croácia, europa, hvar, roteiros de viagem, turismo, verão, viagem

Praias da ilha de Hvar: Milna, Zaraće e Dubovica

Este é um dos artigos sobre uma viagem pela Croácia. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender o roteiro da viagem.


No nosso segundo dia completo na ilha, alugamos uma scooter para ir até as praias mais distantes queríamos visitar: Milna, Zaraće (Malo e Velo) e Dubovica.

Inicialmente, tinham mais praias que queríamos visitar, porém, enquanto preenchíamos o formulário para alugar o meio de transporte do dia, recebemos instruções e um mapa da ilha com informações sobre as praias que eram permitidas e as praias que eram proibidas de acessar pelas estradas, e então soubemos que algumas das praias dos nossos planos só eram acessíveis de barco (o que, no final das contas, foi bom, pois aproveitamos bem as praias que escolhemos).

Todas as praias que visitamos possuem acesso através da estrada principal que conecta a ilha de um lado até o outro.

Particularmente, eu me senti insegura em uma scooter, afinal, precisamos percorrer a estrada principal da ilha, ou seja, é por onde todos os automóveis também se locomovem. De scooter, me senti vulnerável/exposta, então, se eu voltasse para a ilha e precisasse alugar um meio de transporte para ir até as praias, eu optaria pelo quadriciclo por ser um pouco mais seguro. Para ir até lugares ainda mais distantes, acredito que carro é melhor por ser mais seguro, mais confortável e mais rápido, porém, requer paciência por ser menos prático para estacionar.

Nós alugamos a scooter em uma garagem bem pequenininha de um hostel, localizado na rua que estávamos hospedados. Basta caminhar um pouco pelo centro histórico ou beirando o mar para notar que tem opção para locação em todos os cantos de Hvar.

Milna Beach

Chegamos cedo e a praia ainda estava quase sem ninguém. Todas as praias que visitamos nesse dia eram parecidas: água cristalina, calma e refrescante, ótimas para a prática de snorkeling ou apenas para banho. O clima de Milna Beach estava tão agradável, mas ficamos apenas cerca de trinta minutos ali, pois queríamos permanecer mais tempo nas praias de Zaraće.

Zaraće

Para chegar até a enseada de Zaraće, foi necessário descer a montanha por onde passa a estrada principal da ilha. As ruas eram íngremes e bateu insegurança de a scooter não conseguir subir depois, mas deu tudo certo.

  • Malo (para quem desce, está do lado direito)
malo

Em Malo encontramos espaços com sombra, então permanecemos ali por algum tempo. Praticamos snorkeling, fotografamos, filmamos, nadamos mais um pouco, e depois que saímos do mar nos acomodamos em uma das áreas onde batia sol para nos secarmos um pouco mais rápido antes de continuarmos.

  • Velo (para quem desce, está do lado esquerdo)
velo

Em Velo não tinha sombra, então observamos um pouco e logo continuamos. Lá tem restaurante e bangalôs nas pedras que podem ser alugados.

igreja perto das praias

Pessoalmente, eu achei ambas as praias de Zaraće deslumbrantes. Com suas belezas naturais lindíssimas, abaixo da colina e com água extremamente límpida, eu certamente passaria horas e horas em qualquer uma delas se não quisesse explorar um pouco mais da ilha.

Dubovica

Para chegar até a praia de Dubovica também foi necessário descer a montanha por onde passa a estrada principal da ilha, porém, caminhando.

Qualquer meio de transporte precisa ser estacionado na rodovia.

Existe um ponto de ônibus bem em frente de onde a trilha começa.

A vista panorâmica da estrada para a praia é linda, e lá embaixo também! Encontramos uma sombra e lá permanecemos até o fim de tarde.

Para chegar até a maioria das praias da ilha é necessário caminhar por trilhas, por isso, recomendo o uso de tênis ou sapato para trilha. Eu usei tênis nos dias que precisamos caminhar e foi suficiente. Mais uma vez, fica o lembrete de sempre carregar água e algo para lanchar durante o dia porque a maioria das praias não possui estabelecimentos.


Pós praia

Já comentei na primeira publicação sobre Hvar que a ilha oferece inúmeras possibilidades de vida noturna a quem interessar.

lučica beach

Na terceira noite na ilha, assistimos ao pôr do sol do restaurante que escolhemos para jantarmos: Bonaca. Fica na rua do porto e de lá também é possível ver a movimentação dos barcos. Bem legal!

O prato que eu pedi como entrada foi a comida que mais gostei na Croácia: gnocchi com molho de tomate e parmesão.

gnocchi com molho de tomate e parmesão

Para sobremesa, sorvete: chocolate e mocha, da sorveteria Lamore per il gelato.

A noite estava agradável e decidimos nos aventurar pelas ruelas, afinal, durante o dia não tínhamos tempo por estarmos aproveitando as praias, e mesmo se tivéssemos tempo provavelmente o calor durante o dia não nos animaria, então aproveitamos que aquele era o momento.

Caminhar pelas ruas, se perder, se encontrar, admirar os detalhes, é o tipo de coisa que eu sempre gosto de fazer em viagens. Em Hvar não foi diferente, e quanto mais caminhávamos, mais despertava o interesse em explorar ainda mais as subidas e as descidas que tanto exalam charme com os imóveis construídos com pedras ou com as paredes bem clarinhas.

Até a semana que vem!

Mas antes… vídeo com um pouco mais das praias.

croácia, europa, hvar, roteiros de viagem, turismo, verão, viagem

Croácia: passeio de barco em Hvar

Este é um dos artigos sobre uma viagem pela Croácia. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender o roteiro da viagem.


