A abadia que foi fundada no século XII está localizada na região de Wallonie (Bélgica), na comuna de Villers-la-Ville. São 900 anos de história que podem ser compreendidos através dos informativos que estão espalhados pelo local.
O terreno de 36 hectares oferece atividades ao ar livre como exposições, concertos, teatros, possibilidade de piquenique e é um dos locais mais interessantes para ensaios fotográficos por sua beleza diferenciada.
Informações sobre a abadia e a vida dos monges podem ser encontradas no decorrer da visita.
Resumindo…
A construção da abadia começou em 1146. Foram mais de 100 anos para a abadia em estilo gótico ser construída. Inicialmente, eram 17 monges, mas após a finalização da obra eles eram aproximadamente 400. Entre os séculos XVI e XVII, os monges deixaram o local nove vezes por causa de invasões e tudo o que foi destruído durante cada ausência deles foi reconstruído após cada retorno deles. Durante o século XVIII, os edifícios que até então eram em estilo gótico foram reconstruídos em estilo neoclássico e no projeto foram adicionados um jardim e um palácio que tornaram o local ainda mais bonito. A Revolução Francesa expulsou os monges novamente do local. A abadia foi saqueada e pilhada ainda no final do século XVIII, em 1794. Logo em seguida, um comerciante que trabalhava na área de construção comprou o terreno com a abadia e começou a destrui-la, peça por peça, e com a contribuição da natureza para a deterioração, foi assim que a abadia caiu em ruínas.
Ruínas que começaram a chamar a atenção ao longo do século XIX. Após o Estado assumir a responsabilidade pelo terreno, o arquiteto Charles Licot elaborou um projeto para restauração e consolidação do edifício, iniciado em 1893, entretanto, as obras foram interrompidas em razão das duas guerras mundiais e foi apenas em 1984 que um novo projeto foi iniciado.
Em 1992, a abadia foi classificada como parte do Patrimônio Excepcional da Valônia. Toda a propriedade foi preservada: 50.000 m2 de paredes acima do solo e 5.000 m2 de abóbodas (construção arqueada feita de concreto, pedras ou tijolos, destinada a cobrir um espaço, apoiando-se em paredes, pilares ou colunas) construídos em estilo gótico e em estilo românico fazem dela um dos maiores sítios arqueológicos do país.
Inaugurado em 2012, o Jardim de Ervas Medicinais é composto por cerca de 100 plantas. É um jardim utilitário, simbólico e contemplativo. Em setembro de 2015, mais dois jardins foram inaugurados com quase 250 espécies de plantas medicinais, culinárias e aromáticas.
Em 2019, a abadia atraiu cerca de 100.000 visitantes. Alguns seguindo os passos dos fiéis, dos pobres e dos peregrinos. Outros, pelo turismo, por estarem em busca de uma experiência diferente, por relaxamento ou por espiritualidade, ou, como no nosso caso, por curiosidade.
A Abadia de Villers-la-Ville é diferente de tudo que eu já tinha visto aqui na Bélgica e acredito que justamente por isso que fiquei tão impressionada. Fui surpreendida por sua admirável beleza dramática por todos os cantos.
Clique aqui para assistir ao vídeo que publiquei no YouTube com mais imagens da Abadia.
Para mais informações, acesse o site oficial da Abadia aqui.
Giethoorn estava na nossa lista de lugares para visitar há bastante tempo, talvez desde que mudamos para a Bélgica (2016).
Finalmente, em junho/2021 estivemos no vilarejo.
Giethoorn é uma cidade que fica na província de Overijssel, Países Baixos. Giethoorn não é apenas o vilarejo onde o turismo é mais concentrado, porém, é onde a maioria dos visitantes permanece porque é a região mais charmosa da cidade.
Nós fomos da Bélgica (Oost-Vaanderen) até Giethoorn de carro. Foram cerca de três horas e vinte minutos de viagem. Giethoorn é acessível de trem ou de ônibus que partem, majoritariamente, de Amsterdam.
Entre as formas de explorar o local, utilizamos as pernas, barco e bicicleta. Carros são permitidos apenas até a entrada do vilarejo, sendo assim, é necessário deixar o carro em um dos estacionamentos que existem por ali (é válido fazer a reserva antecipadamente). Apenas moradores ou fornecedores podem circular nas proximidades do centro, mas também existem restrições.
É possível participar das excursões em grupo para explorar Giethoorn. Entre as atividades no lago se destacam windsurf, kayak e stand up paddle. Para explorar a região ainda é possível alugar bicicleta ou scooter e percorrer as ciclovias que são indicadas.
Giethoorn é mais um vilarejo pitoresco, adorável e fascinante. Impossível não se apaixonar por um lugar que parece de conto de fadas de tão fofo que é. Tudo contribui para o cenário: o canal e os barcos (conhecidos como gieterse punter no vilarejo), as pontes, as casas, os animais no canal, tudo, até os postes. É único!
A popularidade do vilarejo no mundo do turismo começou após ter sido o cenário do filme Fanfare. A obra é do cineasta Bert Haanstra e foi lançado em 1958.
O vilarejo possui um pouco menos de 180 pontes, que são passagens e também conectam o que podemos considerar como a rua do vilarejo (calçada/via para pedestres) até as casas que são ilhadas.
Estivemos em Giethoorn no final da primavera na Europa e conseguimos entender como o vilarejo funciona em momentos mais tranquilos e em momentos mais agitados durante o período por termos nos hospedado lá. Entre 10:00 e 18:00 a circulação de pessoas é bem intensa, seja explorando o vilarejo a pé, de barco ou de bicicleta. Entre 21:00 e 09:00 o silêncio é quase absoluto. Ressalto que as minhas referências são de um fim de semana ainda durante a pandemia.
