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Uma das praias do desembarque do Dia D: Omaha Beach

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.

O “Dia D” foi o dia em que Os Aliados desembarcaram nas praias da Normandia com o objetivo de libertar a França e consequentemente o continente da ocupação dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Aconteceu no dia 06 de junho de 1944.

A Operação Overlord foi estabelecida na conferência em Casablanca em 24 de janeiro de 1943, quando Os Aliados decidiram os fatores que implementariam para os desembarques de 1944 no continente. As praias do desembarque são: Sword Beach, Juno Beach, Gold Beach, Omaha Beach e Utah Beach. Os americanos desembarcaram nas praias de Omaha e Utah, enquanto ingleses e canadenses foram para Gold, Juno e Sword. Durante os meses que antecederam do “Dia D”, Os Aliados colocaram em prática operações militares falsas com o objetivo de iludir e confundir os alemães em relação ao local, dia e horário do principal ataque. Na data prevista, 05 de junho de 1944, as condições meteorológicas não eram favoráveis para o desembarque, mas o que era considerado um pouco mais próximo do ideal pela equipe de especialistas só aconteceria em duas semanas e adiar o plano seria um risco, então foi definido que mesmo não sendo o que era ideal, os desembarques aconteceriam em 06 de junho de 1944, afinal, os alemães tinham acesso mais limitado que Os Aliados acerca das condições meteorológicas na época. Para garantir uma invasão bem-sucedida, Os Aliados iniciaram uma campanha de bombardeios para atingir as indústrias de aeronaves da Alemanha, a infraestrutura de comunicações e os acessos a rodovias e ferrovias para dificultar o auxílio de reforços.

Um porto artificial “Mulberry” foi levado da Inglaterra para Omaha Beach e colocado em prática para formar um quebra-mar e facilitar o descarregamento das embarcações que carregavam o material de guerra. Os americanos desembarcaram em maré baixa de manhã e tiveram dificuldades para chegar até o topo da colina e avançar, já que os alemães e suas armadilhas estavam ali para impedir. É estimado que 3881 soldados americanos foram mortos ou feridos (e desaparecidos) em 06 de junho de 1944 na praia de Omaha. Os primeiros a desembarcarem sabiam que morreriam para abrir os caminhos para a libertação e mesmo assim agiram por bravura.

Nós visitamos dois museus que ficam nas proximidades de Omaha e fomos até a praia. Optamos por explorar apenas uma das praias do desembarque do que visitar mais e não nos conectarmos com a história.

O Overlord Museum foi inaugurado em 2013, abriga uma coleção de mais de 10.000 peças e conta a história da Batalha da Normandia até a libertação de Paris. As seis forças armadas são reproduzidas juntamente com o acervo de mais de 40 veículos, tanques e canhões, restaurados por uma equipe de especialistas. O museu ainda exibe permanentemente arquivos dos veteranos que testemunharam os combates de 1944.

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Localizado em Saint-Laurent-sur-Mer, o Museé Memorial d’Omaha Beach foi fundado em memória das pessoas que morreram em 1944 e exibe uma coleção de itens pessoais, documentos, armas, uniformes, veículos, fotografias e um pouco do cotidiano desde a ocupação dos alemães até o dia que os americanos desembarcaram em Omaha Beach para a libertação. Além disso, um documentário de aproximadamente vinte e cinco minutos com testemunhos dos veteranos é exibido. É emocionante!

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A coleção do museu está em constante evolução. Com frequência, itens são encontrados por crianças que brincam na areia da praia.

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Na região existem memoriais e um Cemitério Militar Americano em homenagem aos soldados que morreram ali. Infelizmente, não conseguimos visitar por causa do tempo que tínhamos. Entretanto, fica a dica!

A escultura Les Braves é obra de Anilore Banon e consiste em três elementos: as asas da esperança, para que o espírito que carregou os homens de junho de 1944 continue nos inspirando e nos recordando que juntos é possível mudar o futuro; ascensão e liberdade, para que o exemplo daqueles que se levantaram contra a barbárie nos ajude a permanecer firmes e fortes contra todas as formas de desumanidade; as asas da fraternidade, para que a irmandade sempre nos lembre da responsabilidade que temos para com os outros e conosco. A obra foi encomendada pelo governo francês para celebrar o 60º aniversário em 2004.

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Les Braves

Os desembarques na Normandia são considerados a maior invasão marítima na história.

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Filmes como “O resgate do soldado Ryan” e “O mais longo dos dias” mostram o desembarque em Omaha Beach, contribuindo para sua popularidade.

É comovente o respeito que os habitantes da região demonstram para com os soldados americanos que tanto contribuíram para a libertação, a quem tanto são gratos. É comum que as bandeiras da França e dos Estados Unidos estejam lado a lado na frente dos imóveis.

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Normandia: Honfleur | Deauville | Bayeux

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.

Hoje abordaremos sobre três cidades que estão localizadas no departamento de Calvados: Honfleur, Deauville e Bayeux.


     Honfleur

Localizada às margens do Rio Sena, antigamente, Honfleur era uma das bases do comércio marítimo que tanto contribuíram para a economia da região.

Honfleur é datada do século XI. O porto da cidade foi importante para o transporte de mercadorias na rota Rouen-Inglaterra a partir do século XVII, período em que foi construído. Um dos destaques também com importância para a cidade foi em 1608, quando a expedição de Samuel de Champlain resulta na fundação da cidade de Quebec, no Canadá.

