étretat, europa, frança, roteiros de viagem, turismo, viagem

O belíssimo cenário natural de Étretat

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.

De Le Havre (onde nos hospedamos) até Étretat são 27 km. Fizemos o percurso de carro. Para estacionar em Étretat foi bem complicado porque estacionamentos e até mesmo as vagas para estacionar nas ruas estavam completamente lotados, mas depois de tempo procurando, conseguimos estacionar há aproximadamente quinze minutos a pé do centro.

Étretat está localizada na costa da Normandia e é um dos destinos mais visitados da região. Visitamos a cidade com o objetivo de conhecer a beleza das falésias, então não exploramos o vilarejo em si porque o tempo que tínhamos não permitiu.

É compreensível a razão pela qual pintores e escritores como Claude Monet, Gustave Courbet, Eugène Boudin, Gustave Flaubert e Maurice Leblanc escolherem o vilarejo como refúgio para inspiração. O vilarejo está entre dois penhascos que oferecem possibilidades de trilhas até o topo. Ambos são belíssimos e podem ser acessados caminhando pela orla, mas é importante que a maré esteja baixa para a travessia.

étretat_1
O cartão postal de Étretat: la falaise d’aval e l’aiguille creuse

À direita do vilarejo está o penhasco d’Amont e uma trilha que pode ser percorrida rapidamente, talvez em quinze minutos dependendo da condição de cada um. De lá é possível avistar o cartão-postal de Étretat. Também é onde a capela de Notre-Dame de la Garde está instalada.

étretat_3
la falaise d’amont

étretat_4

Do lado direito da falésia d’Amont estão a rocha de Vaudieu e a agulha de Belval consecutivamente como demonstra a foto a seguir.

étretat_5
le roc vaudieu e l’aiguille de belval

A partir do topo da falésia d’Amont existe um percurso que permite o acesso à praia através de escadas desde que a maré esteja baixa.

étretat_6

À esquerda do vilarejo está o penhasco d’Aval e uma trilha que requer um pouco mais de tempo e disposição (porém, não é difícil). Do topo é possível ver o vilarejo que está ao lado direito e mais um arco à esquerda, o Manneporte. São aproximadamente cinquenta minutos com paradas para fotos a partir dos mirantes que estão ali. Um campo de golfe também pode ser visto durante o percurso. É possível caminhar até o topo do Manneporte, mas nós optamos ir até lá pela orla. E é entre os penhascos d’Aval e Manneporte que está a agulha que é denominada Creuse.

étretat_2.JPG
manneporte

Ah, e assim como a maioria das praias que já visitamos na França, é de pedra.

normandie - étretat
l’aiguille creuse e la falaise d’aval – caminhada pela orla

Assim como no Parque Nacional das Calanques, o calcário é responsável pela cor branca das falésias e pelo tom verde/azul do mar. São 140 km de falésias entre os rios Sena e Somme à margem do Canal da Mancha. Os paredões chegam a atingir 100 metros de altura.

étretat_8.JPG

Sempre que via as fotos de Étretat nos perfis que acompanho nas redes sociais eu pensava: “que incrível”, e é impressionante como eu ainda assim eu fui impactada com a magnitude das falésias e a beleza que compõe tudo que está ali. Quanta generosidade da natureza para com Étretat! Definitivamente, é impossível não se impressionar. No dia que visitamos Étretat ventou demais, mas nada que limitasse o passeio em si. Tivemos a sorte de que o dia estava ensolarado, diferente dos demais enquanto visitamos a região da Normandia, então foi possível contemplar o cenário natural perfeitamente.

étretat_9.JPG

Para quem for permanecer por mais tempo em Étretat, sugiro que visite o site oficial de turismo para mais informações sobre o que fazer no local.

europa, frança, le havre, roteiros de viagem, turismo, viagem

De onde partimos para explorar a região da Normandia: Le Havre

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.

Le Havre foi a cidade que escolhemos para nos hospedarmos durante uma viagem de três dias na região da Normandia. Apesar de, inicialmente, não termos o objetivo de conhecê-la já que o foco era outro, acabamos passeando por ela rapidamente e conhecemos um pouco do que foi possível.

