, ou seja, é uma peça bastante versátil e que auxilia de acordo com a necessidade do momento. – Cachecol não é aconselhável para a prática de esqui.
Luvas – precisam ser apropriadas. É importante que sejam impermeáveis e também protejam do vento ao esquiar.
Meias – térmicas ajudam a manter os pés aquecidos.
Goggle (óculos). Importante não apenas para proteger da luz solar e claridade, mas também para não ressecar os olhos com a exposição. É bem incômodo ficar na estação de esqui sem algo para proteger os olhos da claridade.
Camadas: é como eu me visto para me proteger do frio quando as temperaturas estão baixas. O clima da estação de esqui é um indicador do que vestir, mas geralmente as jaquetas e as calças para esquiar já são térmicas. É importante que as camadas se ajustem ao corpo sem apertar.
Primeira camada: é o que vestimos por primeiro, então é importante que a peça mantenha o calor do corpo e absorva o suor para que o corpo respire, por isso, é importante que seja antibactericida. A variedade é enorme, mas os modelos mais tecnológicos estão entre as opções mais recomendadas.
Segunda camada: tecidos como microfibra, fleece ou lã, modelos que são um pouco mais leves e possam ajudar a manter o corpo aquecido, e aí depende das características das peças que estarão por último. Conhecer as reações do corpo de acordo com o clima é importante para saber o que vestir aqui.
Jaqueta e calça para esquiar: precisam ser impermeáveis. As roupas que são encontradas para a prática de esportes de inverno são bem específicas e também tem a função de proteger contra o vento. Assim como no dia a dia ou durante passeios na cidade, o vestuário nas montanhas faz toda a diferença e deve ser bem planejado. Então, é importante que três características sejam consideradas: isolamento, à prova d’água e proteção contra o vento.
Sapatos: para caminhar na neve também é importante usar sapatos à prova d’água e que protejam do frio. Eu sou o tipo de pessoa que sente muitooo frio nos pés, e o modelo que eu escolhi não me decepcionou em nada. Usei dois dias inteiros, ambos para ir até o topo das montanhas.
O vestuário é algo importantíssimo para a prática de esportes na neve e deve ser prioridade.
Independente do nível de habilidade de cada um, é importante ter consciência das limitações ao esquiar.
E aproveitar o ambiente também!
Eu sempre imaginei que fosse me apaixonar por tudo o que envolve viagens assim, mas eu realmente fui surpreendida. É sensacional estar em contato com a natureza na montanha.
Foi uma das viagens mais incríveis que já fizemos até hoje. Sem dúvidas, foi a viagem que mais nos divertimos.
A Mel também adorou…
Assista ao vídeo onde compartilho um pouco dos nossos dias em Flaine clicando aqui.
Começou a minha estação preferida por aqui: a primavera, que aos poucos aquece e leva a beleza das flores para todos os lugares.
Groot-Bijgaarden / Dilbeek
Oficialmente, em 2019, a primavera começou em 20 de março e terminará em 21 de junho.
Já acompanhei a primavera em dois anos aqui na Bélgica. Como em todas as estações, adoro observar a transformação da natureza, quando os galhos começam a florescer.
As janelas de casas e apartamentos são decoradas com flores. Nas ruas, elas também se espalham. Como em Flandres existem os canais que atravessam as cidades, as pontes se tornam um pouco mais charmosas com as cores das flores. O verde das folhas se destaca… Parece outra Bélgica!
É a época em que os jardins estão coloridos e que existem atrações para o público que aprecia flores.
Mais pessoas nas ruas, bicicletas, motos, estabelecimentos surgindo do nada, pois alguns só abrem durante as estações primavera/verão (enquanto outros fecham nos períodos do verão para que os funcionários também possam aproveitar a estação). Os parques são atrações, principalmente quando os dias são completamente ensolarados, assim como as ruas que beiram os canais.
O tempo de luz solar aumenta gradativamente e os casacos que utilizamos no inverno já podem ser guardados, entretanto, as temperaturas dos meses da estação que transita entre inverno e verão são instáveis e ainda é necessário se prevenir com casacos um pouco mais leves em ambientes abertos ou nas ruas. É tempo de viver as quatro estações em um único dia (chove, faz frio, faz calor, venta, o sol aparece, e por aí vai).
