A Bélgica está no Hemisfério Norte e tem as estações do ano opostas em relação ao Brasil.
As estações na Europa começarão e terminarão nas seguintes datas em 2018/2019:
Primavera: 20 de março – 21 de junho(em 2019)
Flores passam a colorir as cidades juntamente com o verde das folhas das árvores que estão espalhadas pela cidade. Gradativamente, a temperatura começa a aumentar, variando entre +7°C e +23°C, dependendo da região do país.
A claridade dos dias chega a permanecer por dezessete horas e o mês mais quente geralmente é julho. O clima permanece seco durante a estação e as temperaturas podem variar entre +17°C e +30°C.
A característica da estação está nas folhas das árvores que mudam de cor e colorem o chão das ruas ao caírem. A temperatura diminui pouco a pouco e geralmente varia entre +5°C e +15°C.
Inverno: 21 de dezembro – 20 de março(em 2018/2019)
A luz natural do dia permanece por apenas oito horas e as chuvas e o vento acompanham o frio. Os meses mais frios geralmente são janeiro e fevereiro com temperaturas que podem variar entre -5°C e +5°C, e raramente atingir -10°C.
Estatísticas demonstram que março costuma ser o mês mais chuvoso do ano.
As estações são bem definidas na Bélgica.
Eu nunca tinha visto o outono na vida… nem neve!
As estações intermediárias (primavera e outono) são as que eu mais gosto em razão das temperaturas serem mais agradáveis. Mas confesso que toda vez que vejo a neve fico fascinada, até porque não é tão comum assim na Bélgica.
Independente da época, a beleza da natureza está na singularidade de cada estação.
É assim que viajamos por aqui: de carro. Então decidi compartilhar um pouco sobre a experiência aqui no blog.
As primeiras viagens que fizemos por aqui antes da Mel chegar sempre foram de carro. Até então, não tínhamos viajado por mais de três horas porque nos limitamos a conhecer lugares bem específicos. A Mel tem mais de dezesseis anos e não tem o tamanho para viajar confortavelmente nas bolsas para embarcar em cabine de avião ou em cabine de trem comigo, então para evitar algum tipo de transtorno, foi definido que viajaríamos sempre de carro.
Atualmente, acredito que seja a maneira que mais permite que as pessoas desfrutem dos lugares aqui na Europa. Independente do meio de locomoção utilizado, quase sempre é possível chegar nos locais que você quiser, entretanto, os lugares mais incríveis do continente europeu estão onde o carro pode chegar com mais facilidade.
Gosto de conhecer as capitais e os lugares mais visitados de cada país, mas eu gosto ainda mais dos locais menos conhecidos e menos disputados por turistas, onde eu consigo apreciar os detalhes dos locais com mais tranquilidade.
Em um pouco mais de dois anos por aqui, conhecemos lugares que jamais conheceríamos se não viajássemos de carro, entre vilarejos, montanhas e praias, lugares que não estão nos roteiros turísticos tradicionais.
Quando você é o guia da viagem e está de carro, pode viajar da forma e no tempo que quiser, o que permite mais liberdade para se programar. Você pode parar em qualquer lugar ao longo do trajeto e mudar os planos sem preocupação.
A primeira preocupação que surgiu antes mesmo de definirmos que mudaríamos para a Bélgica foi: “como levar a minha fiel e amada cãopanheira em segurança”. Jamais pensei em deixá-la.
Knokke-Heist | Bélgica
Na época, ela estava com 15 anos de idade. Teve complicações em relação à saúde cinco meses antes da viagem, quando foi diagnosticada com encefalite idiopática e tomou corticoides para a recuperação até um mês antes da viagem.
A Mel não veio comigo.
Eu precisei embarcar na data “X” e não tinha o tempo para que ela embarcasse junto. Cogitei a hipótese de voltar para buscá-la, mas aí pensei no quanto seria estressante para ela ter que permanecer em uma bolsa desconfortavelmente, isso se a permitissem na cabine, pois apesar de ela ter o peso permitido para viajar na cabine de qualquer companhia aérea europeia, ela não ficava de pé confortavelmente dentro da bolsa, e as companhias aéreas exigem isso. Pesquisei bastante e entrei em contato com pessoas que já tinham viajado com os cães em situações parecidas, mas ainda assim comecei a pensar em alternativas para transportá-la.
