Dia 11 de novembro é dia do Armistício, feriado na Bélgica. A data – 11.11.1918 – simboliza o fim da Primeira Guerra Mundial e é celebrada anualmente.
A Bélgica foi bastante afetada durante o período. Se você tem interesse pelo tema, sugiro que também leia os artigos onde comento sobre os acontecimentos na região de Ieper.
Hoje, comentarei as trincheiras da Primeira Guerra Mundial que podem ser visitadas aqui na Bélgica – Flanders Fields. Algumas delas são originais. Outras foram restauradas ou reconstruídas exatamente como eram na época.
Trincheiras eram valas, durante a Primeira Guerra Mundial, longas e profundas, projetadas com o objetivo de proteger as tropas que estavam em combate. Com o passar do tempo, experiências, e de acordo com as necessidades que eram observadas, a estratégia foi se desenvolvendo.
– Front Line ‘t Hooghe, em Ieper.
Na área do Kasteelhoof ‘t Hooghe aconteceram algumas das batalhas mais violentas. Foi aqui que soldados de ambos os lados enfrentaram os impactos das minas pela primeira vez.
Quando o proprietário do terreno retornou ao local após a guerra e percebeu o que tinha acontecido ali, decidiu manter as trincheiras como uma forma de preservar a memória da Primeira Guerra Mundial e daqueles que perderam suas vidas nas batalhas.
Além das trincheiras em ziguezague, é possível ver bunkers e o que foi descoberto abaixo do solo após uma limpeza do terreno em 1995.
Recriada pelo In Flanders Fields Museum, a trincheira foi restaurada com o apoio de arqueólogos.
É pequena, mas com informações sobre o que pode ser observado ali.
Durante a escavação para a nova zona industrial na década de 1990, região onde está a Yorkshire Trench and dug-out, foram encontrados restos humanos de 205 soldados.
Endereço: Bargiestraat (sem número), 8904 Boezinge – Ieper
– Memorial Museum Passchendaele 1917, em Zonnebeke.
O Memorial Museum Passchendaele 1917 foca principalmente nos acontecimentos de 1917 durante a terceira batalha de Ieper. É um museu bastante interessante, pois, além das exposições que informam o que aconteceu na época (além de 1917), artefatos, uniformes, objetos pessoais dos soldados, etc., existe uma réplica dos abrigos no subsolo que ilustra como era a vida nos campos de batalha.
Você pode ver trincheiras e abrigos do exército alemão e do exército britânico reconstruídos exatamente como eram.
Na área, também está o Passchendaele Memorial Park, onde jardins homenageiam todas as nações que lutaram durante o período. É aberto ao público (gratuito), e o espaço é bem agradável.
– O local que foi dominado e renomeado pelos alemães: Bayernwald, em Heuvelland.
O local foi reconstruído, e 10% de tudo o que pode ser visto ali é original da época.
Um poço foi acidentalmente descoberto no terreno em 1971. Devido à curiosidade, escavações descobriram bunkers, enquanto as trincheiras foram reconstruídas.
Em português: A Trincheira da Morte. Como o nome já sugere, era o inferno dos soldados durante a guerra, e isso pode ser notado através das exposições do museu: telas interativas, fotos, filmagens, objetos, e as trincheiras.
A trincheira fica ao longo Rio Ijzer em Diksmuide, onde o exército belga lutou bravamente por quatro anos em condições extremamente difíceis para impedir o avanço do exército alemão em direção à França. Ali, os inimigos permaneciam a uma distância bem próxima.
Viver e conviver com medo constante, mortes, infecções, pragas, umidade, bombardeios, condições precárias de higiene e saúde, doenças… era horrível! Ter conhecimento de tudo o que se passava nas trincheiras é de revirar o estômago. Estar nas trincheiras e imaginar o que aconteceu ali é devastador.
Se você se interessa pela história da Primeira Guerra Mundial e tiver oportunidade de visitar a Bélgica, recomendo demais que você inclua a região de Flanders Fields no seu roteiro, pois, além das trincheiras, você também pode visitar museus, memoriais e cemitérios. E, dependendo da época do ano, participar de eventos. Uma homenagem acontece todos os dias na cidade de Ieper (The Last Post).
Clique aqui para encontrar mais dos pontos de interesse relacionados à Primeira Guerra Mundial em Flanders Fields.
A abadia que foi fundada no século XII está localizada na região de Wallonie (Bélgica), na comuna de Villers-la-Ville. São 900 anos de história que podem ser compreendidos através dos informativos que estão espalhados pelo local.
O terreno de 36 hectares oferece atividades ao ar livre como exposições, concertos, teatros, possibilidade de piquenique e é um dos locais mais interessantes para ensaios fotográficos por sua beleza diferenciada.
Informações sobre a abadia e a vida dos monges podem ser encontradas no decorrer da visita.
Resumindo…
A construção da abadia começou em 1146. Foram mais de 100 anos para a abadia em estilo gótico ser construída. Inicialmente, eram 17 monges, mas após a finalização da obra eles eram aproximadamente 400. Entre os séculos XVI e XVII, os monges deixaram o local nove vezes por causa de invasões e tudo o que foi destruído durante cada ausência deles foi reconstruído após cada retorno deles. Durante o século XVIII, os edifícios que até então eram em estilo gótico foram reconstruídos em estilo neoclássico e no projeto foram adicionados um jardim e um palácio que tornaram o local ainda mais bonito. A Revolução Francesa expulsou os monges novamente do local. A abadia foi saqueada e pilhada ainda no final do século XVIII, em 1794. Logo em seguida, um comerciante que trabalhava na área de construção comprou o terreno com a abadia e começou a destrui-la, peça por peça, e com a contribuição da natureza para a deterioração, foi assim que a abadia caiu em ruínas.
Ruínas que começaram a chamar a atenção ao longo do século XIX. Após o Estado assumir a responsabilidade pelo terreno, o arquiteto Charles Licot elaborou um projeto para restauração e consolidação do edifício, iniciado em 1893, entretanto, as obras foram interrompidas em razão das duas guerras mundiais e foi apenas em 1984 que um novo projeto foi iniciado.
Em 1992, a abadia foi classificada como parte do Patrimônio Excepcional da Valônia. Toda a propriedade foi preservada: 50.000 m2 de paredes acima do solo e 5.000 m2 de abóbodas (construção arqueada feita de concreto, pedras ou tijolos, destinada a cobrir um espaço, apoiando-se em paredes, pilares ou colunas) construídos em estilo gótico e em estilo românico fazem dela um dos maiores sítios arqueológicos do país.
Inaugurado em 2012, o Jardim de Ervas Medicinais é composto por cerca de 100 plantas. É um jardim utilitário, simbólico e contemplativo. Em setembro de 2015, mais dois jardins foram inaugurados com quase 250 espécies de plantas medicinais, culinárias e aromáticas.
Em 2019, a abadia atraiu cerca de 100.000 visitantes. Alguns seguindo os passos dos fiéis, dos pobres e dos peregrinos. Outros, pelo turismo, por estarem em busca de uma experiência diferente, por relaxamento ou por espiritualidade, ou, como no nosso caso, por curiosidade.
A Abadia de Villers-la-Ville é diferente de tudo que eu já tinha visto aqui na Bélgica e acredito que justamente por isso que fiquei tão impressionada. Fui surpreendida por sua admirável beleza dramática por todos os cantos.
Clique aqui para assistir ao vídeo que publiquei no YouTube com mais imagens da Abadia.
Para mais informações, acesse o site oficial da Abadia aqui.
Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.
O Mont Saint-Michel é um rochedo que fica no meio de uma baía para o Canal da Mancha. Foi um centro de peregrinação dos cristãos durante a Idade Média e desde 1979 é considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO, sendo um dos locais mais extraordinários da lista em razão dos aspectos monumental e pitoresco que são facilmente notados.
Mont Saint-Michel
Acredita-se que a história do monumental Mont Saint-Michel começa em 708, quando o bispo Aubert (de Avranches) sonha que o arcanjo São Miguel ordena que uma igreja seja construída e consagrada em sua homenagem ali no rochedo. Em 709 o sonho tornou-se realidade (depois de o arcanjo aparecer três vezes nos sonhos do bispo). A abadia fica no topo do monte.
Antes disso, o local era conhecido como Mont-Tombe.