É durante a primavera que começa o horário de verão aqui na Bélgica, mais especificamente, às 02:00 da madrugada do último domingo de março. Vai até às 03:00 da madrugada o último domingo de outubro.
No começo da estação, a luz solar permanece por, aproximadamente, doze horas. Até o final da estação, o tempo de luz solar aumenta em até quatro horas a mais.
No final da estação voltarei a comentar sobre as impressões da primavera de 2019. (clique aqui para ler)
Oficialmente, ontem foi o último dia de inverno por aqui. E como já mencionado em “Como é o inverno na Bélgica” , aqui estou para contar como foi o clima de 2019.
Fiz um post sobre o primeiro dia de neve de 2019 – clique aqui para ler. Depois, nevou mais alguns dias até a semana a seguir, mas o frio não foi extremo, com temperaturas até -5°C, que permitiram passeios nas ruas para apreciar a beleza. Depois da neve, o sol geralmente aparece e torna o inverno ainda mais bonito. Ah, se todos os dias fossem assim…
Foi a semana mais fria do mês.
Fevereiro começou com dias um pouco mais quentes. Os dias da semana de 10/02 atingiram as temperaturas mais quentes já registradas no período em determinadas regiões, com máximas entre +13°C e +18°C, o que não é considerado comum para o mês de fevereiro. Antes do nascer do sol e depois do pôr do sol as temperaturas variaram entre +1°C e +5°C. Assim permaneceu até o final do mês.
foto 1: fim de janeiro | foto 2: fim de fevereiro
Ainda em fevereiro, já foi possível observar os sinais da primavera através da natureza por causa da temperatura, diferente de 2018, que as plantas demoraram para florescer por causa do looongo inverno.
Os dias, em maioria, nublados durante o mês de março tiveram temperaturas variando entre +5°C e +13°C e o vento chegou em até 43 km/h. Como se não bastasse a ventania bastante forte, o clima permaneceu úmido… quem lembra da descrição que já fiz sobre a chuva? (parece borrifões de água caindo por causa da espessura e por não molhar tanto assim). Mas também teve chuva um pouco mais forte em alguns dias. Nos três anos que pude acompanhar março na Bélgica, concluo que é o mês mais chuvoso… ahahaha. Vale a pena investir em sombrinha/guarda-chuva e em capas (tem de todo tipo por aqui) para se proteger.
E já que mencionei sobre como se proteger, vale o lembrete de que investir em roupas adequadas para as condições do inverno na Bélgica é prioridade para aproveitar o que a estação tem a oferecer.
Ressaltando que as informações do texto retratam a minha experiência na região de Oost-Vlaanderen.
Na última publicação, escrevi um pouco sobre a minha experiência em relação ao inverno aqui na Bélgica, e lá eu comento que a neve não é algo tão comum por aqui, mas que às vezes acontece. (clique aqui para ler)
E finalmente, o tão esperado dia de neve chegou por aqui.
Nevou na terça feira durante a manhã até à tarde, e voltou a nevar na madrugada da quarta-feira.
Fui caminhar no parque que tem perto de onde eu moro apenas para apreciar a beleza, afinal, não é tão comum de acontecer. Fotografei e decidi compartilhar aqui no blog.
dia de neve
DCIM108GOPRO
Lago congelado, neve no caminho e nos galhos das árvores contribuíram para belas fotos… como a natureza é maravilhosa!
lago congelado
A temperatura permaneceu por volta de 0°C. Perfeito para as pessoas se divertirem na neve ou apenas saírem para as ruas e observar. De acordo com a meteorologia, a neve atingiu um pouco mais de 5 centímetros de espessura na região onde eu moro.
Foi alertado o código amarelo para os dois dias que nevou, o que para as condições meteorológicas indica que é preciso ter cuidado, especialmente ao dirigir, pois é aí que está um dos transtornos que a neve pode causar.
Li em um jornal que a coleta de lixo em algumas regiões do país não foi concluída por causa da dificuldade para os motoristas e dos riscos para os coletores, transferindo para outro dia. É apenas uma das situações que a neve pode atrapalhar na rotina do dia a dia das pessoas.
A previsão do tempo indica a possibilidade de nevar em mais dias de janeiro. Aguardemos!
Há algumas semanas fiz uma publicação sobre os períodos de início e fim das estações aqui na Bélgica (clique aqui para ler). Hoje abordarei mais especificamente sobre a estação atual: o inverno.
