Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.
O Mont Saint-Michel é um rochedo que fica no meio de uma baía para o Canal da Mancha. Foi um centro de peregrinação dos cristãos durante a Idade Média e desde 1979 é considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO, sendo um dos locais mais extraordinários da lista em razão dos aspectos monumental e pitoresco que são facilmente notados.
Mont Saint-Michel
Acredita-se que a história do monumental Mont Saint-Michel começa em 708, quando o bispo Aubert (de Avranches) sonha que o arcanjo São Miguel ordena que uma igreja seja construída e consagrada em sua homenagem ali no rochedo. Em 709 o sonho tornou-se realidade (depois de o arcanjo aparecer três vezes nos sonhos do bispo). A abadia fica no topo do monte.
Antes disso, o local era conhecido como Mont-Tombe.
Durante o século X, os frades se instalaram na abadia e um vilarejo foi se desenvolvendo pouco a pouco aos pés do monte. Foi o local de refúgio para os peregrinos, enquanto para os viajantes era um local de descanso. Os religiosos sofreram com incêndios e desabamentos que aconteceram, mas reconstruíram e fortificaram os alicerces sem desânimo. Com a coragem dos frades em defendê-lo, o Mont Saint-Michel resistiu às invasões dos vikings no século IX, à Guerra dos Cem Anos contra os ingleses que tentaram invadir e apropriar-se, e quando os protestantes tentaram ocupá-lo durante as guerras de religião. Graças à proteção da muralha e pelo mar, permaneceu intocável durante os períodos que foram citados anteriormente. A afluência dos peregrinos incentivou os comerciantes a se instalarem no rochedo, contribuindo para a formação da aldeia.
Depois que os beneditinos foram obrigados a deixar a abadia por riscos, revolucionários transformaram o local em prisão entre os anos de 1793 e 1863.
Uma restauração a partir de 1872 sob a responsabilidade do serviço de monumentos históricos da França e o regresso de uma comunidade religiosa em 1969 possibilitaram o renascimento Mont Saint-Michel. Atualmente, é um dos locais mais visitados na França, atrás de Paris e do palácio de Versailles.
Desaguam ali os rios Sée, Sélune e Couesnon.
O evento das marés vivas é a subida e a descida da maré em torno do monte, e é uma atração. Entretanto, não é diariamente que acontece, pois o espetáculo só acontece durante os períodos das luas nova e cheia, então é importante acessar o site oficial que divulga a tábua das marés para verificar quando acontece. (clique aqui)
Mont Saint-Michel após a maré subir
Nós conseguimos nos instalar em um dos pontos da muralha quando a maré começou a subir ao redor do Mont Saint-Michel para apreciar o evento. É mágico! O monte não chegou a se transformar em ilha no dia em que o visitamos porque a maré não subiu a ponto de cobrir a passarela, mas a possibilidade existe, por isso a importância de verificar a tábua das marés para não ter surpresas. O coeficiente indicava 80 no dia que estivemos lá.
Apenas um dia foi suficiente para explorarmos o que o Mont Saint-Michel tem a oferecer.
Existem opções para alimentação e hospedagem no interior da muralha do Mont Saint-Michel.
Nas ruas do vilarejo existem lojas de souvenirs com todo tipo de produto. E após a visita à abadia também! Foi lá que compramos um enfeite para colocar na nossa árvore de natal como lembrança.
Não é possível ir de carro até o interior do Mont Saint-Michel, mas existem estacionamentos por perto. Aí é só caminhar ou utilizar o transporte que atravessa a ponte até o monte. Recomendo a caminhada para ir apreciando a vista. Não pague para ser transportado por cavalos, é cruel!
Para acessar o site oficial de turismo e mais informações, clique aqui.
Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.
O “Dia D” foi o dia em que Os Aliados desembarcaram nas praias da Normandia com o objetivo de libertar a França e consequentemente o continente da ocupação dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Aconteceu no dia 06 de junho de 1944.
A Operação Overlord foi estabelecida na conferência em Casablanca em 24 de janeiro de 1943, quando Os Aliados decidiram os fatores que implementariam para os desembarques de 1944 no continente. As praias do desembarque são: Sword Beach, Juno Beach, Gold Beach, Omaha Beach e Utah Beach. Os americanos desembarcaram nas praias de Omaha e Utah, enquanto ingleses e canadenses foram para Gold, Juno e Sword. Durante os meses que antecederam do “Dia D”, Os Aliados colocaram em prática operações militares falsas com o objetivo de iludir e confundir os alemães em relação ao local, dia e horário do principal ataque. Na data prevista, 05 de junho de 1944, as condições meteorológicas não eram favoráveis para o desembarque, mas o que era considerado um pouco mais próximo do ideal pela equipe de especialistas só aconteceria em duas semanas e adiar o plano seria um risco, então foi definido que mesmo não sendo o que era ideal, os desembarques aconteceriam em 06 de junho de 1944, afinal, os alemães tinham acesso mais limitado que Os Aliados acerca das condições meteorológicas na época. Para garantir uma invasão bem-sucedida, Os Aliados iniciaram uma campanha de bombardeios para atingir as indústrias de aeronaves da Alemanha, a infraestrutura de comunicações e os acessos a rodovias e ferrovias para dificultar o auxílio de reforços.
Um porto artificial “Mulberry” foi levado da Inglaterra para Omaha Beach e colocado em prática para formar um quebra-mar e facilitar o descarregamento das embarcações que carregavam o material de guerra. Os americanos desembarcaram em maré baixa de manhã e tiveram dificuldades para chegar até o topo da colina e avançar, já que os alemães e suas armadilhas estavam ali para impedir. É estimado que 3881 soldados americanos foram mortos ou feridos (e desaparecidos) em 06 de junho de 1944 na praia de Omaha. Os primeiros a desembarcarem sabiam que morreriam para abrir os caminhos para a libertação e mesmo assim agiram por bravura.
Nós visitamos dois museus que ficam nas proximidades de Omaha e fomos até a praia. Optamos por explorar apenas uma das praias do desembarque do que visitar mais e não nos conectarmos com a história.