Durante o século X, os frades se instalaram na abadia e um vilarejo foi se desenvolvendo pouco a pouco aos pés do monte. Foi o local de refúgio para os peregrinos, enquanto para os viajantes era um local de descanso. Os religiosos sofreram com incêndios e desabamentos que aconteceram, mas reconstruíram e fortificaram os alicerces sem desânimo. Com a coragem dos frades em defendê-lo, o Mont Saint-Michel resistiu às invasões dos vikings no século IX, à Guerra dos Cem Anos contra os ingleses que tentaram invadir e apropriar-se, e quando os protestantes tentaram ocupá-lo durante as guerras de religião. Graças à proteção da muralha e pelo mar, permaneceu intocável durante os períodos que foram citados anteriormente. A afluência dos peregrinos incentivou os comerciantes a se instalarem no rochedo, contribuindo para a formação da aldeia.
Depois que os beneditinos foram obrigados a deixar a abadia por riscos, revolucionários transformaram o local em prisão entre os anos de 1793 e 1863.
Uma restauração a partir de 1872 sob a responsabilidade do serviço de monumentos históricos da França e o regresso de uma comunidade religiosa em 1969 possibilitaram o renascimento Mont Saint-Michel. Atualmente, é um dos locais mais visitados na França, atrás de Paris e do palácio de Versailles.
Desaguam ali os rios Sée, Sélune e Couesnon.
O evento das marés vivas é a subida e a descida da maré em torno do monte, e é uma atração. Entretanto, não é diariamente que acontece, pois o espetáculo só acontece durante os períodos das luas nova e cheia, então é importante acessar o site oficial que divulga a tábua das marés para verificar quando acontece. (clique aqui)
Mont Saint-Michel após a maré subir
Nós conseguimos nos instalar em um dos pontos da muralha quando a maré começou a subir ao redor do Mont Saint-Michel para apreciar o evento. É mágico! O monte não chegou a se transformar em ilha no dia em que o visitamos porque a maré não subiu a ponto de cobrir a passarela, mas a possibilidade existe, por isso a importância de verificar a tábua das marés para não ter surpresas. O coeficiente indicava 80 no dia que estivemos lá.
Apenas um dia foi suficiente para explorarmos o que o Mont Saint-Michel tem a oferecer.
Existem opções para alimentação e hospedagem no interior da muralha do Mont Saint-Michel.
Nas ruas do vilarejo existem lojas de souvenirs com todo tipo de produto. E após a visita à abadia também! Foi lá que compramos um enfeite para colocar na nossa árvore de natal como lembrança.
Não é possível ir de carro até o interior do Mont Saint-Michel, mas existem estacionamentos por perto. Aí é só caminhar ou utilizar o transporte que atravessa a ponte até o monte. Recomendo a caminhada para ir apreciando a vista. Não pague para ser transportado por cavalos, é cruel!
Para acessar o site oficial de turismo e mais informações, clique aqui.
Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.
O “Dia D” foi o dia em que Os Aliados desembarcaram nas praias da Normandia com o objetivo de libertar a França e consequentemente o continente da ocupação dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Aconteceu no dia 06 de junho de 1944.
A Operação Overlord foi estabelecida na conferência em Casablanca em 24 de janeiro de 1943, quando Os Aliados decidiram os fatores que implementariam para os desembarques de 1944 no continente. As praias do desembarque são: Sword Beach, Juno Beach, Gold Beach, Omaha Beach e Utah Beach. Os americanos desembarcaram nas praias de Omaha e Utah, enquanto ingleses e canadenses foram para Gold, Juno e Sword. Durante os meses que antecederam do “Dia D”, Os Aliados colocaram em prática operações militares falsas com o objetivo de iludir e confundir os alemães em relação ao local, dia e horário do principal ataque. Na data prevista, 05 de junho de 1944, as condições meteorológicas não eram favoráveis para o desembarque, mas o que era considerado um pouco mais próximo do ideal pela equipe de especialistas só aconteceria em duas semanas e adiar o plano seria um risco, então foi definido que mesmo não sendo o que era ideal, os desembarques aconteceriam em 06 de junho de 1944, afinal, os alemães tinham acesso mais limitado que Os Aliados acerca das condições meteorológicas na época. Para garantir uma invasão bem-sucedida, Os Aliados iniciaram uma campanha de bombardeios para atingir as indústrias de aeronaves da Alemanha, a infraestrutura de comunicações e os acessos a rodovias e ferrovias para dificultar o auxílio de reforços.
Um porto artificial “Mulberry” foi levado da Inglaterra para Omaha Beach e colocado em prática para formar um quebra-mar e facilitar o descarregamento das embarcações que carregavam o material de guerra. Os americanos desembarcaram em maré baixa de manhã e tiveram dificuldades para chegar até o topo da colina e avançar, já que os alemães e suas armadilhas estavam ali para impedir. É estimado que 3881 soldados americanos foram mortos ou feridos (e desaparecidos) em 06 de junho de 1944 na praia de Omaha. Os primeiros a desembarcarem sabiam que morreriam para abrir os caminhos para a libertação e mesmo assim agiram por bravura.
Nós visitamos dois museus que ficam nas proximidades de Omaha e fomos até a praia. Optamos por explorar apenas uma das praias do desembarque do que visitar mais e não nos conectarmos com a história.
O Overlord Museum foi inaugurado em 2013, abriga uma coleção de mais de 10.000 peças e conta a história da Batalha da Normandia até a libertação de Paris. As seis forças armadas são reproduzidas juntamente com o acervo de mais de 40 veículos, tanques e canhões, restaurados por uma equipe de especialistas. O museu ainda exibe permanentemente arquivos dos veteranos que testemunharam os combates de 1944.
Localizado em Saint-Laurent-sur-Mer, o Museé Memorial d’Omaha Beach foi fundado em memória das pessoas que morreram em 1944 e exibe uma coleção de itens pessoais, documentos, armas, uniformes, veículos, fotografias e um pouco do cotidiano desde a ocupação dos alemães até o dia que os americanos desembarcaram em Omaha Beach para a libertação. Além disso, um documentário de aproximadamente vinte e cinco minutos com testemunhos dos veteranos é exibido. É emocionante!
A coleção do museu está em constante evolução. Com frequência, itens são encontrados por crianças que brincam na areia da praia.
Na região existem memoriais e um Cemitério Militar Americano em homenagem aos soldados que morreram ali. Infelizmente, não conseguimos visitar por causa do tempo que tínhamos. Entretanto, fica a dica!
A escultura Les Braves é obra de Anilore Banon e consiste em três elementos: as asas da esperança, para que o espírito que carregou os homens de junho de 1944 continue nos inspirando e nos recordando que juntos é possível mudar o futuro; ascensão e liberdade, para que o exemplo daqueles que se levantaram contra a barbárie nos ajude a permanecer firmes e fortes contra todas as formas de desumanidade; as asas da fraternidade, para que a irmandade sempre nos lembre da responsabilidade que temos para com os outros e conosco. A obra foi encomendada pelo governo francês para celebrar o 60º aniversário em 2004.
Les Braves
Os desembarques na Normandia são considerados a maior invasão marítima na história.
Filmes como “O resgate do soldado Ryan” e “O mais longo dos dias” mostram o desembarque em Omaha Beach, contribuindo para sua popularidade.
É comovente o respeito que os habitantes da região demonstram para com os soldados americanos que tanto contribuíram para a libertação, a quem tanto são gratos. É comum que as bandeiras da França e dos Estados Unidos estejam lado a lado na frente dos imóveis.
Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.
Hoje abordaremos sobre três cidades que estão localizadas no departamento de Calvados: Honfleur, Deauville e Bayeux.
Honfleur
Localizada às margens do Rio Sena, antigamente, Honfleur era uma das bases do comércio marítimo que tanto contribuíram para a economia da região.
Honfleur é datada do século XI. O porto da cidade foi importante para o transporte de mercadorias na rota Rouen-Inglaterra a partir do século XVII, período em que foi construído. Um dos destaques também com importância para a cidade foi em 1608, quando a expedição de Samuel de Champlain resulta na fundação da cidade de Quebec, no Canadá.
