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Onde comer em Brugge (Bruges) | recomendações e dicas

Sou o tipo de pessoa que adora pesquisar sobre lugares para comer. Quando viajo, é uma das coisas que faço antes mesmo de chegar no destino, planejo as possibilidades com meu marido e agendamos/reservamos quando necessário, afinal, comer é uma das coisas que gostamos de fazer em viagens.

Onde moro não é diferente.

Em Brugge (em português: Bruges) estão instalados restaurantes, cafés e pubs que podem agradar diferentes perfis e proporcionar diferentes experiências para quem visita a cidade, porém, por ser extremamente-excessivamente turística, alguns restaurantes, seja o alimento, seja o atendimento, ou qualquer outra coisa, podem deixar a desejar. Então, recomendarei alguns dos restaurantes que me agradam na cidade mais visitada da Bélgica.

Dica nº1: Evite os restaurantes que ficam na Grote Markt porque são quase que exclusivamente turísticos. No geral, não se preocupam com a qualidade do que é oferecido, afinal, o cliente frequentará uma vez e dificilmente voltará porque está na cidade justamente à turismo. Eu não estou querendo dizer que todos os restaurantes dali são ruins (até porque eu só fui em 1 ou 2 deles), porém, eu não recomendo.

     That’s Toast

É um restaurante que oferece opções que são tradicionais para o café da manhã / brunch durante o dia inteiro. A refeição vale a pena em qualquer horário do dia.

Costuma ser bem cheio, mas o tempo de espera na fila é recompensado.

Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Dweersstraat 4

     De Republiek

Um dos restaurantes mais aconchegantes que já estive na cidade. Vários drinks, opções para café da manhã, petiscos, sanduíches, pratos para almoço e sobremesas. Importante se atentar para o que é oferecido no horário que pretende ir ao restaurante. O cardápio do almoço é alterado com frequência.

Terraço agradável para os dias de verão e para beber.

Reservar antecipadamente.

Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Sint-Jakobsstraat 36

     Little Siam

O melhor restaurante de comida tailandesa de Brugge fica relativamente perto do centro da cidade, mas escondido. É necessário fazer reserva para experimentar a comida super saborosa do local.

Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Sint-Salvatorskoorstraat 3

     Otomat

Pizzas saborosas, a massa perfeita – fina e crocante – contribui por torná-las mais agradáveis de comer. Preço justo. Ambiente agradável. Opções veganas. O restaurante oferece ótimas cervejas belgas e indica qual harmoniza melhor com a pizza da sua escolha.

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Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Simon Stevinplein 12

     The Old Chocolate House

Um estabelecimento que oferece chocolate em barras, pralines, trufas, gotas de chocolate, entre outros tipos de produtos feitos artesanalmente com chocolate.

Assim como a maioria das lojas de chocolates de Bruges, The Old Chocolate House é de produtores locais.

Dentro do estabelecimento existe uma área (tearoom) onde é possível desfrutar de doces como waffle, bolos, cheesecake, brownie, sorvete, marshmallows, bolinho de chuva e bebidas quentes. Ótima opção para o café da tarde ou depois do almoço para desfrutar uma sobremesa, e melhor ainda se o dia estiver frio.

Para mais informações, clique aqui.

Endereço: Mariastraat 1C

Em breve, mais recomendações e dicas de restaurantes em Brugge.


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Blogmas | dia 22 | Decoração de Natal nas cidades de Flandres – Bélgica 2020

Sem os mercados de Natal em 2020… um dezembro completamente diferente das lembranças que tenho dos quatro anos anteriores. Ainda assim, foi possível encontrar a magia do Natal através das decorações que enfeitavam as ruas.

Hoje vou compartilhar um pouco da decoração das cidades de Leuven, Brugge, Gent, Antwerpen, e a cidade que moro: Aalter.

  • Leuven

Eu acho que o prédio da prefeitura é um dos edifícios mais bonitos do país, e com as luzes de Natal ficou ainda mais lindo.

Eu nunca estive na cidade quando os mercados de Natal estão lá, então não sei como é a atmosfera em Leuven durante o mês de dezembro (sem pandemia), mas a decoração de 2020 me conquistou e acho que é uma das cidades que mais estão enfeitadas esse ano. Fui surpreendida positivamente, e mesmo sem ter o que fazer lá no momento que estamos vivendo, acho que valeu!

