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Visita ao incrível Mont Saint-Michel em um dia

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.

O Mont Saint-Michel é um rochedo que fica no meio de uma baía para o Canal da Mancha. Foi um centro de peregrinação dos cristãos durante a Idade Média e desde 1979 é considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO, sendo um dos locais mais extraordinários da lista em razão dos aspectos monumental e pitoresco que são facilmente notados.

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Mont Saint-Michel

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Acredita-se que a história do monumental Mont Saint-Michel começa em 708, quando o bispo Aubert (de Avranches) sonha que o arcanjo São Miguel ordena que uma igreja seja construída e consagrada em sua homenagem ali no rochedo. Em 709 o sonho tornou-se realidade (depois de o arcanjo aparecer três vezes nos sonhos do bispo). A abadia fica no topo do monte.

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Antes disso, o local era conhecido como Mont-Tombe.

Durante o século X, os frades se instalaram na abadia e um vilarejo foi se desenvolvendo pouco a pouco aos pés do monte. Foi o local de refúgio para os peregrinos, enquanto para os viajantes era um local de descanso. Os religiosos sofreram com incêndios e desabamentos que aconteceram, mas reconstruíram e fortificaram os alicerces sem desânimo. Com a coragem dos frades em defendê-lo, o Mont Saint-Michel resistiu às invasões dos vikings no século IX, à Guerra dos Cem Anos contra os ingleses que tentaram invadir e apropriar-se, e quando os protestantes tentaram ocupá-lo durante as guerras de religião. Graças à proteção da muralha e pelo mar, permaneceu intocável durante os períodos que foram citados anteriormente. A afluência dos peregrinos incentivou os comerciantes a se instalarem no rochedo, contribuindo para a formação da aldeia.

Depois que os beneditinos foram obrigados a deixar a abadia por riscos, revolucionários transformaram o local em prisão entre os anos de 1793 e 1863.

Uma restauração a partir de 1872 sob a responsabilidade do serviço de monumentos históricos da França e o regresso de uma comunidade religiosa em 1969 possibilitaram o renascimento Mont Saint-Michel. Atualmente, é um dos locais mais visitados na França, atrás de Paris e do palácio de Versailles.

Desaguam ali os rios Sée, Sélune e Couesnon.

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O evento das marés vivas é a subida e a descida da maré em torno do monte, e é uma atração. Entretanto, não é diariamente que acontece, pois o espetáculo só acontece durante os períodos das luas nova e cheia, então é importante acessar o site oficial que divulga a tábua das marés para verificar quando acontece. (clique aqui)

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Mont Saint-Michel após a maré subir

Nós conseguimos nos instalar em um dos pontos da muralha quando a maré começou a subir ao redor do Mont Saint-Michel para apreciar o evento. É mágico! O monte não chegou a se transformar em ilha no dia em que o visitamos porque a maré não subiu a ponto de cobrir a passarela, mas a possibilidade existe, por isso a importância de verificar a tábua das marés para não ter surpresas. O coeficiente indicava 80 no dia que estivemos lá.

Apenas um dia foi suficiente para explorarmos o que o Mont Saint-Michel tem a oferecer.

Existem opções para alimentação e hospedagem no interior da muralha do Mont Saint-Michel.

Nas ruas do vilarejo existem lojas de souvenirs com todo tipo de produto. E após a visita à abadia também! Foi lá que compramos um enfeite para colocar na nossa árvore de natal como lembrança.

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Não é possível ir de carro até o interior do Mont Saint-Michel, mas existem estacionamentos por perto. Aí é só caminhar ou utilizar o transporte que atravessa a ponte até o monte. Recomendo a caminhada para ir apreciando a vista. Não pague para ser transportado por cavalos, é cruel!

Para acessar o site oficial de turismo e mais informações, clique aqui.

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Uma das praias do desembarque do Dia D: Omaha Beach

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.

O “Dia D” foi o dia em que Os Aliados desembarcaram nas praias da Normandia com o objetivo de libertar a França e consequentemente o continente da ocupação dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Aconteceu no dia 06 de junho de 1944.