A cidade de Le Havre está localizada no noroeste da França (Haute-Normandie), onde o Rio Sena se encontra com o Canal da Mancha (que separa a França da ilha da Grã-Bretanha), e abriga um dos mais importantes portos marítimos do país.

ponte - normandie
Pont de Normandie

A arquitetura de Le Havre é a mais moderna entre as cidades da Normandia. Os ataques durante a Segunda Guerra Mundial danificaram o município quase que completamente, ocasionando a reconstrução nas duas décadas a seguir sob responsabilidade do arquiteto Auguste Perret, que planejou a construção de apartamentos para abrigar os habitantes que perderam tudo e a construção da maioria dos prédios públicos da cidade. Em 2005, o centro histórico de Le Havre foi listado pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade.

le havre - prefeitura
prefeitura – hôtel de ville du Havre

Assim como o prédio da prefeitura, a Igreja de São José (Église Saint-Joseph) que foi reconstruída também é obra de Auguste Perret (com contribuição dos arquitetos Raymond Audigier e Georges Brochard e do artista Jacques Poirrier). É dedicada à memória das vítimas de guerras.

le havre - igreja de são josé_1
Igreja Saint-Joseph

Construída entre 1951 e 1957, a igreja que remete a um farol se destaca entre os edifícios da cidade – com 107 metros de altura. No interior, o altar está localizado no centro da igreja. Os 6500 vitrais que foram instalados na torre permitem que a luz natural do dia chegue até o interior da igreja através das cores que alteram dependendo da orientação do sol.

O brasileiro Oscar Niemeyer também contribuiu para a arquitetura de Le Havre. Foi o responsável por projetar o Centro Cultural da cidade que atualmente (desde 1990) é conhecido como Le Volcan: um local de produção artística que é referência nacional no campo do teatro, música, dança, circo, novas imagens e artes digitais, e ainda abriga uma biblioteca que carrega o nome do arquiteto como parte do conjunto. Para quem olha de cima, o projeto compõe o desenho de uma pomba que simboliza a paz.

IMG_0007

Todas as atrações que citei acima estão localizadas no centro histórico da cidade e podem ser visitadas.

normandie - le havre
Le Havre

le havre - 1


Hospedagem

Optamos pelo Hotel Mercure Le Havre Centre Bassin du Commerce por ser pet friendly e atender o que buscávamos. A localização do hotel é ótima no que se refere à cidade. Percorremos tudo o que citei acima a pé.

A desvantagem de termos nos hospedado em Le Havre é a distância para os destinos que planejamos visitar. O ideal seria termos nos hospedado em um lugar que o acesso fosse mais prático. Além disso, tem a questão da taxa para atravessar a Ponte da Normandia duas vezes por dia (ir e voltar).

Valor para atravessar a ponte (por automóvel): € 5,40 por travessia.

étretat, bayeux, deauville, europa, frança, honfleur, mont saint-michel, omaha beach, roteiros de viagem

Normandia: o que explorar na região

Este texto é a introdução de uma viagem que fizemos na região da Normandia (em francês: Normandie), no noroeste da França.

Partimos da Bélgica (Oost-Vlaanderen) diretamente para a cidade em que nos hospedamos: Le Havre. De lá, partimos para Étretat, Honfleur, Deauville, Bayeux, Omaha Beach (uma das praias do desembarque do “Dia D”) e para o incrível Mont Saint-Michel. Foram cerca de quatro horas na estrada (400 km, aproximadamente).

normandie - le havre
Le Havre
normandie - étretat
Étretat
DCIM101GOPROG0942520.JPG
Honfleur
normandie - deauville
Deauville
normandie - bayeux
Bayeux
normandie - omaha beach
Omaha Beach
normandie - mont saint-michel
Mont Saint-Michel

É uma região da França que vale a pena ser visitada principalmente por quem gosta de história. Além do que visitamos em quatro dias na região, existem mais lugares que podem e devem ser incluídos no roteiro para quem tiver mais tempo.