O Overlord Museum foi inaugurado em 2013, abriga uma coleção de mais de 10.000 peças e conta a história da Batalha da Normandia até a libertação de Paris. As seis forças armadas são reproduzidas juntamente com o acervo de mais de 40 veículos, tanques e canhões, restaurados por uma equipe de especialistas. O museu ainda exibe permanentemente arquivos dos veteranos que testemunharam os combates de 1944.
Localizado em Saint-Laurent-sur-Mer, o Museé Memorial d’Omaha Beach foi fundado em memória das pessoas que morreram em 1944 e exibe uma coleção de itens pessoais, documentos, armas, uniformes, veículos, fotografias e um pouco do cotidiano desde a ocupação dos alemães até o dia que os americanos desembarcaram em Omaha Beach para a libertação. Além disso, um documentário de aproximadamente vinte e cinco minutos com testemunhos dos veteranos é exibido. É emocionante!
A coleção do museu está em constante evolução. Com frequência, itens são encontrados por crianças que brincam na areia da praia.
Na região existem memoriais e um Cemitério Militar Americano em homenagem aos soldados que morreram ali. Infelizmente, não conseguimos visitar por causa do tempo que tínhamos. Entretanto, fica a dica!
A escultura Les Braves é obra de Anilore Banon e consiste em três elementos: as asas da esperança, para que o espírito que carregou os homens de junho de 1944 continue nos inspirando e nos recordando que juntos é possível mudar o futuro; ascensão e liberdade, para que o exemplo daqueles que se levantaram contra a barbárie nos ajude a permanecer firmes e fortes contra todas as formas de desumanidade; as asas da fraternidade, para que a irmandade sempre nos lembre da responsabilidade que temos para com os outros e conosco. A obra foi encomendada pelo governo francês para celebrar o 60º aniversário em 2004.
Les Braves
Os desembarques na Normandia são considerados a maior invasão marítima na história.
Filmes como “O resgate do soldado Ryan” e “O mais longo dos dias” mostram o desembarque em Omaha Beach, contribuindo para sua popularidade.
É comovente o respeito que os habitantes da região demonstram para com os soldados americanos que tanto contribuíram para a libertação, a quem tanto são gratos. É comum que as bandeiras da França e dos Estados Unidos estejam lado a lado na frente dos imóveis.
Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.
Hoje abordaremos sobre três cidades que estão localizadas no departamento de Calvados: Honfleur, Deauville e Bayeux.
Honfleur
Localizada às margens do Rio Sena, antigamente, Honfleur era uma das bases do comércio marítimo que tanto contribuíram para a economia da região.
Honfleur é datada do século XI. O porto da cidade foi importante para o transporte de mercadorias na rota Rouen-Inglaterra a partir do século XVII, período em que foi construído. Um dos destaques também com importância para a cidade foi em 1608, quando a expedição de Samuel de Champlain resulta na fundação da cidade de Quebec, no Canadá.
Já no século XIX, Honfleur é conectada com o Impressionismo, estilo de pintura do século XIX em que uma das características é fazer a arte fora do ateliê com inspiração no ambiente natural sem qualquer alteração. Um dos representantes do movimento é Claude Monet, porém, foi através de Eugène Boudain que Honfleur se destacou no que se refere à pintura. Eugène Boudain nasceu em Honfleur em 1824 (e morreu em Deauville em 1898). É considerado um dos precursores do estilo impressionista e incentivador (e amigo) não apenas de Monet, mas dos artistas que também costumavam buscar inspiração ao ar livre em Honfleur.
A imagem mais comum encontrada através da pintura retrata Vieux Bassin, que se tornou o cartão postal da cidade: as casas germinadas, estreitas e altas, construídas entre os séculos XVI e XVII para os nobres, juntamente com os barcos que ficam estacionados ali nas docas.
O cenário da cidade explica a razão de o Impressionismo ser associado à região. Não é à toa que os trabalhos dos pintores impressionistas retratam exatamente a mesma imagem em diferentes horários do dia justamente com o intuito de captar as mudanças de cor e de luz do ambiente.
A cidade permaneceu murada por anos e seu porto teve papel com relevância para as forças militares da França. Durante os períodos de guerra, foi uma das cidades da Normandia que foi poupada de destruição.
Ao caminhar pelas ruas da cidade, encontramos lojas de souvenirs com especialidades locais: uma bebida alcoólica produzida de maçã com conhaque que é envelhecido em barril por pelo menos dois anos conhecida como Calvados e doces feitos a partir do caramelo. Bebidas como Pommeau e Cidra também são bem típicas de Honfleur. É comum que artistas locais exponham seus trabalhos nos espaços que são públicos.
Vale a pena visitar a Igreja Santa Catarina (Église Sainte Catherine), que é considerada uma das atrações mais populares da cidade. Ela é diferente das igrejas que já tinha visto, pois foi construída de madeira pelos moradores durante o século XV.
Em frente à igreja, a torre do campanário é um anexo do Museu Eugène Boudin que apresenta obras religiosas e lembranças das instituições de caridade.
Ao redor do antigo porto e nas ruas das proximidades, além de lojas de souvenirs e restaurantes, estão os celeiros de sal do século XVII que atualmente abrigam exposições e eventos que acontecem na cidade.
Honfleur é uma das cidades da Normandia que vale a pena visitar, nós passamos cerca de três horas ali sem obrigações de fazer isso ou aquilo como roteiro. Percorremos as ruas a pé e apreciamos o que o vilarejo tem a oferecer aos olhos. Para quem quiser dedicar mais tempo, não faltam atrações. Museus que retratam o estilo de vida da população do vilarejo, arquitetura, obras dos artistas do Impressionismo e os celeiros de sal estão disponíveis aos visitantes.
Para mais informações sobre atrações em Honfleur, clique aqui.
