A Bélgica está no Hemisfério Norte e tem as estações do ano opostas em relação ao Brasil.
As estações na Europa começarão e terminarão nas seguintes datas em 2018/2019:
Primavera: 20 de março – 21 de junho(em 2019)
Flores passam a colorir as cidades juntamente com o verde das folhas das árvores que estão espalhadas pela cidade. Gradativamente, a temperatura começa a aumentar, variando entre +7°C e +23°C, dependendo da região do país.
A claridade dos dias chega a permanecer por dezessete horas e o mês mais quente geralmente é julho. O clima permanece seco durante a estação e as temperaturas podem variar entre +17°C e +30°C.
A característica da estação está nas folhas das árvores que mudam de cor e colorem o chão das ruas ao caírem. A temperatura diminui pouco a pouco e geralmente varia entre +5°C e +15°C.
Inverno: 21 de dezembro – 20 de março(em 2018/2019)
A luz natural do dia permanece por apenas oito horas e as chuvas e o vento acompanham o frio. Os meses mais frios geralmente são janeiro e fevereiro com temperaturas que podem variar entre -5°C e +5°C, e raramente atingir -10°C.
Estatísticas demonstram que março costuma ser o mês mais chuvoso do ano.
As estações são bem definidas na Bélgica.
Eu nunca tinha visto o outono na vida… nem neve!
As estações intermediárias (primavera e outono) são as que eu mais gosto em razão das temperaturas serem mais agradáveis. Mas confesso que toda vez que vejo a neve fico fascinada, até porque não é tão comum assim na Bélgica.
Independente da época, a beleza da natureza está na singularidade de cada estação.
Em 6 de dezembro é comemorado o Sint-Nicolaasdag na Bélgica (em Flandres).
Sinterklaas (termo que surgiu a partir de Sint Nicolaas) é o protagonista da celebração.
O Sint-Nicolaasdag também é celebrado nos Países Baixos e em algumas antigas colônias holandesas no dia 5 de dezembro. Outros países europeus também celebram o dia de São Nicolau com menos relevância.
A interpretação da lenda folclórica varia de país para país.
Sinterklaas é inspirado no bispo Nicolau de Mira. Nasceu na Turquia durante o século III e morreu em 6 de dezembro de 342, e durante a vida tornou-se bispo de Mira – Itália. Costumava ajudar os necessitados e foi o primeiro (santo) a demonstrar preocupação com a educação das crianças. A ele foram atribuídos alguns milagres que contribuíram para a sua popularização na Europa e designação de protetor dos marinheiros e dos comerciantes e, principalmente, amigo das crianças.
O personagem de Sinterklaas é representado por um senhor com os pelos do rosto (barbas e sobrancelhas) brancos, assim como os cabelos. O vestuário é inspirado no traje de bispos: Sinterklaas veste uma espécie de batina um tanto simplificada na cor branca por baixo de uma capa em vermelho, além da mitra com as cores vermelho e dourado.
Reprodução: standaard.be
Originalmente, Sinterklaas tem ajudantes que são chamados de Zwarte Piet, porém, após 2016, a Bélgica debateu a proibição dos ajudantes com o argumento de que os rostos que remetiam os negros eram considerados racistas, enquanto os tradicionalistas justificavam que os ajudantes se pintavam com a intenção de demonstrar a fumaça das paredes das chaminés que escalavam para deixar os presentes para as crianças. Algumas instituições educacionais e estabelecimentos voltados para o público infantil assinaram um acordo contra a participação do Zwarte Piet nas comemorações e os ajudantes de Sinterklaas passaram a ser pintados/maquiados de outras formas ou sem nada no rosto; o acordo é que o rosto não esteja completamente pintado de preto. Entretanto, a escolha é livre e os tradicionais Zwarte Piet permanecem em algumas celebrações para auxiliar o Sinterklaas.
No período que antecede 6 de dezembro, a imagem de Sinterklaas é fabricada por todo tipo de doces e marcas de biscoitos, além de estar nas prateleiras de todas as lojas de chocolates.
No dia 6 de dezembro, quase que todas as crianças que vivem no país, belgas ou imigrantes, acordam com a expectativa de encontrar o presente deixado por Sinterklaas em casa.
É tradição no país que Sinterklaas receba e visite as crianças e as presenteie de alguma forma.
A celebração com mais entusiasmo da Bélgica está na cidade de Sint-Niklaas. Existe uma estátua do santo na frente do prédio da prefeitura.