Acompanhe o blog durante as semanas a seguir para acompanhar um pouco do que fizemos em cada lugar que visitamos.


Locomoção

Utilizamos o carro para a locomoção até os destinos e lá percorremos a pé.

Informações úteis:

Clima (agosto 2019): durante os dias que visitamos a região, o clima permaneceu bem instável. O sol apareceu, mas os dias permaneceram nublados em maioria. Temperaturas dos locais por onde passamos variaram entre 15°C e 23°C na época.

Moeda: euro.

Idioma: francês.

Tomada:

tomada

Textos relacionados:

Viajando de carro pela Europa

Roteiro: Riviera Francesa + Mônaco, Marselha e P. N. das Calanques

Flaine: viagem de inverno para esquiar

Passeio de um dia em Chamonix

Mercados de Natal na capital da Alsácia – Estrasburgo

Viagem de carro: Alemanha, Tchéquia e Áustria

chamonix, europa, frança, inverno, turismo, viagem

Passeio de um dia em Chamonix

Aproveitando a nossa viagem de inverno para esquiar, fomos até Chamonix para visitar a montanha mais alta da França.

Com 4810 metros de altura, Mont-Blanc está entre as montanhas mais altas da Europa. É do topo da montanha de Aiguille du midi que podemos ver Mont-Blanc e a vista panorâmica deslumbrante da região.

chamonix_2
Mont Blanc

Do topo da montanha de Flaine – Grand Massif – também era possível ver a montanha um pouco mais distante e de outra perspectiva. Clique aqui para ler sobre a experiência de esquiar na região.

mont blanc - de flaine
de Flaine – Grand Massif (topo)

Na fronteira com Suíça e Itália, Chamonix Mont-Blanc está situada no departamento de Haute-Savoie, na França. A região é bastante procurada por praticantes de esqui e de alpinismo durante os meses de inverno.

DCIM105GOPROG0965462.JPG

Para quem está a passeio, uma das atrações mais interessantes está em subir de teleférico até o topo de Aiguille du midi (3842 metros de altura) através da estação que fica no centro de Chamonix. De lá é possível observar os alpes franceses, suíços e italianos, além do Mont-Blanc de perto. Espetacular!

O percurso é realizado em duas etapas, onde a primeira gôndola leva até 2310 m. para, em seguida, a segunda gôndola levar até Aiguille du midi.

chamonix_5.JPEG
Téléphérique de l’Aiguille du Midi
chamonix_6
chamonix_1

Já no topo, foram cerca de quatro horas para explorar o local. É tudo bem estruturado, com escadas, elevadores, passarelas, tem restaurante, loja de souvenirs… é legal explorar cada ponto que proporciona vistas panorâmicas maravilhosas.

DCIM104GOPROG0865123.JPG
chamonix_7.JPEG

Tem exposição que conta sobre a história da construção dos teleféricos e estrutura em Aiguille du midi, além de histórias de esquiadores e de alpinistas que já estiveram ali.

Devido aos 3842 metros de altura, é comum sentir dificuldade para respirar, tontura e dor de cabeça.

O passeio não é recomendado para crianças menores de cinco anos de idade ou para pessoas com mobilidade reduzida em razão dos acessos.

Horários de funcionamento das gôndolas variam de acordo com a época do ano e com a demanda, então vale a pena se informar antes de chegar no local (e comprar antecipadamente o ski pass para embarcar também). É importante se vestir de forma adequada e confortável para aproveitar o que a atração tem a oferecer.

Além de Aiguille du midi, também fizemos o passeio de trem de Chamonix até Montenvers.

chamonix_4.jpg
chamonix_15

Ao desembarcar na estação de Montenvers, montanhas por todos os lados e a vista panorâmica para a geleira – classificada como glaciar de vale – denominada “mer de glace” (mar de gelo) logo ali.

chamonix_23
mer de glace

Lindo demais!

Um dia incrível e inesquecível em um lugar hipnotizante. Que oportunidade!


Informações úteis

O ski pass Mont-Blanc unlimited permite o acesso à Aiguille du midi e Montenvers, entre outras atrações que não pudemos desfrutar por falta de tempo.