Na sexta-feira e no domingo percorremos o vilarejo caminhando e de bicicleta até a chuva começar.
No sábado passeamos de barco pelo canal que atravessa o centro do vilarejo e estivemos em dois lagos ali por perto, passando pela reserva natural de Giethoorn (seguindo o mapa que recebemos).
Não precisamos nos preocupar com o aluguel de barco ou de bicicleta porque o local onde nos hospedamos ofereceu o serviço de locação, mas no centro do vilarejo é fácil encontrar os pontos de locação.
Opções de museus: Olde Maat Uus (para entender como as pessoas viviam antigamente), Museum de Oude Aarde (objetos como cristais e minerais são exibidos) e Gloria Maris Shell Gallery (boutique que oferece alguns dos tesouros que a natureza produz no fundo do oceano).
Giethoorn é um dos lugares mais raros da Europa. Canais atravessando o vilarejo, que é composto por casas com telhado de palha e com gramados e jardins que parecem estar flutuando sobre a água, conectadas por pontes para atravessar de um lado para o outro. Giethoorn merece mais do que apenas um dia porque é realmente incrível. Percorrer a cidade tranquilamente a pé e observar atentamente cada detalhe, tudo tão encantador, tão simples, tão peculiar, tudo é tão admirável e cautelosamente bem cuidado pelos moradores. Acordar cedo e aproveitar a calmaria da manhã é uma experiência que vale a pena ser vivida em Giethoorn.
Nos meses de verão, feriados, férias, finais de semana, o vilarejo costuma ficar absurdamente cheio de visitantes e eu penso que isso pode mudar completamente a experiência, tornando tudo mais complicado de acessar (e aproveitar), filas, aglomerações, espera para locação, caos nos canais por causa da quantidade de barcos, então vale a pena planejar com atenção uma visita ao vilarejo.
O vilarejo de Giethoorn é habitado por cerca de 2.600 pessoas, então é importante respeitar a privacidade delas em suas propriedades, tendo cautela na hora de observar e de fotografar suas residências. O silêncio também é respeitado, por isso, os barcos são elétricos (também para poluir um pouco menos dentro do possível).
Para apreciar um pouco mais do vilarejo, clique aqui para assistir o vídeo que publiquei no YouTube. Acordamos bem cedo nos dois dias para aproveitar com mais calma (08:00 já estávamos passeando), por isso, imagens tão serenas.
Hospedagem
Optamos pelo Bed & Bike De Hofstee. O apartamento é agradável, limpo e espaçoso. A localização é ótima e é possível alugar barco ou bicicleta diretamente na recepção. Os anfitriões oferecem um café da manhã completo. Acomodações no estilo de acampamento ou cabines também são oferecidas.
Alimentação
A maioria dos restaurantes está na beira dos canais. É legal escolher um local com terraço e ficar ali observando o que acontece. Nós fizemos três refeições em restaurantes e no dia que passeamos de barco fizemos piquenique (levamos tudo da Bélgica).
Smits Paviljoen
É o restaurante que oferece vista panorâmica para o lago. Nós optamos por sanduíches e os dois estavam bem gostosos, inclusive, eram maiores do que esperávamos.
Fica beirando o canal que atravessa o vilarejo. Eu esqueci de fotografar os pratos que pedimos porque estávamos com bastante fome, mas a comida não era tão saborosa, infelizmente.
O restaurante também é hotel/pousada. Os pratos são preparados pelo chef Martin Kruithof que é conhecido internacionalmente por causa das duas estrelas Michelin já conquistadas. O restaurante oferece duas opções de menu: 4 ou 8 pratos (dependendo do dia da semana), e também oferece o serviço à la carte. O preço é justo considerando o que é oferecido. O ambiente é bastante aconchegante e até um pouco intimista. A comida é incrível, me agradou pelo capricho, beleza e sabor, e o cardápio é adaptável para vegetarianos. Foi uma adorável experiência!
Para explorar o vilarejo fizemos tudo a pé, de bicicleta ou de barco. Utilizamos o carro apenas para ir ao restaurante De Lindenhof porque era mais distante.
Informações úteis:
Clima: durante os dias que estivemos na região (18.06.2021 a 20.06.2021), as temperaturas permaneceram entre 15°C a 25°C. O primeiro dia permaneceu ensolarado, mas a chuva apareceu no início da noite, e os dois dias a seguir permaneceram majoritariamente nublados. O pôr do sol acontecia por volta das 22:05.
Annecy tem charme, lago, montanha, castelo, flores enfeitando as pontes do centro, onde estão as ruelas bem pequenininhas com restaurantes que organizam mesas e cadeiras do lado de fora, é tudo tão encantador. A arquitetura e os canais que também contribuem para o cenário… Que lugar! Eu realmente me apaixonei por Annecy. Com certeza está entre os lugares que mais gostei de visitar na França (junto com os vilarejos da Alsácia e Èze).
Viajamos no período em que a situação da pandemia estava significativamente controlada na Europa. Como sempre, viajamos de carro por causa da nossa cachorrinha, totalizando cerca de nove horas na estrada (840 km).
A cidade está localizada perto de Chamonix, onde estivemos no inverno de 2019.
Annecy oferece diversos tipos de atividades para diversos tipos de perfis no que se refere à recreação, e existem possibilidades para aproveitar a região em todas as estações do ano. Nós fomos no mês de julho e aqui compartilharei um pouco da nossa visita à capital do departamento de Haute-Savoie durante o verão.
palais de l’île
Acordar bem cedo e pegar as ruas ainda vazias é algo que eu aprecio muito (em todas as viagens que faço). Período do dia em que é mais fácil observar os detalhes porque tudo ainda permanece tranquilo, sentir a calmaria da manhã, admirar a beleza do lugar, ouvir o som dos animais, enfim, aproveitar sem tantos estímulos/distrações.