Na televisão, Sinterklaas está em vários programas que vão ao ar durante a época.
Na Bélgica, o dia de Sinterklaas é mais aguardado e mais celebrado do que o Natal, especialmente pelas crianças. É no dia 6 de dezembro que as pessoas trocam presentes por aqui.
Apesar da expectativa para o dia de Sinterklaas, o Natal também é celebrado por aqui.
O Papai Noel que os brasileiros conhecem é inspirado em Sinterklaas, razão para as semelhanças que podemos observar. Histórias indicam que os moradores de Nova Iorque – que já foi uma colônia holandesa chamada New Amsterdam – criaram a figura do Santa Claus como uma reinvenção do Sinterklaas.
Na Bélgica/Flandres (em neerlandês), o Papai Noel se chama Kerstman.
Em novembro já começam as propagandas de lojas de decoração para que as pessoas possam enfeitar as residências. Entre a última semana de novembro e a primeira semana de dezembro são abertos os mercados de Natal em algumas cidades da Bélgica, os estabelecimentos e organizações/instituições se envolvem no clima natalino e também preparam a decoração.
Com datas comemorativas no início e no final de dezembro, o mês é especial. Luzes e decoração natalina por todos os lugares tornam o frio um pouco mais caloroso. E bonito!
No último 11 de novembro (dia do Armistício) a Bélgica foi um dos países que relembrou sobre o fim da Primeira Guerra Mundial, então elaborei textos que retratam um pouco dos acontecimentos que envolveram o país.
Sobre a papoula: é vista em todos os cantos da cidade de Ieper e simboliza solidariedade e respeito aos falecidos durante a Primeira Guerra Mundial. Em eventos dos países que homenageiam os soldados que participaram das guerras também é simbolizada.
Enquanto exercia sua função prestando os primeiros socorros em Essex Farm durante a segunda batalha de Ieper, o canadense, médico e poeta, John McCrae escreveu:
In Flanders fields
In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.
We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved, and were loved, and now we lie
In Flanders fields.
Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.
As papoulas prosperaram em locais onde o solo era irregular. Acredita-se que ventos levaram as sementes até os campos e lá elas germinaram, sendo o que coloria em meio às ruínas.
Monumentos em homenagem aos soldados foram construídos na região de Ieper – Flanders Fields – durante a década de 1920 (uma das regiões mais devastadas com a invasão dos alemães na Bélgica). Menenpoort é um dos memoriais CWGC (Commonwealth War Graves Commission) da Bélgica.
Na Bélgica, 11 de novembro – dia do Armistício – é feriado e dia de relembrar o fim da Primeira Guerra Mundial e honrar os soldados que lutaram durante o período. Eventos acontecem nas cidades do país.
A Bélgica e a Primeira Guerra Mundial (resumidamente)
Entre os anos de 1914 e 1918, a Bélgica foi cenário para alguns dos confrontos da Primeira Guerra Mundial.
Antes de 1914 já existiam conflitos entre os países da Europa.
O estopim que desencadeou a Primeira Guerra Mundial foi o assassinato do arquiduque Franz Ferdinand Karl Ludwig Joseph Maria, sucessor do trono do Império Austro-Húngaro.
Em 28 de junho de 1914, o sérvio Gavrilo Princip disparou o tiro que causou a morte do arquiduque na capital da Bósnia. Após, o Império Austro-Húngaro autorizou ataques contra os sérvios, além de extradição e de perseguição que acabaram resultando em um ultimato do Império Austro-Húngaro com condições e exigências à Sérvia, que não concordou com um dos requisitos do documento.
Em 28 de julho de 1914 o Império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia.
A Alemanha fazia parte da Tríplice Aliança com o Império Austro-Húngaro e Itália (Impérios Centrais).
A Sérvia tinha o apoio da Rússia, que rapidamente planejou e organizou as ações de defesa. França e o Reino Unido faziam parte da Tríplice Entente juntamente com a Rússia (Os Aliados), um acordo criado para equilibrar as forças com a primeira.
A Alemanha declarou guerra à Rússia e posteriormente também declarou guerra à França. Os alemães queriam chegar até a França, porém, existiam barreiras que os impediam.