Clima (22/03/2019): Nas montanhas, variação de temperatura entre -1 e +3. Como as fotos demonstram, estivemos na região em um dia ensolarado, com boa visibilidade, sem nuvem, sem neblina, e com bastante vento no topo. Média de +15 durante a tarde na cidade à 1030 metros de altura.

Moeda: euro.

Idioma: francês.

Para mais informações, clique aqui.

europa, flaine, frança, inverno, turismo, viagem

Flaine: viagem de inverno para esquiar

Pela primeira vez na vida, meu marido e eu estivemos em uma estação de esqui. Foi incrível, e aqui compartilharei um pouco de como foi a nossa experiência.

DCIM100GOPROG0030154.JPG

A escolha do destino: cogitamos tantas estações de esqui que nem sei quantas. Além da França, também cogitamos Suíça e Itália por não sabermos o que procurar, mas como no verão de 2018 fizemos uma viagem que nos permitiu conhecer um pouco mais da França e nos despertou o interesse pelo país, definimos que iríamos para lá. Entre as inúmeras estações de esqui do país, encontramos Flaine, que ofereceu tudo o que buscávamos. Foi a escolhida!

Localizada no departamento de Haute-Savoie, a estação de esqui de Flaine foi criada em 1968. Faz parte do Grand Massif e atinge 2.500 metros. O resort foi construído em diferentes níveis de altitude: Flaine-Front de Neige à 1500m, Flaine-Forum à 1600m e Flaine-Forêt à 1700m.

Hospedagem

Optamos por um local nas proximidades da estação de esqui, pois esse era o objetivo da viagem. O hotel que nos hospedamos era do tipo “ski-in – ski-out”, ou seja, possibilita que os hóspedes saiam e cheguem esquiando por ter pista que se conecta diretamente a um dos acessos do hotel, o que é legal, apesar de só fazermos isso no último dia.

Nos hospedamos em Les Terrasses d’Eos – em Flaine-Forêt.

flaine_1
a vista panorâmica do quarto

É um hotel/residencial com alojamentos que são como apartamentos. Optamos por alugar um apartamento com dois quartos para ter mais espaço disponível para nós e para a Mel. Os apartamentos possuem cozinha com tudo o que é necessário para preparar refeições.

DCIM103GOPROG0603532.JPG
piscina (aquecida) – Les Terrasses d’Eos

Locomoção

Para ir e vir entre hotel e estação de esqui, utilizamos o transporte que é oferecido por Flaine (gratuito). O hotel também oferece o serviço de transporte para a região.

Nos dias em que saímos para jantar e também para conhecermos a região de Chamonix, utilizamos o carro.

IMG_9030

Alimentação

No que envolve o dia a dia, nos preocupamos em levar alimentos para café da manhã e refeições de almoço/jantar para não dependermos de restaurante. Recomendo, pois tem dias que tudo o que mais queremos depois de passar o dia esquiando é ficar tranquilamente em “casa”.

Almoçamos no apartamento e na estação de esqui também.

photo - cerveja
restaurante no topo da montanha

No jantar, além de fazermos as refeições no apartamento, também jantamos no restaurante do hotel e em outros:  L’Ancolie (fomos dois dias nele de tanto que gostamos) e Le White – pub que fica na galeria da estação de esqui. Ou optamos por delivery nos dias que estávamos muito cansados.

l'ancolie_5
L’Ancolie

Esquiando

Alugamos os equipamentos no local. É possível solicitar o aluguel do que for necessário antecipadamente – clique aqui.

flaine - equipamentos
DCIM103GOPROG0683871.JPG

Optamos por fazer aulas para iniciantes durante três dias com a escola ESF – três horas por dia. É algo que, particularmente, acho imprescindível para quem nunca praticou o esporte ou apenas deseja melhorar o desempenho. O instrutor auxilia e acompanha os alunos, avançando um pouco mais a cada dia.

Independente do clima, é importante usar protetor solar e protetor labial enquanto estiver nas montanhas: para mim, usar o protetor solar antes de sair de casa foi suficiente, eu realmente não senti a necessidade de usar mais, já com o protetor labial foi diferente, então deixava em um dos bolsos da jaqueta para pegar com facilidade e usar.