Já no século XIX, Honfleur é conectada com o Impressionismo, estilo de pintura do século XIX em que uma das características é fazer a arte fora do ateliê com inspiração no ambiente natural sem qualquer alteração. Um dos representantes do movimento é Claude Monet, porém, foi através de Eugène Boudain que Honfleur se destacou no que se refere à pintura. Eugène Boudain nasceu em Honfleur em 1824 (e morreu em Deauville em 1898). É considerado um dos precursores do estilo impressionista e incentivador (e amigo) não apenas de Monet, mas dos artistas que também costumavam buscar inspiração ao ar livre em Honfleur.

A imagem mais comum encontrada através da pintura retrata Vieux Bassin, que se tornou o cartão postal da cidade: as casas germinadas, estreitas e altas, construídas entre os séculos XVI e XVII para os nobres, juntamente com os barcos que ficam estacionados ali nas docas.

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O cenário da cidade explica a razão de o Impressionismo ser associado à região. Não é à toa que os trabalhos dos pintores impressionistas retratam exatamente a mesma imagem em diferentes horários do dia justamente com o intuito de captar as mudanças de cor e de luz do ambiente.

A cidade permaneceu murada por anos e seu porto teve papel com relevância para as forças militares da França. Durante os períodos de guerra, foi uma das cidades da Normandia que foi poupada de destruição.

Ao caminhar pelas ruas da cidade, encontramos lojas de souvenirs com especialidades locais: uma bebida alcoólica produzida de maçã com conhaque que é envelhecido em barril por pelo menos dois anos conhecida como Calvados e doces feitos a partir do caramelo. Bebidas como Pommeau e Cidra também são bem típicas de Honfleur. É comum que artistas locais exponham seus trabalhos nos espaços que são públicos.

Vale a pena visitar a Igreja Santa Catarina (Église Sainte Catherine), que é considerada uma das atrações mais populares da cidade. Ela é diferente das igrejas que já tinha visto, pois foi construída de madeira pelos moradores durante o século XV.

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Em frente à igreja, a torre do campanário é um anexo do Museu Eugène Boudin que apresenta obras religiosas e lembranças das instituições de caridade.

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Ao redor do antigo porto e nas ruas das proximidades, além de lojas de souvenirs e restaurantes, estão os celeiros de sal do século XVII que atualmente abrigam exposições e eventos que acontecem na cidade.

Honfleur é uma das cidades da Normandia que vale a pena visitar, nós passamos cerca de três horas ali sem obrigações de fazer isso ou aquilo como roteiro. Percorremos as ruas a pé e apreciamos o que o vilarejo tem a oferecer aos olhos. Para quem quiser dedicar mais tempo, não faltam atrações. Museus que retratam o estilo de vida da população do vilarejo, arquitetura, obras dos artistas do Impressionismo e os celeiros de sal estão disponíveis aos visitantes.

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Para mais informações sobre atrações em Honfleur, clique aqui.

Dica de onde comer em Honfleur: La Cantine.


     Deauville

Localizada na costa da Normandia, Deauville atrai hóspedes (em maioria, parisienses) com poder aquisitivo um pouco mais elevado que as cidades da região. É conhecida como o berço da moda de Coco Chanel, pois foi lá que a primeira loja da estilista foi aberta (mas já não existe mais), por isso, lojas com itens luxuosos e de grife também estão instaladas ali.

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A primeira referência encontrada sobre a região de Deauville é do século XI. Após investimentos do século XIX, a cidade se tornou um dos balneários mais queridos da elite de Paris.

Um dos cartões-postais da cidade são os guarda-sóis que ficam na areia da praia. Também se destacam o calçadão conhecido como Les Planches e as cabines para a troca de roupas que são grafadas com o nome de artistas que já estiveram na cidade.

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Tem os artistas que visitam a cidade a passeio, assim como aqueles que costumam visitar Deauville para participar dos eventos que ali acontecem, como o Festival de Cinema Americano, que acontece anualmente no mês de setembro.

Para quem deseja jogar, um cassino que está localizado na avenida beira-mar é uma opção.

Para quem deseja relaxar, basta escolher um dos spas que estão espalhados pela cidade.

Vitrines não faltam para quem busca ir às compras.

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A prática de esportes náuticos é comum no balneário e atrai interessados especialmente nos meses de verão. Em Deauville é comum a prática de esportes com o uso de cavalos, e quem acompanha o blog regularmente sabe eu sou contra o uso de animais para qualquer prática, porém, infelizmente, ainda acontece.

Para quem for permanecer na cidade por mais tempo, atrações não faltam. Inclusive, passar o tempo na praia se o clima permitir.

É uma cidade que vale a pena se perder e observar os detalhes de tudo, e entender através do que encontrar nas ruas a razão de a cidade atrair o público que atrai. Confesso que a mistura de estilos normando, gótico e art decó das construções foi o que mais me encantou. A cidade é pequena, permanecemos por cerca de três horas nela e não nos preocupamos em cumprir atividades envolvendo o turismo, caminhamos por ela sem pretensões e aproveitamos o que pudemos.

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Para mais informações sobre atrações em Deauville, clique aqui.

Dica de onde comer em Honfleur: Le Jardin.


     Bayeux

O local onde se encontra a cidade de Bayeux foi fundado como um assentamento galo-romano no século I a.C., nomeado de Augustoduro.

Eventos com importância aconteceram na região.

A Tapeçaria de Bayeux (Tapissarie de la Reine Mathilde), apesar de “tapeçaria”, é um bordado com cerca de 70 metros de comprimento e 50 centímetros de altura que descreve os eventos com importância para a cidade durante o século XI e atualmente está em exposição no Musée de la Tapisserie de Bayeux. A peça foi listada em 2007 na categoria Memória do Mundo pela UNESCO. Atualmente, acredita-se que a obra foi produzida na Inglaterra.

