Se você é 30+, provavelmente já viu/ouviu algo sobre o castelo de Chantilly. Foi onde aconteceu uma das festas de casamento mais comentadas pela mídia nos anos 2000. Durou menos de três meses e foi super polêmico (foi o casamento da modelo Daniella Cicarelli com o jogador de futebol Ronaldo).
Está localizado a aproximadamente 50 km de Paris, ou seja, bem possível de visitar para quem está na capital da França.
O castelo é lindo, por fora e por dentro.
Eu amo visitar castelos e saber um pouco sobre o que aconteceu ali. Minha imaginação vai longe…
Foi uma visita muito agradável, pois tinham pouquíssimas pessoas ali, e quando o lugar está mais vazio (menos poluição visual para mim), sinto que consigo visualizar os ambientes com mais calma e observar os detalhes com mais atenção, aproveitando muito mais toda a experiência.
O Domaine de Chantilly foi construído a partir da Idade Média por vários proprietários.
Herdeiro do último Príncipe de Condé e filho do rei Louis-Philippe da França, o Duque de Aumale (1822-1897) herdou o Domaine de Chantilly do seu padrinho aos oito anos de idade. Deixou o país após a Revolução de 1848, retornando apenas no ano de 1871, quando ordenou a restauração do castelo para abrigar suas coleções de pinturas, fotografias, livros, manuscritos, gravuras, mobiliário e artes decorativas. Sem herdeiro, pois os filhos tinham falecido durante seu exílio, decidiu doar o Domaine de Chantilly com tudo o que tinha dentro do castelo ao Institut de France em 1886, estabelecendo que os ambientes não fossem alterados e que nenhuma obra de arte jamais fosse retirada do local.
Em 17 de abril de 1898, menos de um ano após a morte do Duque de Aumale, a propriedade foi aberta ao público sob a designação de Musée Condé.
As salas com obras de arte em exposição são tão lindas!
A biblioteca, então… Quase 19.000 trabalhos – livros e manuscritos – estão guardados lá.
No exterior, os jardins: um jardim de estilo francês do século XVII; um jardim anglo-chinês do século XVIII e um jardim inglês a partir do século XIX.
Almoçamos no restaurante que fica dentro do castelo – La Capitainerie – , onde era a cozinha do castelo. A comida estava ótima!
O domínio é enorme! Tem uma área verde linda e jardins com esculturas e fontes ao redor do castelo, e os Estábulos do outro lado da rua. Nós só exploramos o castelo e um pouco ao redor. No prédio ao lado do castelo são oferecidas aulas (mediante pagamento) para os visitantes que tiverem interesse em preparar seu creme de chantilly.
Visitamos o Castelo de Chantilly após um fim de semana em Versailles, onde visitamos o Palácio. Experiências bem diferentes… Como mencionei lá em cima, visitar o Castelo de Chantilly e o museu foi muito agradável!
Annecy tem charme, lago, montanha, castelo, flores enfeitando as pontes do centro, onde estão as ruelas bem pequenininhas com restaurantes que organizam mesas e cadeiras do lado de fora, é tudo tão encantador. A arquitetura e os canais que também contribuem para o cenário… Que lugar! Eu realmente me apaixonei por Annecy. Com certeza está entre os lugares que mais gostei de visitar na França (junto com os vilarejos da Alsácia e Èze).
Viajamos no período em que a situação da pandemia estava significativamente controlada na Europa. Como sempre, viajamos de carro por causa da nossa cachorrinha, totalizando cerca de nove horas na estrada (840 km).
A cidade está localizada perto de Chamonix, onde estivemos no inverno de 2019.
Annecy oferece diversos tipos de atividades para diversos tipos de perfis no que se refere à recreação, e existem possibilidades para aproveitar a região em todas as estações do ano. Nós fomos no mês de julho e aqui compartilharei um pouco da nossa visita à capital do departamento de Haute-Savoie durante o verão.
palais de l’île
Acordar bem cedo e pegar as ruas ainda vazias é algo que eu aprecio muito (em todas as viagens que faço). Período do dia em que é mais fácil observar os detalhes porque tudo ainda permanece tranquilo, sentir a calmaria da manhã, admirar a beleza do lugar, ouvir o som dos animais, enfim, aproveitar sem tantos estímulos/distrações.