Localizada na costa da Normandia, Deauville atrai hóspedes (em maioria, parisienses) com poder aquisitivo um pouco mais elevado que as cidades da região. É conhecida como o berço da moda de Coco Chanel, pois foi lá que a primeira loja da estilista foi aberta (mas já não existe mais), por isso, lojas com itens luxuosos e de grife também estão instaladas ali.
A primeira referência encontrada sobre a região de Deauville é do século XI. Após investimentos do século XIX, a cidade se tornou um dos balneários mais queridos da elite de Paris.
Um dos cartões-postais da cidade são os guarda-sóis que ficam na areia da praia. Também se destacam o calçadão conhecido como Les Planches e as cabines para a troca de roupas que são grafadas com o nome de artistas que já estiveram na cidade.
Tem os artistas que visitam a cidade a passeio, assim como aqueles que costumam visitar Deauville para participar dos eventos que ali acontecem, como o Festival de Cinema Americano, que acontece anualmente no mês de setembro.
Para quem deseja jogar, um cassino que está localizado na avenida beira-mar é uma opção.
Para quem deseja relaxar, basta escolher um dos spas que estão espalhados pela cidade.
Vitrines não faltam para quem busca ir às compras.
A prática de esportes náuticos é comum no balneário e atrai interessados especialmente nos meses de verão. Em Deauville é comum a prática de esportes com o uso de cavalos, e quem acompanha o blog regularmente sabe eu sou contra o uso de animais para qualquer prática, porém, infelizmente, ainda acontece.
Para quem for permanecer na cidade por mais tempo, atrações não faltam. Inclusive, passar o tempo na praia se o clima permitir.
É uma cidade que vale a pena se perder e observar os detalhes de tudo, e entender através do que encontrar nas ruas a razão de a cidade atrair o público que atrai. Confesso que a mistura de estilos normando, gótico e art decó das construções foi o que mais me encantou. A cidade é pequena, permanecemos por cerca de três horas nela e não nos preocupamos em cumprir atividades envolvendo o turismo, caminhamos por ela sem pretensões e aproveitamos o que pudemos.
Para mais informações sobre atrações em Deauville, clique aqui.
O local onde se encontra a cidade de Bayeux foi fundado como um assentamento galo-romano no século I a.C., nomeado de Augustoduro.
Eventos com importância aconteceram na região.
A Tapeçaria de Bayeux (Tapissarie de la Reine Mathilde), apesar de “tapeçaria”, é um bordado com cerca de 70 metros de comprimento e 50 centímetros de altura que descreve os eventos com importância para a cidade durante o século XI e atualmente está em exposição no Musée de la Tapisserie de Bayeux. A peça foi listada em 2007 na categoria Memória do Mundo pela UNESCO. Atualmente, acredita-se que a obra foi produzida na Inglaterra.
Já no século XX, Bayeux foi a primeira cidade francesa a ser libertada dos alemães pelos Aliados após o desembarque na Normandia, o dia D, em 6 de junho de 1944.
Apesar dos conflitos durante os períodos de guerra, a arquitetura do centro histórico de Bayeux foi preservada.
Bayeux abriga museus, memorial/cemitério de guerra e a catedral gótica de Notre-Dame construída entre os séculos XII e XV. A catedral iluminada com projeções coloridas fica ainda mais bonita de noite. É possível avistá-la de longe.
Assim como as cidades já mencionadas acima, Bayeux é uma cidade para ser explorada a pé também pela facilidade. Chegamos em Bayeux quase à noite e não exploramos tudo o que gostaríamos por falta de tempo, mas percorrer as ruas da cidade só despertou ainda mais a vontade de voltar lá e visitar, principalmente, os museus que exibem um pouco de história da região.
Para mais informações sobre atrações em Bayeux, clique aqui.
As três cidades são lugares que merecem um pouco de atenção ao viajar pela Normandia, seja para explorar a história que carregam ou simplesmente pela graciosidade.
Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.
De Le Havre (onde nos hospedamos) até Étretat são 27 km. Fizemos o percurso de carro. Para estacionar em Étretat foi bem complicado porque estacionamentos e até mesmo as vagas para estacionar nas ruas estavam completamente lotados, mas depois de tempo procurando, conseguimos estacionar há aproximadamente quinze minutos a pé do centro.
Étretat está localizada na costa da Normandia e é um dos destinos mais visitados da região. Visitamos a cidade com o objetivo de conhecer a beleza das falésias, então não exploramos o vilarejo em si porque o tempo que tínhamos não permitiu.
É compreensível a razão pela qual pintores e escritores como Claude Monet, Gustave Courbet, Eugène Boudin, Gustave Flaubert e Maurice Leblanc escolherem o vilarejo como refúgio para inspiração. O vilarejo está entre dois penhascos que oferecem possibilidades de trilhas até o topo. Ambos são belíssimos e podem ser acessados caminhando pela orla, mas é importante que a maré esteja baixa para a travessia.
O cartão postal de Étretat: la falaise d’aval e l’aiguille creuse
À direita do vilarejo está o penhasco d’Amont e uma trilha que pode ser percorrida rapidamente, talvez em quinze minutos dependendo da condição de cada um. De lá é possível avistar o cartão-postal de Étretat. Também é onde a capela de Notre-Dame de la Garde está instalada.
la falaise d’amont
Do lado direito da falésia d’Amont estão a rocha de Vaudieu e a agulha de Belval consecutivamente como demonstra a foto a seguir.
le roc vaudieu e l’aiguille de belval
A partir do topo da falésia d’Amont existe um percurso que permite o acesso à praia através de escadas desde que a maré esteja baixa.
À esquerda do vilarejo está o penhasco d’Aval e uma trilha que requer um pouco mais de tempo e disposição (porém, não é difícil). Do topo é possível ver o vilarejo que está ao lado direito e mais um arco à esquerda, o Manneporte. São aproximadamente cinquenta minutos com paradas para fotos a partir dos mirantes que estão ali. Um campo de golfe também pode ser visto durante o percurso. É possível caminhar até o topo do Manneporte, mas nós optamos ir até lá pela orla. E é entre os penhascos d’Aval e Manneporte que está a agulha que é denominada Creuse.
manneporte
Ah, e assim como a maioria das praias que já visitamos na França, é de pedra.
l’aiguille creuse e la falaise d’aval – caminhada pela orla
Assim como no Parque Nacional das Calanques, o calcário é responsável pela cor branca das falésias e pelo tom verde/azul do mar. São 140 km de falésias entre os rios Sena e Somme à margem do Canal da Mancha. Os paredões chegam a atingir 100 metros de altura.