A Operação Overlord foi estabelecida na conferência em Casablanca em 24 de janeiro de 1943, quando Os Aliados decidiram os fatores que implementariam para os desembarques de 1944 no continente. As praias do desembarque são: Sword Beach, Juno Beach, Gold Beach, Omaha Beach e Utah Beach. Os americanos desembarcaram nas praias de Omaha e Utah, enquanto ingleses e canadenses foram para Gold, Juno e Sword. Durante os meses que antecederam do “Dia D”, Os Aliados colocaram em prática operações militares falsas com o objetivo de iludir e confundir os alemães em relação ao local, dia e horário do principal ataque. Na data prevista, 05 de junho de 1944, as condições meteorológicas não eram favoráveis para o desembarque, mas o que era considerado um pouco mais próximo do ideal pela equipe de especialistas só aconteceria em duas semanas e adiar o plano seria um risco, então foi definido que mesmo não sendo o que era ideal, os desembarques aconteceriam em 06 de junho de 1944, afinal, os alemães tinham acesso mais limitado que Os Aliados acerca das condições meteorológicas na época. Para garantir uma invasão bem-sucedida, Os Aliados iniciaram uma campanha de bombardeios para atingir as indústrias de aeronaves da Alemanha, a infraestrutura de comunicações e os acessos a rodovias e ferrovias para dificultar o auxílio de reforços.

Um porto artificial “Mulberry” foi levado da Inglaterra para Omaha Beach e colocado em prática para formar um quebra-mar e facilitar o descarregamento das embarcações que carregavam o material de guerra. Os americanos desembarcaram em maré baixa de manhã e tiveram dificuldades para chegar até o topo da colina e avançar, já que os alemães e suas armadilhas estavam ali para impedir. É estimado que 3881 soldados americanos foram mortos ou feridos (e desaparecidos) em 06 de junho de 1944 na praia de Omaha. Os primeiros a desembarcarem sabiam que morreriam para abrir os caminhos para a libertação e mesmo assim agiram por bravura.

Nós visitamos dois museus que ficam nas proximidades de Omaha e fomos até a praia. Optamos por explorar apenas uma das praias do desembarque do que visitar mais e não nos conectarmos com a história.

O Overlord Museum foi inaugurado em 2013, abriga uma coleção de mais de 10.000 peças e conta a história da Batalha da Normandia até a libertação de Paris. As seis forças armadas são reproduzidas juntamente com o acervo de mais de 40 veículos, tanques e canhões, restaurados por uma equipe de especialistas. O museu ainda exibe permanentemente arquivos dos veteranos que testemunharam os combates de 1944.

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Localizado em Saint-Laurent-sur-Mer, o Museé Memorial d’Omaha Beach foi fundado em memória das pessoas que morreram em 1944 e exibe uma coleção de itens pessoais, documentos, armas, uniformes, veículos, fotografias e um pouco do cotidiano desde a ocupação dos alemães até o dia que os americanos desembarcaram em Omaha Beach para a libertação. Além disso, um documentário de aproximadamente vinte e cinco minutos com testemunhos dos veteranos é exibido. É emocionante!

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A coleção do museu está em constante evolução. Com frequência, itens são encontrados por crianças que brincam na areia da praia.

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Na região existem memoriais e um Cemitério Militar Americano em homenagem aos soldados que morreram ali. Infelizmente, não conseguimos visitar por causa do tempo que tínhamos. Entretanto, fica a dica!

A escultura Les Braves é obra de Anilore Banon e consiste em três elementos: as asas da esperança, para que o espírito que carregou os homens de junho de 1944 continue nos inspirando e nos recordando que juntos é possível mudar o futuro; ascensão e liberdade, para que o exemplo daqueles que se levantaram contra a barbárie nos ajude a permanecer firmes e fortes contra todas as formas de desumanidade; as asas da fraternidade, para que a irmandade sempre nos lembre da responsabilidade que temos para com os outros e conosco. A obra foi encomendada pelo governo francês para celebrar o 60º aniversário em 2004.