Já no século XIX, Honfleur é conectada com o Impressionismo, estilo de pintura do século XIX em que uma das características é fazer a arte fora do ateliê com inspiração no ambiente natural sem qualquer alteração. Um dos representantes do movimento é Claude Monet, porém, foi através de Eugène Boudain que Honfleur se destacou no que se refere à pintura. Eugène Boudain nasceu em Honfleur em 1824 (e morreu em Deauville em 1898). É considerado um dos precursores do estilo impressionista e incentivador (e amigo) não apenas de Monet, mas dos artistas que também costumavam buscar inspiração ao ar livre em Honfleur.
A imagem mais comum encontrada através da pintura retrata Vieux Bassin, que se tornou o cartão postal da cidade: as casas germinadas, estreitas e altas, construídas entre os séculos XVI e XVII para os nobres, juntamente com os barcos que ficam estacionados ali nas docas.
O cenário da cidade explica a razão de o Impressionismo ser associado à região. Não é à toa que os trabalhos dos pintores impressionistas retratam exatamente a mesma imagem em diferentes horários do dia justamente com o intuito de captar as mudanças de cor e de luz do ambiente.
A cidade permaneceu murada por anos e seu porto teve papel com relevância para as forças militares da França. Durante os períodos de guerra, foi uma das cidades da Normandia que foi poupada de destruição.
Ao caminhar pelas ruas da cidade, encontramos lojas de souvenirs com especialidades locais: uma bebida alcoólica produzida de maçã com conhaque que é envelhecido em barril por pelo menos dois anos conhecida como Calvados e doces feitos a partir do caramelo. Bebidas como Pommeau e Cidra também são bem típicas de Honfleur. É comum que artistas locais exponham seus trabalhos nos espaços que são públicos.
Vale a pena visitar a Igreja Santa Catarina (Église Sainte Catherine), que é considerada uma das atrações mais populares da cidade. Ela é diferente das igrejas que já tinha visto, pois foi construída de madeira pelos moradores durante o século XV.
Em frente à igreja, a torre do campanário é um anexo do Museu Eugène Boudin que apresenta obras religiosas e lembranças das instituições de caridade.
Ao redor do antigo porto e nas ruas das proximidades, além de lojas de souvenirs e restaurantes, estão os celeiros de sal do século XVII que atualmente abrigam exposições e eventos que acontecem na cidade.
Honfleur é uma das cidades da Normandia que vale a pena visitar, nós passamos cerca de três horas ali sem obrigações de fazer isso ou aquilo como roteiro. Percorremos as ruas a pé e apreciamos o que o vilarejo tem a oferecer aos olhos. Para quem quiser dedicar mais tempo, não faltam atrações. Museus que retratam o estilo de vida da população do vilarejo, arquitetura, obras dos artistas do Impressionismo e os celeiros de sal estão disponíveis aos visitantes.
Para mais informações sobre atrações em Honfleur, clique aqui.
Localizada na costa da Normandia, Deauville atrai hóspedes (em maioria, parisienses) com poder aquisitivo um pouco mais elevado que as cidades da região. É conhecida como o berço da moda de Coco Chanel, pois foi lá que a primeira loja da estilista foi aberta (mas já não existe mais), por isso, lojas com itens luxuosos e de grife também estão instaladas ali.
A primeira referência encontrada sobre a região de Deauville é do século XI. Após investimentos do século XIX, a cidade se tornou um dos balneários mais queridos da elite de Paris.
Um dos cartões-postais da cidade são os guarda-sóis que ficam na areia da praia. Também se destacam o calçadão conhecido como Les Planches e as cabines para a troca de roupas que são grafadas com o nome de artistas que já estiveram na cidade.
Tem os artistas que visitam a cidade a passeio, assim como aqueles que costumam visitar Deauville para participar dos eventos que ali acontecem, como o Festival de Cinema Americano, que acontece anualmente no mês de setembro.
Para quem deseja jogar, um cassino que está localizado na avenida beira-mar é uma opção.
Para quem deseja relaxar, basta escolher um dos spas que estão espalhados pela cidade.
Vitrines não faltam para quem busca ir às compras.
A prática de esportes náuticos é comum no balneário e atrai interessados especialmente nos meses de verão. Em Deauville é comum a prática de esportes com o uso de cavalos, e quem acompanha o blog regularmente sabe eu sou contra o uso de animais para qualquer prática, porém, infelizmente, ainda acontece.
Para quem for permanecer na cidade por mais tempo, atrações não faltam. Inclusive, passar o tempo na praia se o clima permitir.
É uma cidade que vale a pena se perder e observar os detalhes de tudo, e entender através do que encontrar nas ruas a razão de a cidade atrair o público que atrai. Confesso que a mistura de estilos normando, gótico e art decó das construções foi o que mais me encantou. A cidade é pequena, permanecemos por cerca de três horas nela e não nos preocupamos em cumprir atividades envolvendo o turismo, caminhamos por ela sem pretensões e aproveitamos o que pudemos.
Para mais informações sobre atrações em Deauville, clique aqui.
O local onde se encontra a cidade de Bayeux foi fundado como um assentamento galo-romano no século I a.C., nomeado de Augustoduro.
Eventos com importância aconteceram na região.
A Tapeçaria de Bayeux (Tapissarie de la Reine Mathilde), apesar de “tapeçaria”, é um bordado com cerca de 70 metros de comprimento e 50 centímetros de altura que descreve os eventos com importância para a cidade durante o século XI e atualmente está em exposição no Musée de la Tapisserie de Bayeux. A peça foi listada em 2007 na categoria Memória do Mundo pela UNESCO. Atualmente, acredita-se que a obra foi produzida na Inglaterra.
Já no século XX, Bayeux foi a primeira cidade francesa a ser libertada dos alemães pelos Aliados após o desembarque na Normandia, o dia D, em 6 de junho de 1944.
Apesar dos conflitos durante os períodos de guerra, a arquitetura do centro histórico de Bayeux foi preservada.
Bayeux abriga museus, memorial/cemitério de guerra e a catedral gótica de Notre-Dame construída entre os séculos XII e XV. A catedral iluminada com projeções coloridas fica ainda mais bonita de noite. É possível avistá-la de longe.
Assim como as cidades já mencionadas acima, Bayeux é uma cidade para ser explorada a pé também pela facilidade. Chegamos em Bayeux quase à noite e não exploramos tudo o que gostaríamos por falta de tempo, mas percorrer as ruas da cidade só despertou ainda mais a vontade de voltar lá e visitar, principalmente, os museus que exibem um pouco de história da região.
Para mais informações sobre atrações em Bayeux, clique aqui.
As três cidades são lugares que merecem um pouco de atenção ao viajar pela Normandia, seja para explorar a história que carregam ou simplesmente pela graciosidade.
Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.
Le Havre foi a cidade que escolhemos para nos hospedarmos durante uma viagem de três dias na região da Normandia. Apesar de, inicialmente, não termos o objetivo de conhecê-la já que o foco era outro, acabamos passeando por ela rapidamente e conhecemos um pouco do que foi possível.
A cidade de Le Havre está localizada no noroeste da França (Haute-Normandie), onde o Rio Sena se encontra com o Canal da Mancha (que separa a França da ilha da Grã-Bretanha), e abriga um dos mais importantes portos marítimos do país.
Pont de Normandie
A arquitetura de Le Havre é a mais moderna entre as cidades da Normandia. Os ataques durante a Segunda Guerra Mundial danificaram o município quase que completamente, ocasionando a reconstrução nas duas décadas a seguir sob responsabilidade do arquiteto Auguste Perret, que planejou a construção de apartamentos para abrigar os habitantes que perderam tudo e a construção da maioria dos prédios públicos da cidade. Em 2005, o centro histórico de Le Havre foi listado pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade.
prefeitura – hôtel de ville du Havre
Assim como o prédio da prefeitura, a Igreja de São José (Église Saint-Joseph) que foi reconstruída também é obra de Auguste Perret (com contribuição dos arquitetos Raymond Audigier e Georges Brochard e do artista Jacques Poirrier). É dedicada à memória das vítimas de guerras.