Já no século XX, Bayeux foi a primeira cidade francesa a ser libertada dos alemães pelos Aliados após o desembarque na Normandia, o dia D, em 6 de junho de 1944.

Apesar dos conflitos durante os períodos de guerra, a arquitetura do centro histórico de Bayeux foi preservada.

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Bayeux abriga museus, memorial/cemitério de guerra e a catedral gótica de Notre-Dame construída entre os séculos XII e XV. A catedral iluminada com projeções coloridas fica ainda mais bonita de noite. É possível avistá-la de longe.

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Assim como as cidades já mencionadas acima, Bayeux é uma cidade para ser explorada a pé também pela facilidade. Chegamos em Bayeux quase à noite e não exploramos tudo o que gostaríamos por falta de tempo, mas percorrer as ruas da cidade só despertou ainda mais a vontade de voltar lá e visitar, principalmente, os museus que exibem um pouco de história da região.

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Para mais informações sobre atrações em Bayeux, clique aqui.


As três cidades são lugares que merecem um pouco de atenção ao viajar pela Normandia, seja para explorar a história que carregam ou simplesmente pela graciosidade.

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O belíssimo cenário natural de Étretat

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.

De Le Havre (onde nos hospedamos) até Étretat são 27 km. Fizemos o percurso de carro. Para estacionar em Étretat foi bem complicado porque estacionamentos e até mesmo as vagas para estacionar nas ruas estavam completamente lotados, mas depois de tempo procurando, conseguimos estacionar há aproximadamente quinze minutos a pé do centro.

Étretat está localizada na costa da Normandia e é um dos destinos mais visitados da região. Visitamos a cidade com o objetivo de conhecer a beleza das falésias, então não exploramos o vilarejo em si porque o tempo que tínhamos não permitiu.

É compreensível a razão pela qual pintores e escritores como Claude Monet, Gustave Courbet, Eugène Boudin, Gustave Flaubert e Maurice Leblanc escolherem o vilarejo como refúgio para inspiração. O vilarejo está entre dois penhascos que oferecem possibilidades de trilhas até o topo. Ambos são belíssimos e podem ser acessados caminhando pela orla, mas é importante que a maré esteja baixa para a travessia.

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O cartão postal de Étretat: la falaise d’aval e l’aiguille creuse

À direita do vilarejo está o penhasco d’Amont e uma trilha que pode ser percorrida rapidamente, talvez em quinze minutos dependendo da condição de cada um. De lá é possível avistar o cartão-postal de Étretat. Também é onde a capela de Notre-Dame de la Garde está instalada.

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la falaise d’amont

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Do lado direito da falésia d’Amont estão a rocha de Vaudieu e a agulha de Belval consecutivamente como demonstra a foto a seguir.

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le roc vaudieu e l’aiguille de belval

A partir do topo da falésia d’Amont existe um percurso que permite o acesso à praia através de escadas desde que a maré esteja baixa.

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À esquerda do vilarejo está o penhasco d’Aval e uma trilha que requer um pouco mais de tempo e disposição (porém, não é difícil). Do topo é possível ver o vilarejo que está ao lado direito e mais um arco à esquerda, o Manneporte. São aproximadamente cinquenta minutos com paradas para fotos a partir dos mirantes que estão ali. Um campo de golfe também pode ser visto durante o percurso. É possível caminhar até o topo do Manneporte, mas nós optamos ir até lá pela orla. E é entre os penhascos d’Aval e Manneporte que está a agulha que é denominada Creuse.

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manneporte

Ah, e assim como a maioria das praias que já visitamos na França, é de pedra.

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l’aiguille creuse e la falaise d’aval – caminhada pela orla

Assim como no Parque Nacional das Calanques, o calcário é responsável pela cor branca das falésias e pelo tom verde/azul do mar. São 140 km de falésias entre os rios Sena e Somme à margem do Canal da Mancha. Os paredões chegam a atingir 100 metros de altura.

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Sempre que via as fotos de Étretat nos perfis que acompanho nas redes sociais eu pensava: “que incrível”, e é impressionante como eu ainda assim eu fui impactada com a magnitude das falésias e a beleza que compõe tudo que está ali. Quanta generosidade da natureza para com Étretat! Definitivamente, é impossível não se impressionar. No dia que visitamos Étretat ventou demais, mas nada que limitasse o passeio em si. Tivemos a sorte de que o dia estava ensolarado, diferente dos demais enquanto visitamos a região da Normandia, então foi possível contemplar o cenário natural perfeitamente.

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Para quem for permanecer por mais tempo em Étretat, sugiro que visite o site oficial de turismo para mais informações sobre o que fazer no local.

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De onde partimos para explorar a região da Normandia: Le Havre

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.

Le Havre foi a cidade que escolhemos para nos hospedarmos durante uma viagem de três dias na região da Normandia. Apesar de, inicialmente, não termos o objetivo de conhecê-la já que o foco era outro, acabamos passeando por ela rapidamente e conhecemos um pouco do que foi possível.

A cidade de Le Havre está localizada no noroeste da França (Haute-Normandie), onde o Rio Sena se encontra com o Canal da Mancha (que separa a França da ilha da Grã-Bretanha), e abriga um dos mais importantes portos marítimos do país.

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Pont de Normandie

A arquitetura de Le Havre é a mais moderna entre as cidades da Normandia. Os ataques durante a Segunda Guerra Mundial danificaram o município quase que completamente, ocasionando a reconstrução nas duas décadas a seguir sob responsabilidade do arquiteto Auguste Perret, que planejou a construção de apartamentos para abrigar os habitantes que perderam tudo e a construção da maioria dos prédios públicos da cidade. Em 2005, o centro histórico de Le Havre foi listado pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade.