Existem inúmeras opções de passeio de barco saindo de Hvar… são diversos tipos de programas para diversos tipos de interesses e algum certamente se encaixará no seu perfil.

Nós pesquisamos primeiramente online, encontramos o passeio que mais nos agradou e fizemos uma pré-reserva online. A empresa que escolhemos se chama Kabina Boats e o escritório fica no centro de Hvar. Para mais informações, clique aqui.

Saímos de manhã e voltamos no final da tarde. Nosso tour foi com um grupo de doze pessoas mais a guia e o capitão do barco.

Primeira parada: Blue Lagoon on Budikovac Island, uma ilhota perto da ilha de Vis.

É quase uma piscina natural de tão límpida e calma.

Segunda parada: Green Cave on Ravnik Island, uma ilhota perto da ilha de Vis.

Na verdade, o nosso grupo concordou em não parar ali porque a guia sugeriu parar em outra caverna (menos turística, mais bonita e mais autêntica). Ela explicou que dentro da caverna era escuro e não tinha muito o que ver (depois, eu confirmei o que ela disse através de fotos). Então observamos apenas de passagem.

Terceira parada: Stiniva Cove on Vis Island.

Em 2016, foi eleita a praia mais bonita da Europa em votação pelo site europeanbestdestinations.com  (de acordo com a opinião dos viajantes). Desde então, só cresce o número de visitantes no local e ela vai deixando de ser escondida/secreta. É pequenininha e a vista panorâmica do alto é mais bonita do que a chegada de barco (joga no google para ver a praia do alto cercada pelos paredões), mas independente de por onde, é linda.

sapatilhas para a proteção dos pés

Quarta parada: Caverna

A sugestão da nossa guia: fica no caminho entre os destinos e é realmente interessante, mas não foquei tanto nas fotos porque era fácil se machucar por ali (o balanço da água era intenso), então fiquei atenta.

Quinta parada: Blue Cave on Biševo Island.

É linda! Diferente de tudo que já tinha visto.

O barco sai com um grupo de mais ou menos dez pessoas do centro de turismo, entra na caverna e permanece ali por cerca de dez minutos apenas para observarmos, enquanto o guia explica como ela foi descoberta, e então retornamos. É suuuper turístico, mas vale a visita porque é diferente.

Sexta parada: Pritišćina Beach on Vis Island.

É a menor praia da ilha e a água é geladíssima.

Última parada: Palmižana Beach on Pakleni Islands.

É a praia mais popular do arquipélago das ilhas Pakleni.

Nós já tínhamos lanchado os snacks que levamos conosco, mas ainda assim fizemos uma refeição no restaurante Toto’s e depois aguardamos até o horário de retorno no bar ao lado.

Praticamos snorkeling em todas as paradas e em praticamente todas as praias da ilha de Hvar. A água é cristalina e sempre há vida marinha para observar, por isso, vale a pena levar o próprio kit de snorkel.


Pós praia

Hvar oferece inúmeras possibilidades de vida noturna a quem interessar.

Mas antes, assistimos a um lindo pôr do sol ali da sacada do studio.

Na segunda noite na ilha, circulamos ali no centro para ver o que nos interessava e paramos em um bar com música ao vivo chamado Central Park Club, onde tinham mesas e cadeiras do lado de fora. Nos acomodamos e ali permanecemos apenas bebendo, afinal, almoçamos no fim da tarde.

purple haze

O cocktail Purple Haze é uma das bebidas mais incríveis que já experimentei (gin, lavanda, limão, mel). Tentei reproduzir em casa e ainda não deu certo, infelizmente, ahaha…

croácia, europa, hvar, roteiros de viagem, split, turismo, verão, viagem

Split | Como chegar até a ilha de Hvar

Este é um dos artigos sobre uma viagem pela Croácia. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender o roteiro da viagem.


Depois do Parque Nacional dos lagos de Plitvice, seguimos a viagem pela Croácia diretamente para Split.

Locomoção: Nós compramos os tickets pelo site getbybus.com com partida da Entrada 1 do parque às 18:00 e chegamos em Split exatamente às 21:30.

Como chegamos cansados, fomos diretamente para o studio que alugamos para descansar.

No dia seguinte, deixamos o studio e até conseguimos passear um pouco pelo centro de Split antes de embarcarmos para Hvar.

Brunch no restaurante Fig

O ambiente é agradável e a comida estava muito boa.

california toast 
spicy eggs

Para mais informações, clique aqui.

Hospedagem em Split

Optamos pela acomodação em um studio para duas pessoas e tivemos uma boa experiência: quarto confortável, aconchegante e limpo. Localizado na região que precisávamos.

Clique aqui para mais informações (caso a recomendação te interesse).

Locomoção em Split

Tanto a rodoviária quanto o porto estão localizados pertos do centro histórico de Split, então fizemos tudo a pé.

  • Como chegar até a ilha de Hvar (via Split)

Compramos antecipadamente os tickets para embarque às 15:00 pela companhia marítima Jadrolinija. A viagem de ferry dura uma hora até o porto de Hvar.

Chegando em Hvar, nos instalamos no studio que alugamos e logo em seguida já seguimos até o Hula Hula Beach Bar para assistir ao pôr do sol de lá. É um lugar extremamente badalado, não foi exatamente o que esperávamos, mas valeu. Tem mesas e cadeiras com opção para jantar, porém, são poucos lugares.

Depois que o sol se pôs, seguimos até o centro histórico em busca de um lugar para comer. Optamos pelo restaurante La Bocca, que fica na trg Svetog Stjepana (em português: praça de Santo Estevão).