Foi aí que as tropas alemãs invadiram a Bélgica através de Liège em 04 de agosto de 1914, ignorando a neutralidade do país e exigindo que o rei Albert I liberasse a passagem para que os soldados atravessassem o país e pudessem atacar a França, o que foi recusado, então as tropas alemãs avançaram, declarando guerra e destruindo o que atrapalhasse seu avanço.
O Reino Unido exigiu que os alemães recuassem em respeito à Convenção de 1839, que garantia a neutralidade da Bélgica, o que não aconteceu, então os britânicos e consequentemente as colônias que eram administradas por eles ingressaram na guerra para defender o país, pois era o que as nações que assinaram o tratado deveriam fazer em caso de invasão.
A primeira batalha em Ieper começou em 19 de outubro de 1914 e terminou em 22 de novembro de 1914. Após, sob o comando do rei Albert I, o exército belga ordenou a inundação da planície do Rio Ijzer através da abertura deliberada das comportas de Veurne-Ambacht, estratégia que impediu que as tropas alemãs avançassem por um período.
A primeira preocupação que surgiu antes mesmo de definirmos que mudaríamos para a Bélgica foi: “como levar a minha fiel e amada cãopanheira em segurança”. Jamais pensei em deixá-la.
Knokke-Heist | Bélgica
Na época, ela estava com 15 anos de idade. Teve complicações em relação à saúde cinco meses antes da viagem, quando foi diagnosticada com encefalite idiopática e tomou corticoides para a recuperação até um mês antes da viagem.
A Mel não veio comigo.
Eu precisei embarcar na data “X” e não tinha o tempo para que ela embarcasse junto. Cogitei a hipótese de voltar para buscá-la, mas aí pensei no quanto seria estressante para ela ter que permanecer em uma bolsa desconfortavelmente, isso se a permitissem na cabine, pois apesar de ela ter o peso permitido para viajar na cabine de qualquer companhia aérea europeia, ela não ficava de pé confortavelmente dentro da bolsa, e as companhias aéreas exigem isso. Pesquisei bastante e entrei em contato com pessoas que já tinham viajado com os cães em situações parecidas, mas ainda assim comecei a pensar em alternativas para transportá-la.
Até que em uma das conversas entre meu marido e colegas que já moravam na Bélgica, ele recebeu a recomendação de uma pessoa que trabalha com o transporte de animais de estimação de um país para outro. LIVREMENTE! Como se fosse um cão de assistência que pode embarcar solto na cabine.
Entrei em contato com o profissional e conversamos por alguns dias até eu aceitar que era o melhor para ela, e então contratá-lo, mesmo com as angústias de como seria não estar com ela em uma situação tão diferente de tudo o que ela já tinha vivido.
Ela chegou bem e um pouco assustada, o que eu já imaginava, afinal, a circulação de muitas pessoas nos aeroportos, sons, cheiros, enfim, tudo tão diferente e ainda sem alguém da família com ela, mas o importante é que a viagem foi como o esperado.
A pessoa que contratei trabalha com o transporte de cães e gatos há mais de vinte anos e atualmente usa as redes sociais pessoais (privadas) para divulgar os trabalhos aos contratantes, além de manter contato via WhatsApp e informar a situação do animal em tempo real através de imagens.
Sei que existem empresas que também se responsabilizam pelo transporte do animal, mas na carga de animais vivos e esta é uma hipótese que eu nunca cogitei.
Não existem voos que partem diretamente do Brasil para a Bélgica, portanto é necessário fazer uma escala já na Europa. A Mel fez escala na Espanha.
Aqui, a Mel vive bem e sinceramente acredito que o clima contribuiu demais para a saúde dela, especialmente para a respiração. Visita a médica veterinária regularmente e apesar de estar com a visão dos dois olhos comprometida em razão da idade, os resultados dos exames comprovam que ela é sadia além do que é esperado para a idade.
Na Bélgica (e na Europa) os cães são bem-vindos em muitos lugares e por isso ela sempre viaja conosco, se hospeda em hotéis, se for necessário também utiliza o transporte público com a gente e já foi até em restaurantes.
No bonde elétrico em Berlim
Praga – República Tcheca
Flims – Suíça
Abaixo, seguem as instruções para transportar o seu pet.
Para realizar viagens internacionais com animais domésticos é necessário solicitar a emissão do Certificado Veterinário Internacional (CVI – documento que comprova a boa condição sanitária do pet para ingressar em outro país) ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Os postos diplomáticos belgas no Brasil não são responsáveis para orientá-lo nessas questões.