O Palais de l’Île fica no centro histórico e é um dos principais cartões portais de Annecy, sendo considerado o local mais visitado da cidade e um dos prédios mais fotografados da França. O edifício foi construído a partir do XII acima de uma ilhota natural que fica no meio do canal. Inicialmente, e nos séculos a seguir, foi utilizado como como uma prisão, mas também já abrigou um tribunal para o palácio da justiça, já foi lar de idosos, quartel, armazém, sala de ginástica, escola de desenho para operários da construção, e desde o século XVIII, a tarefa de exercer funções administrativas foi atribuída ao edifício. Foi alterado no decorrer dos séculos, restaurado e reparado. Atualmente, o edifício abriga um museu com exposições temporárias e conta sobre a história da cidade, e ainda é possível visitar os ambientes que eram utilizados como celas.
O canal que atravessa o centro histórico da cidade, com, aproximadamente, 3,5 km de extensão, é chamado de Le Thiou.
Uma delícia se perder pelo centro histórico da cidade e identificar a atmosfera. Muitos restaurantes, cafés e sorveterias estão espalhados por ali. Passear entre as ruelas de Annecy é uma experiência que vale a pena ser vivida.
Musée-Château d’Annecy
Atualmente, o castelo de Annecy abriga um museu com exposições que resumem a história da cidade, mas também exibe temas como história natural, arte contemporânea, arqueologia, etnologia, artes plásticas e filmes de animação, além de abrigar o Observatoire Régional des Lacs Alpins, (em português, Observatório Regional dos Lagos Alpinos).
Está localizado no alto de uma colina que fica no centro histórico de Annecy.
Desde o século XIII, já foi habitado por condes e duques de Genebra, foi um quartel durante a ocupação espanhola no final do século XVII, abrigou os exércitos republicanos e os exércitos imperiais até a Segunda Guerra Mundial e ainda foi invadido por pessoas sem lar, até que, em 1953, a administração de Annecy comprou o prédio para fazer as restaurações e as reparações que eram necessárias para que o prédio fosse transformado em museu.
Nós não visitamos o museu, nos contentamos apenas com o pátio do castelo, de onde é possível observar a vista panorâmica da cidade e do lago.
Para mais informações sobre o Musée-Château d’Annecy, clique aqui.
Outros castelos na região: Château de Menthon-Saint-Bernard, Château de Duingt, Château de Thorens e Château de Montrottier.
Ainda no que se refere à história, vale mencionar as cinco torres sineiras de Annecy como atrações (religiosas): Basilique de l’Ordre de la Visitation, l’Église Notre-Dame-de-Liesse, l’Église Saint-Maurice, l’Église Saint-François de Sales e Cathédrale Saint-Pierre.
Várias atrações que a cidade oferece estão ao redor do lago, então vou compartilhar o que nós fizemos por ali.
O lago de Annecy é considerado o lago mais puro da Europa. Água cristalina em tons de verde e azul que variam dependendo da região, mais as montanhas que o cercam, fazem dele um cenário onde a tranquilidade reina. Foi originado após o degelo dos glaciares alpinos há cerca de 18.000 anos. Eu me apaixonei por Annecy especialmente pela beleza natural que compõe a cidade.
Construída em 1907, a Pont des Amours fica entre Le Pâquier e Les Jardins de l’Europe. Vale a pena parar, observar e fotografar ambos os lados da ponte, afinal, de um lado está o lago com as montanhas, do outro, o Canal du Vassé com água cristalina, cisnes, árvores, barcos e bancos para relaxar.
canal du vassé
É considerável planejar um piquenique nas redondezas no fim do dia durante o verão, ou apenas sentar e apreciar a paisagem.
Passeio de barco
Alugamos um barco para passear no lago de Annecy e levamos a Mel conosco. Foi uma delícia! A Mel aproveitou como nunca o vento no rosto, e nós também curtimos!
O tipo de embarcação que nós alugamos não exige habilitação.
Além de nadar nos locais que são permitidos (praias), também é possível passear no lago de kayak, stand up paddle, catamarã, bote, canoa, windsurf e pedalinho, além de mergulho. Ainda existe a possibilidade de prática de esqui aquático, wakeboard ou wakesurf.
De bicicleta, percorremos parte da ciclovia que acompanha a margem do lago de Annecy sem destino, apenas apreciando a beleza do lugar.
Paramos na praia de Saint-Jorioz e permanecemos ali por algum tempo, já que encontramos a sombra de uma árvore. É um dos locais onde é permitido nadar, então tinha bastante gente carregando um monte de coisa para passar o dia ali. Voltamos pelo mesmo caminho. Aproximadamente, 10 km para ir e 10 km para voltar, com cerca de trinta minutos para cada trajeto.