Hospedagem em Hvar

Nos hospedamos na cidade de Hvar (assim como o nome da ilha).

Optamos pela acomodação em um studio para duas pessoas e tivemos uma experiência muito agradável: ambientes confortáveis, aconchegantes e limpos. Localização excelente e com uma vista panorâmica belíssima. Perto de mercados, do centro histórico e do porto, e com cozinha bem equipada (preparamos o nosso café da manhã quase todos os dias lá). A proprietária é gentil e nos ajudou com todas as dúvidas que tínhamos. Super recomendo!

Clique aqui para mais informações (caso a recomendação te interesse).

Locomoção em Hvar

É simples se locomover na cidade de Hvar, então ali fizemos tudo a pé.

Em outros dias, fizemos um passeio de barco para visitar as ilhas por perto e alugamos uma scooter para ir até as praias mais distantes queríamos visitar. Explicarei com mais detalhes nas publicações de cada dia.

Praias de Hvar

Hvar é uma das mais de 1.000 ilhas do litoral da Croácia. Com aproximadamente 70km de ponta a ponta passando entre cidades/vilarejos, é uma das ilhas mais populares do país.

As praias da Croácia são deslumbrantes (continue acompanhando o blog para entender). O litoral do país é banhado pelo Mar Adriático com sua água em tons de verde e azul que variam dependendo da localização/ posição do sol. A água de todas as praias que visitamos estava cristalina. A ilha de Hvar é paradisíaca! Foi o motivo de termos escolhido o país como destino de verão em 2021.

Na Croácia (e Europa), as praias, geralmente, são diferentes do conceito que existe Brasil.

Raramente as praias são compostas por faixas de areia. Geralmente, são as pedras que compõe o cenário. Pode até ser um pouco incômodo porque é necessário usar algo nos pés para não machucar, porém, para quem não gosta de areia (eu), é ótimo! Existem praias com infraestrutura – banheiro e restaurante (que às vezes oferece serviço de guarda-sol e espreguiçadeira mediante pagamento), mas não são todas. Por isso, vale o lembrete de sempre levar comida e bebida na mochila para não ter que se preocupar. Nós já nos adaptamos a passar o dia com snacks e jantar à noite. Topless é comum e até mesmo pessoas completamente nuas nos cantos beirando o mar.

Vou comentar mais sobre as praias e o que considero importante nos artigos das próximas três semanas que ainda serão sobre os passeios que fizemos em Hvar (ou nas ilhas por perto). Até lá!

croácia, europa, plitvice, roteiros de viagem, turismo, verão, viagem

Um dia no Parque Nacional dos lagos de Plitvice

Este é um dos artigos sobre uma viagem pela Croácia. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender o roteiro da viagem.


O Parque Nacional dos lagos de Plitvice (Plitvička Jezera) está localizado entre duas cordilheiras: Mala Kapela e Lička Plješivica. Com quase 30.000 hectares, é o maior dos parques nacionais da Croácia.

Em 1979 foi listado como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.

São 16 lagos com água cristalina em tons de verde e azul que variam dependendo do período do dia ou da posição do sol, mais cachoeiras, mais cascatas, mais uma vegetação linda, com mais de 1.400 táxons (espécies e subespécies) de plantas já registradas e fauna de 321 espécies de borboletas, 89 espécies de insetos (tricópteros), 14 espécies de anfíbios, 14 espécies de répteis, 168 espécies de pássaros e mais de 50 espécies de mamíferos.

Os lagos são divididos em dois grupos: lagos superiores (12) e lagos inferiores (4). Existem vários outros lagos menores que não são nomeados.

No site oficial do parque existem algumas opções de trilhas que variam de acordo com disposição e tempo de cada um. Antes de chegar no parque já tínhamos planejado exatamente o que fazer, porém, a sinalização dentro do parque não é tão clara e acabamos nos perdendo, por isso, caminhamos mais tempo do que era esperado e não conseguimos fazer o que foi planejado inicialmente por causa do tempo. Não conseguimos ver algumas vistas panorâmicas que queríamos. Ficamos bem confusos as placas que orientavam os caminhos das trilhas. Nós caminhamos uma volta enormeee no lago por mais de uma hora até, finalmente, encontrar a civilização novamente. No final, foram quase 20km de caminhada. No nosso planejamento, a ideia era intercalar entre as trilhas C e B para explorar com calma, mas acabamos fazendo a trilha K (eu não achei válido porque não tem nada de excepcional).

Durante todo o percurso que fizemos, nos deparamos com quatro lanchonetes/restaurantes, porém, acreditamos que o atendimento sofreu alterações talvez por causa da pandemia, pois apenas os restaurantes das entradas 1 e 2 estavam abertos. Ainda bem que nós tínhamos levado os snacks que compramos antes. Existem banheiros espalhados pelo parque, entretanto, por exemplo, durante a volta no lago por mais de uma hora caminhando não tinha nenhum.

É uma região onde as temperaturas costumam ser mais baixas em comparação com o restante do país, principalmente comparando com a região da Dalmácia, onde estivemos todos os outros dias. Felizmente, visitamos o parque com temperaturas entre 11°C e 21°C, o que foi ótimo.

Nós atravessamos o parque caminhando, mas para voltar até a Entrada 1 utilizamos o trem e o barco nos trechos que foram possíveis porque já estávamos bem cansados.

Nós visitamos o parque em um dia, mas no site oficial é possível comprar para dois dias e também se informar sobre as opções de hospedagens dentro do parque.