Igreja Saint-Joseph
Construída entre 1951 e 1957, a igreja que remete a um farol se destaca entre os edifícios da cidade – com 107 metros de altura. No interior, o altar está localizado no centro da igreja. Os 6500 vitrais que foram instalados na torre permitem que a luz natural do dia chegue até o interior da igreja através das cores que alteram dependendo da orientação do sol.
torre da igreja de são josé
torre da igreja de são josé
O brasileiro Oscar Niemeyer também contribuiu para a arquitetura de Le Havre. Foi o responsável por projetar o Centro Cultural da cidade que atualmente (desde 1990) é conhecido como Le Volcan: um local de produção artística que é referência nacional no campo do teatro, música, dança, circo, novas imagens e artes digitais, e ainda abriga uma biblioteca que carrega o nome do arquiteto como parte do conjunto. Para quem olha de cima, o projeto compõe o desenho de uma pomba que simboliza a paz.
Todas as atrações que citei acima estão localizadas no centro histórico da cidade e podem ser visitadas.
Le Havre
Hospedagem
Optamos pelo Hotel Mercure Le Havre Centre Bassin du Commerce por ser pet friendly e atender o que buscávamos. A localização do hotel é ótima no que se refere à cidade. Percorremos tudo o que citei acima a pé.
A desvantagem de termos nos hospedado em Le Havre é a distância para os destinos que planejamos visitar. O ideal seria termos nos hospedado em um lugar que o acesso fosse mais prático. Além disso, tem a questão da taxa para atravessar a Ponte da Normandia duas vezes por dia (ir e voltar).
Valor para atravessar a ponte (por automóvel): € 5,40 por travessia.
Seguirei o roteiro que fizemos durante a viagem, portanto, a publicação de hoje será sobre Viena, capital da Áustria e maior cidade do país.
A história da cidade começa com a habitação dos celtas no período antes de Cristo. No século I, romanos ocuparam a região de Viena, mas foi apenas no período da Idade Média que o país começou a se desenvolver.
A mistura entre tradições imperiais e modernidade é um dos fatores que encantam quem conhece a cidade.
Abaixo, acompanhe as opções de atrações de Viena:
A Catedral de Santo Estêvão (Domkirche St. Stephan) é o templo sagrado mais importante da capital austríaca.
catedral de santo estevão
catedral de santo estevão
Localizada no centro da cidade, a catedral em estilo gótico foi construída onde anteriormente já existia uma igreja. O primeiro registro da igreja românica de Santo Estêvão é de 1137, mas foi a partir do século XIV e no decorrer dos séculos a seguir que a Catedral de Santo Estêvão começou ser moldada para o que é atualmente.
Durante os ataques da Segunda Guerra Mundial, em 1945, faíscas de casas em chamas nas proximidades da catedral atingiram o telhado até então de madeira, que foi incendiado e causou destruição das obras do interior da igreja. Após o período, a catedral foi restaurada e o material utilizado para a reconstrução do telhado foi alterado, passando a ser de aço. Em 1952, a Catedral de Santo Estêvão foi reaberta.
Atualmente (desde 1722), a Catedral de Santo Estevão é a sede da Arquidiocese Católica Romana de Viena.
O Museu Sigmund Freud (Sigmund Freud Museum) exibe sobre vida pessoal e trabalho do psicanalista.
Como psicóloga, optei por trabalhar com a abordagem psicanalítica enquanto atuei na área por quatro anos no Brasil, desde a formação até a mudança para a Bélgica. Não poderia deixar de conhecer o local onde Sigmund Freud (1856-1939) morou e trabalhou de 1891 a 1938, quando em 04 de julho de 1938 foi forçado pelo Partido Nazista a deixar Viena para o exílio na Inglaterra.
O museu foi fundado em 1971 e a decoração foi realizada com a ajuda de Anna Freud, filha do psicanalista. Com o objetivo de expandir o espaço, o local foi ampliado em fases de remodelação no decorrer dos anos com a supervisão do arquiteto Wolfgang Tschapeller.
A exposição exibe vida pessoal e trabalho do fundador da psicanálise. A mobília é original, porém, a maioria do mobiliário encontra-se em Londres, onde ele viveu até a morte. Documentos sobre as primeiras edições das obras de Sigmund Freud e uma seleção da coleção de antiguidades estão em exposição. Disponibilidade de áudio-guia em português para acompanhar a visitação.
Em dezembro de 1996, o palácio e os jardins como obras de arte barroca foram incluídos na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO.
Jardim na lateral do Palácio Schönbrunn.
O palácio em estilo barroco foi residência de verão da família imperial austríaca desde o século XVIII até o final da Segunda Guerra Mundial, inclusive, a arquiduquesa Maria Leopoldine Josepha Caroline von Österreich (também imperatriz Maria Leopoldina do Brasil), residiu no Palácio Schönbrunn até o dia do seu casamento com o futuro primeiro monarca do Brasil, Pedro I.
O edifício foi reconstruído, expandido e modificado após a invasão turca em Viena durante o império de Maria Theresia (século XVIII), única mulher a governar o Império Habsburg e que recebeu a propriedade como presente de casamento do seu pai, Karl VI. A propriedade foi remodelada por vezes, no entanto, a história que envolve o Palácio Schönbrunn começou no século XIV, quando o imperador Maximilian II adquiriu o terreno para abrigar animais para caça.
O último projeto do Palácio Schönbrunn com a iniciativa de Maria Theresia ocorreu na década de 1770, e incluiu a instalação dos jardins com a supervisão do arquiteto Johann Ferdinand Hetzendorf von Hohenberg, que projetou a Gloriette, as duas fontes Netuno e Obelisco, e a Ruína Romana. Além disso, esculturas criadas por Wilhelm Beyerforam foram instaladas nas fontes e no corredor.
Após a morte de Maria Theresia, o palácio permaneceu desocupado e seu uso como residência de verão foi retomado durante o reinado de Franz Joseph I, de 1848 a 1916, que se casou com a prima Elisabeth Amalie Eugenie von Bayern, ou Sisi. Eles tiveram quatro filhos, sendo três mulheres e um homem que se suicidou porque a família não aceitou seu romance com uma plebeia.
O nome que surgiu na linha de sucessão para o Império Austro-Húngaro após o governo de Franz Joseph I foi do arquiduque Karl Ludwig von Österreich (irmão), no entanto, ele renunciou para favorecer o filho Franz Ferdinand von Österreich. A vida de Franz Ferdinand começou a se transformar. Em 1914, enquanto visitava a cidade de Sarajevo, capital da província austro-húngara da Bósnia e Herzegovina, foi assassinado por um membro de um grupo nacionalista da Bósnia. A morte de Franz Ferdinand é um dos fatores que desencadearam a Primeira Guerra Mundial, modificando o território de países europeus e encerrando os 630 anos de Dinastia Habsburg.
A Fonte Netuno e Gloriette no topo.
A República da Áustria foi proclamada em novembro de 1918, após Karl I (que sucedeu a Franz Joseph I em 1916) emitir uma proclamação no dia do Armistício em que reconhecia o direito do povo austríaco em decidir a forma de governo. Com a queda da monarquia, o Palácio Schönbrunn passou a ser propriedade da República da Áustria.
A visitação inclui passeios pelos belíssimos quarenta apartamentos imperiais que podem ser visitados com áudio-guia em português. Também fazem parte do complexo e são atrações turísticas a casa das palmeiras, o labirinto, o zoológico, a casa do deserto e a orangerie.
O complexo de dois palácios e um jardim carrega acontecimentos com importância para a história do país e é Patrimônio Mundial da UNESCO.
Os dois palácios, Belvedere Inferior e Belvedere Superior, são interligados através de corredores. Os jardins entre os edifícios contribuem ainda mais com a beleza do complexo. Os dois palácios em estilo barroco foram projetados pelo arquiteto Johann Lukas von Hildebrandt a pedido do príncipe François Eugène de Savoie.
Belvedere Inferior
Belvedere Superior
Após a morte do príncipe François Eugène, a imperatriz Maria Theresia comprou o complexo que até então era da herdeira Maria Anna Victoria von Savoyen, sobrinha do príncipe François-Eugène, e transformou o Belvedere Superior em um local de exposições onde coleções imperiais passaram a ser exibidas para o público.
O Belvedere Inferior foi construído entre 1712 e 1716 e foi a residência do príncipe François-Eugène. O palácio é utilizado para a apresentação de exposições temporárias da arte austríaca em contexto internacional.