  • Brugge

A cidade mais fotogênica do país fica ainda mais linda com a decoração de Natal.

  • Gent

Fiquei um pouco decepcionada com a decoração. Não foi pensado em nada além do que sempre já é feito, aliás, independente dos chalés que contribuem bastante como um todo, tinha menos decoração do que o normal.

  • Antwerpen

Os responsáveis também não planejaram nada além do que sempre já é feito, mas normalmente o centro já é bem decorado para o período. Até a roda gigante foi mantida para contribuir com o clima.

  • Aalter

Aalter é a cidade onde eu moro desde maio. É uma cidade bem pequenininha, cerca de 20.000 moram aqui. Aalter fica exatamente entre Brugge e Gent e por ser pequena não tem nada de especial em relação à decoração, mas as ruas do centro são enfeitadas.

Eu achei que o coreto ficou lindo com as luzes de Natal!

Amanhã vou publicar sobre três cidades que visitamos na costa da Bélgica. Até lá!


Artigo relacionado:

Mercados de Natal nas cidades de Flanders + Bruxelas

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Blogmas | dia 15 | Mercados de Natal: Bruges (Brugge)

Os mercados de Natal da Europa parecem cenários de contos de fadas que acompanhamos em filmes. Alguns são mais populares e mais estruturados que outros, mas todos são charmosos. É mágico!

Hoje vamos para Bruges (em neerlandês: Brugge), na Bélgica. Lembrando que todas as informações que constam no artigo são referentes à 2019, pois todos os mercados de Natal da Bélgica foram cancelados em 2020.

A cidade em si já é um encanto à parte. Com a decoração natalina e luzes por todos os lugares fica ainda mais charmosa.

Três locais abrigam as atrações do mercado de Natal: as praças Grote Markt e Simon Stevinplein – menos de cinco minutos caminhando distanciam as praças, e a região do Minnewaterpark.

Na Grote Markt ficam as barracas com comidas (salgada e doce) com instalações de mesas e de cadeiras para quem quiser degustar no local, barracas de vestuário (gorros, luvas, meias, cachecóis e trajes natalinos), opções de lembranças para presentear, produtos artesanais, itens natalinos, brinquedos, entre outras.

Na Simon Stevinplein também estão as barracas tradicionais e de bugigangas, espaço com fliperama e outros tipos de jogos que atraem as famílias, algumas atrações infantis (carrinho de bate-bate e carrossel, além de brincadeiras tradicionais que dão prêmios), e o bar de inverno.

Em 2019, diferente dos três anos anteriores, a pista de gelo foi instalada perto do Minnewaterpark, também com opções de comida e de bebida para degustar no local.

As barracas de comida melhoram um pouco a cada ano. Quem é vegetariano/vegano pode se frustrar com as opções que são oferecidas.

Diferente da maioria das cidades de Flanders, não é instalada uma roda gigante para apreciar Bruges do alto, mas não faz diferença, já que o que eu mais gosto de fazer em Bruges durante a época é caminhar pelas ruas para apreciar a decoração natalina e luzes que tanto aquecem meu coração.

Para interagir com dicas, perguntas ou sugestões, deixe mensagem nos comentários.

Obrigada por estar aqui e até amanhã!

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Réveillon na Europa: minhas experiências

No Brasil, costumava passar as festas de Réveillon na praia, pois meus avós moravam lá, então costumava ir para Iguape ou Ilha Comprida logo após o período de Natal. Depois que conheci meu marido, continuamos indo para a praia na maioria dos anos para passar o Réveillon.

Aqui, acredito que não seria tão divertido virar o ano na praia… ehehe.

Hoje vim contar um pouco das minhas experiências aqui na Europa (apenas sobre a noite do dia 31, sem levar em consideração os lugares em si):

2016-2017: Colônia – Alemanha

Na noite do réveillon permanecemos um pouco na praça Roncalliplatz, onde aconteceram apresentações musicais em estilo alemão. Refletores com a frase “feliz ano novo” em vários idiomas foram instalados e giz para que as pessoas escrevessem mensagens, pedidos, agradecimentos, ou o que desejassem, foram disponibilizados (para escrever no chão da área que foi estipulada para isso). Próximo das 23:00, fomos até a margem do Rio Rhein e lá permanecemos até a chegada de 2017.