Ainda sobre as facilidades para esquiar, é recomendado que o ski pass permaneça em um bolso da jaqueta para que as catracas para acessar os elevadores o identifiquem, assim não é necessário retirar e guardar o tempo todo.

DCIM100GOPROG0200727.JPG

Com o ski pass do Grand Massif também é possível esquiar nas outras quatro estações da montanha: Les Carroz d’Arâches, Morillon, Samoëns, Sixt-Fer-à-Cheval.

Vestuário

Ressalto o quanto utilizar roupas que são adequadas para a prática de esportes na neve e para o clima é algo imprescindível. Existe uma expressão entre os europeus que quer dizer que não existe clima ruim, e sim, roupas que são inadequadas para o clima. É importante se vestir adequadamente para evitar perrengues, lembrando também que a qualidade do vestuário é muitooo mais importante do que a quantidade de roupas.

As roupas que utilizamos nas montanhas são diferentes dos modelos que vestimos no dia a dia na cidade.

O que funciona para mim: preciso estar com as extremidades sempre bem protegidas.

Para esquiar, as orelhas são protegidas pelo capacete, então não senti a necessidade de usar gorro, mas no dia que fomos até o topo da montanha, apenas o capuz da jaqueta foi suficiente para mim. Quando o vento está um pouco mais forte que o normal, sempre carrego algo comigo para proteger se precisar.

flaine - vestuário_1

Proteção de pescoço: necessário para mim, pois é uma das regiões que se eu sentir frio, me incomoda. E ainda é um item que pode proteger boca e nariz se for necessário. Também pode ser usado como gorro, ou seja, é uma peça bastante versátil e que auxilia de acordo com a necessidade do momento. – Cachecol não é aconselhável para a prática de esqui.

Luvas – precisam ser apropriadas. É importante que sejam impermeáveis e também protejam do vento ao esquiar.

Meias – térmicas ajudam a manter os pés aquecidos.

Goggle (óculos). Importante não apenas para proteger da luz solar e claridade, mas também para não ressecar os olhos com a exposição. É bem incômodo ficar na estação de esqui sem algo para proteger os olhos da claridade.

DCIM100GOPROG0250879.JPG

Camadas: é como eu me visto para me proteger do frio quando as temperaturas estão baixas. O clima da estação de esqui é um indicador do que vestir, mas geralmente as jaquetas e as calças para esquiar já são térmicas. É importante que as camadas se ajustem ao corpo sem apertar.

Primeira camada: é o que vestimos por primeiro, então é importante que a peça mantenha o calor do corpo e absorva o suor para que o corpo respire, por isso, é importante que seja antibactericida. A variedade é enorme, mas os modelos mais tecnológicos estão entre as opções mais recomendadas.

Segunda camada: tecidos como microfibra, fleece ou lã, modelos que são um pouco mais leves e possam ajudar a manter o corpo aquecido, e aí depende das características das peças que estarão por último. Conhecer as reações do corpo de acordo com o clima é importante para saber o que vestir aqui.

Jaqueta e calça para esquiar: precisam ser impermeáveis. As roupas que são encontradas para a prática de esportes de inverno são bem específicas e também tem a função de proteger contra o vento. Assim como no dia a dia ou durante passeios na cidade, o vestuário nas montanhas faz toda a diferença e deve ser bem planejado. Então, é importante que três características sejam consideradas: isolamento, à prova d’água e proteção contra o vento.

Sapatos: para caminhar na neve também é importante usar sapatos à prova d’água e que protejam do frio. Eu sou o tipo de pessoa que sente muitooo frio nos pés, e o modelo que eu escolhi não me decepcionou em nada. Usei dois dias inteiros, ambos para ir até o topo das montanhas.

O vestuário é algo importantíssimo para a prática de esportes na neve e deve ser prioridade.

DCIM100GOPROG0020125.JPG

Independente do nível de habilidade de cada um, é importante ter consciência das limitações ao esquiar.

DCIM101GOPROG0502107.JPG

E aproveitar o ambiente também!