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prefeitura – hôtel de ville du Havre

Assim como o prédio da prefeitura, a Igreja de São José (Église Saint-Joseph) que foi reconstruída também é obra de Auguste Perret (com contribuição dos arquitetos Raymond Audigier e Georges Brochard e do artista Jacques Poirrier). É dedicada à memória das vítimas de guerras.

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Igreja Saint-Joseph

Construída entre 1951 e 1957, a igreja que remete a um farol se destaca entre os edifícios da cidade – com 107 metros de altura. No interior, o altar está localizado no centro da igreja. Os 6500 vitrais que foram instalados na torre permitem que a luz natural do dia chegue até o interior da igreja através das cores que alteram dependendo da orientação do sol.

O brasileiro Oscar Niemeyer também contribuiu para a arquitetura de Le Havre. Foi o responsável por projetar o Centro Cultural da cidade que atualmente (desde 1990) é conhecido como Le Volcan: um local de produção artística que é referência nacional no campo do teatro, música, dança, circo, novas imagens e artes digitais, e ainda abriga uma biblioteca que carrega o nome do arquiteto como parte do conjunto. Para quem olha de cima, o projeto compõe o desenho de uma pomba que simboliza a paz.

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Todas as atrações que citei acima estão localizadas no centro histórico da cidade e podem ser visitadas.

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Le Havre

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Hospedagem

Optamos pelo Hotel Mercure Le Havre Centre Bassin du Commerce por ser pet friendly e atender o que buscávamos. A localização do hotel é ótima no que se refere à cidade. Percorremos tudo o que citei acima a pé.

A desvantagem de termos nos hospedado em Le Havre é a distância para os destinos que planejamos visitar. O ideal seria termos nos hospedado em um lugar que o acesso fosse mais prático. Além disso, tem a questão da taxa para atravessar a Ponte da Normandia duas vezes por dia (ir e voltar).

Valor para atravessar a ponte (por automóvel): € 5,40 por travessia.

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Normandia: o que explorar na região

Este texto é a introdução de uma viagem que fizemos na região da Normandia (em francês: Normandie), no noroeste da França.

Partimos da Bélgica (Oost-Vlaanderen) diretamente para a cidade em que nos hospedamos: Le Havre. De lá, partimos para Étretat, Honfleur, Deauville, Bayeux, Omaha Beach (uma das praias do desembarque do “Dia D”) e para o incrível Mont Saint-Michel. Foram cerca de quatro horas na estrada (400 km, aproximadamente).

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Le Havre
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Étretat
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Honfleur
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Deauville
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Bayeux
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Omaha Beach
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Mont Saint-Michel

É uma região da França que vale a pena ser visitada principalmente por quem gosta de história. Além do que visitamos em quatro dias na região, existem mais lugares que podem e devem ser incluídos no roteiro para quem tiver mais tempo.

Acompanhe o blog durante as semanas a seguir para acompanhar um pouco do que fizemos em cada lugar que visitamos.


Locomoção

Utilizamos o carro para a locomoção até os destinos e lá percorremos a pé.

Informações úteis:

Clima (agosto 2019): durante os dias que visitamos a região, o clima permaneceu bem instável. O sol apareceu, mas os dias permaneceram nublados em maioria. Temperaturas dos locais por onde passamos variaram entre 15°C e 23°C na época.

Moeda: euro.

Idioma: francês.

Tomada:

tomada

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Como é o outono na Bélgica

Na segunda-feira começou a estação que eu considero que tem o clima mais agradável aqui na Bélgica: o outono. Oficialmente, em 2019, o outono começou em 23 de setembro e terminará em 22 de dezembro.

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As folhas das árvores começam a mudar de cor. A temperatura começa a diminuir pouco a pouco e o friozinho que faz no começo e no final dos dias já não permite mais sair de casa sem agasalho.

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As folhas das árvores que até então possuem o tom de verde escuro passam a clarear, atingindo tons de verde claro, amarelo, laranja, vermelho, marrom, dependendo da árvore, até caírem e as árvores permanecerem apenas com galhos. E isso depende do clima para acontecer.

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Eu adoro a transição e as mudanças que acontecem entre verão e inverno porque acho tudo tão aconchegante. A chuva e os cheiros de tudo… Gosto de velas, incensos e óleos essenciais com aromas mais quentes para a casa nessa época. É tempo de preparar sopas, caldos, cremes, fondue e bebidas quentes. É período em que os seriados ficam em dia (ehehe). E obviamente, de curtir o clima lá fora também! Ao passear por parques em áreas verdes ou florestas é possível encontrar muuuitos cogumelos. E aranhas! (é surreal o medo que tenho delas).

É já que mencionei o clima acima, imprevisível e instável, tudo pode acontecer nos meses de outono, afinal, é a Bélgica.

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Outono é felicidade, tranquilidade, calmaria, inspiração e tempo de mudança. Como não amar?!

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É durante o outono que termina o horário de verão aqui na Bélgica, mais especificamente, às 03:00 da madrugada do último domingo de outubro.

No começo da estação, a luz solar permanece por, aproximadamente, doze horas. Até o final da estação, o tempo de luz solar diminui em até quatro horas a menos, período em que as noites se tornam mais longas.

No final da estação voltarei a comentar sobre as impressões do outono de 2019. (clique aqui para ler)

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Como foi o verão de 2019 na Bélgica

Oficialmente, na próxima segunda-feira (23) será o último dia do verão aqui na Bélgica (e na Europa). E como já mencionei em “Como é o verão na Bélgica”, aqui estou para relatar um pouco da minha experiência de 2019 sobre o clima na região de Oost-Vlaanderen.

