Oficialmente, ontem foi o último dia de inverno por aqui. E como já mencionado em “Como é o inverno na Bélgica” , aqui estou para contar como foi o clima de 2019.
Fiz um post sobre o primeiro dia de neve de 2019 – clique aqui para ler. Depois, nevou mais alguns dias até a semana a seguir, mas o frio não foi extremo, com temperaturas até -5°C, que permitiram passeios nas ruas para apreciar a beleza. Depois da neve, o sol geralmente aparece e torna o inverno ainda mais bonito. Ah, se todos os dias fossem assim…
Foi a semana mais fria do mês.
Fevereiro começou com dias um pouco mais quentes. Os dias da semana de 10/02 atingiram as temperaturas mais quentes já registradas no período em determinadas regiões, com máximas entre +13°C e +18°C, o que não é considerado comum para o mês de fevereiro. Antes do nascer do sol e depois do pôr do sol as temperaturas variaram entre +1°C e +5°C. Assim permaneceu até o final do mês.
foto 1: fim de janeiro | foto 2: fim de fevereiro
Ainda em fevereiro, já foi possível observar os sinais da primavera através da natureza por causa da temperatura, diferente de 2018, que as plantas demoraram para florescer por causa do looongo inverno.
Os dias, em maioria, nublados durante o mês de março tiveram temperaturas variando entre +5°C e +13°C e o vento chegou em até 43 km/h. Como se não bastasse a ventania bastante forte, o clima permaneceu úmido… quem lembra da descrição que já fiz sobre a chuva? (parece borrifões de água caindo por causa da espessura e por não molhar tanto assim). Mas também teve chuva um pouco mais forte em alguns dias. Nos três anos que pude acompanhar março na Bélgica, concluo que é o mês mais chuvoso… ahahaha. Vale a pena investir em sombrinha/guarda-chuva e em capas (tem de todo tipo por aqui) para se proteger.
E já que mencionei sobre como se proteger, vale o lembrete de que investir em roupas adequadas para as condições do inverno na Bélgica é prioridade para aproveitar o que a estação tem a oferecer.
Ressaltando que as informações do texto retratam a minha experiência na região de Oost-Vlaanderen.
Na última publicação, escrevi um pouco sobre a minha experiência em relação ao inverno aqui na Bélgica, e lá eu comento que a neve não é algo tão comum por aqui, mas que às vezes acontece. (clique aqui para ler)
E finalmente, o tão esperado dia de neve chegou por aqui.
Nevou na terça feira durante a manhã até à tarde, e voltou a nevar na madrugada da quarta-feira.
Fui caminhar no parque que tem perto de onde eu moro apenas para apreciar a beleza, afinal, não é tão comum de acontecer. Fotografei e decidi compartilhar aqui no blog.
dia de neve
DCIM108GOPRO
Lago congelado, neve no caminho e nos galhos das árvores contribuíram para belas fotos… como a natureza é maravilhosa!
lago congelado
A temperatura permaneceu por volta de 0°C. Perfeito para as pessoas se divertirem na neve ou apenas saírem para as ruas e observar. De acordo com a meteorologia, a neve atingiu um pouco mais de 5 centímetros de espessura na região onde eu moro.
Foi alertado o código amarelo para os dois dias que nevou, o que para as condições meteorológicas indica que é preciso ter cuidado, especialmente ao dirigir, pois é aí que está um dos transtornos que a neve pode causar.
Li em um jornal que a coleta de lixo em algumas regiões do país não foi concluída por causa da dificuldade para os motoristas e dos riscos para os coletores, transferindo para outro dia. É apenas uma das situações que a neve pode atrapalhar na rotina do dia a dia das pessoas.
A previsão do tempo indica a possibilidade de nevar em mais dias de janeiro. Aguardemos!
Há algumas semanas fiz uma publicação sobre os períodos de início e fim das estações aqui na Bélgica (clique aqui para ler). Hoje abordarei mais especificamente sobre a estação atual: o inverno.