Para transportar um animal de estimação para a Bélgica é necessário seguir rigorosamente as instruções das autoridades na seguinte ordem cronológica:
Primeiramente, procurar um médico veterinário de confiança.
Implantar um microchip (ISO 11784 e ISO 11785 – padrão internacional) de identificação no animal de estimação que será transportado. É seguro e não interfere no bem-estar e na saúde do pet.
Após, a vacina antirrábica deve ser aplicada por um médico veterinário regulamentado.
Independente de quando foi aplicada a vacina antirrábica pela última vez, é necessário aplicá-la após a implantação do microchip para que a informação seja atualizada.
É importante colar o selo com as informações da fabricação na carteira de vacinação do animal de estimação junto com a assinatura do médico veterinário responsável pela aplicação.
Vale ressaltar que a vacina antirrábica de campanha pública não é aceita.
30 dias após a aplicação da vacina antirrábica no animal, coletar o sangue para asorologia.
O animal não pode ter o sangue coletado antes de 30 dias.
Aqui começa a contagem regressiva de uma quarentena de 90 dias.
Encaminhar o material para um laboratório autorizado pela UE realizar o laudo.
Clique aqui para verificar quais são os laboratórios autorizados pela UE a realizar o laudo no Brasil.
O material deve ser analisado em até 3 dias depois da coleta. É importante que o médico veterinário entre em contato com o laboratório autorizado pela UE antes de encaminhar o material para obter corretamente as informações sobre os procedimentos que são necessários e os cuidados para não invalidar a amostra.
O nível dos anticorpos que neutralizam o vírus da raiva no organismo do animal de estimação deve ser igual ou superior a 0,5 Ul/ml. Se o exame indicar que a quantidade está inferior do que é exigido, será necessário repetir o processo.
O laudo da sorologia tem validade vitalícia desde a data da vacinação seja respeitada.
O médico veterinário precisa atestar a saúde do animal de estimação em documento.
O documento tem validade de 72 horas até a emissão do CZI, portanto, é importante solicitá-lo em até três dias antes do agendamento no Ministério (ou VIGIAGRO).
Apenas o documento original é aceito.
O site oficial do MAPA disponibiliza o modelo de documento a ser seguido.
O documento deve conter dados como nome, espécie, raça, sexo, cor, data de nascimento, idade, tipo de pelagem e o número de identificação do microchip do animal, e o que mais for solicitado, além da declaração do médico veterinário responsável que alegue que o animal foi examinado, com carimbo que contenha o registro no Conselho Federal de Medicina Veterinária + assinatura e data. O responsável pelo animal também deve ser identificado no documento.
Emissão do Certificado Veterinário Internacional – CVI
É necessário agendar (antecipadamente) entre 10 dias e 03 dias antes do embarque.
O animal de estimação não precisa ir junto.
Os locais que podem ser emitidos o CVI estão listados no site oficial do MAPA.
Para a emissão do CVI, levar os seguintes documentos: 1. comprovante de aplicação do microchip e os adesivos que contém o código; 2. carteira de vacinação que comprove que a vacina antirrábica está em dia; 3. laudo da sorologia com os anticorpos igual ou superior à 0,5 UI/ml; 4.duas cópias dos documentos citados anteriormente (itens 1, 2, 3); 5. certificado de saúde emitido pelo médico veterinário responsável; 6. requerimento para fiscalização de animais de companhia preenchido (clique aqui); 7. comprovante de embarque; 8. endereço de hospedagem/residência no país de destino.
O processo dura um pouco mais de quatro meses, portanto, é importante se programar.
E IMPORTANTE: verificar a disponibilidade na companhia aérea antecipadamente porque é limitado o número de animais domésticos por aeronave.
As informações estão sujeitas a alterações, portanto, atente-se ao site oficial do MAPA. Especialmente sobre os laboratórios que são autorizados para o exame no Brasil, pois infelizmente é comum que existam problemas com os mesmos e já aconteceu até mesmo de o país permanecer sem a licença e o material ter que ser encaminhado para outro país, tornando o processo um pouco mais burocrático.
E não se preocupe, o seu amor de quatro patas não precisará ficar para trás, basta seguir as instruções e optar por uma companhia aérea que respeite os animais que tudo correrá bem!
Caso você queira o contato da pessoa que transportou a minha Mel, fique à vontade para solicitar.
Originário da Bélgica, o Dinner in the sky está entre os restaurantes mais incomuns do mundo.