Sempre que via as fotos de Étretat nos perfis que acompanho nas redes sociais eu pensava: “que incrível”, e é impressionante como eu ainda assim eu fui impactada com a magnitude das falésias e a beleza que compõe tudo que está ali. Quanta generosidade da natureza para com Étretat! Definitivamente, é impossível não se impressionar. No dia que visitamos Étretat ventou demais, mas nada que limitasse o passeio em si. Tivemos a sorte de que o dia estava ensolarado, diferente dos demais enquanto visitamos a região da Normandia, então foi possível contemplar o cenário natural perfeitamente.
Para quem for permanecer por mais tempo em Étretat, sugiro que visite o site oficial de turismo para mais informações sobre o que fazer no local.
Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.
Le Havre foi a cidade que escolhemos para nos hospedarmos durante uma viagem de três dias na região da Normandia. Apesar de, inicialmente, não termos o objetivo de conhecê-la já que o foco era outro, acabamos passeando por ela rapidamente e conhecemos um pouco do que foi possível.
A cidade de Le Havre está localizada no noroeste da França (Haute-Normandie), onde o Rio Sena se encontra com o Canal da Mancha (que separa a França da ilha da Grã-Bretanha), e abriga um dos mais importantes portos marítimos do país.
Pont de Normandie
A arquitetura de Le Havre é a mais moderna entre as cidades da Normandia. Os ataques durante a Segunda Guerra Mundial danificaram o município quase que completamente, ocasionando a reconstrução nas duas décadas a seguir sob responsabilidade do arquiteto Auguste Perret, que planejou a construção de apartamentos para abrigar os habitantes que perderam tudo e a construção da maioria dos prédios públicos da cidade. Em 2005, o centro histórico de Le Havre foi listado pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade.
prefeitura – hôtel de ville du Havre
Assim como o prédio da prefeitura, a Igreja de São José (Église Saint-Joseph) que foi reconstruída também é obra de Auguste Perret (com contribuição dos arquitetos Raymond Audigier e Georges Brochard e do artista Jacques Poirrier). É dedicada à memória das vítimas de guerras.
Igreja Saint-Joseph
Construída entre 1951 e 1957, a igreja que remete a um farol se destaca entre os edifícios da cidade – com 107 metros de altura. No interior, o altar está localizado no centro da igreja. Os 6500 vitrais que foram instalados na torre permitem que a luz natural do dia chegue até o interior da igreja através das cores que alteram dependendo da orientação do sol.
torre da igreja de são josé
torre da igreja de são josé
O brasileiro Oscar Niemeyer também contribuiu para a arquitetura de Le Havre. Foi o responsável por projetar o Centro Cultural da cidade que atualmente (desde 1990) é conhecido como Le Volcan: um local de produção artística que é referência nacional no campo do teatro, música, dança, circo, novas imagens e artes digitais, e ainda abriga uma biblioteca que carrega o nome do arquiteto como parte do conjunto. Para quem olha de cima, o projeto compõe o desenho de uma pomba que simboliza a paz.
Todas as atrações que citei acima estão localizadas no centro histórico da cidade e podem ser visitadas.
Le Havre
Hospedagem
Optamos pelo Hotel Mercure Le Havre Centre Bassin du Commerce por ser pet friendly e atender o que buscávamos. A localização do hotel é ótima no que se refere à cidade. Percorremos tudo o que citei acima a pé.
A desvantagem de termos nos hospedado em Le Havre é a distância para os destinos que planejamos visitar. O ideal seria termos nos hospedado em um lugar que o acesso fosse mais prático. Além disso, tem a questão da taxa para atravessar a Ponte da Normandia duas vezes por dia (ir e voltar).
Valor para atravessar a ponte (por automóvel): € 5,40 por travessia.
Este texto é a introdução de uma viagem que fizemos na região da Normandia (em francês: Normandie), no noroeste da França.
Partimos da Bélgica (Oost-Vlaanderen) diretamente para a cidade em que nos hospedamos: Le Havre. De lá, partimos para Étretat, Honfleur, Deauville, Bayeux, Omaha Beach (uma das praias do desembarque do “Dia D”) e para o incrível Mont Saint-Michel. Foram cerca de quatro horas na estrada (400 km, aproximadamente).
Le HavreÉtretatHonfleurDeauvilleBayeuxOmaha BeachMont Saint-Michel
É uma região da França que vale a pena ser visitada principalmente por quem gosta de história. Além do que visitamos em quatro dias na região, existem mais lugares que podem e devem ser incluídos no roteiro para quem tiver mais tempo.
Acompanhe o blog durante as semanas a seguir para acompanhar um pouco do que fizemos em cada lugar que visitamos.
Locomoção
Utilizamos o carro para a locomoção até os destinos e lá percorremos a pé.
Informações úteis:
Clima (agosto 2019): durante os dias que visitamos a região, o clima permaneceu bem instável. O sol apareceu, mas os dias permaneceram nublados em maioria. Temperaturas dos locais por onde passamos variaram entre 15°C e 23°C na época.
Na segunda-feira começou a estação que eu considero que tem o clima mais agradável aqui na Bélgica: o outono. Oficialmente, em 2019, o outono começou em 23 de setembro e terminará em 22 de dezembro.
As folhas das árvores começam a mudar de cor. A temperatura começa a diminuir pouco a pouco e o friozinho que faz no começo e no final dos dias já não permite mais sair de casa sem agasalho.
As folhas das árvores que até então possuem o tom de verde escuro passam a clarear, atingindo tons de verde claro, amarelo, laranja, vermelho, marrom, dependendo da árvore, até caírem e as árvores permanecerem apenas com galhos. E isso depende do clima para acontecer.
