bélgica, maternidade

Vida na Bélgica (maternidade): acompanhamento pré-natal, parto e pós-parto

Hoje eu trago o relato de como foi a minha experiência em relação a atendimentos e acompanhamentos que tive acesso na Bélgica desde o dia que descobri estar grávida até quando o meu filho estava com sete meses de idade (após, mudamos de país).

Importante mencionar que o sistema de saúde na Bélgica (Flanders) não é completamente gratuito e que todos os cidadãos precisam, obrigatoriamente, ter um plano de saúde para cobrir parte das despesas. Exemplo: quando você passa por um atendimento (consultório ou hospital), você paga pelo serviço que foi prestado ali no momento e depois você solicita o reembolso da sua seguradora (o valor do reembolso varia).

Quando eu descobri estar grávida, me vi num lugar completamente novo, desconhecido e assustador, e me senti insegura, o que me fez buscar informações para aliviar o medo que eu sentia. Informações que encontrei perguntando para pessoas que conhecia e que já tinham passado pela experiência de pré-natal, parto e pós-parto na Bélgica. Não encontrei algumas das informações que queria na internet, por isso, decidi compartilhar o que acho interessante aqui, e como eu sei que há curiosidade, vou compartilhar os valores que foram gastos com consultas, exames e com a hospitalização na maternidade.

Após suspeitas de que poderia estar grávida, comprei um teste de farmácia e o resultado foi positivo. Um mundo completamente novo para mim, tema que eu não sabia o que conversar nem mesmo em português.

No dia seguinte, liguei para agendar uma consulta com a ginecologista obstetra que eu gostaria que me acompanhasse, e fui informada de que eu deveria primeiro me consultar com o meu médico da família para que ele me examinasse e me orientasse sobre os passos a seguir, para depois eu me consultar com a minha médica.

Agendei consulta com o meu médico da família três dias depois que descobri estar grávida, quando estava com seis semanas de gestação. Ele coletou uma amostra do meu sangue para confirmar a gravidez, mediu minha pressão arterial e prescreveu ácido fólico para eu tomar durante a gestação. Valor pago pela consulta: € 4,00.

Após, liguei para o consultório da médica para agendar uma consulta, e então fui informada que gestantes só passam por consulta com ginecologista obstetra a partir de oito semanas de gestação.

Finalmente, chegou o dia da consulta com a médica, quando já tínhamos completado dez semanas de gestação. Ela me examinou, respondeu as dúvidas que eu tinha e me orientou. Escutamos os batimentos do coração do bebê e vimos as imagens de ultrassom. Valor pago pela consulta: € 60,00. Reembolsado € 26,02.

Recebi um e-mail com o cronograma das datas de todas as consultas durante a gestação e após o parto.

Com 14 semanas, tivemos consulta com a obstetra para monitoramento do desenvolvimento do bebê. Valor pago pela consulta: € 70,00. Reembolsado: € 41,20. Ela solicitou o exame de triagem pré-natal não invasivo (NIPT), que identifica a possibilidade das trissomias 21, 13 e 18. A análise do DNA fetal é realizada através das amostras de sangue da mãe, que, no meu caso, foram coletadas no hospital AZ Alma, em Eeklo, onde a obstetra atendia. Meu sangue também foi coletado para identificar o sexo biológico do meu bebê. Custo dos exames: € 237,91 + 45,98. Valor pago por mim: € 8,68 + 32,96.

Após uma semana, recebi os resultados dos exames NIPT e de identificação do sexo biológico do bebê. Vale ressaltar que os resultados de todos os exames e de todas as consultas com a obstetra, incluindo as informações sobre o parto, foram recebidos através de correspondência e também enviados para o meu perfil do aplicativo “mynexuzhealth”.

Semana 16: mais uma consulta com a obstetra. Vimos os resultados dos exames NIPT e de identificação do sexo biológico do bebê juntas. Ela confirmou o sexo biológico do bebê através da ecografia. Conversamos sobre os temas que eram importantes no momento e ela explicou todas as dúvidas que eu tinha. Valor pago pela consulta: € 50,00. Reembolsado: € 15,80.

Semana 18: liguei no hospital para agendar a consulta com a midwife (do hospital), que foi agendada para um mês depois.

Semana 20: consulta com a obstetra. Ela analisou o desenvolvimento do bebê e preencheu uma guia com os exames que eu precisaria fazer no hospital entre as semanas 24 e 28, que incluíam: teste de glicose, exame hematológico e exame de toxoplasmose. Valor pago pela consulta: € 90,00. Reembolsado € 60,70.

Semana 23: consulta com a midwife do hospital. Lá, ela explicou um pouco sobre os procedimentos para o parto e nos mostrou a sala de parto e o quarto.

No hospital AZ Alma (e acredito que na maioria dos hospitais da Bélgica), a sala de trabalho de parto e a sala de parto estão num único ambiente multifuncional para ambos os propósitos. A luminosidade e o som podem ser escolhidos pela mãe. Uma banheira para relaxamento e bolas estão disponíveis para auxiliar o trabalho de parto. Após o nascimento, o bebê permanece com a mãe por pelo menos uma hora ali.

A midwife que me atendeu no hospital me orientou e sugeriu quais eram as midwives que atendiam na região onde eu morava para que a profissional que eu escolhesse me acompanhasse durante o pré-natal e me auxiliasse após o nascimento do bebê.

Semana 24: consulta com a obstetra. Conversamos sobre como eu estava me sentindo e vimos as imagens de ecografia para análise do desenvolvimento do bebê. Valor pago pela consulta: € 50,00. Reembolsado € 18,00.

Nesta consulta, a médica entregou uma declaração atestando a minha gravidez para que eu pudesse solicitar um benefício financeiro do governo de Vlaanderen (Het Groeipakket) referente ao nascimento do meu bebê. O valor é fixo: € 1.190,68 (2023). Após o nascimento, todas as crianças têm o direito de receber mensalmente uma quantia como benefício financeiro que depende da situação de cada família, entretanto, o mínimo (base) é de € 173,20 e o auxílio permanece até 18 anos de idade (em alguns casos, 21 ou 25). O benefício financeiro é depositado na conta corrente da mãe do bebê.

Semana 26: estive no hospital para fazer o exame de glicose (diabetes gestacional). Custo: € 63,71. Valor pago por mim: € 8,70.

Consulta com o médico da família para que meu marido e eu tomássemos a vacina Boostrix (contra difteria, tétano e coqueluche).

Semana 27: a obstetra me ligou para me informar que o resultado do meu exame de glicose estava acima do esperado, então, eu precisaria fazer o exame novamente, agora em jejum e com três amostras de sangue: uma antes de ingerir o líquido, segunda vez após uma hora de ter ingerido o líquido e terceira vez após duas horas de ter ingerido o líquido. No dia seguinte, fui até o hospital e fiz novamente o exame.