Para aproveitar bem é importante pensar no vestuário de forma que você se sinta confortável.

Um alerta: preste atenção por onde caminha porque as passarelas podem não ser completamente regulares, além de estreitas.

Assim que chegamos na entrada do parque, deixamos uma mochila e uma mala no guarda-volumes para não ter que ficar carregando desnecessariamente.

O Parque Nacional dos lagos de Plitvice está entre as atrações mais visitadas do país e é realmente muito lindo! Entretanto, é extremamente turístico e eu acho que ele perde um pouco do encanto por causa deste excesso, mas ainda assim não deixa de ser maravilhoso.

Para acessar o site oficial do parque, clique aqui.


Continuando a viagem…

Locomoção até Split: Nós compramos os tickets pelo site getbybus.com com partida da Entrada 1 do parque às 18:00 e chegamos em Split exatamente às 21:30.

croácia, europa, plitvice, roteiros de viagem, turismo, verão, viagem, zadar

Croácia: Chegada em Zadar e como fomos até o Parque Nacional dos lagos de Plitvice

Este é um dos artigos sobre uma viagem pela Croácia. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender o roteiro da viagem.


Chegamos em Zadar. Do aeroporto, pegamos o ônibus que nos levou até a rodoviária de Zadar.

Importante: no aeroporto existem caixas eletrônicos para sacar a moeda do país (kunas croatas) e casa de câmbio para trocar dinheiro. É bom sempre carregar kunas croatas em espécie porque, por exemplo, a maioria dos estabelecimentos que trabalham com turismo só aceita a moeda deles. Entretanto, existem muitos caixas eletrônicos espalhados em todo lugar (pelo menos foi a experiência que tivemos nos lugares que visitamos).

Nosso primeiro dia em Zadar foi de passagem, já que tínhamos o objetivo de ir até a região do parque para nos hospedarmos por lá, pois assim acordaríamos cedo para aproveitar o parque pela manhã sem tanta muvuca.

Então, fizemos uma refeição no McDonald’s mais próximo da rodoviária e fomos até o mercado também perto da rodoviária para comprarmos os snacks que precisaríamos para o parque no dia seguinte. Aguardamos o ônibus por uma hora ali mesmo na rodoviária. Depois de duas horas na estrada, o ônibus nos deixou em uma das entradas do parque. De lá, caminhamos por cerca de 700 metros (dez minutos) até a nossa primeira estadia na Croácia.

Jantamos no restaurante da acomodação onde nos hospedamos. O prato que eu pedi estava ok, mas um pouco sem graça porque faltava tempero, ainda bem que a pimenta do reino que estava ali na mesa contribuiu para melhorar. O prato que o meu marido pediu estava bom. Para variar, não fotografei.

Nosso primeiro dia na Croácia encerra por aqui.

Na semana que vem publicarei o artigo sobre o Parque Nacional dos lagos de Plitvice.


Hospedagem

Optamos pela acomodação em Pansion Danica principalmente por causa da proximidade com a Entrada 1 do parque, onde queríamos começar e encerrar a visita. Tivemos uma boa experiência: quarto confortável, aconchegante e limpo.

Locomoção: de Zadar até o Parque Nacional dos lagos de Plitvice

Nós compramos os tickets pelo site getbybus.com com saída da rodoviária de Zadar às 18:00 (é válido perguntar na central de informações sobre a plataforma do ônibus e ainda assim ficar atento com a movimentação perto do horário de embarque porque pode ter alteração). São apenas seis ônibus que partem de Zadar para Plitvice na maioria dos dias. Quando o ônibus estaciona na rodoviária de Zadar, passageiros que embarcaram antes já estão acomodados, então é importante comprar os tickets antecipadamente.

Foi tudo em ordem com a nossa viagem.

croácia, europa, roteiros de viagem, turismo, verão, viagem

Roteiro de uma semana pela Croácia

Este texto é a introdução de uma viagem que fizemos pela Croácia, onde visitamos a região da Dalmácia e o Parque Nacional dos lagos de Plitvice (Plitvička Jezera).

Foi a primeira vez desde que mudamos para a Bélgica que entramos juntos em um avião para viajar, pois, como já mencionei em praticamente todas as publicações sobre viagem, até então, nós sempre viajamos de carro por causa da nossa cachorrinha. Clique aqui para ler o artigo que comento sobre isso.

Foi a primeira vez depois de quase cinco anos que viajamos juntos de avião (durante estes cinco anos viajamos apenas individualmente de avião), então muito da viagem aconteceu pela primeira vez e são situações que estamos entendendo como funciona para nós, afinal, foi/é diferente das experiências que já tivemos, pois viajar com companhia low cost foi uma novidade, escolher o tipo de bolsa/mochila/mala ideal para a viagem foi uma novidade, carregar bagagens entre os destinos foi uma novidade, otimizar tudo sobre a viagem para que não se tornasse exaustiva foi uma novidade, depender de um meio de transporte que não fosse o nosso carro foi uma novidade, tudo foi uma novidade. E para a primeira vez posso afirmar que nos organizamos bem!

Abaixo está o roteiro com informações não detalhadas sobre os destinos que escolhemos, mas nas semanas a seguir publicarei sobre os locais que visitamos com mais detalhes. O objeto da viagem foi justamente de estar em contato com a natureza, então não fizemos passeios para as atrações turísticas no que se refere à história.

Partimos do aeroporto de Charleroi (Bélgica) diretamente para Zadar (Croácia). A viagem durou um pouco menos de 2 horas.