La Roche en Ardenne | Bélgica
Lembrando que este é um post que relata um pouco da minha experiência sobre o inverno na Bélgica, ou seja, a partir de 2016.
Inverno 2016/2017
Confesso que não tenho tanta recordação assim em relação ao clima, pois tudo era novidade e eu ainda não sentia que tinha mudado pra cá definitivamente, então eu estava conhecendo e experimentando o frio, era algo diferente para mim, pois até então o frio de Campos do Jordão durante o inverno era o máximo que eu já tinha sentido na vida.
Eu lembro de pensar que as pessoas exageravam ao relatarem sobre o inverno ser desagradável por aqui, lembro do discurso que dizia que aqui chovia quase que diariamente e o sol simplesmente desaparecia, mas para mim não fazia sentido e era um pouco de exagero, pois a luz solar era presente durante o período e não era absurdamente frio.
Em fevereiro e março as chuvas foram constantes. Eu costumo dizer que a chuva daqui é como se fosse borrifões de água caindo por causa da espessura e por não molhar tanto assim, pois raramente chove com intensidade. Lembro disso porque foi um período que eu precisava caminhar para ir e/ou voltar da escola e tinha dificuldades para utilizar o guarda-chuva.
lago congelado
Caíram flocos de neve aleatoriamente em três dias durante toda a estação e entendi que o fenômeno não é comum na Bélgica, afinal, o país é quase que todo no nível do mar.
Foi o meu primeiro ano conhecendo as novidades do inverno na Bélgica.
Inverno 2017/2018
Segundo a meteorologia, em dezembro de 2017 foram apenas treze horas de sol durante todo o mês.
Janeiro foi semelhante, com a luz solar em raros dias. O pouco de sol que surgia já era razão pra eu abrir as cortinas para que a luz solar entrasse e aquecesse o ambiente. As janelas do apartamento em que moro são grandes, e aí eu encontrava um lugar para aproveitar o sol do lado de dentro, é claro, pois as temperaturas negativas permaneceram por dias, chegando até a -10°C.
Vento! Ventanias em janeiro e fevereiro que chegaram a uma velocidade de até 50 quilômetros/H. E eu descobri que o vento é algo que me incomoda porque eu sinto como se fosse me cortar no meio (um pouco de exagero aqui, claro… ahahaha).
Foi quando eu entendi tudo o que eu até então pensava ser exagero das pessoas.
A luz solar traz energia e aquece, o que contribui para que as pessoas permaneçam mais tempo em casa durante o inverno e apareçam nas ruas quando as temperaturas sobem.
Percebi que existem estabelecimentos que só funcionam durante os meses mais quentes do ano, e depois isso foi realmente confirmado em sala de aula pela professora que nasceu aqui.
A neve apareceu um pouco mais do que no inverno anterior. Primeiro, nevou em um dia ainda no mês de novembro. Em dezembro, nevou por mais de dez horas sem parar, o que não é normal na Bélgica. Também tiveram outros dias com neve em janeiro, fevereiro e até mesmo em março, três dias antes de mudar de estação.
Talvez o inverno do ano anterior tenha sido um pouco diferente ou eu realmente estava com o pensamento em outras coisas.
Inverno 2018/2019
Dezembro foi um mês em que o clima permaneceu agradável (opinião), com frio e o brilho do sol em dias que as temperaturas raramente se aproximaram de 0.
Por enquanto, os dias de janeiro estão mais nublados em maioria e com as temperaturas variando entre +3°C e +9°C com vento geralmente moderado. Caíram alguns flocos de neve em um dia de outubro, mas no inverno ainda não aconteceu de nevar.
No final da estação voltarei a comentar sobre as impressões do clima de 2019. – (clique aqui para ler)
Curiosidades além do clima em si:
Um dos costumes que adquiri aqui na Bélgica e tem relação com o tema foi verificar a temperatura antes de sair de casa. É importante levar em consideração a sensação térmica e a velocidade do vento que o aplicativo indica (tem para todo tipo de smartphone), já que a velocidade do vento altera consideravelmente a temperatura que pode ser sentida. Vale para todas as estações do ano e em qualquer dia!
Sobre claridade e escuridão dos dias: no dia mais curto do inverno (2018/2019), o sol nasceu às 08:47 e se pôs às 16:45. Quando os dias são ensolarados ainda é possível ter a sensação de claridade por mais tempo. Em janeiro, o tempo de luz solar já começou a aumentar e pouco a pouco temos dias gradativamente mais longos, sendo cerca de dois minutos a mais de luz solar que o dia anterior.