Para dar a volta no lago de bicicleta são 40 km.
Existem outros circuitos, menores ou maiores, para andar de bicicleta.
Caminhada nas montanhas também é um passeio bastante comum e possibilita vistas panorâmicas incríveis.
Nós não fizemos caminhadas, mas fomos até uma das montanhas ao redor de Annecy para contemplar um pôr do sol espetacular com a vista panorâmica do lago de Annecy.
Col de la Forclaz
Para chegar até lá: 74210 Montmin. Utilizamos o gps para chegar até o escritório de informações do local, e então estacionamos ali. A partir daí é subir as ladeiras caminhando (pela rua Chemin Rural dit de la Forclaz) ou se direcionar até a concentração de parapente (paragliding), pois a prática do esporte é bastante procurada na região e ali é um dos pontos que os profissionais decolam (por lazer ou trabalhando).
Se você estiver planejando visitar Annecy, recomendo imensamente que você considere uma visita à Col de la Forclaz durante o pôr do sol porque é simplesmente incrível (se for o tipo de passeio que te interessa).
Além de Annecy, visitamos o parque Les Gorges du Fier (aproximadamente, 15 km de distância).
O local é bem bonito, mas foi diferente do que eu esperava porque o nível da água estava baixo, porém, super válido. As estruturas para caminhar entre as montanhas é incrível. Tem estacionamento, lanchonete e banheiro na entrada do acesso ao parque.
Também tem um castelo, mas optamos por não ir até lá por causa do calor, já que o acesso era através de escada.
Indo para Les Gorges du Fier ainda encontramos um campo de girassóis.
Annecy me encantou, inicialmente, através das fotos que vi no Instagram, e me conquistou completamente com seu pitoresco centro histórico e a maravilhosa beleza natural que tanto contribui para que seja tão cênica, e não posso deixar de mencionar a comida que também me agradou.
Não foi uma viagem planejada, não teve pesquisa, não teve roteiro, teve apenas a vontade de aproveitar, foi decidida de última hora e foi surpreendente.
Existem algumas atrações turísticas interessantes, mas só de caminhar entre as ruas do centro histórico e apreciar sua beleza natural já faz a visita valer a pena.
Vontade de voltar em todas as estações e aproveitar cada uma, porém, confesso que acredito que o verão deve ser a melhor época.
Hospedagem
Optamos pelo Mercure Annecy Centre Hotel por ser pet friendly e atender o que buscávamos. A localização do hotel é ótima, fica perto do centro e permitiu que fizéssemos tudo a pé em Annecy.
Alimentação
Todas as opções que mencionarei têm disponibilidade de mesas e cadeiras do lado de fora, ao ar livre na calçada.
Para variar, não fotografei! Mas posso garantir que vale a pena visitar o local para desfrutar de um dos sanduíches que são oferecidos durante café da manhã ou brunch porque a comida é ótima. Altamente recomendado!
Outra opção para café da manhã ou brunch que experimentamos e também recomendo. Pedimos uma das opções de menu; vem o que está nas fotos e serve duas pessoas perfeitamente bem, mas não lembro se as bebidas estavam inclusas. Reservar antecipadamente.
A massa é deliciosa e os ingredientes contribuem para que o conjunto seja fácil de saborear. Sem dúvidas, uma das pizzas mais gostosas que já tive o prazer de comer. Preço justo. Ambiente agradável. Super recomendo!
Nada excepcional, mas a comida com foco em culinária italiana é boa. Em frente ao restaurante fica a lousa com recomendações dos pratos que são oferecidos no dia para complementar o cardápio com poucas opções. Boa surpresa!
Nas fotos, filé de robalo com molho de vinagrete (tomate, cebola, azeitona e ervas) e purê de batatas por baixo, e moelleux au chocolate de sobremesa. Ambos deliciosos!
Para conhecer o centro de Annecy, fizemos tudo a pé.
No dia que fomos até Les Gorges du Fier e Col de la Forclaz para ver o lago de cima e o pôr do sol da montanha, fomos de carro. Como citado anteriormente, também utilizamos barco e bicicleta para explorar a região.
Informações úteis:
Clima: durante os dias que estivemos na região (17.07.2020 a 20.07.2020), as temperaturas permaneceram entre 15°C a 30°C. Dias ensolarados, e o pôr do sol acontecia por volta das 21:10.
Moeda: euro.
Idioma: francês.
Tomada:
Para acessar o site oficial do escritório de turismo de Annecy, clique aqui.