Dia 1: Quando chegamos em Zadar, fizemos uma refeição no McDonald’s mais próximo da rodoviária, fomos até o mercado também perto da rodoviária para comprarmos os snacks que precisaríamos para o parque no dia seguinte, aguardamos o ônibus que nos levaria até uma das entradas do parque e depois de duas horas na estrada chegamos à nossa primeira estadia na Croácia, em Rastovača.

durante a viagem de ônibus

Na publicação detalhada sobre o primeiro dia da viagem comentarei os motivos pelos quais optamos por dormir na região do parque, sobre a locomoção até lá e sobre a hospedagem que escolhemos.

Dia 2: Visita ao Parque Nacional dos lagos de Plitvice. Entramos no parque aproximadamente 07:30 e encerramos o passeio um pouco antes das 17:00. Foram três horas e trinta minutos de viagem para chegarmos na rodoviária de Split, cidade que nos abrigou durante a nossa segunda estadia pelo país.

Dia 3: Acordamos em Split, passeamos pelo centro histórico e exatamente às 15:00 embarcamos no ferry até o destino mais aguardado da viagem: a ilha de Hvar.

Dia 4: Optamos por um passeio de barco pelas ilhas Vis (e outras ilhotas bem pequenininhas por perto), Biševo e Pakleni.

stiniva

Dia 5: Alugamos uma scooter para ir até as praias mais distantes que queríamos visitar: Milna, Zaraće (Malo e Velo) e Dubovica.

milna
uvala zaraće – malo
uvala zaraće – velo
dubovica

Dia 6: Visitamos as praias Pokonji dol, Mekićevica e Robinson caminhando através das passarelas e das trilhas que permitem o acesso até elas.

pokonji dol
mekićevica
robinson

Dia 7: Embarcamos às 07:00 de volta para Split, onde aguardamos por uma hora pelo ônibus que nos levaria até Zadar. Passeamos pelo centro histórico de Zadar e mais tarde assistimos a um lindo pôr do sol nas escadas do órgão do mar, um instrumento musical que produz sons por meio das ondas do mar.

Dia 8: Brunch e aeroporto, dia do retorno para a Bélgica.

Acompanhe o blog para saber as informações mais detalhadas sobre os locais que visitamos e, quem sabe, se inspirar!


Hospedagem

Vou recomendar nas publicações mais detalhadas sobre as acomodações que optamos.

Locomoção

Utilizamos a companhia aérea Ryanair para a locomoção entre Bélgica e Croácia. Na Croácia, utilizamos transporte público entre o aeroporto e a rodoviária de Zadar (chegada e partida), ônibus de viagem para ir e vir de um destino a outro, ferry e scooter. E a popular caminhada…

Informações úteis:

Clima (31.08.2021 a 07.09.2021): Plitvice: entre 11°C e 21°C; Zadar e Slpit: entre 23°C e 29°C; ilha de Hvar entre 20°C e 25°C. Nascer do sol às 06:45. Pôr do sol às 19:30. Todos os dias permaneceram ensolarados.

Moeda: kuna croata – HRK.

Idioma: croata.

Tomada:

bélgica, europa, villers-la-ville

Bélgica: ruínas e a história da Abadia de Villers

A abadia que foi fundada no século XII está localizada na região de Wallonie (Bélgica), na comuna de Villers-la-Ville. São 900 anos de história que podem ser compreendidos através dos informativos que estão espalhados pelo local.

O terreno de 36 hectares oferece atividades ao ar livre como exposições, concertos, teatros, possibilidade de piquenique e é um dos locais mais interessantes para ensaios fotográficos por sua beleza diferenciada.

Informações sobre a abadia e a vida dos monges podem ser encontradas no decorrer da visita.

Resumindo…

A construção da abadia começou em 1146. Foram mais de 100 anos para a abadia em estilo gótico ser construída. Inicialmente, eram 17 monges, mas após a finalização da obra eles eram aproximadamente 400. Entre os séculos XVI e XVII, os monges deixaram o local nove vezes por causa de invasões e tudo o que foi destruído durante cada ausência deles foi reconstruído após cada retorno deles. Durante o século XVIII, os edifícios que até então eram em estilo gótico foram reconstruídos em estilo neoclássico e no projeto foram adicionados um jardim e um palácio que tornaram o local ainda mais bonito. A Revolução Francesa expulsou os monges novamente do local. A abadia foi saqueada e pilhada ainda no final do século XVIII, em 1794. Logo em seguida, um comerciante que trabalhava na área de construção comprou o terreno com a abadia e começou a destrui-la, peça por peça, e com a contribuição da natureza para a deterioração, foi assim que a abadia caiu em ruínas.

Ruínas que começaram a chamar a atenção ao longo do século XIX. Após o Estado assumir a responsabilidade pelo terreno, o arquiteto Charles Licot elaborou um projeto para restauração e consolidação do edifício, iniciado em 1893, entretanto, as obras foram interrompidas em razão das duas guerras mundiais e foi apenas em 1984 que um novo projeto foi iniciado.

Em 1992, a abadia foi classificada como parte do Patrimônio Excepcional da Valônia. Toda a propriedade foi preservada: 50.000 m2 de paredes acima do solo e 5.000 m2 de abóbodas (construção arqueada feita de concreto, pedras ou tijolos, destinada a cobrir um espaço, apoiando-se em paredes, pilares ou colunas) construídos em estilo gótico e em estilo românico fazem dela um dos maiores sítios arqueológicos do país.