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Em 2019 o clima foi bem semelhante aos dois anos anteriores, com catorze dias em que a temperatura máxima ultrapassou +30°C e até mesmo um dia que atingiu +41°C.

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Entre a última semana de junho e a primeira semana de julho os dias foram bem quentes. Lembro que nos verões de 2017 e 2018 também fez bastante calor na mesma época. As últimas semanas dos meses de julho e agosto foram igualmente quentes.

Temperatura mínima atingida em junho: +8°C (11/06).

Temperatura máxima atingida em junho: +33°C (29/06).

Julho foi o mês mais quente. Mas também tiveram dias em que as temperaturas foram um pouco mais amenas com a máxima atingindo +20°C entre os dias 7 e 9.

Temperatura mínima atingida em julho: +7°C (09/07).

Temperatura máxima atingida em julho: +41°C (25/07).

No verão raramente chove aqui na Bélgica (pelo menos é a lembrança que eu tenho do que já vivi por aqui). Quando chove, geralmente é no mês de agosto, porém, em 2019 não foi assim.

Temperatura mínima atingida em agosto: +7°C (21/08).

Temperatura máxima atingida em agosto: +34°C (27/08).

2019 foi o quinto ano consecutivo em que ondas de calor atingiram o país, contribuindo para que o clima fosse considerado mais seco e mais ensolarado que a média. O código vermelho foi alertado por tais razões.

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No começo de setembro já foi possível sentir o clima do outono no ar. Adoro! Já choveu para refrescar e as temperaturas (mínimas e máximas) já começaram a diminuir. De manhã e no final do dia o ar já permanece mais gelado, e durante a tarde o clima está bem agradável. Mas a previsão ainda indica bastante instabilidade, o que é normal entre a mudança das estações.

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Pela quantidade de fotos retratando a estação é possível notar que o verão da Bélgica não me agrada muito… ehehe.

Hoje o sol nasceu às 07:25 e o pôr do sol acontecerá às 19:49 na cidade onde moro. O tempo de luminosidade durante o dia diminui a cada dia e continuará assim até chegar no dia mais escuro do ano, provavelmente no final de dezembro.

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Ressaltando que as informações do texto retratam a minha experiência na região de Oost-Vlaanderen.

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Cervejaria Huyghe: onde as cervejas da Delirium são produzidas

Você já leu ou ouviu algo sobre a cerveja Delirium?

É uma das cervejas belgas mais reconhecidas mundialmente.

Quem já planejou ou pesquisou o que fazer em Bruxelas provavelmente já tem alguma referência, afinal, é lá que está o café/bar mais popular do Pink Elephant aqui na Bélgica.

No Brasil, a Delirium abriga cervejarias no Rio de Janeiro e em São Paulo.

É a Cervejaria Huyghe que produz as cervejas da Delirium: Tremens, Nocturnum, Christmas, Red, Argentum e Deliria.

E é sobre a visita à Brouwerij Huyghe, localizada em Melle (Oost-Vlaanderen) – 50 km de Bruxelas, que compartilharei hoje.

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Além dos rótulos da Delirium, a Cervejaria Huyghe também é responsável pela fabricação das marcas: La Guillotine, Averbode Beer, Floris, Campus, St. Idesbald, Blanche des neiges, Mongozo e Villers.

A Cervejaria Huyghe é consciente em relação à responsabilidade perante a sociedade e o meio ambiente em geral, buscando por sustentabilidade a cada mudança tecnológica que é avaliada cautelosamente para minimizar qualquer efeito nocivo para as pessoas e o meio ambiente, respeitando o bem-estar dos funcionários e residentes de Melle.

O tour começa com a apresentação de um vídeo de menos de dez minutos que explica um pouco da história da cervejaria:

Desde 1654 já existia uma cervejaria local em atividade ali. Mas é em 1902, com a chegada de Leon Huyghe (de Poperinge – Bélgica) em Melle que a história da atual Cervejaria Huyghe começa, quando ele começou a trabalhar lá. Em 1906, Leon Huyghe comprou a cervejaria e a nomeou como Brouwerij-Mouterij Den Appel. Juntamente com sua esposa, Delfina Van Doorselaer, filha de um cervejeiro de Wolvertem, se familiarizou com o mundo das cervejas e expandiu o negócio. Durante os anos da Primeira Guerra Mundial, a cervejaria passou por dificuldades em razão da ocupação dos alemães. Na década de 1920, a cervejaria passou por transformações e entre os anos de 1936 e 1939 foi ampliada com a construção de um complexo, período em que recebeu o nome atual. Em 1945 começaram a produzir uma cerveja chamada “Golden Kenia” que, inclusive, foi premiada. Limonadas da marca “Mell’s drinks” também foram produzidas. Com a expansão na década de 1960, a cervejaria desenvolveu a “Eigerbrau”. A cervejaria foi reformada em 1985 e as divisões de produção se formaram. Um considerável investimento financeiro contribuiu para a reestruturação da cervejaria. As cervejas de alta fermentação foram colocadas no mercado e a exportação começou a ser considerada. As cervejas “Artevelde” e “Minty” foram introduzidas ao mercado. Em 26 de dezembro de 1988, a “Delirium Tremens” foi fabricada pela primeira vez na cervejaria. Para comemorar o bicentenário da Revolução Francesa em 1989, foi lançada a cerveja “La Guillotine”. Em 1990, a cerveja “Blanche des neiges” foi criada para atender a demanda dos americanos. Em 1993, foi iniciada a produção das cervejas da linha “Campus”. Em 1994, as cervejas “St. Idesbald” – blond, dubbel, triple – completaram o segmento das cervejas de abadia da cervejaria. Em 1995, foi a vez das cervejas da linha “Floris” serem lançadas. Em 1999, a Cervejaria Huyghe se tornou responsável pela fabricação da cerveja “Villers”. A “Delirium Nocturnum” foi criada. Em 2000, a cervejaria passou por mudanças e a instalação de dezesseis tanques aumentaram a capacidade de levedura; a “Delirium Christmas” foi lançada. Foi na década de 2000 que a Cervejaria Huyghe aumentou consideravelmente a produção para exportação. Em 2001 foi desenvolvida (em parceria) a primeira cerveja frutada da marca “Mongozo”. Em 2010, a cervejaria desenvolveu cerveja sem glúten da linha “Mongozo” e criou a “Delirium Red”. Em 2011, € 7.000.000 foram investidos para a expansão da cervejaria. Em 2013, a “Delirium Deliria” foi fabricada por mulheres para os amantes de cerveja. Foi o ano em que a cervejaria recebeu prêmios que são considerados importantes para o mundo das cervejas, o que só aumentou o reconhecimento e premiações para a Cervejaria Huyghe nos anos a seguir.