La Roche en Ardenne | Bélgica
Lembrando que este é um post que relata um pouco da minha experiência sobre o inverno na Bélgica, ou seja, a partir de 2016.
Inverno 2016/2017
Confesso que não tenho tanta recordação assim em relação ao clima, pois tudo era novidade e eu ainda não sentia que tinha mudado pra cá definitivamente, então eu estava conhecendo e experimentando o frio, era algo diferente para mim, pois até então o frio de Campos do Jordão durante o inverno era o máximo que eu já tinha sentido na vida.
Eu lembro de pensar que as pessoas exageravam ao relatarem sobre o inverno ser desagradável por aqui, lembro do discurso que dizia que aqui chovia quase que diariamente e o sol simplesmente desaparecia, mas para mim não fazia sentido e era um pouco de exagero, pois a luz solar era presente durante o período e não era absurdamente frio.
Em fevereiro e março as chuvas foram constantes. Eu costumo dizer que a chuva daqui é como se fosse borrifões de água caindo por causa da espessura e por não molhar tanto assim, pois raramente chove com intensidade. Lembro disso porque foi um período que eu precisava caminhar para ir e/ou voltar da escola e tinha dificuldades para utilizar o guarda-chuva.
lago congelado
Caíram flocos de neve aleatoriamente em três dias durante toda a estação e entendi que o fenômeno não é comum na Bélgica, afinal, o país é quase que todo no nível do mar.
Foi o meu primeiro ano conhecendo as novidades do inverno na Bélgica.
Inverno 2017/2018
Segundo a meteorologia, em dezembro de 2017 foram apenas treze horas de sol durante todo o mês.
Janeiro foi semelhante, com a luz solar em raros dias. O pouco de sol que surgia já era razão pra eu abrir as cortinas para que a luz solar entrasse e aquecesse o ambiente. As janelas do apartamento em que moro são grandes, e aí eu encontrava um lugar para aproveitar o sol do lado de dentro, é claro, pois as temperaturas negativas permaneceram por dias, chegando até a -10°C.
Vento! Ventanias em janeiro e fevereiro que chegaram a uma velocidade de até 50 quilômetros/H. E eu descobri que o vento é algo que me incomoda porque eu sinto como se fosse me cortar no meio (um pouco de exagero aqui, claro… ahahaha).
Foi quando eu entendi tudo o que eu até então pensava ser exagero das pessoas.
A luz solar traz energia e aquece, o que contribui para que as pessoas permaneçam mais tempo em casa durante o inverno e apareçam nas ruas quando as temperaturas sobem.
Percebi que existem estabelecimentos que só funcionam durante os meses mais quentes do ano, e depois isso foi realmente confirmado em sala de aula pela professora que nasceu aqui.
A neve apareceu um pouco mais do que no inverno anterior. Primeiro, nevou em um dia ainda no mês de novembro. Em dezembro, nevou por mais de dez horas sem parar, o que não é normal na Bélgica. Também tiveram outros dias com neve em janeiro, fevereiro e até mesmo em março, três dias antes de mudar de estação.
Talvez o inverno do ano anterior tenha sido um pouco diferente ou eu realmente estava com o pensamento em outras coisas.
Inverno 2018/2019
Dezembro foi um mês em que o clima permaneceu agradável (opinião), com frio e o brilho do sol em dias que as temperaturas raramente se aproximaram de 0.
Por enquanto, os dias de janeiro estão mais nublados em maioria e com as temperaturas variando entre +3°C e +9°C com vento geralmente moderado. Caíram alguns flocos de neve em um dia de outubro, mas no inverno ainda não aconteceu de nevar.
No final da estação voltarei a comentar sobre as impressões do clima de 2019. – (clique aqui para ler)
Curiosidades além do clima em si:
Um dos costumes que adquiri aqui na Bélgica e tem relação com o tema foi verificar a temperatura antes de sair de casa. É importante levar em consideração a sensação térmica e a velocidade do vento que o aplicativo indica (tem para todo tipo de smartphone), já que a velocidade do vento altera consideravelmente a temperatura que pode ser sentida. Vale para todas as estações do ano e em qualquer dia!