Semana 28: consulta com a obstetra. Conversamos sobre como eu estava me sentindo e vimos as imagens de ecografia para análise do desenvolvimento do bebê. Valor pago pela consulta: € 75,00. Reembolsado € 44,80.

Semana 32: recebi o benefício financeiro do governo de Vlaanderen referente ao nascimento do meu bebê. Eu optei receber pela pagadora Infino.

Consulta com a obstetra: conversamos sobre o desenvolvimento do bebê e ela esclareceu as minhas dúvidas. Valor pago pela consulta: € 50,00. Reembolsado € 18,00.

Semana 34: estive com a midwife que escolhi para me auxiliar pela primeira vez. Ela questionou sobre a minha saúde e preencheu uma ficha de cadastro bem detalhada, explicou o básico sobre os atendimentos com a médica, sobre os tipos de assistência domiciliar que eu teria direito após o nascimento do bebê, perguntou sobre o que eu buscava nos atendimentos com ela, e então entendeu os temas que seriam importantes trabalhar comigo. Verificou minha pressão arterial, urina e peso, e também a posição e batimentos cardíacos do bebê. Também esclareceu questões mais burocráticas que eu deveria saber.

A assistência domiciliar inclui cuidados com o bebê, com a mãe e com a casa (cuidar de outros filhos, tudo o que envolve limpeza/manutenção da casa, cozinhar para a família e mercado). O custo varia de acordo com o plano de saúde e renda da família.

Para a região onde eu morava, se eu tivesse interesse, eu poderia receber assistência domiciliar do grupo Kraamzorg “De Wieg”.

Semana 35: consulta com a midwife para ela me explicar sobre o parto.

Ela me explicou sobre tudo o que é considerado normal no final da gestação, os sinais que indicam o início do trabalho de parto e o que fazer para aliviar a dor das contrações, como o bebê nasce, quais são as posições mais recomendadas para o parto e os motivos, o momento de ir para o hospital e o que normalmente acontece desde a hospitalização até o momento de ir para casa com meu bebê, sobre as vias de parto e meus direitos. Eu achei tão útil, importante e necessário. Foi informativo, e tudo o que eu aprendi ali me deixou mais tranquila. Verificou minha pressão arterial, urina e peso, e também a posição e batimentos cardíacos do bebê.

Semana 36: consulta com a midwife para ela introduzir sobre amamentação.

Ela me explicou o básico para iniciação no hospital e assim que chegar em casa.

Consulta com a obstetra para exames de rotina e checagem de bactérias que poderiam ser transmitidas para o bebê no momento do parto (acredito que é conhecido como exame do cotonete no Brasil).

Semana 38: consulta com a obstetra para exames de rotina e esclarecimento de dúvidas.

Semana 39: consulta com a obstetra para exames de rotina e esclarecimento de dúvidas.

Semana 40: 12 de junho, data prevista para o nascimento. A partir daqui, eu precisei ir a cada dois dias no hospital para monitoramento.

13 de junho: monitoramento no hospital durante o dia.

15 de junho: monitoramento no hospital durante o dia.

16 de junho: de madrugada, acordei sentindo cólicas. A midwife foi até a minha casa à tarde e avaliou que eu tinha um centímetro de dilatação e contrações. Saímos de casa por volta das 23:00 para ir à maternidade, pois eu comecei a sentir as contrações de forma que indicavam que eu deveria ir para o hospital.

17 de junho: dia do nascimento do meu filho.

Eu cheguei a publicar resumidamente sobre o parto, e por aproximadamente vinte dias eu mantive aqui, mas optei por apagar para preservar a minha privacidade.

Sobre os custos da hospitalização na maternidade, nós pagamos por termos optado por um quarto particular (diária: € 55 + taxas), por produtos para bebê/mamãe e algo para o acompanhante. Na fatura que recebemos do hospital detalhando os custos da minha hospitalização: aproximadamente € 5.000,00.

Após voltarmos para casa, a midwife passou a me visitar a cada dois dias para verificar o peso do meu filho e me auxiliar no processo de amamentação (que foi bastante difícil). Foram cerca de dez dias assim, e depois as visitas ficaram mais espaçadas. Conforme tudo começou a se encaixar, a ajuda da midwife deixou de ser uma necessidade para mim, mas ela se colocou à disposição para ser consultada até dois anos e meio do meu filho, e se eu não tivesse mudado de país, com certeza teria procurado por ela para orientação com a introdução alimentar e muitas das dúvidas que surgiram em 2024. Eu não posso afirmar, mas se eu não me engano, o meu plano de saúde me possibilitava sete sessões sem custos com a midwife (após, é necessário pagar).

Tive uma para consulta com a obstetra após um mês do nascimento do meu filho, e ela recomendou que eu fizesse fisioterapia para fortalecer a musculatura do meu corpo. Então, eu fiz. Custo: não tenho informações, nem lembro se o plano de saúde reembolsou.

Em Flanders, os bebês são acompanhados pela organização “Kind en Gezin”, que faz parte da agência Opgroeien, que atua ativamente na área de políticas de saúde pública e família. Lá, os profissionais conversam com os responsáveis pelo bebê para colher informações do dia a dia e acompanhar o desenvolvimento do bebê (físico, mental, emocional e social), aconselhando sobre o desenvolvimento do bebê e ajudando com as dúvidas da família, além de sempre estarem atentos ao bem-estar da mãe. E também aplicam as vacinas que são obrigatórias. É um lugar onde a família é acompanhada desde o nascimento do bebê até ele completar três anos de idade (gratuitamente).

Para quem tiver interesse sobre o calendário de vacinação em Vlaanderen, clique aqui. Uma curiosidade é que algumas das vacinas são compradas em farmácia e levadas até os profissionais para aplicação.

Ainda sobre vacinação, optamos por vacinar o meu filho contra uma doença que não fazia parte do calendário de vacinação do governo, e quem aplicou foi a pediatra dele no consultório dela, e eu não sei se os profissionais que atendem em Kind en Gezin estão autorizados a aplicar em casos assim.

Quando mudamos da Bélgica para Portugal, o meu filho deixou de receber o benefício financeiro de Flanders, e após retornarmos para a Bélgica, ele voltará a receber. E também voltará a ser acompanhado pela Kind en Gezin até completar três anos de idade, ou até começar a frequentar a escola.

bélgica, comer e beber, roeselare

Experiência em um restaurante três estrelas Michelin: Boury, em Roeselare

O restaurante é conduzido pelo chef Tim Boury e pela anfitriã Inge Waeles desde 2010, e a conquista das três estrelas Michelin aconteceu em 2022, mas já fazia parte do universo das estrelas Michelin desde 2012.