Eu adoro a transição e as mudanças que acontecem entre verão e inverno porque acho tudo tão aconchegante. A chuva e os cheiros de tudo… Gosto de velas, incensos e óleos essenciais com aromas mais quentes para a casa nessa época. É tempo de preparar sopas, caldos, cremes, fondue e bebidas quentes. É período em que os seriados ficam em dia (ehehe). E obviamente, de curtir o clima lá fora também! Ao passear por parques em áreas verdes ou florestas é possível encontrar muuuitos cogumelos. E aranhas! (é surreal o medo que tenho delas).
É já que mencionei o clima acima, imprevisível e instável, tudo pode acontecer nos meses de outono, afinal, é a Bélgica.
Outono é felicidade, tranquilidade, calmaria, inspiração e tempo de mudança. Como não amar?!
É durante o outono que termina o horário de verão aqui na Bélgica, mais especificamente, às 03:00 da madrugada do último domingo de outubro.
No começo da estação, a luz solar permanece por, aproximadamente, doze horas. Até o final da estação, o tempo de luz solar diminui em até quatro horas a menos, período em que as noites se tornam mais longas.
No final da estação voltarei a comentar sobre as impressões do outono de 2019. (clique aqui para ler)
Oficialmente, na próxima segunda-feira (23) será o último dia do verão aqui na Bélgica (e na Europa). E como já mencionei em “Como é o verão na Bélgica”, aqui estou para relatar um pouco da minha experiência de 2019 sobre o clima na região de Oost-Vlaanderen.
Em 2019 o clima foi bem semelhante aos dois anos anteriores, com catorze dias em que a temperatura máxima ultrapassou +30°C e até mesmo um dia que atingiu +41°C.
Entre a última semana de junho e a primeira semana de julho os dias foram bem quentes. Lembro que nos verões de 2017 e 2018 também fez bastante calor na mesma época. As últimas semanas dos meses de julho e agosto foram igualmente quentes.
Temperatura mínima atingida em junho: +8°C (11/06).
Temperatura máxima atingida em junho: +33°C (29/06).
Julho foi o mês mais quente. Mas também tiveram dias em que as temperaturas foram um pouco mais amenas com a máxima atingindo +20°C entre os dias 7 e 9.
Temperatura mínima atingida em julho: +7°C (09/07).
Temperatura máxima atingida em julho: +41°C (25/07).
No verão raramente chove aqui na Bélgica (pelo menos é a lembrança que eu tenho do que já vivi por aqui). Quando chove, geralmente é no mês de agosto, porém, em 2019 não foi assim.
Temperatura mínima atingida em agosto: +7°C (21/08).
Temperatura máxima atingida em agosto: +34°C (27/08).
2019 foi o quinto ano consecutivo em que ondas de calor atingiram o país, contribuindo para que o clima fosse considerado mais seco e mais ensolarado que a média. O código vermelho foi alertado por tais razões.
No começo de setembro já foi possível sentir o clima do outono no ar. Adoro! Já choveu para refrescar e as temperaturas (mínimas e máximas) já começaram a diminuir. De manhã e no final do dia o ar já permanece mais gelado, e durante a tarde o clima está bem agradável. Mas a previsão ainda indica bastante instabilidade, o que é normal entre a mudança das estações.
Pela quantidade de fotos retratando a estação é possível notar que o verão da Bélgica não me agrada muito… ehehe.
Hoje o sol nasceu às 07:25 e o pôr do sol acontecerá às 19:49 na cidade onde moro. O tempo de luminosidade durante o dia diminui a cada dia e continuará assim até chegar no dia mais escuro do ano, provavelmente no final de dezembro.
Ressaltando que as informações do texto retratam a minha experiência na região de Oost-Vlaanderen.
Seguirei o roteiro que fizemos durante a viagem, portanto, a publicação de hoje será sobre Viena, capital da Áustria e maior cidade do país.
A história da cidade começa com a habitação dos celtas no período antes de Cristo. No século I, romanos ocuparam a região de Viena, mas foi apenas no período da Idade Média que o país começou a se desenvolver.
A mistura entre tradições imperiais e modernidade é um dos fatores que encantam quem conhece a cidade.
Abaixo, acompanhe as opções de atrações de Viena:
A Catedral de Santo Estêvão (Domkirche St. Stephan) é o templo sagrado mais importante da capital austríaca.
catedral de santo estevão
catedral de santo estevão
Localizada no centro da cidade, a catedral em estilo gótico foi construída onde anteriormente já existia uma igreja. O primeiro registro da igreja românica de Santo Estêvão é de 1137, mas foi a partir do século XIV e no decorrer dos séculos a seguir que a Catedral de Santo Estêvão começou ser moldada para o que é atualmente.
Durante os ataques da Segunda Guerra Mundial, em 1945, faíscas de casas em chamas nas proximidades da catedral atingiram o telhado até então de madeira, que foi incendiado e causou destruição das obras do interior da igreja. Após o período, a catedral foi restaurada e o material utilizado para a reconstrução do telhado foi alterado, passando a ser de aço. Em 1952, a Catedral de Santo Estêvão foi reaberta.
Atualmente (desde 1722), a Catedral de Santo Estevão é a sede da Arquidiocese Católica Romana de Viena.
O Museu Sigmund Freud (Sigmund Freud Museum) exibe sobre vida pessoal e trabalho do psicanalista.
Como psicóloga, optei por trabalhar com a abordagem psicanalítica enquanto atuei na área por quatro anos no Brasil, desde a formação até a mudança para a Bélgica. Não poderia deixar de conhecer o local onde Sigmund Freud (1856-1939) morou e trabalhou de 1891 a 1938, quando em 04 de julho de 1938 foi forçado pelo Partido Nazista a deixar Viena para o exílio na Inglaterra.