Não teve nada de especial, apenas pessoas comuns soltando fogos de artifício aleatoriamente… o que eu achei bem perigoso, por sinal. Na Alemanha é proibido vender fogos de artifício durante o resto do ano, então o pessoal aproveita a época que é permitido vender para comprar de todo tipo e soltá-los.

2017-2018: Londres – Inglaterra

Na noite do réveillon escolhemos a região perto da Elizabeth Tower que fica oposto à London Eye para assistirmos tudo. A área é fechada, chegamos em um dos portões de acesso por volta das 22:00 e a fila já estava absurdamente enorme. Banheiros disponíveis e barraca com comida e bebida na área. DJ animando com as músicas mais tocadas naquele ano. Nós conseguimos comprar os tickets apenas no segundo lote porque acaba super rápido. A área que escolhemos foi a azul.

Achei um pouco tumultuado para acessar o local, entretanto, compreensível levando em consideração o tanto de gente que se programa para passar o Réveillon ali e a fiscalização que é necessária para priorizar a segurança de todos.

Sem dúvidas, foi o evento com fogos de artifício mais bonito que já vi até hoje. Para quem quiser ver como foi: clique aqui.

2018-2019: Rothenburg ob der Tauber – Alemanha

Na noite do réveillon decidimos jantar no restaurante que escolhemos, caminhar um pouco pelas ruas do centro e permanecer o resto da noite onde estávamos hospedados, onde bebemos e assistimos pela televisão como eram as festas pelo mundo.

Foi tranquilo e era exatamente o que queríamos.

2019-2020: Bruges – Bélgica

Na noite do réveillon não sabíamos ainda o que faríamos ao certo, mas tínhamos planos de ir para Bruges se estivéssemos animados porque vimos a notícia de que aconteceria algo novo: drones substituiriam os fogos de artifício na praça ‘t Zand. Fizemos a ceia em casa e decidimos ir até lá.

Teve show e era possível acompanhar as músicas através do jornal que foi distribuído. Moro na Bélgica há quase quatro anos e sei como os belgas se divertem, então, achei que as pessoas estavam bem animadas. A maioria das músicas eram belgas (em neerlandês), aquelas que tocam em todos os eventos do país. Eu nem sei quem são os cantores ou de que época são, mas sei identificá-las e até mesmo cantar (errado, obviamente). Banheiros disponíveis e barracas com comida e bebida na área.

Ah, sobre a apresentação dos drones… não deu muito certo quanto a organização esperava! Uma pena, ehehe.

Na Europa é inverno, completamente diferente do que estava acostumada… nada de tradições como vestir roupa branca ou pular as ondas do mar (pelo menos não para mim). Mas é possível se divertir também!

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Introdução à Bruges

Este texto será a base para outras publicações relacionadas à Bruges (em neerlandês: Brugge / em francês: Bruges) e traz um pouco dos pontos mais importantes da história da cidade.

Capital da província de Flandres Ocidental, Bruges é uma cidade tipicamente medieval que parece que foi construída de acordo com os contos de fadas. O centro histórico é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2000 e é a identidade da cidade.

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Atualmente, cerca de 120.000 pessoas habitam Bruges. Estima-se que entre 5% e 6% da população é estrangeira.

O centro histórico de Bruges é bem preservado e a arquitetura dos edifícios demonstra as fases do desenvolvimento nos campos comercial e cultural da cidade.

A informação mais antiga já encontrada sobre a cidade é do século I, com os nomes Bruggia en Bruccia citados em moedas. Existem histórias que são consideradas sobre a origem do nome Bruges, entretanto, sem concordância, já que a veracidade nunca foi constatada, gerando divergências.

Historiadores indicam que Bruges é habitada desde o século II.

Um canal chamado Het Zwin foi formado depois das tempestades de 1134, estabelecendo a conexão entre Bruges e o mar. Com tal acesso, Bruges foi ganhando destaque e aos poucos se tornou um centro de comércio internacional importante, sendo considerada a capital econômica do noroeste da Europa no século XIII, e a produção de lã também contribuiu para o título.