O restaurante oferece serviço à la carte e opções de menu. Nós optamos pelo Menu Boury no horário do almoço. Bebida: eu, grávida, preferi beber apenas água, enquanto o meu marido optou por wine pairing para desfrutar do todo, afinal, todos os vinhos são selecionados pelo sommelier Mathieu Vanneste justamente para potencializar a experiência devido à harmonização.

O irmão do chef, Ben Boury, desenvolveu uma marca de cervejas, gin, licor, limoncello e vermute. As bebidas são oferecidas no restaurante e podem ser compradas (inclusive, online – através do site oficial do restaurante).

Menu Boury

Nossa experiência

Fomos ao restaurante no horário do almoço.

Ao chegarmos, fomos gentilmente recebidos e acomodados no salão com vista para o jardim. Foi perguntado o que gostaríamos de beber como aperitivo enquanto aguardaríamos as entradas de cortesia (starters) chegarem. Como eu estava grávida, aceitei a sugestão de um mocktail (que, infelizmente, não me agradou tanto por causa da intensidade de cereja). Meu marido pediu G&T.

As entradas de cortesia chegaram: saborosas e delicadas.

ostras

O menu começou a ser servido… nós optamos pelo menu com 7 pratos. Para mim, alguns dos pratos que foram servidos e que algumas das imagens demonstram, eram diferentes da descrição, pois eu não como todos os tipos de carne, apenas peixes e frutos do mar.

queijos
bolo

Eu não bebo café nem qualquer outra bebida após as refeições, mas meu marido pediu café e alguns petit fours foram servidos para acompanhar. Eu não pedi, mas também recebi.

Um casal de amigos que estava conosco comentou com um dos membros da equipe que era aniversário do meu marido, e então ele foi surpreendido.

A combinação de texturas e de temperos contribuem para que os sabores sejam deliciosos, alguns mais intensos, alguns mais suaves, mas sempre equilibrados! Incríveis! E a apresentação dispensa comentários. Tudo estava absolutamente impecável. Sofisticação, beleza, criatividade e autenticidade descrevem os pratos que degustamos.

Alguns ingredientes mais sofisticados e que não são tão acessíveis para o consumo do dia a dia na Bélgica. Outros, sazonais. É interessante pensar nos produtos depois de apresentados por quem estuda e entende sobre gastronomia, em como a criação acontece, em todas as técnicas que são executadas, enfim, na dedicação por trás de um prato. O capricho nos detalhes em tudo o que foi servido e a combinação dos sabores que foram elaborados estava tão harmônica que despertava ainda mais a curiosidade e a expectativa pelo que viria no prato a seguir. Altíssima qualidade!

No final, o chef Tim Boury veio até nós para perguntar como tinha sido a nossa experiência.

Atendimento excelente: equipe com boa comunicação, prestativa, atenciosa, sempre explicando sobre os pratos e os vinhos que foram servidos. A organização da equipe estava impecável.

Ambiente agradável: o salão onde tudo acontece é moderno, contrastando com a fachada do prédio, e de lá é possível ver a cozinha e a área do jardim. Elegante, confortável e aconchegante.

Apresentação belíssima de todos os pratos que foram servidos, alguns pareciam uma obra de arte de tão lindos.

Ostras, queijos e vinho do porto são opcionais e cobrados à parte.

Foram cinco horas de experiência, e foi incrível do início ao fim! Na minha opinião, considerando todo o serviço que é oferecido desde o momento que chegamos no restaurante até o momento que fomos embora, o alto preço é justo.

Para quem tiver interesse: normalmente, é necessário reservar com pelo menos dois meses de antecedência para a data desejada (como a maioria dos restaurantes aqui da Bélgica que são, no mínimo, bons). Pode acontecer de alguma reserva ser cancelada de última hora e ter disponibilidade na semana, mas é raro.

E para quem desejar ter uma experiência ainda mais completa, no imóvel onde fica o restaurante também é possível se hospedar.

Para mais informações, clique aqui.


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OAK Restaurant

bélgica, europa, flanders fields

Trincheiras da Primeira Guerra Mundial na Bélgica

Dia 11 de novembro é dia do Armistício, feriado na Bélgica. A data – 11.11.1918 – simboliza o fim da Primeira Guerra Mundial e é celebrada anualmente.

A Bélgica foi bastante afetada durante o período. Se você tem interesse pelo tema, sugiro que também leia os artigos onde comento sobre os acontecimentos na região de Ieper.

Hoje, comentarei as trincheiras da Primeira Guerra Mundial que podem ser visitadas aqui na Bélgica – Flanders Fields. Algumas delas são originais. Outras foram restauradas ou reconstruídas exatamente como eram na época.

Trincheiras eram valas, durante a Primeira Guerra Mundial, longas e profundas, projetadas com o objetivo de proteger as tropas que estavam em combate. Com o passar do tempo, experiências, e de acordo com as necessidades que eram observadas, a estratégia foi se desenvolvendo.

Front Line ‘t Hooghe, em Ieper.

Na área do Kasteelhoof ‘t Hooghe aconteceram algumas das batalhas mais violentas. Foi aqui que soldados de ambos os lados enfrentaram os impactos das minas pela primeira vez.

Quando o proprietário do terreno retornou ao local após a guerra e percebeu o que tinha acontecido ali, decidiu manter as trincheiras como uma forma de preservar a memória da Primeira Guerra Mundial e daqueles que perderam suas vidas nas batalhas.

Além das trincheiras em ziguezague, é possível ver bunkers e o que foi descoberto abaixo do solo após uma limpeza do terreno em 1995.

Endereço: Meenseweg 481, 8902 Zillebeke – Ieper

Para mais informações, clique aqui.

Yorkshire Trench and dug-out, em Ieper.

Recriada pelo In Flanders Fields Museum, a trincheira foi restaurada com o apoio de arqueólogos.

É pequena, mas com informações sobre o que pode ser observado ali.

Durante a escavação para a nova zona industrial na década de 1990, região onde está a Yorkshire Trench and dug-out, foram encontrados restos humanos de 205 soldados.

Endereço: Bargiestraat (sem número), 8904 Boezinge – Ieper

Para mais informações, clique aqui.

Memorial Museum Passchendaele 1917, em Zonnebeke.

O Memorial Museum Passchendaele 1917 foca principalmente nos acontecimentos de 1917 durante a terceira batalha de Ieper. É um museu bastante interessante, pois, além das exposições que informam o que aconteceu na época (além de 1917), artefatos, uniformes, objetos pessoais dos soldados, etc., existe uma réplica dos abrigos no subsolo que ilustra como era a vida nos campos de batalha.