O Palais de l’Île fica no centro histórico e é um dos principais cartões portais de Annecy, sendo considerado o local mais visitado da cidade e um dos prédios mais fotografados da França. O edifício foi construído a partir do XII acima de uma ilhota natural que fica no meio do canal. Inicialmente, e nos séculos a seguir, foi utilizado como como uma prisão, mas também já abrigou um tribunal para o palácio da justiça, já foi lar de idosos, quartel, armazém, sala de ginástica, escola de desenho para operários da construção, e desde o século XVIII, a tarefa de exercer funções administrativas foi atribuída ao edifício. Foi alterado no decorrer dos séculos, restaurado e reparado. Atualmente, o edifício abriga um museu com exposições temporárias e conta sobre a história da cidade, e ainda é possível visitar os ambientes que eram utilizados como celas.
O canal que atravessa o centro histórico da cidade, com, aproximadamente, 3,5 km de extensão, é chamado de Le Thiou.
Uma delícia se perder pelo centro histórico da cidade e identificar a atmosfera. Muitos restaurantes, cafés e sorveterias estão espalhados por ali. Passear entre as ruelas de Annecy é uma experiência que vale a pena ser vivida.
Musée-Château d’Annecy
Atualmente, o castelo de Annecy abriga um museu com exposições que resumem a história da cidade, mas também exibe temas como história natural, arte contemporânea, arqueologia, etnologia, artes plásticas e filmes de animação, além de abrigar o Observatoire Régional des Lacs Alpins, (em português, Observatório Regional dos Lagos Alpinos).
Está localizado no alto de uma colina que fica no centro histórico de Annecy.
Desde o século XIII, já foi habitado por condes e duques de Genebra, foi um quartel durante a ocupação espanhola no final do século XVII, abrigou os exércitos republicanos e os exércitos imperiais até a Segunda Guerra Mundial e ainda foi invadido por pessoas sem lar, até que, em 1953, a administração de Annecy comprou o prédio para fazer as restaurações e as reparações que eram necessárias para que o prédio fosse transformado em museu.
Nós não visitamos o museu, nos contentamos apenas com o pátio do castelo, de onde é possível observar a vista panorâmica da cidade e do lago.
Para mais informações sobre o Musée-Château d’Annecy, clique aqui.
Outros castelos na região: Château de Menthon-Saint-Bernard, Château de Duingt, Château de Thorens e Château de Montrottier.
Ainda no que se refere à história, vale mencionar as cinco torres sineiras de Annecy como atrações (religiosas): Basilique de l’Ordre de la Visitation, l’Église Notre-Dame-de-Liesse, l’Église Saint-Maurice, l’Église Saint-François de Sales e Cathédrale Saint-Pierre.
Várias atrações que a cidade oferece estão ao redor do lago, então vou compartilhar o que nós fizemos por ali.
O lago de Annecy é considerado o lago mais puro da Europa. Água cristalina em tons de verde e azul que variam dependendo da região, mais as montanhas que o cercam, fazem dele um cenário onde a tranquilidade reina. Foi originado após o degelo dos glaciares alpinos há cerca de 18.000 anos. Eu me apaixonei por Annecy especialmente pela beleza natural que compõe a cidade.
Construída em 1907, a Pont des Amours fica entre Le Pâquier e Les Jardins de l’Europe. Vale a pena parar, observar e fotografar ambos os lados da ponte, afinal, de um lado está o lago com as montanhas, do outro, o Canal du Vassé com água cristalina, cisnes, árvores, barcos e bancos para relaxar.
canal du vassé
É considerável planejar um piquenique nas redondezas no fim do dia durante o verão, ou apenas sentar e apreciar a paisagem.
Passeio de barco
Alugamos um barco para passear no lago de Annecy e levamos a Mel conosco. Foi uma delícia! A Mel aproveitou como nunca o vento no rosto, e nós também curtimos!
O tipo de embarcação que nós alugamos não exige habilitação.
Além de nadar nos locais que são permitidos (praias), também é possível passear no lago de kayak, stand up paddle, catamarã, bote, canoa, windsurf e pedalinho, além de mergulho. Ainda existe a possibilidade de prática de esqui aquático, wakeboard ou wakesurf.
De bicicleta, percorremos parte da ciclovia que acompanha a margem do lago de Annecy sem destino, apenas apreciando a beleza do lugar.
Paramos na praia de Saint-Jorioz e permanecemos ali por algum tempo, já que encontramos a sombra de uma árvore. É um dos locais onde é permitido nadar, então tinha bastante gente carregando um monte de coisa para passar o dia ali. Voltamos pelo mesmo caminho. Aproximadamente, 10 km para ir e 10 km para voltar, com cerca de trinta minutos para cada trajeto.
Para dar a volta no lago de bicicleta são 40 km.
Existem outros circuitos, menores ou maiores, para andar de bicicleta.
Caminhada nas montanhas também é um passeio bastante comum e possibilita vistas panorâmicas incríveis.
Nós não fizemos caminhadas, mas fomos até uma das montanhas ao redor de Annecy para contemplar um pôr do sol espetacular com a vista panorâmica do lago de Annecy.
Col de la Forclaz
Para chegar até lá: 74210 Montmin. Utilizamos o gps para chegar até o escritório de informações do local, e então estacionamos ali. A partir daí é subir as ladeiras caminhando (pela rua Chemin Rural dit de la Forclaz) ou se direcionar até a concentração de parapente (paragliding), pois a prática do esporte é bastante procurada na região e ali é um dos pontos que os profissionais decolam (por lazer ou trabalhando).