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Les Braves

Os desembarques na Normandia são considerados a maior invasão marítima na história.

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Filmes como “O resgate do soldado Ryan” e “O mais longo dos dias” mostram o desembarque em Omaha Beach, contribuindo para sua popularidade.

É comovente o respeito que os habitantes da região demonstram para com os soldados americanos que tanto contribuíram para a libertação, a quem tanto são gratos. É comum que as bandeiras da França e dos Estados Unidos estejam lado a lado na frente dos imóveis.

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Normandia: Honfleur | Deauville | Bayeux

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.

Hoje abordaremos sobre três cidades que estão localizadas no departamento de Calvados: Honfleur, Deauville e Bayeux.


     Honfleur

Localizada às margens do Rio Sena, antigamente, Honfleur era uma das bases do comércio marítimo que tanto contribuíram para a economia da região.

Honfleur é datada do século XI. O porto da cidade foi importante para o transporte de mercadorias na rota Rouen-Inglaterra a partir do século XVII, período em que foi construído. Um dos destaques também com importância para a cidade foi em 1608, quando a expedição de Samuel de Champlain resulta na fundação da cidade de Quebec, no Canadá.

Já no século XIX, Honfleur é conectada com o Impressionismo, estilo de pintura do século XIX em que uma das características é fazer a arte fora do ateliê com inspiração no ambiente natural sem qualquer alteração. Um dos representantes do movimento é Claude Monet, porém, foi através de Eugène Boudain que Honfleur se destacou no que se refere à pintura. Eugène Boudain nasceu em Honfleur em 1824 (e morreu em Deauville em 1898). É considerado um dos precursores do estilo impressionista e incentivador (e amigo) não apenas de Monet, mas dos artistas que também costumavam buscar inspiração ao ar livre em Honfleur.

A imagem mais comum encontrada através da pintura retrata Vieux Bassin, que se tornou o cartão postal da cidade: as casas germinadas, estreitas e altas, construídas entre os séculos XVI e XVII para os nobres, juntamente com os barcos que ficam estacionados ali nas docas.

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O cenário da cidade explica a razão de o Impressionismo ser associado à região. Não é à toa que os trabalhos dos pintores impressionistas retratam exatamente a mesma imagem em diferentes horários do dia justamente com o intuito de captar as mudanças de cor e de luz do ambiente.

A cidade permaneceu murada por anos e seu porto teve papel com relevância para as forças militares da França. Durante os períodos de guerra, foi uma das cidades da Normandia que foi poupada de destruição.

Ao caminhar pelas ruas da cidade, encontramos lojas de souvenirs com especialidades locais: uma bebida alcoólica produzida de maçã com conhaque que é envelhecido em barril por pelo menos dois anos conhecida como Calvados e doces feitos a partir do caramelo. Bebidas como Pommeau e Cidra também são bem típicas de Honfleur. É comum que artistas locais exponham seus trabalhos nos espaços que são públicos.

Vale a pena visitar a Igreja Santa Catarina (Église Sainte Catherine), que é considerada uma das atrações mais populares da cidade. Ela é diferente das igrejas que já tinha visto, pois foi construída de madeira pelos moradores durante o século XV.

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Em frente à igreja, a torre do campanário é um anexo do Museu Eugène Boudin que apresenta obras religiosas e lembranças das instituições de caridade.

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Ao redor do antigo porto e nas ruas das proximidades, além de lojas de souvenirs e restaurantes, estão os celeiros de sal do século XVII que atualmente abrigam exposições e eventos que acontecem na cidade.

Honfleur é uma das cidades da Normandia que vale a pena visitar, nós passamos cerca de três horas ali sem obrigações de fazer isso ou aquilo como roteiro. Percorremos as ruas a pé e apreciamos o que o vilarejo tem a oferecer aos olhos. Para quem quiser dedicar mais tempo, não faltam atrações. Museus que retratam o estilo de vida da população do vilarejo, arquitetura, obras dos artistas do Impressionismo e os celeiros de sal estão disponíveis aos visitantes.

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Para mais informações sobre atrações em Honfleur, clique aqui.