Até que em uma das conversas entre meu marido e colegas que já moravam na Bélgica, ele recebeu a recomendação de uma pessoa que trabalha com o transporte de animais de estimação de um país para outro. LIVREMENTE! Como se fosse um cão de assistência que pode embarcar solto na cabine.
Entrei em contato com o profissional e conversamos por alguns dias até eu aceitar que era o melhor para ela, e então contratá-lo, mesmo com as angústias de como seria não estar com ela em uma situação tão diferente de tudo o que ela já tinha vivido.
Ela chegou bem e um pouco assustada, o que eu já imaginava, afinal, a circulação de muitas pessoas nos aeroportos, sons, cheiros, enfim, tudo tão diferente e ainda sem alguém da família com ela, mas o importante é que a viagem foi como o esperado.
A pessoa que contratei trabalha com o transporte de cães e gatos há mais de vinte anos e atualmente usa as redes sociais pessoais (privadas) para divulgar os trabalhos aos contratantes, além de manter contato via WhatsApp e informar a situação do animal em tempo real através de imagens.
Sei que existem empresas que também se responsabilizam pelo transporte do animal, mas na carga de animais vivos e esta é uma hipótese que eu nunca cogitei.
Não existem voos que partem diretamente do Brasil para a Bélgica, portanto é necessário fazer uma escala já na Europa. A Mel fez escala na Espanha.
Aqui, a Mel vive bem e sinceramente acredito que o clima contribuiu demais para a saúde dela, especialmente para a respiração. Visita a médica veterinária regularmente e apesar de estar com a visão dos dois olhos comprometida em razão da idade, os resultados dos exames comprovam que ela é sadia além do que é esperado para a idade.
Na Bélgica (e na Europa) os cães são bem-vindos em muitos lugares e por isso ela sempre viaja conosco, se hospeda em hotéis, se for necessário também utiliza o transporte público com a gente e já foi até em restaurantes.
No bonde elétrico em Berlim
Praga – República Tcheca
Flims – Suíça
Abaixo, seguem as instruções para transportar o seu pet.
Para realizar viagens internacionais com animais domésticos é necessário solicitar a emissão do Certificado Veterinário Internacional (CVI – documento que comprova a boa condição sanitária do pet para ingressar em outro país) ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Os postos diplomáticos belgas no Brasil não são responsáveis para orientá-lo nessas questões.
Para transportar um animal de estimação para a Bélgica é necessário seguir rigorosamente as instruções das autoridades na seguinte ordem cronológica:
Primeiramente, procurar um médico veterinário de confiança.
Implantar um microchip (ISO 11784 e ISO 11785 – padrão internacional) de identificação no animal de estimação que será transportado. É seguro e não interfere no bem-estar e na saúde do pet.
Após, a vacina antirrábica deve ser aplicada por um médico veterinário regulamentado.
Independente de quando foi aplicada a vacina antirrábica pela última vez, é necessário aplicá-la após a implantação do microchip para que a informação seja atualizada.
É importante colar o selo com as informações da fabricação na carteira de vacinação do animal de estimação junto com a assinatura do médico veterinário responsável pela aplicação.
Vale ressaltar que a vacina antirrábica de campanha pública não é aceita.
30 dias após a aplicação da vacina antirrábica no animal, coletar o sangue para asorologia.
O animal não pode ter o sangue coletado antes de 30 dias.
Aqui começa a contagem regressiva de uma quarentena de 90 dias.
Encaminhar o material para um laboratório autorizado pela UE realizar o laudo.
Clique aqui para verificar quais são os laboratórios autorizados pela UE a realizar o laudo no Brasil.
O material deve ser analisado em até 3 dias depois da coleta. É importante que o médico veterinário entre em contato com o laboratório autorizado pela UE antes de encaminhar o material para obter corretamente as informações sobre os procedimentos que são necessários e os cuidados para não invalidar a amostra.