Eu sempre imaginei que fosse me apaixonar por tudo o que envolve viagens assim, mas eu realmente fui surpreendida. É sensacional estar em contato com a natureza na montanha.

DCIM100GOPROG0140544.JPG

Foi uma das viagens mais incríveis que já fizemos até hoje. Sem dúvidas, foi a viagem que mais nos divertimos.

IMG_9045
A Mel também adorou…
flaine - mel -

Assista ao vídeo onde compartilho um pouco dos nossos dias em Flaine clicando aqui.

estrasburgo, europa, frança, inverno, mercados de natal, natal, turismo, viagem

Mercados de Natal na capital da Alsácia – Estrasburgo

Decidimos meio que de última hora ir para a região para visitar os mercados de Natal. Estivemos em Estrasburgo no fim de semana que antecedeu o Natal de 2018.

Visitamos Estrasburgo, Colmar, Riquewihr e Eguisheim, mas o post abordará principalmente o Marché de Noël de Strasbourg.

strasbourg_1

Localizada no nordeste da França, a atual Grand Est substituiu a Alsace-Champagne-Ardenne-Lorraine após a reforma territorial de 2014. A região da – popularmente conhecida – Alsácia (Grand Est) já pertenceu à Alemanha e era constantemente disputada pelos dois países já citados, o que explica a arquitetura das cidades.

Estrasburgo é a capital administrativa da região. Em 1988, o centro da cidade foi classificado como patrimônio mundial da UNESCO, e é lá estão os mais de 300 chalés do mercado de Natal.

strasbourg_2
strasbourg_3

Foi em Estrasburgo que aconteceu um dos primeiros mercados natalinos da Europa – em 1570, e o primeiro da França. Segundo os registros já encontrados, o até então mercado de São Nicolau acontecia em todo dia 6 de dezembro. O atual mercado de Natal – ou Christkindelsmärik (mercado do Menino Jesus) – substituiu o mercado de São Nicolau após a luta dos protestantes contra tradições católicas que nomeavam as festas com nomes de santos.

As atrações do mercado acontecem nas regiões do centro histórico de Estrasburgo. O mapa abaixo mostra os locais em destaque onde as barracas são instaladas, mas elas também estão espalhadas nas ruas ao redor, portanto, a dica é caminhar tranquilamente pela região para explorá-las.

Nas barracas, podemos encontrar tudo acerca do Natal, especialmente aqueles artigos originais que são produzidos artesanalmente e o tradicional Glühwein, que é uma espécie de vinho quente – vermelho ou branco – tradicionalmente temperado com frutas cítricas + cravo + canela + açúcar, mas a bebida também é servida com destilados, anis-estrelado, noz-moscada, gengibre, entre outros ingredientes. Também tem comida para se deliciar, e a pizza baguette é tradição e está em maioria nas barracas de comida, mas é possível encontrar mais opções.

strasbourg - pizza baguette
pizza baguette

Algumas regiões onde os mercados estão instalados oferecem produtos um pouco mais específicos.

strasbourg - decoração
Continue lendo “Mercados de Natal na capital da Alsácia – Estrasburgo”
europa, frança, ilha de porquerolles, roteiros de viagem, turismo, verão, viagem

O paraíso da Riviera Francesa: Ilha de Porquerolles

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Riviera Francesa, Mônaco, Marselha e Parque Nacional das Calanques.

Ainda desconhecida pela maioria dos brasileiros, hoje apresentarei para vocês um destino do arquipélago de Hyères, a Ilha de Porquerolles.

DCIM108GOPRO

 

Com um pouco mais de 12 km², a Ilha de Porquerolles é a maior entre as ilhas do arquipélago.

Para chegar até a Ilha de Porquerolles é necessário ir de barco.

Embarcamos no ferry no Port de la Tour Fondue, em Hyères.

post 7 - porquerolles_3

Abaixo, informações de preços e horários dos ferries que embarcam para a Ilha de Porquerolles.

post 7 - porquerolles_2

Para mais informações, acesse https://www.tlv-tvm.com/.