Dica de onde comer em Honfleur: La Cantine.


     Deauville

Localizada na costa da Normandia, Deauville atrai hóspedes (em maioria, parisienses) com poder aquisitivo um pouco mais elevado que as cidades da região. É conhecida como o berço da moda de Coco Chanel, pois foi lá que a primeira loja da estilista foi aberta (mas já não existe mais), por isso, lojas com itens luxuosos e de grife também estão instaladas ali.

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A primeira referência encontrada sobre a região de Deauville é do século XI. Após investimentos do século XIX, a cidade se tornou um dos balneários mais queridos da elite de Paris.

Um dos cartões-postais da cidade são os guarda-sóis que ficam na areia da praia. Também se destacam o calçadão conhecido como Les Planches e as cabines para a troca de roupas que são grafadas com o nome de artistas que já estiveram na cidade.

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Tem os artistas que visitam a cidade a passeio, assim como aqueles que costumam visitar Deauville para participar dos eventos que ali acontecem, como o Festival de Cinema Americano, que acontece anualmente no mês de setembro.

Para quem deseja jogar, um cassino que está localizado na avenida beira-mar é uma opção.

Para quem deseja relaxar, basta escolher um dos spas que estão espalhados pela cidade.

Vitrines não faltam para quem busca ir às compras.

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A prática de esportes náuticos é comum no balneário e atrai interessados especialmente nos meses de verão. Em Deauville é comum a prática de esportes com o uso de cavalos, e quem acompanha o blog regularmente sabe eu sou contra o uso de animais para qualquer prática, porém, infelizmente, ainda acontece.

Para quem for permanecer na cidade por mais tempo, atrações não faltam. Inclusive, passar o tempo na praia se o clima permitir.

É uma cidade que vale a pena se perder e observar os detalhes de tudo, e entender através do que encontrar nas ruas a razão de a cidade atrair o público que atrai. Confesso que a mistura de estilos normando, gótico e art decó das construções foi o que mais me encantou. A cidade é pequena, permanecemos por cerca de três horas nela e não nos preocupamos em cumprir atividades envolvendo o turismo, caminhamos por ela sem pretensões e aproveitamos o que pudemos.

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Para mais informações sobre atrações em Deauville, clique aqui.

Dica de onde comer em Honfleur: Le Jardin.


     Bayeux

O local onde se encontra a cidade de Bayeux foi fundado como um assentamento galo-romano no século I a.C., nomeado de Augustoduro.

Eventos com importância aconteceram na região.

A Tapeçaria de Bayeux (Tapissarie de la Reine Mathilde), apesar de “tapeçaria”, é um bordado com cerca de 70 metros de comprimento e 50 centímetros de altura que descreve os eventos com importância para a cidade durante o século XI e atualmente está em exposição no Musée de la Tapisserie de Bayeux. A peça foi listada em 2007 na categoria Memória do Mundo pela UNESCO. Atualmente, acredita-se que a obra foi produzida na Inglaterra.

Já no século XX, Bayeux foi a primeira cidade francesa a ser libertada dos alemães pelos Aliados após o desembarque na Normandia, o dia D, em 6 de junho de 1944.

Apesar dos conflitos durante os períodos de guerra, a arquitetura do centro histórico de Bayeux foi preservada.

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Bayeux abriga museus, memorial/cemitério de guerra e a catedral gótica de Notre-Dame construída entre os séculos XII e XV. A catedral iluminada com projeções coloridas fica ainda mais bonita de noite. É possível avistá-la de longe.

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Assim como as cidades já mencionadas acima, Bayeux é uma cidade para ser explorada a pé também pela facilidade. Chegamos em Bayeux quase à noite e não exploramos tudo o que gostaríamos por falta de tempo, mas percorrer as ruas da cidade só despertou ainda mais a vontade de voltar lá e visitar, principalmente, os museus que exibem um pouco de história da região.

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Para mais informações sobre atrações em Bayeux, clique aqui.


As três cidades são lugares que merecem um pouco de atenção ao viajar pela Normandia, seja para explorar a história que carregam ou simplesmente pela graciosidade.