Choques: acontece comumente durante os meses mais frios. Eu sinto principalmente ao abrir e fechar a porta do carro ou ao tocar em outra pessoa. Isso ocorre porque o ar dos ambientes fechados fica extremamente seco em razão dos aquecedores que permanecem ligados. É recomendado a utilização de umidificadores para manter a umidade do ar um pouco mais elevada.
A água que chega nos imóveis aqui na Bélgica é diferente da água do Brasil, sendo bastante alcalina. O contato dela com a pele pode provocar o ressecamento em qualquer estação, piorando um pouco no inverno porque os banhos geralmente são mais quentes. Aí cada um encontra o melhor para si para hidratar a pele. Além disso, particularmente, percebo que às vezes surgem caspas no meu couro cabeludo durante o inverno e os fios caem mais do que o considerado normal.
O clima é instável. Pode fazer sol, chover, nevar, ventar, tudo em um único dia. Já vi a temperatura aumentar ou diminuir com a diferença de dez graus em questão de uma hora. É previsível, maaas… é a Bélgica! (não é reclamação)
Decidimos meio que de última hora ir para a região para visitar os mercados de Natal. Estivemos em Estrasburgo no fim de semana que antecedeu o Natal de 2018.
Visitamos Estrasburgo, Colmar, Riquewihr e Eguisheim, mas o post abordará principalmente o Marché de Noël de Strasbourg.
Localizada no nordeste da França, a atual Grand Est substituiu a Alsace-Champagne-Ardenne-Lorraine após a reforma territorial de 2014. A região da – popularmente conhecida – Alsácia (Grand Est) já pertenceu à Alemanha e era constantemente disputada pelos dois países já citados, o que explica a arquitetura das cidades.
Estrasburgo é a capital administrativa da região. Em 1988, o centro da cidade foi classificado como patrimônio mundial da UNESCO, e é lá estão os mais de 300 chalés do mercado de Natal.
Foi em Estrasburgo que aconteceu um dos primeiros mercados natalinos da Europa – em 1570, e o primeiro da França. Segundo os registros já encontrados, o até então mercado de São Nicolau acontecia em todo dia 6 de dezembro. O atual mercado de Natal – ou Christkindelsmärik (mercado do Menino Jesus) – substituiu o mercado de São Nicolau após a luta dos protestantes contra tradições católicas que nomeavam as festas com nomes de santos.
As atrações do mercado acontecem nas regiões do centro histórico de Estrasburgo. O mapa abaixo mostra os locais em destaque onde as barracas são instaladas, mas elas também estão espalhadas nas ruas ao redor, portanto, a dica é caminhar tranquilamente pela região para explorá-las.
Nas barracas, podemos encontrar tudo acerca do Natal, especialmente aqueles artigos originais que são produzidos artesanalmente e o tradicional Glühwein, que é uma espécie de vinho quente – vermelho ou branco – tradicionalmente temperado com frutas cítricas + cravo + canela + açúcar, mas a bebida também é servida com destilados, anis-estrelado, noz-moscada, gengibre, entre outros ingredientes. Também tem comida para se deliciar, e a pizza baguette é tradição e está em maioria nas barracas de comida, mas é possível encontrar mais opções.
pizza baguette
Algumas regiões onde os mercados estão instalados oferecem produtos um pouco mais específicos.
O tema de hoje é sobre os Mercados de Natal em Bruges, Gante, Antuérpia e a capital Bruxelas.
Em maioria, as cidades belgas da região de Flandres atualmente se referem aos mercados como “Wintermarkt” (mercado de inverno) pela diversidade cultural que é encontrada no país.
Com os dias cada vez mais escuros, começa a expectativa pelas festividades e mercados de inverno por aqui.
Os mercados natalinos da Europa parecem cenários de contos de fadas que acompanhamos em filmes. Alguns são mais populares e mais estruturados que outros, mas todos são charmosos. É mágico!
Surgiram no fim da Idade Média no antigo Sacro Império Romano-Germânico. O registro mais antigo já encontrado sobre os mercados natalinos é do século XV, mas eles já aconteciam antes. É impossível saber o local em que aconteceu o primeiro mercado natalino já que não existe concordância. A tradição se espalhou rapidamente em algumas regiões da Áustria, França, Suíça, Itália, além da Alemanha, é claro.