Belvedere Inferior
O Belvedere Superior foi construído entre 1720 e 1723 e atualmente abriga coleções de Vincent Van Gogh, Gustav Klimt, Egon Schiele, Oskar Kokoschka, Claude Monet e Renoir, entre outros. E tem as salas que podem ser visitadas, como o luxuoso e belíssimo salão de mármore que foi o local onde o Tratado do Estado Austríaco foi assinado, em 15 de maio de 1955.
Detalhes do salão de mármore do Belvedere Superior.
O Belvedere é um dos museus mais importantes do mundo, com a coleção de arte que inclui obras que vão desde a Idade Média até a atualidade.
Pesquisas frequentemente indicam que Viena é uma das cidades com melhor qualidade de vida no mundo e eficiência em todo tipo de serviço, entretanto, a impressão que tive das pessoas enquanto trabalhavam nos locais em que estivemos não é tão positiva assim, pois o mau humor era perceptível. Estranho. Talvez seja o calor em excesso… Independente, a cidade é linda!
É comum a exploração de animais em nome do turismo em Viena, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel!
Utilizamos o transporte público para a locomoção na cidade.
Informações úteis
Clima (junho/agosto 2017): temperaturas entre 25°C e 39°C. Fez um calor insuportável nos dois dias que estivemos por lá, mas normalmente não é assim, acontece que uma onda de calor que foi nomeada de “Lucifer” atingiu alguns países europeus e contribuiu para os 39° em Viena, o que interferiu um pouco nas atividades, mas ok.
Moeda: euro.
Idioma: alemão.
Importante: Comprar antecipadamente tickets para as atrações turísticas sempre que possível.
O vignette (é um adesivo que tem um custo, variando de país para país, e que precisa ser colado no vidro frontal do carro) é obrigatório para a utilização de automóveis na Áustria.
Seguirei o roteiro que fizemos durante a viagem, portanto, a publicação de hoje será sobre Praga, capital da Tchéquia e maior cidade do país.
Ao fundo, a Ponte Carlos e o Castelo.
Registros de Praga indicam a presença humana na região durante o século IX, no entanto, a cidade começou a se desenvolver de forma mais significativa e prosperar apenas a partir do século XIII.
Para facilitar a visita em Praga é importante saber que a cidade é dividida pelo Rio Vltava; à direita está a Cidade Velha (Staré Město) e à esquerda está a Cidade Nova (Nové Město). Depois de considerar quais eram os lugares que gostaríamos de visitar, optamos pela compra do “Prague Card”, que também inclui o acesso ao transporte público da cidade.
Abaixo, acompanhe as opções de atrações de Praga:
A Praça da Cidade Velha (Staroměstské Náměstí) está localizada no centro da Cidade Velha, à direita da margem do Rio Vltava.
Na praça, prédios e a Igreja de Nossa Senhora de Týn.
A arquitetura dos prédios da praça é bem diversificada. Destacam-se: a antiga Câmara Municipal e o Relógio, a Igreja de São Nicolau em estilo barroco, a Igreja de Nossa Senhora antes de Týn em estilo gótico, e a estátua de Jan Hus.
O prédio da antiga Câmara Municipal (Staroměstská Radnice) é uma construção do século XIV. É possível visitar o interior do prédio e subir na torre. Infelizmente, estava em processo de restauração durante o período que visitamos a cidade.
O primeiro registro que já foi encontrado sobre o Relógio Astronômico (Staroměstský Orloj) é de 1410, e desde então, muitos reparos por razões técnicas e por destruição durante a Segunda Guerra Mundial aconteceram. De hora em hora (entre 09:00 e 23:00), acontece o show dos doze apóstolos nas janelas. Outras figuras também fazem parte do Relógio Astronômico desde o século XVII, como 1. O galo; 2. O anjo de pedra; 3. Marnivek; 4. Lakomek; 5. A morte; 6. Turek; 7. O filósofo; 8. São Miguel Arcanjo; 9. Stargator; 10. O cronista.
A Igreja de São Nicolau (Chrám Svatého Mikuláše) foi construída por determinação dos jesuítas em 1673. Passou por reformas e restaurações com o passar do tempo. Arquitetos da Família Dientzenhofer e Anselmo Lurago participaram do projeto que foi realizado por cerca de cem anos. O interior da catedral é obra de pintores e de escultores da época que trabalharam minuciosamente com o projeto.
A Igreja de Nossa Senhora antes de Týn (Chrám Matky Boží před Týnem) foi construída entre os séculos XIV e XVI, no entanto, o local foi mencionado pela primeira vez no século XII. O interior da igreja possui obras góticas, renascentistas e barrocas, onde os estilos se misturam e se equilibram entre si. A igreja é um monumento cultural nacional e passou por reformas e restaurações no século XX.
Jan Husfoi um dos percursores do movimento protestante que foi queimado até a morte por se opôr à doutrina da Igreja Católica. A estátua que o homenageia é uma das esculturas de Art Nouveau mais importantes da cidade.
Clique aqui para mais informações sobre as atrações da praça.
Também localizado na Cidade Velha de Praga, o Bairro Judaico (Josefov) é o lugar da cidade onde os judeus optaram por viver. O nome Josefov é uma homenagem dos judeus ao imperador Romano-Germânico Joseph II, que contribuiu com a integração dos judeus na cidade de Praga.
Foi durante o século X que os judeus começaram a se integrar em Praga. Após um ataque em massa (pogrom), eles fizeram a escolha de viver em uma única região. Foi apenas no final do século XIX que a comunidade começou a prosperar, quando o prefeito do bairro judaico da época, Mordecai Maisel, se tornou ministro das finanças e contribuiu para o desenvolvimento do local. A Sinagoga Maisel é uma homenagem para ele.
Sinagoga Maisel
Uma parte do bairro judaico foi demolido no século XIX com o objetivo de ser remodelado. Com a reforma, apenas seis sinagogas permaneceram ali, além do Antigo Cemitério Judaico e da Câmara Municipal do Josefov.
Durante o período em que os nazistas ocuparam o local, Adolf Hitler decidiu que ali seria construído o Museu da raça extinta, com exibições de itens da comunidade judaica de Praga. Alguns dos itens estão nas exposições das sinagogas do Museu Judaico de Praga (Židovské Muzeum v Praze).
A Sinagoga Maisel (Maiselova Synagoga) foi construída entre 1590 a 1592. Passou por reformas e modificações com o decorrer dos anos. Atualmente, abriga uma exposição chamada Os Judeus nas terras da Boêmia do século X ao século XVIII.
A Sinagoga Pinkas (Pinkasova Synagoga) foi concluída em 1535 e atualmente é um memorial que homenageia os judeus que foram vítimas do holocausto. A sinagoga ainda exibe uma exposição sobre a vida das crianças através de desenhos feitos por elas.
A Sinagoga Klaus (Klausová Synagoga) foi concluída em 1694 onde antes era o local de escola talmúdica e de oração. A sinagoga exibe artigos religiosos que retratam a vida dos judeus, trajes e alguns dos costumes relacionados ao dia a dia e cotidiano das famílias.
A Sinagoga Velha Nova (Staronová Synagoga) é a sinagoga mais antiga da Europa (construída no final do século XIII) e foi a principal sinagoga da comunidade judaica de Praga por mais de 700 anos.
A Sinagoga Espanhola (Španělská synagoga) foi construída em 1868 e recebeu tal nome por causa da decoração em estilo mourisco que foi inspirada na Alhambra espanhola. Atualmente, apresenta uma exposição sobre a vida dos judeus nos séculos XIX e XX.
A Sinagoga Alta (Vysoká Synagoga) é um prédio de dois andares que foi construído em conjunto com a Prefeitura da Cidade Judaica e financiado por Mordechai Maisel.
Fundado no século XV, é estimada a existência de cerca de 12.000 lápides no local, mas a quantidade de pessoas que realmente foram sepultadas no Antigo Cemitério Judaico de Praga é incerta, já que o solo possui cerca de dez camadas que foram amontoadas uma em cima da outra, pois a área do cemitério não era suficiente para a época. Personalidades com importância para a cidade estão sepultadas no local.
Clique aqui para mais informações sobre o Bairro Judaico de Praga.
A Ponte Carlos (Karlův Most) é a ligação mais importante entre os dois lados da cidade.
Fundada em 1357, era a única travessia sob o Rio Vlatva até o século XVIII. Melhorias foram realizadas no decorrer dos anos em razão das inundações que a atingiam.