Após a introdução, o guia (voluntário) José leva os visitantes para conhecerem a fábrica e explica o que acontece em cada setor, além de contar curiosidades sobre a Delirium.

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Após a visita de cerca de cinquenta minutos à fábrica, o guia disponibiliza o tempo de uma hora e trinta minutos (aproximadamente) para os visitantes degustarem as cervejas no bar. Diferente das cervejarias que já visitei, a Cervejaria Huyghe não estabelece limite, já que o objetivo é que o visitante conheça o que é produzido ali. É possível degustar um pouco de cada marca.

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Depois ainda tem a loja com itens das marcas que a cervejaria produz.

Atualmente, é a quarta geração da família que comanda a cervejaria, investindo no que acreditam sem deixar de priorizar a história e a tradição da cervejaria.

bélgica, costa belga

Como são as praias da Bélgica

Diferente do que espalhado é por aí, a Bélgica não é um país em que só chove. Inclusive, acho que o inverno é a estação que proporciona o pôr do sol mais bonito por aqui. Mas a questão é: por aqui faz calor (que às vezes até me incomoda) e durante o verão não faltam atrações nas praias do país.

A Bélgica é banhada pelo Mar do Norte e a costa que fica na região de Flandres (Vlaanderen) totaliza cerca de 67 km.

Em apenas um dia é possível percorrer os balneários de:

Knokke-Heist, Zeebrugge, Blankenberge, De Haan, Bredene, Oostende, Middelkerke, Nieuwpoort, Koksijde e De Panne.

balneários - mapa
Reprodução: https://dekust.be

A infraestrutura de Knokke-Heist é boa e a praia geralmente é procurada por quem tem o poder aquisitivo um pouco mais elevado. Mas todo tipo de gente frequenta o local. Abriga a maior área verde do litoral e o Zwin Natuur Park possibilita o contato com a natureza.

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Da praia de Zeebrugge é possível ver as embarcações indo e vindo do porto de Zeebrugge. Não é a praia mais utilizada para banho, mas ainda assim é possível se refrescar ali.

Reprodução (instagram): @visitbruges

Blankenberge está entre as praias mais populares. É procurada por quem gosta de aproveitar as opções de pubs/cafés e restaurantes durante a noite. O píer é o cartão-postal do balneário, afinal, é o único do país.

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De Haan possui arquitetura um pouco diferente das cidades do litoral (e de Flandres). Os imóveis localizados no centro remetem à Belle Époque com pintura em tons claros nas paredes e telhados em vermelho, o que torna a aparência mais agradável. A região é bastante procurada por famílias com crianças.

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Em Bredene existe um resort à beira-mar e praia de nudismo na região das dunas (o que contribui para a privacidade). É ideal para quem gosta de acampar.

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Oostende é a praia mais extensa e mais famosa do país. É uma cidade que costuma agradar todo tipo de público por ser “grande”, e justamente por isso atrai muita gente. Durante os meses de verão sempre tem algo acontecendo por lá.

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Middelkerke é um bom local para aproveitar com crianças. A cidade é considerada um dos principais centros culturais do litoral. Tem obra de arte até na areia da praia.

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Nieuwpoort é o destino procurado por quem gosta praticar esportes na praia. Devido ao encontro do mar com o Rio Ijzer acontecer ali, a região passou por destruições e reconstruções ao longo do tempo.

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Koksijde é um bom lugar para aproveitar com crianças. Abriga piscina para as crianças e parque aquático simples na praia. Opções para a prática de caminhada não faltam.

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De Panne abriga reservas naturais e a praia onde o tom da água é o mais bonito do litoral. É um local para aproveitar em todas as estações do ano pelo que a cidade oferece. O ciclismo é bastante praticado no município, juntamente com a caminhada nas trilhas. Lá fica um parque de diversão chamado Plopsaland, que já tivemos a oportunidade de ir – bom para crianças.

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Na praia: informações e curiosidades

Na maioria das praias são instalados os beachbars (bares na areia com área para relaxar, comer e beber, em grupo ou particular) que permanecem ali apenas durante o verão. A costa belga abriga cerca de 70 deles. Bebida e porções são servidas – mas as porções são um pouco diferentes do que é comum no Brasil, pois os pratos geralmente são frios (foi o que constatei nos beachbars que já frequentei em Knokke-Heist e Oostende).

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O atendimento dos restaurantes da avenida que beira o mar se estende para a areia. E os funcionários atravessam a avenida para servir os clientes que estão na área da praia, eu acho um pouco estranho, mas não deixo de frequentar o local por isso.