Sobre claridade e escuridão dos dias: no dia mais curto do inverno (2018/2019), o sol nasceu às 08:47 e se pôs às 16:45. Quando os dias são ensolarados ainda é possível ter a sensação de claridade por mais tempo. Em janeiro, o tempo de luz solar já começou a aumentar e pouco a pouco temos dias gradativamente mais longos, sendo cerca de dois minutos a mais de luz solar que o dia anterior.
Choques: acontece comumente durante os meses mais frios. Eu sinto principalmente ao abrir e fechar a porta do carro ou ao tocar em outra pessoa. Isso ocorre porque o ar dos ambientes fechados fica extremamente seco em razão dos aquecedores que permanecem ligados. É recomendado a utilização de umidificadores para manter a umidade do ar um pouco mais elevada.
A água que chega nos imóveis aqui na Bélgica é diferente da água do Brasil, sendo bastante alcalina. O contato dela com a pele pode provocar o ressecamento em qualquer estação, piorando um pouco no inverno porque os banhos geralmente são mais quentes. Aí cada um encontra o melhor para si para hidratar a pele. Além disso, particularmente, percebo que às vezes surgem caspas no meu couro cabeludo durante o inverno e os fios caem mais do que o considerado normal.
O clima é instável. Pode fazer sol, chover, nevar, ventar, tudo em um único dia. Já vi a temperatura aumentar ou diminuir com a diferença de dez graus em questão de uma hora. É previsível, maaas… é a Bélgica! (não é reclamação)
Decidimos meio que de última hora ir para a região para visitar os mercados de Natal. Estivemos em Estrasburgo no fim de semana que antecedeu o Natal de 2018.
Visitamos Estrasburgo, Colmar, Riquewihr e Eguisheim, mas o post abordará principalmente o Marché de Noël de Strasbourg.
Localizada no nordeste da França, a atual Grand Est substituiu a Alsace-Champagne-Ardenne-Lorraine após a reforma territorial de 2014. A região da – popularmente conhecida – Alsácia (Grand Est) já pertenceu à Alemanha e era constantemente disputada pelos dois países já citados, o que explica a arquitetura das cidades.
Estrasburgo é a capital administrativa da região. Em 1988, o centro da cidade foi classificado como patrimônio mundial da UNESCO, e é lá estão os mais de 300 chalés do mercado de Natal.
Foi em Estrasburgo que aconteceu um dos primeiros mercados natalinos da Europa – em 1570, e o primeiro da França. Segundo os registros já encontrados, o até então mercado de São Nicolau acontecia em todo dia 6 de dezembro. O atual mercado de Natal – ou Christkindelsmärik (mercado do Menino Jesus) – substituiu o mercado de São Nicolau após a luta dos protestantes contra tradições católicas que nomeavam as festas com nomes de santos.
As atrações do mercado acontecem nas regiões do centro histórico de Estrasburgo. O mapa abaixo mostra os locais em destaque onde as barracas são instaladas, mas elas também estão espalhadas nas ruas ao redor, portanto, a dica é caminhar tranquilamente pela região para explorá-las.
Nas barracas, podemos encontrar tudo acerca do Natal, especialmente aqueles artigos originais que são produzidos artesanalmente e o tradicional Glühwein, que é uma espécie de vinho quente – vermelho ou branco – tradicionalmente temperado com frutas cítricas + cravo + canela + açúcar, mas a bebida também é servida com destilados, anis-estrelado, noz-moscada, gengibre, entre outros ingredientes. Também tem comida para se deliciar, e a pizza baguette é tradição e está em maioria nas barracas de comida, mas é possível encontrar mais opções.
pizza baguette
Algumas regiões onde os mercados estão instalados oferecem produtos um pouco mais específicos.
O tema de hoje é sobre os Mercados de Natal em Bruges, Gante, Antuérpia e a capital Bruxelas.