Se você estiver planejando visitar Annecy, recomendo imensamente que você considere uma visita à Col de la Forclaz durante o pôr do sol porque é simplesmente incrível (se for o tipo de passeio que te interessa).
Além de Annecy, visitamos o parque Les Gorges du Fier (aproximadamente, 15 km de distância).
O local é bem bonito, mas foi diferente do que eu esperava porque o nível da água estava baixo, porém, super válido. As estruturas para caminhar entre as montanhas é incrível. Tem estacionamento, lanchonete e banheiro na entrada do acesso ao parque.
Também tem um castelo, mas optamos por não ir até lá por causa do calor, já que o acesso era através de escada.
Indo para Les Gorges du Fier ainda encontramos um campo de girassóis.
Annecy me encantou, inicialmente, através das fotos que vi no Instagram, e me conquistou completamente com seu pitoresco centro histórico e a maravilhosa beleza natural que tanto contribui para que seja tão cênica, e não posso deixar de mencionar a comida que também me agradou.
Não foi uma viagem planejada, não teve pesquisa, não teve roteiro, teve apenas a vontade de aproveitar, foi decidida de última hora e foi surpreendente.
Existem algumas atrações turísticas interessantes, mas só de caminhar entre as ruas do centro histórico e apreciar sua beleza natural já faz a visita valer a pena.
Vontade de voltar em todas as estações e aproveitar cada uma, porém, confesso que acredito que o verão deve ser a melhor época.
Hospedagem
Optamos pelo Mercure Annecy Centre Hotel por ser pet friendly e atender o que buscávamos. A localização do hotel é ótima, fica perto do centro e permitiu que fizéssemos tudo a pé em Annecy.
Alimentação
Todas as opções que mencionarei têm disponibilidade de mesas e cadeiras do lado de fora, ao ar livre na calçada.
Para variar, não fotografei! Mas posso garantir que vale a pena visitar o local para desfrutar de um dos sanduíches que são oferecidos durante café da manhã ou brunch porque a comida é ótima. Altamente recomendado!
Outra opção para café da manhã ou brunch que experimentamos e também recomendo. Pedimos uma das opções de menu; vem o que está nas fotos e serve duas pessoas perfeitamente bem, mas não lembro se as bebidas estavam inclusas. Reservar antecipadamente.
A massa é deliciosa e os ingredientes contribuem para que o conjunto seja fácil de saborear. Sem dúvidas, uma das pizzas mais gostosas que já tive o prazer de comer. Preço justo. Ambiente agradável. Super recomendo!
Nada excepcional, mas a comida com foco em culinária italiana é boa. Em frente ao restaurante fica a lousa com recomendações dos pratos que são oferecidos no dia para complementar o cardápio com poucas opções. Boa surpresa!
Nas fotos, filé de robalo com molho de vinagrete (tomate, cebola, azeitona e ervas) e purê de batatas por baixo, e moelleux au chocolate de sobremesa. Ambos deliciosos!
Para conhecer o centro de Annecy, fizemos tudo a pé.
No dia que fomos até Les Gorges du Fier e Col de la Forclaz para ver o lago de cima e o pôr do sol da montanha, fomos de carro. Como citado anteriormente, também utilizamos barco e bicicleta para explorar a região.
Informações úteis:
Clima: durante os dias que estivemos na região (17.07.2020 a 20.07.2020), as temperaturas permaneceram entre 15°C a 30°C. Dias ensolarados, e o pôr do sol acontecia por volta das 21:10.
Moeda: euro.
Idioma: francês.
Tomada:
Para acessar o site oficial do escritório de turismo de Annecy, clique aqui.
A imagem do principal cartão postal de Gent (em português: Gante) está a partir da Sint-Michielsbrug (ponte de São Miguel). As três torres são: Sint-Niklaaskerk (Igreja de São Nicolau), Belfort (campanário) e a Sint-Baafskathedraal (Catedral São Bavão).
Da Sint-Michielsbrug ainda é possível ver ruas Graslei e Korenlei beirando o Leie (canal). De lá saem muitos dos passeios de barcos como atração turística disponíveis no centro. É comum a prática de stand-up paddle ou kayak por ali durante o verão.
sint-michielsbrug
A Sint-Niklaaskerk (Igreja de São Nicolau) é a primeira torre que vemos.
Sint-Niklaas é inspirado no bispo Nicolau de Mira. Nasceu na Turquia durante o século III e morreu em 6 de dezembro de 342, e durante a vida tornou-se bispo de Mira – Itália. Costumava ajudar os necessitados e foi o primeiro (santo) a demonstrar preocupação com a educação das crianças. A ele foram atribuídos alguns milagres que contribuíram para a sua popularização na Europa e designação de protetor dos marinheiros e dos comerciantes e, principalmente, amigo das crianças.
A paróquia de Sint-Niklaas foi fundada no final do século XI. A construção da atual Igreja de Sint-Niklaas começou no início do século XIII e foi concluída no início do século XIV. Porém, com o aumento da população, foi necessário aumentar o tamanho da igreja, aproveitando para transformar a igreja em algo maior no sentido de grandeza, e então a obra construída com Pedra Azul de Tournai levou séculos para ser concluída por razões de orçamento, altos e baixos da região que resultaram em deterioração gerando mais e mais reformas, guerras e por aí vai. Em 1936, uma organização sem fins lucrativos se empenhou para promover a restauração da igreja. Obras de arte dos pintores da região estão expostas no local. Atualmente, algumas das áreas da igreja ainda estão em obras, o que é comum nos prédios do gênero na Europa.
Ela é lindíssima por dentro e para quem se interessar, tem tour virtual disponível. Clique aqui.
A segunda torre é o Belfort (que é o campanário de Gent).