Cabines: são particulares (mas podem ser alugadas se o responsável quiser). Os proprietários pagam pelo espaço para a prefeitura por temporada e podem instalar as cabines entre março a setembro de cada ano. Elas funcionam como um local para guardar os itens que são utilizados na praia – mas tem um pouco de tudo lá dentro, inclusive geladeira. E tem quem organiza os itens na frente delas e aproveita o dia ali mesmo. Os custos variam de € 500 a € 3000 (por temporada), mas não basta apenas querer, pois existe lista de espera para conseguir um espaço nas praias e o tempo pode ultrapassar 5 anos.

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Os beachbars tabém fazem locação das cabines que ficam bem próximas a eles, assim como das opções que estão além da área do bar, como as espreguiçadeiras com proteção contra o vento como na foto a seguir.

Pets nas praias da Bélgica

Entre março e outubro de cada ano os animais só são permitidos na areia das praias entre 21:00 e 09:00. Durante o dia é apenas até o calçadão. O horário pode variar um pouco dependendo da cidade, mas nas praias mais agitadas durante o verão geralmente é assim que funciona, e ainda tem a questão da coleira que pode ser exigida, então é importante consultar as regras de cada lugar.

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É até emocionante de observar a alegria dos cães quando são soltos pelos donos exatamente às 21:00, parece que a praia é deles! Eles correm, pulam, brincam, se cheiram, entram no mar… é demais!

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Trajes

Moradores de cidades da costa belga buscam/solicitam o uso de trajes para banho apenas nas áreas da praia. O incômodo é polêmico, mas pouco a pouco a prática vem sendo adotada.

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calçadão de Knokke-Heist

Locomoção

Nunca utilizei um meio de transporte diferente do automóvel (todas as cidades possuem opções de estacionamentos), mas para quem optar por usar o transporte público para percorrer o litoral, a opção que percorre a costa belga é conhecida como Kusttram, que é considerada a linha de tram (bonde elétrico) mais extensa do mundo.

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Parada em Hallstatt + Munique e cidades para ir e voltar no mesmo dia

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Alemanha, Tchéquia e Áustria.

Seguirei o roteiro que fizemos durante a viagem, portanto, a publicação de hoje inclui passagem por Hallstatt até Munique, de onde partimos para conhecer atrações de Dachau e Füssen.

De Viena para Munique tivemos o privilégio de ver lugares incríveis, pois além de Hallstatt, os vilarejos por onde passamos durante o trajeto são tão encantadores quanto o próprio, com lagos, com montanhas, além do ambiente que parece de contos de fadas. Adorável surpresa! (apesar de Hallstatt já estar na lista de lugares para conhecer há tempos)

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O vilarejo localizado nos alpes da Áustria foi considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1997 e é um dos lugares mais incríveis que já conhecemos até hoje. Foram apenas quatro horas ali, o suficiente para desejar voltar e permanecer por pelo menos uma semana de cada estação.

Durante o tempo que permanecemos na cidade, caminhamos um pouco no centro e subimos até uma plataforma que fica a 360 metros de altura para observar a beleza de Hallstatt.

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… e a Mel foi conosco!

Optamos por almoçar no restaurante que fica na plataforma: o Rudolfsturm.

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do restaurante

Para mais informações sobre a atração, clique aqui.

Depois, seguimos com o percurso para Munique, capital do estado da Baviera (em alemão: Bayern) e a terceira cidade mais populosa da Alemanha. É a sede de um dos festivais mais tradicionais do mundo: a Oktoberfest.

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Marienplatz e Neues Rathaus

Não conhecemos muito a cidade em si, pois chegamos tarde no primeiro dia e nos demais já tínhamos programado de conhecer os castelos de Füssen e um campo de concentração localizado em Dachau.

No dia em que chegamos, conhecemos a tradicional Cervejaria Hofbräuhaus que oferece um cardápio com pratos típicos da região.

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Caminhamos pela região central e eu não fotografei… acontece!

Castelos: Hohenschwangau e Neuschwanstein

Estão entre as atrações turísticas mais visitadas do país, e por tal razão, é recomendável a compra antecipada dos bilhetes através da internet para não perder tempo.

O único dia em que a temperatura estava agradável para passeio, no entanto, também choveu e por isso não conseguimos explorar tudo o que gostaríamos. Porém, o clima contribuiu para que a atmosfera do local parecesse ainda mais de um conto de fadas por causa da neblina, mas imagino que o passeio seja incrível independente da estação.

Nas áreas internas dos castelos é proibido fotografar.

Para chegar até lá, pegamos um trem com saída de München Hauptbahnhof até Füssen, totalizando duas horas de viagem. Valor: 28,00 €. Compramos os tickets antecipadamente para garantir o embarque no horário desejado por nós, mas também é possível comprar na estação antes do embarque se ainda existir disponibilidade no trem. Desembarcando em Füssen, é necessário embarcar em um ônibus até o vilarejo em que os castelos estão localizados.

A região em que os castelos estão localizados possui restaurantes para fazer refeições, inclusive, também abriga hotéis para quem desejar permanecer por mais tempo no local.

Schloss Hohenschwangau

Localizado em um vilarejo chamado Schwangau, o Schloss Hohenschwangau é um pouco ofuscado pela beleza do famoso castelo dos contos de fadas localizado também nos arredores, mas é indispensável a visita para conhecê-lo e se aproximar um pouco mais da história.

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A pedido de Maximilian II, o castelo foi construído entre 1833 e 1837. Era usado como residência de verão da família, composta por Maximilian II, a esposa Marie (Friederike Franziska Hedwig) von Preußen e mais dois filhos, Ludwig e Otto.