Em maioria, as cidades belgas da região de Flandres atualmente se referem aos mercados como “Wintermarkt” (mercado de inverno) pela diversidade cultural que é encontrada no país.
Com os dias cada vez mais escuros, começa a expectativa pelas festividades e mercados de inverno por aqui.
Os mercados natalinos da Europa parecem cenários de contos de fadas que acompanhamos em filmes. Alguns são mais populares e mais estruturados que outros, mas todos são charmosos. É mágico!
Surgiram no fim da Idade Média no antigo Sacro Império Romano-Germânico. O registro mais antigo já encontrado sobre os mercados natalinos é do século XV, mas eles já aconteciam antes. É impossível saber o local em que aconteceu o primeiro mercado natalino já que não existe concordância. A tradição se espalhou rapidamente em algumas regiões da Áustria, França, Suíça, Itália, além da Alemanha, é claro.
Os mercados de inverno da Bélgica melhoram um pouco a cada ano para receber os visitantes. Vale a pena conhecer!
A visita aos mercados natalinos é ideal para a família ou entre amigos.
Bruges
A cidade em si já é um encanto à parte. Com a decoração natalina e luzes por todos os lugares fica ainda mais charmosa.
Dois locais abrigam as atrações do mercado de Natal: as praças Grote Markt e Simon Stevinplein – menos de cinco minutos caminhando distanciam as praças.
Na Grote Markt fica a pista de gelo e barracas com comidas (salgada e doce) para comer no local e especialidades locais para levar, vestuário (gorros, luvas, meias, cachecóis e trajes natalinos), lembranças, produtos artesanais, itens natalinos, brinquedos, entre outras.
Grote Markt
Na Simon Stevinplein também estão as barracas tradicionais e de bugigangas, espaço com fliperama e outros tipos de jogos que atraem as famílias, algumas atrações infantis (carrinho de bate-bate e carrossel, além de brincadeiras tradicionais que dão prêmios), e um bar um pouco mais agitado.
As barracas de comida deixam a desejar por falta de variedade. Para quem é vegetariano/vegano não há opção, a não ser uma barraca quase que despercebida de batatas fritas que parece não fazer parte do mercado e fica na frente do Belfort.
Diferente das cidades que também fazem parte dessa publicação, em Bruges não tem roda gigante. No entanto, tem uma atração especial que é paga e fica perto da estação principal da cidade: Ice Sculptur Festival Brugge – com a temperatura de -6°C, e a atração exibe esculturas feitas de gelo.
Quando acontece: 03/11/2018 a 01/01/2019.
Gante
O organizado e estruturado mercado de Natal de Gante – Gentse Winterfeesten – acontece a partir da Korenmarkt (praça principal) e segue pela rua Klein Turkije até Sint-Baafsplein, além das atrações que se encontram na praça em frente ao castelo Gravesteen.
150 barracas são instaladas no centro de Gante.
Para comer: tem comida típica da Bélgica e dos países europeus que também seguem à tradição. Opções para vegetarianos/veganos são encontradas no mercado, ou seja, o mercado inclui possibilidades para todos.
Alguns bares tanto abertos quanto fechados estão à espera do público.
Também tem as barracas que vendem os produtos de vestuário para o inverno. Tem todo tipo de itens para decoração. É possível encontrar um pouco de tudo. Tem barraca de alho, de queijo, de amendoim, de waffle, de doces, de brinquedos produzidos artesanalmente… de tudo!
Apresentações de bandas ao vivo e/ou artísticas acontecem no mercado. As crianças são mimadas diariamente pelo Papai Noel ou por personagens que remetem ao encanto do Natal.
Stadshal: onde fica a pista de gelo para patinação – tem área especial para os pequenos. Ao redor da prefeitura também tem barracas e um bar que remete aos que são encontrados em estações de esqui dos alpes.
O clima do mercado de inverno de Gante é muito agradável.
Quando acontece: 07/12/2018 a 06/01/2019.