Com o enriquecimento de Bruges, cresceu consideravelmente o número de habitantes entre os séculos XIV e XV, época em que os artistas do país foram atraídos até o local e lá permaneceram, auxiliando para a elaboração dos edifícios da cidade. Entretanto, o crescimento da cidade foi interrompido porque o canal Het Zwin estagnou, contribuindo para o crescimento de Antuérpia.

No final do século XVI, Bruges foi ocupada e capturada por espanhóis, assim como em outras regiões de Flandres. Foi um dos piores períodos em relação à economia. Com os conflitos envolvendo questões religiosas por causa de intolerância, parte da população deixou a região.

No século XVIII, no período dos Países Baixos austríacos, mudanças na estrutura da cidade aconteceram com o objetivo de conquistar melhorias.

Com a independência da Bélgica (1830), Bruges se tornou a capital da província de Flandres Ocidental e o número de habitantes voltou a crescer. Aos poucos, a cidade foi renovada. Reparos nas fachadas de imóveis particulares foram realizados para embelezar o local e incentivar o estilo “neo-Bruges”. Os arquitetos Louis Delacenserie e Karel De Wulf foram os responsáveis pela reconstrução e restauração da cidade.

O centro histórico da cidade começou a ganhar destaque, especialmente após o escritor belga Georges Rodenbach publicar a obra “Bruges-la-morte” (1892), retratando poeticamente a decadência da cidade, o que despertou curiosidade nas pessoas em conhecê-la. Na época da publicação, o que foi expressado no livro já não era mais a realidade de Bruges.

No contexto do desenvolvimento da rede ferroviária do país, a Estatção Central construída em 1838 foi atualizada. O atual porto marítimo de Bruges – Zeebrugge – foi construído entre 1896 e 1907.

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Reprodução: @visitbruges (instagram)

No início do século XX, a exposição das obras dos Primitivos Flamengos contribuiu tanto para o desenvolvimento cultural e quanto para o desenvolvimento turístico da cidade. O trabalho dos artistas permanece na cidade até hoje. As duas guerras mundiais pouparam um pouco a cidade e não causaram as destruições que tanto afetaram as cidades da Bélgica.

brugge - stadhuis
prefeitura / stadhuis

Na Grote Markt, o Belfort e os edifícios em tons quentes se destacam, mas lá também está o Provinciaal Hof em estilo neo-gótico, construído entre 1887 e 1921, utilizado para ocasiões especiais que envolvem a região, mas que já foi utilizado como a sede do governo da província de West-Vlaanderen. Também são destaques na cidade o Begijnhof, fundado em 1245, a praça De Burg que abriga o edifício da prefeitura e a Basílica do Sangue Sagrado, e a Igreja de Nossa Senhora, além do Minnewaterpark.

brugge - begijnhof
Begijnhof

No que se refere ao turismo, Bruges é a cidade mais visitada da Bélgica, diferentemente das estatísticas de outros países europeus que geralmente indicam que as capitais estão no topo. O número de visitantes que circulam no centro histórico de Bruges cresce inacreditavelmente a cada ano. De acordo com o escritório de informações turísticas da cidade, em 2018, cerca de 8.300.000 visitantes foram contabilizados, 10% a mais do que no ano anterior.

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Como os canais estão por toda a cidade, o passeio de barco está entre as principais atrações turísticas de Bruges. É suuuper turístico, mas vale a pena para quem não quiser ou não puder visitar a cidade mais fotogênica do país caminhando.

A cidade é repleta de turistas entre 10:00 e 18:00. A maioria das pessoas costuma ir até Bruges para passar o dia, o que faz com que a noite se torne mais tranquila.

É comum a exploração de animais em nome do turismo em Bruges, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel. Todo ano tem proibição por maus-tratos identificados, mas a prática ainda é permitida no país.

Em Bruges também acontecem festivais culturais anuais que se destacam, além do mercado de Natal.

As ruas tranquilas, os lagos, os canais, a arquitetura, enfim, tudo em Bruges contribui para que seja a cidade seja apaixonante, o que a torna tão turística. Difícil imaginá-la diferente, como o que aconteceu nos períodos de crise.

Em breve, publicarei mais informações sobre lugares interessantes para conhecer em Bruges, especialmente sobre o turismo, mas também sobre culinária, artes, esportes, curiosidades, entre outros temas. Acompanhe!

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