As leis de proteção ambiental do Estado contribuem para que o paraíso da Riviera Francesa se desenvolva de acordo com as regulamentações de preservação. O Parque Nacional Port-Cros administra 75% da Ilha de Porquerolles desde 1971, se responsabilizando pela proteção ambiental do patrimônio natural em seu território.

Continue lendo “O paraíso da Riviera Francesa: Ilha de Porquerolles”

calanque d'en-vau, europa, frança, parque nacional das calanques, roteiros de viagem, turismo, verão, viagem

Calanque d’en-vau – Parque Nacional das Calanques

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Riviera Francesa, Mônaco, Marselha e Parque Nacional das Calanques.

post 6 - calanques - 1

Localizado no sul da França, o incrível Parque Nacional das Calanques – terrestre e marinho – se estende de Marselha a La Ciotat. Inclui as rochas das Calanques, Arquipélago Frioul, Arquipélago Riou, a Ilha Verde e as rochas do Cap Canaille.

Faz quase um século que a sociedade civil solicita a proteção da área, e depois de muitos projetos sobre a preservação desde a década de 1990, o Parque Nacional finalmente foi inaugurado em 18/04/2012 com regulamentações para sua proteção.

Área terrestre: 8.500 hectares.

Área marinha: 43.500 hectares.

Biodiversidade: proteção de 140 espécies terrestres de animais e plantas protegidas + 60 espécies do patrimônio marinho.

Estudos revelam a presença do homem há 27.000 anos na região da caverna Cosquer.

O Parque Nacional surgiu como a ferramenta para proteger e gerir de forma sustentável o território natural que é tanto terrestre quanto marinho e ainda periurbano.

Cerca de 2.000.000 pessoas visitam o Parque Nacional a cada ano.

Calanques: são acidentes geológicos que tem como principal característica uma angra ladeada por falésias compostas de calcário.

O calcário está presente também na água e contribui para sua cor belíssima.

DCIM108GOPRO

As calanques de Marselha abrigam a água com cor mais bonita da região, especialmente na praia da Calanque d’en-vau. O acesso terrestre até a calanque começa em Cassis.

Continue lendo “Calanque d’en-vau – Parque Nacional das Calanques”
èze village, europa, frança, roteiros de viagem, turismo, verão, viagem, vilarejos

Èze Village e mais da Cotê d’Azur

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Riviera Francesa, Mônaco, Marselha e Parque Nacional das Calanques.

Èze

èze - 1

Com as construções medievais conservadas, Èze é um vilarejo que está localizado a 13 km de Nice, portanto, quem está nas proximidades “precisa” ir até lá. Obrigatoriamente!

O primeiro registro já encontrado que cita Èze é do século IV, porém, com outros nomes que remetem ao atual. O vilarejo que atinge um pouco mais de quatrocentos e vinte metros de altura foi construído sobre as ruínas de um castelo do século XII.

post 4 - èze_10

Antes de o Château Eza se tornar um dos melhores hotéis do vilarejo, foi a casa de verão da família real sueca de 1923 a 1953.

O que fazer em Èze? Caminhar pelas ruelas e se encantar com o charme do vilarejo, apreciar os artesanatos que são produzidos por artesãos que ali residem e entender as razões que levaram escritores a escolherem o local para habitar: tranquilidade e inspiração. Em Èze existem galerias de artes que apresentam obras dos artistas da região.

 

post 4 - èze_8

Os locais de acesso público que possibilitam a vista panorâmica a partir Èze são limitados, mas encontramos o bistrô LE NID D’AIGLE que nos possibilitou a experiência enquanto tomávamos café da manhã confortavelmente na sombra e com a brisa do mar.  Também é possível desfrutar da vista panorâmica a partir dos restaurantes dos hotéis de Èze, além do Jardim Exótico de Cactos, que optamos não visitar porque planejamos fazer um passeio no Jardim Exótico de Mônaco. Mas, para quem se interessar, clique aqui para obter mais informações sobre a atração.