Hoje vamos para mais um mercado de Natal: Lille, na França.
O mercado de Natal de Lille é pequeno se comparado com os demais que já estive na França. Os mais de oitenta chalés ficam na Place Rihour e oferecem produtos para decoração de Natal, artesanato, comida, bebida, brinquedos, velas, incensos, vestuário e ideias para presentes.
Na Grand-Place fica a árvore de Natal, a roda gigante e atrações para as crianças.
Também tem pista de gelo para patinação como opção para os adultos se divertirem.
Apesar do mercado ser pequeno, vale a pena visitar a cidade durante o Natal se você estiver por perto. As luzes natalinas que são instaladas deixam o clima bem acolhedor.
Ressaltando que os artigos sobre os mercados de Natal da Europa publicados aqui na série BLOGMAS 2020 não se referem à 2020, já que todos os mercados de Natal da Europa foram cancelados em razão da pandemia.
Seguindo com a série “BLOGMAS 2020 – Alsácia e a magia do Natal”, hoje vou compartilhar um pouco sobre KAYSERSBERG, um dos vilarejos mais lindos e que mais gostei da região.
Localizada no nordeste da França, a atual Grand Est substituiu a Alsace-Champagne-Ardenne-Lorraine após a reforma territorial de 2014. A região da – popularmente conhecida – Alsácia (em francê: Alsace) já pertenceu à Alemanha e era constantemente disputada pelos dois países já citados, o que explica a arquitetura das cidades.
Eu não tenho palavras para descrever o que é o Natal na Alsácia. Espero que, através das fotos que vou publicar, vocês possam sentir um pouco do que eu gostaria de expressar.
Na foto acima, presépios instalados nas montanhas do vilarejo.
Recomendo passeios sem destino em Kaysersberg, o vilarejo é pequenininho e as decorações das casas tipicamente alsacianas são tão fofas, vale a pena caminhar pelo vilarejo e se encantar com o que encontrar em cada ruela. Parece cenário de contos de fadas de tão mágico… e é! Vilarejos da região são a inspiração para alguns dos cenários de produções da Disney, como “A bela e a fera”.
Arrisco dizer que é o vilarejo que mais gostei de visitar na região da Alsácia, porém, diferente de Riquewihr e Eguisheim que visitamos com menos tempo, acho que a razão de eu ter gostado mais de Kaysersberg é justamente porque não tivemos que nos preocupar com o tempo e aproveitamos melhor.
Também tem mercado de Natal em Kaysersberg e o clima é muito agradável.
Por aqui encerro os artigos sobre os vilarejos da Alsácia, mas amanhã ainda permaneceremos na França… Lille! Até lá!
Seguindo com a série “BLOGMAS 2020 – Alsácia e a magia do Natal”, hoje vou compartilhar um pouco sobre EGUISHEIM, um dos vilarejos mais charmosos da região.
Localizada no nordeste da França, a atual Grand Est substituiu a Alsace-Champagne-Ardenne-Lorraine após a reforma territorial de 2014. A região da – popularmente conhecida – Alsácia (em francê: Alsace) já pertenceu à Alemanha e era constantemente disputada pelos dois países já citados, o que explica a arquitetura das cidades.
Eu não tenho palavras para descrever o que é o Natal na Alsácia. Espero que, através das fotos que vou publicar, vocês possam sentir um pouco do que eu gostaria de expressar.
Recomendo passeios sem destino em Eguisheim, o vilarejo é pequenininho e as decorações das casas tipicamente alsacianas são tão fofas, vale a pena caminhar pelo vilarejo e se encantar com o que encontrar em cada ruela. Parece cenário de contos de fadas de tão mágico… e é! Vilarejos da região são a inspiração para alguns dos cenários de produções da Disney, como “A bela e a fera”.
Se você for para a Alsácia, não deixe de visitar Eguisheim. O pitoresco vilarejo está na rota do vinho da Alsácia.
Também tem mercado de Natal em Eguisheim, mas estava tão cheio e é tão pequeno que nem fotografei.
Seguindo com a série “BLOGMAS 2020 – Alsácia e a magia do Natal”, hoje vou compartilhar um pouco sobre RIQUEWIHR, um dos vilarejos mais charmosos da região.
Localizada no nordeste da França, a atual Grand Est substituiu a Alsace-Champagne-Ardenne-Lorraine após a reforma territorial de 2014. A região da – popularmente conhecida – Alsácia (em francê: Alsace) já pertenceu à Alemanha e era constantemente disputada pelos dois países já citados, o que explica a arquitetura das cidades.