Inaugurado em 2012, o Jardim de Ervas Medicinais é composto por cerca de 100 plantas. É um jardim utilitário, simbólico e contemplativo. Em setembro de 2015, mais dois jardins foram inaugurados com quase 250 espécies de plantas medicinais, culinárias e aromáticas.

Em 2019, a abadia atraiu cerca de 100.000 visitantes. Alguns seguindo os passos dos fiéis, dos pobres e dos peregrinos. Outros, pelo turismo, por estarem em busca de uma experiência diferente, por relaxamento ou por espiritualidade, ou, como no nosso caso, por curiosidade.

A Abadia de Villers-la-Ville é diferente de tudo que eu já tinha visto aqui na Bélgica e acredito que justamente por isso que fiquei tão impressionada. Fui surpreendida por sua admirável beleza dramática por todos os cantos.

Clique aqui para assistir ao vídeo que publiquei no YouTube com mais imagens da Abadia.

Para mais informações, acesse o site oficial da Abadia aqui.

desabafo, reflexão, uma dose de mim

Sobre imigração e a sensação de não pertencer nem aqui e nem lá

Antes de mudar de país eu já considerava ter furado a minha bolha social no Brasil.  

Eu tinha contato com realidades de diferentes classes sociais por causa da minha profissão, e eu precisava entender os contextos dessas classes sociais para que pudesse realizar o meu trabalho com assertividade. Eu trabalhava com famílias em situação de vulnerabilidade, risco e negligência, e também com pessoas com poder aquisitivo elevado.  

Entretanto, na minha vida pessoal eu convivia com pessoas de diferentes grupos, mas com os mesmos perfis.  

Eu, que até então acreditava que convivia com todo tipo de gente, cheguei na Bélgica e aí sim entendi o que é conviver com pessoas tão diferentes. Pessoas de nacionalidades diferentes, culturas diferentes, costumes, hábitos, conceitos diferentes, tudo tão diferente. 

No meu primeiro ano aqui eu estudei neerlandês em uma escola que o governo oferece aulas para imigrantes. Desses imigrantes, cada pessoa tem um motivo para estar lá. Alguns estão lá por vontade própria, outros precisam por causa da renovação de documento, outros são os refugiados que são acolhidos pelo governo e precisam se desenvolver, entre tantos outros possíveis motivos. 

Quando olhamos para realidades tão diferentes, ampliamos a nossa forma de ver o mundo, de pensar, de agir, pensamos no cuidado para não constranger alguém por algo que é tão natural para nós. Vemos o mundo de cada pessoa da forma que deve ser visto, com o olhar dela. Isso é algo muito especial, é tão bonito sentir no dia a dia que o mundo é tão além. É uma experiência que nos torna mais humildes, pois temos a certeza de que somos apenas mais um ser humano no meio de tantos. Nossas vontades não serão realizadas. Nossas frustrações nos acompanharão diante das dificuldades que surgirão. Precisaremos respeitar que o país para onde nos mudamos é diferente, nem melhor e nem pior, mas que tem sua própria cultura.  

Mudar de país me fez sair completamente da minha bolha social e me envolver com realidades que eu nunca imaginei que teria contato. Eu não sou mais a mesma. Muita coisa mudou em mim e eu gosto de olhar para o meu crescimento como ser humano e para tudo que aprendi. Eu amo viver em um lugar onde tudo é tão diverso, onde observo todo tipo de costume e aplico o que me agrada na minha vida. Nada disso seria possível se eu não tivesse saído do país que nasci, pois apesar de ser questionadora e interessada em buscar o que realmente faz sentido para mim, é diferente de você se deparar com a realidade de que é possível mudar coisas que até então eram tidas como um padrão, é considerar que a cultura que você aprendeu é discutível. 

Uma das sensações que carrego e que eu acredito que habita muitos dos imigrantes é a sensação de não pertencimento.  

Na minha vida, a sensação de não pertencimento já existe desde a infância, ou seja, desde o Brasil. Hoje, morar em um lugar onde eu acredito que muitos também carregam a sensação de não pertencimento até faz com que eu me sinta pertencente a algo. Porém, eu continuo convivendo com a sensação de não pertencimento aqui na Bélgica.  

Na primeira vez que visitei o Brasil novamente pude perceber a sensação de que ali, definitivamente, já não era mais o meu lugar. Eu não consegui me encaixar ali, me senti completamente perdida, estranha, distante, solitária, me senti uma estrangeira no meu país de origem, uma estranha no ninho, até mais do que como eu me sinto aqui na Bélgica. Algo foi rompido. Eu voltei completamente diferente de como saí de lá, uma mudança que às vezes é até difícil de compreender. Hoje eu vejo o Brasil como um lugar estrangeiro.  

Morar fora é desafiador, exaustivo e doloroso. Vivemos muitos lutos: perda de identidade, cultura, linguagem, familiares, colegas, emprego, status… Mas é inegável o quanto é enriquecedor. 

Acredito que a sensação de não pertencimento continuará existindo, por mais disposição, empenho e persistência que exista. Hoje eu sou uma mistura do que vivi, sou o que for preciso, sei que posso me moldar e me adaptar se for o que eu quiser. Sair da bolha social e se envolver com realidades tão diferentes é algo que, definitivamente, vale a pena. 

desabafo, reflexão, uma dose de mim

Reflexão sobre redes sociais durante a pandemia

Confesso que não é algo que reflito desde o início da pandemia. Inicialmente, não sabia quanto tempo duraria (apesar de acreditar que a situação se estenderia por meses). No final de junho tudo começou a ser moderadamente normalizado por aqui com a diminuição de números de novos casos, internações e mortes, e apesar da incerteza em relação ao futuro, os meses de verão aliviaram um pouco as angústias. Entretanto, entre setembro e outubro os números voltaram a aumentar, talvez por causa do retorno das aulas ou simplesmente por causa da circulação de pessoas durante o verão (ou também por irresponsabilidade, já que os jovens estavam sendo imprudentes).