DCIM107GOPRO

Existe uma trilha que liga a parte baixa até a parte alta de Èze que se chama “Chemin de Nietzsche”, em homenagem ao filósofo que escreveu os trechos de um livro ali. Para subir, noventa minutos. Para descer, cinquenta minutos. O grau de dificuldade é médio.

post 4 - èze_9
Igreja de Notre-Dame de l’Assomption d’Èze.

Ainda fizemos outra refeição no vilarejo no final da tarde, no retaurante LE PINOCCHIO. A comida é ótima, o ambiente é agradável, o preço é justo, porém, o atendimento deixou um pouco a desejar. A localização é fácil, está na entrada de Èze, e foi por tal razão que o escolhemos.

Desde que comecei com as pesquisas sobre Èze, imaginei que o vilarejo me fascinaria. E ainda assim eu fui surpreendida!

Èze é uma raridade, e eu adoro destinos que fogem um pouco do óbvio, é inexplicável o quanto os vilarejos me encantam, as flores, as luminárias, cada detalhe. Ah, Èze… Que um dia eu possa voltar e permanecer aí por mais tempo.

post 4 - eu

Para quem vai de carro até Èze: tem um estacionamento na entrada do vilarejo (carros não entram no local). As vistas panorâmicas do trajeto são lindas.

Os acessos de transportes públicos até o vilarejo também são fáceis. 

Três cidades da Riviera Francesa também estavam no roteiro, mas infelizmente não conseguimos conhecê-las como gostaríamos.

Saint-Tropez (100 km de Nice)

post 4 - s. tropez

 Cannes (35 km de Nice)

DCIM107GOPRO

 Menton (30 km de Nice)

post 4 - menton_1

 As três cidades estão na lista dos lugares para conhecermos quando retornarmos à região.

Na próxima semana disponibilizarei um post sobre Mônaco. Até lá!

europa, frança, marselha, roteiros de viagem, turismo, verão

Marselha: conheça um pouco da cidade que me conquistou

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Riviera Francesa, Mônaco, Marselha e Parque Nacional das Calanques.

Marselha está localizada na costa do Mar Mediterrâneo e é uma importante cidade da França. É a cidade mais antiga do país, ocupa o segundo lugar na lista das cidades mais populosas do país e abriga o maior porto comercial do país.

O território natural não urbanizável de Marselha ocupa quase metade da cidade.

post 3 - marseille

A cidade foi fundada em 600 a.C., mas estudos arqueológicos comprovam a presença humana na região de Marselha desde 30.000 a.C.

Com o colapso do Império Romano no século V, a cidade foi disputada por alguns grupos e em 1482 foi incorporada à França. Na época da Revolução Francesa, uma tropa com soldados do exército francês partiu de Marseille à Paris para ajudar no combate, e durante o trajeto cantavam uma música composta pelo oficial Claude Joseph Rouget de Lisle, em 1792, a “La Marseillaise”, que inicialmente era uma canção para encorajar os soldados e que posteriormente, em 1975, se tornou o hino nacional do país.

Assim como em Nice, é notável a influência da cultura italiana em Marselha devido à migração para a região no final do século XIX.

Conhecendo um pouco de Marselha

O antigo porto (Vieux Port) é ladeado pelos fortes Saint Jean e Saint Nicolas e é o local a partir do qual a cidade nasceu, e continua a ser um dos cartões-postais da cidade. Lá ficam as embarcações e restaurantes com comida típica da cidade.

vieux port - marseille

No topo da colina está a Basilique de Notre-Dame de la Garde.

São muitos os edifícios religiosos na cidade, porém, não foi o tipo de passeio que planejamos para a viagem, mas passamos pela frente de duas construções e observamos.

marseille - catedral

A catedral da arquidiocese de Marselha, Cathédrale Sainte-Marie-Majeure (La Major) com construção entre 1852 e 1893 em estilo neobizantino é um projeto do arquiteto Léon Vaudoyer e colaboradores (que assumiram a responsabilidade após a sua morte).

post 3 - marseille - catedral

A igreja Saint-Laurent que se encontra na Esplanade de la Tourette.

post 3 - marseille - igreja saint-laurent
Continue lendo “Marselha: conheça um pouco da cidade que me conquistou”