Na ponte, as 30 estátuas de personalidades religiosas foram construídas entre os anos de 1683 e 1714 pelos artistas Matthias Braun, Jan Brokoff e seus filhos, Michael Joseph Brokoff, Ferdinand Maxmilian Brokoff, entre outros.
Atualmente, a ponte mede 515 metros de comprimento e um pouco mais de 9 metros de largura.
Reparos estão programados para o final de 2019 e devem levar vinte anos para serem concluídos.
O pôr do sol visto da Ponte Carlos é um espetáculo!
O Castelo de Praga (Pražský Hrad) é Patrimônio Mundial da UNESCO e uma das instituições culturais mais importantes da Tchéquia.
O Castelo de Praga foi construído na Colina Hradcany no século IX para abrigar as autoridades da época. O Castelo de Praga não é um castelo, e sim um complexo com atrações como a Rua Dourada, a Basílica de São Jorge em estilo barroco, a Catedral de São Vito em estilo gótico, dois palácios, além de exposições. Do castelo é possível ter uma vista panorâmica incrível da cidade.
Começamos com a visita no Castelo de Praga por Malostranská. Para acessar o local é necessário passar pelo controle de segurança que é obrigatório para entrar no complexo. Além do que é possível visitar gratuitamente, optamos em conhecer as atrações que fazem parte do Circuito B:
Rua Dourada (Zlatá Ulička): uma rua estreita com casas bem pequenininhas e coloridas que foram construídas no final do século XVI para os funcionários do castelo residirem. Um século depois da construção, os ourives (pessoas que produzem ou vendem objetos de ouro e/ou em prata) e artesãos ocuparam o local e realizaram modificações. Já no século XX, os imóveis foram desalojados e lojas de produtos típicos do local se instalaram ali. Atualmente, além das lojas existem exposições nas residências com mobília para exibir um pouco de como as pessoas viviam, além da exposição de itens medievais no andar superior.
Basílica de São Jorge (Bazilika Svatého Jiří): fundada em 920, a basílica foi ampliada com a construção do convento de freiras beneditinas de 973. Atualmente, túmulos de membros da Família Přemyslovci estão situados na basílica.
Catedral de São Vito (Katedrála Svatého Víta): a maior igreja do país foi construída entre 1344 e 1929, com interrupções em razão de guerras hussitas e catástrofes. É o templo sagrado com maior importância para a cidade, e atualmente abriga em seu interior, na Capela de São Venceslau, objetos que são símbolos de soberania e que foram utilizados pelos reis nos momentos de coroação, como a coroa de São Venceslau, cetro, orbe, o manto de coroação, uma almofada e o estojo da coroa.
catedral de são vito
catedral de são vito
Palácio Real (Starý Královský Palác): o antigo palácio real foi construído no final do século IX e foi a residência dos reis até o século XVI, período em que o Salão Vladislav foi construído para ser o palco de coroações, banquetes, festas, torneios de cavaleiros, entre outras finalidades que envolvem eventos oficiais de reinados. O antigo palácio real expõe “A história do Castelo de Praga”.
Torre Daliborka: torre em formato cilíndrico que foi utilizada como prisão até o século XVIII.
É importante verificar os horários para visitação.
A casa dançante (Tančící Dům) é a construção mais inusitada da cidade até hoje.
A construção do prédio aconteceu entre 1994 e 1996 com o apoio do presidente Václav Havel que tinha a expectativa de que o local se tornasse um centro de atividades culturais com uma biblioteca e galerias de arte, porém, o projeto dos arquitetos Vlado Milunić e Frank Gehry se tornou um centro empresarial.
O edifício abriga um restaurante/bar que possibilita vista panorâmica para admirar Praga em 360 graus.
As marcas que foram deixadas nos períodos de guerra não ofuscam os encantos de Praga, e acredito que o charme da cidade está justamente nas diferenças de estilos arquitetônicos que acompanham o passar dos anos e na facilidade de se perder e de se encontrar na cidade que tem um ambiente tão acolhedor.
É comum a exploração de animais em nome do turismo em Praga, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel!
Utilizamos o transporte público para a locomoção na cidade.
Informações úteis
Clima (junho/agosto 2017): temperaturas entre 25°C e 37°C. Fez um calor insuportável nos dois dias que estivemos por lá, mas normalmente não é assim, acontece que uma onda de calor que foi nomeada de “Lucifer” atingiu alguns países europeus e contribuiu para os 37° em Praga, o que interferiu um pouco nas atividades, mas ok.
Moeda: koruna česká – CZK.
Idioma: tcheco.
Importante: Comprar antecipadamente tickets para as atrações turísticas sempre que possível.
O vignette (é um adesivo que tem um custo, variando de país para país, e que precisa ser colado no vidro frontal do carro) é obrigatório para a utilização de automóveis na Tchéquia.
Seguirei o roteiro que fizemos durante a viagem, portanto, a publicação de hoje será sobre Berlim, uma cidade que é um verdadeiro museu ao ar livre por tudo o que carrega de história. Exatamente por isso, 3 dias são suficientes apenas para conhecer as atrações turísticas mais interessantes e nada muito além disso.
O primeiro registro encontrado em documentos sobre a capital da Alemanha é do século XIII.
É notável os diferentes tipos de arquitetura tanto antiga quanto moderna nos prédios que estão espalhados pela da cidade. Parques de área verde contribuem para que a cidade se torne ainda mais atraente. Diversidade é uma das palavras que (atualmente) podem definir Berlim. Diversidade no que envolve a população em si, arte, comida, religião, comportamento, em tudo! Porém, muitos atos de intolerância, crueldade, tortura, ódio e crimes contra a humanidade já aconteceram em Berlim.
Abaixo, acompanhe o que conhecemos em Berlim:
Reichstag é palácio onde o Parlamento Federal da Alemanha exerce suas funções.
A construção do prédio foi concluída em 1894, e entre 1919 e 1933 foi a sede do parlamento da República de Weimar.
Em 1933, após um mês da nomeação de Adolf Hitler para o cargo de chefe do governo federal da Alemanha, o prédio foi incendiado e os nazistas usaram a situação como pretexto para iniciar a perseguição aos comunistas, já que os policiais encontraram o comunista Marinus van der Lubbe dentro do prédio assim que chegaram no local, responsabilizando-o pelo ocorrido. Os dirigentes do partido comunista foram presos e Adolf Hitler encorajou o presidente da época a assinar o decreto que suspendia a maioria dos direitos humanos garantidos pela constituição de 1919. Segundo a polícia, o holandês Marinus van der Lubbe confessou o ato alegando que incendiou o prédio em protesto contra o crescente poder do partido nazista na época. Com a prisão dos líderes do partido comunista e o impedimento dos deputados para exercer as funções de trabalho, além do apoio do Partido Popular Nacional Alemão e ameaças aos demais partidos, os nazistas conquistaram a porcentagem para a adoção da Lei de Plenos Poderes. Várias liberdades civis foram suspensas.
Durante os doze anos do regime nazista (1933 – 1945), o Reichstag não foi utilizado para as sessões parlamentares em razão dos danos que o fogo causou durante o incêndio. Com a Segunda Guerra Mundial, a condição do prédio piorou um pouco mais.
No período da Guerra Fria, o prédio permaneceu em Berlim Ocidental.
Após a Segunda Guerra Mundial, em 1949, a capital da Alemanha Ocidental passou a ser Bonn, para onde o governo e o parlamento também foram transferidos, inutilizando o prédio que até então se encontrava em ruínas.
O arquiteto Paul Baumgarten trabalhou de 1961 a 1973 com o projeto de restauração do prédio, que então passou a ser utilizado para situações ocasionais e uma exposição permanente sobre a história da Alemanha até 1990.
Após a reunificação da Alemanha, no dia 03 de outubro de 1990 foi determinado que o governo e o parlamento voltariam para Berlim, o que ocasionou a restauração do prédio. O projeto do arquiteto Norman Foster foi realizado entre os anos de 1995 a 1999 e inaugurado em 19 de abril de 1999, quando as sedes do governo e do parlamento foram transferidas novamente para o Reichstag.
O Memorial de Guerra Soviético no Tiergarten (Sowjetisches Ehrenmal im Tiergarten) é um dos memoriais que foram construídos em homenagem aos soldados do Exército Vermelho.