Você pode ver trincheiras e abrigos do exército alemão e do exército britânico reconstruídos exatamente como eram.

Na área, também está o Passchendaele Memorial Park, onde jardins homenageiam todas as nações que lutaram durante o período. É aberto ao público (gratuito), e o espaço é bem agradável.

Endereço: Berten Pilstraat 5A, 8980 Zonnebeke

Para mais informações, clique aqui.

– O local que foi dominado e renomeado pelos alemães: Bayernwald, em Heuvelland.

O local foi reconstruído, e 10% de tudo o que pode ser visto ali é original da época.

Um poço foi acidentalmente descoberto no terreno em 1971. Devido à curiosidade, escavações descobriram bunkers, enquanto as trincheiras foram reconstruídas.

Endereço: Voormezelestraat 2, 8953 Wijtschate

Para mais informações, clique aqui.

The trench of Death, em Diksmuide.

Em português: A Trincheira da Morte. Como o nome já sugere, era o inferno dos soldados durante a guerra, e isso pode ser notado através das exposições do museu: telas interativas, fotos, filmagens, objetos, e as trincheiras.

A trincheira fica ao longo Rio Ijzer em Diksmuide, onde o exército belga lutou bravamente por quatro anos em condições extremamente difíceis para impedir o avanço do exército alemão em direção à França. Ali, os inimigos permaneciam a uma distância bem próxima.

Endereço: IJzerdijk 65, 8600 Diksmuide

Para mais informações, clique aqui.

A vida nas trincheiras era perturbadora.

Viver e conviver com medo constante, mortes, infecções, pragas, umidade, bombardeios, condições precárias de higiene e saúde, doenças… era horrível! Ter conhecimento de tudo o que se passava nas trincheiras é de revirar o estômago. Estar nas trincheiras e imaginar o que aconteceu ali é devastador.

Se você se interessa pela história da Primeira Guerra Mundial e tiver oportunidade de visitar a Bélgica, recomendo demais que você inclua a região de Flanders Fields no seu roteiro, pois, além das trincheiras, você também pode visitar museus, memoriais e cemitérios. E, dependendo da época do ano, participar de eventos. Uma homenagem acontece todos os dias na cidade de Ieper (The Last Post).

Clique aqui para encontrar mais dos pontos de interesse relacionados à Primeira Guerra Mundial em Flanders Fields.

Sites com mais informações:

https://www.flandersfields.be/en

https://www.visitflanders.com/en/themes/flanders_fields/

bélgica, comer e beber, europa, gante

Onde comer em Gent

Sou o tipo de pessoa que adora comer bem. Quando viajo, é uma das coisas que faço antes mesmo de chegar no destino, planejo as possibilidades com meu marido e agendamos/reservamos quando necessário, afinal, comer é uma das experiências que mais gostamos de vivenciar em viagens.

Onde moro não é diferente.

Em Gent (em português: Gante) estão instalados restaurantes de todo tipo e a variedade de opções é uma das coisas que tanto me agradam nessa cidade. Por ser uma cidade onde as regiões turísticas estão centralizadas, evito ir e sugerir restaurantes em tais locais, pois geralmente a comida não é tão boa já que o público está ali de passagem, frequentará uma vez e raramente voltará (percebo que a maioria dos estabelecimentos que estão localizados em regiões turísticas não se preocupa com a qualidade do que é oferecido). Existem exceções, porém, é importante pesquisar e/ou visitar para saber o que realmente vale a pena, e foi assim que descobri os lugares que recomendo aqui no blog ou no meu perfil do Instagram.

Abaixo, recomendarei lugares para comer/beber em Gent – de acordo com as minhas (boas) experiências. Para mais opções de lugares que já recomendei, links para acesso no final deste post.

  • Plant A Pizza

Pizzaria plant-based. A massa é ótima e os sabores são incríveis.

Cardápio com variedade, atendimento bom e ambiente agradável. A cozinha é aberta, então, o cliente pode ver as pizzas sendo preparadas.

Fácil localização, perto do castelo.

Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Geldmunt 49

  • Souplounge

O espaço oferece quatro diferentes tipos de sopa por dia. Elas são preparadas artesanalmente.

Uma refeição simples, gostosa, rápida e barata. Você escolhe a sopa que quer + toppings. Acompanhamento: pão e fruta. Ótima opção para os dias mais frios.

Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Zuivelbrugstraat 4

  • Lapelblad

Com fácil localização, perto do estacionamento Sint-Michiels, o restaurante oferece pratos que são sazonais e elaborados com ingredientes locais, sustentáveis e orgânicos, com opções à la carte ou menu.

Nós optamos pela experiência à la carte: pedimos duas entradas para compartilhar e um prato principal para cada um, e compartilhamos uma sobremesa.

g&t
asperges, rabarber, bloemenolie, kruidensla, gremolata
risotto-spinazie kroketjes, kruidencrème
lottefilet, lentegroenten, kruidenpuree, kappertjesboter
gemarineerd lamsnootje, lentegroenten, aardappelen, salsa verde
moelleux van chocolade (kitchenroots), vanille-ijs

Estivemos no restaurante durante a primavera e os pratos que experimentamos traziam os sabores da estação. Todas as combinações dos pratos estavam equilibradas e os sabores estavam muito bons.

Ótima comida, atendimento bom e ambiente agradável.

Reservar antecipadamente.

Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Onderbergen 40

  • Roots

O restaurante trabalha apenas com opções de menu.

Estivemos no restaurante para o jantar e tivemos uma experiência muito agradável. Pedimos o menu com seis pratos com wine pairing para aproveitar a experiência por completo.

g&t

Todos os pratos estavam maravilhosos. Comida de ótima qualidade, com ingredientes sazonais, frescos e saborosos. O atendimento foi ótimo, todos os funcionários foram simpáticos, informativos e atenciosos. Ambiente bonito, aconchegante e elegante. Tem uma área externa que acredito que só funciona nos meses mais quentes.

Reservar antecipadamente.

Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Vrouwebroersstraat 5

  • Café René

Tipicamente belga. Um dos restaurantes do gênero que mais gosto do centro de Gent.

Quando o clima está ameno, é gostoso se acomodar na área externa para almoçar, ou apenas para beber algo. A comida é muito boa.

linguini with prawns

Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Gebroeders Vandeveldestraat 2-4

  • The Cobbler

A última sugestão de hoje é de um cocktail bar localizado no coração de Gent.

Jo1

O ambiente é agradável, moderno, aconchegante, e os assentos são super confortáveis. A equipe é simpática e gentil.

A decoração é linda!

Os coquetéis são diferenciados, criativos e surpreendentes. Outras bebidas como cerveja e vinho também estão disponíveis no cardápio, além de coquetéis mais comuns.

