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Introdução à Gante

Este texto será a base para outras publicações relacionadas à Gante (em neerlandês: Gent / em francês: Gand) e traz um pouco dos pontos mais importantes da história da cidade.

Gante é a capital da província de Flandres Oriental e é considerada uma das cidades mais animadas e mais agitadas da Bélgica. Cerca de 77.000 estudantes de ensino superior contribuem para isso.

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Um pouco mais de 260.000 pessoas habitam Gante e estima-se que 11% da população é estrangeira.

Duas histórias sobre a origem do nome da cidade se destacam: a primeira indica a relação com a palavra celta “ganda”, que significa confluência, enquanto a outra menciona uma deusa chamada “Gontia”, entretanto, a maioria dos historiadores considera a primeira.

Evidências arqueológicas indicam a presença dos humanos na região durante Idade da Pedra.

É considerado que o primeiro assentamento da cidade surgiu no século I, na região onde os rios Schelde e Leie se encontram.

Com a fundação das abadias Sint-Baafsabdij e Sint-Pietersabdij pelo missionário Amandus durante o século VII, a cidade foi transformada.

A cidade se destacou durante a Idade Média em razão da produção de tecidos. Gante prosperou entre os séculos XI e XIII, quando cerca de 65.000 pessoas viviam na região, porém, assim como as cidades de Flandres, foi enfraquecida depois de ter sido invadida e capturada pelos espanhóis no final do século XVI, e em razão dos conflitos gerados por questões religiosas envolvendo o monarca da época, Felipe II de España, parte da população deixou a cidade até o século a seguir, resultando na diminuição de 20%.

No século XVII, Gante voltou a prosperar e aconteceram renovações na área da construção, tanto nos prédios de domínio público quanto em moradias, porém, a cidade foi invadida por tropas francesas e por tropas inglesas durante os conflitos da época, o que contribuiu para mais um período de crise econômica da região que permaneceu até a metade do século XVIII. O Império Habsburg investiu na infraestrutura da rede marítima da cidade após 1750, estimulando o comércio de Gante.

Após a Batalha de Waterloo, três universidades nacionais foram instaladas no sul dos Países Baixos. Em Gante, a Universiteit Gent foi inaugurada em 1817. O idioma oficial utilizado era o latim. Em Leuven e Liège foram instaladas as demais.

Após a independência da Bélgica (1830), acessos dos canais que se conectavam com o mar foram fechados por mais de uma década. Após a liberação e investimentos na rede marítima para novamente estimular os negócios, Gante voltou a se desenvolver e a população aumentou. A construção da primeira estação ferroviária de Gante – Gent-Dampoort – em 1861, contribuiu para o acesso à cidade.

Gante foi invadida pelos alemães nas duas guerras mundiais e foi atacada por bombardeios, mas os edifícios históricos não foram afetados drasticamente.

O território de Gante foi consideravelmente expandido entre as décadas de 1960 e 1970. Em 1980, restaurações que preservaram as características originais do centro histórico aconteceram na cidade com o objetivo de atrair mais turistas.

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Gravensteen

A região central exibe um pouco da história de Gante, onde se destacam o castelo Gravensteen, a Igreja de São Miguel, a Igreja de São Nicolau, o Belfort, a Catedral São Bavão, o edifício da prefeitura e o pavilhão com a arquitetura que é destaque na Poeljemarkt. Ainda estão entre os destaques por ali: as ruas Graslei e Korenlei beirando o Leie (canal), e a praça Korenmarkt.

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Desde a Idade Média que os canais de Gante são conectados com o mar. As rotas foram alteradas de tempos em tempos por diferentes razões, e durante o século XIX, a conexão entre o porto North Sea e o mar foi estabelecida do Rio Schelde até Terneuzen (Países Baixos). O canal Gent-Terneuzen possui, aproximadamente, 32 km de extensão. Navios de até 125.000 toneladas têm acesso à via.

Também existem museus e parques espalhados pela cidade. No beco Werregarenstraatje, a arte de rua é expressada nas paredes, contrastando com as construções quase que monocromáticas do centro histórico e contribuindo para a diversidade da arquitetura.

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Atualmente, as instituições de ensino superior de Gante oferecem mais de 230 cursos para os estudantes. São duas universidades e quatro faculdades instaladas na cidade, além dos cursos de pós-graduação. A UGent é referência na região de Flandres e se destaca entre as instituições onde o neerlandês é o idioma oficial.

A cidade é famosa pela sustentabilidade e por se destacar como a pioneira do vegetarianismo, onde a campanha “Donderdag Veggiedag”, de 2009, incentiva que as pessoas não comam os animais na quinta-feira.

A prática do ciclismo é comum entre os moradores da região de Flandres, o que contribuiu para os 400 km de ciclovia.

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É comum a exploração de animais em nome do turismo em Gante, como, por exemplo, cavalos puxando charretes. Não patrocine! Não apoie. Não incentive. Não fotografe porque acredita que é bonito. É cruel. Todo ano tem proibição por maus-tratos identificados, mas a prática ainda é permitida no país.

Eventos anuais acontecem na cidade, e o Gentse Feesten se destaca por acontecer durante dez dias no mês de julho e atrair mais visitantes a cada ano. Na cidade também acontecem vários festivais culturais envolvendo todo tipo de arte durante o ano inteiro. Durante o inverno, o mercado de Natal está entre os melhores do país.

Gante é adorável por tudo o que foi citado acima, especialmente pela diversidade. É uma cidade que oferece um pouco de tudo para todos.

Em breve, publicarei mais informações sobre lugares interessantes para conhecer em Gante, especialmente sobre o turismo, mas também sobre culinária, artes, esportes, curiosidades, entre outros temas. Acompanhe!

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3 comentários em “Introdução à Gante”

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