Instagram: @dinnerinthesky_official – Bruxelas
Em 2006, uma agência de comunicação especializada em gastronomia e uma empresa de instalações de parques de diversões uniram forças e realizaram um sonho: uma mesa de jantar nas alturas para um grupo de proprietários de restaurantes europeus batizado como Dinner in the sky.
O serviço oferece as refeições nas alturas para grupos de 22 pessoas através de um guindaste que levanta a plataforma em até quarenta e cinco metros de altura (a altura depende da condição climática do momento).
Com atenção aos detalhes, a empresa belga prioriza a segurança dos comensais para que se sintam confortáveis. Os assentos se movimentam para os lados e também é possível incliná-los. É obrigatória a utilização de um cinto de segurança com três pontas para quem embarcar na aventura.
O evento já aconteceu no céu de 45 países, incluindo o Brasil.
Minha experiência
Fui com meu marido e mais dois casais de amigos. Percebemos um pouco de desorganização em relação ao agendamento que no nosso caso foi realizado via internet. Gostaríamos de ir na plataforma do chef “X” por causa do seu trabalho com determinados tipos de alimentos e inicialmente tudo ocorreu como esperávamos, porém, tempo depois uma pessoa do nosso grupo foi informada que não seria possível porque não tinha mais disponibilidade e depois ainda fizeram mais duas alterações conosco.
Independente do ocorrido, acredito valer a pena principalmente por ser algo diferente.
O jantar aconteceu no dia 20/06/2018 na Basílica de Koekelberg, em Bruxelas.
O cardápio é criado pelo chef da plataforma e geralmente não é divulgado, mas é possível obter informações ao contatar a equipe, especialmente para casos de restrição alimentar ou para solicitar opções vegetarianas/veganas quando for o caso.
Para mim, mais de um prato foi aquém do esperado. É compreensível a dificuldade diante do fato de não ter uma cozinha na plataforma e do chef não ter o suporte da equipe do seu restaurante que é equipado e supre as necessidades, porém, não foi apenas para mim que o prato principal chegou com temperaturas inadequadas, indicando um pouco de despreparo.
Em cerca de uma hora e trinta minutos de jantar foram servidos cinco pratos e a sobremesa foi o que mais me agradou pelo sabor e por estar dentro do esperado, e coincidentemente foi o único prato que fotografei devido à beleza.
Esperávamos um pouco mais da comida.
O que compensou foi a experiência em si, por estarmos nas alturas e desfrutando da vista panorâmica da cidade.
Mas ainda assim queremos conhecer o trabalho que é oferecido pela chef em seu restaurante, que fica em Bruxelas. Ela é elogiada pelos críticos gastronômicos e acreditamos que a experiência será melhor em relação à comida.
Anualmente, no terceiro domingo de setembro acontece o dia “sem carros” na Bélgica.
Em 2017 e nesse ano participamos do evento em Gent.
Assim como nós, a maioria das pessoas que participam do evento se locomovem até o local de bicicleta, mas também tem aqueles que optam por utilizar skate, patinete ou patins.
O acesso para quem utiliza automóveis é ainda mais limitado no terceiro domingo de setembro.
Em Gent, um acesso para a E40 é fechado para que ocorra o evento, com apresentações musicais (dj/banda) e opções para comer, onde também tem cadeiras e mesas para fazer a refeição.
Seguindo até o Acht Mei Plein (parque), tem diferentes tipos de exposições e barracas que também oferecem refeições.
Para as crianças, a diversão está na elaboração dos transportes:
Contribuindo com o meio ambiente e com melhorias para a qualidade de vida das gerações a seguir, o objetivo da campanha é promover a mobilidade urbana de forma sustentável e reduzir as emissões de gases poluentes que tanto contribuem para as alterações climáticas que afetam o mundo. Com a apresentação de diferentes tipos de alternativas para locomoção, a campanha quer atingir mudanças no comportamento dos residentes em relação à escolha dos transportes.
painel
Desde 2002, a Semana Europeia de Mobilidade busca melhorar a saúde pública através da locomoção, onde as cidades apresentam aos moradores os benefícios das opções de locomoção que são mais sustentáveis e como é possível progredir ao optar por mobilidade urbana mais limpa na Europa, visando assim atingir os objetivos do ACORDO DE PARIS (aprovado por 195 países, que, resumidamente, é um tratado que regulamenta medidas de redução de gases de efeito estufa com o objetivo de fortalecer a capacidade dos países para lidar com os impactos decorrentes das mudanças climáticas no mundo).