Sua construção começou em 1313 e a torre foi modificada ao longo dos séculos a seguir, se transformando no que é hoje entre os séculos XIX e XX após restaurações.
O campanário de Gent é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1999, juntamente com mais 32 campanários da Bélgica: 25 em Flandres e 7 em Valônia.
Decorações durante as festividades na cidade sempre chamam a atenção para o Belfort.
gentse feesten 2019
É possível subir até o topo do Belfort por escadas.
A terceira torre é a Sint-Baafskathedraal (Catedral São Bavão).
A construção da abadia que homenageia o padroeiro de Gent começou no século XIII, onde até então era uma capela. Em meados do século XVI, o edifício já tinha o aspecto que tem hoje, porém, mudanças eram necessárias. A diocese de Gent foi fundada em 1559 e, assim, a Catedral de Sint-Baafs também, sofrendo alterações no decorrer dos séculos a seguir. Até o século XIX, o interior do edifício mudou consideravelmente, até se transformar no que podemos ver hoje. Na torre estão pendurados sete sinos e o mais pesado é o Bavo, com 5.500 kg.
O patrimônio de obras-primas da Catedral de Sint-Baafs é valioso, com destaque para uma:
Você já assistiu ao filme “Caçadores de obras-primas”? Se sim, pode ser que você lembre da história baseada em fatos reais sobre O Retábulo de Gante – “Adoração do Cordeiro Místico” (o nome da obra em neerlandês é: De aanbidding van het Lam Gods). A obra, composta por 12 painéis com 24 pinturas que variam conforme a abertura ou não, é trabalho de um dos pintores flamengos primitivos mais célebres: Jan van Eyck, enquanto o projeto é de seu irmão, Hubert van Eyck. Portanto, considera-se que a obra seja dos irmãos Van Eyck. A pintura é conhecida como “Adoração do Cordeiro Místico” por causa da imagem do painel que está no centro, onde os peregrinos se reúnem para homenagear O Cordeiro de Deus, uma representação de Jesus Cristo.
A obra do século XV com histórias entre guerras, incêndios e furtos, foi instalada na Catedral de Sint-Baafs em 1432. Entretanto, um dos painéis permanece desaparecido, furtado em 10.04.1934 por, possivelmente, Arsène Goedertier.
A obra era cobiçada por Napoléon Bonaparte e Adolf Hitler com o objetivo de dominação (no caso, cultural). Foi capturada durante a liderança de ambos.
Para noção de importância: 2020 foi celebrado o ano de Van Eyck em Gent, ganhando destaque não apenas nos museus da cidade, mas também em uma série de eventos e de atividades em Gent. Devido ao COVID-19, o ano de Van Eyck se estendeu até junho de 2021. Os Gentenaars têm orgulho do trabalho dos Van Eyck e sua relação com a cidade.
Também vale a pena visitar o tesouro da catedral e ver a coleção que lá se encontra.
É proibido fotografar os objetos de arte que estão em seu interior sem autorização. Existem placas em todos os cantos com aviso.
Acima, a cidade de Gent e as três torres vistas de cima do Gravensteen (castelo). Da esquerda para a direita: Catedral São Bavão, Belfort e a Igreja de São Nicolau. Ainda tem a quarta torre que podemos ver: a Torre do relógio na Korenmarkt (Klok van het Postgebouw). Fotografei a imagem a partir do Gravensteen (castelo).
Quando publiquei a foto acima no Instagram, perguntaram qual das três torres é a mais alta. Você conseguiria adivinhar? A resposta é… Belfort! Com aproximadamente 95 metros de altura. Sobre as demais: Sint-Baafskathedraal com 89 metros e Sint-Niklaaskerk com 76 metros.
Este é um dos textos sobre uma viagem pela Suíça. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender a viagem como um todo.
Em um dia chuvoso, decidimos visitar dois lugares que já tínhamos nos informado a respeito: Victorinox (loja/museu) em Brunnen e Glasi Hergiswil – produção, loja e museu dos vidros da Hergiswil.
O post de hoje será sobre Glasi Hergiswil.
Sobre
A fábrica Glasi Hergiswil foi fundada em 1817 pelos irmãos Siegwart (que já realizavam o trabalho com vidros através do sopro). É conhecida pelo seu trabalho exclusivamente manual e artesanal no ramo de vidro. Atualmente, os itens mais produzidos pela fábrica são: copos, jarras, garrafas, vasos, pratos, tigelas e decorações de Natal, mas a variedade de produtos é enorme.
Reprodução: Glasi Hergiswil
Museu: o museu expõe a história do vidro e da empresa Glasi Hergiswil desde sua fundação, incluindo também as dificuldades que proprietários e funcionários passaram em períodos ruins. É possível ver o trabalho que é realizado pelos profissionais durante a visita.
Loja: na loja estão os itens que são produzidos com vidro. Tem tudo o que você pode imaginar… mesmo! Eu não fotografei, pois fiquei mais preocupada em observar os detalhes das peças e ter cuidado para não esbarrar em nada. Achei os preços um pouco caros, mas justos levando em consideração o trabalho que é realizado, porém, não é algo que me entusiasma a ponto de pagar o que é cobrado, apesar de achar tudo fantástico. Quem quiser ver os itens através do site oficial da loja, clique aqui.
Este é um dos textos sobre uma viagem pela Suíça. Recomento a leitura do que já publiquei anteriormente para acompanhar/entender a viagem como um todo.
Em um dia chuvoso, decidimos visitar dois lugares que já tínhamos nos informado a respeito: Victorinox (loja/museu) em Brunnen e Glasi Hergiswil – produção, loja e museu dos vidros da Hergiswil.
O post de hoje será sobre Victorinox (loja/museu) em Brunnen.