O nível dos anticorpos que neutralizam o vírus da raiva no organismo do animal de estimação deve ser igual ou superior a 0,5 Ul/ml. Se o exame indicar que a quantidade está inferior do que é exigido, será necessário repetir o processo.
O laudo da sorologia tem validade vitalícia desde a data da vacinação seja respeitada.
O médico veterinário precisa atestar a saúde do animal de estimação em documento.
O documento tem validade de 72 horas até a emissão do CZI, portanto, é importante solicitá-lo em até três dias antes do agendamento no Ministério (ou VIGIAGRO).
Apenas o documento original é aceito.
O site oficial do MAPA disponibiliza o modelo de documento a ser seguido.
O documento deve conter dados como nome, espécie, raça, sexo, cor, data de nascimento, idade, tipo de pelagem e o número de identificação do microchip do animal, e o que mais for solicitado, além da declaração do médico veterinário responsável que alegue que o animal foi examinado, com carimbo que contenha o registro no Conselho Federal de Medicina Veterinária + assinatura e data. O responsável pelo animal também deve ser identificado no documento.
Emissão do Certificado Veterinário Internacional – CVI
É necessário agendar (antecipadamente) entre 10 dias e 03 dias antes do embarque.
O animal de estimação não precisa ir junto.
Os locais que podem ser emitidos o CVI estão listados no site oficial do MAPA.
Para a emissão do CVI, levar os seguintes documentos: 1. comprovante de aplicação do microchip e os adesivos que contém o código; 2. carteira de vacinação que comprove que a vacina antirrábica está em dia; 3. laudo da sorologia com os anticorpos igual ou superior à 0,5 UI/ml; 4.duas cópias dos documentos citados anteriormente (itens 1, 2, 3); 5. certificado de saúde emitido pelo médico veterinário responsável; 6. requerimento para fiscalização de animais de companhia preenchido (clique aqui); 7. comprovante de embarque; 8. endereço de hospedagem/residência no país de destino.
O processo dura um pouco mais de quatro meses, portanto, é importante se programar.
E IMPORTANTE: verificar a disponibilidade na companhia aérea antecipadamente porque é limitado o número de animais domésticos por aeronave.
As informações estão sujeitas a alterações, portanto, atente-se ao site oficial do MAPA. Especialmente sobre os laboratórios que são autorizados para o exame no Brasil, pois infelizmente é comum que existam problemas com os mesmos e já aconteceu até mesmo de o país permanecer sem a licença e o material ter que ser encaminhado para outro país, tornando o processo um pouco mais burocrático.
E não se preocupe, o seu amor de quatro patas não precisará ficar para trás, basta seguir as instruções e optar por uma companhia aérea que respeite os animais que tudo correrá bem!
Caso você queira o contato da pessoa que transportou a minha Mel, fique à vontade para solicitar.
As leis de proteção ambiental do Estado contribuem para que o paraíso da Riviera Francesa se desenvolva de acordo com as regulamentações de preservação. O Parque Nacional Port-Cros administra 75% da Ilha de Porquerolles desde 1971, se responsabilizando pela proteção ambiental do patrimônio natural em seu território.
Localizado no sul da França, o incrível Parque Nacional das Calanques – terrestre e marinho – se estende de Marselha a La Ciotat. Inclui as rochas das Calanques, Arquipélago Frioul, Arquipélago Riou, a Ilha Verde e as rochas do Cap Canaille.
Faz quase um século que a sociedade civil solicita a proteção da área, e depois de muitos projetos sobre a preservação desde a década de 1990, o Parque Nacional finalmente foi inaugurado em 18/04/2012 com regulamentações para sua proteção.
Área terrestre: 8.500 hectares.
Área marinha: 43.500 hectares.
Biodiversidade: proteção de 140 espécies terrestres de animais e plantas protegidas + 60 espécies do patrimônio marinho.
Estudos revelam a presença do homem há 27.000 anos na região da caverna Cosquer.
O Parque Nacional surgiu como a ferramenta para proteger e gerir de forma sustentável o território natural que é tanto terrestre quanto marinho e ainda periurbano.