Eu não tenho palavras para descrever o que é o Natal na Alsácia. Espero que, através das fotos que vou publicar, vocês possam sentir um pouco do que eu gostaria de expressar.
Recomendo passeios sem destino em Riquewihr, o vilarejo é pequenininho e as decorações das casas tipicamente alsacianas são tão fofas, vale a pena caminhar pelo vilarejo e se encantar com o que encontrar em cada ruela. Parece cenário de contos de fadas de tão mágico… e é! Vilarejos da região são a inspiração para alguns dos cenários de produções da Disney, como “A bela e a fera”.
Se você for para a Alsácia, não deixe de visitar Riquewihr. O pitoresco vilarejo está na rota do vinho da Alsácia.
Também tem mercado de Natal em Riquewihr, mas estava tão cheio e é tão pequeno que nem fotografei.
Localizada no nordeste da França, a atual Grand Est substituiu a Alsace-Champagne-Ardenne-Lorraine após a reforma territorial de 2014. A região da – popularmente conhecida – Alsácia (em francê: Alsace) já pertenceu à Alemanha e era constantemente disputada pelos dois países já citados, o que explica a arquitetura das cidades.
Eu não tenho palavras para descrever o que é o Natal na Alsácia.
No texto “Mercados de Natal na capital da Alsácia – Estrasburgo”, conto sobre o que o título já sugere. Na série “BLOGMAS 2020 – Alsácia e a magia do Natal”, vou compartilhar sobre mais quatro vilarejos da região que tive a oportunidade de visitar durante as festividades. E hoje vou comentar um pouco sobre COLMAR.
Colmar é uma cidade encantadora, assim como Rothenburg ob der Tauber, parece que foi criada a partir dos contos de fadas. No Natal, então…
A maioria das atrações turísticas de Colmar estão no centro, onde é possível explorar a pé. Nada melhor do que caminhar sem destino em Colmar e se encantar com o que encontrar em cada ruela.
Passear pela cidade com a calmaria da manhã, antes das 09:00, quando as excursões com turistas para passar o dia ainda não chegaram… demais!
Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.
O Mont Saint-Michel é um rochedo que fica no meio de uma baía para o Canal da Mancha. Foi um centro de peregrinação dos cristãos durante a Idade Média e desde 1979 é considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO, sendo um dos locais mais extraordinários da lista em razão dos aspectos monumental e pitoresco que são facilmente notados.
Mont Saint-Michel
Acredita-se que a história do monumental Mont Saint-Michel começa em 708, quando o bispo Aubert (de Avranches) sonha que o arcanjo São Miguel ordena que uma igreja seja construída e consagrada em sua homenagem ali no rochedo. Em 709 o sonho tornou-se realidade (depois de o arcanjo aparecer três vezes nos sonhos do bispo). A abadia fica no topo do monte.
Antes disso, o local era conhecido como Mont-Tombe.
Durante o século X, os frades se instalaram na abadia e um vilarejo foi se desenvolvendo pouco a pouco aos pés do monte. Foi o local de refúgio para os peregrinos, enquanto para os viajantes era um local de descanso. Os religiosos sofreram com incêndios e desabamentos que aconteceram, mas reconstruíram e fortificaram os alicerces sem desânimo. Com a coragem dos frades em defendê-lo, o Mont Saint-Michel resistiu às invasões dos vikings no século IX, à Guerra dos Cem Anos contra os ingleses que tentaram invadir e apropriar-se, e quando os protestantes tentaram ocupá-lo durante as guerras de religião. Graças à proteção da muralha e pelo mar, permaneceu intocável durante os períodos que foram citados anteriormente. A afluência dos peregrinos incentivou os comerciantes a se instalarem no rochedo, contribuindo para a formação da aldeia.
Depois que os beneditinos foram obrigados a deixar a abadia por riscos, revolucionários transformaram o local em prisão entre os anos de 1793 e 1863.
Uma restauração a partir de 1872 sob a responsabilidade do serviço de monumentos históricos da França e o regresso de uma comunidade religiosa em 1969 possibilitaram o renascimento Mont Saint-Michel. Atualmente, é um dos locais mais visitados na França, atrás de Paris e do palácio de Versailles.
Desaguam ali os rios Sée, Sélune e Couesnon.