O museu foi fundado em 1971 e a decoração foi realizada com a ajuda de Anna Freud, filha do psicanalista. Com o objetivo de expandir o espaço, o local foi ampliado em fases de remodelação no decorrer dos anos com a supervisão do arquiteto Wolfgang Tschapeller.
A exposição exibe vida pessoal e trabalho do fundador da psicanálise. A mobília é original, porém, a maioria do mobiliário encontra-se em Londres, onde ele viveu até a morte. Documentos sobre as primeiras edições das obras de Sigmund Freud e uma seleção da coleção de antiguidades estão em exposição. Disponibilidade de áudio-guia em português para acompanhar a visitação.
Em dezembro de 1996, o palácio e os jardins como obras de arte barroca foram incluídos na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO.
Jardim na lateral do Palácio Schönbrunn.
O palácio em estilo barroco foi residência de verão da família imperial austríaca desde o século XVIII até o final da Segunda Guerra Mundial, inclusive, a arquiduquesa Maria Leopoldine Josepha Caroline von Österreich (também imperatriz Maria Leopoldina do Brasil), residiu no Palácio Schönbrunn até o dia do seu casamento com o futuro primeiro monarca do Brasil, Pedro I.
O edifício foi reconstruído, expandido e modificado após a invasão turca em Viena durante o império de Maria Theresia (século XVIII), única mulher a governar o Império Habsburg e que recebeu a propriedade como presente de casamento do seu pai, Karl VI. A propriedade foi remodelada por vezes, no entanto, a história que envolve o Palácio Schönbrunn começou no século XIV, quando o imperador Maximilian II adquiriu o terreno para abrigar animais para caça.
O último projeto do Palácio Schönbrunn com a iniciativa de Maria Theresia ocorreu na década de 1770, e incluiu a instalação dos jardins com a supervisão do arquiteto Johann Ferdinand Hetzendorf von Hohenberg, que projetou a Gloriette, as duas fontes Netuno e Obelisco, e a Ruína Romana. Além disso, esculturas criadas por Wilhelm Beyerforam foram instaladas nas fontes e no corredor.
Após a morte de Maria Theresia, o palácio permaneceu desocupado e seu uso como residência de verão foi retomado durante o reinado de Franz Joseph I, de 1848 a 1916, que se casou com a prima Elisabeth Amalie Eugenie von Bayern, ou Sisi. Eles tiveram quatro filhos, sendo três mulheres e um homem que se suicidou porque a família não aceitou seu romance com uma plebeia.
O nome que surgiu na linha de sucessão para o Império Austro-Húngaro após o governo de Franz Joseph I foi do arquiduque Karl Ludwig von Österreich (irmão), no entanto, ele renunciou para favorecer o filho Franz Ferdinand von Österreich. A vida de Franz Ferdinand começou a se transformar. Em 1914, enquanto visitava a cidade de Sarajevo, capital da província austro-húngara da Bósnia e Herzegovina, foi assassinado por um membro de um grupo nacionalista da Bósnia. A morte de Franz Ferdinand é um dos fatores que desencadearam a Primeira Guerra Mundial, modificando o território de países europeus e encerrando os 630 anos de Dinastia Habsburg.
A Fonte Netuno e Gloriette no topo.
A República da Áustria foi proclamada em novembro de 1918, após Karl I (que sucedeu a Franz Joseph I em 1916) emitir uma proclamação no dia do Armistício em que reconhecia o direito do povo austríaco em decidir a forma de governo. Com a queda da monarquia, o Palácio Schönbrunn passou a ser propriedade da República da Áustria.
A visitação inclui passeios pelos belíssimos quarenta apartamentos imperiais que podem ser visitados com áudio-guia em português. Também fazem parte do complexo e são atrações turísticas a casa das palmeiras, o labirinto, o zoológico, a casa do deserto e a orangerie.
O complexo de dois palácios e um jardim carrega acontecimentos com importância para a história do país e é Patrimônio Mundial da UNESCO.
Os dois palácios, Belvedere Inferior e Belvedere Superior, são interligados através de corredores. Os jardins entre os edifícios contribuem ainda mais com a beleza do complexo. Os dois palácios em estilo barroco foram projetados pelo arquiteto Johann Lukas von Hildebrandt a pedido do príncipe François Eugène de Savoie.
Belvedere InferiorBelvedere Superior
Após a morte do príncipe François Eugène, a imperatriz Maria Theresia comprou o complexo que até então era da herdeira Maria Anna Victoria von Savoyen, sobrinha do príncipe François-Eugène, e transformou o Belvedere Superior em um local de exposições onde coleções imperiais passaram a ser exibidas para o público.
O Belvedere Inferior foi construído entre 1712 e 1716 e foi a residência do príncipe François-Eugène. O palácio é utilizado para a apresentação de exposições temporárias da arte austríaca em contexto internacional.
Belvedere Inferior
O Belvedere Superior foi construído entre 1720 e 1723 e atualmente abriga coleções de Vincent Van Gogh, Gustav Klimt, Egon Schiele, Oskar Kokoschka, Claude Monet e Renoir, entre outros. E tem as salas que podem ser visitadas, como o luxuoso e belíssimo salão de mármore que foi o local onde o Tratado do Estado Austríaco foi assinado, em 15 de maio de 1955.
Detalhes do salão de mármore do Belvedere Superior.
O Belvedere é um dos museus mais importantes do mundo, com a coleção de arte que inclui obras que vão desde a Idade Média até a atualidade.
Pesquisas frequentemente indicam que Viena é uma das cidades com melhor qualidade de vida no mundo e eficiência em todo tipo de serviço, entretanto, a impressão que tive das pessoas enquanto trabalhavam nos locais em que estivemos não é tão positiva assim, pois o mau humor era perceptível. Estranho. Talvez seja o calor em excesso… Independente, a cidade é linda!
É comum a exploração de animais em nome do turismo em Viena, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel!
Utilizamos o transporte público para a locomoção na cidade.