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O belíssimo cenário natural de Étretat

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.

De Le Havre (onde nos hospedamos) até Étretat são 27 km. Fizemos o percurso de carro. Para estacionar em Étretat foi bem complicado porque estacionamentos e até mesmo as vagas para estacionar nas ruas estavam completamente lotados, mas depois de tempo procurando, conseguimos estacionar há aproximadamente quinze minutos a pé do centro.

Étretat está localizada na costa da Normandia e é um dos destinos mais visitados da região. Visitamos a cidade com o objetivo de conhecer a beleza das falésias, então não exploramos o vilarejo em si porque o tempo que tínhamos não permitiu.

É compreensível a razão pela qual pintores e escritores como Claude Monet, Gustave Courbet, Eugène Boudin, Gustave Flaubert e Maurice Leblanc escolherem o vilarejo como refúgio para inspiração. O vilarejo está entre dois penhascos que oferecem possibilidades de trilhas até o topo. Ambos são belíssimos e podem ser acessados caminhando pela orla, mas é importante que a maré esteja baixa para a travessia.

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O cartão postal de Étretat: la falaise d’aval e l’aiguille creuse

À direita do vilarejo está o penhasco d’Amont e uma trilha que pode ser percorrida rapidamente, talvez em quinze minutos dependendo da condição de cada um. De lá é possível avistar o cartão-postal de Étretat. Também é onde a capela de Notre-Dame de la Garde está instalada.

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la falaise d’amont

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Do lado direito da falésia d’Amont estão a rocha de Vaudieu e a agulha de Belval consecutivamente como demonstra a foto a seguir.

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le roc vaudieu e l’aiguille de belval

A partir do topo da falésia d’Amont existe um percurso que permite o acesso à praia através de escadas desde que a maré esteja baixa.

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À esquerda do vilarejo está o penhasco d’Aval e uma trilha que requer um pouco mais de tempo e disposição (porém, não é difícil). Do topo é possível ver o vilarejo que está ao lado direito e mais um arco à esquerda, o Manneporte. São aproximadamente cinquenta minutos com paradas para fotos a partir dos mirantes que estão ali. Um campo de golfe também pode ser visto durante o percurso. É possível caminhar até o topo do Manneporte, mas nós optamos ir até lá pela orla. E é entre os penhascos d’Aval e Manneporte que está a agulha que é denominada Creuse.

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manneporte

Ah, e assim como a maioria das praias que já visitamos na França, é de pedra.

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l’aiguille creuse e la falaise d’aval – caminhada pela orla

Assim como no Parque Nacional das Calanques, o calcário é responsável pela cor branca das falésias e pelo tom verde/azul do mar. São 140 km de falésias entre os rios Sena e Somme à margem do Canal da Mancha. Os paredões chegam a atingir 100 metros de altura.

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Sempre que via as fotos de Étretat nos perfis que acompanho nas redes sociais eu pensava: “que incrível”, e é impressionante como eu ainda assim eu fui impactada com a magnitude das falésias e a beleza que compõe tudo que está ali. Quanta generosidade da natureza para com Étretat! Definitivamente, é impossível não se impressionar. No dia que visitamos Étretat ventou demais, mas nada que limitasse o passeio em si. Tivemos a sorte de que o dia estava ensolarado, diferente dos demais enquanto visitamos a região da Normandia, então foi possível contemplar o cenário natural perfeitamente.

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Para quem for permanecer por mais tempo em Étretat, sugiro que visite o site oficial de turismo para mais informações sobre o que fazer no local.

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De onde partimos para explorar a região da Normandia: Le Havre

Este é um dos textos sobre uma viagem pela Normandia.

Le Havre foi a cidade que escolhemos para nos hospedarmos durante uma viagem de três dias na região da Normandia. Apesar de, inicialmente, não termos o objetivo de conhecê-la já que o foco era outro, acabamos passeando por ela rapidamente e conhecemos um pouco do que foi possível.