O evento das marés vivas é a subida e a descida da maré em torno do monte, e é uma atração. Entretanto, não é diariamente que acontece, pois o espetáculo só acontece durante os períodos das luas nova e cheia, então é importante acessar o site oficial que divulga a tábua das marés para verificar quando acontece. (clique aqui)
Mont Saint-Michel após a maré subir
Nós conseguimos nos instalar em um dos pontos da muralha quando a maré começou a subir ao redor do Mont Saint-Michel para apreciar o evento. É mágico! O monte não chegou a se transformar em ilha no dia em que o visitamos porque a maré não subiu a ponto de cobrir a passarela, mas a possibilidade existe, por isso a importância de verificar a tábua das marés para não ter surpresas. O coeficiente indicava 80 no dia que estivemos lá.
Apenas um dia foi suficiente para explorarmos o que o Mont Saint-Michel tem a oferecer.
Existem opções para alimentação e hospedagem no interior da muralha do Mont Saint-Michel.
Nas ruas do vilarejo existem lojas de souvenirs com todo tipo de produto. E após a visita à abadia também! Foi lá que compramos um enfeite para colocar na nossa árvore de natal como lembrança.
Não é possível ir de carro até o interior do Mont Saint-Michel, mas existem estacionamentos por perto. Aí é só caminhar ou utilizar o transporte que atravessa a ponte até o monte. Recomendo a caminhada para ir apreciando a vista. Não pague para ser transportado por cavalos, é cruel!
Para acessar o site oficial de turismo e mais informações, clique aqui.
Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.
O “Dia D” foi o dia em que Os Aliados desembarcaram nas praias da Normandia com o objetivo de libertar a França e consequentemente o continente da ocupação dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Aconteceu no dia 06 de junho de 1944.
A Operação Overlord foi estabelecida na conferência em Casablanca em 24 de janeiro de 1943, quando Os Aliados decidiram os fatores que implementariam para os desembarques de 1944 no continente. As praias do desembarque são: Sword Beach, Juno Beach, Gold Beach, Omaha Beach e Utah Beach. Os americanos desembarcaram nas praias de Omaha e Utah, enquanto ingleses e canadenses foram para Gold, Juno e Sword. Durante os meses que antecederam do “Dia D”, Os Aliados colocaram em prática operações militares falsas com o objetivo de iludir e confundir os alemães em relação ao local, dia e horário do principal ataque. Na data prevista, 05 de junho de 1944, as condições meteorológicas não eram favoráveis para o desembarque, mas o que era considerado um pouco mais próximo do ideal pela equipe de especialistas só aconteceria em duas semanas e adiar o plano seria um risco, então foi definido que mesmo não sendo o que era ideal, os desembarques aconteceriam em 06 de junho de 1944, afinal, os alemães tinham acesso mais limitado que Os Aliados acerca das condições meteorológicas na época. Para garantir uma invasão bem-sucedida, Os Aliados iniciaram uma campanha de bombardeios para atingir as indústrias de aeronaves da Alemanha, a infraestrutura de comunicações e os acessos a rodovias e ferrovias para dificultar o auxílio de reforços.
Um porto artificial “Mulberry” foi levado da Inglaterra para Omaha Beach e colocado em prática para formar um quebra-mar e facilitar o descarregamento das embarcações que carregavam o material de guerra. Os americanos desembarcaram em maré baixa de manhã e tiveram dificuldades para chegar até o topo da colina e avançar, já que os alemães e suas armadilhas estavam ali para impedir. É estimado que 3881 soldados americanos foram mortos ou feridos (e desaparecidos) em 06 de junho de 1944 na praia de Omaha. Os primeiros a desembarcarem sabiam que morreriam para abrir os caminhos para a libertação e mesmo assim agiram por bravura.
Nós visitamos dois museus que ficam nas proximidades de Omaha e fomos até a praia. Optamos por explorar apenas uma das praias do desembarque do que visitar mais e não nos conectarmos com a história.
O Overlord Museum foi inaugurado em 2013, abriga uma coleção de mais de 10.000 peças e conta a história da Batalha da Normandia até a libertação de Paris. As seis forças armadas são reproduzidas juntamente com o acervo de mais de 40 veículos, tanques e canhões, restaurados por uma equipe de especialistas. O museu ainda exibe permanentemente arquivos dos veteranos que testemunharam os combates de 1944.