Antuérpia
O centro de Antuérpia é transformado para o mercado de Natal (Kerstmarkt Antwerpen). As barracas com artigos acerca do Natal são intercaladas entre produtos alimentícios, acessórios para vestir, decorar ou presentear, e estão instaladas na praça Groenplaats, Grote Markt, seguindo pela rua Suikerrui até a praça Steenplein. O mercado cresce um pouco mais a cada ano.
A pista de gelo fica na Groenplaats e ao lado tem um bar de inverno instalado, onde acontecem apresentações musicais ao vivo. Ao redor da pista de gelo estão as barracas de vestuário para proteger as extremidades do corpo, bolsas, carteiras, de doces tipicamente natalinos e de bebidas.
Na Grote Markt tem barracas com artigos para decoração, comida, bebida, bancos espalhados para sentar e aproveitar a festa, além da árvore de Natal. As luzes instaladas em alguns prédios da praça contribuem para o ambiente ficar ainda mais bonito.
Entre as barracas tem uma que é dedicada especialmente para animais de estimação com todo tipo de item.
O caminho da Grote Markt para a praça Steenplein é decorado para a passagem e também tem barracas.
Na praça Steenplein tem barracas com objetos um pouco diferentes que são sugestões para presentes. Para comer e beber também tem algumas opções, mas não tem tanta variedade. Ali também tem uma tenda (fechada e aquecida) com bar e espaços com mesas e cadeiras para se acomodar e beber, onde também tem música. Tem opção vegetariana/vegana para lanchar. É onde a roda gigante também está instalada.
O mercado de inverno de Antuérpia é animado e bem aconchegante.
Na Grand Place / Grote Markt de Bruxelas acontece um show de som e luz que é impressionante. Não tem quem veja e não se encante.
Ao redor do prédio da Bolsa de Valores estão algumas das mais de 200 barracas que são instaladas na região. As atrações do mercado de inverno também estão nas praças Sainte-Catherine e de la Monnaie, além da região do mercado de peixes (marché aux poissons / vismarkt).
Reprodução: plaisirsdhiver.be
Os tipos de mercadorias das cidades que citei acima também são encontrados no mercado da capital, com um pouco mais de variedades. Tem, inclusive, uma barraca com apenas comida típica do Brasil (administrada por brasileiros). Obviamente, faz sucesso entre os brasileiros que passam pelo caminho. Também são encontradas barracas com comida típica de outros países, refletindo a diversidade de Bruxelas. Cada ano tem um país com as especialidades em destaque, e em 2018 foi a Finlândia.
A pista de gelo está na Place de la Monnaie.
A roda gigante de Bruxelas fica na região do mercado de peixes. Lá também estão os chalés com produtos para comer e beber no local ou levar, espaços para fazer as refeições e barracas com variedades.
Atrações em algumas datas específicas também são apresentadas nas ruas (consultar o site oficial do evento).
Além da mistura dos cheiros de comida, o cheiro de qualquer coisa que é feita de açúcar ou das especiarias do tradicional vinho quente dos mercados de Natal – glühwein – pode ser sentido de todos os lugares. É muuuito bom!
Com exceção de Bruges, as pistas de gelo das demais cidades são cobertas e permitem patinar com chuva. Banheiros são instalados nas ruas para os visitantes. Tem os comerciantes que não aceitam cartões de débito/crédito, então é importante ter dinheiro em espécie.
Vale ressaltar que o texto foi escrito com base em experiência pessoal nos mercados no inverno de 2018. Datas e as atrações alteram a cada ano.
A Bélgica está no Hemisfério Norte e tem as estações do ano opostas em relação ao Brasil.
As estações na Europa começarão e terminarão nas seguintes datas em 2018/2019:
Primavera: 20 de março – 21 de junho(em 2019)
Flores passam a colorir as cidades juntamente com o verde das folhas das árvores que estão espalhadas pela cidade. Gradativamente, a temperatura começa a aumentar, variando entre +7°C e +23°C, dependendo da região do país.
A claridade dos dias chega a permanecer por dezessete horas e o mês mais quente geralmente é julho. O clima permanece seco durante a estação e as temperaturas podem variar entre +17°C e +30°C.