O Memorial de Guerra Soviético no Tiergarten foi construído em 1945 pela União Soviética para homenagear os soldados do Exército Vermelho que morreram durante a Segunda Guerra Mundial.
O projeto é do arquiteto Mikhail Gorvits e a estátua do soldado é obra dos artistas Vladimir Tsigal e Lev Kerbel.
No topo de uma das colunas está a estátua que simboliza um soldado do Exército Vermelho. Nas demais, estão grafados os nomes dos soldados que morreram durante a guerra. Nas laterais do monumento estão dois tanques e dois canhões que foram utilizados durante a Batalha de Berlim.
Um cemitério com cerca de 2500 túmulos dos soldados também faz parte do memorial.
O Memorial do Holocausto (Holocaust-Mahnmal ou Stiftung Denkmal für die ermordeten Juden Europas) é um monumento dedicado para os judeus que foram assassinados durante o regime nazista.
Ideias para a construção do memorial surgiram em 1988 e desde então foi discutido sobre a questão. Apenas em 2000 o parlamento alemão aprovou a obra. Entre 2003 a 2004 foi construído o memorial que foi projetado pelo arquiteto Peter Eisenman. A área do memorial é de 19.000 m², com 2771 blocos de concreto que possuem tamanhos de comprimento e de largura exatamente iguais, mas com as medidas de altura diferentes. O memorial foi inaugurado em 10 de maio de 2005. Está localizado na área que era chamada de “faixa da morte” quando ainda existia o muro que separava a cidade.
Uma sala subterrânea também faz parte do memorial – “Ort der information” – exibe um pouco sobre a perseguição aos judeus.
O Portão de Brandemburgo (Brandenburger Tor) é o principal cartão-postal de Berlim e o único portão que restou dos inúmeros que existiam para acessar a cidade quando os muros a cercavam, no século XVII.
A construção ocorreu de 1788 a 1791 por ordem do rei Friedrich Whilhelm II, simbolizando a paz. O monumento foi projetado por Carl Gotthard Langhans e a quadriga (carruagem conduzida por quatro cavalos no topo) com a deusa da paz, Eirene, obra de Johann Gottfried Schadow, foi instalada em 1793.
Durante a ocupação dos franceses, em 1806, Napoléon Bonaparte encaminhou a quadriga à Paris, no entanto, com a derrota do próprio em 1815, ela foi recuperada e a pedido do rei Friedrich Whilhelm III, uma cruz de ferro com uma águia prussiana foram acrescentadas à obra. Na época, a praça onde está localizado o Portão de Brandemburgo recebeu o nome de Pariser Platz – em português: Praça Parisiense.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o portão e a quadriga foram danificados.
Após, com a divisão da cidade, o portão permaneceu do lado que era controlado pelos soviéticos – Berlim Oriental. Para a restauração da obra, os dois lados concordaram em dividir os custos, e então Berlim Oriental se responsabilizou pela restauração do portão em si, enquanto Berlim Ocidental se responsabilizou por refundir a quadriga. Em julho de 1958, encerraram-se as obras do portão e em agosto a quadriga foi colocada, no entanto, Berlim Oriental decidiu alterar a peça com a remoção da cruz de ferro e da águia prussiana que até então faziam parte da peça, e ainda alterou a direção da instalação como era originalmente, o que gerou a revolta de Berlim Ocidental. O acesso ao portão foi livre até 1961, quando as decisões unilaterais de Berlim Oriental chegaram ao ápice e a construção do Muro de Berlim em frente ao portão limitou as fronteiras do setor soviético com os setores francês, britânico e americano, e então, apenas os soldados da Alemanha Oriental que faziam parte da patrulha podiam se aproximar. Foi apenas em 1989 que o Portão de Brandemburgo se tornou acessível novamente.
Ele foi restaurado entre 2001 e 2002, e inaugurado com uma cerimônia no dia 03 de outubro de 2002, dia em que é comemorado a reunificação da Alemanha. Desde então, apenas os pedestres podem atravessar o portão.
Atualmente, simboliza a unificação alemã e é onde comemorações e festividades com importância para a cidade acontecem.
A Catedral de Berlim (Berliner Dom) é patrimônio mundial da UNESCO e o templo sagrado mais bonito da cidade.
A Catedral de Berlim é a mais importante igreja protestante luterana da cidade. Com 116 metros de altura, 73 metros de largura e 114 metros de comprimento, é uma das arquiteturas que mais se destacam na cidade.
Foi construída entre 1894 e 1905, no entanto, a história da Catedral de Berlim começou no século XV, quando a Capela de Saint Erasmus que pertencia ao palácio real de Cölln recebeu o status de igreja colegiada pelo papa da época. Passou por reparações e modificações durante os séculos a seguir, até que, em 27 de fevereiro de 1905, a Catedral de Berlim projetada por Julius Raschdorff foi inaugurada.
Durante o período da Segunda Guerra Mundial, a cúpula da catedral foi atingida por uma bomba de líquidos inflamáveis e por causa das dificuldades para acessar o edifício, a cúpula foi destruída completamente pelo fogo que se espalhou. Em 1953, um telhado foi construído para temporariamente proteger o que restou em seu interior.
Após a divisão da cidade, ficou em de Berlim Oriental e foi reconstruída de 1975 a 1993.
A Catedral de Berlim foi reaberta com uma celebração solene no dia 06 de junho de 1993.
Em seu interior, além de ser decorada com relevos que ilustram as histórias do Novo Testamento, encontra-se o maior órgão de tubos da Alemanha, obra de Wilhelm Sauer. A catedral também abriga a cripta da Família Hohenzollern e mais de noventa túmulos de pessoas com importância para o país. A cúpula da catedral também pode ser acessada através de 270 degraus.
Localizada no centro da cidade, a Torre de TV (Berliner Fernsehturm) é atualmente a construção mais alta do país e se destaca no horizonte de Berlim.
A Torre de TV foi construída pelo governo da República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) na Alexanderplatz de 1965 a 1969, e inaugurada em 03 de outubro de 1969. Entre os arquitetos que contribuíram para a construção da torre estão Hermann Henselmann e Jörg Streitparth, que foram os primeiros a trabalhar durante o planejamento e a construção em si, e Fritz Dieter, Günter Franke, Werner Ahrendt, Walter Herzog, Heinz Aust e Bruno Flierl que também fizeram parte da equipe dos arquitetos que contribuíram com o projeto.
A torre foi concluída com 365 metros de altura, mas após a instalação de uma nova antena em 1990, a altura aumentou para 368. Na esfera, a plataforma com vista panorâmica está a 203 metros de altura. Mais acima, um restaurante que fica em uma plataforma giratória e possibilita que os clientes observem a cidade está a 207 metros de altura.
vista panorâmica – Catedral de Berlim e Portão de Brandemburgo
A Alexanderplatz está localizada no centro da cidade, o que contribui para que seja a mais visitada e a mais atrativa praça de Berlim.
Urania-Weltzeituhr
Recebeu tal nome em 1805, para homenagear o imperador Alexander I, que ao visitar a cidade naquele ano, foi recebido no local.
O local foi extremamente danificado durante a Segunda Guerra Mundial e reconstruído nas décadas de 1960 e 1970 com a aparência que é atualmente.
É um dos principais pontos de transportes públicos da cidade, além de ser um dos principais centros comerciais da cidade, com vários tipos de estabelecimentos e lojas. Nas proximidades da praça também se encontra um shopping que foi inaugurado em 2007.
Além da Torre de TV, o Urania-Weltzeituhr, (um relógio que exibe os horários de cidades) e a fonte da amizade se destacam praça.
A Igreja de Santa Maria (St. Marienkirche) está entre as igrejas mais antigas da cidade.
Igreja de Santa Maria e a fonte Netuno
Presume-se que a construção da Igreja de Santa Maria ocorreu no início do século XIII, já que foi mencionada pela primeira vez em registro em 1292. Passou por reparações e modificações nos séculos a seguir. Foi remodelada por Hermann Blankenstein entre 1893 e 1894, e após a Segunda Guerra Mundial foi restaurada.
Rotes Rathaus: sede da prefeitura e da câmara dos vereadores de Berlim.
O projeto de Hermann Friedrich Waesemann foi construído entre 1861 e 1869.