Todos os coquetéis podem ser feitos na versão não alcoólica.

Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Graslei 16

Em breve, mais recomendações e dicas de restaurantes em Gent.

E como mencionei lá em cima, abaixo estão os links dos artigos onde já recomendei opções de restaurantes em Gent.


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OAK Restaurant

bélgica, produtos de limpeza

Produtos de limpeza para casa que uso no meu dia a dia na Bélgica

Eu gostaria de ter encontrado um guia sobre produtos de limpeza para casa quando mudei para a Bélgica, mas não foi o que aconteceu, então, foi testando um a um que encontrei os produtos que eu mais gosto e que mais são úteis no meu dia a dia aqui na Bélgica. E decidi compartilhar aqui porque acho que pode ser útil para quem estiver conhecendo como as coisas funcionam por aqui.

Álcool: tudo que entra na minha casa passa por uma higienização com álcool (tudo que não vai estragar se entrar em contato com o produto, óbvio). Dentro de casa tem várias utilidades.

Nome do produto em holandês: alcohol; em inglês: alcool; em francês: alcool.

Um produto bastante útil por aqui é o vinagre anti-calcário da marca Frosch: remove as manchas de água que acumulam (a água da Bélgica possui bastante calcário, então, áreas onde a água espirra/escorre ficam com um aspecto esbranquiçado e até com crostas). Uso para limpar pias (cozinha e banheiro), na área de banho e no tanque.

Em holandês: anti-kalk vinegar (azijnreiniger); em inglês: anti-limestone cleaner; em francês: anti-calcaire vinegar (nettoyant au vinaigre).

A famosa mistura de vinagre e bicarbonato de sódio que possui várias utilidades.

Uso os produtos multiuso para superfícies das marcas Dettol e/ou CIF para limpar as superfícies dos móveis da minha casa.

Produto da HG que remove os fios de cabelo que ficam presos no ralo. Mesmo com a proteção para que os fios de cabelo não cheguem até o encanamento e remoção após o banho, acontece de eles ultrapassarem a proteção e bloquearem a passagem de água, acumulando água no ralo, e aí é só o produto HG haarontstopper que vai resolver.

Produto da HG que neutraliza o odor do encanamento da pia do banheiro. Eu não sei o que acontece aqui na Bélgica, o encanamento das pias dos banheiros exalam um cheiro bastante desagradável e eu costumava jogar água sanitária no ralo frequentemente, mas recentemente descobri e testei o produto HG afvoerstank verwijderaar e está aprovado.

Produtos anti-calcário para banheiro. A variedade de produtos anti-calcário é enorme. Eu costumo usar a marca Antikal, mas às vezes troco por causa de promoções (o anti-calcário da marca Ajax também é ótimo). Após aplicar o produto anti-calcário no box da área de banho e removê-lo, repito o processo com o vinagre anti-calcário da Frosch para limpar bem.

A água sanitária que eu uso é da marca La Croix (gel) – com funções de limpar, desodorizar e clarear. Uso quase que exclusivamente nos vasos sanitários e na área de banho. Contém, em inglês (como na descrição do rótulo): sodium hypochlorite, hydrogen peroxide e cocamine oxide – (sem tais produtos químicos é apenas um alvejante).

Em holandês: bleekwater; em inglês: chlorine bleach; em francês: eau de javel.

Toillet: os produtos da HG eliminam todo tipo de mancha do vaso sanitário. O imóvel onde eu moro possui sistema de aproveitamento de água da chuva para o vaso sanitário. A água é amarela e frequentemente mancha a louça. Os limpadores para vaso sanitário que mais gosto são das marcas la croix, wc net, canard e harpic, sempre já com água sanitária para clarear a água da chuva.

Gosto de usar o CIF cremoso para limpar a área de banho e cozinha. É ótimo para limpar pias, azulejos e vidros.

Limpa vidros. Lavo os vidros das janelas e das portas duas vezes por ano, no início da primavera e no início do outono, quando limpo a casa por completo, detalhadamente. Para manutenção, uso o produto HG glasreiniger, também para limpar os móveis com vidro e para limpar os espelhos.

Lenços umedecidos multiuso CIF ou Dettol para uso (quase) diário. Na cozinha, para limpar a placa de vitrocerâmica, bancadas e mesa de jantar. No toillet, para limpar a superfície do vaso sanitário. Entre outras utilidades.

  • Roupas

Existem muitas opções de detergente e amaciante para lavar roupas: para coloridas, brancas, pretas, para roupas de bebês, para evitar o acúmulo de calcário na máquina, veganos, ecológicos, para quem tem a pele sensível, para lã, etc. Utilizo pods da marca Dash para roupas de cama, toalhas, guardanapos, panos de limpeza, tapetes e roupas coloridas que não estão tão sujas, pois quando as peças precisam de limpeza mais profunda, utilizo os detergentes das marcas Ariel ou Vanish e amaciante da Lenor. Para evitar o acúmulo de calcário na máquina: Calgon (intercalo). Detergentes da Ariel, Persil, Dreft, Coral e HG oferecem opções para a lavagem de roupas de todas as cores e são as marcas que eu mais costumo usar. Além dos amaciantes da Lenor, gosto das opções que a Soupline e a Silan oferecem.

wasmiddel (nl) / laundry detergent (en) / lessive liquide (fr)
wasverzachter (nl) / fabric softener (en) / adoucissant (fr)

Sempre tem na dispensa da minha casa produtos da HG e/ou K2r que removem manchas específicas como molhos, óleo, maquiagem, café, vinho, chocolate, sangue e terra. Eles devem ser aplicados diretamente na mancha antes da lavagem e são excelentes.

Foi na lavanderia que eu cometi os erros mais cômicos quando mudei para a Bélgica, mas não estraguei nada!

  • Louças

Geralmente, as marcas das máquinas de lava louças recomendam a marca dos produtos que devem ser utilizados. Na casa que moro hoje, a máquina é da marca Siemens e recomenda o uso dos produtos da marca Finish. Eletrodomésticos como lava louça, forno, micro-ondas, geladeira e fogão/placas costumam estar embutidos nos armários da cozinha dos imóveis para locação. São necessários três produtos: pods (os produtos que contém nas cápsulas variam), sal e abrilhantador que também é anti-calcário (todos da marca Finish).

Detergente de pia para lavar os itens que não podem/devem ser lavados na máquina e remover o excesso de sujeira antes de colocar os itens na máquina: Delft (tem disponível para peles sensíveis).

Para limpar tapetes, uso o mousse da Vanish (pet expert). Aspiro semanalmente.