A característica da estação está nas folhas das árvores que mudam de cor e colorem o chão das ruas ao caírem. A temperatura diminui pouco a pouco e geralmente varia entre +5°C e +15°C.
Inverno: 21 de dezembro – 20 de março(em 2018/2019)
A luz natural do dia permanece por apenas oito horas e as chuvas e o vento acompanham o frio. Os meses mais frios geralmente são janeiro e fevereiro com temperaturas que podem variar entre -5°C e +5°C, e raramente atingir -10°C.
Estatísticas demonstram que março costuma ser o mês mais chuvoso do ano.
As estações são bem definidas na Bélgica.
Eu nunca tinha visto o outono na vida… nem neve!
As estações intermediárias (primavera e outono) são as que eu mais gosto em razão das temperaturas serem mais agradáveis. Mas confesso que toda vez que vejo a neve fico fascinada, até porque não é tão comum assim na Bélgica.
Independente da época, a beleza da natureza está na singularidade de cada estação.
É assim que viajamos por aqui: de carro. Então decidi compartilhar um pouco sobre a experiência aqui no blog.
As primeiras viagens que fizemos por aqui antes da Mel chegar sempre foram de carro. Até então, não tínhamos viajado por mais de três horas porque nos limitamos a conhecer lugares bem específicos. A Mel tem mais de dezesseis anos e não tem o tamanho para viajar confortavelmente nas bolsas para embarcar em cabine de avião ou em cabine de trem comigo, então para evitar algum tipo de transtorno, foi definido que viajaríamos sempre de carro.
Atualmente, acredito que seja a maneira que mais permite que as pessoas desfrutem dos lugares aqui na Europa. Independente do meio de locomoção utilizado, quase sempre é possível chegar nos locais que você quiser, entretanto, os lugares mais incríveis do continente europeu estão onde o carro pode chegar com mais facilidade.
Gosto de conhecer as capitais e os lugares mais visitados de cada país, mas eu gosto ainda mais dos locais menos conhecidos e menos disputados por turistas, onde eu consigo apreciar os detalhes dos locais com mais tranquilidade.
Em um pouco mais de dois anos por aqui, conhecemos lugares que jamais conheceríamos se não viajássemos de carro, entre vilarejos, montanhas e praias, lugares que não estão nos roteiros turísticos tradicionais.
Quando você é o guia da viagem e está de carro, pode viajar da forma e no tempo que quiser, o que permite mais liberdade para se programar. Você pode parar em qualquer lugar ao longo do trajeto e mudar os planos sem preocupação.
A primeira preocupação que surgiu antes mesmo de definirmos que mudaríamos para a Bélgica foi: “como levar a minha fiel e amada cãopanheira em segurança”. Jamais pensei em deixá-la.
Knokke-Heist | Bélgica
Na época, ela estava com 15 anos de idade. Teve complicações em relação à saúde cinco meses antes da viagem, quando foi diagnosticada com encefalite idiopática e tomou corticoides para a recuperação até um mês antes da viagem.
A Mel não veio comigo.
Eu precisei embarcar na data “X” e não tinha o tempo para que ela embarcasse junto. Cogitei a hipótese de voltar para buscá-la, mas aí pensei no quanto seria estressante para ela ter que permanecer em uma bolsa desconfortavelmente, isso se a permitissem na cabine, pois apesar de ela ter o peso permitido para viajar na cabine de qualquer companhia aérea europeia, ela não ficava de pé confortavelmente dentro da bolsa, e as companhias aéreas exigem isso. Pesquisei bastante e entrei em contato com pessoas que já tinham viajado com os cães em situações parecidas, mas ainda assim comecei a pensar em alternativas para transportá-la.
Até que em uma das conversas entre meu marido e colegas que já moravam na Bélgica, ele recebeu a recomendação de uma pessoa que trabalha com o transporte de animais de estimação de um país para outro. LIVREMENTE! Como se fosse um cão de assistência que pode embarcar solto na cabine.