Sobre
Fundado por Karl Elsener e patenteado em 1897, o canivete suíço da até então marca Victoria foi bastante utilizado por oficiais durante os períodos de guerras e desde então é funcional para todo tipo de aventura e até no espaço pelos astronautas da NASA. Foi após a origem do aço inoxidável que os filhos de Karl – Carl e Alois – alteraram o nome da marca para Victorinox.
Swiss Army Giant Knife 2007
Acima, o canivete suíço mais multifuncional que existe: 87 ferramentas que possibilitam 141 funções.
victorinox
victorinox
Museu: a exposição apresenta a história do canivete suíço e seu desenvolvimento, bem como os marcos da empresa.
Loja: além da variedade de canivetes suíços também são encontrados talheres em diferentes tipos de design, relógios, perfumes, equipamentos – malas e mochilas – e acessórios de viagem. Especialmente na loja de Brunnen, é possível que o visitante faça/personalize o próprio canivete suíço do jeito que desejar (exclusivo) sob a orientação de um dos profissionais que trabalham ali.
Este texto é a introdução de uma viagem que fizemos para a Suíça.
A beleza da Suíça é surpreendente. A natureza foi generosa com o país com as montanhas e lagos/canais que atravessam a região de ponta a ponta praticamente.
O objeto da viagem foi justamente de estar em contato com a natureza, então não fizemos passeios para as atrações turísticas no que se refere à história.
Estivemos na Suíça em novembro de 2019, quando completamos quatro anos de casamento. Era outono, e as paisagens estavam tipicamente outonais: folhas das árvores em tons de amarelo, laranja, vermelho, marrom, dependendo da árvore, e nas montanhas já tinha um pouco de neve. Tudo como imaginávamos que seria.
Nos hospedamos em dois lugares, de onde partimos para conhecer o que queríamos de cada região (e um pouco mais distante também): Flims e Lucerna.
Para utilizar as estradas da Suíça, é obrigatório o uso do vignette (é um adesivo/pedágio que tem um custo, variando de país para país, e que precisa ser colado no vidro frontal do carro). Na fronteira tinham policiais questionando tudo o que é questionado em qualquer posto de imigração, e compramos o vignette diretamente ali (40,00 CHF, equivalente a € 36,50). Na região de Basel, paramos para comprar um chip de celular com internet para nos auxiliar na Suíça, que é parte do Espaço Schengen, mas não é membro da União Europeia, então lá os nossos não funcionam. Para quem interessar, foi na loja Mobile Zone – Grüssenweg 10, 4133 Pratteln.
Para quem não sabe, só viajamos de carro pela Europa e a explicação está no texto “Viajando de carro pela Europa”. Eu nunca fiz viagem de avião ou de trem por aqui.
Para ir: da Bélgica (Oost-Vlaanderen) até Flims foram cerca de 900 km e mais de dez horas na rodovia.
Para voltar: a partir de Lucerna foram oito horas até a Bélgica (Oost-Vlaanderen) em 700 km.
Durante o mês de novembro, atrações nas montanhas e com acesso a alguns dos lagos mais bonitos do país permanecem fechadas, pois é época em que começam os preparativos para a temporada de inverno, então, apenas adiamos o passeio em tais lugares.
Abaixo está o roteiro com informações não detalhadas sobre os destinos que escolhemos, mas nas semanas a seguir serão publicados os textos sobre os locais que visitamos com mais detalhes.
vista do quarto para o Lago Vierwaldstättersee / Lucerna
Entre Flims e Lucerna são 160km pela estrada.
Locomoção
Utilizamos o carro para a locomoção até os destinos. Uma das viagens que mais gostei de fazer de carro por tudo o que é proporcionado aos olhos. Eu não sabia que existiam taaantos túneis na Suíça!
Informações úteis:
Clima em novembro 2019: fez sol, choveu, nevou, ventou, aconteceu de tudo durante os dias que estivemos na Suíça. O sol apareceu, mas os dias permaneceram nublados em maioria. Temperaturas dos locais por onde passamos variaram entre -1°C e +10°C na época.
Moeda: franco suíço – CHF.
Idioma: alemão na região em que estivemos, mas na Suíça o francês e o italiano também são idiomas oficiais. Assim como na Bélgica, o inglês é compreendido e falado pela maioria da população.
Este texto é a introdução de uma viagem que fizemos em agosto de 2017.
A razão pela qual viajamos apenas de carro pela Europa é a Mel, nossa cachorrinha. Ela é idosa e eu não cogito a possibilidade de colocá-la em caixa/bolsa de transporte para que ela fique ali por horas, pois eu sei que é estressante para ela.
Partimos da Bélgica (Oost-Vlaanderen) para Berlim, Praga, Viena, Hallstatt e Munique.
Sobre o trajeto: partimos para Berlim em torno das 04:00 e chegamos lá 12:00, com uma parada na estrada e obras nas rodovias da Alemanha. De Berlim até Praga, a viagem durou em torno de quatro horas. De Praga até Viena, a viagem durou em torno de cinco horas. Saindo de Viena, paramos depois de três horas em um vilarejo chamado Hallstatt, pois eu já tinha pesquisado sobre o lugar e queria conhecer, mas permanecemos por lá apenas para o almoço e em seguida já retornamos com a viagem de mais três horas até Munique. Retornando, de Munique até onde moramos foram oito horas.
Atenção: para automóveis é obrigatório o uso do vignette (é um adesivo que tem um custo, variando de país para país, e que precisa ser colado no vidro frontal do carro) tanto na Tchéquia quanto na Áustria. A não utilização do vignette gera multa.