Cerca de 2.000.000 pessoas visitam o Parque Nacional a cada ano.
Calanques: são acidentes geológicos que tem como principal característica uma angra ladeada por falésias compostas de calcário.
O calcário está presente também na água e contribui para sua cor belíssima.
As calanques de Marselha abrigam a água com cor mais bonita da região, especialmente na praia da Calanque d’en-vau. O acesso terrestre até a calanque começa em Cassis.
No horizonte das praias com águas cristalinas estão os iates que formam o cenário de Mônaco, que se completa com os edifícios que estão nas montanhas, indicando que o país cresce verticalmente.
Mônaco é um microestado que está localizado dentro da França. Com onze bairros em 2,02 km² de extensão, politicamente autossuficiente, Mônaco ocupa o segundo lugar na lista dos menores países do mundo, atrás do Vaticano.
A economia é baseada no turismo, nos cassinos como rendimento nacional e em atividades que mantém monopólios.
Pessoas com poder aquisitivo elevado são atraídas até Mônaco principalmente pelo fato de não existirem taxas tributárias de imposto de renda, o que contribui para um considerável número de lojas mundiais de grife e de restaurantes premiados pelo guia “Michelin”. Por tais fatores é que Mônaco tem um dos custos de vida mais altos do mundo.
Com as construções medievais conservadas, Èze é um vilarejo que está localizado a 13 km de Nice, portanto, quem está nas proximidades “precisa” ir até lá. Obrigatoriamente!
O primeiro registro já encontrado que cita Èze é do século IV, porém, com outros nomes que remetem ao atual. O vilarejo que atinge um pouco mais de quatrocentos e vinte metros de altura foi construído sobre as ruínas de um castelo do século XII.
Antes de o Château Eza se tornar um dos melhores hotéis do vilarejo, foi a casa de verão da família real sueca de 1923 a 1953.
O que fazer em Èze? Caminhar pelas ruelas e se encantar com o charme do vilarejo, apreciar os artesanatos que são produzidos por artesãos que ali residem e entender as razões que levaram escritores a escolherem o local para habitar: tranquilidade e inspiração. Em Èze existem galerias de artes que apresentam obras dos artistas da região.
Os locais de acesso público que possibilitam a vista panorâmica a partir Èze são limitados, mas encontramos o bistrô LE NID D’AIGLE que nos possibilitou a experiência enquanto tomávamos café da manhã confortavelmente na sombra e com a brisa do mar. Também é possível desfrutar da vista panorâmica a partir dos restaurantes dos hotéis de Èze, além do Jardim Exótico de Cactos, que optamos não visitar porque planejamos fazer um passeio no Jardim Exótico de Mônaco. Mas, para quem se interessar, clique aqui para obter mais informações sobre a atração.
Existe uma trilha que liga a parte baixa até a parte alta de Èze que se chama “Chemin de Nietzsche”, em homenagem ao filósofo que escreveu os trechos de um livro ali. Para subir, noventa minutos. Para descer, cinquenta minutos. O grau de dificuldade é médio.
Igreja de Notre-Dame de l’Assomption d’Èze.
Ainda fizemos outra refeição no vilarejo no final da tarde, no retaurante LE PINOCCHIO. A comida é ótima, o ambiente é agradável, o preço é justo, porém, o atendimento deixou um pouco a desejar. A localização é fácil, está na entrada de Èze, e foi por tal razão que o escolhemos.
Desde que comecei com as pesquisas sobre Èze, imaginei que o vilarejo me fascinaria. E ainda assim eu fui surpreendida!
Èze é uma raridade, e eu adoro destinos que fogem um pouco do óbvio, é inexplicável o quanto os vilarejos me encantam, as flores, as luminárias, cada detalhe. Ah, Èze… Que um dia eu possa voltar e permanecer aí por mais tempo.
Para quem vai de carro até Èze: tem um estacionamento na entrada do vilarejo (carros não entram no local). As vistas panorâmicas do trajeto são lindas.
Os acessos de transportes públicos até o vilarejo também são fáceis.