Foi danificado durante a Segunda Guerra Mundial e reconstruído de 1951 a 1956. Com a divisão da cidade, o prédio abrigou o governo de Berlim Oriental, enquanto Rathaus Schöneberg abrigou o governo de Berlim Ocidental. Após a reunificação do país, em 1991 o prédio voltou a ser a sede da prefeitura da cidade.
A organização Berliner Unterwelten foi criada em 1997 para pesquisar e explorar locais desativados da parte subterrânea de Berlim. A organização oferece opções para que o visitante acesse um pouco do que existe no interior do subsolo. A visita é realizada com um guia especializado que explica sobre o que é encontrado lá.
O percurso começa pela estação de metrô Gesundbrunnen. Descemos até o subterrâneo e ao atravessar a primeira porta que encontramos, nos deparamos com os abrigos de proteção que retratam através das exposições sobre como era viver por ali quando existia a necessidade de permanecer por ali enquanto os bombardeios aconteciam. As pinturas das paredes com tinta fosforescente são originais e para a preservação é proibido tocar. Cada pessoa que permanecia ali tinha a própria máscara de gás. Não existia ventilação.
De todas as atrações que visitei em Berlim, foi a que eu mais gostei, talvez pelo fato de eu conseguir me aproximar um pouco mais de parte da realidade durante o período.
O Muro de Berlim (Berliner Mauer) dividiu a cidade em Berlim Ocidental e Berlim Oriental de 1961 a 1989.
East Side Gallery
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi dividida em quatro setores de ocupação que correspondiam à União Soviética, França, Inglaterra e Estados Unidos. Em maio de 1949, Os Aliados formaram a República Federal da Alemanha representando o bloco dos países capitalistas na Alemanha Ocidental que tinha Bonn como a capital. Em outubro de 1949, a zona que era controlada pela União Soviética criou a República Democrática Alemã para representar o comunismo na Alemanha Oriental que tinha Berlim como a capital. E assim os setores do bloco capitalista ficaram cercados pelos comunistas.
Até 1961, a circulação entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental era livre. Em 12 de agosto de 1961, o governo da Alemanha Oriental decidiu fechar as fronteiras com acesso à Berlim. Na madrugada do dia 13 de agosto de 1961, os soldados colocaram arames e barreiras ao longo da fronteira. Com o passar dos dias, um muro foi construído para substituir a barreira que até então era provisória. Com o passar dos anos, a fortificação para a divisão foi aperfeiçoada. Na década de 1980, um muro foi construído em paralelo, e o então Muro de Berlim era constituído por dois muros com variações de largura. Entre os dois muros ficava o espaço que era conhecido como a “faixa da morte”, onde existiam mais de 300 torres para observação e diferentes tipos de controles que dificultavam tentativas de fuga. A vigilância era feita por soldados e por cães que tinham permissão para tudo.
O Muro de Berlim tinha 155 quilômetros de extensão, sendo que 43,1 quilômetros atravessava o centro da cidade, dividindo os dois lados de Berlim, e os demais 111,9 quilômetros de extensão do muro separavam Berlim Ocidental da Alemanha Oriental. A altura do muro era de 3,6 metros.
Bernauer Strasse
Após protestos e a reivindicação de direitos dos alemães para circular livremente no país, em 09 de novembro de 1989, o Muro de Berlim começa a ser destruído pela população, após a declaração de um membro do governo da República Democrática Alemã informando a abolição de restrições para ir e vir. As pessoas começaram a se aglomerar em frente ao Muro de Berlim ultrapassando de um lado para o outro e os guardas não sabiam o que fazer no momento, então não reagiram. Os alemães comemoraram euforicamente o fato de estarem livres no país. A queda do Muro de Berlim representou o fim da Guerra Fria e fortaleceu a reunificação da Alemanha, que ocorreu definitivamente no dia 3 de outubro de 1990.
East Side Gallery
Fragmentos do Muro de Berlim ainda podem ser vistos pela cidade. Estivemos na Bernauer Strasse, Niederkirchnerstraße e Mühlenstraße.
O museu encontra-se onde era a sede da GESTAPO (polícia secreta do Estado – regime nazista). O prédio foi danificado durante a Segunda Guerra Mundial e demolido na década de 1950.
No interior do pavilhão ficam as exposições temporárias que na época (2017) retratava através de artigos, fotos, vídeos, depoimentos e cartas sobre a trajetória do partido nazista e o seu governo, de 1933 a 1945. O museu continua ao ar livre exibe as atrocidades que eram praticadas. Parte do Muro de Berlim ainda existe ali.
Checkpoint Charlie era o posto militar entre os dois lados de Berlim durante a Guerra Fria.
O posto militar entre o setor soviético e o setor americano tinham a função de controlar a travessia de membros das Forças Aliadas para Berlim Oriental. Charlie, na verdade, se refere à letra C e não tem ligação com o homem da foto que está no local. O Checkpoint Alpha se refere à letra A. O Checkpoint Bravo se refere à letra B. As letras representam o alfabeto fonético da OTAN.
Com a queda do Muro de Berlim e a reunificação da Alemanha, o posto militar foi removido em junho de 1990. No ano de 2000, foi instalada uma cabine para atrair os turistas no local de origem, ou seja, é fake.
Utilizamos o transporte público para a locomoção na cidade.
Informações úteis
Clima (junho/agosto): temperaturas entre 20°C e 29°C.
Moeda: euro.
Idioma: alemão.
Importante: Comprar antecipadamente tickets para as atrações turísticas sempre que possível. Ter dinheiro em espécie para o pagamento em restaurantes, pois a maioria dos estabelecimentos não aceita cartões (débito ou crédito).
A Batalha de Waterloo foi um confronto militar que aconteceu em 18.06.1815 perto da cidade de Waterloo, em Braine-l’Alleud (cerca de 20 km da cidade de Bruxelas), que na época pertencia ao Reino dos Países Baixos e atualmente fica na região de Valônia, Bélgica.
Resumidamente, foi onde as tropas inglesas comandadas pelo primeiro duque de Wellington e as tropas prussianas comandadas pelo general Gebhard Leberecht von Blücher, além das tropas aliadas que formavam a Sétima Coalizão, lutaram contra Napoléon Bonaparte e o venceram, decretando o fim do seu império.
Atualmente, o museu “Memorial 1815”, o espaço Le Panorama, La Butte du Lion, a Fazenda Hougoumont e dois restaurantes fazem parte das instalações da área do campo de batalha que podem ser visitados.
O museu denominado Memorial 1815 exibe informações sobre a história de Napoléon Bonaparte como imperador e os fatos que antecederam os combates através da linha do tempo, imagens, vídeos, mapas, itens que foram utilizados, retrata os cenários hora a hora do dia e mais. O filme em 4D “Au cœur de la Bataille” é incrível!
O espaço Le Panorama exibe uma pintura de 110 metros de comprimento e 12 metros de altura que retrata a Batalha de Waterloo.
O memorial La Butte du Lion é dedicado para os soldados que morreram no local. A estátua que foi esculpida pelo artista Jean-Louis van Geel e construída entre 1824 e 1826 fica no topo da colina que possibilita vista panorâmica do campo de batalha e das fazendas. O leão protegendo um globo terrestre simboliza o retorno da paz na Europa.
É possível chegar no topo da colina apenas através de escada (226 degraus).
vista panorâmica
vista panorâmica
vista panorâmica
vista panorâmica
Fazenda Hougoumont: região em que aconteceram as lutas mais violentas. A casa que é possível visitar hoje em dia era a residência do jardineiro e foi o que restou. O prédio principal foi completamente destruído.
Estão instalados dois restaurantes na área: Le Bivouac e Le Wellington.
Não existem dados com exatidão sobre o número de pessoas que estiveram em batalha no dia 18.06.1815, mas é estimado que foram cerca de 188.000 soldados, onde, aproximadamente, 10.000 foram mortos e 35.000 foram feridos. E ainda tem os cavalos que também foram atingidos. Números que colocam a batalha como a terceira Guerra Napoleônica mais brutal, atrás das batalhas de Leipzig e Moskova.
É possível desfrutar de atividades e de eventos que acontecem em datas especiais. Clique aqui para acessar o site oficial e verificar. Informações sobre como chegar até o local (carro, ônibus e trem), horários e preços também são encontradas no link.