Informações úteis
Clima (junho/agosto 2017): temperaturas entre 25°C e 39°C. Fez um calor insuportável nos dois dias que estivemos por lá, mas normalmente não é assim, acontece que uma onda de calor que foi nomeada de “Lucifer” atingiu alguns países europeus e contribuiu para os 39° em Viena, o que interferiu um pouco nas atividades, mas ok.
Moeda: euro.
Idioma: alemão.
Importante: Comprar antecipadamente tickets para as atrações turísticas sempre que possível.
O vignette (é um adesivo que tem um custo, variando de país para país, e que precisa ser colado no vidro frontal do carro) é obrigatório para a utilização de automóveis na Áustria.
Seguirei o roteiro que fizemos durante a viagem, portanto, a publicação de hoje será sobre Praga, capital da Tchéquia e maior cidade do país.
Ao fundo, a Ponte Carlos e o Castelo.
Registros de Praga indicam a presença humana na região durante o século IX, no entanto, a cidade começou a se desenvolver de forma mais significativa e prosperar apenas a partir do século XIII.
Para facilitar a visita em Praga é importante saber que a cidade é dividida pelo Rio Vltava; à direita está a Cidade Velha (Staré Město) e à esquerda está a Cidade Nova (Nové Město). Depois de considerar quais eram os lugares que gostaríamos de visitar, optamos pela compra do “Prague Card”, que também inclui o acesso ao transporte público da cidade.
Abaixo, acompanhe as opções de atrações de Praga:
A Praça da Cidade Velha (Staroměstské Náměstí) está localizada no centro da Cidade Velha, à direita da margem do Rio Vltava.
Na praça, prédios e a Igreja de Nossa Senhora de Týn.
A arquitetura dos prédios da praça é bem diversificada. Destacam-se: a antiga Câmara Municipal e o Relógio, a Igreja de São Nicolau em estilo barroco, a Igreja de Nossa Senhora antes de Týn em estilo gótico, e a estátua de Jan Hus.
O prédio da antiga Câmara Municipal (Staroměstská Radnice) é uma construção do século XIV. É possível visitar o interior do prédio e subir na torre. Infelizmente, estava em processo de restauração durante o período que visitamos a cidade.
O primeiro registro que já foi encontrado sobre o Relógio Astronômico (Staroměstský Orloj) é de 1410, e desde então, muitos reparos por razões técnicas e por destruição durante a Segunda Guerra Mundial aconteceram. De hora em hora (entre 09:00 e 23:00), acontece o show dos doze apóstolos nas janelas. Outras figuras também fazem parte do Relógio Astronômico desde o século XVII, como 1. O galo; 2. O anjo de pedra; 3. Marnivek; 4. Lakomek; 5. A morte; 6. Turek; 7. O filósofo; 8. São Miguel Arcanjo; 9. Stargator; 10. O cronista.
A Igreja de São Nicolau (Chrám Svatého Mikuláše) foi construída por determinação dos jesuítas em 1673. Passou por reformas e restaurações com o passar do tempo. Arquitetos da Família Dientzenhofer e Anselmo Lurago participaram do projeto que foi realizado por cerca de cem anos. O interior da catedral é obra de pintores e de escultores da época que trabalharam minuciosamente com o projeto.
A Igreja de Nossa Senhora antes de Týn (Chrám Matky Boží před Týnem) foi construída entre os séculos XIV e XVI, no entanto, o local foi mencionado pela primeira vez no século XII. O interior da igreja possui obras góticas, renascentistas e barrocas, onde os estilos se misturam e se equilibram entre si. A igreja é um monumento cultural nacional e passou por reformas e restaurações no século XX.
Jan Husfoi um dos percursores do movimento protestante que foi queimado até a morte por se opôr à doutrina da Igreja Católica. A estátua que o homenageia é uma das esculturas de Art Nouveau mais importantes da cidade.
Clique aqui para mais informações sobre as atrações da praça.
Também localizado na Cidade Velha de Praga, o Bairro Judaico (Josefov) é o lugar da cidade onde os judeus optaram por viver. O nome Josefov é uma homenagem dos judeus ao imperador Romano-Germânico Joseph II, que contribuiu com a integração dos judeus na cidade de Praga.
Foi durante o século X que os judeus começaram a se integrar em Praga. Após um ataque em massa (pogrom), eles fizeram a escolha de viver em uma única região. Foi apenas no final do século XIX que a comunidade começou a prosperar, quando o prefeito do bairro judaico da época, Mordecai Maisel, se tornou ministro das finanças e contribuiu para o desenvolvimento do local. A Sinagoga Maisel é uma homenagem para ele.
Sinagoga Maisel
Uma parte do bairro judaico foi demolido no século XIX com o objetivo de ser remodelado. Com a reforma, apenas seis sinagogas permaneceram ali, além do Antigo Cemitério Judaico e da Câmara Municipal do Josefov.
Durante o período em que os nazistas ocuparam o local, Adolf Hitler decidiu que ali seria construído o Museu da raça extinta, com exibições de itens da comunidade judaica de Praga. Alguns dos itens estão nas exposições das sinagogas do Museu Judaico de Praga (Židovské Muzeum v Praze).
A Sinagoga Maisel (Maiselova Synagoga) foi construída entre 1590 a 1592. Passou por reformas e modificações com o decorrer dos anos. Atualmente, abriga uma exposição chamada Os Judeus nas terras da Boêmia do século X ao século XVIII.
A Sinagoga Pinkas (Pinkasova Synagoga) foi concluída em 1535 e atualmente é um memorial que homenageia os judeus que foram vítimas do holocausto. A sinagoga ainda exibe uma exposição sobre a vida das crianças através de desenhos feitos por elas.
A Sinagoga Klaus (Klausová Synagoga) foi concluída em 1694 onde antes era o local de escola talmúdica e de oração. A sinagoga exibe artigos religiosos que retratam a vida dos judeus, trajes e alguns dos costumes relacionados ao dia a dia e cotidiano das famílias.
A Sinagoga Velha Nova (Staronová Synagoga) é a sinagoga mais antiga da Europa (construída no final do século XIII) e foi a principal sinagoga da comunidade judaica de Praga por mais de 700 anos.
