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2 dias em Viena

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Alemanha, Tchéquia e Áustria.

Seguirei o roteiro que fizemos durante a viagem, portanto, a publicação de hoje será sobre Viena, capital da Áustria e maior cidade do país.

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A história da cidade começa com a habitação dos celtas no período antes de Cristo. No século I, romanos ocuparam a região de Viena, mas foi apenas no período da Idade Média que o país começou a se desenvolver.

A mistura entre tradições imperiais e modernidade é um dos fatores que encantam quem conhece a cidade.

Abaixo, acompanhe as opções de atrações de Viena:

A Catedral de Santo Estêvão (Domkirche St. Stephan) é o templo sagrado mais importante da capital austríaca. 

Localizada no centro da cidade, a catedral em estilo gótico foi construída onde anteriormente já existia uma igreja. O primeiro registro da igreja românica de Santo Estêvão é de 1137, mas foi a partir do século XIV e no decorrer dos séculos a seguir que a Catedral de Santo Estêvão começou ser moldada para o que é atualmente.

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Durante os ataques da Segunda Guerra Mundial, em 1945, faíscas de casas em chamas nas proximidades da catedral atingiram o telhado até então de madeira, que foi incendiado e causou destruição das obras do interior da igreja. Após o período, a catedral foi restaurada e o material utilizado para a reconstrução do telhado foi alterado, passando a ser de aço. Em 1952, a Catedral de Santo Estêvão foi reaberta.

Atualmente (desde 1722), a Catedral de Santo Estevão é a sede da Arquidiocese Católica Romana de Viena.

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O Museu Sigmund Freud (Sigmund Freud Museum) exibe sobre vida pessoal e trabalho do psicanalista.

Como psicóloga, optei por trabalhar com a abordagem psicanalítica enquanto atuei na área por quatro anos no Brasil, desde a formação até a mudança para a Bélgica. Não poderia deixar de conhecer o local onde Sigmund Freud (1856-1939) morou e trabalhou de 1891 a 1938, quando em 04 de julho de 1938 foi forçado pelo Partido Nazista a deixar Viena para o exílio na Inglaterra.

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O museu foi fundado em 1971 e a decoração foi realizada com a ajuda de Anna Freud, filha do psicanalista. Com o objetivo de expandir o espaço, o local foi ampliado em fases de remodelação no decorrer dos anos com a supervisão do arquiteto Wolfgang Tschapeller.

A exposição exibe vida pessoal e trabalho do fundador da psicanálise. A mobília é original, porém, a maioria do mobiliário encontra-se em Londres, onde ele viveu até a morte. Documentos sobre as primeiras edições das obras de Sigmund Freud e uma seleção da coleção de antiguidades estão em exposição. Disponibilidade de áudio-guia em português para acompanhar a visitação.

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Palácio Schönbrunn (Schloß Schönbrunn)

Em dezembro de 1996, o palácio e os jardins como obras de arte barroca foram incluídos na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO.

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Jardim na lateral do Palácio Schönbrunn.

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O palácio em estilo barroco foi residência de verão da família imperial austríaca desde o século XVIII até o final da Segunda Guerra Mundial, inclusive, a arquiduquesa Maria Leopoldine Josepha Caroline von Österreich (também imperatriz Maria Leopoldina do Brasil), residiu no Palácio Schönbrunn até o dia do seu casamento com o futuro primeiro monarca do Brasil, Pedro I.

O edifício foi reconstruído, expandido e modificado após a invasão turca em Viena durante o império de Maria Theresia (século XVIII), única mulher a governar o Império Habsburg e que recebeu a propriedade como presente de casamento do seu pai, Karl VI. A propriedade foi remodelada por vezes, no entanto, a história que envolve o Palácio Schönbrunn começou no século XIV, quando o imperador Maximilian II adquiriu o terreno para abrigar animais para caça.