Para limpar o chão: aspiro e passo pano. Misturo (com água) um limpador multiuso Ajax, álcool e amaciante no balde que acompanha o esfregão (kit Vileda). Passo o esfregão no chão e logo em seguida já seco com um pano de chão envolvido no rodo porque senão o piso fica com manchas. Lavo uma vez por ano as áreas que sujam mais (sapatos que usamos na rua não ultrapassam o hall de entrada, contribuindo significativamente para que o piso não suje tanto).

Para limpar manchas devido à umidade no exterior da casa (geralmente, nos muros e no chão), aplico o produto da marca HG que cumpre perfeitamente seu propósito. Jogo o produto no chão seco e esfrego com vassoura. O produto age no chão seco durante trinta e seis horas. Importante checar a previsão do tempo, pois é recomendado que o chão não molhe durante o período.

Por último, acho necessário mencionar sobre algo que também está relacionado com a manutenção da limpeza: lixo. Nas cidades da região de Vlaanderen, o lixo que você produz deve ser separado e colocado num saco de lixo específico para aquele tipo de resíduo (exemplo: lixo comum, plástico, metal, caixas de bebidas, papel, frutas e verduras, etc.), que você encontra nos mercados da cidade onde você mora (tem que ser da cidade onde você mora). Dependendo do tipo de material, por exemplo, jardim, vidro, madeira, maquiagem, pilhas e baterias, etc., será necessário levar até o Recyclagepark da cidade onde você mora. Existem containers nas ruas para você depositar adequadamente alguns tipos de vidro, tecido e óleo. Alguns mercados disponibilizam caixas para que você possa depositar o filtro da BRITA, pilhas e baterias. Mais informações são encontradas no site oficial da cidade onde você mora, e é importante que você se informe para verificar como a coleta acontece onde você mora, pois existem variações de uma cidade para outra.

Acho que é isso! Acredito que comentei sobre todos os produtos de limpeza que costumo usar no meu dia a dia aqui na Bélgica. Levou tempo, mas hoje eu sei quais são os produtos de limpeza que mais se adequam às minhas necessidades (lembrando que existem muitas outras variedades nos mercados que podem se encaixar melhor para o estilo de vida ou gostos de cada um).

Espero que este artigo ajude quem estiver se mudando e/ou com dúvidas.

bélgica, comer e beber, knokke-heist

Restaurante tailandês com uma estrela Michelin em Knokke-Heist: Boo Raan

Na última cerimônia do Guia Michelin (maio/2022 – Bélgica e Luxemburgo), o restaurante Boo Raan manteve a conquista de uma estrela Michelin (já tinha sido reconhecido também com uma estrela Michelin em janeiro/2021). A chef Dokkoon Kapueak e mais quatro mulheres do nordeste da Tailândia que compõe a equipe não esperavam pela nomeação do restaurante que está localizado em Knokke-Heist.

A culinária tailandesa oferece alguns dos sabores que meu marido e eu mais gostamos. Então, nós trocamos a nossa visita mensal ao Kin Khao (Gent) pelo restaurante premiado com uma estrela Michelin, o Boo Raan.

Ao abrirmos a porta do restaurante, nos deparamos com o bar, onde fomos recepcionados e, então, acomodados.

Uma das atendentes se aproximou, explicou sobre o cardápio e deu sugestões.

Eu pedi a bebida que foi sugerida: Mai Tai (um dos cocktais mais deliciosos que já experimentei na vida).

Uma sopa de cogumelos e frango foi servida como entrada de cortesia. Eu experimentei um pouco do caldo. Não sei se teria alguma outra opção para vegetarianos/veganos porque não perguntei, mas acredito que sim (descobrirei em setembro).

Optamos pelo serviço à la carte (tem três opções de menu no cardápio).

De entrada, compartilhamos o Streetfood Mix: espetinho de frango, loempia (rolinho-primavera com carne) e tempurá de camarão.

O conceito do restaurante é de comida para compartilhar, mas no nosso caso, cada um pediu o prato que queria. Eu escolhi o Krapaw Thalée e meu marido escolheu o Nam Tok Moo. Foi servido arroz como acompanhamento. Ambos estavam ótimos!

krapaw thalée
nam tok moo

Não pedimos sobremesa porque não foi possível, mas quando voltarmos pediremos uma entrada mais leve para conseguirmos pedir uma sobremesa que eu gostei pela descrição.

O restaurante Boo Raan é bem diferente de todas as referências que eu tenho de restaurantes Michelin. Bom atendimento, a apresentação dos pratos não tem nada de especial e os sabores são incríveis. Como eu já tinha mencionado, a nomeação pelo Guia Michelin não era esperada, e no website do restaurante está a frase (já traduzida para o português): Não espere por pinturas no seu prato, a culinária tailandesa vale pelo gosto. De fato, apresentações simples/comuns, com uma explosão de sabores que que é difícil de descrever. O ambiente é muito bonito e agradável, e como a cozinha é aberta, é possível ver os pratos sendo preparados. Preço: abaixo do que se espera de um restaurante com uma estrela Michelin, porém, compatível com o que é oferecido (para comparação, é mais caro do que qualquer outro restaurante tailandês).

Eu pedi uma taça de vinho que foi esquecida. É um detalhe que funcionários de restaurantes premiados com uma estrela Michelin (2 e 3) sempre estão atentos. É a excelência em tudo que faz a diferença, e no Boo Raan eu senti que ainda falta, entretanto, recomendo e, inclusive, voltaremos em breve sem a expectativa que costumamos ter sobre um restaurante com uma estrela Michelin, apenas com a expectativa de desfrutar de ótima culinária tailandesa com autenticidade.

Para quem tiver interesse: é necessário reservar com pelo menos cinquenta dias de antecedência para a data desejada (como a maioria dos restaurantes aqui da Bélgica que são, no mínimo, bons). Com sorte, é possível conseguir vaga na lista de espera em menos tempo.

Para mais informações, clique aqui.


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Experiência em um restaurante três estrelas Michelin: Boury, em Roeselare

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OAK Restaurant

antuérpia, bélgica, comer e beber, europa, gante

Festivais gastronômicos em Gante e Antuérpia em maio 2022

No último fim de semana (e feriado) aconteceram dois festivais gastronômicos e nós fomos em ambos, então, hoje eu vou relatar um pouco da nossa experiência.

Em Gent, o festival é chamado de Gent Smaakt, acontece no centro histórico da cidade e é gratuito. Atividades como aulas e workshops acontecem no Novotel e são pagas.

O clima do evento é alegre e as opções de comida são bem variadas. Alguns restaurantes da cidade e região se instalam em barracas e lá apresentam alguns dos pratos que oferecem em seus restaurantes. Tem comida para todos os gostos e também para vegetarianos/veganos (Gent acolhe muito bem aqueles que não comem produtos de origem animal e isso pode ser notado também nos eventos que acontecem na cidade).