Você mora na Bélgica e também já participou do evento? Compartilhe!
Afinal, as cidades organizam o evento de formas diferentes. Gent apresentou mudanças nos dois anos em que participamos, trazendo melhorias.
O dia a dia é um aprendizado em todos os sentidos para quem mora em outro país. Quanto mais nos envolvemos com a sociedade e a cultura de onde moramos, mais conhecemos sobre o país.
Morar na Bélgica despertou em mim o interesse por informações sobre o país, por isso, listei 30 curiosidades (interessantes / estranhas).
A Bélgica tornou-se independente em 1830. Antes, era parte dos Países Baixos e parte da França.
Bruxelas é a capital da União Europeia.
O país possui três idiomas oficiais: neerlandês, francês e alemão.
Permaneceu 541 dias sem governo (após as regiões Flandres e Valônia não chegarem a um acordo sobre questões políticas que resultou em uma coalização governamental entre 2010 e 2011).
É possível cruzar o país de ponta a ponta em apenas três horas de carro.
Estima-se que existem mais de mil e quinhentas cervejas que são fabricadas na Bélgica. A Stella Artois provavelmente é a cerveja belga mais conhecida pelos brasileiros.
Cada marca de cerveja belga produz seu copo para que a bebida seja servida.
A Bélgica também é conhecida mundialmente pela fabricação de chocolates. Algumas marcas de chocolates belgas conhecidas mundialmente são: godiva, neuhaus, guylian e leonidas.
Uma invenção que é adorada por muitos também é belga: batatas fritas. Outros países como Espanha e França lutam pelo título, porém, o registro mais antigo é belga, de 1681.
O waffle também é uma criação belga.
Em 2009, a cidade de Gante criou a campanha “quinta-feira vegetariana” para incentivar as pessoas a não comerem os animais em um dia da semana. Além de restaurantes, escolas também adotaram a campanha.
A couve-flor de Bruxelas é originária da Bélgica, mas não existem dados que oficializem que o produto é de Bruxelas.
Na Bélgica existe a “lei da maionese”: um decreto real de 1955 determina as composições da maionese produzida no país.
É o país com o maior número de castelos por metro quadrado no mundo.
O cartunista belga Georges Prosper Remi é o criador do pergonagem Tin Tin e dos quadrinhos “As aventuras de Tin-Tin”. Os belgas também são criadores de “Os smurfs”, “Asterix e Obelix”, “Spirou e Fantasio”, “Os snorks”, entre outros. Bruxelas abriga um museu sobre “As aventuras de Tin-Tin”, o Musée Hergé.
O livro “O manifesto comunista”, de Karl Marx e Friedrich Engels, foi escrito em Bruxelas em um refúgio para europeus no exílio, entre 1845 e 1847. O restaurante Le Cygne na Grand-Place é um dos locais onde o livro foi escrito.
O saxofone foi inventado por um belga, Adolphe Sax – nascido em Dinant, no início da década de 1940.
Na Bélgica é pago uma das taxas de impostos mais altas do mundo, 40% do ganho bruto. A tributação representa 45% do PIB do país.
Com o objetivo de melhorar o atendimento à população, o departamento de polícia da região de Oost-Vlaanderen encaminha correspondências aleatoriamente para os residentes para que eles respondam anonimamente um questionário avaliando o serviço prestado.
Os belgas propuseram o nome da moeda “euro” e o símbolo (€).
É um dos países que mais concedem cidadanias per capita no mundo.
A educação é obrigatória até dezoito anos de idade.
A linha de tram (bonde elétrico) mais longa do mundo está na Bélgica, entre De Panne e Knokke-Heist, costa litorânea do país.
Tomorrowland, um dos principais festivais de música eletrônica do mundo, acontece na cidade de Boom.
O Índice de Massa Corporal também foi inventado por um belga, Adolphe Quetelet.
Antuérpia é conhecida como a capital mundial dos diamantes.
O circuito Spa-Francorchamps é o maior ainda em uso pela Fórmula-1.
O primeiro resort de saúde e bem-estar do mundo foi construído e inaugurado em Spa, por isso o nome se tornou sinônimo de locais especializados em saúde e bem-estar em todo o mundo.