O último projeto do Palácio Schönbrunn com a iniciativa de Maria Theresia ocorreu na década de 1770, e incluiu a instalação dos jardins com a supervisão do arquiteto Johann Ferdinand Hetzendorf von Hohenberg, que projetou a Gloriette, as duas fontes Netuno e Obelisco, e a Ruína Romana. Além disso, esculturas criadas por Wilhelm Beyerforam foram instaladas nas fontes e no corredor.

Após a morte de Maria Theresia, o palácio permaneceu desocupado e seu uso como residência de verão foi retomado durante o reinado de Franz Joseph I, de 1848 a 1916, que se casou com a prima Elisabeth Amalie Eugenie von Bayern, ou Sisi. Eles tiveram quatro filhos, sendo três mulheres e um homem que se suicidou porque a família não aceitou seu romance com uma plebeia.

O nome que surgiu na linha de sucessão para o Império Austro-Húngaro após o governo de Franz Joseph I foi do arquiduque Karl Ludwig von Österreich (irmão), no entanto, ele renunciou para favorecer o filho Franz Ferdinand von Österreich. A vida de Franz Ferdinand começou a se transformar. Em 1914, enquanto visitava a cidade de Sarajevo, capital da província austro-húngara da Bósnia e Herzegovina, foi assassinado por um membro de um grupo nacionalista da Bósnia. A morte de Franz Ferdinand é um dos fatores que desencadearam a Primeira Guerra Mundial, modificando o território de países europeus e encerrando os 630 anos de Dinastia Habsburg.

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A Fonte Netuno e Gloriette no topo.

A República da Áustria foi proclamada em novembro de 1918, após Karl I (que sucedeu a Franz Joseph I em 1916) emitir uma proclamação no dia do Armistício em que reconhecia o direito do povo austríaco em decidir a forma de governo. Com a queda da monarquia, o Palácio Schönbrunn passou a ser propriedade da República da Áustria.

A visitação inclui passeios pelos belíssimos quarenta apartamentos imperiais que podem ser visitados com áudio-guia em português. Também fazem parte do complexo e são atrações turísticas a casa das palmeiras, o labirinto, o zoológico, a casa do deserto e a orangerie.

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Palácio Belvedere (Schloß Belvedere)

O complexo de dois palácios e um jardim carrega acontecimentos com importância para a história do país e é Patrimônio Mundial da UNESCO.

Os dois palácios, Belvedere Inferior e Belvedere Superior, são interligados através de corredores. Os jardins entre os edifícios contribuem ainda mais com a beleza do complexo. Os dois palácios em estilo barroco foram projetados pelo arquiteto Johann Lukas von Hildebrandt a pedido do príncipe François Eugène de Savoie.

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Belvedere Inferior
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Belvedere Superior

Após a morte do príncipe François Eugène, a imperatriz Maria Theresia comprou o complexo que até então era da herdeira Maria Anna Victoria von Savoyen, sobrinha do príncipe François-Eugène, e transformou o Belvedere Superior em um local de exposições onde coleções imperiais passaram a ser exibidas para o público.

O Belvedere Inferior foi construído entre 1712 e 1716 e foi a residência do príncipe François-Eugène. O palácio é utilizado para a apresentação de exposições temporárias da arte austríaca em contexto internacional.

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Belvedere Inferior

O Belvedere Superior foi construído entre 1720 e 1723 e atualmente abriga coleções de Vincent Van Gogh, Gustav Klimt, Egon Schiele, Oskar Kokoschka, Claude Monet e Renoir, entre outros. E tem as salas que podem ser visitadas, como o luxuoso e belíssimo salão de mármore que foi o local onde o Tratado do Estado Austríaco foi assinado, em 15 de maio de 1955.

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Detalhes do salão de mármore do Belvedere Superior.

O Belvedere é um dos museus mais importantes do mundo, com a coleção de arte que inclui obras que vão desde a Idade Média até a atualidade.