Três cidades da Riviera Francesa também estavam no roteiro, mas infelizmente não conseguimos conhecê-las como gostaríamos.
Saint-Tropez (100 km de Nice)
Cannes (35 km de Nice)
Menton (30 km de Nice)
As três cidades estão na lista dos lugares para conhecermos quando retornarmos à região.
Na próxima semana disponibilizarei um post sobre Mônaco. Até lá!
Marselha está localizada na costa do Mar Mediterrâneo e é uma importante cidade da França. É a cidade mais antiga do país, ocupa o segundo lugar na lista das cidades mais populosas do país e abriga o maior porto comercial do país.
O território natural não urbanizável de Marselha ocupa quase metade da cidade.
A cidade foi fundada em 600 a.C., mas estudos arqueológicos comprovam a presença humana na região de Marselha desde 30.000 a.C.
Com o colapso do Império Romano no século V, a cidade foi disputada por alguns grupos e em 1482 foi incorporada à França. Na época da Revolução Francesa, uma tropa com soldados do exército francês partiu de Marseille à Paris para ajudar no combate, e durante o trajeto cantavam uma música composta pelo oficial Claude Joseph Rouget de Lisle, em 1792, a “La Marseillaise”, que inicialmente era uma canção para encorajar os soldados e que posteriormente, em 1975, se tornou o hino nacional do país.
Assim como em Nice, é notável a influência da cultura italiana em Marselha devido à migração para a região no final do século XIX.
Conhecendo um pouco de Marselha
O antigo porto (Vieux Port) é ladeado pelos fortes Saint Jean e Saint Nicolas e é o local a partir do qual a cidade nasceu, e continua a ser um dos cartões-postais da cidade. Lá ficam as embarcações e restaurantes com comida típica da cidade.
São muitos os edifícios religiosos na cidade, porém, não foi o tipo de passeio que planejamos para a viagem, mas passamos pela frente de duas construções e observamos.
A catedral da arquidiocese de Marselha, Cathédrale Sainte-Marie-Majeure (La Major) com construção entre 1852 e 1893 em estilo neobizantino é um projeto do arquiteto Léon Vaudoyer e colaboradores (que assumiram a responsabilidade após a sua morte).
A igreja Saint-Laurent que se encontra na Esplanade de la Tourette.
Nice é a maior cidade da Riviera Francesa (ou Cotê d’Azur, em razão dos tons de azul do mar).
Situada na costa do Mar Mediterrâneo, no litoral sul da França, a cidade é a capital do departamento dos Alpes Marítimos e é a quinta cidade mais populosa do país. Na década de 1820, ingleses criaram a avenida beira-mar da cidade, que foi se ampliando com o passar dos anos, por isso o nome Promenade des anglais. Vários edifícios foram construídos entre as duas guerras mundiais e foi a partir de 1920 que a cidade começou a se destacar entre os destinos para turismo, principalmente durante os meses de verão, e então hotéis de luxo foram construídos na cidade, despertando o interesse de pessoas com poder aquisitivo mais elevado, o que impactou na construção de cassinos e de palácios na região.
Nice já pertenceu à Itália, então é possível notar a influência do país na cidade.
Chegando em Nice, atravessamos a avenida beira-mar de carro e eu observei semelhanças com as praias de uma cidade brasileira muito conhecida. Coqueiros, a prática de esportes no calçadão, caminhada, corrida, bicicletas, patins, skates, o clima, os edifícios, enfim, praticamente tudo fez com que eu me lembrasse do que o Rio de Janeiro tem de mais bonito.
Conhecendo um pouco de Nice
Foto com vista panorâmica da Baie des anges, tirada das escadas que dão acesso ao topo da colina do Le Château.
No centro da cidade, entre a Velha Nice e a Nova Nice está a Place Massena. Os edifícios que circundam a praça possuem características em estilo italiano, com os tons em vermelho nas paredes e janelas em azul, além dos prédios que se misturam entre laranja, rosa e amarelo. No centro da praça está uma fonte com uma estátua de Apollo. Ao longo da linha do bonde elétrico que atravessa a praça estão os postes que sustentam sete estátuas que representam os continentes do planeta, obra de Jaume Plensa.