A Sinagoga Espanhola (Španělská synagoga) foi construída em 1868 e recebeu tal nome por causa da decoração em estilo mourisco que foi inspirada na Alhambra espanhola. Atualmente, apresenta uma exposição sobre a vida dos judeus nos séculos XIX e XX.
A Sinagoga Alta (Vysoká Synagoga) é um prédio de dois andares que foi construído em conjunto com a Prefeitura da Cidade Judaica e financiado por Mordechai Maisel.
Fundado no século XV, é estimada a existência de cerca de 12.000 lápides no local, mas a quantidade de pessoas que realmente foram sepultadas no Antigo Cemitério Judaico de Praga é incerta, já que o solo possui cerca de dez camadas que foram amontoadas uma em cima da outra, pois a área do cemitério não era suficiente para a época. Personalidades com importância para a cidade estão sepultadas no local.
Clique aqui para mais informações sobre o Bairro Judaico de Praga.
A Ponte Carlos (Karlův Most) é a ligação mais importante entre os dois lados da cidade.
Fundada em 1357, era a única travessia sob o Rio Vlatva até o século XVIII. Melhorias foram realizadas no decorrer dos anos em razão das inundações que a atingiam.
Na ponte, as 30 estátuas de personalidades religiosas foram construídas entre os anos de 1683 e 1714 pelos artistas Matthias Braun, Jan Brokoff e seus filhos, Michael Joseph Brokoff, Ferdinand Maxmilian Brokoff, entre outros.
Atualmente, a ponte mede 515 metros de comprimento e um pouco mais de 9 metros de largura.
Reparos estão programados para o final de 2019 e devem levar vinte anos para serem concluídos.
O pôr do sol visto da Ponte Carlos é um espetáculo!
O Castelo de Praga (Pražský Hrad) é Patrimônio Mundial da UNESCO e uma das instituições culturais mais importantes da Tchéquia.
O Castelo de Praga foi construído na Colina Hradcany no século IX para abrigar as autoridades da época. O Castelo de Praga não é um castelo, e sim um complexo com atrações como a Rua Dourada, a Basílica de São Jorge em estilo barroco, a Catedral de São Vito em estilo gótico, dois palácios, além de exposições. Do castelo é possível ter uma vista panorâmica incrível da cidade.
Começamos com a visita no Castelo de Praga por Malostranská. Para acessar o local é necessário passar pelo controle de segurança que é obrigatório para entrar no complexo. Além do que é possível visitar gratuitamente, optamos em conhecer as atrações que fazem parte do Circuito B:
Rua Dourada (Zlatá Ulička): uma rua estreita com casas bem pequenininhas e coloridas que foram construídas no final do século XVI para os funcionários do castelo residirem. Um século depois da construção, os ourives (pessoas que produzem ou vendem objetos de ouro e/ou em prata) e artesãos ocuparam o local e realizaram modificações. Já no século XX, os imóveis foram desalojados e lojas de produtos típicos do local se instalaram ali. Atualmente, além das lojas existem exposições nas residências com mobília para exibir um pouco de como as pessoas viviam, além da exposição de itens medievais no andar superior.
Basílica de São Jorge (Bazilika Svatého Jiří): fundada em 920, a basílica foi ampliada com a construção do convento de freiras beneditinas de 973. Atualmente, túmulos de membros da Família Přemyslovci estão situados na basílica.
Catedral de São Vito (Katedrála Svatého Víta): a maior igreja do país foi construída entre 1344 e 1929, com interrupções em razão de guerras hussitas e catástrofes. É o templo sagrado com maior importância para a cidade, e atualmente abriga em seu interior, na Capela de São Venceslau, objetos que são símbolos de soberania e que foram utilizados pelos reis nos momentos de coroação, como a coroa de São Venceslau, cetro, orbe, o manto de coroação, uma almofada e o estojo da coroa.
catedral de são vito
catedral de são vito
Palácio Real (Starý Královský Palác): o antigo palácio real foi construído no final do século IX e foi a residência dos reis até o século XVI, período em que o Salão Vladislav foi construído para ser o palco de coroações, banquetes, festas, torneios de cavaleiros, entre outras finalidades que envolvem eventos oficiais de reinados. O antigo palácio real expõe “A história do Castelo de Praga”.
Torre Daliborka: torre em formato cilíndrico que foi utilizada como prisão até o século XVIII.
É importante verificar os horários para visitação.
A casa dançante (Tančící Dům) é a construção mais inusitada da cidade até hoje.
A construção do prédio aconteceu entre 1994 e 1996 com o apoio do presidente Václav Havel que tinha a expectativa de que o local se tornasse um centro de atividades culturais com uma biblioteca e galerias de arte, porém, o projeto dos arquitetos Vlado Milunić e Frank Gehry se tornou um centro empresarial.
O edifício abriga um restaurante/bar que possibilita vista panorâmica para admirar Praga em 360 graus.
As marcas que foram deixadas nos períodos de guerra não ofuscam os encantos de Praga, e acredito que o charme da cidade está justamente nas diferenças de estilos arquitetônicos que acompanham o passar dos anos e na facilidade de se perder e de se encontrar na cidade que tem um ambiente tão acolhedor.
É comum a exploração de animais em nome do turismo em Praga, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel!
Utilizamos o transporte público para a locomoção na cidade.
Informações úteis
Clima (junho/agosto 2017): temperaturas entre 25°C e 37°C. Fez um calor insuportável nos dois dias que estivemos por lá, mas normalmente não é assim, acontece que uma onda de calor que foi nomeada de “Lucifer” atingiu alguns países europeus e contribuiu para os 37° em Praga, o que interferiu um pouco nas atividades, mas ok.
Moeda: koruna česká – CZK.
Idioma: tcheco.
Importante: Comprar antecipadamente tickets para as atrações turísticas sempre que possível.
O vignette (é um adesivo que tem um custo, variando de país para país, e que precisa ser colado no vidro frontal do carro) é obrigatório para a utilização de automóveis na Tchéquia.