Devido ao evento acontecer no centro histórico da cidade, moradores, turistas, todos que estão por ali se misturam e podem aproveitar, o que também acaba sendo um pouco confuso, pois as diferentes formas de fazer os pedidos e de efetuar os pagamentos podem gerar desorganização em horários muito tumultuados.

Alguns dos restaurantes que eu já recomendei aqui no blog marcaram presença no evento, mas optamos por pratos de restaurantes que ainda não conhecíamos, porém, tenho imagens de apenas um deles (pois é, às vezes ainda acontece de eu não tirar fotos, seja por fome, seja por esquecimento, seja por dificuldade de fotografar).

Experimentamos pratos dos seguintes estabelecimentos: Spit House (lanche com frango assado, alface, bacon, maçã e molho de pimenta preta); Sumatra Food (noodles com vegetais); Cambodian Wok (frango ao curry, arroz, macarrão, legumes e molho); Komparto (sashimi de salmão, arroz de sushi, molho, salada de algas marinhas e soja); uma sobremesa e milkshake do Chocoladebar Mayana (amo!).

komparto

Para mais informações, clique aqui.

Em Antwerpen, o festival é chamado de Antwerpen Proeft, é pago e justamente por isso acontece em espaços que às vezes mudam a cada ano. Alguns dos chefs ali presentes ministram aulas que são pagas, mas é possível assistir a algumas demonstrações culinárias gratuitas com atuação dos chefs que costumamos assistir nos programas de TV.

Belgas são maioria e as opções de comida são muito interessantes. Alguns restaurantes da cidade e região se instalam em barracas e lá apresentam alguns dos pratos que oferecem em seus restaurantes. Tem comida para todos os gostos e também para vegetarianos/veganos. O evento é muito bem organizado.

Experimentamos pratos dos seguintes estabelecimentos: Black Smoke (pão com linguiça, repolho branco, grãos de mostarda, maionese e iogurte); Dagný Rós (bolinhos de peixe com molho remoulade e spaghetti de pepino); Casello (tomates, queijo de cabra, crumble de parmigiano reggiano e sorvete de Bloody Mary); Brutal (barriga de porco, picles e salada); BBQ+ (frango); sobremesas da Cremerie Germaine (sorvete) e DelRey (trio de chocolate: 1 biscoito de amêndoas com mousse de chocolate branco, 1 biscoito de cacau com mousse de chocolate ao leite e 1 biscoito de cacau com mousse de chocolate 65%). Também não fotografei tudo.

Ainda pudemos degustar um moelleux que a chef Sofie Dumont fez durante seu workshop e distribuiu gratuitamente.

Para mais informações, clique aqui.

Ambos os eventos são ótimos para comer bem e beber.

O evento de Antuérpia é mais organizado e conta com a presença de alguns dos chefs mais renomados do país, mas nem por isso pode ser considerado melhor do que o evento de Gante, pois acredito que as experiências que eles proporcionam são completamente diferentes, nem melhor, nem pior, mas diferentes e ambas deliciosas.

Entretanto, posso mencionar algo me agradou mais em Antuérpia: o pôr do sol!

bélgica, comer e beber, europa, gante

Onde comer em Gent

Sou o tipo de pessoa que adora comer bem. Quando viajo, é uma das coisas que faço antes mesmo de chegar no destino, planejo as possibilidades com meu marido e agendamos/reservamos quando necessário, afinal, comer é uma das experiências que mais gostamos de vivenciar em viagens.

Onde moro não é diferente.

Em Gent (em português: Gante) estão instalados restaurantes de todo tipo e a variedade de opções é uma das coisas que tanto me agradam nessa cidade. Por ser uma cidade onde as regiões turísticas estão centralizadas, evito ir e sugerir restaurantes em tais locais, pois geralmente a comida não é tão boa já que o público está ali de passagem, frequentará uma vez e raramente voltará (percebo que a maioria dos estabelecimentos que estão localizados em regiões turísticas não se preocupa com a qualidade do que é oferecido). Existem exceções, porém, é importante pesquisar e/ou visitar para saber o que realmente vale a pena, e foi assim que descobri os lugares que recomendo aqui no blog ou no meu perfil do Instagram.

Abaixo, recomendarei lugares para comer/beber em Gent – de acordo com as minhas (boas) experiências. Para mais opções de lugares que já recomendei, links para acesso no final deste post.

  • Epiphany’s Kitchen

O restaurante oferece serviço à la carte e um menu completamente vegano (com possibilidade de incluir algum tipo de carne se assim for desejado).

Em 2021, o restaurante recebeu o título de “Best Vegan Dinner Place 2021” através da votação popular promovida anualmente pela organização sem fins lucrativos BE Vegan.

Nós pedimos três entradas para compartilhar e um prato principal para cada um. Todos deliciosos! Alguns eu descreverei os nomes como estavam no cardápio, mas não lembro e não encontrei o nome de todos no site oficial do restaurante, pois alguns dos pratos que pedimos eram sazonais e não estão sempre disponíveis no cardápio.

yucca bread + aioli
vitelotte moscovite
aubergine d’amour

Se você quer experimentar um restaurante de comida vegana de qualidade na cidade, recomendo demais o Epiphany’s Kitchen. É a comprovação de que comida sem produtos de origem animal pode ser deliciosa!

Em resumo: comida deliciosa, funcionários gentis e simpáticos, ambiente confortável e aconchegante, preço justo, e a decoração é linda. Reserve antecipadamente!

Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Burgstraat 10

  • Heritage

Com localização fácil, a cozinha da chef Nadine Zimmermann é apresentada através ingredientes locais, frescos e sazonais, com opções à la carte ou menu.

Nós optamos pelo menu: eu escolhi o menu à base de vegetais e meu marido escolheu o menu que continha peixes, ambos com wine pairing para desfrutar da experiência por completo. Estivemos no restaurante durante o outono e os pratos que experimentamos traziam referências da América do Sul. Todas as combinações dos pratos estavam deliciosamente equilibradas e os sabores estavam incríveis. Ótima comida!

A atmosfera é muito agradável e o atendimento foi excelente do início ao fim – equipe com boa comunicação, prestativa, atenciosa, sempre explicando com clareza sobre os pratos e os vinhos que foram servidos.

É recomendado reservar antecipadamente.

Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Rodekoningstraat 12

  • Barouche

Localizado no centro de Gent, o restaurante foi uma adorável surpresa.

A especialidade é Pita, e o recheio pode ser escolhido pelo cliente.

Eu pedi a opção “fal-a-fête” e meu marido pediu “barbacon”. Ambos estavam deliciosos! Compartilhamos uma porção de batata-doce assadas que também estava ótima.