Vieux Port
Le Negresco
Na praia
São muitos os restaurantes que beiram o mar e que também oferecem locação das espreguiçadeiras com guarda-sol, além da opção de atendimento no local para petiscos/lanches e bebidas. Nós optamos pelo “Ruhl Plage”. Também existem locais públicos para quem não quer pagar por isso, ressaltando a importância de levar guarda-sol para se proteger e algo para sentar ou deitar confortavelmente na praia, pois na Riviera Francesa a maioria das praias não tem areia, mas pedras. Sugiro que você use algo para proteger os pés ao entrar no mar.
O topless é comum na Riviera Francesa há décadas.
Cães e demais animais de estimação não são permitidos na praia, limitando o acesso dos mesmos até o calçadão.
Este texto é a introdução de uma viagem que fizemos na região da Provença (em francês: Provence-Alpes-Côte d’Azur), no sul da França.
Abaixo está o roteiro com informações não detalhadas sobre os destinos que escolhemos, mas nas semanas a seguir serão publicados os textos sobre os locais que visitamos com mais detalhes.
Nos hospedamos em duas cidades, Nice e Marselha, de onde partimos para os demais locais.
O objetivo da viagem foi de aproveitar as praias das regiões.
Passeios com atrações culturais não estão inclusos no roteiro.
Dia 1 (10/08): Saída às 02:30 da Bélgica. Chegamos às 16:00 em Nice e reservamos a tarde do primeiro dia para descansar. À noite, caminhamos pelo calçadão após o jantar.
Dia 2 (11/08): Começamos o dia na Baie des fourmis, em Beaulieu-sur-Mer, caminhamos pela Promenade Maurice Rouvier até a Plage cros dei pin de Saint-Jean-Cap-Ferrat, seguimos para a Plage des marinières, em Villefranche-sur-Mer, visitamos a colina do castelo de Nice e passamos a tarde na praia (Ruhl Plage – Nice).
Dia 3 (12/08): Visitamos um dos vilarejos mais apaixonantes da região: Èze, e também Mônaco.
Dia 4 (13/08): O dia amanheceu nublado, e começamos pela Place Massena de Nice. Mesmo assim, seguimos com o plano de visitar Cannes, mas não conseguimos aproveitar a cidade por causa do clima, então decidimos voltar pelo percurso que possibilita vistas panorâmicas das praias, mas sem parar. Para compensar o dia, jantamos no restaurante que mais nos conquistou durante a viagem.
Dia 5 (14/08): Partimos de Nice para Marselha, parando um pouco para conhecer uma das praias de Saint-Tropez. Ao entardecer, caminhamos no centro de Marselha.
Dia 7 (16/08): Ilha de Porquerolles a partir de Hyères.
Dia 8 (17/08): Retorno.
Foi pesquisando sobre o roteiro que faríamos que comecei me encantar pela França (afinal, o país é muitooo além de Paris… ehehe). E hoje, após ter visitado os lugares que mencionei acima, confesso que o país me conquistou como eu jamais imaginei que aconteceria.
Para quem, como nós, pretende ir de carro a partir da Bélgica: na ida levamos treze horas e trinta minutos em 1220 km para chegar em Nice e retornamos de Marseille em doze horas para 1070 km até a Bélgica. Na ida foi tudo conforme o que planejamos, mas na volta saímos de Marseille por volta das 16:00 e a quantidade de carros nas estradas gerando lentidão impactou bastante.
Quilometragem total (incluindo os passeios nas cidades): 3100.
Pedágio: € 226,70 para atravessar a França de ponta a ponta com estradas bem estruturadas. As áreas que beiram as estradas possuem banheiros e locais para quem quiser lanchar também com estrutura.
Banheiros
Informações úteis:
Clima (agosto 2018): calor e dias ensolarados durante o dia (e de noite também, ehehe) – afinal, o pôr do sol acontece às 20:30. Temperaturas dos locais por onde passamos começam e encerram entre 20°C e 25°C na época, ultrapassando 30°C à tarde.