Na Alemanha, obras nas estradas ocasionaram bastante lentidão. A Autobahn é conhecida por não ter limite de velocidade para automóveis de determinadas classes, no entanto, existem trechos em que a velocidade é controlada por razões de obras, por serem áreas urbanizadas ou que possibilitam o risco à acidentes, além do mau tempo. As placas de sinalização indicam sobre onde é necessário manter o limite de velocidade.
É indispensável viajar com gps e aparelho com acesso à internet para ter auxílio.
Antes da viagem é importante verificar onde existem postos de combustíveis e estabelecimentos para alimentação, e ainda locais para a utilização de banheiro, que tem custo em todos os lugares por onde passamos.
Acompanhe o blog durante as semanas a seguir para acompanhar o que fizemos em cada lugar que visitamos.
No último réveillon planejamos algo um pouco diferente de tudo o que já tínhamos experienciado no período, então decidimos conhecer a tranquilidade de Rothenburg ob der Tauber, na Alemanha.
Localizada no estado da Baviera (Bayern), a cidade faz parte da Rota Romântica, que é um percurso que conecta 27 cidades com cenários característicos em quase 400 km de extensão entre Würzburg a Füssen. As cidades mais populares entre os viajantes são: Würzburg, Dinkelsbühl, Augsburg, Füssen e o vilarejo que escolhemos para nos hospedar, Rothenburg ob der Tauber.
Sou o tipo de viajante que gosta de pesquisar tudo e mais um pouco sobre os lugares que pretendo visitar, acredito que planejar o que fazer nos destinos já é o início da viagem, pois é quando posso definir os caminhos a percorrer de acordo com o que me interessa, entretanto, tenho a consciência que faz parte não conseguir realizar tudo o que foi planejado, pois nem sempre é possível (por “N” razões, seja pelo cansaço, tempo, clima, humor ou imprevistos, etc…), e tudo bem também, sem apego. Como já era previsto desde o planejamento da viagem, eu me apaixonei pelo vilarejo.
Conhecendo Rothenburg ob der Tauber
Depois da construção do castelo para o rei Konrad III, durante o século XII, os comerciantes da região passaram a negociar (comprar, vender, trocar) as mercadorias na praça do mercado – Marktplatz. Situada em rotas comerciais importantes na época, a cidade cresceu com o passar do tempo e construções em estilo enxaimel começaram a se destacar ao redor da praça central da cidade. Atualmente, a maioria dos prédios se tornaram estabelecimentos comerciais na região.
É onde os eventos da cidade aconteciam (e ainda acontecem).
Também é onde a prefeitura está instalada, em um prédio de estilo renascentista que se destaca dos demais. Parte do prédio caiu durante o incêndio 1501, mas foi reconstruído, reformado e restaurado, e uma cúpula em estilo barroco foi adicionada em 1681.
Rathaus – prefeitura de Rothenburg ob der Tauber
É permitido que os visitantes acessem o local para observar a cidade do alto (220 degraus).
Ainda na Marktplatz, o Ratstrinkstube – antiga Câmara Municipal da cidade – é atração com o relógio astronômico na fachada, pois de hora em hora (entre 10:00 e 22:00) tem apresentação de bonecos nas janelas do prédio. Remete à fábula “Meistertrunk”, em que, após cumprir o desafio de beber três litros de vinho, o ato do prefeito Georg Nusch determinou a salvação dos vereadores que já tinham sido condenados à morte pelo general Tilly, que chegou com as tropas em Rothenburg ob der Tauber também para queimar a cidade durante a Guerra dos Trinta Anos. Atualmente, é o escritório oficial de turismo da cidade.
Da Marktplatz, descendo as ruas Obere Schmiedgasse e Untere Schmiedgasse consecutivamente, está a bifurcação que é o cartão-postal do vilarejo: o Plönlein. Tanto as construções de ambos os lados da rua com arquitetura tipicamente alemã em estilo enxaimel quanto as torres Kobolzeller e Siebers criam um cenário ainda mais fotogênico.Ambas as torres Kobolzeller e Siebers foram construídas durante a expansão da cidade em 1204.
Entre as atrações de Rothenburg ob der Tauber, também estão os museus que exibem um pouco da história da Idade Média e da cidade, mas infelizmente não conseguimos visitá-los.
São muitas as lojas de artigos natalinos e souvenirs que estão espalhadas em Rothenburg.
Käthe Wohlfahrt
A tradicional Käthe Wohlfahrt é uma loja com artigos natalinos que foi fundada em Herrenberg (1964). A empresa foi para Rothenburg ob der Tauber em 1977. Lojas da rede também podem ser encontradas em outras cidades da Alemanha, em Brugge (Bélgica), em Riquewihr (França), em York (Inglaterra) e em Stillwater (Estados Unidos). Já durante o período dos mercados de Natal, barracas da Käthe Wohlfahrt chegam ao Canadá, mais cidades dos Estados Unidos, Japão, Itália, Áustria, Suíça, França, e é claro, mais cidades da Alemanha.
Käthe Wohlfahrt
käthe wohlfahrt
O museu da Käthe Wohlfahrt foi inaugurado em 2000. Expõe, além das histórias que envolvem o Natal, diferentes tipos de decoração de Natal a partir do século XIX na Alemanha e como as peças são produzidas.
No Burggarten ficava o castelo dos Hohenstaufen/Staufer que foi construído para o rei Konrad III, destruído em 1356 por um terremoto. As pedras das ruínas do castelo foram utilizadas para a construção da muralha da cidade, que permanece lá até hoje e é uma das atrações para visitação.
Percorrer sobre a muralha de Rothenburg ob der Tauber: possibilita a visão da cidade de outra forma, entretanto. Nomes de pessoas e de cidades estão grafados nas pedras da muralha, uma forma de agradecimento/homenagem para aqueles que doaram os materiais para a reconstrução da cidade após a 2ª Guerra Mundial.