Localizado em Saint-Laurent-sur-Mer, o Museé Memorial d’Omaha Beach foi fundado em memória das pessoas que morreram em 1944 e exibe uma coleção de itens pessoais, documentos, armas, uniformes, veículos, fotografias e um pouco do cotidiano desde a ocupação dos alemães até o dia que os americanos desembarcaram em Omaha Beach para a libertação. Além disso, um documentário de aproximadamente vinte e cinco minutos com testemunhos dos veteranos é exibido. É emocionante!
A coleção do museu está em constante evolução. Com frequência, itens são encontrados por crianças que brincam na areia da praia.
Na região existem memoriais e um Cemitério Militar Americano em homenagem aos soldados que morreram ali. Infelizmente, não conseguimos visitar por causa do tempo que tínhamos. Entretanto, fica a dica!
A escultura Les Braves é obra de Anilore Banon e consiste em três elementos: as asas da esperança, para que o espírito que carregou os homens de junho de 1944 continue nos inspirando e nos recordando que juntos é possível mudar o futuro; ascensão e liberdade, para que o exemplo daqueles que se levantaram contra a barbárie nos ajude a permanecer firmes e fortes contra todas as formas de desumanidade; as asas da fraternidade, para que a irmandade sempre nos lembre da responsabilidade que temos para com os outros e conosco. A obra foi encomendada pelo governo francês para celebrar o 60º aniversário em 2004.
Les Braves
Os desembarques na Normandia são considerados a maior invasão marítima na história.
Filmes como “O resgate do soldado Ryan” e “O mais longo dos dias” mostram o desembarque em Omaha Beach, contribuindo para sua popularidade.
É comovente o respeito que os habitantes da região demonstram para com os soldados americanos que tanto contribuíram para a libertação, a quem tanto são gratos. É comum que as bandeiras da França e dos Estados Unidos estejam lado a lado na frente dos imóveis.
Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.
Hoje abordaremos sobre três cidades que estão localizadas no departamento de Calvados: Honfleur, Deauville e Bayeux.
Honfleur
Localizada às margens do Rio Sena, antigamente, Honfleur era uma das bases do comércio marítimo que tanto contribuíram para a economia da região.
Honfleur é datada do século XI. O porto da cidade foi importante para o transporte de mercadorias na rota Rouen-Inglaterra a partir do século XVII, período em que foi construído. Um dos destaques também com importância para a cidade foi em 1608, quando a expedição de Samuel de Champlain resulta na fundação da cidade de Quebec, no Canadá.
Já no século XIX, Honfleur é conectada com o Impressionismo, estilo de pintura do século XIX em que uma das características é fazer a arte fora do ateliê com inspiração no ambiente natural sem qualquer alteração. Um dos representantes do movimento é Claude Monet, porém, foi através de Eugène Boudain que Honfleur se destacou no que se refere à pintura. Eugène Boudain nasceu em Honfleur em 1824 (e morreu em Deauville em 1898). É considerado um dos precursores do estilo impressionista e incentivador (e amigo) não apenas de Monet, mas dos artistas que também costumavam buscar inspiração ao ar livre em Honfleur.
A imagem mais comum encontrada através da pintura retrata Vieux Bassin, que se tornou o cartão postal da cidade: as casas germinadas, estreitas e altas, construídas entre os séculos XVI e XVII para os nobres, juntamente com os barcos que ficam estacionados ali nas docas.
O cenário da cidade explica a razão de o Impressionismo ser associado à região. Não é à toa que os trabalhos dos pintores impressionistas retratam exatamente a mesma imagem em diferentes horários do dia justamente com o intuito de captar as mudanças de cor e de luz do ambiente.
A cidade permaneceu murada por anos e seu porto teve papel com relevância para as forças militares da França. Durante os períodos de guerra, foi uma das cidades da Normandia que foi poupada de destruição.
Ao caminhar pelas ruas da cidade, encontramos lojas de souvenirs com especialidades locais: uma bebida alcoólica produzida de maçã com conhaque que é envelhecido em barril por pelo menos dois anos conhecida como Calvados e doces feitos a partir do caramelo. Bebidas como Pommeau e Cidra também são bem típicas de Honfleur. É comum que artistas locais exponham seus trabalhos nos espaços que são públicos.
Vale a pena visitar a Igreja Santa Catarina (Église Sainte Catherine), que é considerada uma das atrações mais populares da cidade. Ela é diferente das igrejas que já tinha visto, pois foi construída de madeira pelos moradores durante o século XV.
Em frente à igreja, a torre do campanário é um anexo do Museu Eugène Boudin que apresenta obras religiosas e lembranças das instituições de caridade.