A cidade de Le Havre está localizada no noroeste da França (Haute-Normandie), onde o Rio Sena se encontra com o Canal da Mancha (que separa a França da ilha da Grã-Bretanha), e abriga um dos mais importantes portos marítimos do país.

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Pont de Normandie

A arquitetura de Le Havre é a mais moderna entre as cidades da Normandia. Os ataques durante a Segunda Guerra Mundial danificaram o município quase que completamente, ocasionando a reconstrução nas duas décadas a seguir sob responsabilidade do arquiteto Auguste Perret, que planejou a construção de apartamentos para abrigar os habitantes que perderam tudo e a construção da maioria dos prédios públicos da cidade. Em 2005, o centro histórico de Le Havre foi listado pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade.

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prefeitura – hôtel de ville du Havre

Assim como o prédio da prefeitura, a Igreja de São José (Église Saint-Joseph) que foi reconstruída também é obra de Auguste Perret (com contribuição dos arquitetos Raymond Audigier e Georges Brochard e do artista Jacques Poirrier). É dedicada à memória das vítimas de guerras.

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Igreja Saint-Joseph

Construída entre 1951 e 1957, a igreja que remete a um farol se destaca entre os edifícios da cidade – com 107 metros de altura. No interior, o altar está localizado no centro da igreja. Os 6500 vitrais que foram instalados na torre permitem que a luz natural do dia chegue até o interior da igreja através das cores que alteram dependendo da orientação do sol.

O brasileiro Oscar Niemeyer também contribuiu para a arquitetura de Le Havre. Foi o responsável por projetar o Centro Cultural da cidade que atualmente (desde 1990) é conhecido como Le Volcan: um local de produção artística que é referência nacional no campo do teatro, música, dança, circo, novas imagens e artes digitais, e ainda abriga uma biblioteca que carrega o nome do arquiteto como parte do conjunto. Para quem olha de cima, o projeto compõe o desenho de uma pomba que simboliza a paz.

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Todas as atrações que citei acima estão localizadas no centro histórico da cidade e podem ser visitadas.

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Le Havre

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Hospedagem

Optamos pelo Hotel Mercure Le Havre Centre Bassin du Commerce por ser pet friendly e atender o que buscávamos. A localização do hotel é ótima no que se refere à cidade. Percorremos tudo o que citei acima a pé.

A desvantagem de termos nos hospedado em Le Havre é a distância para os destinos que planejamos visitar. O ideal seria termos nos hospedado em um lugar que o acesso fosse mais prático. Além disso, tem a questão da taxa para atravessar a Ponte da Normandia duas vezes por dia (ir e voltar).

Valor para atravessar a ponte (por automóvel): € 5,40 por travessia.

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Normandia: o que explorar na região

Este texto é a introdução de uma viagem que fizemos na região da Normandia (em francês: Normandie), no noroeste da França.

Partimos da Bélgica (Oost-Vlaanderen) diretamente para a cidade em que nos hospedamos: Le Havre. De lá, partimos para Étretat, Honfleur, Deauville, Bayeux, Omaha Beach (uma das praias do desembarque do “Dia D”) e para o incrível Mont Saint-Michel. Foram cerca de quatro horas na estrada (400 km, aproximadamente).

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Le Havre
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Étretat
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Honfleur
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Deauville
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Bayeux
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Omaha Beach
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Mont Saint-Michel

É uma região da França que vale a pena ser visitada principalmente por quem gosta de história. Além do que visitamos em quatro dias na região, existem mais lugares que podem e devem ser incluídos no roteiro para quem tiver mais tempo.

Acompanhe o blog durante as semanas a seguir para acompanhar um pouco do que fizemos em cada lugar que visitamos.


Locomoção

Utilizamos o carro para a locomoção até os destinos e lá percorremos a pé.

Informações úteis:

Clima (agosto 2019): durante os dias que visitamos a região, o clima permaneceu bem instável. O sol apareceu, mas os dias permaneceram nublados em maioria. Temperaturas dos locais por onde passamos variaram entre 15°C e 23°C na época.

Moeda: euro.

Idioma: francês.

Tomada:

tomada

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