Bicicletas: segundo uma pesquisa realizada em 2017, 70% dos belgas tem uma bicicleta. 82% da população que vive na região de Flandres tem uma bicicleta e utilizam como meio de transporte para atividades do dia a dia ou ciclismo. 52% da população que vive na região de Valônia tem uma bicicleta e utilizam, principalmente, para o lazer. Em Bruxelas, 50% da população tem uma bicicleta.
O vaso sanitário dos imóveis da Bélgica (e nos demais países europeus também) geralmente está instalado em um cômodo separadamente do local para banho.
Extra: A marca Kipling foi criada em 1987, em Antuérpia.
Conhecem mais curiosidades sobre a Bélgica? Comentem!
Assim como o Big Ben é para Londres e a Estátua da Liberdade é para Nova York, o Atomium está para Bruxelas.
Construído em 1958 e com 102 metros de altura, o Atomium representa um cristal elementar de ferro ampliado 165.000.000 vezes. São 9 esferas de 18 metros de diâmetro que representam os átomos e que se conectam por tubos.
Incomum, o Atomium foi planejado pelo engenheiro belga André Waterkeyn com colaboração de André Polak e Jean Polak para ficar em exposição por seis meses que foram prorrogados devido à sua popularidade, o que contribuiu para que o monumento se tornasse um ícone. O Atomium foi o principal pavilhão do evento de exposições tecnológicas conhecido como “Expo 58” (ou Feira Mundial de Bruxelas de 1958), simbolizando o desejo de manter a paz entre as nações, a fé no progresso tanto técnica quanto científica e uma visão otimista para o futuro da humanidade.
Foi restaurado de 2004 a 2007 e o alumínio foi substituído por aço inoxidável brilhante.
Das nove esferas, cinco podem ser visitadas através de escadas rolantes e elevadores que conectam os tubos às esferas. No interior das esferas: uma exposição permanente sobre a Feira Mundial de 1958 e a história do Atomium; exposições temporárias; um restaurante e a vista panorâmica da cidade a partir da esfera superior. Encerrando a atração, um shopping com itens especiais sobre o Atomium.
Mini-EUROPA
Endereço: Square de l’Atomium – 1020 Bruxelas
Horários
Diariamente das 10:00 às 18:00. A bilheteria fecha às 17:30, sendo o último horário para a entrada.
24/12 e 31/12: das 10:00 às 16:00. A bilheteria fecha às 15:15, sendo o último horário para a entrada.
25/12 e 01/01: das 12:00 às 18:00. A bilheteria fecha às 17:30, sendo o último horário para a entrada.
Preços
Adultos (18 – 65): € 15 | Idosos (à partir de 65 anos): € 13 | Adolescentes (115 cm – 17 anos): € 8 | Pessoas com deficiência: € 8 | Crianças (até 115 cm) e pessoas com mobilidade reduzida: livre
Contrastando com a tranquilidade dos passeios pelos centros históricos das cidades, a Bélgica também pode ser um destino para quem gosta de agitação, já que são muitos os festivais com edições anuais que acontecem, especialmente, no verão (junho – setembro). Sem falar nos eventos regionais que são menos populares.
São mais de 300 festivais que acontecem anualmente no país, e abaixo eu listei alguns dos principais que acontecem no verão:
Tomorrowland
É o festival mais conhecido do país e acontece em Boom. Com a primeira edição 2005, atualmente é considerado o maior festival de música eletrônica do mundo, com tickets geralmente esgotados em menos de uma hora após disponibilizados para compra. Desde 2017, foi autorizado o projeto para que o festival aconteça em 2 finais de semana de julho (já tinha acontecido em 2014 em celebração de dez anos de festival). É possível acampar no local.
Em 2019, o festival ganhará uma edição especial de inverno em março que acontecerá na França – Alpe d’Huez. Para mais informações, clique aqui.
Rock Werchter
O foco do festival é o rock, mas atualmente também inclui pop (e outros). Além das renomadas atrações internacionais também é possível prestigiar os artistas do país que sempre ganham espaço. Acontece em quatro dias desde 2003 e está entre os melhores festivais da Bélgica.
Entre 1975 e 1999, o festival acontecia em duas cidades, Torhout e Werchter, nomeado de “Torhout-Werchter”. A partir de 1999, tornou-se Rock Werchter e passou a acontecer apenas em Werchter.
Do Rock Werchter também surgiram o WT Classic e o Werchter Boutique que acontecem uma semana após o evento principal.