Ao redor do antigo porto e nas ruas das proximidades, além de lojas de souvenirs e restaurantes, estão os celeiros de sal do século XVII que atualmente abrigam exposições e eventos que acontecem na cidade.
Honfleur é uma das cidades da Normandia que vale a pena visitar, nós passamos cerca de três horas ali sem obrigações de fazer isso ou aquilo como roteiro. Percorremos as ruas a pé e apreciamos o que o vilarejo tem a oferecer aos olhos. Para quem quiser dedicar mais tempo, não faltam atrações. Museus que retratam o estilo de vida da população do vilarejo, arquitetura, obras dos artistas do Impressionismo e os celeiros de sal estão disponíveis aos visitantes.
Para mais informações sobre atrações em Honfleur, clique aqui.
Localizada na costa da Normandia, Deauville atrai hóspedes (em maioria, parisienses) com poder aquisitivo um pouco mais elevado que as cidades da região. É conhecida como o berço da moda de Coco Chanel, pois foi lá que a primeira loja da estilista foi aberta (mas já não existe mais), por isso, lojas com itens luxuosos e de grife também estão instaladas ali.
A primeira referência encontrada sobre a região de Deauville é do século XI. Após investimentos do século XIX, a cidade se tornou um dos balneários mais queridos da elite de Paris.
Um dos cartões-postais da cidade são os guarda-sóis que ficam na areia da praia. Também se destacam o calçadão conhecido como Les Planches e as cabines para a troca de roupas que são grafadas com o nome de artistas que já estiveram na cidade.
Tem os artistas que visitam a cidade a passeio, assim como aqueles que costumam visitar Deauville para participar dos eventos que ali acontecem, como o Festival de Cinema Americano, que acontece anualmente no mês de setembro.
Para quem deseja jogar, um cassino que está localizado na avenida beira-mar é uma opção.
Para quem deseja relaxar, basta escolher um dos spas que estão espalhados pela cidade.
Vitrines não faltam para quem busca ir às compras.
A prática de esportes náuticos é comum no balneário e atrai interessados especialmente nos meses de verão. Em Deauville é comum a prática de esportes com o uso de cavalos, e quem acompanha o blog regularmente sabe eu sou contra o uso de animais para qualquer prática, porém, infelizmente, ainda acontece.
Para quem for permanecer na cidade por mais tempo, atrações não faltam. Inclusive, passar o tempo na praia se o clima permitir.
É uma cidade que vale a pena se perder e observar os detalhes de tudo, e entender através do que encontrar nas ruas a razão de a cidade atrair o público que atrai. Confesso que a mistura de estilos normando, gótico e art decó das construções foi o que mais me encantou. A cidade é pequena, permanecemos por cerca de três horas nela e não nos preocupamos em cumprir atividades envolvendo o turismo, caminhamos por ela sem pretensões e aproveitamos o que pudemos.
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O local onde se encontra a cidade de Bayeux foi fundado como um assentamento galo-romano no século I a.C., nomeado de Augustoduro.
Eventos com importância aconteceram na região.
A Tapeçaria de Bayeux (Tapissarie de la Reine Mathilde), apesar de “tapeçaria”, é um bordado com cerca de 70 metros de comprimento e 50 centímetros de altura que descreve os eventos com importância para a cidade durante o século XI e atualmente está em exposição no Musée de la Tapisserie de Bayeux. A peça foi listada em 2007 na categoria Memória do Mundo pela UNESCO. Atualmente, acredita-se que a obra foi produzida na Inglaterra.
Já no século XX, Bayeux foi a primeira cidade francesa a ser libertada dos alemães pelos Aliados após o desembarque na Normandia, o dia D, em 6 de junho de 1944.
Apesar dos conflitos durante os períodos de guerra, a arquitetura do centro histórico de Bayeux foi preservada.
Bayeux abriga museus, memorial/cemitério de guerra e a catedral gótica de Notre-Dame construída entre os séculos XII e XV. A catedral iluminada com projeções coloridas fica ainda mais bonita de noite. É possível avistá-la de longe.
Assim como as cidades já mencionadas acima, Bayeux é uma cidade para ser explorada a pé também pela facilidade. Chegamos em Bayeux quase à noite e não exploramos tudo o que gostaríamos por falta de tempo, mas percorrer as ruas da cidade só despertou ainda mais a vontade de voltar lá e visitar, principalmente, os museus que exibem um pouco de história da região.
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As três cidades são lugares que merecem um pouco de atenção ao viajar pela Normandia, seja para explorar a história que carregam ou simplesmente pela graciosidade.