Se você come pouco, não recomendo pedir algo além das pitas, pois são extremamente bem servidas.

O restaurante oferece a possibilidade de pedir a comida no prato (sem pita).

Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Kortemunt 8

  • Amatsu

Um restaurante que oferece pratos da culinária japonesa diferente dos demais da região.

A qualidade dos produtos e os sabores são, realmente, diferenciados. O atendimento é bom; a decoração do ambiente interno não é bonita, mas o ambiente externo parece ser mais agradável; o preço é justo levando em consideração a comida que é oferecida.

Nós pedimos os pratos à la carte, mas o restaurante também oferece opções de menu.

ebifurai
miso soup

O restaurante só atende mediante reserva.

Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Hoogpoort 29

  • Osteria Delicati

Os pratos da Osteria Delicati são elaborados a partir de produtos importados diretamente da Itália (incluindo a seleção de vinhos de diferentes regiões).

Os pratos oferecidos pelo restaurante são simples, porém, autênticos e deliciosos. É a tradicional cozinha italiana em Gent.

mix de bruschette
cacio e pepe
dessert dello chef

É recomendado reservar antecipadamente.

Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Drabstraat 17

  • Het Waterhuis aan de Bierkant (pub)

A última sugestão de hoje é para quem procura por um lugar para degustar as cervejas que são produzidas no país.

O espaço é relativamente pequeno, mas é agradável em ambas as áreas (interna e externa).

Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Groentenmarkt 9

Em breve, mais recomendações e dicas de restaurantes em Gent.

E como mencionei lá em cima, abaixo estão os links dos artigos onde já recomendei opções de restaurantes em Gent.


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OAK Restaurant

bélgica, bruges, comer e beber

Restaurante LESS Eatery, em Bruges: opção de menu

Hoje estou aqui para contar sobre a nossa experiência em mais um restaurante aqui na Bélgica, mais especificamente, em Bruges.

O restaurante L.E.S.S. (Love, Eat, Share, Smile) apresenta uma culinária internacional e pode ter, ocasionalmente, influência da América Central e asiática, com o conceito de comida para compartilhar na maioria dos pratos que estão no cardápio. Atualmente, a cozinha do chef Ruige Vermeire e sua equipe carrega uma estrela Michelin.

Nossa experiência

Chegamos e fomos levados até os nossos lugares naquela noite, no balcão de frente para a cozinha, onde poderíamos observar tudo o que aconteceria ali.

Compramos antecipadamente o menu “Less is more”, uma experiência que é sazonal (soubemos através de um boletim de atualizações/novidades via e-mail), diferente do tasting menu que oferece 13 pratos.

Estavam inclusos 2 entradas (para compartilhar) + 1 entrada para cada um + um prato principal com acompanhamentos (para compartilhar) + sobremesa para cada um, e para beber, 2 taças de vinho para cada um.

Nas fotos, nomearei os pratos exatamente como estavam descritos no cardápio.

sesame prawn toast + edamame, lime salt and shishimi
bread (robata grilled homemade focaccia) – não incluso
chu-toro tuna with avocado, puffed bell pepper and wakatay oil
dim sum spicy chicken ‘tom kha kai’
salmon ‘mowi’ soy glazed | fried rice | thai pomelo salad | cucumber
black sesame ice cream, bergamot sancho butterscotch, white chocolate and rice

Eu não tenho o costume de beber café nem qualquer outra bebida após as refeições, mas pedi uma bebida para acompanhar meu marido, que vieram acompanhadas de alguns petit fours bem gostosinhos.

Após finalizarmos cada prato, nos perguntavam como tinha sido aquela experiência. Um mundo diferente de sabores, onde todos os pratos estavam deliciosos, alguns mais intensos, alguns mais suaves, sempre equilibrados! Uma experiência gastronômica deliciosa!

Equipe com boa comunicação, prestativa e atenciosa.

Ambiente moderno, elegante e aconchegante.

Tudo agradável do início ao fim! Recomendo demais!

Para quem tiver interesse: normalmente, é necessário reservar com pelo menos um mês de antecedência para a data desejada (como a maioria dos restaurantes aqui da Bélgica que são, no mínimo, bons), mas pode ter disponibilidade de última hora (na semana).

Para mais informações, clique aqui.


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Hoje estou aqui para contar sobre a nossa experiência em mais um restaurante aqui na Bélgica, mais especificamente, em Bruges.

O restaurante L.E.S.S. (Love, Eat, Share, Smile) apresenta uma culinária internacional e pode ter, ocasionalmente, influência da América Central e asiática, com o conceito de comida para compartilhar na maioria dos pratos que estão no cardápio. Atualmente, a cozinha do chef Ruige Vermeire e sua equipe carrega uma estrela Michelin.

Nossa experiência

Ao chegarmos, fomos gentilmente recebidos. Recolheram os nossos casacos assim que nos apresentaram os nossos lugares naquela noite (previamente escolhidos por nós), no balcão de frente para a cozinha, onde poderíamos observar tudo o que aconteceria ali.

Optamos pelo serviço à la carte com a ideia de compartilharmos.

Nós escolhemos e compartilhamos 4 entradas + pão + um prato principal com acompanhamentos + sobremesa.

Nas fotos, nomearei os pratos exatamente como estavam descritos no cardápio.

sesame prawn toast + bread (robata grilled homemade focaccia)
deconstructed sushi
miso glazed eggplant
hamachi, pickled daikon, ponzu butter sauce and fingerlime
prato principal: salmon ‘mowi’ soy glazed | acompanhamentos: crispy 1000 payers potato + jews ear mushrooms ‘szechuan style’
sobremesa: dark chocolate ganache, crispy bread, olive oil and maldon salt

Eu não bebo café nem qualquer outra bebida após as refeições, mas meu marido pediu café e alguns petit fours foram servidos para acompanhar.

Após finalizarmos cada prato, nos perguntavam como tinha sido aquela experiência. Um mundo diferente de sabores, onde todos os pratos estavam deliciosos, alguns mais intensos, alguns mais suaves, sempre equilibrados! O prato principal não tinha nada de excepcional, mas estava muito bom! Gostei bastante da apresentação de todos. Uma experiência gastronômica deliciosa!

Equipe com boa comunicação, prestativa e atenciosa.

Ambiente moderno, elegante e aconchegante.

Tudo agradável do início ao fim! Recomendo demais!

Para quem tiver interesse: normalmente, é necessário reservar com pelo menos um mês de antecedência para a data desejada (como a maioria dos restaurantes aqui da Bélgica que são, no mínimo, bons), mas pode ter disponibilidade de última hora (na semana).

Para mais informações, clique aqui.


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