Os mercados de inverno da Bélgica melhoram um pouco a cada ano para receber os visitantes. Vale a pena conhecer!
A visita aos mercados natalinos é ideal para a família ou entre amigos.
Bruges
A cidade em si já é um encanto à parte. Com a decoração natalina e luzes por todos os lugares fica ainda mais charmosa.
Dois locais abrigam as atrações do mercado de Natal: as praças Grote Markt e Simon Stevinplein – menos de cinco minutos caminhando distanciam as praças.
Na Grote Markt fica a pista de gelo e barracas com comidas (salgada e doce) para comer no local e especialidades locais para levar, vestuário (gorros, luvas, meias, cachecóis e trajes natalinos), lembranças, produtos artesanais, itens natalinos, brinquedos, entre outras.
Grote Markt
Na Simon Stevinplein também estão as barracas tradicionais e de bugigangas, espaço com fliperama e outros tipos de jogos que atraem as famílias, algumas atrações infantis (carrinho de bate-bate e carrossel, além de brincadeiras tradicionais que dão prêmios), e um bar um pouco mais agitado.
As barracas de comida deixam a desejar por falta de variedade. Para quem é vegetariano/vegano não há opção, a não ser uma barraca quase que despercebida de batatas fritas que parece não fazer parte do mercado e fica na frente do Belfort.
Diferente das cidades que também fazem parte dessa publicação, em Bruges não tem roda gigante. No entanto, tem uma atração especial que é paga e fica perto da estação principal da cidade: Ice Sculptur Festival Brugge – com a temperatura de -6°C, e a atração exibe esculturas feitas de gelo.
Quando acontece: 03/11/2018 a 01/01/2019.
Gante
O organizado e estruturado mercado de Natal de Gante – Gentse Winterfeesten – acontece a partir da Korenmarkt (praça principal) e segue pela rua Klein Turkije até Sint-Baafsplein, além das atrações que se encontram na praça em frente ao castelo Gravesteen.
150 barracas são instaladas no centro de Gante.
Para comer: tem comida típica da Bélgica e dos países europeus que também seguem à tradição. Opções para vegetarianos/veganos são encontradas no mercado, ou seja, o mercado inclui possibilidades para todos.
Alguns bares tanto abertos quanto fechados estão à espera do público.
Também tem as barracas que vendem os produtos de vestuário para o inverno. Tem todo tipo de itens para decoração. É possível encontrar um pouco de tudo. Tem barraca de alho, de queijo, de amendoim, de waffle, de doces, de brinquedos produzidos artesanalmente… de tudo!
Apresentações de bandas ao vivo e/ou artísticas acontecem no mercado. As crianças são mimadas diariamente pelo Papai Noel ou por personagens que remetem ao encanto do Natal.
Stadshal: onde fica a pista de gelo para patinação – tem área especial para os pequenos. Ao redor da prefeitura também tem barracas e um bar que remete aos que são encontrados em estações de esqui dos alpes.
O clima do mercado de inverno de Gante é muito agradável.
Quando acontece: 07/12/2018 a 06/01/2019.
Antuérpia
O centro de Antuérpia é transformado para o mercado de Natal (Kerstmarkt Antwerpen). As barracas com artigos acerca do Natal são intercaladas entre produtos alimentícios, acessórios para vestir, decorar ou presentear, e estão instaladas na praça Groenplaats, Grote Markt, seguindo pela rua Suikerrui até a praça Steenplein. O mercado cresce um pouco mais a cada ano.
A pista de gelo fica na Groenplaats e ao lado tem um bar de inverno instalado, onde acontecem apresentações musicais ao vivo. Ao redor da pista de gelo estão as barracas de vestuário para proteger as extremidades do corpo, bolsas, carteiras, de doces tipicamente natalinos e de bebidas.
Na Grote Markt tem barracas com artigos para decoração, comida, bebida, bancos espalhados para sentar e aproveitar a festa, além da árvore de Natal. As luzes instaladas em alguns prédios da praça contribuem para o ambiente ficar ainda mais bonito.
Entre as barracas tem uma que é dedicada especialmente para animais de estimação com todo tipo de item.
O caminho da Grote Markt para a praça Steenplein é decorado para a passagem e também tem barracas.