Entrei em contato com o profissional e conversamos por alguns dias até eu aceitar que era o melhor para ela, e então contratá-lo, mesmo com as angústias de como seria não estar com ela em uma situação tão diferente de tudo o que ela já tinha vivido.
Ela chegou bem e um pouco assustada, o que eu já imaginava, afinal, a circulação de muitas pessoas nos aeroportos, sons, cheiros, enfim, tudo tão diferente e ainda sem alguém da família com ela, mas o importante é que a viagem foi como o esperado.
A pessoa que contratei trabalha com o transporte de cães e gatos há mais de vinte anos e atualmente usa as redes sociais pessoais (privadas) para divulgar os trabalhos aos contratantes, além de manter contato via WhatsApp e informar a situação do animal em tempo real através de imagens.
Sei que existem empresas que também se responsabilizam pelo transporte do animal, mas na carga de animais vivos e esta é uma hipótese que eu nunca cogitei.
Não existem voos que partem diretamente do Brasil para a Bélgica, portanto é necessário fazer uma escala já na Europa. A Mel fez escala na Espanha.
Aqui, a Mel vive bem e sinceramente acredito que o clima contribuiu demais para a saúde dela, especialmente para a respiração. Visita a médica veterinária regularmente e apesar de estar com a visão dos dois olhos comprometida em razão da idade, os resultados dos exames comprovam que ela é sadia além do que é esperado para a idade.
Na Bélgica (e na Europa) os cães são bem-vindos em muitos lugares e por isso ela sempre viaja conosco, se hospeda em hotéis, se for necessário também utiliza o transporte público com a gente e já foi até em restaurantes.
No bonde elétrico em Berlim
Praga – República Tcheca
Flims – Suíça
Abaixo, seguem as instruções para transportar o seu pet.
Para realizar viagens internacionais com animais domésticos é necessário solicitar a emissão do Certificado Veterinário Internacional (CVI – documento que comprova a boa condição sanitária do pet para ingressar em outro país) ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Os postos diplomáticos belgas no Brasil não são responsáveis para orientá-lo nessas questões.
Para transportar um animal de estimação para a Bélgica é necessário seguir rigorosamente as instruções das autoridades na seguinte ordem cronológica:
Primeiramente, procurar um médico veterinário de confiança.
Implantar um microchip (ISO 11784 e ISO 11785 – padrão internacional) de identificação no animal de estimação que será transportado. É seguro e não interfere no bem-estar e na saúde do pet.
Após, a vacina antirrábica deve ser aplicada por um médico veterinário regulamentado.
Independente de quando foi aplicada a vacina antirrábica pela última vez, é necessário aplicá-la após a implantação do microchip para que a informação seja atualizada.
É importante colar o selo com as informações da fabricação na carteira de vacinação do animal de estimação junto com a assinatura do médico veterinário responsável pela aplicação.
Vale ressaltar que a vacina antirrábica de campanha pública não é aceita.
30 dias após a aplicação da vacina antirrábica no animal, coletar o sangue para asorologia.
O animal não pode ter o sangue coletado antes de 30 dias.
Aqui começa a contagem regressiva de uma quarentena de 90 dias.
Encaminhar o material para um laboratório autorizado pela UE realizar o laudo.
Clique aqui para verificar quais são os laboratórios autorizados pela UE a realizar o laudo no Brasil.
O material deve ser analisado em até 3 dias depois da coleta. É importante que o médico veterinário entre em contato com o laboratório autorizado pela UE antes de encaminhar o material para obter corretamente as informações sobre os procedimentos que são necessários e os cuidados para não invalidar a amostra.
O nível dos anticorpos que neutralizam o vírus da raiva no organismo do animal de estimação deve ser igual ou superior a 0,5 Ul/ml. Se o exame indicar que a quantidade está inferior do que é exigido, será necessário repetir o processo.
O laudo da sorologia tem validade vitalícia desde a data da vacinação seja respeitada.
O médico veterinário precisa atestar a saúde do animal de estimação em documento.