Eu até viajei com meu marido e a nossa Mel em julho e em setembro porque a situação estava consideravelmente controlada (obviamente que ainda assim nos arriscamos). Compartilhei nas redes sociais um pouco do que fizemos. Entretanto, em novembro, quando foi decretado lockdown pela segunda vez aqui na Bélgica, comecei a me sentir constrangida por ter compartilhado e comecei a perder a vontade de interagir com as pessoas virtualmente. Diminuí o tempo nos aplicativos e passei a controlar o tempo no celular.

Excluí a rede social mais tóxica da atualidade do meu aparelho em 01.01.2021, mas continuei a acessar outros aplicativos. Como mencionei em “Psicoterapia, podcasts, livros e séries”, testemunhar o ser humano compartilhando coisas completamente desconexas com a realidade que vivemos durante a pandemia através da tela do meu aparelho me causou muito desconforto. Foi revoltante, frustrante e decepcionante observar a falta de sensibilidade de alguns.

Com o falecimento da minha cachorrinha, fiz uma publicação comentando do carinho das pessoas para com ela que sempre senti, e as mensagens que recebi foram ainda mais afetuosas.  

Meses depois, limpei meu Instagram e excluí tudo o que aborrecia, o que não fazia mais sentido para mim e o que eu não queria apoiar mesmo que indiretamente (algo que eu sempre fiz frequentemente). Instalei o aplicativo novamente no meu celular e voltei a acessá-lo, mas não demorou para que eu percebesse o quanto aquilo tinha se tornado sem graça.

Ainda estou seguindo pessoas que estão na lista dos silenciados para evitar aborrecimento no relacionamento porque são pessoas que não compreenderiam o que comentarei a seguir. Gostaria que as pessoas entendessem que não é porque eu quero excluí-las de uma rede social que não gosto da companhia delas. O conteúdo de algumas pessoas definitivamente não me interessa, mas não quer dizer que não gosto delas. Publicações de algumas pessoas não me agradam e podem até me causar mal-estar emocional, e isso também não quer dizer que não gosto delas. Tem gente que se comporta muito diferente nas redes sociais e individualmente, e eu gosto delas apenas individualmente. A opção de silenciar realmente melhorou o que é exibido para mim.

Recentemente, tenho sentido vontade de publicar sobre o que tenho feito, mas na maioria das vezes acabo desistindo. Ainda me sinto desconfortável no Instagram. Estou tentando entender o porquê, afinal, continuei publicando tudo o que quis no YouTube, Twitter e Pinterest. Às vezes quero compartilhar algo que considero interessante, diferente ou legal, mas sempre acho que ainda não é o momento porque a pandemia ainda está por aí e as pessoas enfrentam batalhas ainda mais difíceis no dia a dia que eu nem imagino. Não quero parecer insensível/alienada/cafona. Não quero despertar mal-estar emocional. Fico me perguntando se é possível na rede social da glamourização, onde os usuários tanto comentam sobre empatia, mas raramente demonstram. 

Pois é, acho que perdi a paciência mesmo… ou talvez apenas não tenho mais disposição. 

Aqui ainda é onde mais me sinto confortável para me expor, independente do que eu decida publicar, é onde me sinto segura porque acredito que os leitores que chegam até aqui realmente entendem a minha intenção. Aproveitando, fica meu agradecimento a vocês que me acompanham, que entram em contato comigo, que compartilham, que sugerem, que incentivam, que comentam, que me aceitam aí do outro lado. Muitíssimo obrigada! 

europa, giethoorn, países baixos, turismo, viagem, vilarejos

Giethoorn: um dos vilarejos mais pitorescos da Europa

Giethoorn estava na nossa lista de lugares para visitar há bastante tempo, talvez desde que mudamos para a Bélgica (2016).

Finalmente, em junho/2021 estivemos no vilarejo.

Giethoorn é uma cidade que fica na província de Overijssel, Países Baixos. Giethoorn não é apenas o vilarejo onde o turismo é mais concentrado, porém, é onde a maioria dos visitantes permanece porque é a região mais charmosa da cidade.

Nós fomos da Bélgica (Oost-Vaanderen) até Giethoorn de carro. Foram cerca de três horas e vinte minutos de viagem. Giethoorn é acessível de trem ou de ônibus que partem, majoritariamente, de Amsterdam.

Entre as formas de explorar o local, utilizamos as pernas, barco e bicicleta. Carros são permitidos apenas até a entrada do vilarejo, sendo assim, é necessário deixar o carro em um dos estacionamentos que existem por ali (é válido fazer a reserva antecipadamente). Apenas moradores ou fornecedores podem circular nas proximidades do centro, mas também existem restrições.

É possível participar das excursões em grupo para explorar Giethoorn. Entre as atividades no lago se destacam windsurf, kayak e stand up paddle. Para explorar a região ainda é possível alugar bicicleta ou scooter e percorrer as ciclovias que são indicadas.

Giethoorn é mais um vilarejo pitoresco, adorável e fascinante. Impossível não se apaixonar por um lugar que parece de conto de fadas de tão fofo que é. Tudo contribui para o cenário: o canal e os barcos (conhecidos como gieterse punter no vilarejo), as pontes, as casas, os animais no canal, tudo, até os postes. É único!