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 Igreja de São Carlos Borromeu (Karlskirche)

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Pesquisas frequentemente indicam que Viena é uma das cidades com melhor qualidade de vida no mundo e eficiência em todo tipo de serviço, entretanto, a impressão que tive das pessoas enquanto trabalhavam nos locais em que estivemos não é tão positiva assim, pois o mau humor era perceptível. Estranho. Talvez seja o calor em excesso… Independente, a cidade é linda!

É comum a exploração de animais em nome do turismo em Viena, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel!


Hospedagem

Optamos pelo Leonardo Hotel Vienna por ser pet friendly e atender o que buscávamos.

Locomoção

Utilizamos o transporte público para a locomoção na cidade.

Informações úteis

Clima (junho/agosto 2017): temperaturas entre 25°C e 39°C. Fez um calor insuportável nos dois dias que estivemos por lá, mas normalmente não é assim, acontece que uma onda de calor que foi nomeada de “Lucifer” atingiu alguns países europeus e contribuiu para os 39° em Viena, o que interferiu um pouco nas atividades, mas ok.

Moeda: euro.

Idioma: alemão.

Importante: Comprar antecipadamente tickets para as atrações turísticas sempre que possível.

O vignette (é um adesivo que tem um custo, variando de país para país, e que precisa ser colado no vidro frontal do carro) é obrigatório para a utilização de automóveis na Áustria.

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Viagem de carro: Alemanha, Tchéquia e Áustria

Este texto é a introdução de uma viagem que fizemos em agosto de 2017.

A razão pela qual viajamos apenas de carro pela Europa é a Mel, nossa cachorrinha. Ela é idosa e eu não cogito a possibilidade de colocá-la em caixa/bolsa de transporte para que ela fique ali por horas, pois eu sei que é estressante para ela.

Partimos da Bélgica (Oost-Vlaanderen) para Berlim, Praga, Viena, Hallstatt e Munique.

Roteiro resumido:

Dias 1, 2 e 3: Berlim.

Dias 4 e 5: Praga.

Dias 6 e 7: Viena.

Dia 8: parada em Hallstatt.

Dias 8, 9 e 10: Munique e região (Dachau + Füssen).

Sobre o trajeto: partimos para Berlim em torno das 04:00 e chegamos lá 12:00, com uma parada na estrada e obras nas rodovias da Alemanha. De Berlim até Praga, a viagem durou em torno de quatro horas. De Praga até Viena, a viagem durou em torno de cinco horas. Saindo de Viena, paramos depois de três horas em um vilarejo chamado Hallstatt, pois eu já tinha pesquisado sobre o lugar e queria conhecer, mas permanecemos por lá apenas para o almoço e em seguida já retornamos com a viagem de mais três horas até Munique. Retornando, de Munique até onde moramos foram oito horas.

Atenção: para automóveis é obrigatório o uso do vignette (é um adesivo que tem um custo, variando de país para país, e que precisa ser colado no vidro frontal do carro) tanto na Tchéquia quanto na Áustria. A não utilização do vignette gera multa.

Na Alemanha, obras nas estradas ocasionaram bastante lentidão. A Autobahn é conhecida por não ter limite de velocidade para automóveis de determinadas classes, no entanto, existem trechos em que a velocidade é controlada por razões de obras, por serem áreas urbanizadas ou que possibilitam o risco à acidentes, além do mau tempo. As placas de sinalização indicam sobre onde é necessário manter o limite de velocidade.

É indispensável viajar com gps e aparelho com acesso à internet para ter auxílio.

Antes da viagem é importante verificar onde existem postos de combustíveis e estabelecimentos para alimentação, e ainda locais para a utilização de banheiro, que tem custo em todos os lugares por onde passamos.

Acompanhe o blog durante as semanas a seguir para acompanhar o que fizemos em cada lugar que visitamos.

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Até lá!

 

Texto relacionado: Viajando de carro pela Europa