O documento tem validade de 72 horas até a emissão do CZI, portanto, é importante solicitá-lo em até três dias antes do agendamento no Ministério (ou VIGIAGRO).
Apenas o documento original é aceito.
O site oficial do MAPA disponibiliza o modelo de documento a ser seguido.
O documento deve conter dados como nome, espécie, raça, sexo, cor, data de nascimento, idade, tipo de pelagem e o número de identificação do microchip do animal, e o que mais for solicitado, além da declaração do médico veterinário responsável que alegue que o animal foi examinado, com carimbo que contenha o registro no Conselho Federal de Medicina Veterinária + assinatura e data. O responsável pelo animal também deve ser identificado no documento.
Emissão do Certificado Veterinário Internacional – CVI
É necessário agendar (antecipadamente) entre 10 dias e 03 dias antes do embarque.
O animal de estimação não precisa ir junto.
Os locais que podem ser emitidos o CVI estão listados no site oficial do MAPA.
Para a emissão do CVI, levar os seguintes documentos: 1. comprovante de aplicação do microchip e os adesivos que contém o código; 2. carteira de vacinação que comprove que a vacina antirrábica está em dia; 3. laudo da sorologia com os anticorpos igual ou superior à 0,5 UI/ml; 4.duas cópias dos documentos citados anteriormente (itens 1, 2, 3); 5. certificado de saúde emitido pelo médico veterinário responsável; 6. requerimento para fiscalização de animais de companhia preenchido (clique aqui); 7. comprovante de embarque; 8. endereço de hospedagem/residência no país de destino.
O processo dura um pouco mais de quatro meses, portanto, é importante se programar.
E IMPORTANTE: verificar a disponibilidade na companhia aérea antecipadamente porque é limitado o número de animais domésticos por aeronave.
As informações estão sujeitas a alterações, portanto, atente-se ao site oficial do MAPA. Especialmente sobre os laboratórios que são autorizados para o exame no Brasil, pois infelizmente é comum que existam problemas com os mesmos e já aconteceu até mesmo de o país permanecer sem a licença e o material ter que ser encaminhado para outro país, tornando o processo um pouco mais burocrático.
E não se preocupe, o seu amor de quatro patas não precisará ficar para trás, basta seguir as instruções e optar por uma companhia aérea que respeite os animais que tudo correrá bem!
Caso você queira o contato da pessoa que transportou a minha Mel, fique à vontade para solicitar.
Com a aproximação do réveillon e já planejando sobre as atividades de dezembro, a publicação de hoje será sobre o nosso 2016-2017 em Colônia, na Alemanha.
Na época, planejamos a viagem apenas na última semana do ano, pois tínhamos dúvidas sobre para onde ir e o que fazer, mas ainda assim conseguimos hospedagem em um hotel com os requisitos que gostaríamos.
Durante o período em que estivemos na cidade, algumas atrações turísticas e museus permaneceram fechados para as festas e sabíamos que seria assim, então nos programamos para conhecer o que seria possível.
Depois de Berlim, Hamburgo e Munique, Colônia é a quarta maior cidade da Alemanha.
Fundada no século I, Colônia é o centro da região metropolitana Rhein-Ruhr e tem importância internacional na indústria química e na indústria automotiva por abrigar muitas sedes renomadas mundialmente.
Água de Colônia foi fabricada na cidade pela primeira vez em 1709.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Os Aliados jogaram muitas toneladas de bombas na cidade destruindo 61% da área construída. Em março de 1945, a população foi reduzida em 95%, pois a maioria dos habitantes deixou a cidade e os judeus foram assassinados pelos nazistas. A cidade foi severamente destruída, mas reconstruída nas décadas a seguir.
As leis de proteção ambiental do Estado contribuem para que o paraíso da Riviera Francesa se desenvolva de acordo com as regulamentações de preservação. O Parque Nacional Port-Cros administra 75% da Ilha de Porquerolles desde 1971, se responsabilizando pela proteção ambiental do patrimônio natural em seu território.