A popularidade do vilarejo no mundo do turismo começou após ter sido o cenário do filme Fanfare. A obra é do cineasta Bert Haanstra e foi lançado em 1958.

O vilarejo possui um pouco menos de 180 pontes, que são passagens e também conectam o que podemos considerar como a rua do vilarejo (calçada/via para pedestres) até as casas que são ilhadas.

Estivemos em Giethoorn no final da primavera na Europa e conseguimos entender como o vilarejo funciona em momentos mais tranquilos e em momentos mais agitados durante o período por termos nos hospedado lá. Entre 10:00 e 18:00 a circulação de pessoas é bem intensa, seja explorando o vilarejo a pé, de barco ou de bicicleta. Entre 21:00 e 09:00 o silêncio é quase absoluto. Ressalto que as minhas referências são de um fim de semana ainda durante a pandemia.

Na sexta-feira e no domingo percorremos o vilarejo caminhando e de bicicleta até a chuva começar.

No sábado passeamos de barco pelo canal que atravessa o centro do vilarejo e estivemos em dois lagos ali por perto, passando pela reserva natural de Giethoorn (seguindo o mapa que recebemos).

Não precisamos nos preocupar com o aluguel de barco ou de bicicleta porque o local onde nos hospedamos ofereceu o serviço de locação, mas no centro do vilarejo é fácil encontrar os pontos de locação.

Opções de museus: Olde Maat Uus (para entender como as pessoas viviam antigamente), Museum de Oude Aarde (objetos como cristais e minerais são exibidos) e Gloria Maris Shell Gallery (boutique que oferece alguns dos tesouros que a natureza produz no fundo do oceano).

Giethoorn é um dos lugares mais raros da Europa. Canais atravessando o vilarejo, que é composto por casas com telhado de palha e com gramados e jardins que parecem estar flutuando sobre a água, conectadas por pontes para atravessar de um lado para o outro. Giethoorn merece mais do que apenas um dia porque é realmente incrível. Percorrer a cidade tranquilamente a pé e observar atentamente cada detalhe, tudo tão encantador, tão simples, tão peculiar, tudo é tão admirável e cautelosamente bem cuidado pelos moradores. Acordar cedo e aproveitar a calmaria da manhã é uma experiência que vale a pena ser vivida em Giethoorn.

Nos meses de verão, feriados, férias, finais de semana, o vilarejo costuma ficar absurdamente cheio de visitantes e eu penso que isso pode mudar completamente a experiência, tornando tudo mais complicado de acessar (e aproveitar), filas, aglomerações, espera para locação, caos nos canais por causa da quantidade de barcos, então vale a pena planejar com atenção uma visita ao vilarejo.

O vilarejo de Giethoorn é habitado por cerca de 2.600 pessoas, então é importante respeitar a privacidade delas em suas propriedades, tendo cautela na hora de observar e de fotografar suas residências. O silêncio também é respeitado, por isso, os barcos são elétricos (também para poluir um pouco menos dentro do possível).

Para apreciar um pouco mais do vilarejo, clique aqui para assistir o vídeo que publiquei no YouTube. Acordamos bem cedo nos dois dias para aproveitar com mais calma (08:00 já estávamos passeando), por isso, imagens tão serenas.


Hospedagem

Optamos pelo Bed & Bike De Hofstee. O apartamento é agradável, limpo e espaçoso. A localização é ótima e é possível alugar barco ou bicicleta diretamente na recepção. Os anfitriões oferecem um café da manhã completo. Acomodações no estilo de acampamento ou cabines também são oferecidas.

Alimentação

A maioria dos restaurantes está na beira dos canais. É legal escolher um local com terraço e ficar ali observando o que acontece. Nós fizemos três refeições em restaurantes e no dia que passeamos de barco fizemos piquenique (levamos tudo da Bélgica).

Smits Paviljoen

É o restaurante que oferece vista panorâmica para o lago. Nós optamos por sanduíches e os dois estavam bem gostosos, inclusive, eram maiores do que esperávamos.

Para mais informações, clique aqui.

Ristorante Fratelli

Fica beirando o canal que atravessa o vilarejo. Eu esqueci de fotografar os pratos que pedimos porque estávamos com bastante fome, mas a comida não era tão saborosa, infelizmente.

Para mais informações, clique aqui.

De Lindenhof

O restaurante também é hotel/pousada. Os pratos são preparados pelo chef Martin Kruithof que é conhecido internacionalmente por causa das duas estrelas Michelin já conquistadas. O restaurante oferece duas opções de menu: 4 ou 8 pratos (dependendo do dia da semana), e também oferece o serviço à la carte. O preço é justo considerando o que é oferecido. O ambiente é bastante aconchegante e até um pouco intimista. A comida é incrível, me agradou pelo capricho, beleza e sabor, e o cardápio é adaptável para vegetarianos. Foi uma adorável experiência!

Para mais informações, clique aqui.

Locomoção

Para explorar o vilarejo fizemos tudo a pé, de bicicleta ou de barco. Utilizamos o carro apenas para ir ao restaurante De Lindenhof porque era mais distante.

Informações úteis:

Clima: durante os dias que estivemos na região (18.06.2021 a 20.06.2021), as temperaturas permaneceram entre 15°C a 25°C. O primeiro dia permaneceu ensolarado, mas a chuva apareceu no início da noite, e os dois dias a seguir permaneceram majoritariamente nublados. O pôr do sol acontecia por volta das 22:05.

Moeda: euro.

Idioma: neerlandês.

Tomada:

Para mais informações, clique aqui.

Aqui você acessa o site oficial com informações sobre o turismo.