Rothenburg está entre as cidades medievais mais bem preservadas da Europa, mesmo após os processos de reconstrução dos danos que foram causados durante os períodos de guerras.
É cheia de história, e do lado de dentro da muralha parece que é outra época, senti como se estivesse nos contos da Idade Média, e ainda tem o clima natalino que permanece na cidade em qualquer época do ano e torna tudo tão mais fascinante. Caminhar pelas ruas de Rothenburg ob der Tauber é mágico.
É compreensível que o vilarejo de 10.000 habitantes atraia cerca de 3.000.000 visitantes por ano.
Hospedagem
Nos hospedamos no Mittermeiers Alter Ego, um conceito de hospedagem diferente de tudo o que já tínhamos experienciado. Trata-se de um edifício com onze apartamentos (privados) de diferentes tipos e uma cozinha bem equipada com eletrodomésticos e utensílios para ser compartilhada pelos hóspedes, onde é possível desde apenas fazer as refeições como também cozinhar, além de ter sempre disponível (gratuitamente) água para beber, café e chá, além dos itens que são cobrados à parte.
Além de ser pet friendly, as acomodações do Mittermeiers Alter Ego possuem condições que consideremos importantes, pois temos a Mel que fica sozinha durante o dia por horas, então priorizamos o tamanho do quarto e a região (gostamos de passear com ela no dia a dia onde não tem tanta movimentação de pessoas, mas tentamos equilibrar que a localização seja de fácil acesso).
Eu sempre esqueço de fotografar o que envolve a hospedagem… tentarei melhorar! ehehe
Alimentação
Costumamos pesquisar as opções de restaurantes antecipadamente para nos programarmos e fazer as reservas quando é o caso, até porque a minha alimentação é restrita e precisamos ter o cuidado de buscar por restaurantes que nos agradem. Também é uma forma de poupar um pouco de tempo. Nem sempre conseguimos conhecer o que planejamos, pois acontece de às vezes optarmos pela praticidade por estarmos perto do lugar “x” ou “y” e comer ou beber onde é mais fácil.
O que envolve a alimentação também é algo que eu geralmente esqueço de fotografar, mas deixarei registrado através das palavras algumas das opções de restaurantes em Rothenburg.
Primeiramente, sobre o restaurante que eu tenho fotos: Michelangelo. Jantamos nele no dia 31/12. Lugar agradável, equipe atenciosa e comida saborosa, altamente recomendado!
Também recomendo os restaurantes Zur Höll e Italia Eiscafé-Pizzeria, ambos na região central de Rothenburg. E apesar de não ser o tipo de restaurante que eu gosto por ser beeem turístico, os pratos que pedimos no Bausmeiterhaus (localizado na Großer Markt) estavam ok (mas a decoração é péssima).
Schneeball é um doce típico de Rothenburg.
Já viajamos anteriormente para a Alemanha e a dica que dou para quem pretende visitar o país é: sempre tenha dinheiro em espécie na carteira, especialmente para pagar a conta de restaurante.
Locomoção
Em Rothenburg ob der Tauber é possível fazer qualquer coisa a pé.
É comum a exploração de animais em nome do turismo na cidade, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel.
Na noite do réveillon
Normalmente, quem vai para Rothenburg ob der Tauber não busca por agitação. Depois do jantar no restaurante Michelangelo – já mencionado – caminhamos pela região central do vilarejo e voltamos para o hotel, de onde até observamos que hóspedes saíram na rua para soltar fogos, mas do lado de dentro permanecemos. Não tem algo em especial na cidade para o réveillon.
Informações úteis
Clima (29/12/2018 a 01/01/2019): variação de temperatura entre -3 e +3. O sol raramente apareceu entre as nuvens durante os dias que estivemos na cidade.
É primavera na Europa, e uma das atrações mais populares durante o período é o Keukenhof: um parque com jardins que tem as flores como atração, especialmente as tulipas.
O parque fica em Lisse, nos Países Baixos (na província de Zuid-Holland – em português: Holanda do sul) e é aberto para visitação durante a primavera de cada ano. Porém, não permanece aberto do início ao fim da estação, portanto, é importante consultar o site oficial do Keukenhof para se programar.
Em 2017 foi de 23/03 a 21/05. As fotos a seguir exibem um pouco da beleza que é encontrada no parque.
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Em 2018, de 22 de março a 13 de maio.
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Em 2019, de 21 de março a 19 de maio.
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Keukenhof
Estive no Keukenhof todos os anos desde que mudei para a Bélgica porque eu simplesmente amooo.
Além dos jardins que estão espalhados pelo parque, também são exibidas as exposições de flores e decorações temáticas nos pavilhões. Segundo o site oficial do Keukenhof, são cerca de 7.000.000 de flores.
Keukenhof
Keukenhof
Os ingressos para os parques podem ser comprados pela internet (recomendado para poupar um pouco de tempo em filas) ou na bilheteria do local. Lembrando que, após adquirir o ticket, é possível visitar o parque em qualquer dia da temporada.
É um passeio com acessibilidade para todos, inclusive, animais de estimação são permitidos. O parque também possui algumas atrações para divertir as crianças. São muitos os visitantes que passeiam pelo parque diariamente, sendo assim, a infraestrutura de banheiros e de restaurantes é boa. Além de conhecer o Keukenhof, é possível passear de barco e de bicicleta na região dos campos de tulipas.
Não é possível afirmar qual época é a melhor para visitar o Keukenhof, já que a influência da natureza interfere no florescimento das tulipas, no entanto, independente do dia escolhido, valerá a pena! Entretanto, os dias ensolarados deixam o parque ainda mais bonito.