Na praça Steenplein tem barracas com objetos um pouco diferentes que são sugestões para presentes. Para comer e beber também tem algumas opções, mas não tem tanta variedade. Ali também tem uma tenda (fechada e aquecida) com bar e espaços com mesas e cadeiras para se acomodar e beber, onde também tem música. Tem opção vegetariana/vegana para lanchar. É onde a roda gigante também está instalada.
O mercado de inverno de Antuérpia é animado e bem aconchegante.
Na Grand Place / Grote Markt de Bruxelas acontece um show de som e luz que é impressionante. Não tem quem veja e não se encante.
Ao redor do prédio da Bolsa de Valores estão algumas das mais de 200 barracas que são instaladas na região. As atrações do mercado de inverno também estão nas praças Sainte-Catherine e de la Monnaie, além da região do mercado de peixes (marché aux poissons / vismarkt).
Reprodução: plaisirsdhiver.be
Os tipos de mercadorias das cidades que citei acima também são encontrados no mercado da capital, com um pouco mais de variedades. Tem, inclusive, uma barraca com apenas comida típica do Brasil (administrada por brasileiros). Obviamente, faz sucesso entre os brasileiros que passam pelo caminho. Também são encontradas barracas com comida típica de outros países, refletindo a diversidade de Bruxelas. Cada ano tem um país com as especialidades em destaque, e em 2018 foi a Finlândia.
A pista de gelo está na Place de la Monnaie.
A roda gigante de Bruxelas fica na região do mercado de peixes. Lá também estão os chalés com produtos para comer e beber no local ou levar, espaços para fazer as refeições e barracas com variedades.
Atrações em algumas datas específicas também são apresentadas nas ruas (consultar o site oficial do evento).
Além da mistura dos cheiros de comida, o cheiro de qualquer coisa que é feita de açúcar ou das especiarias do tradicional vinho quente dos mercados de Natal – glühwein – pode ser sentido de todos os lugares. É muuuito bom!
Com exceção de Bruges, as pistas de gelo das demais cidades são cobertas e permitem patinar com chuva. Banheiros são instalados nas ruas para os visitantes. Tem os comerciantes que não aceitam cartões de débito/crédito, então é importante ter dinheiro em espécie.
Vale ressaltar que o texto foi escrito com base em experiência pessoal nos mercados no inverno de 2018. Datas e as atrações alteram a cada ano.
A Bélgica está no Hemisfério Norte e tem as estações do ano opostas em relação ao Brasil.
As estações na Europa começarão e terminarão nas seguintes datas em 2018/2019:
Primavera: 20 de março – 21 de junho(em 2019)
Flores passam a colorir as cidades juntamente com o verde das folhas das árvores que estão espalhadas pela cidade. Gradativamente, a temperatura começa a aumentar, variando entre +7°C e +23°C, dependendo da região do país.
A claridade dos dias chega a permanecer por dezessete horas e o mês mais quente geralmente é julho. O clima permanece seco durante a estação e as temperaturas podem variar entre +17°C e +30°C.
A característica da estação está nas folhas das árvores que mudam de cor e colorem o chão das ruas ao caírem. A temperatura diminui pouco a pouco e geralmente varia entre +5°C e +15°C.
Inverno: 21 de dezembro – 20 de março(em 2018/2019)
A luz natural do dia permanece por apenas oito horas e as chuvas e o vento acompanham o frio. Os meses mais frios geralmente são janeiro e fevereiro com temperaturas que podem variar entre -5°C e +5°C, e raramente atingir -10°C.
Estatísticas demonstram que março costuma ser o mês mais chuvoso do ano.
As estações são bem definidas na Bélgica.
Eu nunca tinha visto o outono na vida… nem neve!
As estações intermediárias (primavera e outono) são as que eu mais gosto em razão das temperaturas serem mais agradáveis. Mas confesso que toda vez que vejo a neve fico fascinada, até porque não é tão comum assim na Bélgica.
Independente da época, a beleza da natureza está na singularidade de cada estação.
As leis de proteção ambiental do Estado contribuem para que o paraíso da Riviera Francesa se desenvolva de acordo com as regulamentações de preservação. O Parque Nacional Port-Cros administra 75% da Ilha de Porquerolles desde 1971, se responsabilizando pela proteção ambiental do patrimônio natural em seu território.