Após a morte do Rei Maximilian II, em 1864, Ludwig assumiu o trono quando estava com dezoito anos de idade e decidiu que queria um castelo para si na região. Arquivos indicam que ele era introvertido, amante das artes e fascinado por projetos arquitetônicos extravagantes. Ele era conhecido como o rei louco por ser diferente dos governantes da sua época.

O rei foi nomeado como Ludwig II. Manteve amizades que podem ser consideras íntimas com homens e fez anotações em diários sobre pensamentos e as tentativas de reprimir desejos sexuais e permanecer fiel à sua fé. Os documentos originais foram perdidos durante a Segunda Guerra Mundial, restando apenas as cópias das anotações que foram feitas durante a conspiração para sua destituição, além das cartas que sugerem a possibilidade de que o rei era homossexual e que lutou contra a condição durante a vida.

Mais dois palácios na região também foram construídos por ordens de Ludwig II, Schloss Herrenchiemsee e Schloss Linderhof, ambos na Baviera. Como o rei investiu as rendas da monarquia e fez empréstimos bancários para a realização de tais projetos, além de não demonstrar interesses em desempenhar a função de chefe de estado como esperado, os ministros e o ministério usaram o que puderam para declará-lo como mentalmente incapaz e afastá-lo do título, e após funcionários do castelo relatarem comportamentos bizarros do rei, os ministros conseguiram a destituição de Ludwig II após um relatório médico ser assinado por quatro psiquiatras que nunca examinaram o rei.

No interior do Schloss Hohenschwangau está a luneta por onde o rei Ludwig II observava a construção do seu sonhado Schloss Neuschwanstein.

A visita só é realizada com um guia, que explica um pouco sobre a construção do castelo e relata sobre a vida da família conforme percorre o caminho entre as salas que possuem detalhes originais da construção, mobílias e objetos pessoais em exposição.

Clique aqui para mais informações.

Schloss Neuschwanstein

É um dos principais cartões-portais do país e está entre as atrações turísticas mais fotografadas da Alemanha.

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A base para o projeto do Schloss Neuschwanstein é de um projetista que trabalhava com cenários teatrais conhecido como Christian Jank. O castelo foi construído entre 1869 e 1886.

O interior do castelo é composto por materiais modernos e é tecnologicamente ousado para a época em que foi construído. As obras de algumas das salas foram inspiradas no trabalho de Richard Wagner, a quem o rei Ludwig II dedicou o castelo. Cisnes também estão entre os temas da decoração.

Após a morte de Ludwig II, a construção do Schloss Neuschwanstein foi interrompida e alguns dos ambientes permaneceram como estavam ou foram concluídos rapidamente de forma bem mais simplificada do projeto para que o castelo se tornasse uma atração turística e gerasse renda para o país. Ou seja, o rei que tanto desejou o Schloss Neuschwanstein não conseguiu vê-lo finalizado. A morte do rei ainda é misteriosa, pois apesar do registro oficial de que a morte foi causada por afogamento, a autópsia indicou a ausência de líquidos em seus pulmões. Existem outras versões/teorias sobre sua morte, mas sem comprovações. O corpo de Ludwig II foi encontrado no dia 13 de junho de 1886 no Lago Starnberger, junto com o corpo de um dos psiquiatras que assinaram o relatório médico declarando a sua incapacidade mental, Dr. Gudden, após eles saírem para caminhar em um passeio pelo bosque.

A beleza do Castelo de Neuschwanstein foi a inspiração para Walt Disney criar o castelo da Cinderela localizado no parque Magic Kingdom em Orlando.

Para chegar até o castelo existe a opção de caminhar (e aqui vale ressaltar que você subirá e descerá algumas escadas e que estará sempre em declínio) ou ir de ônibus (no inverno, não circulam nos dias em que as ruas ficam escorregadias e quando neva).

Atualmente, os projetos arquitetônicos solicitados por Ludwig II e sua família geram rendas para a Alemanha.

É comum a exploração de animais em nome do turismo na região, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel!

Clique aqui para mais informações.

Campo de concentração de Dachau

A cidade de Dachau abrigou o primeiro campo de concentração construído pelos nazistas, em 1933, projetado por Theodor Eicke. O local abrigou pessoas de mais de trinta países e a partir de 1941 foi utilizado para exterminar em torno de trinta mil pessoas.

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“ARBEIT MACHT FREI” – tradução: O trabalho liberta.

Se tem algo que me causa indignação/chateação é a demonstração de intolerância, então para mim foi um tanto quanto angustiante estar em um lugar carregado de sofrimento por causa do ódio, é terrível se aproximar um pouco mais do que foi a realidade e imaginar o que o ser humano é capaz de fazer, do terror que era estar ali. Os arquivos expõem o ódio, a crueldade, a tortura, é chocante… (e a sensação foi pior ainda quando percebi lágrimas no rosto das pessoas com alguém da família que passou por ali).

Mais tocante que a visita ao bunker Berliner Unterwelten, em Berlim.

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Para chegar lá, pegamos o trem com partida da estação principal da cidade, München Hauptbahnhof. É possível comprar as passagens para a região em conjunto com os tickets para acessar o transporte público de Munique.

Disponibilidade de áudio-guia em português para acompanhar a visitação.

Clique aqui para mais informações.


Hospedagem

Optamos pelo Leonardo Hotel Munich City Olympiapark por ser pet friendly e atender o que buscávamos.

Locomoção

Utilizamos o transporte público para a locomoção na cidade e ao redor.

Informações úteis

Clima (agosto 2017): temperaturas entre 17°C e 25°C.

Moeda: euro.

Idioma: alemão.

Importante: Comprar antecipadamente tickets para as atrações turísticas sempre que possível. Ter dinheiro em espécie para o pagamento em restaurantes, pois a maioria dos estabelecimentos não aceita cartões (débito ou crédito).